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99 anos Casa Verde Pág’s 12 a 16

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São Paulo, 28 de Maio de 2012 a 20 de Junho de 2012| Ano XIII - Nº153 | Diretor Responsável: Lino de Almeida

Medicamento único Leonardo Placucci é homenageado trata doenças cerebrais pela Câmara Municipal de São Paulo P Lino/GN

esquisadores britânicos já estudam a possibilidade de usar um mesmo medicamento para combater uma série de doenças que afetam o cérebro, como o mal de Alzheimer e o mal de Parkinson. ............................................................... Pág. 4

A excelente colheita do futuro promete êxito

A

produção mundial de alimentos terá de aumentar 20% para atender à crescente demanda, vinda principalmente da expansão das classes médias das economias emergentes, segundo estimativas da (OCDE). ............................................................... Pág. 6

R

eitor da Uni Sant’Anna rece- lice Neto. be a Salva de Prata, maior honNa ocasião, foram entregues as Meraria outorgada pela Câmara dalhas Anchieta e Diploma de Gratidão Municipal de São Paulo a um cidadão. da cidade de São Paulo à Associação BeA Sessão Solene é de autoria do ve- neficente Espírita Lar Divina Vida, ao reador Rubens Calvo, por iniciativa do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Cripresidente da Câmara, vereador José Po- ança com Câncer - GRAACC e à Funda-

ção Espírita André Luiz. O evento foi realizado no auditório do Campus da Uni Sant’Anna, onde reuniu cerca de 300 pessoas, entre autoridades, políticos, empresários de destaque e convidados. Um estímulo ao trabalho social.

Transparência inibi mau uso do dinheiro

A

Lei de Acesso à Informação garante o direito da população a conhecer os atos de governo e de Estado por meio das melhores tecnologias de informação. A transparência funciona como o inibidor eficiente. .............................................................. Pág. 17

PQEC: sete edições reconhecendo o valor na prestação de serviços

O

SESCON-SP e a AESCON Mais de 4,5 mil pessoas participa- a alegria, emoção e discontração reu-SP realizaram uma gran- ram da sétima edição de entregas de niram-se no mesmo local. Homena-

de festa, no Expo Tran- certificados do PQEC, o Programa geados e convidados se confratersamérica, para certificar e homena- de Qualidade de Empresas Contá- nizaram, após a solenidade, no jangear as 422 organizações que per- beis, e puderam conferir o show tar durante o show. Uma noite ines-

quecível de comemoração. seguiram a qualidade em sua pres- da dupla Victor & Leo. Foi um evento marcante, onde tação de serviços no último ano. ........................................................ Pág. 3

Eduardo/Sescon


GLOBAL NEWS

Maio de 2012

O destino do lixo no Brasil é inadequado mesmo com lei

EDITORIAL

“CAUDISMO” NOS PARTIDOS POLÍTICOS

A

maioria dos partidos

brasileiros sofre de “caudismo” crônico. A di-

vergência entre seus deputados é tão grande que a cauda formada pelos dissonantes é mais pesada do que o corpo partidário. Se fossem répteis, essas siglas seriam serpentes. A dispersão dos votos dos deputados de um mesmo partido começa no mais desapegado governismo e termina em destemida oposição. Pode significar tudo, menos coesão ideológica. O caso mais extremo de “caudismo” é o do PSD, que foi pensado para ser assim. Seu fundador definiu o PSD como um partido que não está nem à direita, nem à esquerda, nem no centro. Proféticas palavras. Quântico, o PSD está em todo lugar ao mesmo tempo. E não está sozinho. O “caudismo” não tem lado. Vai da oposição à base governista, do DEM ao PDT, do PPS ao PR, passando por PP e PV. Pesquisa revela que a taxa de governismo da bancada do PSD na Câmara está em 86%. Mas um único número não traduz o comportamento de membros da sigla. Essa taxa embute um desvio padrão que é sete vezes maior do que o do PT, o mais coeso dos grandes partidos. O governismo do PSD varia dos 95% de votos pró-Dilma de João Lyra (AL) até os 36% de Nice Lobão. A independente deputada maranhense é mulher de Edison Lobão, ministro das Minas e Energia. O fenômeno se explica pela origem dos deputados do PSD. Eles foram eleitos por outras legendas, e só se juntaram na nova sigla em outubro do ano passado. Os que emigraram do PMDB, do PR e do PTB, como João Lyra, carregavam na bagagem de votações uma alta taxa de governismo. Já os que vieram do DEM, como Nice Lobão, tinham um passado oposicionista. Depois que o PSD formou sua bancada na Câmara, o comportamento de seus deputados tornou-se majoritariamente governista,

votando quase sempre de acordo com a vontade de Dilma. Nas 26 votações nominais ocorridas entre outubro e dezembro de 2011, a taxa de governismo do PSD foi de 97%: 45 dos 48 deputados do partido votaram com o governo em mais de 90% das vezes. Mas isso mudou no começo deste ano. Desde fevereiro, aumentaram os votos oposicionistas do PSD. Só sobraram dois deputados no “núcleo duro” do governo na Câmara. Na média, a taxa de governismo do PSD caiu de 97% para 68%. A causa dessa mudança de comportamento é a eleição municipal. Em fevereiro, o presidente do partido, Gilberto Kassab, trocou a aliança com o PT em São Paulo pelo apoio a José Serra, do PSDB. A troca de aliado refletiu-se em outras cidades. É tentador identificar o “caudismo” como um reflexo do comportamento caudatário que a maioria dos partidos tem em relação ao governo. Afinal, apenas 4 das 23 legendas com representação na Câmara podem dizer que fazem oposição a Dilma. Na média, suas bancadas votaram mais de metade das vezes contra o governo em 98 votações nominais: PSDB (78% de oposicionismo), DEM (74%), PSOL (72%) e PPS (66%).

Mas enquanto PSDB e PSOL são razoavelmente coesos nos votos de seus deputados, os outros dois sofrem de “caudismo”. Entre os deputados do PPS, a taxa de governismo varia dos 25% de Roberto Freire (SP) a mais do que o dobro disso, como é o caso de Almeida Lima (SE), que votou mais vezes com o governo do que contra ele. O desvio padrão dos votos da bancada do PPS é 26% maior do que a dos tucanos, por exemplo. Não é coincidência que PT e PSDB, os partidos que polarizam a política no País há 18 anos, estejam entre os mais coesos. Nem que PSB e PMDB, que buscam romper essa polarização, rivalizem com

eles em coesão.

Lino de Almeida

Diretor Responsável

Estudo mostra que metade dos resíduos de 2011 acabou em lixões ou aterros controlados; 60% dos municípios não seguem política de resíduos sólidos Apesar de a Política Nacional de Resíduos Sólidos estar em vigor desde o final de 2010, ela ainda não está produzindo efeitos práticos na destinação do lixo gerado no País. Essa é a principal conclusão do levantamento anual da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Em 2011, das 55,5 milhões de toneladas de resíduos coletadas no ano, 58,06% (32,2 milhões) foram destinadas corretamente - em aterros sanitários. O restante (23,3 milhões) segue

va Filho, diretor da Abrelpe. "Es-

perávamos já ver algum refle-

xo da política. Mas, se continuar neste ritmo, não vamos conseguir acabar com os lixões até 2014", diz.

A meta a que ele se refere é uma das estabelecidas pela lei, que também define que, do material coletado, somente os rejeitos devem ir para os aterros

“ O problema é que as soluções para a questão do lixo demandam muito tempo.”

indo para lixões e aterros controlados, que não têm tratamento de chorume ou controle dos gases de efeito estufa produzi- o que exclui tudo o que posdos em sua decomposição. Em relação a 2010, houve sa ser reaproveitado como, por

uma melhora de meio ponto por- exemplo, com compostagem, e centual na destinação correta dos reciclado. Mas nesse quesito tam-

bém não houve muito avanço. Dentre os municípios brasileiros, 58,6% disseram ter coleta seletiva - só 1% a mais que em observou um aumento na quan- 2010. O problema é que as solutidade de resíduos jogados em ções para a questão do lixo delixões e afins. A geração per mandam muito tempo. Para cricapita média do País foi de -ar um aterro sanitário é preci381,6 quilos por ano, 0,8% suso de espaço, de licenciamento perior ao do ano anterior. ambiental. Segundo Silva FiDos 5.565 municípios, 60,5% deram destino inadequado a mais lho, leva, em média, três anos. de 74 mil toneladas de resíduos "E mesmo eles sendo criados, por dia. Em todo o País, mais de se não mexer na quantidade de 6,4 milhões de toneladas sequer geração (de resíduos), a vida foram coletadas no ano, indo útil do aterro cai." parar em terenos baldios, córregos etc. Os dados, que serão lançados hoje, fazem parte da resíduos, mas, como os brasileiros aumentaram sua geração de lixo em 1,8% em relação ao ano anterior, na prática, 2011

última edição do Panorama dos

Resíduos Sólidos no Brasil. Meta até 2014. A produção

de resíduos subiu menos que entre 2009 e 2010, quando o salto foi de 6,8%. "Mas ela continua crescendo. Foi o dobro do quanto cresceu a população no mesmo período", afirma Carlos Sil-

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Ano XIII - Nº 153 - (11) 2978-8500 Distribução: nas bancas, prédios, comércios, nas lojas dos Shopping Center Norte e Lar Center, no Clube Esperia e Acre Clube. Remetido, também, a assinantes e ao Mailing List da Associação Comercial de São Paulo e também para assinantes em outros estados.

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117 anos

As matérias assinadas refletem o ponto de vista de seus autores, isentando a direção deste jornal de quaisquer responsabilidades provenientes das mesmas. A empresa esclarece que não mantém nenhum vínculo empregaticio com qualquer pessoa que conste neste expediente. São apenas colaboradores do jornal. É vetada a reprodução parcial ou integral do conteúdo deste jornal sem autorização expressa do Diretor Responsável.

Para Elisabeth Grimberg, coordenadora da área de resíduos sólidos do Instituto Pólis, esse quadro só vai mudar quando aproveitamento e reciclagem estiveram funcionando. Ela menciona a logística reversa, que prevê que cabe a produtores e comerciantes cui dar do descarte de seus produtos e embalagens. "Onde está o modelo disso? É preciso implementar que os devidos responsáveis assumam suas atribuições." Um dos gargalos ainda é a falta de investimento. Se gundo o panorama, em 2011, a mé-

dia mensal dos gastos dos municípios brasileiros com serviços de limpeza urbana foi de

R$ 10,37 por habitante por mês - 4% maior na comparação com

2010. Silva Filho estima que precisaria ser no mínimo o dobro para resolver o déficit na coleta e na destinação, considerando que metade dos resíduos tem destino inadequado (somando também o que não é coletado). “Não dá mais para considerar que é possível resolver a custo zero, como acontecia com os lixões. E isso envolve também cobrar o serviço da população. Uma taxa básica, que aumente, por exemplo, se a pessoa não separa os recicláveis, mas diminua se ela o fizer”, propõe.


Maio de 2012 03

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PQEC: reconhecendo o valor com a prestação de serviços

422 empresas conquistaram a certificação PQEC, sendo que 44 receberam o selo PQEC + ISO 9001:2008

O

SESCON-SP e a AES CON-SP promoveram uma grande festa, no Expo Transamérica, para certificar e homenagear as 422 organizações que perseguiram a qualidade em sua prestação de serviços no último ano. Mais de 4,5 mil pessoas participaram da sétima edição de entregas de certificados do PQEC, o Programa de Qualidade de Empresas Con-

tou a importância da qualidade pa-

ra o desenvolvimento do País.

“São os empresários e profissio-

nais de contabilidade responsáveis pela qualificação da gestão das empresas do País”. Na mesma linha, falou o chanceler da UNISESCON, Paulo Nathanael Pereira de Souza. “É fundamental aliar o conhecimento e a valorização do capital humano e o PQEC cada ano se renova neste tábeis, e puderam conferir o show intuito”, frisou o educador. Os deputados estaduais Itada dupla Victor & Leo. Durante seu discurso, o pre- mar Borges e Célia Leão represidente do Sindicato, José Ma- sentaram a Assembleia Legisria Chapina Alcazar, agradeceu lativa do Estado de São Paulo na todas as empresas que acredita- cerimônia. “As empresas brasileiram do projeto e seu uniu à Enti- ras precisam diretamente do auxílio dade. “O PQEC hoje é uma reali- da categoria contábil”, disse Bordade consagrada, graças ao em- ges. “Em sua sétima edição, o penho e dedicação de todos vo- PQEC mostra a sua força e pacês”, destacou o líder setorial, pel de auxiliar o crescimento do parabenizando o SESCON-SP pe- País”, acrescentou Célia. O superintendente da Relo PQEC. ceita Federal em São Paulo, JoRepresentando as entidades congraçadas da Contabilidade pau-

lista, o presidente do CRC SP,

Luiz Fernando Nóbrega, destacou a participação da categoria no desenvolvimento do Brasil, que hoje já é a 6ª economia do mundo. “Certamente contribuímos e con-

sé Guilherme Antunes Vasconce los,

também prestigiou a cerimônia. “Este evento mostra a força do trablho de vocês, que têm cottribuído significativamente com a admi-

-SP é nosso par ceiro e um porta-voz das afli ções de toda a cate-

goria e do em preendedorismo”.

Para Leandro Boeno, da or-

ganização São Lucas Assessoria

Contábil, do primeiro módulo, o programa revolucionou o dia a dia da sua empresa, seja na for ma de trabalhar ou na mudança de liderar uma equipe. “A certificação qualifica ainda mais as empresas, pois traz credibilidade”.

De acordo com o representante da Gam Global Accounting, Ricardo Soares, que conquistou o segundo módulo, o Programa agrega va-

lores à empresa em relação a

sua produtividade, qualidade dos serviços apresentados e ainda traz uma grande projeção no mer-

cado para as empresas certificadas. Fonte: Assessoria de Imprensa SESCON-SP Eduardo/SESCON

A

sistema bancário contribuam pa-

ra a tendência de queda das tarifas. Desde dezembro de 2011, a ra o consumidor pesquisadas, apenas a de crédito do cartão de Selic caiu 2 pontos percentuais, Das seis linhas de crédito pa-

A

Federação das Indússtrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está satisfeita com os resul tados

de sua campanha “Energia a Preço Justo”. Criada para alertar a sociedade a respeito do vencimento das concessões do setor elétrico a partir de 2015, a iniciativa conquistou o apoio de centenas de milhares de cidadãos, entidades empresariais e organizações de defesa dos consumidores. A Fiesp calculou o impacto do fim dos contratos sobre o preço da energia elétrica no Brasil e chegou a números estarrecedores. Com a licitação dos ativos, determinada

pela Constituição, a sociedade po derá economizar nada me-

nos do que R$ 1 trilhão nos próximos 30 anos. Os defensores da reprorrogação das concessões, por sua vez, não demonstram a mesma transparência e sugerem uma mudança na lei para beneficiar algumas poucas empresas em detrimento de 190 milhões de brasileiros. Nesse aspecto, a

se”. A solução desse impasse está nas mãos de uma pessoa que não apenas conhece o se-

Juro ao consumidor cai para 6,25%, é o menor em 17 anos crédito rotativo permaneceu estável e não apresentou redução entre março e abril. Entre as empresas, as três linhas pesquisadas apresentaram redução de tarifa no mês passado. A taxa média caiu 0,07 ponto porcentual, de 3,70% ao mês para 3,63%, a menor desde dezembro de 2009. A previsão da entidade é que a expectativa de novas reduções da Selic pelo Banco Central (BC) e a maior competição do

CINCO VEZES DILMA

campanha teve sua segunda vitória:antes tida como “consenso”, a tal reprorrogação passou a ser tratada como “im pas-

tribuiremos significativamente para esta nova realidade brasileira”, disse. O vice-presidente da Assonistração ciação Comercial de São Paulo, tributária. Roberto Mateus Ordine, ressalO SES CON-

redução da taxa básica de juros, a Selic, e as pressões do governo para redução do spread bancário impactaram na diminuição dos juros aos consumidores e empresas em abril, de acordo com pesquisa da Anefac. No caso da pessoa física, a taxa média geral recuou 0,08 ponto porcentual, de 6,33% ao mês em março para 6,25% em abril, a menor desde o início da pesquisa, há 17 anos. O patamar anterior já era recorde, de acordo com a entidade.

PAULO SKAF

Presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP)

de 11% ao ano para 9% no mês passado. No mesmo intervalo, observa a Anefac, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 7,85 pontos percentuais, de 114,84% ao ano para 106,99%. Nas operações de crédito para pessoa jurídica, hou-

ve uma redução de 4,32 pontos percentuais (57,72% para 53,40%). Divulgação

tor elétrico, como também já demonstrou, em diversas oportunidades, ser contra a reprorrogação das concessões: a presidente Dilma Rousseff. Sem-

pre que esteve diante do tema, Dilma agiu no sentido de preservar a lei e os interesses maiores do Brasil. A questão do fim dos contratos tem sido apreciada por Dilma desde 2003 e, por cin co vezes, ela mostrou ser con-

tra qualquer possibilidade de reprorrogação. A Medida Provisória n.º 144 de 2003, conhecida como a Lei de Reforma do SetorElétrico, assinada pelo então presidente Lula

e por sua ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, varre

da ordem jurídica qualquer possibilidade de reprorrogação das concessões de geração para os contratos firmados depois de 2003. Nos con tratos de transmissão e distribuição, limitou rigorosamente as condições de prorrogação a “no máximo igual período”

do contrato original. Ou seja, um veto a qualquer hipótese de reprorrogação. Para os contratos anteriores a 2003, Dilma aquiesceu a ato de governo anterior que prorrogara os contratos em 1995, por 20 anos. Sua lei reafirmou o término dos contratos a partir de 2015. Essa foi a primeira vez. Dilma seguiu como ministra de Minas e Energia por quase dois anos mais. Rejeitando pressões e não convencida de qualquer erro em sua lei, nunca a alterou. Essa foi a segunda vez. Na segunda metade de 2005, Dilma foi convocada para a chefia da Casa Civil da Presidência da República. Sabe-se que a questão do fim dos contratos do setor elétrico lhe foi submetida, requentada, inúmeras vezes. Em nenhum momento, contudo, Dilma tomou qualquer iniciativa para revogar a sua lei. Essa foi aterceira vez. Entre março e outubro de 2010, na campanha para a Presidência que a consagraria com o voto de mais de 55 milhões de eleitores, a candidata Dilma, que os brasileiros já conheciam, nunca disse ter passado a concordar com a reprorrogação de concessões. Essa foi a quarta vez. Agora, em 2012, o governo Dilma anuncia sua rejeição à tese de reprorrogação das concessões dos terminais portuários. E decide cumprir a lei e licitá-los novamente. Essa foi a quinta vez.

Desta forma, sugerir que a presidente da República admita voltar atrás num tema que lhe é tão familiar só pode ser fruto de incoerência. A trajetória política de Dilma Rousseff forjou uma mulher comprometida com a sua palavra, com a sua história e com o seu povo. Pedir-lhe que renuncie a tudo isso é desconhecer o seu caráter. Fazer isso em nome do interesse de poucos é um desrespeito. Querem convencer Dilma a desfazer tudo o que ela fez. Ao que tudo indica, sairão frustrados.


GLOBAL NEWS

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Saúde em Foco Divulgação

Diabetes entre homens tem tendência de alta

O

percentual de homens com

18 anos ou mais diagnosticados com diabetes subiu de 4,4% em 2006 para 5,2% no ano passado, indica estudo apresentado pelo Ministério da Saúde, recém divulgado. Esse histórico, aliado a outras pesquisas já feitas, levou o ministério a dizer que existe uma tendência de alta da doença entre os homens, explicada pela pasta como a união entre o crescimento do diagnóstico e de fatores de risco, como obesidade e envelhecimento da população. Já entre a população como um todo (5,6%) e as mulheres (6%), a tendência é de estabilidade, segundo Deborah Malta, coordenadora de vigilância de doenças e agravos não transmissíveis do ministério. Os dados foram retirados do Vigitel 2011, inquérito telefônico feito com 54.144 adultos com 18 anos ou mais, nas 27 capitais. A pesquisa, anual, questiona sobre hábitos de vida e fatores de risco. A presença do diabetes aumenta com o avanço da idade. Enquanto apenas 0,6% dos jovens de 18 a 24 anos informaram ter tido diagnóstico da doença, esse percentual sobe para 21,6% entre os adultos com 65 anos ou mais. Também está relacionada à escolaridade, porque tende a cair entre pessoas mais instruídas. “A educação tem peso importante nas ações de saúde. O índice é duas vezes maior

se comparadas as pessoas com menos de oito anos de escolaridade e as com 12 anos ou mais de estudos”, afirmou o ministro da saúde Alexandre Padilha. Essa relação com o estudo, segundo Malta, deve estar ligada à presença de hábitos de vida mais saudáveis na população mais escolarizada. O programa de popularização de academias de ginástica, entre outras medidas adotadas recentemente pelo governo, foi citado como armas para reverter a tendência de alta do diabetes. Internações O custo das internações por diabetes na rede pública chegou a R$ 87,9 milhões, informou o ministério. Em 2008, estava na faixa dos R$ 65 milhões. Uma única internação custa, em média, R$ 603 e dura seis dias. Malta diz que é preciso avaliar os dados dos próximos anos para verificar se essa é uma tendência que se mantém. “Precisamos de mais tempo para avaliar. Mas, ao mesmo tempo que teve um aumento do diagnóstico de homens, teve um recuo nas internações, é um movimento contrário. A gente esperaria até um aumento.” Em 2010, 54,5 mil pessoas morreram pelo diabetes. A meta do governo, para os próximos dez anos, é reduzir em 2% ao ano a mortalidade por doenças crônicas não-transmissíveis, onde está inserido o diabetes.

Medicamento único trataria várias doenças cerebrais

Cientistas britânicos conseguiram cessar a degeneração das células do cérebro de ratos

P

esquisadores britânicos já estudam a possibilidade de usar um mesmo medicamento para combater uma série de doenças que afetam o cérebro, como o mal de Alzheimer e o mal de Parkinson. Em um estudo publicado na revista Nature, eles afirmam ter cessado a degeneração cerebral de ratos de laboratório e dizem que o mesmo procedimento pode ser aplicável a humanos. Várias doenças degenerativas resultam da composição de

proteínas mal formadas. Os pesquisadores da Universidade de

Leicester o que causava a má formação nos ratos e como ela

matava as células cerebrais. Eles

mostraram que conforme os níveis de proteínas defeituosas se elevam, as células tentam cessar a produção de todo tipo de novas proteínas. É o mesmo mecanismo usado pelas células quando há uma infecção de vírus - interromper a produção de proteínas interrompe a disseminação do organismo. Mas “desligar” o sistema por um longo período acaba por prejudicar as células cerebrais, que também param de produzir as proteínas das quais necessitam para funcionar. A equipe então tentou manipular a interrupção de prote-

ínas. Quando conseguiram impedir as células de “desligar”, evitaram que o cérebro de degenerasse. Nesses casos, os ra-

“Várias doenças degenerativas resultam da composição de proteínas mal formadas.” tos viveram significativamente mais. A pesquisadora Giovanna Mallucci explica que “a chave do processo é a interrupção da

produção de proteína. A proteína em si é ignorada e é isso que torna o estudo relevante”. A ideia, que ainda não foi testada, é saber se o a prevenção do desligamento pode prevenir doenças priônicas - causadas por proteínas defeituosas.

“O que o processo nos dá é um caminho, ou seja, um tratamento que po-

de ter benefícios ante várias doenças.

A ideia ainda está em seus está-

gios iniciais. Ainda precisamos

confirmar esse conceito em ou-

tros distúrbios”, afirma a pesquisadora. Divulgação


Maio de 2012

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Professor Leonardo Placucci é agraciado com a Salva de Prata

A Solenidade foi realizada no auditório da Uni Sant’Anna

O

um humilde aprendiz e segui o que minha lo, José Police Neto, mãe me aconselhou:

Lino/GN

Presidente da Câmara Municipal de São Pau-

abriu a sessão solene de entrega estude. Sou filho de

de Medalhas Anchieta e Diplomas lavradores, comecei de Gratidão da Cidade de São Paulo aos 7 anos como aju-

à Associação Beneficente Espíri- dante de sapateiro e ta Lar Divina Vida, ao GRAAC, à vim para São Paulo Fundação Espírita André Luiz e onde, aos 16, me forentrega da Salva de Prata ao pro- mei normalista e, comecei a dar aula. fessor Leonardo Placucci. Transferida do Palácio Anchieta para o auditório da Uni Sant’Ann a a cerimônia contou com a presença de Rubens Calvo, proponente da homenagem, vereador Aurélio Mi-

Público presente ao evento

A educação muda tudo e vem em primei-

ro lugar. É um pri-

vilégio receber uma solenidade da Câma-

guel, deputado Arnaldo Faria de ra aqui” conclui. Regina Gomes, Sá, entre outras autoridades, diOnofre Baptista e retores de instituições homena-

Mesa diretora do evento

geadas e ícones do empresariado. André Luís também

Emocionado, o reitor da Uni Sant’Anna disse: “Recebi várias homenagens, mas nunca minha voz ficou embargada assim, não tenho palavras para agradecer e acho que não mereço tudo isto. Sou

foram homenageados pelo brilhante trabalho desenvolvido na área social. No telão foram exibidos diversos trechos da atuação dos homenageados e suas instituições.

Cerca de 300 pessoas estavam presente ao evento, após a cerimônia todos se con-

Placucci e sua irmã, Lourdes Placucci

Aurélio Miguel, Leonardo Placucci e Rubens Calvo

fraternizaram num delicioso coquetel, com boa música. Foi uma noite inesquecível regada a muita emoção. Todos os homenageados fi-

caram felizes e entusiasmados a continuar trabalhando pelo projeto social, ajudando a todos os que necessitam. Regina Elias

O Metrô desapropria imóveis para construir a Linha Laranja

O

governo de São Paul o A nova linha vai ligar a Zona vai desapropriar 406 Norte, região da Vila Brasilânimóveis para construir dia, ao centro da cidade terá a futura Linha 6 - Laranja do Me- 15,9 km de extensão. trô. Com 15 paradas, ligará a esAo todo, a área desapropriada tação Brasilândia à São Joaquim soma 407.400 m², nos bairros da e fará integrações com os trens Freguesia do Ó, Lapa, Barra Funda, da CPTM na estação Água BranPerdizes, Consolação, Bela Vista e ca, com a Linha 4-Amarela, na Liberdade. Dos imóveis desapropriados, estação Higienópolis-Mackenzie, 52 são terrenos vagos, 214 residên- e com a Linha 1-Azul, na estação São Joaquim. cias e 140 imóveis comerciais.

O ajuizamento das ações de desapropriação deverá ocorrer no segundo semestre deste ano, com oferta do valor de referência do ITBI municipal (imposto de trans-

missão de bens entre vivos).

Os proprietários deverão cumprir as exigências legais para conseguirem levantar 80% do valor de-

positado em juízo pelo Metrô, incluindo comprovação de propriedade e impostos em dia.

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LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO Presidente da OAB-SP, Advogado criminalista, mestre e doutor pela USP

O

EM DEFESA DA NOSSA SOBERANIA

Brasil que esteve representado em Washinton , na figura da presidente Dilma Rousseff, em princípios de abril, em encontro com o presidente norte-americano Barack Obama, empresários e jornalistas, é o País que começa a ser respeitado no concerto das Nações: economia em ascensão, inflação sob equilíbrio, estoque total da dívida controlado em 36% do PIB e exibindo inegável mobilidade social. Caminha, desse modo, para consolidar uma interlocução igualitária e uma interlocução permanente com as principais lideranças mundiais. Está em jogo, nesse momento, a corresponsabilidade das principais Nações na meta de recuperação da economia mundial, o que implica a adoção de política monetária que seja benéfica ao conjunto e não apenas a uma das partes do todo, condição essencial ao exercício pleno da soberania e da autodeterminação dos povos. Mas o Brasil, que desempenha papel de respeito como protagonista internacional, é bem diferente do ente que dita normas em solo nacional. Não parece o mesmo o Governo que expressa conceitos para o mundo e defende posições como as que apresenta, por exemplo, à Federação Internacional de Futebol (FIFA) com vistas à organização da Copa de 2014. Vejamos. A Comissão de Estudos criada pela OAB/SP para avaliar o Projeto da Lei Geral da Copa fez o alerta: caso seja aprovado no Senado nos termos propostos pelo Governo estará na contramão da boa norma do Direito e da Justiça. Será considerado mais um conluio para beneficiar interesses privativos de gru pos, em detrimento dos direitos da coletividade. E, se assim ocorrer, estarão ameaçados os princípios da soberania e da segurança jurídica. É inacreditável que se obedeça fielmente à FIFA propondo-se uma Lei para atender exclusivamente aos interesses da organização, especialmente no

capítulo que abre mão da proibição de venda de bebidas alcoólicas nos estádios. A leitura é linear. Nesse caso, trata-se de defender o patrocinador, um fabricante de cerveja. Inaceitável para um país que deixou para trás, desde o grito da Independência, em 1822, sua posição subalterna, desfraldando a bandeira da soberania e da vontade própria. O veto à comercialização de álcool nos estádios, inegável avanço do Estatuto do Torcedor, corre o risco de se tornar letra morta face à pressão econômica da entidade. Temos também nos c urvado às ameaças de retaliação da organização, a ponto de consentirmos, no texto do projeto da Lei, que a União assuma as responsabilidades civis por danos que vier a causar, “por ação ou omissão”, à FIFA. Na trajetória da Nação republicana, o atual momento vivido pelo país apequena o escopo de independência e altanaria. Enquanto no plano externo conseguimos convecer nossos parceiros de Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul) a endossar o posicionamento brasileiro frente à principal Nação do planeta, no nosso próprio quintal caminhamos para o retrocesso. Não será fora de propósito se o velho epíteto – República das Bananas – for resgatado na esteira das heranças nefastas de nossa cultura política, como a privatização do patrimônio público, do corpo institucional do Estado, da anomia e da relativização das leis. Cabe agora ao Senado dizer que País é este: o que faz ouvir sua voz em fóruns de lideranças globais ou a republiqueta que se deixa usar conforme a vontade de minorias e de suas respectivas injunções políticas e econômicas. Torna-se relevante lembrar aos nossos legisladores que vivemos em um Estado Democrático de Direito, cujo princípio fundamental e inalienável , expresso em sua carta Magna, é o da soberania, seguido pelo ideário da igualdade, sob a norma sagrada: o poder emana do povo.


GLOBAL NEWS

Maio de 2012

06

Economia e Agronegócio Porto em Ilhéus na Bahia opõe turismo e exportação

A

construção de um mega complexo portuário em Ilhéus , com investimen-

to estimado em R$ 3,5 bilhões

e 1,8 mil hectares de área total, gera a esperança de redenção

à cidade que há mais de duas décadas assiste ao desmoronamento da “civilização do cacau” e às tentativas fracassadas de recuperar a glória do passado. Mas o projeto do Porto Sul da Bahia também assusta uma parcela dos em pre sários e ambientalistas da região, que temem efeitos devastadores para o turismo e sobre um dos pedaços de mata atlântica mais preservados do litoral brasileiro. O futuro do complexo, que tem a pretensão de transfor-

mar-se em ponto final da prometida Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e em estrutura de escoamento para a produção do interior da Bahia, está chegando a um momento decisivo. Seis audiências públicas para discutir seus impactos

ambientais com a população local deverão ocorrer entre os dias 28 de maio e 2 de junho. À fren-

te do pedido de licenciamento, o governo estadual percebeu os

riscos de um veto do Ibama ao local originalmente escolhido para abrigar o porto e tenta ago-

ra viabilizá-lo em um ponto a cer-

ca de dez quilômetros do centro de Ilhéus, com expectativa de dar o pontapé inicial nas obras

até o fim deste ano. O porto planejado é do tipo

“offshore”, ou seja, tem cais avançado no mar e ligado à costa por

uma ponte de acesso com mais de três quilômetros. Ele está di-

vidido em duas áreas: um terminal de uso privativo da Bahia

Mineração (Bamin), idealizado para escoar o minério de fer-

“O projeto do porto será a redenção de Ilhéus.” ro a ser extraído de uma jazida em Caetité, e um porto público, que é candidato a inaugurar o novo sistema de concessões desenhado pela União. No total, a previsão do governo baiano é que as duas áreas pos-

A excelente colheita do futuro

sam movimentar cerca de 100 milhões de toneladas por ano, equivalente à demanda hoje de Itaqui, no Maranhão, tornando-o um dos três maiores complexos portuários do Brasil, em

movimentação de carga bruta. A construção do Porto Sul deverá gerar 2.560 empregos diretos no pico das obras, que vão durar até 54 meses, segun-

do o estudo de impacto ambien-

tal (EIA-Rima). Depois, serão

antes da praga, a safra beirou 400 mil toneladas. Hoje, uma colheita de 150 mil toneladas é motivo de comemoração. “O projeto do porto será a redenção de Ilhéus”, acredita o prefeito Newton Lima (PT), que viu a população do município encolher na década passada - o censo apontou redução de 222 mil para 184 mil entre os anos 2000 e 2010.

cerca de 1.700 funcionários pa-

ra as operações. O aquecimento do mercado de trabalho embala os sonhos de Ilhéus, que jamais se recuperou dos efeitos da vassoura-de-bruxa, a pra-

ga responsável por dizimar a produção de cacau no fim dos anos 80. Em 1987, último ano

Divulgação

Divulgação

Brasil precisa equacionar vários gargalos para consolidar sua liderança na produção mundial de grãos.

A

té 2020, a produção mundial de alimentos terá de aumentar 20%

para atender à crescente demanda, vinda principalmente da ex-

pansão das classes médias das economias emergentes, segundo estimativas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Grande parte desse acréscimo virá do Brasil, cuja produção terá de aumentar 40% na década, mais que o dobro das projeções para a agricultura da Austrália (17%), EUA e Canadá (15%) e União Europeia (4%). Mas, para consolidar a sua liderança mundial na produção de grãos e de carnes, o país terá de superar diversos obstáculos - como a deficiente infraestrutura, barreiras comerciais de países importadores e falhas

no planejamento. “O dado da OCDE demonstra que a posição de liderança do Brasil é um fator que tem sido considerado por organizações internacionais, mas para

chegarmos a isso precisaremos fazer nossa lição de casa”, afir-

mou o coordenador do Centro de Agronegócios da FGV, Roberto Rodrigues. Para o secretário-executivo do Ministério

da Agricultura, José Carlos Vaz,

o setor precisa aprimorar sua

gestão. “O produtor precisa ter uma contabilidade clara, ter os

custos de produção e comercia-

lização bem definidos e precisa se capitalizar, para usar a colheita bem sucedida como financiamento para a próxima safra, o que reduz a necessidade de ir ao banco”, disse. Outro desafio será superar as barreiras logísticas. Em dez

“Grande parte desse acréscimo virá do Brasil, cuja produção terá de aumentar 40% na década..” anos, apenas em milho e soja o país produzirá 100 milhões de toneladas a mais do que o volume atual de 130 milhões

toneladas, o que criará pressões sobre a infraestrutura. Para trans-

portar a produção. “Cabe frisar que parte da produção de milho da próxima safra já ficará a céu aberto, por conta da falta de estrutura de armazenamento”, destacou André Pessôa, sócio consultor da Agroconsult. Estima-se que cerca de 45 milhões de toneladas de grãos produzidas nas regiões Norte, Nordeste e Cen-

tro-Oeste são desloca-

das, principamente, por es tradas para portos da regi ão Sul e Sudeste, por falta de opções logísticas próximas às regiões produtoras. Com pelo menos 50 milhões de hectares disponíveis para ampliar

sua liderança na agricultura mundial, o Bra sil terá de continuar aumentando sua produtividade, com investimentos

em tecnologia. Entre 1990 e 2010, o país elevou em 173%

sua produção de alimentos, com

um acréscimo de apenas 36% de área e de 100% em produtividade. “Isso criou uma economia de 52 milhões de hectares que foram preservados. O Brasil tem no etanol o biocombustível mais competitivo do mundo. Enquanto o eta-

nol de cana reduz 61% das emis-

sões de gases estufa, os combustíveis a partir de beterraba (Europa) e de milho (EUA) diminuem 20%. O combustível brasileiro é 4,5 vezes mais energé-

tico do que o produzido de beterraba ou trigo e quase sete vezes mais eficiente do que o que vem do milho. Para atender ao mercado nacional, o Brasil terá de importar neste ano

1,8 bilhão de litros de etanol

de milho dos EUA. O problema é a política de preços da gasolina, sem reajuste desde 2008,

que reduz a competitividade do etanol nas bombas e engessa os investimentos das usinas, segun-

do Rodrigues. Analistas estimam que, para atender à demanda interna e externa, a produção sucroalcooleira teria mais

que dobrar. China e Índia, por exemplo, têm uma relação inferior a três veículos por cem habitan-

tes, enquanto no Japão e EUA essa relação supera 60 veículos. “ Em biocombustível, temos um cenário fantástico, China e Índia são potenciais compradores. Poderíamos ser o catalisador da economia verde no mundo, mas o governo e a iniciativa privada não têm estratégia. Precisamos atacar isso, porque logo poderemos ter de importar biodiesel também”, frisou Rodrigues.


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Maio de 2012

Educação Bingo Beneficente “Eu e a Mamãe”

O

ano caminha sua estrada marcando pausas e descansos da jornada nas datas comemorativas. Tudo começa com o Revelion, e então, vem o Carnaval, a Páscoa, as Festas Juninas, as comemorações da Pátria e, quando piscamos, já chegamos ao Natal. O ano escolar também segue sua caminhada. As marcas da estrada não são somente as provas, os trabalhos e as médias, mas, também, os eventos tradicionais e esperados por todos. E, assim, o Colégio Imperatriz Leopoldina chega ao 12º Bingo, e com ele a oportunidade de novamente homenagear a todas as mamães. Nada melhor do que divertir-se jogando Bingo com a família e ainda auxiliar as senhoras do Lar para Idosas “OASE”, que um dia já foram mães e tias, e, agora, como avós e bisavós, continuam dando, de alguma forma, sua contribuição de carinho e experiência. Agradecemos a todos que, di-

reta ou indiretamente, participaram desta ação social e, de uma forma muito especial, a nossa sempre colaboradora Silvana Salvia, da loja Sisal Basic Colection, responsável pelo lindo desfile de moda que mais uma vez abrilhantou o evento. Um abraço carinhoso a cada uma das mães do grupo organizador: Christiane Barão, Flavia de Abreu Diz, Luciana Gallo, Luciene Bochi, Marcia S. Ferreira e Sandra S. Machado que, com tanta alegria doaram seu tempo e suas mãos caprichosas. As fotos podem ser vistas em nosso portal www.colegiocil.com.br , em eventos 2012. Agora estamos nos preparando para o musical em alemão “Liebe Erde, ich beschütze dich”, no dia 26 de maio. Então, até lá! Obrigada, Evelyn Matthes www.colegiocil.com.br

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www.globalnews.com.br Totalmente online

Uni Sant’Anna investe no esporte e reúne 650 atletas de 42 equipes

A instituição tem tradição na formação de esportistas de alto nível técnico, entre eles atletas olímpicos Aurélio Miguel

C

om tradição de mais de três décadas no incentivo à prática esportiva, a Uni Sant’Anna, Centro Universitário de renome na Zona Norte de São Paulo, consolida o investimento na formação de atletas de alto nível técnico e na formação de campeões. Atualmente reúne 650 alu-

nos atletas bolsitas, de 42 equipes em 21 modalidades. Grande parte desses atletas é fruto da parceira com a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de Suzano (SP), o Jaguaré Esporte Clube, a Sociedade Esportiva Palmeiras e o Serviço Social da Indústria – SESI/SP. Entre as modalidades estão atletismo, vôlei, vôlei de praia, basquete, futsal, handebol, judô, karatê, taekwondo, luta olímpica, natação, boxe, skateboard e beisebol. Segundo Cesar Farid, gerente de Esportes, não é a toa que a instituição coleciona tantos títulos e revela atletas promissores. “A Uni Sant’Anna é referência do esporte universitário no Brasil, com mais de 30 anos de incentivo no setor. Tanto que devido a esse investimento formou as equipes mais fortes do País em diversas modalidades, femininas e masculinas, sendo considerada um gestor do esporte universitário”, explica. A aposta nessas equipes e atletas rendeu à Uni Sant’Anna incontáveis pódios e títulos de peso ao longo dessa trajetória. Em 2011 conquistou o Troféu

Eficiência entre as melhores Federações Universitárias Estaduais e Instituições de Ensino Superior do Brasil, considerado o prêmio máximo concedido pela Confederação Brasileira de Desporto Universitário – CBDU. No ano passado, a institui ção foi Campeã na Liga do Desporto Universitário Nacional em sete modalidades: handebol (feminino), futsal (masculino), judô (masculino e feminino), karatê (feminino), taeknowdo (mas-

culino e feminino), tênis de mesa (masculino) e xadrez (masculino). No Jubs 2011 – Olimpíadas Universitárias, o time de basquete masculino também sagrou-se campeão. De olho nas Olimpíadas de Londres 2012, Farid adianta que a expectativa é de que cinco atletas da instituição estejam na delegação brasileira – quatro no atletismo e um na natação. “Até o início de junho teremos esses nomes. Se forem selecionados, certamente serão uma promessa de medalhas para o País. Por enquanto, quem já carimbou o passaporte para Londres foi o Jonathan Henrique Silva, que conquistou o índice olímpico no salto triplo”, finaliza. Incentivo ao esporte e formação de campeões – Com o lema de que o esporte auxilia na construção da cidadania entre jovens e adolescentes, reforçando a competitividade , a Uni Sant’Anna desenvolve o Programa de Apoio ao Esporte – PAE. O programa oferece ao

aluno a oportunidade de cursar o Ensino Superior. Selecionado pelo diretor de cada modalidade, passa a participar de treinos e jogos e, consequentemente, ganha uma bolsa de estudo. Ao logo de sua trajetória, a Uni Sant’Anna formou atletas revelações que conquistaram marcas jamais esquecidas e, que mostraram ao Brasil e ao mundo, o resultado do apoio dado pela instituição. Entre eles estão campeões olímpicos, atletas de Jogos Pan-americanos ou que representaram o País em grandes campeonatos, como: Aurélio Miguel e Henrique Guimarães, do Judô; Maurreen Higa Maggi, Jadel Gregório e Keila Costa, do Atletismo; Carioquinha e Israel, do Basquete; Cláudio Kano e Hugo Hoyama, do Tênis de Mesa; e Talmo e Jorge Edson, do Vôlei. Nos Jogos Olímpicos de 2008, 29 alunos atletas fizeram parte da delegação brasileira. Centro Universitário Sant’Anna – Oferece mais de 40 cursos de Graduação e Pós-graduação nos campi Santana e Shopping Aricanduva, além da Faculdade Sant’Anna de Salto, localizada no interior paulista. O Centro Universitário tem tradição no atendimento a alunos portadores de deficiência e no incentivo à prática esportiva e conta, ainda, como Centro Clínico Tucuruvi, que faz atendimento gratuito para população na área de fisioterapia.

Mais de 30% dos universitários das federais usaram o Enem

M

ais de 30% dos estudantes que ingres-

saram em universidades federais no ano de 2010 usaram a prova do Enem, seja para compor toda a nota de classificação ou parcialmente. Os dados são do Censo do Ensino Superior, divulgado pelo Inep (órgão ligado ao Ministério da Educação e responsável pelo Enem). De acordo com os dados, quase 1,6 milhão de pessoas ingres-

saram em instituições de curso superior em todo o país no ano de 2010. A grande maioria (1.181 . 650) se matriculou em instituições particulares, seguido pelas federais (251.059), estaduais (13 0. 035) e municipais (27.468).

Somados todos os alunos ingressantes, o Enem foi usado para compor a nota de 15,4% deles. Dentre os matriculados em universidades federais, a região Sul concentra o maior percen-

tual de beneficiados (44,2%). Em seguida vem o Nordeste (36,9%), o Sudeste (32,4%), Centro-Oeste (13,4%) e a região Norte (12,2). Os dados do Censo apontaram ainda que o número de pessoas matriculadas em cursos de graduação em todo o país mais que dobrou entre os anos de 2001 e 2010. O salto foi de 3.036.113 para 6.379.299. O destaque fica para as instituições particulares.

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PROF. LEONARDO PLACUCCI Reitor da Uni Sant’Anna

Ética na política brasileira

N

ão só no Brasil se fala muito em ética, hoje. Mas temos motivos de sobra para nos preocuparmos com a ética no Brasil. O fato é que, em nosso País, assistimos a uma degradação moral acelerada, principalmente na política. Ou será que essa baixeza moral sempre existiu? Será que hoje ela está apenas vindo a público? Uma ou outra razão, ou ambas combinadas, são motivos suficientes para provocar uma reação ética dos cidadãos conscientes de sua cidadania. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (Art. 3° da Constituição da República Federativa do Brasil, 1988). A falta e a quebra da ética ameaçam todos os setores e aspectos da vida e da cultura de um país. Mas não há como negar que, na vida política, a falta ou quebra da ética tem o efeito mais destruidor. Isto se dá porque o político deve ser um exemplo para a sociedade. A política é o ponto de equilíbrio de uma nação. Quando a política não realiza sua função, de ser a instância que faz valer a vontade e o interesse coletivo, rompe-se a confiabilidade e o tecido político e social do país. O mesmo acontece quando a classe política apóia-se no poder público para fazer valer seus interesses privados. A multiplicação de escândalos políticos no Brasil só não é mais grave que uma de suas próprias consequências: a de converter-se em coisa banal, coisa natural e corriqueira, diante da qual os cidadãos se-

jam levados a concluir: “sempre foi assim, nada pode fazer isso mudar”, ou coisa ainda pior: “ele rouba, mas faz”. Do outro lado, uma vida política saudável, transparente, representativa, responsável, verdadeiramente democrática, ou seja, ética, tem o poder de alavancar a autocofiança de um povo e reerguer um país alquebrado e ameaçado pela desagregação. A ideia de “vida pública”, “serviço público”, “interesse público”, tem sido uma idéia desgastada por nosso passado colonial, populista, autoritário-militar e pelo nosso presente neoliberal privatizante. O “público” em nossa história tem se realizado frequentemente como sinônimo de ineficiência, descaso, desleixo, baixa qualidade, trampolim para a realização de interesses privados, etc. A “coisa pública” tem sido considerada aquilo que, por ser “de todos”, é “de ninguém”, e por isso pode ser apropriada, usada e abusada. A atual generalização da corrupção política tem levado essa crise do “público” ao limite. Cada lei deve ser a expressão da vontade majoritária dos municípios ou o resultado de um pacto social entre todos eles. A corrupção é uma prática inaceitável, mais ainda no exercício de um mandato político, de governadores a vereadores. Os vereadores devem ser um referencial ético para os cidadãos. Falar de ética é falar de convivência humana. São os problemas da convivência humana que geram o problema da ética. Há necessidade de ética porque os seres humanos não vivem isolados; e o s seres hu-

manos convivem não por escolha, mas por sua constituição vital. Há necessidade de ética porque há o outro ser humano.


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Maio de 2012

Aquecimento do planeta fará sofrer as principais

capitais brasileiras

Além de SP, Rio, BH e Manaus, cidades do NE estão entre as que mais sofrerão com a mudança de temperatura, afirma estudo do Inpe e da Unesp

U

lacional e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), os cientistas deduziram que dicadores sociais das cida- seria possível oferecer uma des brasileiras apontou on- noção melhor do problema. de estão as populações mais vulneráveis às mudanças cli- Dificuldade de resposta máticas no País. Em um ceO ecólogo David Lapola, nário de aquecimento global, moradores de São Pau- da Unesp em Rio Claro, reslo, Rio de Janeiro, Belo Ho- ponsável por cruzar os darizonte, Manaus e de vários dos, explica: “O Nordeste tem municípios nordestinos se- IDH (índice que combina edurão os que estarão mais su- cação, saúde e renda) baixíssimo, talvez alguns dos jeitos a riscos. O trabalho, realizado por menores do País, e a densipesquisadores do Instituto dade populacional é relativaNacional de Pesquisas Espa- mente alta. São indicativos de ciais (Inpe) e da Universi- que essas pessoas terão madade Estadual Paulista (Une ior dificuldade para responsp), considerou que as pro- der a um cenário de mudança jeções que mostram para as climática, mesmo se ela não próximas décadas aumento for a mais severa do País, code temperatura e mudanças mo aponta o primeiro mapa”. Já em capitais como São no regime de chuvas não contam sozinhas quais po- Paulo e Rio de Janeiro, o prodem ser os impactos reais blema é a grande densidade populacional e o agravamenaos homens. Mas, ao cruzar esses da- to, com as mudanças climádos com a densidade popu- ticas, de situações já comuns m estudo que combinou modelagem climática com in-

hoje quando acontecem even tos extremos, como enchentes e deslizamentos de terra, e que os governos ainda não conseguem resolver. O contrário vale para o centro e o Norte do País. Apesar de lá o indicador climático apontar uma situação de mudanças climáticas mais se veras, na comparação com os demais Estados, os vazios de mográficos tendem a possibilitar que a população seja menos vulnerável. Os pesquisadores explicam que a ideia geral foi apontar quais serão as áreas mais problemáticas a fim de aproximar as informações climáticas dos tomadores de decisão, de modo que eles tenham melhores condições de desenvolver políticas públicas para essas cidades. “Com centenas de projeções climáticas, era mais difícil decidir, mas um trabalho como esse melhora a relações entre os cientistas e os políticos”, afirma Lapola.

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GAUDÊNCIO TORQUATO

Jornalista, professor titular da USP e consultor político.

DE VOLTA PARA O PASSADO

É

possível que nos tempos de Pedro II o bordão português fosse expressão de compromisso com a verdade: palavra de rei não volta atrás. Foi com o propósito de ver cumprida sua palavra que o generoso imperador, nos idos de 1877, ante a devastadora seca que assolava o Nordeste, proclamou a sentença que viria a abrir o dicionário de promessas para a região: “Não restará uma única joia na coroa, mas nenhum nordestino morrerá de fome”. Ao que se sabe, não faltou nenhuma joia na coroa do imperador... Milhares de nordestinos não resistiram à inclemência das grandes secas que assolaram o semiárido ao correr do século 20 (a de 1915 foi devastadora). E hoje, se não morrem mais de fome, passam muitas necessidades, a começar da falta de água nas torneiras de suas casas. Nos últimos tempos o crônico problema emergiu sob manchetes que dão conta da pior seca em 30 anos - no caso da Bahia, a mais grave em 47 anos -, situação que ressuscita as agruras do passado, simbolizadas por caminhões-pipa levando água para 600 cidades, filas de pessoas com balde na mão, lavouras dizimadas, carcaças de animais nas terras esturricadas, pequenos rebanhos desfilando uma estética da fome. Os danos começam a atacar o bolso e o estômago: a mão de milho, com 50 espigas, subiu de R$ 8 para R$ 15, o quilo de feijão, de R$ 3 para R$ 6,20. O fato é que o efeito da seca já se faz sentir na economia nordestina, a denotar que os padrões da vida moderna e os bilhões despejados por governantes em obras de serventia duvidosa não conseguem preencher as demandas das populações. Com o celular pregado ao ouvido enquanto espera a vez de pegar água na mangueira do caminhão-pipa, o moço de bermuda mais parece um insólito retrato da extravagância. Afinal, aquele aparelho de cores berrantes e som estridente destoa da cena que lembra a saga do pa ssado, tão bem des crita

por trovadores e imortalizada pelo cancioneiro maior do Nordeste, o de Luiz Gonzaga, ao puxar o lamento: “Quando a lama vi rou pedra/ e mandacaru secou,/ quando o Ribação de sede/ bateu asa e voou,/ foi aí que eu vim me embora/ carregando a minha dor”. O povo já não vai embora porque há um colchão social para atenuar as dores de quem vê a lama virar pedra. Dos 13 milhões de famílias que recebem Bolsa-Família, a concentração maior é no sertão do Nordeste, onde 70% são assistidos pelo programa. Isso explica o contraste que se vê naquela fila da água: um traço do Brasil tecno lógico, simbolizado pelo ce lular, ao qual 164 milhões de brasileiros têm acesso; e o desenho do País das grandes carências, dentre as quais a de água, que deixou de pingar nas torneiras de 85% dos municípios da região. Como contemplar a moldura desconjuntada sem achar que nossa posição de sexta economia do mundo deixa transparecer um tecido roto, a imagem de um queijo suíço, cheio de furos? Às imagens entrelaçadas de passado e presente se soma o acervo verborrágico sobre a seca, pleno de promessas, feitos e realizações. Compreende-se a razão: a água, oxigênio da vida, oxigena também ambições políticas. Transforma-se em discurso para as massas assoladas por sua escassez. Pratica-se, em seu entorno, o jogo político, um recheio de promessas vãs embalado no pacote de mazelas da cultura regional Na campanha presidencial de 1950, Getúlio Vargas, ao discursar no Ceará, lembrava que seu governo, em menos de 15 anos (de 1930 a 1944), conseguira aumentar a capacidade de acumulação de água no Nordeste, de 630 milhões para 2 bilhões de m3, com a construção de 225 açudes. Gastara 15 milhões de cruzeiros. Juscelino Kubitschek, ao assumir a Presidência, em 1956, garantiu no discurso de posse: “Esta é a última seca que assola o Nordeste”. A garantia do presidente que inaugurou a barragem do Açude de Orós, na época o maior do País, evapo-

rou-se como a água dos reservatórios. No ciclo da ditadura militar, o tratamento seguiu os trâmites ortodoxos: estado de calamidade pública nos municípios afetados e abertura de crédito extraordinário. A era FHC fechou os olhos ao fenômeno, que acontece com intervalos próximos a dez anos. Iniciou um tímido programa de alistamento para uma bolsa de emergência. O então presidente referiu-se poucas vezes à seca. “O povo do Nordeste e do norte de Minas deve encarar a seca, criando condições de enfrentamento no qual o cidadão será o vencedor”, dizia. O período de Lula abriu esperanças. Os nordestinos imaginavam que um filho da região arrumaria a ideia para contornar o flagelo. Sacou ele de seu bornal a obra de transposição do Rio São Francisco, com a qual prometeu com bater “a indústria da seca”. Hoje, trechos estão paralisados. Obras feitas, e abandonadas, se degradam. O desânimo se instala. Ademais, apenas 4% da água desviada pelos canais deverá ser usada para consumo humano, enquanto 70% seguirá para irrigação em grandes projetos de exportação e 26%, para uso industrial. Sob esse acervo de projetos inacabados, ausência de visão sistêmica, carência de continuidade, interesses conflituosos entre Estados, expande-se a primeira grande seca do século 21. À guisa de conclusão: e agora, presidente Dilma, o que fazer para a região conviver, de maneira harmoniosa, com o fenômeno? Por que regiões áridas do mundo acharam a solução para seu pleno desenvolvimento, como áreas dos EUA, de Israel (Deserto de Neguev), do México, do Peru, do Chile e do Senegal? Como integrar a moto, o celular, o óculos ray-ban, a quinquilharia made in China à paisagem real do País? Como dizer ao sertanejo Manoel e a sua mulher, Rosa, personagens de Deus e o Diabo na Terra do Sol, do genial Glauber Rocha, que eles não participam do filme De Volta para o Futuro?


C

asa Verde é um bairro da cidade de São Paulo, localizado na Zona Norte. Tradicional bairro de sambistas, é famoso por ser o bairro das escolas de samba Império de Casa Verde e Morro da Casa Verde. É um bairro relativamente recente, seu aniversário é comemorado no dia 21 de maio.

História

O

Bairro Casa Verde, teve na sua evolução um processo lento. No início do século XX o que caracterizava a cidade eram as mudanças sofridas, os sítios passavam a ser loteados e as vilas viravam dormitórios, é então a partir desta que o bairro da Casa Verde passa a se caracterizar. O lote do bairro era de propriedade de Amador Bueno (1641), passando mais tarde para seu descendente José Arouche de Toledo Rendon. O primeiro lote de terreno, foi vendido ao português J. Marques Caldeira, oficial de justiça, no dia 21 de maio de 1913. Sua localização era na esquina das ruas João Rudge com rua Saguairu. Por volta de 1915, os irmãos Rudge, construíram a ponte sobre o rio, usando madeira de lei, ponte que era tosca e estreita e que representou um grande impulso para a região. O crescimento do bairro foi relativo e lento, até que em 1922 os trilhos de bonde chegaram ao bairro. Oswaldo de Souza Rudge, auxiliado eficientemente por seu pai Horácio Vergueiro Rudge, implantava a Transvias Canadenses. A inauguração do bonde no ano de 1922, foi muito festiva, correndo a população a homenagear ruidosamente os diretores da empresa elétrica, senhores Mac Connel e Edgar de Souza. Este veículo trouxe um novo panorama e desenvolvimento ao bairro, situado a 6 Km do cento da cidade. A luz elétrica foi instalada em 1937. Depois disso, entre 1940/1950,

a casa Verde experimentou um verdadeiro “boom”. Nesse período, foi o bairro da Zona Norte que apresentou o maior crescimento demográfico. Pela Lei 2.335 de 28 de dezembro de 1928, foi criado o Distrito, com área de 10,91 Km2. Antes, fora instalado o Posto Policial, e a primeira autoridade foi o Sr. José Fazolaro. O Distrito abrangia a área pertencente à antiga fazenda e as Vilas: Bianca, loteada em 1930; Éster, Parque Peruche, São Bento, Baruel, ambas urbanizadas entre 1930/1940; e ainda as Vilas Bandeirantes, Retiro Feliz, Santista, Laranjeiras que surgiram nas décadas de 40/50. A Vila Baruel tem este nome devido a um antigo proprietário do sítio, em 1857, Sr.Francisco Baruel. O Jardim São Bento é parte de uma antiga chácara aberta no meio da mata virgem, e propriedade de José Góis Morais, em 1702. O Jardim das Laranjeiras surgido por volta de 1940 ganhou esta denominação por situar-se próximo ao Bairro do Limão. Ao passar do tempo o bairro começa a ver o seu crescimento, mesmo em um processo vagaroso os benefícios surgem, como a construção da ponte de madeira, chegada do bonde, a luz elétrica, a construção da igreja.

Origem do nome

O

que a lei reconhece como subdistrito na divisão política da cidade, muitas vezes não corresponde ao que a população considera como bairro. O bairro possui características muito próprias que, com o passar do tempo se reforçam e acabam por individualizá-lo de maneira inconfundível tanto para os que moram nele como no conceito geral. Na casa verde vemos um exemplo onde a denominação do bairro resulta da “voz anônima” dos que primeiro se fixaram ou afluíram para lá seguindo referências popu-

lares e a “criação” de “Vila Tietê” teve que acabar por curvar-se a nomenclatura popular da casa verde. Há controvérsia quanto a origem do nome. Sabe-se no entanto que a história se entrelaça com a das moças descendentes de Amador Bueno Ribeiro eram filhas do general José Arouche de Toledo Rendon muito populares entre os rapazes da faculdade de direito do Largo S. Francisco de quem o general foi o primeiro diretor. Alguns relatos dão conta de uma casa verde no sítio na margem dentro do Rio Tietê; outros falam da grande e nobre irmandade Arouche Rendon. Viviam numa casa verde, na antiga travessa do Colégio (hoje Anchieta). Elas eram conhecidas como “as moças da casa verde da travessa do colégio” as terras do general José Arouche de Toledo Rendon se estendiam até a margem direita do Tietê. Em 1852 morre dona Caetano Antonia, a última das “moças da casa verde” o sítio passa pela mão de vários donos até chegar a família Rudge que acaba por loteá-lo. Mas na voz popular a região continuou a ser chamada como Casa Verde numa referência a casa.

Esporte

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a esfera esportiva, Casa Verde tem também seus filhos ilustres. Prova disso, são as duas medalhas olímpicas de ouro conquistadas pelo nosso saudoso Ademar Ferreira da Silva, na categoria de salto triplo nas olimpíadas de 1952, na Finlândia, e 1956, na Austrália. Eder Jofre, nosso galinho de ouro, campeão mundial

de boxe na categoria Galo durante quatro temporadas consecutivas de 60 a 64, voltando a ser campeão em 1973 em Brasília, agora entre os peso pena. O bairro contou também com os campeões Sul-Americanos Luiz Ignácio da Silva (Luizão) e Ralf Zumbano entre outros. Outro destaque para a prata casaverdense é o jogador de futebol Serginho Chulapa, ou melhor Sérgio Bernardino, tendo iniciado sua carreira nos campos da várzea de Casa Verde. O jogador de vôlei, o campeão Montanaro, é outro atleta criado no bairro. Basílio, que ficou famoso e apelidado de o “Pé de Anjo” por ter marcado o gol que deu o título ao Corinthians Paulistas após uma longa espera de 25 anos, nasceu na Casa Verde, tendo iniciado sua trajetória esportiva no Cruz da Esperança no Bairro da Casa Verde. Cláudio Roberto Sollito, goleiro 4 vezes campeão pelo Corinthians, também é prata casaverdense.

Progresso

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oje o bairro concentra uma grande quantidade de concessionárias de veículos nacionais e importados. Além de ter em seu espaço um dos locais mais tradicionais da Zona Norte, o Jardim São Bento, considerado um dos bairros nobres da região norte.


Empreendedores congratulam o bairro por contribuir com o desenvolvimento da Zona Norte.

Amamos, moramos e investimos na nossa Casa Verde

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loja de calçados Sabino, tem uma grande variedade de calçados e sempre com os melhores preços e formas de pagamento. Tradicional no bairro, a Sabino acompanha todas as tendências de moda em calçados trazendo diversas opções de modelos, tamanhos e cores. “Estamos há 63 anos na Casa Verde, onde tudo começou por intermédio do meu pai, que é o comerciante vivo mais antigo do bairro. Graças à Deus sempre trabalhou muito e de forma honesta e é muito querido por todos. Nossa loja abrange não só pessoas do bairro, mas também de outros locais como Osasco, Guarulhos, Barueri e até do interior”.


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Café deve ter maior safra já produzida pelo Brasil

A safra 2012 de café deve chegar a 50,45 milhões de sacas

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safra 2012 de café deve chegar a 50,45 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com o segundo levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado é 16% maior que o da safra anterior (43,48 milhões de sacas) e supera o recorde do ciclo 2002/2003, quando foram produzidos 48,48 milhões de sacas. Segundo a Conab, o aumento da produção se deve principalmente à alta bienalidade, já que a cultura do café se carac-

teriza pelo revezamento de um ano de alta produção com outro de produção menor, e ao investimento realizado pelo produtor na lavoura. Na comparação com 2009, último ano de alta bienalidade, a safra atual deve crescer 4,09%. O café arábica deve representar 75,6% da produção, com 38,13 milhões de sacas. Minas Gerais é o maior produtor, com 26,34 milhões de sacas. A safra de café conilon tem o Espírito Santo como principal produtor, com 9,36 milhões

das 12,31 milhões de sacas produzidas no país. A área plantada com o produto cresceu 3%, passando de 2,278 milhões de hectares em 2011 para 2,346 milhões, um aumento de 68 mil hectares. Minas Gerais tem 1,219 milhão de hectares plantados com café e o Espírito Santo, 492 mil hectares. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 28 de abril com visitas dos técnicos da Conab aos estados produtores. O café possui exelente qualidade, com especial sabor e aroma típicos.

Alta do dólar já encarece viagens para o exterior

A recomendação é sempre planejar os passeios ao máximo

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dólar alto ainda não afugenta os consumidores brasileiros que planejam aproveitar a temporada de férias no exterior, mas já encarece os pacotes. Um pacote para a Disney, por exemplo, parte de US$ 1.977 na agência Marsans. Em janeiro, com o dólar turismo a R$ 1,85 no dia 31, o valor em reais era 3.657,45. Ontem, com a cotação a R$ 2,03, o valor cresce cerca de 10%, para R$ 4013,31. Parce-

lado em dez vezes, são R$ 40 a mais por mês. Mas em uma família com mãe, pai e dois filhos, por exemplo, o aumento é multiplicado por quatro (R$ 1.600 a mais na conta) e, embora ainda possa ser diluído, já produz algum impacto no bolso. Por isso, a recomendação é sempre planejar os passeios ao máximo para minimizar os efeitos da oscilação da moeda. “O maior problema é se o viajante não tem, no ato do fechamento

do pacote, o valor que pretende gastar lá fora. Mas se tiver, ele já compra o dólar com a cotação do dia e se protege da variação”, afirma Leonel Rossi, vice-presidente de Relações Internacionais da Associação Brasileiras das Agências de Viagens (ABAV). Para quem não tiver o valor pretendido, a melhor opção é adquirir a divisa aos poucos, de acordo com a possibilidade, para aproveitar os momentos de queda do dólar.

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Transparência vai inibir uso inadequado do dinheiro

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Lei de Acesso à Informação garante o direito da população a conhecer os atos de governo e de Estado por meio das melhores tecnologias de informação”, discursou a presidente. “A transparência a par-

tir de agora obrigatória, também por lei, funciona como o inibidor eficiente de todos os maus usos do dinheiro público, e também, de todas as violações dos direitos humanos.” Comemorada pelo governo, a Lei de Acesso à Informação é criticada por especialistas, que lamentam a falta de um órgão independente para monitorar a sua implantação no País - no

âmbito do Executivo federal, esse papel caberá à Controladoria-Geral da União (CGU). A legislação determina a criação de serviço de informações ao cidadão (SIC) em cada órgão com o intuito de atender o público e dar informações sobre a tramitação de documentos - o SIC do Planalto funcionou nesta quarta, atendendo solicitações de informação aos ministérios da Casa

Civil, Comunicação Social, Secretaria de Re ções Institucionais, Secretaria-Geral da Pre sidência, Gabinete de Se guran-

ça Institucional e da vice-presidência da República.

Chip deixará licenciamento mais caro no próximo ano

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roprietários de carros, motos, caminhões ou ônibus terão mais uma taxa para pagar. Até junho de 2014, todos os veículos serão obrigados a receber um chip de identificação, e o valor do acessório será repassado ao proprietário, informa o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). O preço do equipamento ainda não foi divulgado oficialmente e poderá variar conforme a re-

gião. A intenção é que ele seja cobrado junto com o licenciamento, já a partir do próximo ano. As informações armazenadas no transmissor - placa, multas, taxas e vistorias pendentes - serão captadas por antenas instaladas em vias estratégicas e transmitidas para centrais de processamento de dados. Assim, o fiscal pode ser imediatamente alertado e abordar o motorista do carro irre gular.

Brasil tem pior taxa de repetência

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Brasil teve o pior desempenho na taxa de reprovação no ensino médio, entre colégios públicos e privados, desde que as estatísticas passaram a ser divulgadas, em 1999. O índice de 2011 ficou em 13,1%, registrando aumento de 5% em relação ao ano anterior. Os dados são do Inep, divulgados nesta semana. ‘Agora que sabemos os resultados, temos condições de dar um choque nesse problema. Tem muita coisa que dá para fazer agora, não precisa esperar gerações para ver os resultados.’ Wanda

cita, por exemplo, que os piores resultados estão no noturno - período que concentra 40% das vagas. Entretanto, só 27% dos alunos desse período conjugam trabalho e estudos. No ensino fundamental, a reprovação foi de 9,6% e o abandono, de 2,8%. Segundo Wanda, pesquisas mostram que os resultados de reprovação acabam por expulsar alunos da escola. ‘Um ano de reprovação aumenta em 20% a chance de o aluno sair da escola no ensino médio.


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GlobalNews Maio  

São Paulo, 28 de Maio de 2012 a 20 de Junho de 2012| Ano XIII - Nº153 | Diretor Responsável: Lino de Almeida

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