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O jornal que dá retorno ao seu investimento! SP, 27 de março à 20 de abril de 2010 | Ano XI - Nº127 | www.globalnews.com.br | Diretor Responsável: Cantulino Almeida | CORTESIA

Banco Central estima que relação crédito PIB chegue a 49% neste ano

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Banco Central espera que a proporção entre o volume de crédito e o PIB (Produto Interno Bruto), chegue a 49% no final do ano. A projeção anterior, divulgada em dezembro do ano passado pelo diretor de Política Econômica, Mario Mesquita, era de 48%. O volume total das operações de crédito do sistema financeiro ficou em R$ 1,435 trilhão em fevereiro, com expansão de 0,8% na comparação com janeiro. Esse volume corresponde a 44,9% do PIB, ou seja, praticamente estável comparada a janeiro (45%), entretanto mais alta na comparação com fevereiro de 2009 (40,7%). A expectativa de crescimento do volume de crédito para o ano é de 20% em relação ao ano passado, a mesma

Roosewelt Pinheiro/ ABr

de dezembro. O crescimento projetado para a oferta de crédito tanto de bancos públicos quanto de nacionais privados é de 23%. Na projeção de dezembro, esse crescimento era de 17,1% para os públicos e 20,4% para os privados nacionais. A projeção para os bancos privados estrangeiros é de crescimento de 8%, contra 24,5% previstos anteriormente. Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, a expectativa de crescimento do volume de crédito neste ano não é tão forte a ponto de preocupar, mas também não é fraca, pois deve impulsionar o crescimento econômico. “O crédito vai continuar sustentando a economia a taxas razoáveis que dão uma dinâmica boa para a economia”.

Sescon-SP comemora 61 anos e empossa nova diretoria para gestão 2010-2012

Sergio de Paula

Escolas de São Paulo lutam contra a obesidade durante a fase infantil

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obesidade infantil já atinge 15% das crianças brasileiras. Preocupadas com este dado, algumas escolas da capital estão contratando nutricionistas..........................................Pág. 8

Brasil investe apenas 1% do PIB em infraestrutura

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s gastos brasileiros são muito menores do que os verificados em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Entre as 11 maiores economias mundiais, em 2007, o Brasil tinha a menor taxa de investimento. ...................................................Pág. 9

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cerimônia, que ocorreu no Monte Líbano, foi marcada pela posse oficial das diretorias do Sescon-SP e da Aescon-SP, ambas encabeçadas pelo empresário Contábil, José Maria Chapina Alcazar.

Realizada primeira cirurgia cardíaca robotizada na AL

Durante o evento houve, também, a entrega da medalha Presidente Annibal de Freitas ao secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, e ao empresário contábil, Pedro Ernesto Fabi.

Participaram do festividade ainda o secretário de Modernização, Gestão e Desburocratização, Rodrigo Garcia, o deputado federal, Arnaldo Faria de Sá e o presidente do CRC-SP, Domingos Orestes Chiomento...................Pág. 12

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ma brasileira de 35 anos foi a primeira a se submeter a uma cirurgia cardíaca minimamente invasiva totalmente robotizada. O procedimento foi realizado no Hospital Israelita Albert Einstein.........................Pág. 10


GLOBAL NEWS

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Com novo cálculo, seguro de vida fica mais barato

EDITORIAL

Porque se fala tanto em ética na política no Brasil

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ão só no Brasil se fala muito em ética, hoje. Mas temos motivos de sobra para nos preocuparmos com a ética no Brasil. O fato é que, em nosso País, assistimos a uma degradação moral acelerada, principalmente na política. Ou será que essa baixeza moral sempre existiu? Será que hoje ela está apenas vindo a público? Uma ou outra razão, ou ambas combinadas, são motivos suficientes para provocar uma reação ética dos cidadãos conscientes de sua cidadania. Afinal, a hipocrisia será de todos se não reagirem eticamente para fazer valer plenamente os direitos civis, políticos e sociais proclamados por nossa Constituição. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (Art. 3° da Constituição da República Federativa do Brasil, 1988). A falta e a quebra da ética ameaçam todos os setores e aspectos da vida e da cultura de um país. Mas não há como negar que, na vida política, a falta ou quebra da ética tem o efeito mais destruidor. Isto se dá porque o político deve ser um exemplo para a sociedade. A política é o ponto de equilíbrio de uma nação. Quando a política não realiza sua função, de ser a instância que faz valer a vontade e o interesse coletivo, rompe-se a confiabilidade e o tecido político e social do país. O mesmo acontece quando a classe política apóia-se no poder público para fazer

valer seus interesses privados. A multiplicação de escândalos políticos no Brasil só não é mais grave que uma de suas próprias consequências: a de converterse em coisa banal, coisa natural e corriqueira, diante da qual os cidadãos sejam levados a concluir: “sempre foi assim, nada pode fazer isso mudar”, ou coisa ainda pior: “ele rouba, mas faz”. Do outro lado, uma vida política saudável, transparente, representativa, responsável, verdadeiramente democrática, ou seja, ética, tem o poder de alavancar a autocofiança de um povo e reerguer um país alquebrado e ameaçado pela desagregação. Um agente público é um cidadão que assumiu a responsabilidade de realizar o interesse público. Não há responsabilidade histórica maior que essa: de fazer valer e realizar a vontade e o interesse coletivo. A ideia de “vida pública”, “serviço público”, “interesse público”, tem sido uma idéia desgastada por nosso passado colonial, populista, autoritário-militar e pelo nosso presente neoliberal privatizante. O “público” em nossa história tem se realizado frequentemente como sinônimo de ineficiência, descaso, desleixo, baixa qualidade, trampolim para a realização de interesses privados, etc. A “coisa pública” tem sido considerada aquilo que, por ser “de todos”, é “de ninguém”, e por isso pode ser apropriada, usada e abusada. A atual generalização da corrupção política tem levado essa crise do “público” ao limite. Nessas circunstâncias, torna-se muito maior a responsabilidade do agente público de agir eticamente. E torna-se mais urgente e trabalhosa a necessidade de se resgatar e restaurar a dignidade ética da vida pública.

Cantulino Almeida

Diretor Responsável

Nova tábua de expectativa de vida mostra que brasileiros vivem mais tempo para garantir o mesmo benefício

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mercado segurador terá novas premissas para precificar os seguros de vida e modelar os planos de previdência. Isso porque foi criada uma tábua atuarial (com dados sobre a probabilidade de sobrevivência e morte de uma população) com as características demográficas brasileiras. Uma mudança na forma de mensurar a expectativa de vida da população vai permitir que os brasileiros paguem menos na hora de comprar um seguro de vida. Mas

produto no Brasil. Antes, o segmento adotava como parâmetro para a precificação de seus produtos dados da população dos Estados Unidos. O presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Armando Vergílio, explica que a previsão toma como base homens e mulheres de 40 anos, faixa que mais consume seguros no País. Pela nova tábua, os brasileiros nessa idade tiveram sua expectativa de vida elevada em cerca de sete anos.

“Expectativa de vida trará ganhos, mas fará cliente pagar por mais tempo” também os obrigará a contribuir por mais tempo com planos de previdência para ter o mesmo benefício. Para o setor, o preço do seguro de vida deve cair entre 10% e 15% com o lançamento da nova tábua atuarial desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro, que eleva a expectativa de vida dos consumidores desse tipo de

“È um marco histórico para o setor que passará a ter produtos adaptados a nossa realidade”, afirmou o presidente da Susep, Armando Vergílio. A nova tábua toma como base apenas os consumidores de planos de previdência e seguros no Brasil. Esse universo corresponde a 32 milhões de pessoas. Com a novidade, no caso da

previdência, as mulheres saíram mais prejudicadas ao adotarem a nova tábua. Para manter o mesmo benefício, uma mulher na faixa de 40 anos terá de contribuir por mais seis meses, enquanto os homens vão precisar de apenas um mês para garantir sua programação inicial. Vergílio ressaltou que apenas os novos contratos vão refletir a mudança na expectativa de vida diagnosticada pela primeira tábua atuarial desenvolvida para o mercado brasileiro. Ainda segundo o presidente da Susep, os clientes que já têm seguros de vida não terão alterado o valor de seu pagamento. “O preço antigo não era justo porque era baseado em outra realidade”, disse Vergílio. Outra vantagem destaca, é que a nova metodologia permite uma atualização a cada cinco anos. Com isso, destaca, será possível identificar mais rapidamente mudanças no padrão desses consumidores.

Desbloqueio de celular terá de ser gratuito Decisão da Anatel proíbe cobrança de multa ou taxa por operadoras O cliente da telefonia celular poderá desbloquear seu aparelho a qualquer momento, sem nenhum custo ou multa. Com o telefone desbloqueado, o cliente pode usar em um mesmo aparelho chips de diversas operadoras. A conselheira Emília Ribeiro, autora da proposta, explicou que o usuário da telefonia celular vai sair ganhando com a medida porque poderá se beneficiar das promoções e ofertas de diversas operadoras. Segundo a conselheira, as empresas argumentam que o bloqueio é necessário como uma espécie de fidelização do cliente que adquiriu um aparelho subsidiado, por

um valor menor ou de graça. A Anatel, no entanto, quer deixar claro que o bloqueio não pode ser imposto como contrapartida à concessão de benefícios. Sardenberg explicou que as operadoras não poderão argumentar, por exemplo, que o cliente está dentro do prazo de 12 meses de fidelização para negar o desbloqueio. Segundo ele, as empresas também não podem alegar que o aparelho tenha sido fornecido gratuitamente para rejeitar o pedido de destravar o celular. “A qualquer momento o cliente pode pedir o desbloqueio. Não vai pagar nada e não será cobrada multa”, reforçou o conselheiro Jarbas

Valente. O vínculo com a prestadora permanece em relação ao serviço e não em relação ao aparelho. Ou seja, para quem tiver um plano de fidelização, o período de carência para a rescisão do contrato permanece; podendo ser considerado quebra de acordo caso a contratação do serviço seja cancelado pelo usuário. Nessa situação é possível cobrar multa. A decisão sobre o desbloqueio consta de uma súmula que deverá ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União, dando uma nova interpretação ao regulamento da telefonia celular, que foi editado em 2007.

Global News Editora Ltda. Rua Salete, 345 - Santana - São Paulo/ SP - CEP 02016-001 Telefone (11) 2978-8500 - Fax: (11) 2959-1784 Novo site: www.globalnews.com.br - email: globalnews@globalnews.com.br Diretor Responsável: Cantulino Almeida (MTB 40.571) Jornalismo: Erlei Gobi Diagramação e Criação: Aline Suet / aline.suet@terra.com.br Publicidade: Marina Crisostemo Circulação: Daniela Crisostemo Almeida. Produção e Acabamento: Global News Editora Para anunciar ligue: (11) 2978-8500 Assessoria Jurídica: Dra Cassiana Crisostemo de Almeida e Dr. Rômulo Barreto de Souza.

Apoio

Ano XI - Nº 127 - www.globalnews.com.br Distribução: bancas, prédios, comércios, nas lojas dos Shopping Center Norte e Lar Center, no Clube Esperia e Acre Clube. Remetido, também, a assinantes e ao Mailing List da Associação Comercial de São Paulo e também para assinantes em outros estados.

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115 anos

As matérias assinadas refletem o ponto de vista de seus autores, isentando a direção deste jornal de quaisquer responsabilidades provenientes das mesmas. A empresa esclarece que não mantém nenhum vínculo empregaticio com qualquer pessoa que conste neste expediente. São apenas colaboradores do jornal. É vetada a reprodução parcial ou integral do conteúdo deste jornal sem autorização expressa do Diretor Responsável.


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Center Norte inaugura a temporada de Páscoa Shopping promove exposição com coelhos numa fantástica maternidade e espetáculo teatral interativo para as crianças

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Shopping Center Norte inaugurou no dia 4 de março atrações especiais para tornar a Páscoa muito mais lúdica e divertida. Quem visitar o Center Norte até o dia 4 de abril poderá conferir uma exposição inusitada, a “Maternidade da Família de Coelhos”, com coelhos gigantes, trazidos por alegres e coloridas cegonhas. Crianças de 3 a 10 anos terão mais diversão ainda, podendo brincar no “O Berçário do Bebê Coelho”. Trata-se de uma peça teatral interativa, que retrata um berçário de coelhinhos. Glorinha e Gabriela Baumgart, ao lado de Suzy Gheler, artista plástica que assina a charmosa exposição que mostra uma maternidade de coelhos, marcaram presença na abertura do evento.

Suzy Gheler e Gabriela Baumgart

Maternidade da Família de Coelhos Center Norte De segunda a sábado das 10h às 22h - Domingo das 14h às 20h. Berçário do Bebê Coelho - De quinta a domingo das 14h às 20h Idade sugerida: crianças de 3 a 10 anos - Sessões a cada 15 minutos Capacidade: 10 crianças por sessão.

Glorinha Baumgart e Suzy Gheler

AGUARDE...

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Educação GLOBAL NEWS

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Escolas educando para formar excelentes profissionais

Colégio Imperatriz Leopoldina e o Projeto Escolas Parceiras do Futuro (PASCH-Schulen)

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o dia 13 de março tivemos o prazer de descerrar, no Colégio Imperatriz Leopoldina, a placa que simboliza a nossa inserção no programa das escolas parceiras do futuro. Estiveram em nosso colégio representantes de diversas instituições alemãs, inclusive a Senhora Carola Bruhn, consu-

lesa da Alemanha no Brasil, que proferiu um discurso, enfatizando a importância do projeto. O Sr. Andreas Matthes, vice-presidente da mantenedora do CIL, agradeceu em nome de toda a comunidade por mais esta conquista. Durante o encontro deste dia, também tivemos a oportunidade de apresentar a história de nossa

instituição, através das palavras da gerente administrativa, Sra. Evelyn Beck. As professoras e coordenadoras de alemão Magda Balsan e Marlene Desidério discorreram sobre o trabalho da equipe de alemão no colégio. A parceria internacional de escolas foi uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, que vê como sua função fundamental, a criação de uma rede internacional que desperte nos jovens o interesse por outros países através da cultura e das línguas estrangeiras, desenvolvendo suas competências interculturais, preparando-os assim para o futuro em um mundo globalizado. O processo de formação da rede teve início em 2008, também com o objetivo de fortalecer o ensinoaprendizagem da língua alemã, vista não só como um meio de comunicação, mas também como um diferencial na formação do

indivíduo como um todo, inclusive profissionalmente e ainda como um agente transmissor da cultura. Ou seja, poderíamos dizer que é uma forma de empolgar os jovens com este país, a Alemanha. As escolas são as pontes entre o lar e a Alemanha em termos sociais, econômicos, de ciência e pesquisa. Com o ministério aliam-se outras instituições para dar suporte ao projeto: Instituto Goethe, ZfA (Zentralstelle für das Auslandsschulwesen), Deutscher Akademischer Austauschdienst und Pädagogischer Austauschdienst der Kultusministerkonferenz. As escolas escolhidas oferecem o alemão no currículo e a ideia é que se crie uma conexão entre elas e também com as universidades na Alemanha. Já são 1300 escolas que buscam continuamente o aperfeiçoamento de seu trabalho com a língua alemã. Professores estão sendo estimula-

dos a se aperfeiçoarem e as escolas receberão estímulos para implementarem sua infraestrutura. O Colégio Imperatriz Leopoldina, que já era uma escola oficial para aplicar os exames de proficiência de alemão, torna-se agora também uma PASCH-Schule, integrando-se a essa rede internacional. O nosso agradecimento a todos que colaboraram para que isso fosse possível e em especial aos Srs. Ruediger Stump, Michael Peuser, Stefan Graf von Galen, Helmut Schmid, Mario Sasai e ao Sr. Kupfer, às Sras. Christina Braun, Silvana Figliola, Catia Alves, Carla Ramos e à Sra Ursula Dormien, da “Brasil Post”. Também agradecemos ao Sr. Wolfgang Theis, coordenador regional da ZfA para a América Latina, pelo apoio de nossa candidatura em reconhecimento ao trabalho pedagógico realizado em nosso colégio.

Rua Pedro Doll, 240 - Santana - SP www.colegiocil.com.br


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Personalidades ministram aula magna na Faculdade Cantareira

Profissionais de sucesso deram muitas dicas aos novos alunos Regina Elias

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ensando no que é melhor para seus educandos, a FIC convidou personalidades para ministrar a aula magna em diversos cursos. Destacamos as presenças, da Desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo Drª. Rosa Maria Borriello de Andrade Nery. Dr. Hélio Bicudo, Prof. Francisco Fonseca (FGV/ USP), senador Roberto Freire, jornalista e ex-deputado federal Marco Antônio Tavares Coelho e o Maestro Sergio Chnee. O 1º semestre do curso superior

de Direito se deliciou com a esclarecedora aula da Drª. Rosa Nery, que falou de temas relevantes sobre a teoria geral do direito privado. O curso de Administração contou com as participações do Dr. Hélio Bicudo, Prof. Francisco Fonseca, Senador Roberto Freire e o jornalista e ex-deputado federal Marco Antônio Tavares Coelho, que falaram sobre o tema: Combate à corrupção e transparência na gestão pública. O curso superior de Música

recebeu o maestro Sergio Chnee, com uma palestra movimentada, a qual, tem sido avaliada como uma somatória de ferramentas e técnicas que ajudam as pessoas a clarear os seus objetivos, enfocando a sua energia neles para serem mais produtivas e felizes. A FIC continuará nesta linha de palestras, com profissionais que são destaques em sua área de atuação. Em 2010 as novidades continuam, a Faculdade Cantareira iniciou o curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Especialização em Educação Musical, ação e reflexão para a sala de aula tendo como consultora técnica, a Profª MSc. Aída Machado. Esta iniciativa atende à demanda de qualificação de profissionais que desejam desenvolver, aprofundar, atualizar e aprimorar os conhecimentos adquiridos na graduação do curso de Música, ampliando suas possibilidades de atuação

nas atividades desta área. O curso propõe a abertura que instrumentalize o professor para uma prática educacional mais vívida, envolvente e efetiva. As disciplinas serão enfocadas a partir de uma perspectiva integradora que permita a comunicação concreta entre teoria e prática. A escolha de disciplinas e conteúdos reflete a concepção da formação do professor como um indivíduo

que possa desenvolver uma consciência crítico - analítica, em que dialogam sensibilidade e razão, prática artística, estética e reflexiva. Outro curso inovador do programa de pós-graduação é o Marketing em Agrobusiness que vem da parceria com o IUma, tradicional instituição na realização de cursos de agronegócios no Estado do Rio Grande do Sul. Lino/GN


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Comemoração dos 34 anos de fundação do Colégio Cermac

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o dia 04 de março comemoramos 34 anos de fundação destinados a educação e formação da cidadania das crianças e jovens da Zona Norte de São Paulo. Este é o momento de fazer um agradecimento a todos que têm se dedicado ao Cermac. Assim, temos um imenso orgulho em demonstrar a nossa gratidão aos alunos, pais, professores, funcionários, parceiros e colaboradores pela confiança no nosso trabalho ao longo

desses anos e pelas carinhosas homenagens recebidas durante toda a comemoração do nosso aniversário. Ressaltamos que o sucesso do Colégio Cermac, deve-se a seriedade e comprometimento de todos os envolvidos com a educação de nossas crianças e jovens. “Quanto mais nos fixarmos em nossos desejos, mais ficaremos perto de realizá-los.” Profª Rosa Maria Castanho

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Sérgio Cândido vive a história real da personagem Luciana da novela ‘Viver a Vida’

Cândido está voltando a andar com ajuda do Centro de Reabilitação Dr. Bernard Brucker

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cada capítulo da trama de ‘Viver a Vida’ fica mais aparente o esforço, a garra e a força de vontade da personagem Luciana, vivida por Alinne Moraes, em vencer os tabus da tetraplegia. O “reaprender” é o lema de milhares de pessoas que vivem o mesmo drama na vida real, como Sérgio Natal Cândido Júnior, 31 anos, tenente da polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e advogado, tetraplégico em virtude de um acidente de carro. Aos 27 anos, Cândido dava instruções a um aluno da PM que dirigia uma viatura no autódromo de Interlagos, quando perdeu o controle e o veículo capotou. O tenente, que estava ao lado como passageiro, teve fraturas na coluna cervical e ficou tetraplégico. “Os médicos me diziam que eu não voltaria a andar, mas eu nunca perdi a esperança”, relata. Sua determinação não o deixou se abater pela limitação. Cândi-

do teve que reaprender diversas coisas simples do dia a dia, assim como a personagem da novela. Ele também buscou tratamentos alternativos na esperança de voltar a andar algum dia, como a técnica do biofeedback, oferecida pelo Centro de Reabilitação Dr. Bernard Brucker (CRBB), localizado no Centro Universitário Uni Sant’Anna, campus Santana, pioneiro no Estado de São Paulo. “Com esse método, o paciente reaprende a utilizar os comandos que foram lesionados, como movimentar a mão, fazendo com que as partes que sofreram sequelas funcionem novamente”, diz Maria Eugênia de Biase, coordenadora do curso de Fisioterapia da Uni Sant’Anna e fisioterapeuta chefe do CRBB. “Porém, poucas pessoas ficam totalmente funcionais, como no caso do Cândido”, completa. Ele descobriu o CRBB por meio do marido de uma das fisioterapeutas que o acompanhava.

Cândido fez o tratamento com biofeedback há cerca de um ano e conseguiu recuperar os movimentos. “O tratamento que tive foi ótimo. Hoje, ando de muletas e, às vezes, de andador. Estou feliz com o resultado”, comemora. Cândido é o típico exemplo de que com muito esforço e determinação é possível vencer barreiras e superar desafios. Hoje o tenente trabalha, faz suas atividades cotidianas e leva a vida normalmente. O Centro de Reabilitação Dr. Bernard Brucker (CRBB) foi inaugurado em 31 de julho de 1997. É Pioneiro no Brasil em utilizar a técnica EMG Biofeedback e atualmente é o único no Estado de São Paulo a recuperar pacientes com deficiências motoras, ocasionadas por lesões no sistema neurológico. Os atendimentos são feitos por uma equipe altamente qualificada, composta por quatro fisioterapeutas e um médico responsável.

Clínica da Uni Sant’Anna oferece fisioterapia gratuita O atendimento é feito por alunos estagiários na área

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Clínica Escola de Fisioterapia da Uni Sant’Anna, localizada no bairro do Tucuruvi (zona Norte), abre inscrições para atendimento gratuito de pacientes, crianças e adultos, nas áreas de ortopedia, neurologia, cardiovascular e fisioterapia aquática. A assistência é feita pelos alunos do último ano do curso de Fisioterapia da Uni Sant’Anna, sob supervisão dos professores da instituição. Cada sessão tem duração de 50 minutos. O paciente deve trazer um diagnóstico clínico e o pedido do médico especialista para fazer as sessões de fisioterapia. Dependendo da patologia e da técnica utilizada em seu tratamento, os pacientes podem ter um custo mínimo de reposição de material. Os interessados devem ligar de segunda a quinta-feira, das 8h00 às 17h00, no telefone: (11) 2949 2655, e fazer o seu cadastro. Inaugurada em 2003, a Clínica Escola de Fisioterapia comprova a excelência de ensino da Uni Sant’ Anna e seu compromisso com a responsabilidade social. É um espaço onde os alunos dos cursos de Fisioterapia e Enfermagem cumprem um período de estágio e atendem às necessidades práticas da formação. A Clínica faz cerca de 400 atendimentos mensais e trabalha em parceria com os Hospitais Geral de Guarulhos (HGG), Geriátrico D. Pedro I e Centro de Saúde Barra Funda, que encaminham pacientes para consultas e tratamentos na clínica-escola. Serviço gratuito Clínica Escola de Fisioterapia - Uni Sant’Anna Inscrições: de segunda a quinta-feira, das 8h00 às 17h00 Endereço: Rua Comandante Antônio Paiva Sampaio, 106 - altura do 1.060 da avenida Guapira (Tucuruvi). Informações: (11) 2949-2655, das 8h00 às 17h00 Sobre o Centro Universitário Sant’Anna – Oferece cerca de 50 cursos de Graduação e Pós-graduação e tem tradição no atendimento a alunos portadores de deficiência e no incentivo à prática esportiva.


Pós-graduação

www.unisantanna.br Conheça e escolha.


GLOBAL NEWS

Março 2010

Reitor da Uni Sant’Anna

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Ética, Justiça Social e Cidadania

moral tradicional do liberalismo econômico e político acostumaramnos a pensar que o campo da ética é o campo exclusivo das vontades e do livre arbítrio de cada indivíduo. Nessa tradição, também a organização do sistema econômico-político-jurídico seria uma coisa “neutra”, “natural”, e não uma construção consciente e deliberada dos homens em sociedade. Por isso, acostumamo-nos a julgar que não seja parte de minha responsabilidade ética a situação do desempregado, do faminto, do que migrou por causa da seca, do que não teve êxito na escola, etc. Só que esses males não foram produzidos por mim diretamente. Um sistema econômico-político que produz estruturalmente desigualdades, injustiça, discriminação, exclusões de direitos, etc., é um sistema eticamente mau, por mais que seja legalmente (moralmente) constituído. Em consequência, pelo outro lado: o fato de existirem injustiças sociais obriga-me, eticamente, a agir de modo a contribuir para a sua superação. O sistema econômico é o fator mais determinante de toda a ordem (e desordem) social. É o principal gerador dos problemas, assim como das soluções éticas. O sistema econômico mundial, do ponto de vista dos que o comandam, é uma vasta e complexa rede de hábitos consentidos e de compromissos reciprocamente assumidos, o que faz parecer que sem responsabilidade ética pessoal não exista. A globalização (falsa universalidade) do sistema econômico cria a ilusão de que ele seja legítimo. As multidões crescentes de desempregados, famintos e excluídos, entretanto, são a demonstração dessa ilusão. A moral dominante do sistema econômico diz que, pelo trabalho, qualquer indivíduo pode ter acesso à riqueza. A crítica econômica diz que a reprodu-

ção da miséria econômica é estrutural. A ética diz que, sendo assim, exigem-se transformações radicais e globais na estrutura do sistema econômico. A educação é uma socialização das novas gerações de uma sociedade e, enquanto tal conserva os valores dominantes (a moral) naquela sociedade. A educação é, também, uma possibilidade e um impulso à transformação: desenvolvimento das potencialidades dos educandos. Em toda educação, por tudo isso, a ética está implicada. Acontece quando os valores no conteúdo e no exercício do ato de educar são valores humanos e humanizadores: a igualdade cívica, a justiça, a dignidade da pessoa, a democracia, a solidariedade, o desenvolvimento integral de cada um e de todos. A cidadania, as instituições sociais e políticas têm uma história. É possível não se reconhecer o seu desenvolvimento e o seu progresso em muitos aspectos, pelo menos do ponto de vista formal. A escravidão era legal no Brasil até 126 anos atrás. As mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar apenas há 66 anos e os analfabetos apenas há 18 anos. Chamamos isso de ampliação da cidadania. Mas há direitos formais (civis, políticos e sociais) que nem sempre se realizam como direitos reais. A cidadania nem sempre é uma realidade efetiva, nem para todos. A efetivação da cidadania e da consciência coletiva dessa condição são indicadores do desenvolvimento moral e ético de uma sociedade. Para a ética, não basta que exista um elenco de princípios fundamentais e direitos definidos nas constituições. O desafio ético para uma nação é o de universalizar os direitos reais, permitindo a todos a cidadania plena e ativa. Exerça seu direito de cidadania escolhendo candidatos, para todos os cargos, que estejam comprometidos com o eleitor.

Escolas de SP contratam nutricionistas na luta contra a obesidade infantil Endocrinologista aprova ideia, mas afirma que bons hábitos em casa também são fundamentais

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om a obesidade infantil tingindo a marca histórica de 15% das crianças brasileiras, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metodologia, muitas escolas resolveram entrar na luta para deter a epidemia. Mas, no esforço de ensinar os alunos e a terem uma alimentação saudável, alguns colégios acabam adotando medidas polêmicas, como proibir e até “confiscar” certos lanches. No currículo de escola Carlitos, na zona oeste de São Paulo, o tema educação alimentar é abordado em conjunto com a alfabetização e permeia várias disciplinas, como ciência e matemática. Na hora do intervalo, se os pais

não investirem em um lanche saudável, as crianças voltam para casa com a lancheira intacta. Guloseimas e refrigerantes são proibidos: quem leva para a escola não come. “É como se o aluno tivesse esquecido a lancheira. Os colegas dividem seus lanches”, explica Laura Piteri, coordenadora pedagógica da escola. A criança volta também com um bilhetinho para lembrar os pais das regras do colégio. Na Strance Dual, no centro, a política de proibição de alimentos pouco saudáveis é semelhante, mas a resposta à desobediência,é menos radical. São itens proibidos: balas, doces e refrigerantes. Quem leva esses alimentos

Divulgação

PROF. LEONARDO PLACUCCI

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ANUNCIE NO

Pelo tel.: 2978-8500

é orientado a comer apenas a parte nutritiva do lanche. Se na lancheira há fruta, iogurte e bolachas recheadas, por exemplo, a criança é estimulada a consumir apenas um biscoito. Por mais que a escola se esforce, a criança não criará hábitos saudáveis sem a contribuição dos pais, afirma a endocrinologista Angela Spinola e Castro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).“A escola não pode transferir para si um papel que não é dela. Se a criança vem de uma casa onde as pessoas comem sem restrição, não vai aceitar isso, diz. Angela defende a discussão na escola e em casa sobre o que se deve comer, mas é contrária as proibições. “Não temos como proibir. Esses alimentos existem e há um marketing muito forte. O “não” pode deixá-los ainda mais atrativos.” No Colégio Magister, a mãe da aluna Giovana Medeiros de 5 anos, procurou a nutricionista responsável para saber como ajudar a filha que era “difícil para comer”. A iniciativa deu certo e foi bem-vinda pela escola. Especialistas alertam que não é raro as crianças aceitarem na escola alimentos que recusavam em casa. Mas o trabalho exige paciência

Dra. Cassiana Crisostemo de Almeida ADVOGADA

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Economia

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Brasil é o que menos investe entre as maiores economias Setor público aplica pouco mais de 1% do PIB em infraestrutura

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s investimentos em infraestrutura no Brasil ainda são menores do que os verificados em países desenvolvidos ou com altas taxas de crescimento, segundo o economista Júlio César Gomes de Almeida, professor da Unicamp e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O setor público aplica pouco mais de 1% do PIB em infraestrutura. No setor privado, o percentual sobe para 2%. Em muitos países desenvolvidos ou com altas taxas de crescimento, o percentual chega a 5%. Segundo a OCDE ( Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entre as 11 maiores economias, o Brasil tinha, em 2007, a menor taxa de investimento (percentual do PIB destinado à construção e à amplia-

ção de capacidade de produção): 17,52%. Na China, era de 40%. Para Almeida, o país ficou muitos anos sem exercitar suas ferramentas de planejamento e desaprendeu a investir. Nos anos 70, diz, o governo investia 4% do PIB. Uma das principais causas do baixo investimento público é o elevado gasto com custeio, diz o economista Carlos Thadeu Filho, do grupo de Conjuntura da UFRJ. “Ao dar prioridade ao custeio, o governo desestimula o investimento privado.” Primeiro, de acordo com Thadeu Filho, porque, ao gastar, o governo cria pressão inflacionária, o que induz o BC a elevar o juro. Taxas mais altas encarecem o investimento, desmotivando empresários e investidores no setor produtivo. Além disso, juros mais altos

pressionam as taxas de retorno pagas pelo Tesouro para rolar a dívida pública. “O resultado é que os títulos públicos se tornam mais atraentes, em termos de rentabilidade, que o investimento no setor produtivo.” Para Almeida, o PAC foi apenas um “primeiro passo”: “Muito ainda tem de ser feito.” Ele identifica duas necessidades: azeitar o planejamento estatal – para realizar novos investimentos em infraestrutura e melhorar a gestão e execução dos projetos – e equacionar a falta de financiamento ao setor. O apoio do BNDES, diz Almeida, é importante, mas não basta. “É fundamental incentivar o mercado de capitais (ações e títulos de dívidas, como debêntures), para que as empresas tenham nele uma fonte barata de recursos para investir.”

Crescimento imobiliário faz Letra de Crédito ganhar espaço entre investidores Substituição de hipoteca pela alienação fiduciária como garantia de financiamento imobiliário reduz interesse pela Letra Hipotecária Anuário de Securitização e Financiamento Imobiliário 2010, produzido pela consultoria Uqbar. Tanto as LCIs quanto as LHs são emitidas pelos bancos quando há lastro já desembolsado, o que significa dizer que a instituição

“O mercado captou R$ 26,2 bilhões com as CCIs no ano passado, 58% mais que em 2008” financeira pode captar, por meio das letras, um determinado volume que já tenha emprestado para operações no mercado imobiliário. É diferente de um Certificado de Depósito Bancário (CDB), em que é possível captar antes de ter emprestado os recursos. Na alienação fiduciária, a pro-

priedade do imóvel financiado é da instituição que concedeu o crédito, e não de quem buscou financiamento para a compra – o que torna a tomada do bem, em caso de inadimplência, mais rápida do que nos empréstimos garantidos por hipoteca. Neste caso, o comprador é mantido como proprietário. Atualmente, lembra Bidetti, praticamente 100% das instituições utilizam a alienação fiduciária no lugar da hipoteca, que tem espaço apenas em alguns tipos específicos de financiamento para empresas. Também as emissões de Cédulas de Crédito Imobiliário (CCIs) cresceram no último ano. Alcançaram R$ 7 bilhões, ante menos de R$ 1 bilhão dois anos antes. Não se trata de títulos que vão diretamente para as mãos do investidor final. São isto sim, empacotado dentro de outras estruturas, como os Certificados de Recebí-

veis Imobiliários (CRIs). “Quem tem uma carteira de créditos imobiliários pode criar CCIs sobre ela que, juntados a outros lotes de

CCIs, podem formar um CRI”, afirma o sócio-diretor da Oliveira Trust, Mauro Sergio de Oliveira.

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crescimento do mercado imobiliário brasileiro – e a evolução nas formas de garantia dos empréstimos imobiliários – reflete-se na captação de recursos pelo mercado financeiro para financiar o setor. Quando o assunto são as captações por meio de instrumentos de renda fixa, a cada ano crescem mais as emissões de Letras de Crédito Imobiliário (LCI), ao passo em que a utilização das Letras Hipotecárias (LH) se mostra em declínio. O mercado captou R$ 26,2 bilhões com as LCIs no ano passado, 58% mais que o verificado em 2008 e 220% mais que em 2007. Já no caso das LHs, as emissões do ano passado somaram R$ 3,46 bilhões – valor superior aos R$ 566 milhões de 2008, mas 71% menor do que os R$ 11,9 bilhões de 1999, ano de emissões recordes do produto. Os dados são do


Saúde em Foco GLOBAL NEWS

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Brasil faz primeira cirurgia cardíaca através de robô Técnica e procedimento que não abre o peito foram feitos em uma mulher de 35 anos. A primeira na América Latina principais vantagens da cirurgia robótica é que ela é menos invasiva – em vez de abrir o peito do paciente com um corte de cerca de 25 cm, são feitas três pequenas incisões milimétricas e um corte de cerca de 2 cm na região lateral do tórax do paciente. É por esses orifícios que entram os instrumentais (pinça, tesoura, afastadores, aspiradores) que vão realizar a cirurgia. “É uma cirurgia muito mais pre-

culado, como o movimento das mãos. Na cirurgia minimamente invasiva tradicional, a pinça é rígida e não permite muitos movimentos”, explicou José Carlos Teixeira Junior, gerente médico executivo do Programa de Cirurgia do hospital. Indicações De acordo com Poffo, não é qualquer paciente que se encaixa no perfil da cirurgia cardíaca por robô. “Não pode ter nenhuma

algumas cardiopatias congênitas e correção da fibrilação atrial. “A revascularização do miocárdio (ponte de safena) por robô é mais complexa e é indicada apenas para poucos casos selecionados.” O cirurgião Luís Alberto Oliveira Dallan, diretor do Departamento de Cirurgia de Coronária do InCor, diz que o uso do robô para tratar esse tipo de problema é

pioneiro no Brasil, mas já é realidade nos EUA. “Nós pretendemos alcançar essa tecnologia num futuro muito próximo. Quando benfeita, a cirurgia robótica é menos invasiva e o paciente tem alta hospitalar mais rápido. Por enquanto, não é uma alternativa para o dia a dia, mas é uma promessa e abre novas perspectivas”, afirmou Dallan.

“As principais indicações atualmente são o tratamento de problemas de válvulas cardíacas, algumas cardiopatias congênitas e correção da fibrilação atrial.” cisa. O cirurgião fica no console para manipular os ‘braços’ do robô e tem uma visão em 3D. O equipamento filtra possíveis tremores das mãos do médico e o movimento das pinças é arti-

anormalidade na caixa torácica e também tem que ter uma boa circulação periférica”, diz. As principais indicações atualmente são o tratamento de problemas de válvulas cardíacas,

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Hospital Israelita Albert Einstein realizou a primeira cirurgia cardíaca minimamente invasiva totalmente robotizada. Trata-se do primeiro procedimento do gênero realizado na América Latina. A cirurgia, comandada pelo cirurgião cardíaco Robinson Poffo, foi realizada com o sistema robótico Da Vinci (já usado em operações como a de próstata) e foi acompanhada por cirurgiões dos EUA – onde a equipe do hospital foi treinada. A paciente operada tem 35 anos e sofria de uma cardiopatia chamada comunicação interatrial – caracterizada por uma abertura entre os átrios, que permite a passagem do sangue entre eles. A doença causa cansaço, falta de ar e arritmias. O procedimento durou seis horas. Segundo Poffo, uma das

AVC: Fique atento para os sintomas, prevenção e tratamento do “derrame” quêmico. Quando se rompe, hemorrágico. Outros derrames são produzidos quando há uma ruptura das artérias, quando as pare-

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derrame cerebral ou AVC (Acidente Vascular Cerebral) é a causa de 30% das mortes no Brasil. Ele acontece quando uma artéria se obstrui por um coágulo de sangue, formado no coração ou em outro local do corpo, ou pela formação de depósitos de gordura ou endurecimento nas paredes de uma ou mais artérias do cérebro. “Não há faixa etária específica em que a doença se manifesta mais comumente. Em geral são mais comuns após os 40 anos, mas não é um dado absoluto. O que se sabe são os fatores que estão envolvidos no processo da doença e que têm muitas variáveis. Mas esses são fatores predisponentes e, se controlados, têm o risco diminuído”, explica Lise Bocchino, médica cardiologista. A especialista diz também que nos pacientes mais jovens, pode ocorrer o tipo hemorrágico, por má formação das paredes dos vasos do cérebro, formando aneurismas que podem se romper. Tipos de AVC Quando uma artéria do cérebro se obstrui, ele é considerado is-

des dos vasos sanguíneos estão frágeis em algumas áreas, especialmente quando se forma uma dilatação anormal nas paredes vasculares, chamadas aneurismas. “Mais raramente, um AVC pode ser causado por uma queda abrupta e severa da pressão arterial, como durante grandes cirurgias, arritmias cardíacas graves ou até pós-parada cardíaca”, diz Lise. Os sintomas dependem do tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico) que são perda sensitiva

(dormência de um braço ou de uma perna), fraqueza ou perda de força muscular, alterações da memória ou fala, perda de equilíbrio ou coordenação motora, dor de cabeça, distúrbios visuais, convulsões e sintomas com início súbito. Esses sintomas geralmente são abruptos, repentinos, isolados, mas podem ocorrer em conjunto. “Após o AVC isquêmico e não tratado rapidamente, pode haver déficit motor e sensitivo nas áreas afetadas correspondentes à artéria acometida no cérebro. O indivíduo pode ter dificuldade de locomoção, fala e entendimento, e alterações de sensibilidade. No tipo hemorrágico, pode ser fatal ou ter consequências mais graves, como o coma”, detalha a médica. O AVC é uma doença grave e, apesar dos tratamentos oferecidos nos hospitais especializados, a prevenção ainda é o melhor

recurso. Os principais fatores de risco são histórico familiar, pressão arterial, acúmulo de gordura no sangue (colesterol e triglicerídeos), doenças cardíacas, diabetes, tabagismo, alcoolismo, estresse elevado, sedentarismo e uso de pílulas anticoncepcionais. A prevenção é feita conhecendo e controlando os fatores de risco. Se diagnosticada alguma dessas patologias, deve-se fazer o controle corretamente. Sendo prescrita medicação, nunca deve ser interrompida ou modificada, salvo pelo médico. “Os check-ups periódicos podem identificar o risco da doença, principalmente os fatores de risco e doenças associadas e predisponentes. Essas doenças, se trata-

das adequadamente, em tempo e acompanhadas por médicos afastam o risco”, lembra Lise. O melhor tratamento, reconhecido em todo o mundo, é feito com uma injeção que “dissolve o coágulo”. Este tipo de medicamento só pode ser utilizado até três a quatro horas do início dos sintomas. “Quando se perde esta fase inicial, ainda se pode utilizar esses medicamentos via cateterismo, injetando-os diretamente no cérebro. Após este período ainda pode-se tratar o paciente, porém, com resultados não tão promissores”, afirma a cardiologista. Por isso é importante levar o paciente a um serviço especializado o mais rápido possível.


Agronegócio

Março 2010

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Brasil se torna o terceiro maior exportador agrícola no mundo País supera Canadá, deixa para trás Austrália e China, mas perde para EUA deixava claro que a virada estava prestes a ocorrer. Entre 2000 e 2008, as exportações agrícolas do Brasil cresceram 18,6% em média, por ano, acima dos 6,3% do Canadá, 6% da Austrália, 8,4% dos Estados Unidos e 11,4% da União Européia. Em 2000, o País ocupava o sexto lugar no ranking dos exportadores agrícolas. Graças às pesquisas da Embrapa, o aumento da produtividade teve um papel fundamental no crescimento da produção agrícola brasileira. Entre 1990 e 2009, a área plantada de grãos no País subiu 1,7% ao ano, mas a produção cresceu 4,7%. “Tivemos uma forte expansão da produtividade e um aumento da área plantada entre 2000 e 2005”, disse o diretor

do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), André Nassar. Nos produtos tradicionais, como café, suco de laranja e açúcar, o País manteve a liderança. A participação brasileira no mercado de café oscilou entre 29% e 33% nos últimos 10 anos, apesar do avanço do Vietnã. “O Brasil é líder na exportação mundial de café desde 1860”, diz o diretor executivo do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Guilherme Braga. No suco de laranja, o País é responsável por 80% das exportações mundiais – a maior fatia de um produto agrícola brasileiro. Dificilmente ganhará mais espaço, mas a concorrência também não está crescendo. É um setor muito consolidado, com apenas

quatro empresas. “O suco é um exemplo do que vai ocorrer com a agricultura em outras áreas.” O Brasil já ocupa o primeiro lugar no ranking de exportação em vários produtos agrícolas – açúcar, carne bovina, carne de frango, café, suco de laranja, tabaco e álcool.

Apesar das dificuldades, três novas fronteiras agrícolas crescem rapidamente e atraem investidores do Brasil e do exterior: Luís Eduardo Magalhães (oeste da Bahia), Querência (leste de Mato Grosso) e o Mapito (sul do Maranhão, sul do Piauí e uma parte do Tocantins).

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Brasil ultrapassou o Canadá e se tornou o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo. Na última década, o País já havia deixado para trás Austrália e China. Hoje, apenas Estados Unidos e União Européia vendem mais alimentos no planeta que os agricultores e pecuaristas brasileiros. Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC), divulgados este ano, apontam que o Brasil exportou US$ 61,4 bilhões em produtos agropecuários em 2008, comparado com US$ 54 bilhões do Canadá. Em 2007, os canadenses mantinham estreita vantagem, com vendas de US$ 48,7 bilhões do Brasil. O ritmo de crescimento da produção brasileira de alimentos já

Greenpeace alerta que China já vende arroz transgênico nos supermercados

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Ambientalistas afirmam que comercialização do produto fere a lei; governo questiona relatório

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organização ambientalista Greenpeace afirma que China já vende arroz transgênico em supermercados, segundo estudo realizado na província de Hunan (centro do país), enquanto o Ministério da Agricultura chinês nega, por meio do jornal oficial "China Daily". O Greenpeace assegurou que os supermercados Wal-Mart e Zhongbai em Hunan vendem ar-

roz transgênico ou geneticamente modificado (GM) sob as marcas "Maoya" e "Xueyou". "A análise do arroz Maoya mostra que ele é resistente às pragas BT, bactéria Bacillus Thuringiensis", disse a porta-voz do programa de alimentos e agricultura do Greenpeace, Wang Weikang. Uma das características dos alimentos transgênicos é que precisam de 80% menos pesticidas,

um dos poluentes mais utilizados na China. Esta modificação genética é denunciada pelos ambientalistas, que consideram que ainda não houve investigação suficiente sobre este tipo de alimentos nem sobre suas consequências em longo prazo na saúde dos humanos. "A venda de arroz transgênico é uma atitude contra a Lei, e poderia provocar efeitos negativos na saúde dos consumidores", disse Weikang. O Greenpeace apresentou seu estudo, elaborado durante novembro do ano passado em nove supermercados de oito cidades diferentes, ao Ministério da Agricultura do país. O Ministério garantiu que "a China tem um sistema e leis para supervisionar e regular os alimentos GM" e afirmou que nunca recebeu informa-

ções sobre estes casos. "Não acho que este relatório seja de confiança, mas o Ministério está disposto a abrir uma investigação com a condição prévia de que este estudo esteja baseado em dados científicos", assinalou um membro do Comitê de Biossegurança da pasta de agricultura, Huang Dafang. Em dezembro, o Ministério da Agricultura da China publicou

em seu site que o Comitê tinha dado o sinal verde, pela primeira vez, à produção de dois tipos de arroz e uma de milho transgênico. A necessidade de mais alimentos, assim como o suposto impacto no meio ambiental pela redução de uso de pesticidas e o maior benefício previsto para os agricultores são algumas das vantagens da decisão.


GLOBAL NEWS

Março 2010

Aos 61 anos, Sescon-SP empossa nova diretoria e presta homenagens a grandes nomes do cenário político e empresarial A cerimônia solene contou com a presença de várias autoridades políticas e da área contábil Sergio de Paula

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Sescon-SP comemorou seus 61 anos, em solenidade realizada no Clube Monte Líbano, em São Paulo, e prestigiada por autoridades, parlamentares, lideranças empresariais, jornalistas e empreendedores contábeis e de assessoramento. A cerimônia foi marcada pela posse oficial das diretorias do Sescon-SP e da Aescon-SP para a gestão 2010-2012, ambas encabeçadas pelo empresário contábil, José Maria Chapina Alcazar, que foi reconduzido aos cargos. Os momentos de luta na trajetória de mais de seis décadas foram relembrados pelas autoridades presentes que tiveram a oportunidade de discursar na abertura do evento, como o secretário de Modernização, Gestão e Desburocratização, Rodrigo Garcia, que, em nome do prefeito Gilberto Kassab, parabenizou a entidade pelo trabalho realizado. “Os grandes avanços que obtivemos em nossa jornada pela simplificação de processos na cidade devemos ao apoio e contribuição do Sescon-SP”, destacou ele. Já o deputado federal Arnaldo Faria de Sá ressaltou o momento especial pelo qual a ciência contábil passa atualmente. “A categoria tem conquistado grandes feitos, como a sua inclusão na lista do Simples Nacional e a criação da figura do Microempreendedor Individual”, disse ele,

frisando a efetiva participação do Sescon-SP nessas mobilizações. Em nome do legislativo do Estado, a deputada Célia Leão, falou sobre o papel do profissional e empresário da contabilidade. “Homens que sabem somar, acertam nos resultados, mas também sabem dividir, e quando o fazem, crescem”. O presidente do CRC SP, Domingos Orestes Chiomento, falou em nome das entidades congraçadas da contabilidade; o empresário Francisco Antonio Feijó pelos ex-presidentes do Sescon-SP e da Aescon-SP - que também compuseram a mesa do evento -, e o presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, por todo o sistema federativo. Em retribuição a todo o carinho recebido, Chapina Alcazar agradeceu aos colaboradores do Sindicato e à sua diretoria e conselhos pelo trabalho realizado em equipe, as entidades parcerias, os representantes dos poderes públicos pela confiança e a todos que

se dedicam por um País melhor. “São muitas pessoas em prol do bem comum, na defesa das categorias representadas e do empreendedorismo”, destacou o recém empossado presidente. Medalha Presidente Annibal de Freitas Outro ponto alto da cerimônia foi a entrega da medalha Presidente Annibal de Freitas ao secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, e ao empresário contábil, Pedro Ernesto Fabri. “Homens que fazem jus à homenagem por sempre seguirem os caminhos da ética, da transparência e do bem comum”, destacou Chapina Alcazar. Além de trazer abraço do governador José Serra às diretorias empossadas, Afif Domingos ressaltou a importância da atividade contábil para o desenvolvimento do Brasil. “Os verdadeiros agentes do desenvolvimento, fundamentais para que nossas lutas em prol do empreendedorismo fossem vitoriosas”, disse o secretário, lembrando ainda da atuação marcante do Sescon-SP no Programa Estadual de Desburocratização. “Uma homenagem como essa é um grande incentivo para continuarmos nosso trabalho”, finalizou. Para Pedro Fabri, os bônus do voluntariado pela categoria são muito maiores que os ônus. “Fazer parte da história e poder contribuir com o sucesso da contabilidade não tem preço”, afirmou o empresário contábil, agradecendo a homenagem recebida. Sergio de Paula

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PROF. DR. VALMOR BOLAN Reitor do C. Universitário Sto. André

GLOBALIZAR A SOLIDARIEDADE NA ERA DO CONHECIMENTO

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m meio a tantas possibilidades tecnológicas dos dias atuais, tempo de exuberância do conhecimento e da informação, faz-se necessário otimizar todo este potencial, em todos os aspectos, daí o imperativo de estudar e trabalhar, para o melhor aproveitamento das múltiplas oportunidades existentes. Isso desde cedo, por isso os pais devem estimular seus filhos ao estudo, à leitura, ao gosto pelo saber, para que as inteligências sejam desenvolvidas e aprimoradas, cada vez mais, gerando assim o acúmulo de conhecimento que precisamos para dar conta dos tantos desafios a nossa volta. Se a globalização é a era do conhecimento, temos que saber lidar com tantas informações, pois a informação por si só tem pouca validade, se não soubermos fazer as devidas associações e conexões, se não soubermos discernir entre muito material à disposição. Daí a inteligência e a criatividade, para não se deixar perder por tanta informação, e dar sentido a elas, não apenas para encontrar soluções práticas de dificuldades cotidianas, para como também e muito especialmente um sentido humano de vida. Aí está o desafio: como globalizar valores humanos na sociedade pós-industrial e tecnológica? Não é um desafio fácil, porque há muitos questionamentos e a

vigência de uma cultura permissiva e relativista, que dificulta a que sejamos capazes de nos ater ao essencial, porque tudo pode parecer tão interessante, acabando por nos iludir, sem que saibamos separar o essencial do supérfluo. Ainda mais na lógica da sociedade de consumo, imbuída por um hedonismo e por um individualismo difíceis de serem renunciados por valores altruístas. Por isso a solidariedade tem sido cada vez menos vivenciada, e cada um fica reduzido às suas necessidades imediatistas, no salve-se quem puder do mundo globalizado. Mas o conhecimento e as informações nos levam a refletir sobre tudo isso, e nos provocam a questionar este modelo egocêntrico de cultura, desafiando-nos constantemente a dar sentido ao nosso ser e fazer, na dimensão de que só há realização da pessoa humana, na relação com o outro, não fazendo ao próximo o que não queremos que façam conosco, reatualizando a máxima moral de ouro de todos os tempos, de que o nosso bem depende da nossa relação com o próximo, na medida em que garantimos também o bem de quem está próximo de nós. Nesse sentido, queremos globalizar a solidariedade, no mundo do conhecimento, para que tantas possibilidades estejam realmente em proveito para o bem de todos.

Conselho Curador do FGTS limita tarifas bancárias na compra de casas pelo SFH

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Conselho Curador do FGTS aprovou resolução que limita as taxas de serviços cobradas pelos bancos nas operações de aquisição da casa própria, vinculadas ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A Caixa Econômica Federal cobra em torno de R$ 1 mil de taxa de serviço nas operações de compra à vista. Mas, como a tarifa é livre, existem bancos que cobram até R$ 3 mil. Por esse motivo, o

Conselho Curador resolveu normatizar a questão e determinou que nos financiamentos até R$ 130 mil valerá, a partir de agora, a tarifa de 0,16% sobre o valor financiado, até o teto de R$ 800,00. Nos valores acima de R$ 130 mil e até R$ 500 mil, que é o teto permitido para financiamentos no âmbito do SFH, a taxa de serviço a ser cobrada será de 0,32%, até o limite de R$ 1,6 mil.


Março 2010

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GAUDÊNCIO TORQUATO

NEWS BRASIL

SERRA E O “REBOLATION” LULISTA

Mulheres compraram 42% dos carros novos produzidos nos últimos três anos

Jornalista, professor titular da USP e consultor político.

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possibilidade de um guerreiro ser derrotado está em suas próprias mãos, porém a alternativa de vencer o inimigo é propiciada pelo próprio inimigo. A lição tática, de autoria do general Sun Tzu, leva a um beco sem saída: uma pessoa pode até saber como conquistar o adversário sem, porém, ter a capacidade de fazê-lo. José Serra, governador do Estado mais poderoso da Federação, encontra-se nesse embaraçoso espaço. Seu perfil agrega contundentes armas para vencer uma batalha: larga experiência política, capacidade administrativa, urnas eleitorais sempre fartas de votos, militância plena de episódios vibrantes, traços que marcam as lutas nos bastiões da esquerda, enfim, uma alentada história de sucesso que deverá ser posta ao crivo público num dos mais disputados pleitos de nossa contemporaneidade. Mas os olhos de Serra parecem embaçados por densa fumaça pré-eleitoral, que o tem deixado entre a cruz e a caldeirinha, na dúvida entre manter a tática defensiva, prevenindo-se contra a derrota, ou ir logo à ofensiva e, assim, evitar aproximação do adversário. Hesitar, como se sabe, é um grave erro na guerra. Guerreiro bom vence combates não cometendo erros. Se perfil fosse arma mortal na arena dos pleitos, José Serra, paulistano da Mooca, filho de calabrês que vendia frutas no Mercado Municipal, candidato a presidente da República, seria eleito. Trata-se de uma gorda biografia política e administrativa à disposição dos eleitores, eis que coleciona experiências como secretário de Estado, deputado, senador, prefeito, governador e candidato a presidente da República, cargo este que disputou com o atual man-

datário, tendo obtido, no segundo turno, 33 milhões de votos, em 2002, contra 53 milhões de Lula. Não é um neófito. Sua trajetória é longa. O País muito deve ao constituinte de 1988 que mais emendas aprovou (130 das 208 apresentadas), tendo sido ainda o criador do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), de outros impactantes projetos e relator da comissão que reformulou o sistema tributário. A política, porém, nem sempre é medida pela régua de coisas bem feitas, mas por dobras das circunstâncias. O destino reservou a esse homem público a condição de enfrentar uma adversária que tende a galgar alto patamar eleitoral por conta de ventos extremamente favoráveis. E quando o vento sopra para um lado, reza o ditado, não há montanha capaz de detê-lo. O que o governador paulista representa na paisagem institucional? Ele preenche os requisitos da boa política: planejamento, organização, gestão fiscal eficaz, expansão dos investimentos, rígido controle de despesas. A identidade reúne mãos fortes para controlar, atitudes enérgicas para cobrar e visão sistêmica para acompanhar e avaliar o conjunto. É um governante duro. Por isso, algumas decisões, fruto do modelo de gerir, provocam reações negativas, como se pode ouvir de setores produtivos queixosos diante da ávida política tributária de seu governo. Ou de contribuintes indignados com pedágios sequenciais que oneram as viagens pelo interior do Estado. Mas, de um modo geral, Serra é bem avaliado pela população, que o considera um administrador do naipe de Franco Montoro e Mário Covas, considerados ícones dos tucanos no capítulo da seriedade administrativa. Fosse esse o escopo a ser posto na balança eleitoral, seria mais fácil para ele ser bem-sucedido na

arena da disputa. O governador, porém, corre o risco de ser vítima do "rebolation" político que as massas dançam em todos os cantos do território. Não haverá, portanto, comparação entre Serra e outros candidatos. Nem mesmo a história de um menino pobre que dormia na sala da pequena casa de apenas um quarto e ajudava o pai a vender frutas causará comoção. Luiz Inácio apropriou-se do roteiro. Ademais, o "rebolation" lulista quer fazer a comparação entre os tempos tucanos e os atuais. O jeitão professoral do governador não ajuda. Não passa emoção. Apesar da sólida argumentação que fundamenta seus pontos de vista, ele parece o mestre que não gosta de ser contrariado. A índole serrista é pouco afeita ao chiste. Projeta a estampa de São Paulo, Estado com a maior força eleitoral e poderio econômico. Os elementos que poderiam diferenciar valores, capacidades e qualidades de cada candidato serão deixados em segundo plano. Se dessem o tom da campanha, Dilma seria ofuscada. Mas o artifício de driblar perfis deverá ser usado pelo PT. Como os tucanos conseguirão enfrentar mensagens subliminares que deverão elevar o Brasil às alturas de Shangri-lá? Mostrando os rombos nas áreas da saúde, segurança pública e educação? Ora, tal discurso corre o perigo de ser inócuo. Lembrar que Serra foi um bom ministro da Saúde? Para aguentar o tranco o filho de calabrês vai ter de surpreender. Superar-se. Coisa que, aliás, conseguiu, nos idos de 1960, quando foi ator principal de uma peça dirigida por José Celso Martinez Corrêa. Nome da peça: Vento Forte para um Papagaio Subir. O tucano precisará muito desse vento. Para subir e para vencer.

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las compraram quase a metade dos 3 milhões de automóveis vendidos no País no ano passado, movimento que acompanha as mudanças sociais ocorridas nos últimos anos, com mais mulheres chefes de família, em cargos profissionais importantes e poder aquisitivo mais elevado. Em uma década, a participação do público feminino nas compras diretas de carros saltou de 25% para 42%, segundo cálculo das montadoras. Além disso, elas influenciam em metade das aquisições feitas pelos homens. Com tanto poder de fogo, as mulheres recebem atenção especial das fabricantes.

Na última década, foram desenvolvidos vários itens dirigidos a esse público, como tecidos de bancos que não desfiam roupas, maçanetas que protegem as unhas e porta-objetos. Pesquisa feita ao longo dos últimos três anos, que acaba de ser concluída pela Renault do Brasil, mostra que a preferência das mulheres está cada vez mais próxima da dos homens. Nos critérios de compra, 43% das mulheres apontam o preço como o mais importante, resposta escolhida por 38% dos homens. Conforto vem na sequência para 32% do público feminino e 28% do masculino.

Revisão do benefício de aposentados é de cerca de 40% no INSS em SP

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ma onda de ações judiciais contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) invadiu os tribunais do país para garantir aos aposentados o direito de se desaposentar. No ano passado, esse tipo de causa chegou a representar só em São Paulo, mais de 40% dos processos distribuídos nas varas previdenciárias do Estado. A “desaposentação”, como está sendo chamada, permite a quem permaneceu trabalhando após se aposentar renunciar ao benefício que recebe para obter um novo benefício de maior valor. O Ministério da Previdência calcula que exista atualmente 1,6 milhão de aposentados no mercado de trabalho contribuindo

para o INSS. Em tese, esse é o universo de trabalhadores que poderiam pedir a “desaposentação”. Os gastos com sentenças judiciais têm sido uma preocupação crescente do Ministério da Previdência. Neste ano, o governo deverá desembolsar o valor recorde de R$ 7,1 bilhões com o pagamento de todos os tipos de ações que o INSS perdeu na Justiça. No STJ (Superior Tribunal de Justiça), já há tendência favorável aos aposentados nos casos de “desaposentação”, apesar de ainda não existir jurisprudência sobre o assunto. Entre os juízes de primeira e segunda instâncias, as decisões têm sido diversas.

Bahia investe na expansão de usinas

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Bahia está buscando na Alemanha parcerias para os projetos no campo de energia. Na última semana, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado, Eduardo Ramos, percorreu os campos de energia eólica e solar do país europeu. A viagem incluiu uma visita à cidade de Morbach, considerada modelo no uso de energias limpas e à Agência de Energia do Estado da Renânia do Norte – Vestfália, no município de Gelsenkirchen. A região, que lidera as pesquisas e a aplicação de energias alternativas limpas, congrega os maiores fornecedo-

res europeus de energia. A estimativa é a de que quando começar a fase de operação, os novos parques eólicos acrescentem 390 megawatts (MW) de energia limpa à oferta estadual de energia. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), a Bahia tem potencial de gerar 14 gigawatts (GW) de energia elétrica anualmente por meio de aerogeradores. A Bahia se prepara para receber a primeira fábrica de turbinas eólicas no Brasil. A construção da unidade da multinacional francesa Alstom, tem a conclusão prevista para o início de 2011.


GLOBAL NEWS

Março 2010

Flash News

CASSIANA ALMEIDA, Advogada e assessora jurídica do Global News e Revista Era Brasil

governador de São Paulo, José Serra (PSDB), optou por um silêncio estratégico na discussão em torno dos projetos do pré-sal que tramitam no Congresso. Pré-candidato à Presidência da República, o tucano acompanha a discussão por meio das lideranças dos seu partido no Senado, mas tem preferido até então não se posicionar publicamente sobre os rumos do debate. As vésperas de lançar candidatura de oposição ao Palácio do Planalto, Serra tem lembrado o estilo “Lulinha paz e amor” da campanha presidencial de 2002. Governador de um Estado produtor, Serra poderia engrossar o coro dos descontentes, alinhando-se por exemplo, ao clamor do Rio e do Espírito Santo, que querem evitar mudanças no critério de distribuição de áreas já licitadas. O silêncio tem como único objetivo evitar desgaste político com os demais Estados num assunto que já é suficientemente polêmico em ano não eleitoral – em época de disputa presidencial, o tema ganha potencial extremamente explosivo. Como num primeiro momento São Paulo não chega a ser afetado

de maneira significativa pelas alterações na distribuição dos royalties, o plano é não atiçar a ira dos demais Estados e tentar jogar a discussão para depois da eleição. Aliás, quando questionado sobre o tema no passado recente, Serra disse em mais de uma ocasião que a discussão deve ser feita com profundidade, não a toque de caixa. Interessa a São Paulo a discussão sobre a repartição dos recursos do pré-sal a serem prospectados no litoral paulista. Mas, independentemente disso, a orientação é arrastar o assunto para depois das eleições. Empurrar com a barriga, na definição de um tucano. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), tornou-se o porta-voz na guerrilha contra a proposta do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que propõe a divisão dos royalties do petróleo entre todos os municípios. Questionado sobre a posição discreta de São Paulo, Cabral deixou no ar crítica ao governador paulista. Disse que não iria “fulanizar” o debate, portanto não nomearia quem está “contra, a favor ou em cima do muro”. Nem precisava dar nomes.

Debora Eiras: faz parte do renomado elenco do teatro Bolshoi no Brasil Neste ano o Bolshoi completa 10 anos de existência no país

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ebora Eiras, faz balé desde seus 6 anos de idade, desde então vêm dedicando-se fielmente à sua paixão que é a dança. Muito empenhada, Débora em sua trajetória por muitas vezes nos finais de semana ensaiava até tarde da noite para seu aperfeiçoamento, e voltava com os pés cheio de bolhas, dores no corpo e alimentação regrada. Mas, nada era um empecilho para esta promissora bailarina diante de seu grande amor pela dança. Em 2005, ela entrou para o

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Serra adotou o silêncio estratégico em ano eleitoral

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Balé Marcia Lago, onde seu talento foi reconhecido desde sua primeira apresentação. Debora participou de diversos festivais de dança nesses últimos anos. E ainda em 2007 foi para Buenos Aires fazer aula no Balé Julio Bocca, em 2008 participou em grupo do YAGP em Nova York, sempre apoiada por professores renomados. Em 2009, Debora deu um grande salto em sua trajetória de bailarina, quando passou na audição da Escola de Teatro Bolshoi no Brasil, que é a única filial da Escola do Teatro Bolshoi fora da Rússia.

A missão da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é formar artistas cidadãos, promovendo e difundindo a arte. É o maior complexo educacional e cultural da América Latina. Neste ano, o Bolshoi completará 10 anos no Brasil, e em março terá uma Gala de comemoração, onde Debora participará do elenco. Os pais de Debora, o senhor José Carlos e Mônica Eiras, bem como toda a família sentem muito orgulho desta talentosa jovem. O Rotary Club Parada Inglesa, fez uma linda homenagem à Debora antes dela ir morar em Joinville. A família de Debora sempre a acompanha e agradece a todos que acreditam nela. Com certeza, Debora Eiras é uma grande bailarina que já angariou muitas vitórias, e com certeza por onde passar estará representando muito bem o Brasil nacional e internacionalmente.

Imóvel é Moeda Forte!

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undada em 1968 e atuando nas áreas de administração, compra e venda de imóveis e incorporação, a E.B.I. – Escritório Brasília de Imóveis, vem proporcionando aos seus clientes e investidores, as melhores oportunidades para a realização de excelentes negócios. Seu novo lançamento, o Brasília Offices Água Fria, localizado em uma ótima região da zona norte, conta com uma torre de 21 andares, 168 salas de aproximadamente 41,40 m², sendo oito por andar, uma vaga de garagem por sala e ainda sala de convenções. O Grupo E.B.I. é constituído pelas empresas E.B.I. Escritório Brasília Imóveis, Vivere Incorporações Imobiliárias, Plurincorp

e Pacaembu Empreendimentos Imobiliários, cada uma atuando em setores distintos do ramo imobiliário. Sempre acreditando no potencial da zona norte da cidade de São

Paulo, a E.B.I. estabeleceu sua sede á Rua Frei Vicente do Salvador, 321 no bairro de Santana, onde a empresa foi pioneira no lançamento de empreendimentos de alto padrão que contribuíram

para a mudança e a valorização da região. Em 2005, buscando ampliar os horizontes para seus investidores e objetivando o crescimento da empresa, foi inaugurada a Pacaembu Empreendimentos Imobiliários, que visa a construção de empreendimentos de alto padrão residenciais e comerciais na zona oeste da cidade.

E.B.I. tem os melhores lançamentos de imóveis na Zona Norte

Foto meramente ilustrativa

E.B.I.: construindo há 42 anos para o desenvolvimento da zona norte Em breve, mais um grande lançamento, o Brasília Offices Água Fria


Novos Lanรงamentos na Zona Norte


O melhor da Gastronomia e do Entretenimento da Zona Norte

Do Happy Hour ao fim de noite. Sempre a melhor opção

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Março 2010

Leia online: www.globalnews.com.br

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Um pedaço de Londres agora na zona norte

Fort London – Comidas e drinks típicos da Inglaterra para nossa região A Zona Norte conta com mais uma novidade gastronômica. Trata-se do Fort London, um restaurante noturno especializado em comida inglesa. O novo espaço requintado conta com especialistas como sommelier, uma chef de cozinha perita na culinária do país, e um vice-campeão em coquetelaria. Segundo o sommelier Honório Luis, o cliente terá várias opções de pedidos, desde um drink ou um choop acompanhado de um petisco, até um cardápio mais sofisticado, como um filé de pescado frito com um vinho argentino ou rosé. “Hoje temos 78 rótulos e mais 12 opções de vinhos”, afirma Honório. “É um bar diferenciado na região, onde trago novidades a serem degustadas na coquetelaria”, comenta o barman Edilson do

Lino/GN

Amarente, com o título de vicecampeão paulista em coquetelaria. Entre os drinks mais famosos de ”Didi”, como é conhecido, está o Tambau Beach, bebida a base de vodka, suco de abacaxi, licor de kiwi e creme de leite ba-

tido e um lance de Grenadine. A cozinha do Fort London fica por conta da Chef Aline Cecilio, que morou cinco anos em Londres se especializando e trabalhando em diversos restaurantes. “Quero trazer uma inovação,

Sommelier Honório Luis, Chef Aline Cecilio e Gerente João Costa

com o gosto de estar em Londres. A intenção é que aqueles que nunca estiveram na Inglaterra, possam saborear esta sensação aqui”, explicou Aline. A gerência do novo espaço gastronômico está por conta de João

Costa, profissional com mais de 30 anos de experiência na área. “O Jardim França é um ótimo bairro e, com certeza, vamos angariar ótimos clientes”, entusiasma-se Costa.


GLOBAL NEWS

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Chegou a vez dos prédios blindados Depois dos carros, o medo da violência estimula empresários a revestirem edifícios

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nstalar cercas elétricas nos prédios e contratar porteiros que se revezam 24 horas por dia são medidas que tentam barrar a violência urbana que insiste em bater à porta. O problema é que, em estados como o Rio de Janeiro, essas opções estão ficando cada vez mais obsoletas diante do poderio dos criminosos. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), 143 pessoas foram vítimas de balas perdidas de janeiro a setembro de 2009, no estado. Apesar de esse número ter sido 21% menor que o de 2008, a deficiência na segurança pública continua entre os principais problemas do Rio de Janeiro. Tanto é que o índice

de crimes violentos aumentou no período. Segundo o levantamento, no ano passado, foram registrados 1.670 assaltos a residências contra 1.500 no período anterior. Não é para menos que as grandes empresas e instituições têm procurado alternativas para se proteger. Uma delas é a blindagem de suas sedes. À prova de balas Para reforçar a segurança, a estrutura de importantes edifícios está sendo blindada. Confira alguns exemplos: A Blindaço, companhia especializada no segmento, acaba de entregar o prédio da SulAmérica Seguros, no Rio de Janeiro, totalmente blindado. Segundo Carlos Monte Serrat, diretor da

empresa, foram colocados mais de 3 mil metros quadrados de vidros à prova de balas. “É a maior obra já registrada de blindagem no país”, afirma o executivo. “Esse foi um grande desafio para nós, já que a seguradora nos procurou quando a construção do prédio já estava praticamente pronta”. No caso do edifício SulAmérica, a Blindaço acrescentou 300 toneladas de aço à estrutura do prédio. “Antigamente, as guaritas ficavam dentro dos prédios. E, por causa da segurança, percebeuse que o melhor seria colocálas afastadas dos edifícios”, diz Monte Serrat. Foi aí que a Blindaço viu um novo filão: a construção de guaritas blindadas

a partir do sistema de pré-moldados. “Geralmente, a instalação das guaritas tradicionais, feitas com blocos de cimento, leva de dois a três meses.

Por causa da demanda, a Blindaço pretende aumentar a sua fábrica de aço e de vidro. “Fechamos projetos com o governo do Rio de Janeiro.”

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Edição de Março