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Veja oportunidades na Casa Verde Pag’s 17-18-19

www.globalnews.com.br Totalmente online! São Paulo, 31 de Março de 2012 a 20 de Abril de 2012| Ano XIII - Nº151 | Diretor Responsável: Cantulino Almeida

A presidente Dilma se reúne com empresários em defesa da indústria

CORTESIA

Nova cirurgia de corpo fechado pela axila é aprovada com sucesso

Wilson Dias/ABr

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écnica é indicada para corrigir problemas cardiácos congênitos, com maior êxito. Eliminando a perda de sangue e evitando cortes imensos. ............................................................... Pág. 4

A desaceleração do PIB da China aumenta risco na economia brasileira

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plano do governo Chinês é migrar para um modelo de expansão economica menos vulnerável. Agindo desta forma para evitar uma possível crise no país. ............................................................... Pág. 6

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presidenta Dilma Rousseff e os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) se reúnem com empresários, de vários setores, para discutir uma agenda positiva e o aumento dos investimentos para

fortalecer o crescimento econômico no país. Os 28 grandes empresários do País devem anunciar nas próximas semanas, medidas para aumentar a competitividade da indústria brasileira. Segundo relato de empresários, Dilma disse que não vai proteger, mas defender o setor produtivo nacional.

Após ouvir as demandas e reivindicações do setor, a presidente encomendou ao ministro Guido Mantega (Fazenda), que também participou do encontro, um plano de ações. Entre as medidas estão a desoneração da folha de pagamento para todo os setores da indústria.

Projeto Integra capacitará empresas para a Copa 2014

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m programa de qualificação e certificação de estabelecimentos empresariais capaz de oferecer respostas às incontestáveis oportunidades advindas dos eventos internacionais que o Brasil irá sediar nos próximos anos, bem

O MEC cria prova para identificar falha na alfabetização de alunos

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Ministério da Educação (MEC) criará mais uma avaliação, para crianças de 7 anos. O exame sem data para começar, quer detectar se esses alunos estão conseguindo aprender a ler. .............................................................. Pág. 11 Lino / GN

como de apoiar a cooperação, o desenvolvimento e a integração das entidades de representação empresarial que integram a Sistema CACB em prol do desenvolvimento das micro e pequenas empresas. ....................................................................... Pág. 5

João Bico, Jorge Pinheiro, Rogério Amato e Leonardo Placucci


GLOBAL NEWS

Março de 2012

Monitorar grandes cidades pode ser um negócio bilionário

EDITORIAL

A POLÍTICA DOS “PUXADINHOS”

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O mercado de soluções para metrópoles começa a chegar com mais força ao Brasil e com eficiência

sobre os preços dos serviços, que sobem quase o dobro da inflação que, por sua vez, tende a enfraquecer a política monetária - porque reduz demais o juro real (o juro descontado da inflação). A expansão acelerada do consumo provoca alargamento do rombo das contas externas (déficit em Conta Corrente), estimado em US$ 68 bilhões neste ano, o que precisa ser coberto com crescente entrada de capitais. No entanto, a forte taxação da entrada de moeda estrangeira, colocada em prática com objetivo de ajudar a desvalorização do real, pode dificultar a cobertura desse rombo. Fora isso, essa mesma taxação, cuja intenção final é favorecer as exportações, acaba prejudicando o exportador (“acerta no gavião”) - como o ministro admitiu - porque o empurra para a tomada de financiamentos de curto prazo, bem mais caros. Também quando exige ou mais conteúdo local da indústria ou que a Petrobrás contrate sondas e navios a estaleiros inexistentes, o governo aumenta ou os custos industriais ou da Petrobrás e lhes tira competitividade. Aí está uma pequena lista de efeitos colaterais com os quais o governo vai se deparando. Há muitos outros. Mas o mais preocupante não é nem sequer o aparecimento dessas anomalias, mas a maneira como o governo lida com elas, sempre com novos remendos (as tais compensações). Assim, a política econômica se transforma em barafunda de artificialidades, cuja consequência é gerar novas distorções que, depois, complicam ainda mais a administração da economia.

de de chuvas em áreas de risco e se o fornecimento de energia está correto. O equipamento, encomendado à IBM, é abastecida por informações de 850 câmeras, parte pertencente à prefeitura e parte pertencente à Polícia Militar. A inovação está na integração de todas essas informações em um só lugar 24Hrs por dia, sete dias por semana.

“ Mercado de soluções tecnológicas para cidade gera receita de US$ 34 bilhões ” Em São Paulo, por exemplo, o centro da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) funciona de maneira semelhante, mas não está integrada com outros serviços, como as câmeras da polícia. Decidir o que querem monitorar,

Diretor Responsável

Global News Editora Ltda. Rua Salete, 345 - Santana - São Paulo/ SP - CEP 02016-001 Telefone (11) 2978-8500 - Fax: (11) 2959-1784 Novo site: www.globalnews.com.br - email: globalnews@globalnews.com.br Diretor Responsável: Cantulino Almeida (MTB 40.571) Diagramação: Carina Eliana Terra Molesim Jornalismo: Regina Elias (MTB 40.991) Publicidade: Marina Crisostemo Circulação: Daniela Crisostemo Almeida. Produção e Acabamento: Global News Editora Tiragem: 30.000 - Para anunciar ligue: (11) 2978-8500 Assessoria Jurídica: Dra Cassiana Crisostemo de Almeida e Dr. Rômulo Barreto de Souza.

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117 anos

até hábitos de consumo da população – serviços não usados no Rio. Basicamente, são espalhados pontos de coleta de dados pela cidade (como câmeras) que enviam mensagens para uma central. A central avalia o que acontece. Um acidente de trânsito, por exemplo, é “percebido” pelo sistema, que dispara um alerta para o agente do governo (polícia, bombeiro, ambulância) mais próximo. “Ter uma cidade amplamente monitorada permite resolver os problemas de maneira mais ágil”, afirma Carlos Leite, especialista em cidades inteligentes e professor de urbanismo da Universidade Mackenzie. Os dados são transmitidos por pesadas redes de fibra ópticas ou também por internet 3G. Cidades como Barcelona (Espanha) já têm áreas 100% cobertas por essas redes. A solução carioca foi mostrada na CeBIT, feira tecnológica realizada na Alemanha.

Centro de monitoramento do Rio de Janeiro

Cantulino Almeida

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Distribução: nas bancas, prédios, comércios, nas lojas dos Shopping Center Norte e Lar Center, no Clube Esperia e Acre Clube. Remetido, também, a assinantes e ao Mailing List da Associação Comercial de São Paulo e também para assinantes em outros estados.

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iante de cidades cada vez mais populosas, o mercado de soluções para metrópoles se consolida e começa a chegar com mais força ao Brasil. E o setor conhecido internacionalmente como “smart cities”, ou “cidades inteligentes”, em tradução livre. A consultoria americana IDC Governmente Insights estima que o segmento gerou somente ano passado, receita de R$ 35 bilhões. A expectativa é que cresça cerca de 18% ao ano até alcançar US$ 57 bilhões em 2014. Em 2050, segundo estimativa da ONU, cerca de 70% da população mundial viverá em grandes centros urbanos. Diante da necessidade de reinvenção das cidades, a idéia é criar uma rede da dados que monitore cada região e faça os serviços funcionarem com mais eficiência. Gigantes da tecnologia como IBM, Cisco e Siemens criaram áreas voltadas para soluções urbanas e relacionamento com governos. Umas das mais adiantadas nesse processo, a cidade do Rio inaugurou o Centro de Operações do Rio ao custo de R$ 11,9 milhões. O centro integra informações de 30 agências do governo e concessionárias de serviço público. De um telão composto por 80 telas LCD de 46 polegadas cada uma é possível monitorar como anda o transito na cidade, se há possibilida-

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lgumas metáforas dizem mais do que os tratados. Uma dessas foi criada pelo ministro Guido Mantega, em depoimento na Comissão de Economia e Finanças do Senado. Ele afirmou que às vezes atira no urubu e atinge também o gavião, querendo explicar com isso que certas decisões produzem consequência não prevista quando do seu planejamento. Uma das verdades apontadas por essa metáfora parece ter escapado ao crivo do ministro: ele deve ser um dos poucos que gastam chumbo com urubu. Ou seja, algumas dessas medidas de política econômica são de utilidade duvidosa. Outra verdade e não é preciso ser farmacólogo para saber disso é que certos efeitos colaterais das medidas corretivas deste governo tendem a gerar mais estragos do que a cura pretendida. O governo Dilma se queixa de ser vítima de efeitos colaterais. O mais notório deles foi denunciado há duas semanas por ela própria quando reclamou dos tsunamis de moeda estrangeira sobre o câmbio interno, provocados pelas políticas de farta emissão de moeda pelos grandes bancos centrais. Mas a maioria dos desdobramentos de que lamenta o governo federal são fruto de suas próprias políticas. Um deles é o enfraquecimento da indústria nacional justamente quando mais se amplia o consumo de massas. Para impedir a disparada da inflação de demanda, o governo vem tolerando a rápida expansão das importações de manufaturados, em detrimento da indústria. E, depois, tenta remendar tudo com compensações de resultado cosmético, como as que tem tomado e voltou a prometer. Outra consequência ruim da política de expansão do consumo de massas é seu impacto

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As matérias assinadas refletem o ponto de vista de seus autores, isentando a direção deste jornal de quaisquer responsabilidades provenientes das mesmas. A empresa esclarece que não mantém nenhum vínculo empregaticio com qualquer pessoa que conste neste expediente. São apenas colaboradores do jornal. É vetada a reprodução parcial ou integral do conteúdo deste jornal sem autorização expressa do Diretor Responsável.


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O Brasil poderá ser Brasileiros acreditam que o empreendedorismo, pode o 4º em vendas de ajudar o Brasil efetivamente smartphones Lá, 39% dos usuários vislumbram aumento do consumo. Em números totais, atualmente,

“O Brasil é o país que mais aposta no empreendedorismo” 134 mil pessoas (entre vendedores e colaboradores) têm a renda, total ou parcial, associada à venda de produtos por meio do mercado livre. Para 2012, a empresa estima que os maiores vendedores devem contratar 45 mil colaboradores. Do total de entrevistados, 68% declaram aumento nos negócios de suas empresas. O percentual é maior que entre os brasileiros, quem informam uma expansão de 74%. De acordo com o vice-presidente de operações do Mercado Livre no Brasil, Stelleo Tolda, o lançamento da ferramenta “lojas virtuais”, há pouco mais de um ano, favorece o empreendedorismo. Empreendedores que

têm loja física e que querem aumentar as vendas por meio da internet, como empresários que se lançaram direto no universo eletrônico. Para quem está no mundo físico, a consolidação da marca e o conhecimento das sazonalidades do mercado são grandes vantagens. Entre os planos da empresa para facilitar a logística e melhorar o atendimento está o desenvolvimento de sistemas mais integrados de informações, envolvendo o estoque de produtos e a cobrança de fretes. Estima-se que 80% dos produtos vendidos por meio da plataforma são entregues pelos Correios, com quem o Mercado Livre negocia a cobrança de tarifas menores, forma de rastrear as mercadorias e padronização das embalagens.

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Brasil é o destino de europeus que fogem da crise econômica

Oportunidades de bons empregos atraem profissionais europeus qualificados para atuar no mercado brasileiro

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crise econômica nos países da Europa já gerou 23,8 milhões de desempregados, nos 27 países que pertencem a União Europeia. Em Portugal a taxa de desemprego já ultrapassa os 11%, na Grécia o índice chega a 19,2% e na Espanha 22,8%. Com esse cenário, muitos profissionais estão vindo para o Brasil em busca de oportunidades de trabalho. O crescimento da economia brasileira, a realização de eventos internacionais como a Copa do Mundo e Olimpíadas são fatores de atração de imigrantes. Segundo dados do Ministério da Justiça, o número de imigrantes europeus já supera o de bolivianos, paraguaios e chineses. Para o advogado do escritório Garcia, Fernandes e Advogados Associados, especialista em direito internacional, Luís Renato Vedova-

to, a não existência de pessoal qualificado no Brasil deve ser uma das razões deste aumento. “Os europeus estão direcionados para os cargos de comando, mais qualificados, pois carregam a confiança das multinacionais que aqui se instalam e possuem mais preparo que a média dos brasileiros”, afirmou o advogado. Os imigrantes europeus são empregados principalmente nas regiões Sul e Sudeste do país, para atuar em setores de tecnologia, energia, construção civil e petrolífera. A burocracia para recepcionar os imigrantes continua sendo um fator que dificulta a expansão de estrangeiros no país. Está no Congresso um projeto para reformular o Estatuto do Estrangeiro. “Os estrangeiros devem deixar de ser tratados como um problema de segurança nacional. Assim, a Polícia Federal não deveria ser o cami-

nho para o estrangeiro. além disso, as restrições deveriam ser menores ou inexistentes. O Brasil precisa se inserir e a competição internacional pode nos auxiliar a melhorar os nossos quadros por aqui, além de poder ser uma boa injeção democrática no país”, explicou o especialista em direito internacional. O número de estrangeiros regularizados no Brasil cresceu 52% nos últimos 6 meses. Em 2010 eles representavam 961 mil e em 2011 já eram 1,4 milhões. De acordo com Vedovato, não é possível prever se a vinda de estrangeiros é algo passageiro. “A circulação pelo mundo é uma realidade e deve continuar por muito tempo, mas o destino pode ser passageiro. Hoje é o Brasil e amanhã poderá ser outro país”.

Fonte: Luis Renato Vedovato - Doutor em Direito Internacional pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP).

Segundo o International, país terminará 2012 como o 10º consumidor de smartphones

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Brasil se transformará no quarto maior mercado de smartphones no mundo em apenas quatro anos, superando todos os países europeus. Os dados são da International Data Corporation que, em seu relatório trimestral, indica que as vendas do produto nos mercados emergentes garantirão a expansão do setor nos próximos anos. Já em 2012, a China deve superar os Estados Unidos e se transformar no maior consumidor de smartphones do mundo. Os chinêses consumirão até em 2016 um a cada cinco produtos fabricados. Na terceira posição virá a Índia, seguida pelo Brasil. A quinta posição será do Reino Unido. Em apenas cinco anos, a estimativa da consultoria é de que o Brasil passe a representar 4,7% de todas as vendas mundiais do produto. Hoje, a participação é de apenas 1,8%. No ano passado, o marcado brasileiro foi apenas o 11º maior do mundo para esse tipo de telefone. O País terminará 2012 na décima posição. A consultoria estima que a venda desses aparelhos nos países ricos continuará a crescer, especialmente no Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Mas a expansão não terá o mesmo fôlego que nos emergentes. Nos países em desenvolvimento, porém, um fator que terá de ser levado em conta é o custo do aparelho e dos serviços disponíveis. Não serão

poucos os analistas do mercado de telefonia alertam que, para haver uma expansão forte, os preços dos aparelhos terão que ser reduzidos para até US$ 50. No Brasil, os preços em 2011 caíram 33%, o que permitiu que as vendas mais que dobrassem. Um estudo da empresa de pesquisa Nielsen mostrou que as vendas no varejo de smartphones cresceram 179% em comparação a 2010, contra uma expansão do mercado total de celulares de 26%. Com 10 milhões de unidades vendidas no ano passado, os analistas apontam que ainda existe uma ampla margem para o crescimento do comércio no Brasil. Em 2011, apenas 7,5% dos celulares vendidos eram smartphones. Mas esses aparelhos devem ganhar mercado no Brasil em 2012. Em janeiro, eles representam 17,9% dos celulares vendidos no país, segundo dados da consultoria GfK. A tendência para esse ano é que smartphones com mais de um chip cheguem ao mercado brasileiro, atendendo o consumidor que tem mais de uma linha móvel.

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ntre os países da América Latina, o Brasil é o que mais aposta no “e-empreendedorismo”. É o que sugere uma pesquisa realizada pela Nielsen, a pedido do Mercado Livre, ao mostrar que 22% dos usuários brasileiros da plataforma deixaram o emprego para atuar no comércio eletrônico . Na Venezuela, 15% disseram que abandonaram o trabalho anterior para se arriscar no meio virtual. A Argentina e a Colômbia aparecem em terceiro lugar, com 13% seguidas do México, com 9%. O levantamento foi feito com 2 mil usuários cadastrados no Mercado Livre desses países, sendo 610 brasileiros com o objetivo de dimensionar o impacto socioeconômico dos grandes vendedores na plataforma. Atualmente com 65,8 milhões de usuários cadastrados – metade brasileiros –, o Mercado Livre, de acordo com a pesquisa, é o principal canal de venda e fonte de renda para 68% dos entrevistados no Brasil. É o maior índice na comparação com outros países. O otimismo dos brasileiros está mais em alta. De acordo com a pesquisa, 70%dos entrevistados acreditam que terão aumento nas vendas neste ano. A Argentina aparece em último lugar.


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Saúde em Foco Nova cirurgia pela Saúde e Nutrição: Temas de palestras na Paróquia São José axila pode corrigir Ação está relacionada à Campanha Nacional da Igreja para este ano: Fraternidade e Saúde Pública defeito no coração

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erca de 100 paroquianos da comunidade São José participaram da palestra “Viver Mais e Melhor”, que abordou as condições e melhores práticas de vida para a busca da longevidade com qualidade. A exposição do médico Edson Monteiro, de São Paulo trouxe informações sobre os impactos da nutrição adequada à prevenção e ao controle de doenças degenerativas como hipotireodismo, diabetes II, obesidade, dislipidemia e osteoporose. Otorrinolaringologista e pós-graduado em Nutrologia Médica, o Dr. Edson Monteiro enfatizou a necessidade de mudança de hábitos inadequados de nutrição.“Há anos me dedico ao estudo dessas doenças e a sua relação com a nutrição. Estamos ingerindo menos gorduras e mais carbohidratos. E tem o lado amargo do açúcar: frutose, entre outras formas de açúcares, é um veneno e causa a obesidade”, enfatizou o médico. Osteoporose: dados alarmantes Outra preocupação do médico, que também pratica a medicina ortomolecular, é com a osteoporose. “É uma doença fatal e silenciosa. No mundo, mais de 200 milhões de mulheres e 110 milhões de homens são acometidos de osteoporose. Cerca de 77% das mulheres acima de 50 anos têm osteopenia ou osteoporose. Faltam em nossas refeições alimentos ricos em cálcio. É crucial uma mudança de hábitos alimentares”,afirma. Pastorais de saúde ajudam na disseminação da informação Há anos, o Dr. Edson realiza diversas atividades para informar a po-

pulação sobre prevenção e cuidados com as doenças. “Atualmente, desenvolvo um programa de palestras nos centros de educação unificados (CEUs), da Prefeitura de São Paulo, além de outros projetos promovidos por clubes de serviço, como Lions e Rotary. E agora quero me envolver também nas ações das pastorais de saúde”, informa. “Fico feliz por ter articulado essa ação de suma importância para a saúde da nossa comunidade”,comenta o são-pedrense e profissional de comunicação Pedro Luis de Aguiar.“Participei do lançamento da campanha da fraternidade aqui em São Pedro, no início de fevereiro, e decidi me integrar ao movimento. Daí, o próximo passo foi convidar o Dr. Edson Monteiro, um grande amigo e um profissional admirável, para fazer essa palestra”, informa Aguiar. “O passo seguinte foi procurar o padre Antonio Carlos, que, de ime-

diato, se prontificou a promover a exposição para a comunidade de São Pedro”, comenta. A excelente receptividade e o incentivo do padre Antonio Carlos foram os ingredientes para o agendamento da próxima palestra com o Dr. Edson Monteiro. “Em linha com a campanha da fraternidade deste ano, é nosso papel estimular e promover ações informativas relacionadas à saúde. A informação é a base para que as pessoas possam viver mais e melhor. Sempre que possível, vamos realizar atividades tão importantes como essa para a nossa comunidade”, enfatiza o padre Antonio Carlos. E adiantou que “no dia 15 de abril, a palestra será após a missa das 8h e depois o Dr. Edson fará atendimento gratuito a um grande número de paroquianos”. O evento também contou com a participação do médico são-pedrense, Dr. Giuliano Antonelli.

Luis de Aguiar, Dr. Giuliano Antonelli, Padre Antonio Carlos e Dr. Edson Monteiro

Técnica é indicada para corrigir problemas cardíacos congênitos

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ma nova variação de cirurgia pouco invasiva começou a ser feita na semana passada na Beneficência Portuguesa de São Paulo. A diferença está na incisão feita para corrigir doenças cardíacas congênitas. Em vez de um grande corte no peito, o paciente fica com uma cicatriz em um local mais discreto, em baixo da axila. O hospital adotou a incisão subaxilar para cirurgias de comunicação interatrial e interventricular – orifícios anormais entre os átrios e os ventrículos do coração. Pela nova via de acesso, a cirurgia tem benefícios como a redução do sangramento e dos índices de infecções e recuperação mais tranqüila, além da questão estética, segundo Luciana Fonseca da Silva, cirurgiã cardíaca da Beneficência Portuguesa que participou de seis cirurgias com essa incisão no Brasil. Ela diz que as cirurgias foram feitas em pacientes de oito meses a quatro anos. Três foram realizadas na Beneficência, mas hospitais Albert Einstein e Santa Catarina também usam a técnica. Apenas a Beneficência está usando a técnica de maneira rotineira para tratar os dois tipos de comunicação e em crianças com menos de 12 kg. Segundo Marcelo Jatene, cirurgião cardíaco do InCor, a cirurgia por incisão subaxilar é uma variação do procedimentos feitos há dé-

cadas. “É mais uma alternativa para se juntar ao arsenal que temos para os procedimentos minimamente invasivos.”

“Corpo fechado cirurgia dispensa necessidade de abrir o peito.” Jatene também afirma que dois casos de cirurgias subaxilar foram feitos no InCor. Ele diz que o hospital tem corrigido esses tipos de cardiopatia pó videolaparoscopia – pequenos furos são feitos no tórax, por onde entram os instrumentos. A cirurgia é monitorada por vídeo. Há ainda cortes feitos abaixo da mama em mulheres, mas a pouca idade é uma limitação para elas serem submetidas a essa incisão. Jatene afirma que a decisão sobre o melhor procedimento depende de vários fatores, como idade e peso do paciente, tipo de complexidade da cardiopatia e localização do problema, por causa das vias de acesso. “Se a adolescente já tem a mama desenvolvida, oferecemos as duas opções: subaxilar ou embaixo da mama. Cada caso deve ser avaliado.”

Poucas mulheres se examinam para detectar clamídia Doença é uma das DSTs mais comuns e pode levar também à infertilidade

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penas 38% das 16 milhões de americanas com idades entre 15 e 25 anos e sexualmente ativas foram rastreadas para detectar infecção por clamídia no ano anterior, doença que envolve riscos de dores crônicas, infertilidade ou gestações de alto risco. A clamídia é a doença sexualmente transmissível mais reportada nos Estados Unidos, com 1,3 milhões de novos casos em 2010.

Como a infecção não costuma apresentar sintomas, a taxa real de novos casos pode ser o dobro do estimado. Se diagnosticado precocemente, a infecção por clamídia é facilmente tratada com antibióticos. Por isso as autoridades americanas recomendam o exame anual para todas as mulheres sexualmente ativas, e um novo teste três meses após o tratamento para as que estavam infectadas.

Mas de acordo com os novos estudos, muitas mulheres não seguem essas recomendações. “Os dados mostram que estamos perdendo oportunidades de proteger as mulheres”, dizem os autores. Em um estudo, dados de 2006 a 2008 mostraram que 38% das mulheres com idades entre 15 e 25 anos foram testada como recomendado. As taxas de testes foram mais altas entre certos grupos, incluindo mulheres en-

tre 20 e 25 anos, em que 42% delas haviam sido examinadas. Aquelas com múltiplos parceiros também tiveram alta taxa de exames, com 47%. Mesmo entre as que haviam passado pelo exame, elas frequentemente não repetiram o teste para se certificar da cura. De acordo com uma análise, apenas 11% dos homens e 21% das mulheres fizeram um novo teste seis meses após o tratamento.

As infecções não tratadas podem se espalhar para o útero e tubas uterinas, causando inflamações pélvicas. Infecções não diagnosticadas no trato genital superior podem danificar os órgãos, causando dor crônica, infertilidade e gestações ectópicas. Assim como outras doenças sexualmente transmissíveis, a clamídia pode deixar a mulher mais vulnerável a infecções pelo HIV.


Março de 2012

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Integra foi lançado na Zona Norte, na UniSant’Anna

Projeto é destinado à micro e pequenas empresas, para gerar negócios das cidades sedes da Copa dades-sede do País que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014. No Estado de São Paulo, o programa, lançado oficialmente no auditório da UniSant’Anna, tem como parceiros a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) “A capacitação gerencial de micros e pequenos empreendedores para atuar em grandes eventos internacionais, entre eles a Copa 2014, é da maior importância para atender a crescente demanda de turistas estrangeiros”. Serão oferecidos , nas 12 cidaJoão Bico e Leonardo Placucci

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O evento contou com a participação do presidente da ACSP, Rogério Amato, o reitor da UniSant’Anna, Professor Leonardo Placucci, o Diretor-financeiro da CACB e presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Acre George Pinheiro, a Diretora do SEBRAE Nacional, Valéria de Barros e o Coordenador Nacional do Programa Integra, Valério Figueiredo e o Superintendente da Distrital Norte João Bico de Souza. No Brasil existem mais de 5,1 milhões de empresas, sendo que 98% delas são micro e pequenas empresas. Estes pequenos negócios – formais ou informais – respondem por cerca de 70% das ocupações do setor privado. De olho na importância e na representatividade destes empreendimentos, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB); em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou o Programa Integra, com o objetivo de qualificar e capacitar pequenos negócios nas 12 ci-

des-sede da Copa de 2014 os seguintes cursos, entre outros: Inglês e Espanhol. Segundo o coordenador nacional do Integra, Valério Figueiredo, as metas nacionais do programa para os próximos dois anos, nas cidades sede, envolvem a capacitação de 50 mil pessoas em cursos de gestão empresarial, a formalização de seis mil empreendedores por meio do MEI, a capacitação de três mil empresários desse segmento e a entrega do selo de ‘Excelência em Gestão’ para 15 mil estabelecimentos por todo o Brail

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LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO Presidente da OAB-SP, Advogado criminalista, mestre e doutor pela USP

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IMPOSTOS SEM CONTRAPARTIDA

nualmente, os brasileiros destinam 148 dias de seus vencimentos para pagar tributos, ocupando o terceiro lugar de cidadãos que mais pagam impostos, atrás apenas da França e da Suécia. No total, são 86, entre taxas, impostos e contribuições. E, embora suportemos uma alta carga tributária, não temos a devida contrapartida do Estado em serviços públicos voltados para a educação, saúde, transportes, segurança e infraestrutura. Dados de 2011 mostravam que a carga tributária brasileira chegou a surpreendentes 35,13% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e a arrecadação de impostos ultrapassou a marca de R$ 1,5 trilhão, o que significa um aumento na arrecadação nominal de 17,1% em relação ao ano anterior. Nos primeiros 20 dias de 2012, os brasileiros já pagaram R$ 100 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais, segundo dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a demonstrar o quanto o País, os estados e os municípios arrecadam em impostos. Entretanto, entre os 30 países com maior carga tributária, o Brasil é o que tem os piores índices de resultados em retorno de serviços públicos à população, segundo constatou estudo realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Esse é o segundo estudo realizado pelo instituto e em ambos o Brasil ficou com a última colocação. Para obter esse resultado o IBPT criou o IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade), que é a soma da carga tributária segundo a tabela doa OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) de 2010 e o IDH (Índice de Desenvolvimento Econômico Humano), conforme dados do PNUD (Programa

das Nações Unidas para o Desenvolvimento), com taxas de previsão para o final de 2011. Assim, quanto maior o valor do IRBES, melhor é o retorno da arrecadação de impostos para a população. A Austrália foi o país que alcançou os melhores índices no estudo, seguido dos Estados Unidos e da Coréia do Sul, com índices de 25,90%, 24,80% e 25,10%, respectivamente. Colocada cinco posições acima do Brasil, a Dinamarca foi eleita a nação mais feliz do mundo, em uma pesquisa realizada pela Universidade de Leicester, no Reino Unido. Mesmo tendo uma carga tributária que varia entre 50 e 70% da renda da população. A diferença entre a felicidade brasileira e dinamarquesa está no destino que os governos dinamarquês e brasileiro dão ao dinheiro arrecadado. Na Dinamarca, a educação é gratuita e a escolaridade mínima de dez anos é obrigatória. O ensino superior também é de graça e os estudantes recebem ajuda financeira do estado enquanto se dedicam aos estudos. O gasto com a educação chega a 9% do PIB, o dobro do brasileiro. O sistema de saúde dinamarquês é gratuito e os preços dos remédios para doenças crônicas são subsidiados pelo governo. O investimento na saúde é de 20%. Aqui no Brasil, a população pagou mais de R$ 63 bilhões de tributos cobrados somente nas contas de luz, no ano passado. Mas esse montante não garantiu nem qualidade; nem energia para todos. Se atingir o patamar de comprometimento social da Dinamarca ainda é uma meta longínqua para o Brasil; precisamos no mínimo exigir do Poder Público, a partir de agora, uma contrapartida ampliada de serviços públicos diante do alto volume de impostos que recolhemos.


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Economia e Agronegócio Bahia Farm Show: um mundo A desaceleração de tecnologia para o pequeno, do PIB da China pode aumentar o médio e grande produtor Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia e negócios risco na economia da Bahia gera uma gama de oportunidades

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Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia e negócios da Bahia e uma das cinco maiores do gênero do Brasil, será realizada de 29 de maio a 02 de junho deste ano, em Luís Eduardo Magalhães-BA. Mas, faltando ainda quase três meses para o evento, o mercado na região do cerrado baiano, e as atenções dos fabricantes de máquinas e implementos se voltam para ela. A esta altura, mais de 95% dos espaços já foram comercializados e a procura ainda é alta, entre novos possíveis expositores. Os veteranos, um espelho da indústria mundial de máquinas e implementos, já garantiram seus lugares ainda na edição de 2011. São ao todo mais de 300 marcas representadas no Complexo Bahia Farm Show, e uma novidade: um espaço totalmente dedicado à agricultura familiar. “Será uma feira dentro da feira”, explica o coordenador geral da Bahia Farm Show e diretor executivo da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Alex Rasia. Este espaço, denominado “Plantando o Futuro”, será organizado pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia (Seagri), e trará uma representação das cadeias produtivas regionais, sobretudo, as que integram a microrregião do Vale do Rio Grande, caracterizada pela

pequena agricultura. Haverá um auditório onde serão ministradas palestras específicas para as caravanas de agricultores familiares que deverão participar da feira, além da prestação de serviços com apoio de outras secretarias e órgãos do Governo. A organização da Bahia Farm Show disponibilizou uma área de 4.500 m² para a montagem desta estrutura. “Tratores de pequeno porte, cultivadores e forrageiras são alguns exemplos de tecnologias disponíveis ao pequeno produtor. Além disso, os bancos oficiais, como o Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Bradesco e Desenbahia, apresentarão suas linhas de financiamento para este público”, diz Alex Rasia. Para o presidente da Associação das Revendas de Máquinas e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba), Felipe Faccioni, a feira de 2012 deve repetir o sucesso da edição anterior. “O mercado está aquecido, os preços das commodities continuam em alta e ainda há muita área para abrir”, justifica Faccioni. Segundo ele, as máquinas agrícolas têm uma vida útil média de cerca de 10 anos. O produtor renova a frota a partir do término dos financiamentos e à medida que cresce em área, ou investe em tecnologia para ganhar mais eficiência nas lavouras.

“Vejo muito positivamente esse esforço da feira em abranger também a pequena e média agricultura. Temos muita tecnologia para isto, mas, é preciso haver mais informação e iniciativas governamentais para o acesso desse público. Programas como o Mais Alimentos acabaram financiando menos do que esperávamos, não por falta de recursos disponíveis, mas de informação”, alerta Felipe Faccioni. Para o presidente da Aiba, Walter Horita, a evolução da Bahia Farm Show repete o ritmo de crescimento do próprio Oeste da Bahia. “A fase do crescimento vertiginoso já começa a diminuir, e, tanto a região, como a feira, estão amadurecendo. Estão melhorando, na medida em que um alto patamar de excelência já foi alcançado”, explica Horita. Segundo o presidente da Aiba, a região cresce em torno de 7% a 10% ao ano, acima da média do PIB do agronegócio brasileiro, que já é superior ao do Brasil. “Apesar da consolidação, o Oeste ainda é uma área em expansão, que aguarda a definição da legislação ambiental para alcançar o seu pleno crescimento. A expansão se faz com máquinas, e a melhor vitrine para compra-las é a Bahia Farm Show”, conclui Horita.

O minério de ferro é o principal produto da paleta de exportações brasileiras para China

A

desaceleração do crescimento chinês é um dos maiores riscos que confrontam a economia brasileira. Segundo analistas, o principal canal de contagio da menos expansão que se avizinha na China para o Brasil é uma redução da demanda por commodities. Em anos recentes, a China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil. O minério de ferro encabeça a lista dos produtos comprados pelo gigante asiático. O problema é que o plano do governo chinês de migrar para um modelo de expansão econômica menos vulnerável a uma desaceleração brusca envolve reduzir o investimento, que atingiu níveis considerados insustentáveis. Menos investimento em infraestrutura e construção civil significara menos apetite pelos produtos do Brasil. “Até achar o cenário mais otimista para a China indica uma queda brusca da expansão do investimento nos próximos três anos, e com isso virá uma queda também brusca da demanda por metais”, diz Michael Pettis, professor da Universidade de Pequim e economista da entidade America Fundação Carnegie para a Paz Internacional. Para ele, o Brasil sofrerá o impacto negativo dessa mudança: “a crescente dependência do Brasil de commodities não agrícolas será um problema grande para o país antes do meio dessa década”. O minério de ferro é o principal produto da pauta do país. Representou 16,3% do total das vendas externas em 2011, antes pouco mais de 6% em 2005. “O risco de desaceleração mais forte na China é grave para o Brasil”, afirma o economista Júlio Gomes de Almeida, do Iedi. Ele acredita que a nova meta

do governo chinês de crescer 7,5% ao ano (abaixo da media de 10% da última década) representa um resultado ainda bom para o Brasil. A dúvida é se a China conseguirá evitar uma desaceleração mais brusca.

“Em anos recentes, a China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil.” O Especialista em China da consultoria Economist Intelligence Unit, Ducan Innesker, aposta em uma redução controlada. Ele concorda que mesmo uma freada suave reduzirá a demanda pelos produtos brasileiros. Mas diz ser preferível que a China cresça menos em um ritmo sustentável a que persista no modelo atual, que pode levar a uma crise. Já Pettis acredita que o risco de um pouso forçado na China é significativo. Outra questão em debate é a política do governo em relação à moeda do país, o Yuan (que é atrelado ao dólar). Recentes resultados ruins da balança comercial chinesa levaram as autoridades a indicar que poderão interromper o lento processo de valorização do Yuan, que ocorre há alguns anos. Analistas acreditam que o ritmo de apreciação deve, de fato, diminuir. Mas, segundo Innes-Ker, os produtos exportados pela China para países como Brasil devem continuar encarecendo por causa do aumento dos custos de produção do país.


Março de 2012

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Criação de vagas formais no país cai cerca de 56% em fevereiro

O

saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no País foi de 150.600 em fevereiro, segundo informou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelaram que foram contratados 1.740.062 trabalhadores formais no segundo mês do ano, enquanto 1.589.462 foram desligados. O volume de postos criados ficou 56,6% abaixo do resultado de fevereiro do ano passado, já atualizado em 347.070 vagas. No primeiro bimestre de 2012, o saldo líquido de empregos gerados foi de 293.987. O saldo de fevereiro ficou dentro da estimativa dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que ia de 106.500 a 213.001 vagas, e abaixo da mediana projetada no levantamento, de 177.900 vagas. O comércio voltou a demitir mais do que contratar em fevereiro, como já tinha acontecido no mês anterior. No mês passado, o setor

demitiu 6.645 pessoas a mais do que contratou, com destaque para o comércio varejista, responsável pelo fechamento de 12.564 postos. O setor de agricultura também mais demitiu do que contratou no mês passado, um total de 425 vagas. O setor de serviços foi responsável pela criação de 93.170 postos de trabalho formais em fevereiro,

já descontadas as demissões. Em segundo lugar ficou a construção civil, com a geração de 27.811 vagas. Na indústria da transformação, as contratações superaram as demissões em 19.609 postos e, na administração pública, em 14.694 vagas. No segmento extrativo mineral, a criação de postos líquidos foi de 1.490 e, nos serviços industriais, de 896.

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Custo da transposição do Rio São Francisco tem aumento Bilionário

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ovo balanço do PAC 2 (segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento), divulgado mostra que o custo da obra de transposição do Rio São Francisco teve mais um aumento bilionário. O projeto, que inicialmente era orçado em R$ 4,6 bilhões, agora custa 77,8% mais caro: R$ 8,18 bilhões, de acordo com o relatório do Ministro do Planejamento. Diante da estimativa anterior de R$ 6,85 bilhões,

feita em 2011, o reajuste é de 19,4%. Até o final do governo Dilma devem ser investidos outros 3,2 bilhões, e mais R$ 386 milhões estão previstos para depois de 2014. Segundo a Integração Nacional, o novo aumento de custo se deve a adaptação no projeto, a necessidade de atender aos moradores do entorno e a reajustes de preços no setor de construção civil.

Mulher será beneficiada pelo programa Minha Casa

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Divulgação

Atividades globais de fusão e aquisição subiram 22% em 2011

ara o quarto semestre de 2011, o indicador DFI da Intralinks-Intral Links Deal Flow Indicator (DFI) registrou um aumento de 22% nas atividades de fusão e aquisição, em comparação ao quarto trimestre de 2010. No Brasil, o volume de negócios recuperou-se após leve redução no terceiro trimestre de 2011 terminando com alta de 9% no quarto trimestre em relação ao anterior. O DFI é uma análise trimestral da Intralink, que oferece uma visão das atividades de negócios em curso e tendências do mercado global antes de seus anúncios ao público. No País, o volume de negócios no quarto trimestre de 2011 continuou apresentando crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior, com volume de negócios observados registrando alta de 32% em relação ao quarto trimestre de 2010. A taxa de crescimento anual da América Latina apresentou aumento de 33% no quarto trimestre de 2011, em relação ao mesmo período de 2010. Já o volume anual de negócios em 2011 para a América Latina terminou com alta de 44% em relação a 2010. Para todas as regiões, o crescimento anual mostrou tendências positivas, entre o último trimestre de

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“No Brasil, o volume de negócios no quarto trimestre de 2011 continuou apresentando crescimento” 2010 e o último trimestre de 2011, com o crescimento mais forte da América Latina (33%) e tendências positivas similares na América do Norte (29%). A região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA) apresentou índice de 16%, já Ásia Pacífico (APAC) teve 7% de aumento, um resultado modesto. Além disso, o volume anual de negócios

em 2011 subiu 20% sobre o de 2010. “Os resultados do último DFI, que incluem negócios ainda sob due diligence, indicam tendências em ascensão – especialmente à estabilização de mercados maduros, mesmo que eles ainda demonstrem alguma volatilidade”, afirma Matt Porzio, vice-presidente de soluções para a M&A. “Em trimestres anteriores, os resultados do DFI indicavam que os investimentos estavam buscando oportunidades em marcados emergentes, como a América Latina. Porém à medida que patrocinadores e compradores estratégicos permanecem com fluxo de caixa e a necessidade de colocá-lo em ação, nós verificamos um recuperação nas atividades de negócios na América do Norte, na comparação do terceiro trimestre para o último ano”.

presidente Dilma Roussef vai mudar as regras do programa Minha Casa, Minha Vida para beneficiar as mulheres. Em caso de financiamentos para famílias com renda até três salários mínimos, quando houver divórcio ou dissolução da união estável, a casa ou apartamento financiado ficará com a mulher. A regra foi fixada em uma medida Provisória assinada pela presidente Dilma e publicada em edição extra do Diário

oficial da União. Pela proposta, nas situações em que o casal tiver filhos e a guarda for exclusiva do pai, a mulher não terá direito de ficar com o imóvel. Se a guarda for compartilhada, é a esposa que manterá a residência em seu nome. Durante o pronunciamento, citou que com sua eleição, reforçou em alguns setores da sociedade, uma tendência de enaltecimento da força da mulher.

Bancos brasileiros são mais rentáveis que os dos EUA

O

s bancos brasileiros continuam mais rentáveis que os norte-americanos, mostra um estudo da Economatica, que acompanha desde 1999 as instituições de capital aberto, no Brasil e nos Estados Unidos (EUA). O retorno sobre o patrimônio líquido das instituições financeiras do Brasil (ROE) ficou em 13,97% em 3011, ante 7,63% das norte-americanas. Trata-se do oitavo ano

consecutivo de liderança dos bancos brasileiros. O retorno, porém caiu no ano passado quanto comparado a 2010. Naquele ano, estava em 15,57%. Nos bancos dos EUA, houve aumento do indicador, que em 2010 estava em 6,06%. Economatica calculou a medida do retorno sobre o patrimônio líquido usando os dados dos bancos de capital aberto dos EUA e Brasil.

Brasil é 2º em ranking de expectativa de emprego

O

Brasil aparece em segundo lugar em um ranking dos países com maior perspectiva de aumento de emprego, elaborado pelo ManpowerGroup. Os pesquisadores consultaram 850 companhias só no Brasil e constaram uma “expectativa líquida de emprego”

(diferença entre o porcentual de empresas que esperam aumentar o número de funcionários e o das que esperam diminuir) de 39% para o segundo trimestre deste ano. Entre as 41 localidades pesquisadas no mundo, apenas uma apresentou um porcentual maior que o Brasil: a Índia.


GLOBAL NEWS

Março de 2012

Os números em São Paulo de divórcios aumentam quase 50%

GAUDÊNCIO TORQUATO

Jornalista, professor titular da USP e consultor político.

RAZÃO, EMOÇÃO E POLARIZAÇÃO curvar às pressões de natureza política, enfim, cumprir a ordem estabelecida. Como a menor distância na política nem sempre é uma reta, como ensina a geometria euclidiana, ou uma escala que começa com as coisas simples para se chegar às questões complexas, na lição de Descartes, a rigidez da

“Não por acaso, a fonte da razão, quando lhe falta água, busca o poço da emoção para suprir necessidades. ” presidente esbarra no flexível corpo político. E, então, o curto-circuito acontece. A insatisfação das camadas governistas, acirrada neste momento de busca de recursos para as bases, apresenta-se em forma de manifestos, votos contrários aos interesses do Palácio do Planalto e até parcerias entre partidos adversários. O aviso é claro. As regras cartesianas que guiam a administração não se aplicam a algumas partes que integram a morfologia política. O governo tende a fraquejar se insistir na rigidez. Analisemos agora outra ponta da régua. Se Dilma é o perfil que mais se identifica com o conceito de razão, seu patrocinador e antecessor, Luiz Inácio, é o mais celebrado ícone da emoção no altar do poder. Lula porta um DNA de alta sensibilidade, que se traduz no jeitinho peculiar de tratar a política, nas manobras para agregar parceiros de bandas diferentes, na adjetivação direta com que brinda as turbas, fatores amplificados pela sincronia de gestos e voz. Ao redor de Lula, a semântica desarrumada cruza com uma estética improvisada, contribuin-

do ambas para compor um perfil populista. Não por acaso, a fonte da razão, quando lhe falta água, busca o poço da emoção para suprir necessidades. O ritual é conhecido. Após costumeiras visitas a Lula, a presidente sempre parece disposta a dialogar com a classe política. Adquire jogo de cintura. Dito isto, chega-se ao ponto maior de interrogação: que vetor comportamental terá mais influência nas campanhas? Algumas hipóteses devem ser consideradas. Atente-se, primeiro, para o ethos nacional, cuja composição agrega valores como cordialidade, improvisação, exagero, instabilidade, paixão, amizade, solidariedade. O acervo aponta para a alma caliente dos trópicos em contraposição à frieza anglo-saxã. Donde se deduz que em nossas plagas a emoção ganha da razão. Na imensa maioria dos 5.564 municípios brasileiros, essa tocha acenderá a fogueira eleitoral. Em espaços, como o de São Paulo, onde a disputa será mais uma luta na guerra entre petistas e tucanos para dominar o mais ambicionado pedaço político do País, o eixo da emoção também será elevado. A mais virulenta oposição ao petismo/ lulismo se origina em estratos médios da capital paulista. No contraponto, os mais resistentes exércitos petistas estão nas margens sociais da Pauliceia. Haverá, portanto, um fio emotivo separando territórios. Por último, resta lembrar que a campanha será influenciada pela TV, o mais emocional dos meios de comunicação. Joseph Napolitan, que foi consultor do presidente John Kennedy, dizia: “Os eleitores do coração são mais numerosos que os votantes que escolhem com a cabeça”. Resumo: uma eleição é ganha pela emoção ou perdida por falta dela. Com o adendo: quem valer mais que o peso terá melhores chances.

O

s cartórios de notas do estado de São Paulo registraram 13.909 divórcios no ano passado, 48,3% a mais do que em 2010. Os dados constam de um levantamento feito pelo Colégio Notarial do Brasil (CNB), seção de São Paulo. De acordo com o CNB, o aumento é consequência da Emenda Constitucional Nº 66, publicada em julho de 2010, que extinguiu prazos mínimos para o trâmite do divórcio. Antes, para o casal ter direito ao divórcio, era preciso estar separado judicialmente há um ano ou separado de fato há dois. Desde 2007, quando a Lei Nº 11.441 permitiu que cartórios fizessem divórcios consensuais, tem aumentado o número de separações. De acordo com o levantamento, em 2007, os tabelionatos fizeram 4.066 divórcios. Em 2008, foram 4.451; em 2009, 4.466; e em 2010, 9.377.

Divulgação

U

m nome de sabonete vem, desde os anos 1950, acompanhando a vida dos consumidores brasileiros: Vale Quanto Pesa. Naquele tempo, o símbolo da balança, estampado na embalagem amarela garantia a legitimidade do “sabonete das famílias” e reforçava o conceito de verdade, que o consumidor podia constatar ao ver que não havia um grama de peso a mais ou a menos. Como diz o vulgo, era uma época de “verdade verdadeira”. De lá para cá, a verdade perdeu substantivos e ganhou superlativos, como se pode ver no mote destes tempos virtuais: “Vale muito mais do que pesa”. Essa versão embala, hoje, a propaganda de carros e até de jogadores. Ronaldo, o Fenômeno, em seus tempos de Corinthians, assim era carimbado: “Vale mais do que o rendimento em campo”. A teia de recordações cai bem no momento em que o Brasil se prepara para vivenciar mais um ciclo eleitoral. Em breve o superlativo dominará espaços midiáticos dos partidos, a verdade se cobrirá com as cores da ficção, os atores políticos deixarão o chão da política real para subir às nuvens da política virtual. A passarela entre os dois universos será pavimentada por três tipos de argamassa, a serem dosados por candidatos, patrocinadores e equipes, de acordo com o jogo de conveniências: a razão, a emoção e a polarização. O desfile da razão deixa ver na linha de frente a primeira mandatária, cujo perfil técnico é mais afeito às retas da política do que às curvas, conforme se depreende da intenção de se manter equidistante nas campanhas, por ser “presidente de todos os brasileiros”. O traçado retilíneo que a presidente esboça, extraído da cartilha cartesiana sobre a sua mesa, implica saber o que ocorre em todas as frentes e fundos da administração, cobrar providências de ministros, acompanhar a dinâmica das ações, eleger prioridades, não se

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Desde a aprovação da lei, os casais não precisam mais recorrer ao Poder Judiciário para se divorciar, se separar ou fazer inventários consensuais, isto é, quando não há litígios nem filhos menores ou incapazes envolvidos. Na escritura pública lavrada no cartório, o casal define a partilha dos bens, o pagamento ou dispensa de pensão alimentícia e o uso ou não dos sobrenomes de casado. “Os processos, que poderiam levar meses no Judiciário, hoje podem ser resolvidos até no mesmo dia em um cartório, dependendo da complexidade do caso e da documentação envolvida”, explicou Mateus Brandão Machado, presidente do CNB-SP. Mesmo os casais que já tenham processo judicial em andamento podem desistir dessa via e optar pela separação por meio de escritura pública em cartório, preenchidos os requisitos da lei.


GLOBAL NEWS

Março de 2012

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Educação ALUNOS CIL – RUMO À UNIVERSIDADE

Bianca

IFPA - Hamburg Süd

Isabella

IFPA - Hamburg Süd

Carolina

UNESP, UFSCAR Engenharia física

Julia

IFPA - Hamburg Süd

Victor Adloff USP - Poli Engenharia

Caroline

IFPA - BrainLAB

C

apacitar os alunos para enfrentar com segurança os exames vestibulares mais concorridos e desafiadores do país é fundamental para o Colégio Imperatriz Leopoldina. Porém, mais do que isso, o desempenho apresentado nesses processos seletivos é, na verdade, a concretização de um processo muito mais complexo que é a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade em que

Laurana

Erica

IFPA - Kunel Nagel

Renan Rodini

UFRJ - Bacharelado Química

Victor Passareli

UNIFESP, UFSCAR, FAMEMA, UNICAMP Medicina

Martin

UNICAMP, USP Artes Cênicas

Thomas

IFPA - BASF

Thais

USP - Poli Engenharia

Ana Luiza

USP - Marketing

Nathalia

UFMT - Ciências da natureza e matemática

Renan Marques

UNESP - Zootecnia

Juliana

USP - Odonto

Mariana

USP - Letras

para essa nova etapa na vida de seus ex-alunos e colhe os mesmos frutos através deles. Estes jovens levarão consigo todo o aprendizado adquirido ao longo de sua jornada acadêmica. O CIL sente-se muito honrado em ter contribuído para a formação desses estudantes que começarão uma nova caminhada que, certamente, será abençoada e repleta de muitas conquistas e alegrias.

ALUNOS CIL DESTACAM-SE NOS VESTIBULARES E NO IFPA

O

Colégio Imperatriz Leopoldina, com o sentimento de dever cumprido, orgulha-se de seus alunos que iniciarão uma nova etapa em suas vidas. Esses jovens, que agora ingressarão nas gran-

UNIFESP - Ciências Sociais

estão inseridos e preparados para os desafios do futuro. Sabe-se que as conquistas são resultados, principalmente, do esforço de cada aluno, além da parceria entre o colégio e a família. O árduo ano de preparação com simulados, provas, horas de lazer comprometidas e exaustão mostraram que todo o esforço, enfim, foi recompensado. Essa aprovação é motivo de grande orgulho para a instituição, que contribuiu

des universidades, levarão consigo todo o aprendizado adquirido ao longo de sua jornada acadêmica. O CIL parabeniza aos ex-alunos pelo excelente desempenho apresentado e sente-se muito honrado em ter contri-

buído para a sua formação. O colégio orgulha-se de ter uma preparação para o vestibular completa: ensino tradicional, tecnologia e motivação. Parabéns aos alunos!


Março de 2012

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MEC quer o aprimoramento do O Mec cria prova Enade, e faz relativas mudanças para identificar falha na alfabetização P notas de formandos com baixo desempenho. Dessa forma, eles não reuniam condições para prestar o Enade. E como só os bons estudantes participavam das avaliações isso eleva as notas, permitindo a Unip alardear a qualidades de seus cursos, em agressivas campanhas de marketing.

“O MEC alterou as regras e os procedimentos do Exame Nacional de Desempenho de estudantes (Enade), para evitar manipulações” A Unip também foi acusada de adotar um regime de notas baseado no cronograma de avaliações do Enade. Nos anos em que determinadas áreas do conhecimento eram submetidas a avaliação do Mec, a Unip, quando não adiava o lançamento das notas, reprovava em massa os estudantes no penúltimo semestre, deixando-os em “recuperação” . Após o Enade, esses alunos eram promovidos ao último semestre. Já nos anos em que não avia avaliação, as classes tinham um alto número de alunos e poucos eram reprovados. As autoridades educacionais alegam que, se for confirmada

a tentativa de manipulação dos resultados, a Unip será punida. Nos meios universitários, prevalece a opinião de que as mudanças anunciadas pelo MEC são suficientes para resolver o problema e encerrar a discussão. Pelas novas regras, a partir de 2012 provas do Enade passam a ser aplicadas também aos alunos do penúltimo semestre. E, a partir de 2013, terão de se submeter às provas os estudantes que se formam no primeiro semestre – que até agora eram dispensados do Enade. Outra inovação diz respeito a alunos transferidos de uma universidade par outra. O MEC quer que as notas desses estudantes sejam atribuídas a instituição onde eles estavam matriculados anteriormente. “Isso resolve o problema de se postergar a formatura do aluno por um semestre, intencionalmente ou não. Queremos que todos os estudantes faça mas provas a fim de que se tenha uma verdadeira avaliação de cada instituição”, diz o ministro da educação, Aloysio Mercadante. Para alguns especialistas, a Unip não fez mais que explorar as brechas da legislação, não tendo praticado nenhuma ilegalidade. Para as autoridades educacionais, as mudanças no Enade fecham essas brechas, aprimoram a legislação e modernizam a avaliação do ensino superior.

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ministério da Educação (MEC) criará mais uma avaliação, para crianças de 7 anos. O exame sem data para começar, quer detectar se esses alunos estão conseguindo aprender a ler. Hoje, 15,2% das crianças no País acabam o período de alfabetização sem saber ler ou escrever. O dado nacional esconde diferenças enormes entre regiões e Estados. Enquanto em Santa Catarina e no Paraná apenas 5% das crianças estão alfabetizadas aos 8 anos, no Pará e no Maranhão o índice passa dos 30%. Em São Paulo, a média é de 7,6%. Apesar do ensino fundamental ser de responsabilidade dos municípios – e, em menor grau, dos Estados – o, MEC quer acompanhar as crianças para que se cumpra a meta de alfabetizar todos os estudantes até os 8 anos. “Queremos fazer essa avaliação para que seja possível intervir antes dos 8 anos se o resultado não for bom”, disse o ministro Aloizio Mercadante, em reunião da Comissão de Educação na Câmera. “Temos outra prova aos 8 anos.

Mas aí, se a criança não se alfabetizou, já teremos uma defasagem que pode terminar no abandono da escola.” O MEC faz, desde 2008, a Provinha Brasil, de alfabetização e matemática para crianças de 8 anos. Mas essa avaliação não é nacional. A ideia inicial, de se fazer uma mostra nacional para que pudesse avaliar o grau de alfabetização antes das crianças chegarem à 4ª série – quando passam pela Prova Brasil –, nunca saiu do papel e o MEC hoje usa dados do Censo 2010 do instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda não está definido como a divulgação desses números será feita. Mercadante, no entanto, quer destacar pelo menos as escolas que estão conseguindo alfabetizar seus alunos. O novo ministro já pegou o programa, chamando de Alfabetização na Idade Certa, quase pronto quando assumiu o cargo, em fevereiro, mas quer incluir algumas mudanças. Uma delas é dar Bônus para escola e professores que atingirem objetivos.

Divulgação

ressionado por universidades particulares, o Ministério da Educação (MEC) alterou as regras e os procedimentos do Exame Nacional de Desempenho de estudantes (Enade), para evitar manipulações que comprometam a representatividade e a legitimidade do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior. O objetivo das mudanças é impedir que algumas universidades continuem selecionando só os melhores alunos para fazer as provas, retendo os estudantes com baixo desempenho no penúltimo semestre, para que não sejam obrigados a se inscrever no Enade. Pelas regras até agora vigentes, o Enade é aplicado anualmente pelo instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, do Mec, a ingressantes e formados dos cursos de graduação de todas as instituições de ensino superior. A cada ano são avaliadas áreas específicas do conhecimento e os cursos que apresentam resultados dos insatisfatórios podem sofrer sanções administrativas. As punições mais brandas são advertência e uma avaliação rigorosa in loco feita por uma comissão de especialistas. As sanções mais severas são a redução de vagas nos vestibulares e o fechamento dos cursos. A discussão sobre a perda de representatividade e legitimidade do Enade começou no ano passado, quando a Universidade Paulista (Unip) foi acusada de adiar o lançamento das

Universidades dos EUA adotam avaliações em alunos Tem crescido no país o número de instituições que testam alunos no primeiro e último ano para medir aprendizado.

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stá ocorrendo, nas universidades dos Estados Unidos, um aumento de iniciativas de avaliação de alunos de primeiro e último anos. O objetivo é medir o aprendizado do momento em que se entra no ensino superior até a formatura Mais de cem instituições de ensino público revelaram voluntariamente os resultados desses novos testes, oferecendo aos

pais, possíveis futuros alunos e a órgãos reguladores do governo uma medida do valor que as universidades adicionaram às habilidades de pensamento crítico e aquisição de conhecimento. Uma dessas instituições é a Universidade do Texas, que criou há oito anos uma prova nesses moldes, chamada Collegiate Learning Assesment (CLA). Um dos fenômenos observa-

dos é de que os alunos em geral vão bem nessa prova, mas os formandos não tiram notas superiores às dos calouros. Os gestores da universidade usam esses dados para buscar melhorar o ensino. A Universidade do Texas é uma das poucas instituições de ensino superior dos EUA que exigem que o CLA seja feito. Outras escolas aplicam, esse teste – e também outros dois, o Collegiate Assessment of Academic Proficiency e o Proficiency Profile – de maneira voluntária, e os resultados normalmente não são os publicados. O movimento de avaliações

de alunos universitários começou como mero exercício interno. Mas isso mudou radicalmente no ano passado, quando dois sociólogos – Richard Arum, da Universidade de Novo York, e Josipa Roksa, da Universidade de Virgínia – usaram os resultados do CLA para criticar o nível do ensino superior americano. Os testes como uma ferramenta entre várias para medir os resultados dos alunos. “Acho que foi uma revelação”, disse Jeff Albernathy, presidente do Alma College, uma escola de artes em Michigan. “É difícil ter dados sobre o aprendizado dos alunos em todas as

disciplinas.” Há algum anos, o Conselho da Faculdades Independentes organizou um consórcio de escolas privadas para aplicar o CLA e compartilhar suas conclusões. Chegaram a participar 57 instituições, disse Richard Ekman, presidente do conselho. Mas a iniciativa foi encerrada. Poucas instituições privadas publicam os resultados da avaliação. As 144 universidades públicas informam as notas no site collegeportraits.org, com base no Voluntary System of Accounttability, lançado em 2007.


Março de 2012

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A Agricultura no mundo consumirá 19% mais água

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agricultura mundial necessitará de 19% a mais de água até 2050, se quiser atender à demanda crescente por alimentos de um mundo em rápida expansão. O problema, segundo o novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), é que a maior parte dela será requisitada em bolsões agrícolas que já sofrem com uma oferta apertada ou com a escassez desse bem natural. Divulgado o quarto “Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento de Água” é categórico: a situação vai piorar. “a escala desses problemas aumentará, sem dúvidas”, disse Olcay Unvir, coordenador do estudo lançado na abertura do Fórum Mundial das Águas, um evento internacional realizado a cada três anos, desta vez é sediado na cidade de Marselha, na França. De acordo com dados da ONU, pelo menos 12 países no Oriente Médio e no Sudeste Asiático vivem em “absoluta escassez” de água. O Oriente Médio chama a atenção ainda por outra razão: dois terços do seu suprimento já vem de fora da região. Grandes exportações de comodities agrícolas, como os EUA, enfren-

tam seus próprios pesadelos. O Texas, conhecido como “cinturão agrícola” do país, registrou nesta safra uma forte seca que afetou lavouras e pecuária e provocou perdas da ordem de US$ 5,2 bilhões, segundo estimativa das Taxas A&M University. Por diversos parâmetros, a falta de chuvas nas Grandes Planícies está sendo considerada a pior desde a “Dust Bowl”, a tempestade de areia que ocorreu da década de 1930 e causou sérios prejuízos econômicos e ambientais. Influenciada pelo agravamento do fenômeno climático La Niña, a situação chegou a tal ponto que o órgão que administra o fornecimento de água para a maior região de cultivo no Texas, busca permissão para interromper a irrigação para agricultores. Aqui no Brasil os prejuízos não são diferentes. Também agravado pela La Niña, produtores de grãos do sul e parte do Centro Oeste devem amargar perdas de mais de R$ 10 bilhões na atual safra, segundo estimativas oficiais. A premissa para os alarmes tocados pela ONU é a mesma que tem provocado nos últimos anos: a fragilidade da segurança alimentar no planeta que se aproxima dos 9,3 bilhões de habitantes

que, por sua vez, puxarão o consumo de matérias primas da soja à carne. Para atender a demanda, a produção de alimentos deverá crescer em 60% até 2050, indicam dados revisados da FAO, agência para Agricultura da ONU. No entanto, a entidade adverte que um quarto das agrícolas mundiais tornaram-se degradadas pelo uso de agricultura intensiva que depauperou recursos hídricos, reduziu a qualidade dos solos e aumentou a erosão. De 70% do consumo de água do planeta pode chegar a 90% em algumas economias, caso do Iraque, Omã, Siria e Iêmen que agora importam boa parte do consumo necessário para a produção de grãos, diz o relatório. A Arábia Saudita, por sua vez, está em processo de redução da sua produção de grãos para preservar águas subterrâneas utilizadas de forma insustentável. “As águas dos lençóis Freáticos podem ser extraídas à exaustão e, em algumas regiões, atingiu limites críticos”, afirma a ONU. A aquisição de terras por companhias estrangeiras é outro fator que ganhou ressalva no relatório. Essa estratégia de ampliação dos negócios tem sido comum em países da África com empresas estatais chinesas. “Mas adquirir direitos do uso de terra para o plantio em outros países implica também no direito de usar a água desses países”, lembrou Unver. “Países que podem arcar com melhor tecnologia podem impor um estresse de água adicional ao já existente”. Segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sem novas políticas de manejo de água, mais de 40% da população mundial viverá em áreas consideradas de alto estresse hídrico até 2050.

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PROF. LEONARDO PLACUCCI Reitor da Uni Sant’Anna

O LADO OBSCURO DA LEI FICHA LIMPA

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recente decisão do Supremo Tribunal Federal, no sentido de se reconhecer a constitucionalidade da Lei Complementar 135/2010 – popularmente chamada de “Lei da Ficha Limpa”, nos termos em que a mesma foi aprovada no Congresso, a princípio se revela como uma vitória de nossas instituições, mas especialmente do povo, eis que referida lei originou-se de uma iniciativa popular que reuniu mais de dois milhões de assinaturas. Por certo tal entendimento retrata uma nova realidade política de nosso país, onde se caminha a passos largos para um novo conceito de democracia sepultando gradativamente os coronelismos, os nepotismos, os jetons, enfim, o tão pré-histórico e venal “jeito brasileiro de governar”, seja na esfera federal, estadual ou municipal. Não obstante tais considerações, que celebram o espírito político-social da norma, em nosso entendimento uma simples análise jurídica da Lei da Ficha Limpa nos descortina um futuro sombrio, em especial no que tange aos mecanismos de aplicação que serão dados a ela, que poderão em última análise, desvirtuar o louvável espírito da lei, fazendo dela uma verdadeira “vara de condão” de inelegibilidade à disposição dos “amicus curiae” ou em português bem claro, dos amigos da Corte, do Poder. Justifica-se tal posicionamento partindo-se da análise de apenas uma das novas causas de inelegibilidade trazidas pela Lei Ficha Limpa que trata da tão discutida condenação por órgão colegiado. Como é sabido, até o advento da Lei da Ficha Limpa – com o devido chancelamento pelo Supremo Tribunal Federal – o princípio da inocência do réu imperava de forma indene em nosso ordenamento jurídico eleitoral não se questionando sobre a condição de elegibilidade de qualquer candidato até a ocorrência do trânsito em julgado de sentença condenatória definitiva (vide alínea “e”, inciso I, art. 1º, LC 64/90). Agora, àqueles que forem condenados em primeiro grau pelo cometimento dos crimes elencados na alínea “e”. 1 a 10. inciso I, art. 1º, LC 64/90, com a redação dada pela Lei da Ficha Limpa e tiverem suas sentenças confirmadas em segunda instância, em especial nos Tribunais de Justiça, a partir do momento da publicação de

seus acórdãos, automaticamente estarão inelegíveis, caso não interponham os recursos suspensivos competentes. Ou seja, da simples leitura do que foi dito nota-se claramente que a linha de corte da impunidade foi suprimida em uma instância, eis que os políticos fichas sujas não mais poderão se valer das instâncias judiciais finais do Plano Piloto para interpor um sem número de recursos, tão somente para protelar o fatídico e deletério trânsito em julgado que impunha a sanha da inelegibilidade. Mas infelizmente, essa evolução legislativa por si só não acabará com os fichas sujas, muito menos os impedirá de continuar a se candidatar, pelo menos, por mais um ou dois pleitos, ou de continuar a ocupar cargos nos governos. Muito pelo contrário, sabendo-se da índole desses cidadãos, muito provavelmente eles se utilizarão da Lei da Ficha Limpa para se beneficiar e não para se prejudicar. Explica-se tal alegação na medida em que muitos dos fichas sujas são políticos de grande influência junto ao Executivo e Judiciário de suas regiões, sendo que com a mais absoluta certeza se utilizarão de suas “forças” para fazer valer a Lei para os outros e não para eles, promovendo o andamento mais célere dos processos dos seus inimigos políticos, prorrogando os processos de seus apadrinhados ou correligionários, etc., criando em última análise um poder prévio, anterior e ao largo da Justiça Eleitoral capaz de atestar se a pessoa é ou não elegível ao seu talante e sua conveniência, subvertendo por completo a ordem jurídica eleitoral de nosso país. Conhecendo o modus operandi desses tipos de agente, não há como se pensar que com um golpe como esse eles venham a sucumbir, sendo que por certo a brecha da impunidade ou na Lei da Ficha Limpa já foram encontrados, aguardando o apito inicial do certame eleitoral para serem lançados no Judiciário para ao final ver no que dá. Certo é que tanto o Judiciário quanto a população devem estar de olhos abertos quanto à validação e aplicação de todos os ditames insculpidos na Lei para que eles desde logo tenham seu máximo alcance já no próximo pleito. “Alea jacta est”, os dados estão lançados.


O Dom Ramiro, está na esquina mais agitada de Santana

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om Ramiro está na esquina da Dr. César com a rua Salete. Reformado e ampliado, conta com um belíssimo salão e novo visual. Venha conhecer o gostoso espaço no coração de Santana. Moderno e cheio de novidades para curtir e se divertir com os amigos. Um salão aconchegante, e o cliente conta com um cardápio variado, com diversas porções, tábua de frios e picanha na pedra. Além de costelinha de porco com mandioca e a suculenta feijoada, servida todos os sábados .


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oportunidades que ele ofereçe em várias lojas tradicionais

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bairro da Casa Verde no próximo ano, completará um século de vida e vêm se desenvolvendo muito na área do comércio e diversos serviços com produtos de qualidade, com grande ênfase em lojas de moda. Cannes a loja que tem mais de 50 anos com o perfil de shopping, onde há uma clientela que vêm do interior e de Moema, na Zona Sul.

Há também a Sabino’s calçados que está mais de 50 anos, com uma clientela fiel de várias regiões de São Paulo, e Zecca Magazine que também tem 30 anos com a clientela da zona norte e outras regiões.

Em breve será inaugurada uma das melhores padarias da Zona Norte, aguardem!!!!


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aniversário do bairro é comemorado em 21 de maio, porque foi nesta data em 1913, que os herdeiros de João Maxwell Rudge venderam o primeiro lote do sítio de 200 alqueires que passaram a chamar de Vila Tietê. O novo nome logo caiu em desuso, prevalecendo o “Sítio da Casa Verde” ou “Sítio das Moças da Casa Verde”, como o lugar era conhecido desde a época do militar José Arouche de Toledo Rendon por volta de 1790. Rendon, descendente

do antigo proprietário, o todo-poderoso Amador Bueno Ribeiro. Pai das moças da Casa Verde, que eram muito populares entre os estudantes de Direito do Largo São Francisco. Alguns relatos afirmam que a casa ficava no sítio, outros que fora construída na antiga travessa do hoje Colégio Anchieta. No dia 21 de maio o bairro completa 99 anos, faça parte “Onde encontrar na Casa Verde - Moda, Produtos e Serviços” divulgue o que o torna bom!

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Shopping Lar Center promove mostra de Arquitetura

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evento é chamar a atenção da população para a necessidade de mudanças no cenário da construção civil de forma ampla e irrestrita, mostrando que é possível criar ambientes adaptados sem perder o charme”, diz a gerente de marketing do Shopping Lar Center, Ana Guiomar Cavalcante.

Mostra Lar Center de Arquitetura Universal Home & Office

Entrada: Grátis Horário: De segunda a sábado, das 10 às 22 horas; domingos e feriados, das 14 às 20 horas.

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De 19 de abril a 20 de junho Av. Otto Baumgart, 500

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Mostra Lar Center de Arquitetura Universal – Home & Office, que será realizada no Shopping Lar Center, de 19 de abril a 20 de junho, reunirá 21 ambientes que simulam espaços residenciais e corporativos com soluções inovadoras e melhor adequadas às necessidades de pessoas com mobilidade reduzida temporária ou permanente. Os projetos foram desenvolvidos por renomados profissionais de arquitetura e design do Brasil preocupados com a maneira de morar e trabalhar de pessoas com ou sem deficiência. O público também poderá conhecer sugestões para a acomodação de crianças, adolescentes, adultos e idosos com deficiência visual, auditiva e obesidade. “O objetivo desse

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Evento reunirá ambientes residenciais e corporativos criados pelos melhores designers e arquitetos do Brasil, que se dedicam ao desenvolvimento de projetos de acessibilidade


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