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O jornal que dá retorno ao seu investimento! São Paulo, 29 de Janeiro à 20 de Fevereiro de 2010 | Ano XII - Nº125 | www.globalnews.com.br | Diretor Responsável: Cantulino Almeida | CORTESIA

Copom mantém taxa básica de juros em 8,75% ao ano pela 4ª reunião consecutiva

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Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve a taxa básica de juros da economia brasileira em 8,75% ao ano pelo quarto encontro consecutivo. Os juros estão neste mesmo patamar desde 22 de julho do ano passado. A manutenção da taxa de juros neste mês já era esperada pelo mercado financeiro. A expectativa dos economistas dos bancos, segundo pesquisa realizada pelo BC, é de que a taxa de juros suba a partir do mês de abril, chegando a até 11,25% ao ano no fim de 2010. Segundo nota divulgada pelo colegiado, “avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom definiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 8,75% ao ano, sem viés. O comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.

Wilson Dias/ABr

Armando Perez Maria assume a presidência do Clube Esperia Divulgação Esperia

Investimento estrangeiro no

Brasil cai 49,5% em 2009

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fluxo de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) para o Brasil caiu para R$ 22,8 bilhões em 2009, segundo um relatório divulgado pela Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). O fenômeno foi causado pela crise econômica e também afetou outras nações..................Pág.9

Como cuidar da depressão, doença comum e silenciosa

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depressão é uma doença mais comum do que se imagina. Cerca de 5% da população passa por um momento depressivo grave, ou seja, a ponto de exigir tratamento, em alguma fase da vida. A prevalência na população adulta é, em geral, acima de 25%, sendo as mulheres as maiores vítimas........................Pág.10

Produção de soja aumenta no Norte e Nordeste do Brasil

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s regiões Norte e Nordeste devem registrar um aumento de área para o cultivo da soja de 8,6% e incrementar a produção em 15,7% para 6,44 milhões de toneladas em 2010. O destaque fica para os Estados do Maranhão, Tocantins e Piauí, onde o crescimento será acima de 18% ....................................Pág.11

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economista Armando Perez Maria assumiu a presidência do Esperia no dia 19 de janeiro, em cerimônia realizada no Salão Social do Clube. Perez Maria foi eleito por unanimidade pelo Conselho Deliberativo, juntamente com os novos membros do Conselho de Justiça e Sindicância e Conselho Fiscal. Perez é o 35º presidente eleito em 110 anos do Esperia. Ele substitui Arthur Moreira Ricca, que esteve a frente do Clube nos últimos quatro anos. O mandato da nova gestão vai de 1º de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2011. ...........................Pág.14

Crédito imobiliário próximo a R$ 50 bilhões para este ano

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Abecip estima que o volume de financiamento para o mercado habitacional pode atingir R$ 50 milhões este ano, sendo R$ 30 milhões para o comprador final e o restante para a produção de unidades...............Pág.16

www.globalnews.com.br EDITORIAL

Comércio global pode ajudar o Brasil em 2010 O

comércio mundial reagiu a crise e voltou a crescer nos principais mercados. A retomada foi puxada pela China e ganhou fôlego no terceiro trimestre, depois que os países desenvolvidos começaram a sair da recessão. Isso pode ajudar a indústria que iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no país. Empresários e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e depressão de temporários. O crescimento previsto para o Brasil é um dos maiores do mundo, comparável somente com a Índia, que tem perspectiva positiva de 21%. O período mais crítico da atual crise financeira parece ter ficado no retrovisor, o fundo do poço para o comércio já passou. A China foi um fator determinante para o comércio. “Os recursos gastos significaram mais demanda para o minério de ferro, cobre e outros produtos”. A América Latina, com destaque para o Brasil, foi uma das regiões mais

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SESCON-SP E AESCON-SP empossam diretorias para o próximo triênio N

beneficiadas. Graças ao apetite chinês, o comércio internacional dos países latino-americanos subiu 3,2% no trimestre terminado em agosto, a primeira alta do ano. O comércio Global começou a dar sinais de reação em maio, mas só ganhou ímpeto a partir do terceiro trimestre quando as economias dos Estados Unidos e dos principais países da Europa voltaram a crescer de forma sincronizada. A retomada do comércio global não está livre de risco, a China, que tirou o comércio do buraco, pode se transformar em vilã do planeta, e ser a maior potência do mundo da globalização. O Brasil precisa melhorar sua tecnologia para competir com o avanço em novo nicho de mercado, com crescimento na porção industrial, para deter a demanda interna e externa. Hoje o grande consumidor de matéria prima é a China, e foi o principal parceiro em 2009, comprou mais de que em 2008. Em 2010 poderá alavancar o Brasil.

Cantulino Almeida

Diretor Responsável

o dia 04 de janeiro, as novas diretorias do Sindicato e da Associação para a gestão 2010-2012 foram empossadas em ato administrativo realizado na sede das entidades, na capital paulista. Ao ser reconduzido à presidência tanto do SESCON-SP como da AESCON-SP, o empresário contábil José Maria Chapina Alcazar destacou o trabalho realizado pelas diretorias da gestão anterior e se comprometeu, juntamente com a nova composição, a continuar em busca da valorização das categorias representadas e por um melhor ambiente para o empreendedorismo brasileiro. “Com a crescente sofisticação da inteligência dos fiscos, o papel do profissional da contabilidade torna-se a cada dia mais importante”, enfatizou o líder setorial, lembrando ainda da necessidade de dedicação e educação para quem exerce a atividade. Participaram da mesa solene do evento os ex-presidentes das entidades, Carlos José de Lima Castro, José Serafim Abrantes, Terezinha Falcão e Francisco Antonio Feijó, que conduziu a cerimônia.

SESCON-SP: Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo.

AESCON-SP: Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo.

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Ano XII - Nº 125 - www.globalnews.com.br Distribução: bancas, prédios, comércios, nas lojas dos Shopping Center Norte e Lar Center, no Clube Esperia e Acre Clube. Remetido, também, a assinantes e ao Mailing List da Associação Comercial de São Paulo e também para assinantes em outros estados.

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115 anos

As matérias assinadas refletem o ponto de vista de seus autores, isentando a direção deste jornal de quaisquer responsabilidades provenientes das mesmas. A empresa esclarece que não mantém nenhum vínculo empregaticio com qualquer pessoa que conste neste expediente. São apenas colaboradores do jornal. É vetada a reprodução parcial ou integral do conteúdo deste jornal sem autorização expressa do Diretor Responsável.

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Produção global de soja deve crescer 20% em 2010

Disputa para ocupar o mercado mundial deve ser acirrada este ano entre Brasil, Argentina e EUA

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om a produção de soja global crescendo 20% na safra 2009/10 e a demanda estimada para aumentar bem menos, algo em torno de 6 por cento em relação a 2008/09, a disputa para ocupar o mercado mundial deve ser acirrada neste ano, disseram analistas e corretores. Esse acirramento na competição, que pode resultar em preços mais frouxos, será intensificado após a confirmação de grandes safras do Brasil e Argentina, segundo e terceiro produtores globais, que serão somadas a uma colheita também recorde dos Estados Unidos, o principal player mundial. Enquanto a safra norte-americana já está colhida, resultando em mais de 90 milhões de toneladas, o Brasil apenas começou os trabalhos de colheita no Centro-Oeste, e a safra da Argentina deverá chegar ao mercado apenas ao final de março. “Isso fará com que os estoques mundiais voltem aos níveis de anos anteriores... deverá segurar reações de preços”, afirmou o analista Lucílio Alves, do Cepea, referindo-se às previsões para a oferta e demanda global em 09/10. Os preços em Chicago já refletem a expectativa de uma oferta maior, com queda de cerca de 10% no acumulado do mês. “Nesta situação (de oferta), sem dúvida, a concorrência aumentará”, acrescentou o analista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O analista de soja da corretora Cerealpar, Steve Cachia, com escritório em Malta, disse que a força da Argentina não pode “ser subestimada”, embora o clima ainda preci-

se continuar favorável para a confirmação da safra, recém-semeada. “A disputa tende a ser bastante acirrada”, ressaltou Cachia, lembrando que a Argentina deve retomar boa parte do mercado de soja em grão perdido para Brasil e EUA em 08/09. Na temporada passada, uma severa seca no país vizinho resultou em uma safra argentina 20 milhões de toneladas menor em relação às estimativas iniciais. Mas agora, com a Argentina exportando em 09/10 cerca de 10 milhões de toneladas, quase o dobro da temporada passada, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas do Brasil tendem a recuar do recorde de 2009. Em 2009, as exportações brasileiras do complexo soja, o principal produto do agronegócio do Brasil, atingiram US$ 17 bilhões. E só ficaram estáveis ante 2008, em meio a preços mais baixos, porque o volume exportado de grãos foi recorde, alcançando 28,5 milhões de toneladas, segundo o Ministério da Agricultura. O USDA prevê redução de 5 milhões de toneladas nas exportações do Brasil em 09/10, volume semelhante ao aumento esperado para as exportações da Argentina, que é o maior exportador global de farelo e óleo de soja. Para este ano, com uma safra estimada para crescer 8 milhões de toneladas, a 65 milhões de toneladas, os brasileiros também enfrentarão uma concorrência maior dos Estados Unidos, que já firmaram contratos para vendas à China, o maior importador global, em volume 70% maior ante a mesma época do ano passado.

EM BREVE

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Educação

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Escolas educando para formar excelentes profissionais

COLÉGIO IMPERATRIZ LEOPOLDINA: O RESGATE DE VALORES EM NOSSA SOCIEDADE A sociedade contemporânea brasileira passa por uma crise de valores, passa por um “mal estar moral”. Onde estão as virtudes tão valorizadas em outras épocas e imprescindíveis para nos tornarmos melhores? Justiça, solidariedade, amor, tolerância, amizade... Foram trocadas pelo egoísmo, pela hipocrisia, pela deslealdade, pelo desrespeito? Passamos a considerar “normal”, “cotidiano” o que deveria ser combatido com “unhas e dentes”. Atos violentos, impunidade, injustiça, individualismo, são imagens bombardeadas pela mídia nos telejornais diariamente. Nós, educados em “outros tempos”, ainda temos lampejos de um outro mundo. E nossas crianças e jovens? Nascidas “neste tempo”, que visão têm do mundo, das relações humanas, da relação com a natureza? O que elas mais vivenciam, o ser ou ter? O individualismo egoísta ou a coletividade justa e equilibrada? Quem são seus ídolos, eles os têm? Conhecem histórias de demonstração de amizade, tolerância, amor e solidariedade na coletividade ou somente dentro de seus lares

e com os mais próximos? Já tomaram contato com biografias de grandes personalidades como Zilda Arns e tantos outros que, sem abandonar sua vida, sua estima de si, seu auto-respeito, trabalharam incansavelmente em nome de uma coletividade mais justa? Diante desse quadro torna-se extremamente necessário olharmos e agirmos com intensidade e firmeza em relação à vivência das “virtudes”. Elas estão no âmago de nossas vidas! Resgatá-las para “dentro” de nossas crianças e jovens é situação sine qua non. Além da inteligência é urgente que se desenvolva um maior grau de amizade e colaboração entre os pares. É a partir da comunicação com outras pessoas que um indivíduo percebe diferenças e neste momento enriquece seus conhecimentos. Esta interação contribui para o desenvolvimento cognitivo e social dos sujeitos e é fonte de aprendizagem e desenvolvimento, desde que estas relações sejam amistosas e prezem o respeito mútuo. Tanto crianças como adultos demonstram felicidade ao poderem compartilhar momentos com os amigos, buscando

neles apoio e ajuda, quando necessários. Mas, só é capaz de estabelecer esta relação o indivíduo “virtuoso”. Aquele que é justo, tolerante, solidário, amável e amigo. Almejamos um mundo melhor para nossos filhos? Comecemos já! Família e escola, juntas, devem tratar do tema. Segundo Comte-Sponville, “se uma virtude pode ser construída é mais pelo exemplo do que pelos livros”. Aristóteles, em sua colocação de que “é a prática das virtudes que desenvolve o caráter”, complementa Sponville. Fica claro que depende de nós, família e escola, oportunizar o assunto mas, também é imprescindivelmente, dar o exemplo em nossas atitudes cotidianas para que, através deste, a criança e o jovem possam experienciar e partilhar o exercício destas virtudes. Palavra e exemplo caminham juntos. O comportamento de nossos filhos é reflexo da sua observação do mundo e de nossos atos. Um pequeno relato para ilustrar:

O Colégio Imperatriz Leopoldina tem alcançado altos índices de aprovação nos exames de proficiência de língua alemã, resultado da experiência e da tradição, baseadas em princípios sólidos. A língua alemã faz parte de todos os cursos desde a Educação Infantil ao Ensino médio, assegurando aos nossos alunos a devida eficiência. Colégio CIL

Rua Pedro Doll, 240 - Santana - SP www.colegiocil.com.br

“Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar mini-golf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou: - Quanto custa a entrada? O bilheteiro respondeu prontamente: - São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos. A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm? Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete. O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza: - O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares. O pai sem perturbar, disse: - Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade”.

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Qualidade da educação é fundamental para a Diplomas médicos do formação de bons profissionais no futuro exterior terão exame para Debate-se nas grandes escolas o desenvolvimento

de crianças e jovens no mundo dos negócios

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riticar a qualidade da educação no Brasil é algo fácil. Quase sempre já é até lugar comum. O que não é comum é parar para pensar, no dia-a-dia, em quais são os caminhos para melhorar e expandir o ensino básico e superior no País. Hoje, na educação, o que se propõe é um debate neste sentido, mas com um recorte de certa forma especial, como por exemplo, qual é a relação entre a educação e a iniciativa privada. É preciso pensar longe: as crianças, adolescentes e jovens que estudam hoje serão, muito em breve, os profissionais à disposição das empresas no mercado de trabalho. Um exemplo de como se dá essa relação de forma muito mais profunda do que se percebe no dia-a-dia é a recente mudança anunciada no modelo de processo seletivo para as universidades no País. Com a adoção gradual do sistema que substitui o vestibular tradicional, todo o ensino médio (o antigo colegial) se readaptará, e passará a despejar no mercado, profissionais um pouco diferentes dos que se vêem hoje. Pode-se esperar, portanto, que estagiários e profissionais com ensino médio completo ofereçam algumas competências diferentes dentro de al-

guns anos. A nova proposta de prova unificada apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) deverá deixar de privilegiar o conteúdo “decorado”. O objetivo é criar marcas de valor, associadas ao conceito de uma boa formação. Mas há, ainda, uma via mais direta e intencional de influenciar positivamente sobre a educação: dedicando a ela parte do tempo, dinheiro ou do conhecimento das empresas. Um exemplo que foge das tradicionais doações assistenciais é o projeto Junior Achievement, organização educativa sem fins lucrativos cujo objetivo é estimular o empreendedorismo entre estudantes. Para isso, executivos e empresários volunDivulgação

tários vão até as escolas partilhar um pouco do que sabem com crianças e adolescentes. E quem acaba aprendendo são eles mesmos. Um dos carros-chefe da organização é o programa mini-empresa, no qual a escola seleciona 25 alunos que montam uma empresa, e que são auxiliados por quatro executivos voluntários, das áreas de marketing, finanças, recursos humanos e produção. Estes executivos acompanham os jovens durante três horas e meia por semana, durante quinze semanas, ensinando como se monta uma empresa. Os alunos fazem pesquisa de mercado, decidem qual produto desenvolver, elegem uma diretoria.

Meu Futuro

revalidação no Brasil

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studantes formados em medicina no exterior poderão participar de um exame nacional para revalidação de seus diplomas no Brasil. As inscrições já foram abertas em 18 de janeiro e vai até 12 de fevereiro, nas universidades participantes do projeto piloto desenvolvido pelos ministérios da Educação e da Saúde. Elaborado e aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o exame será composto por teste teórico e prova de observação das habilidades clínicas adquiridas pelo candidato. Esta é a primeira edição do exame nacional. Até então, os interessados em revalidar o diploma médico precisavam requerer a revalidação a alguma universidade pública brasileira que ofereça curso de medicina e aguardar a tramitação da análise, que podia levar anos. A nova sistemática, além de tornar o processo mais rápido, garante uniformidade, transparência e maior segurança e qualidade à revalidação. A avaliação dos candidatos passa a basear-se não apenas na análise documental, mas também nos conhecimentos, habilidades e competências requeridos para o

exercício profissional da medicina no país. Com o novo formato, o interessado se inscreve no exame, apresenta a documentação necessária, faz as provas e, se for aprovado, tem seu diploma revalidado pela universidade à qual submeteu sua inscrição. A nova sistemática de revalidação dos diplomas foi planejada pelo grupo de trabalho interministerial criado em 2007 com a participação de representantes dos ministério da Educação, da Saúde e das Relações Exteriores. O grupo de trabalho ouviu universidades, associações médicas e associações de ex-alunos para discutir formas de aperfeiçoamento do sistema. Em setembro de 2009, os ministérios da Educação e da Saúde aprovaram o projeto piloto de revalidação do diploma médico, por meio da Portaria Interministerial nº 865. O exame será elaborado com base na Matriz de Correspondência Curricular, que leva em consideração as diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em medicina para estabelecer parâmetros e critérios mínimos de aferição de equivalência curricular.

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Agora chegou a sua vez, prepare-se para o futuro. Inicie 2010 investindo em conhecimento, faça um dos cursos da Uni Sant ‘Anna já! www.globalnews.com.br

Uni Sant’Anna abre curso de Pós-graduação no campus Shopping Aricanduva

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estão Estratégica de Negócios é o primeiro curso de Pós-graduação do campus Shopping Aricanduva da Uni Sant’Anna. Com duração de um ano, o curso abrangerá as seguintes áreas: Gestão Financeira e de Custos, Gestão de Produção e Logística, Gestão de Projetos, Gestão de Sistemas de Informação, Gestão de Pessoas, Gestão de Recrutamento e Seleção e Gestão de Relações Trabalhistas, entre outras. “A Uni Sant’Anna está sempre atenta às oportunidades do mercado de trabalho e esse curso formará profissionais qualificados para atender às necessidades do setor”, ressalta o professor Marco Antônio Placucci, pró-reitor Acadêmico da Uni Sant’Anna. As aulas terão início em 26 de fevereiro. As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 22h00, no campus Shopping Aricanduva (Av. Aricanduva, 5555 – Vila Califórnia). No ato da inscrição, o candidato deverá apresentar uma cópia do diploma ou atestado de conclusão de graduação, cópia do histórico escolar do curso de graduação, cópia da cédula de identidade (RG), cópia do Cadastro de Pessoas Físicas - CPF, currículo vitae e uma foto 3x4 recente. Serviço: Pós-graduação em gestão Estratégica de Negócios Local: campus Shopping Aricanduva - Av. Aricanduva, 5555 – Vila Califórnia Informações: (11) 2175-8000, pos.sp@santanna.br ou www.unisantanna.br Sobre o Centro Universitário Sant’Anna – Oferece cerca de 50 cursos de Graduação e Pós-graduação e tem tradição no atendimento a alunos portadores de deficiência e no incentivo à prática esportiva.

Uni Sant’Anna abre inscrições para Universidade destinada a terceira idade

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Uni Sant’Anna está com inscrições abertas para a Universidade Sênior (Uni Sênior), curso de extensão cultural destinado a pessoas da melhor idade interessadas em ampliar conhecimentos nas áreas de comunicação e expressão, geografia, psicologia, filosofia e medicina ortomolecular. Além da terceira idade, candidatos a partir dos 40 anos também podem se inscrever. Para complementar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, os alunos participarão de atividades sócio-culturais, como visita a museus e parques, além de sessões de cinema, sempre acompanhados dos professores. A Uni Sênior promove, ainda, campanha para arrecadação de alimentos e agasalhos para asilos e orfanatos, entre outros eventos periódicos que estimulam a convivência e a troca de experiências entre os alunos. As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 21h30, e aos sábados, das 8h00 às 13h00, na Central de Atendimento ao Aluno. As aulas são às quartas e quintas-feiras, das 14h00 às 17h00, no campus de Santana (Zona Norte), com início previsto dia 4 de março de 2010. No ato da matrícula é preciso apresentar cópia do RG e uma foto 3x4. O curso tem duração de dois anos. Serviço Universidade Sênior (Uni Sênior) da Uni Sant’Anna Local: Central de Atendimento ao Aluno (campus Santana). End: rua Voluntários da Pátria, 421 – próximo ao Metrô Tietê. Informações: (11) 2175-8000. Sobre o Centro Universitário Sant’Anna – Oferece cerca de 50 cursos de Graduação e Pós-graduação e tem tradição no atendimento a alunos portadores de deficiência e no incentivo à prática esportiva.

Uni Sant’Anna abre inscrições para curso de Civilização Turco-Islâmica Gratuito e aberto ao público, o curso abordará a história e os costumes da Turquia, berço de diversas civilizações

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Uni Sant’Anna, em parceria com a comunidade turca no Brasil, abre inscrições para o curso Civilização Turco-Islâmica. As inscrições podem ser feitas na Secretaria do Centro universitário, unidade Santana (térreo do bloco I), das 9h00 às 21h00, até o dia 5 de março (sexta-feira). Com duração de um semestre e início em 6 de março, o curso contará a história da Turquia, berço de diversas civilizações e considerada uma ponte entre as culturas ocidental e oriental. Costumes, educação e a rica diversidade cultural do país euro-asiático também serão abordadas nas aulas, ministradas pelo professor Mustafá Goktepe, intérprete da língua. A história da Turquia carrega influências de diversas civilizações antigas desde a pré-história, passando pelas grega e romana e pelos impérios bizantino e otomano. No país existe liberdade de credo e sua população é cerca de 99% mulçumana – o restante está dividida entre cristãos e judeus, principalmente. A diferença com relação a outros países islâmicos é que a Turquia é uma nação que mantém a religião totalmente separada do Estado. ”A cultura milenar turca, ao misturar-se com os ensinamentos da religião islâmica, acabou tornando-se uma das maiores e mais ricas civilizações da história da humanidade”, diz o professor Goktepe. “Ao conhecer a religião Islam e a cultura turca de forma profunda, o aluno terá facilidade de perceber a riqueza e a grandiosidade dessa civilização”, completa. Serviço Curso: Civilização Turco-Islâmica urma: Aos sábados, das 10h00 às 11h30 Valor: gratuito Início das aulas: 6/3 Inscrições: Secretaria da unidade Santana – bloco I (térreo), das 9h00 às 21h00 Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 411 - próximo ao Metrô Tietê Informações: (11) 2175-8000 Sobre o Centro Universitário Sant’Anna – Oferece cerca de 50 cursos de Graduação e Pós-graduação e tem tradição no atendimento a alunos portadores de deficiência e no incentivo à prática esportiva.

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Pitangueira faz o lançamento de seu Professores vão fazer curso para lidar com pessoas deficientes livro na Faculdade Cantareira UNB qualificará profissionais para melhorar Regina Elias

A obra “Vida e arte de Zé Fortuna e Pitangueira” atendimento aos portadores de deficiência Universidade de Brasília (UnB) vai siva, em vigor desde 2008. O apoio técniconta a história de Os Maracanãs nos anos 50 e 60 Aqualificar professores e servidores co e financeiro do Ministério da Educação

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livro escrito por Euclídes Fortuna, o Pitangueira, lançado dia 19 de Dezembro na Faculdade Cantareira, retrata a vida e a carreira artística de um dos trios mais famosos nas décadas de 50 e 60: OS MARACANÃS – Zé Fortuna, Pitangueira e Zé do Fóle, que se tornaram conhecidos na época como “OS REIS DO TEATRO”. Podemos acompanhar desde a infância na pequena Itápolis até o sucesso conquistado com muito trabalho e dedicação. É um retrato fiel e apaixonado do irmão Euclides, um relato de 36 anos de vida artística. “Estou muito emocionado com

o lançamento deste livro, é uma homenagem ao meu irmão. Fico muito feliz por estar aqui com vocês meus amigos, compartilhando esses momentos inesquecíveis” revela Pitangueiras. O evento contou com um lindo show de música raíz, com ícones da família sertaneja de nosso país. O professor Paulo Meinberg, diretor-geral da Faculdade Cantareira, comentou “O lançamento do livro aqui na Faculdade Cantareira é motivo de muita alegria e emoção. Sou um admirador do trabalho deles, o livro está excelente, tenho certeza que será um sucesso”. O livro é um lançamento da Editora Fortuna.

Lino/GN

para melhorar o atendimento das pessoas com deficiência que transitam pela instituição e adquirir equipamentos que tornem concreta a acessibilidade. A iniciativa da UnB é uma das 40 propostas apresentadas em 2009, e aprovadas pelo Ministério da Educação, para receber recursos do Programa Incluir: acessibilidade na educação superior. O projeto que a UnB vai desenvolver este ano contempla duas linhas de ação. A primeira é de formação em acessibilidade, que compreende cursos para 120 servidores, entre professores e técnicos, para o atendimento de pessoas com deficiência auditiva, visual, física, mental e múltipla, e capacitação de professores e estudantes no uso do software Jaws (transforma o texto em áudio para deficientes visuais). A segunda parte do projeto será a aquisição de uma série de equipamentos para promover a acessibilidade. São equipamentos de informática e laboratório de apoio ao deficiente visual, de impressora Braille e de material de impressão, além de aquisição de mapa tátil de orientação para os três pavimentos da biblioteca central da universidade. A promoção da acessibilidade arquitetônica e das comunicações integra os objetivos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclu-

para a estruturação de núcleos de acessibilidade nas instituições de ensino superior também faz parte da política nacional. A definição de chamadas públicas, a análise e seleção dos projetos do Programa Incluir, a serem financiados a cada ano, são responsabilidades das secretarias de Educação Especial (Seesp) e da Educação Superior (Sesu), que fazem parte da estrutura do MEC. Dados da Seesp indicam que, de 2005, quando o Incluir foi lançado, a 2009, o Ministério da Educação selecionou e apoiou com recursos técnicos e financeiros 152 projetos, de instituições de todas as regiões do país. O investimento no período foi de R$ 10,8 milhões. Até 2008, o Incluir financiava somente instituições de ensino superior federais. Em 2009, o programa abriu-se para as instituições estaduais, no quesito custeio. A evolução do número de propostas financiadas pelo MEC, segundo a Secretaria de Educação Especial, também cresceu desde a criação do programa. Em 2005, o ministério apoiou 13 projetos; em 2006, 29; em 2007, 37; em 2008, 36, e em 2009, 40. Nesse período foram contempladas 68 instituições, sendo 22 da região Sudeste, 16 do Nordeste, 14 do Sul, dez do Norte e seis do Centro-Oeste.

Economia

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Investimento estrangeiro cai para US$ 22,8 bilhões em 2009, mas Brasil ainda é lider na América Latina

Resultado é 49,5% menor que o registrado no ano anterior

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m relatório divulgado pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) indica que o Brasil manteve no ano passado a liderança na relação de países latino-americanos que mais receberam investimentos diretos estrangeiros. Apesar disso, o montante desse tipo de investimento, destinado especificamente a atividades produtivas, teve queda de 49,5% no Brasil em comparação com o ano anterior, ficando em US$ 22,8 bilhões em 2009. A diminuição foi atribuída pela Unctad à crise econômica global e também afetou outros países. Os investimentos diretos estrangeiros no México, segundo maior destino na região, caíram 41% em

2009 e atingiram US$ 13 bilhões. “Como o impacto da crise financeira global se revelou implacável para os investimentos diretos estrangeiros, os fluxos para as economias em desenvolvimento caíram 35% em 2009, após seis anos de crescimento ininterrupto”, diz a Unctad. Todas as economias O Brasil registrou ainda um saldo negativo de US$ 1,4 bilhão em relação aos investimentos em fusões e aquisições de empresas em 2009, o que representa uma queda de 118,2% na comparação com o ano anterior. Em 2008, o Brasil havia totalizado o montante de US$ 7,6 bilhões em fusões e aquisições de empresas.

Segundo o relatório, os investimentos diretos estrangeiros no mundo sofreram retração de 39% no ano passado. “Todas as economias foram afetadas”, afirma a Unctad. O volume global atingiu pouco mais de US$ 1 trilhão, segundo estimativas da organização. Em 2008, os investimentos diretos estrangeiros no mundo haviam totalizado US$ 1,7 trilhão. “Todos os componentes que integram os investimentos diretos, como o reinvestimento dos lucros e empréstimos entre companhias e suas filiais, foram afetados pela retração da economia”, afirma a Unctad. A queda foi mais acentuada em relação aos capitais para fusões e aquisições de empresas, que sofreram diminuição de 66% em 2009, “o que reflete a retração dos ativos

Economia da China cresce 8,7%

em 2009 e supera expectativas

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China superou com facilidade sua meta de crescimento de 8% em 2009, após forte expansão no quarto trimestre, informou o governo chinês. O Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) subiu 8,7% no ano, para 33,5 bilhões de yuans ou U$$ 4,9 trilhões. A cifra põe o país no caminho para ultrapassar o Japão no ranking mundial das maiores economias este ano. Em 2008, a China estava em terceiro lugar, atrás dos americanos e dos japoneses. A expectativa de analistas é que ela tenha mantido essa posição no ano passado e passe à frente do rival asiático em 2010. Se por um lado, o crescimento chinês traz boas perspectivas para a economia mundial, após um ano de crise, por outro, analistas temem uma nova bolha, em especial no setor imobiliário. Também receiam uma alta da inflação, o que pode levar autoridades chinesas a adotar políticas de aperto monetário, como nova elevação de juros e medidas de contenção da oferta de crédito. A China terminou o ano com deflação de 0,7% mas os dados de dezembro indicam uma possível mudança no cenário, com alta de 1,9% sobre igual mês de 2008. Em novembro, a alta na mesma

base de comparação fora de 0,6%. O crescimento de 8,7% em 2009 ficou também acima da expectativa dos analistas, pois segundo eles os dados mostram que não apenas as exportações, mas também o consumo interno contribuiu para a expansão chinesa em 2009. O cenário é bem diferente do que vive o Japão, que enfrentou forte recessão no ano passado. O cenário macroeconômico é de continuidade do crescimento e um rápido aumento da inflação. Brasil pega carona Grande consumidor de matéria-prima, a China foi o principal parceiro comercial do Brasil em 2009. Segundo o Ministério do

Desenvolvimento, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) Brasil-China aumentou de U$$ 35,8 bilhões para U$$ 36,1 bilhões. Lideram a pauta de bens embarcados para o mercado chinês commodities como soja e minérios. A China foi o único entre os principais parceiros comerciais do país que compraram mais produtos brasileiros em 2009 que em 2008 – afirma Rodrigo Maciel, secretárioexecutivo do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC). Diante desse quadro, o presidente Lula, sempre com seu discurso cheio de metáfora demonstrou que realmente a marolinha foi para a China.

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das empresas nos mercados acionários e a menor capacidade financeira de compradores potenciais de levar adiante tais operações”. Retomada modesta Os investimentos para projetos de criação de fábricas diminuíram 23% no mundo no ano passado, afirma a Unctad. A organização ressalta que após uma profunda queda nos investimentos diretos estrangeiros no mundo no primeiro trimestre de 2009 e de uma leve recuperação no segundo, os fluxos de investimentos permaneceram relativamente estáveis no terceiro trimestre do ano, com uma leve diminuição. “Os indicadores iniciais do quarto trimestre de 2009 indicam que não há sinais de recuperação”.

No entanto, a Unctad estima que haverá “uma modesta retomada em 2010, já que as condições de investimentos estão melhorando em diversos países.” “Um número de indicadores macroeconômicos sinalizam que a conjuntura para os investimentos internacionais estão melhorando lentamente”, diz o documento. Divulgação

O ranking das maiores economias Em 2009

PIB (US$ milhões)

VARIAÇÃO

EUA

14,266

-2,7%

JAPÃO

5,048

-5,4%

CHINA

4,9

+8,7%

ALEMANHA

3,235

-5%

FRANÇA

2,634

-2,4%

REINO UNIDO

2,198

-4,4%

ITÁLIA

2,089

-5,1%

BRASIL

1,481

-0,7%

ESPANHA

1,438

-3,8%

10º

CANADÁ

1,319

-2,5%

Fonte: FMI, Austing Rating

Saúde em Foco

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Fatores de risco para doenças cardiovasculares

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hipertensão arterial é a doença mais comum na população adulta, sendo frequente nos serviços de emergência no Brasil. A prevalência da HA na população adulta é em geral acima de 25%, predominando no sexo masculino. O risco que a elevação da pressão arterial (PA) representa para o coração e outros órgãos é bem conhecido. A elevação sustentada da PA provoca doenças em diversos órgãos, tais como o coração, os

rins as retinas, sendo também um importante fator de risco para as doenças aterotrombóticas, como o infarto do miocárdio e os acidentes vasculares cerebrais. A obesidade também é importante fator de risco para as doenças cardiovasculares. A prevalência de obesidade tem aumentado em todo o mundo e vem se tornando um dos maiores problemas de saúde na sociedade moderna, na maioria dos países desenvolvi-

dos e em desenvolvimento. Quando comparados aos indivíduos com peso normal, aqueles com sobrepeso possuem maior risco de desenvolver diabetes mellitus (DM), dislipidemia e hipertensão arterial, condições que favorecem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A obesidade é um fator de risco independente dos demais para a ocorrência de doença isquêmica coronariana e morte súbita, especialmente em homens abaixo de 50 anos. A maior prevalência de hipertensão na obesidade tem sido atribuída à hiperinsulinemia decorrente da resistência à insulina presente em pessoas obesas, principalmente naqueles que apresentam excesso de gordura na região abdominal. Outros fatores de risco para doenças cardiovasculares, tais como intolerância à glicose e dislipidemia também estão associados à hiperinsulinemia e a resistência à insulina. A obesidade associada à dislipidemia, hipertensão arterial, resistência à insulina e hiperinsulinemia e/ou intolerância à glico-

se, como síndrome metabólica. Diversas medidas antropométricas têm sido propostas para determinar a associação entre excesso de peso e fatores de risco cardiovascular. A medida da circunferência da cintura maior que 88 cm para mulheres e maior que 102 cm para homens é capaz de identificar paciente com maior risco para doenças cardiovasculares. Da mesma forma, a razão entre as medidas da circunferência da cintura e quadril (RCQ) maior que 0,95 para homens e maior que 0,85 para mulheres, que caracteriza a distribuição central de gordura, tem sido utilizada para identificar indivíduos com maior risco para desenvolver doenças cardiovasculares. Outro aspecto que merece consideração é a modificação no perfil da população brasileira com relação aos hábitos alimentares e de vida em geral, que indica uma exposição cada vez mais intensa a riscos cardiovasculares. A mudança nas quantidades de alimentos ingeridos e na própria composi-

ção da dieta provocou alterações significativas do peso corporal e distribuição da gordura, com o aumento progressivo da prevalência de sobrepeso e obesidade na população. Adicione-se a isso a baixa frequência da prática de atividade física, que também contribui par o delineamento desse quadro. As doenças cardiovasculares representam a maior causa de morbidade e mortalidade na população adulta mundial, sendo fundamental conhecer a magnitude dos fatores de riscos cardiovasculares com a finalidade de efetuar um planejamento de saúde e um acompanhamento nutricional capaz de intervir de forma eficaz nessa realidade. Divulgação

Ana Carolina Martini de Oliveira Hospital João Evangelista (HOJE)

Como cuidar da saúde e superar a depressão Depressão é mais do que tristeza, é uma profunda sensação de desespero

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depressão é a mais comum das doenças mentais graves. Cerca de 5% da população, em alguma fase da vida, passa por um período depressivo grave, a ponto de exigir tratamento. Embora a depressão possa ocorrer em qualquer idade é mais comum nas mulheres entre 35 e 55 anos e nos homens bem mais tarde.

Quem são as vítimas?

As mulheres parecem mais propensas á depressão do que os homens. Enquanto uma em cada seis mulheres procura ajuda, apenas um em cada nove homens o faz. Talvez as mulheres tenham mais facilidade para expor seus sentimentos diante de um médico do que os homens, que recorrem a bebida, a violência ou a outros meios para extravasar sua angústia.

Tipos de depressão

Há dois tipos básicos de depressão. A primeira é a exógena ou reativa, causada por uma grande desilusão, como divórcio ou luto. Esse tipo de depressão só é considerado doença quando o período de tristeza é muito prolongado, provocando a perda do interesse pela vida e tornando a pessoa incapaz de lidar

com as atividades cotidianas. A depressão endógena, em que a sensação de abandono e tristeza não está relacionada a a causas externas, é a mais comum. Como não há causa aparente, os amigos e familiares tem mais dificuldade em ajudar e demonstrar solidariedade.

Depressão pós - parto

Mais da metade das mães passam por um período de leve depressão depois do nascimento do bebê. Conhecida como “depressão pós parto”, faz com que as mulheres sintam-se infelizes, emotivas e sujeitas a acessos de choro. Esses sintomas típicos aparecem quatro ou cinco dias após o parto e geralmente, duram de um a dois dias. Isso pode ocorrer devido a mudanças hormonais, por causa de outros fatores que também podem influir como a sensação de anticlímax, após toda a expectativa a apreensão, pequenas preocupações, como dificuldades no início da amamentação e estafa física. Após a saída da maternidade, uma em cada dez mulheres tem dificuldades para lidar com esse tipo de situação, preocupa-se com a saúde do bebê, sente-se inquieta, irritadiça e mesmo hostil em relação à criança.

Suicídio

Todos os anos, cerca de 9.000 pessoas cometem suicídio no Brasil, a maioria sofre de depressão. Uma em cada 10 tentativas de suicídio é fatal. Como não se pode prever com segurança quem é suicida em potencial, todas as tentativas de suicídio devem ser levadas a sério. Há, entretanto,

inúmeros fatores de risco e sinais que servem de alerta: • Expressão do desejo de se suicidar • Abuso de álcool e drogas • Tentativa anterior • Falta de apoio social • Perda do companheiro • Mudança brusca e inexplicável de humor • Perda de emprego

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Agronegócio

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Aumenta a produção de soja nas Ano desponta com regiões norte e nordeste do país perspectivas positivas para safra da fibra baiana Terras mais baratas, produção e facilidades continuam atraindo grandes empresas para estas regiões Divulgação

A

s novas fronteiras agrícolas do País anunciam projetos de infraestrutura para atender a produção de grãos crescente na região. Nesse processo, a soja é apontada como o principal fator de expansão. Na safra 2009/2010, as regiões Norte e Nordeste devem registrar um aumento de área para o cultivo da soja de 8,6% e incrementar a produção em 15,7% para 6,44 milhões de toneladas – cerca de 10% da produção nacional do grão. O destaque fica para os estados do Maranhão, Tocantins e Piauí – região conhecida por Matopi – onde o crescimento da safra será acima de 18%, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Terras mais baratas e facilidades logísticas continuam atraindo grandes em-

presas para essas regiões. No Norte e Nordeste, o preço médio das terras é de R$ 1,4 mil por hectare e R$ 2 mil por hectare, respectivamente, enquanto o preço médio na Região Sul do País supera R$ 9,2 mil por hectare. Na infraestrutura, os avanços seguem na mesma velocidade da produção local. O presidente da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja/MT), Glauber Silveira, afirma que apenas 15% das exportações brasileiras de soja são escoadas pelos portos do Norte e Nordeste, que encurtam o tempo de navegação até os países consumidores em até quatro dias. “Com os investimentos previstos no Projeto Tegram e em modais de transportes, que aumentarão o fluxo para os portos do Norte, esse percentual subirá para até 25% nos próximos 10 a 15 anos”, afirma. Apesar de a maior parte dos projetos ser de longo prazo, as melhorias logísticas já estão gerando uma série de contratos. A Vale assinou com a Bunge, um dos principais clientes da logística de carga geral, um contrato de 11

anos para o transporte de até 200 milhões de litros de álcool por ano pela Ferrovia Norte Sul (FNS) para atender aos clientes do Estado do Tocantins. A região também tem avançado na agricultura irrigada. Só no Tocantins o uso da tecnologia vai permitir um aumento de 10% na produção de soja e arroz nesta temporada. A produtividade registra bons resultados. A média do Piauí é de 2.950 quilos de soja por hectare, enquanto a média nacional é de 2.825 quilos. Para atender uma crescente demanda mundial por soja, que hoje é da ordem de 233,4 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), além de ampliar a produção para novas regiões, a biotecnologia também é cada vez mais utilizada na busca pelo aumento da produtividade. Um grupo de cientistas norte-americanos e japoneses publicará o estudo que aponta o sequenciamento completo do genoma da soja, o que permitirá o aperfeiçoamento da produção e o desenvolvimento de variedades mais resistentes a doenças e pragas, dizem pesquisadores. Segundo os cientistas, será possível acrescentar características associadas aos aspectos nutricionais, como fazer com que a soja seja melhor digerida pelo homem e pelos animais.

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Salvo o câmbio, que ainda compromete a remuneração nas exportações, os principais fatores condicionantes do sucesso da cotonicultura baiana em 2010 apontam positivamente

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elhoria dos preços no mercado internacional, o arrefecimento da crise mundial e as chuvas intermitentes no plantio e desenvolvimento das lavouras animam os produtores, tanto para a safra em curso, mas, especialmente, para 2010/11. Segundo a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a expectativa é de que a área plantada retorne aos patamares de 2008 na Bahia, quando o algodão ocupava por volta de 300 mil hectares. “O mundo está emergindo da crise e, de uma maneira geral, há otimismo em todo o setor. Será um novo ano de retomada do crescimento econômico, com aumento das exportações e preços melhores”, vislumbra o presidente da Abapa, João Carlos Jacobsen. No mercado mundial, o preço da commodity aumentou em torno de 67%. Em março de 2009, chegou a custar US$ 0,45 por libra-peso, o menor valor daquele ano, e, na primeira quinzena de janeiro de 2010, alcançou US$ 0,75. “É, sem dúvida, uma realidade muito mais interessante e animadora. Mas, nem tudo é motivo para comemorar. Esse aumento não é absorvido totalmente com o câmbio atual, de R$ 1,76. Ao meu ver, o dólar a R$ 2 seria o ideal para garantir a sustentabilidade não apenas do setor rural, mas da economia brasileira”, afirma. Jacobsen enfatiza também as boas condições climáticas do momento, como catalisadoras da qualidade da fibra baiana. “Está chovendo do jeito

que o algodão gosta: de forma intermitente, e no período certo. Se voltarmos a ter estiagem na colheita, temos tudo para colher um algodão excelente aqui”, garante. Metas institucionais Em 2010, a Abapa, que completa 10 anos de existência, vai intensificar seus esforços para atrair para o Oeste uma indústria de fiação. Segundo Jacobsen, este é o caminho natural da atividade da região, que hoje já ocupa o posto de segundo maior produtor nacional de algodão, e é reconhecida como a melhor região do país, e uma das melhores do mundo, em qualidade da fibra. A entidade também vai encampar na Bahia o Programa Socioambiental da Produção de Algodão (PSOAL), um projeto criado pela Abrapa para incentivar e adequar a cadeia produtiva do algodão, fornecendo orientações em relação às legislações trabalhista e ambiental vigentes no país. Entre as prioridades da Abapa, também estão a construção/implantação do Centro de Treinamento de Operadores de Máquinas em parceria com a John Deere, unificar e divulgar a melhoria no processo de classificação, iniciando as atividades no Laboratório de Classificação de Pluma do Rosário, no município Correntina, além de implantar um programa de ação social voltado para instrumentalizar os moradores da comunidade local, para que eles possam ter um ofício e prover seu próprio sustento, a partir do algodão.

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Brasil pode começar Pesquisa indica que 57% dos

a importar etanol paulistanos gostariam de Do ponto de vista econômico, deixar São Paulo já vale a pena importar o produto dos Estados Unidos

Diante da escalada dos preços do “Se o consumo continuar no ritetanol, governo e usineiros co- mo do fim do ano, na casa de 1,4 meçam a contemplar a possibili- bilhão ou 1,5 bilhão de litros por dade de importação do combustí- mês, não há estoque suficiente vel dos Estados Unidos. O tema para abastecer o mercado até já foi discutido em reuniões com março, abril”, disse uma fonte o governo, que, segundo fontes, do segmento de distribuição de teria concordado em zerar a alí- combustível. Nos Estados Uniquota de importação do produto, dos, ao contrário, há excedente hoje em 20%. As importações de oferta neste momento, dizem teriam como objetivo principal especialistas. Além disso, destagarantir o estoque de etanol para ca Borges, o milho, usado como enfrentar a entressafra na produ- matéria prima para o etano ameção de cana-de-açúcar. ricano, está com preço em baixa. Do ponto de vista econômico, Para Borges, o Brasil poderia já vale à pena importar dos importar etaEstados Uni“A vantagem é de nol dos Estados um voUS$ 310, o que torna dos Unidos, mesmo lume de até com a tarifa de viável a operação mesmo 1 bilhão de 20%. De acordo com imposto pago pelo litros e assim com cálculos do suprir eventuimportado” consultor Júlio ais necessidaMaria Borges, da des durante a Job Consultoria, especializada entressafra. O período em no setor sucroalcooleiro, o valor que a importação é viável do anidro brasileiro nos portos será curto, de acordo com do Nordeste está em torno de Borges. “As importações US$ 790 por metro cúbico, an- devem ocorrer entre janeiro tes US$ 480 por metro cúbico do e abril, no máximo. Depois combustível produzido e comer- os preços internos voltarão cializado nos Estados Unidos. a cair no Brasil e esta janela “A vantagem é de US$ 310, o de oportunidade vai sumir”. que torna viável a operação mes- Há no mercado rumores de mo com o imposto pago pelo im- que algumas empresas estão portador”, comente o consultor. sondando produtores ameriNo Centro-Sul, o preço do ani- canos, mas não há negócios dro está em US$ 750, e a impor- fechados por enquanto. tação também seria viável, mas Desde o início de outubro, o com maiores riscos ao importa- etanol anidro vem sendo codor. Com uma eventual mudança mercializado pelas usinas de da tarifa, portanto, a vantagem São Paulo a valores acima de nas importações aumentaria. R$ 1 por litro, sem impostos. Divulgação

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A

pesar dos holofotes na cidade de São Paulo, por conta de sua posição de liderança na economia brasileira, a população da capital está insatisfeita com o bem-estar na cidade e 57% dos paulistanos gostariam de deixar o município. Isso é o que informa o resultado da pesquisa realizada pelo Ibope. No ano passado, o índice de pessoas que deixariam a cidade de São Paulo era de 46%. Encomendada pelo Movimento Nova São Paulo, o levantamento foi feito com base nas entrevistas feitas com 1.512 pessoas, entre os dias 2 e 16 de Janeiro de 2010. O questionamento abordou questões como a qualidade dos serviços públicos, o grau de confiança nas instituições, a percepção da população sobre a segurança na cidade, os principais medos dos paulistanos, entre outros. Os temas abordados pela pesquisa seguiram a orientação das mais de 36 mil pessoas que participaram de uma consulta pública do Irbem (Indicadores de Referência de

Bem-Estar no Município) e apontaram os itens mais importantes para a qualidade de vida. Ao todo, foram abordados 170 itens. Como resultado, os paulistanos deram a nota de 4,8 para a qualidade de vida na cidade, em uma escala de 1 a 10. Além dos 57% que afirmaram querer deixar o município, outro dado significativo foi o que abordou a segurança em São Paulo e mostrou que 78% dos paulistanos acharam que a cidade é insegura. Um dos dados que mais cresceu foi o relacionado as chuvas. De acordo com os dados do Ibo-

pe, o percentual de pessoas que afirmam ter como principal medo na cidade os alagamentos subiu de 8%, no ano passado, para 28% em 2010. Outros índices que subiram foram medos de assalto/ roubo (57% a 65%); sair à noite (16% a 18%).

Pesquisa indica questões como qualidade dos serviços públicos e segurança na cidade

Leasing para carro perde força e compradores preferem o CDC

Principal vantagem do CDC é que o consumidor pode antecipar as prestações no pagamento

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empresário Romário Castro da Silva é um dos milhares de consumidores que compraram um carro por meio de leasing, modalidade de financiamento que triplicou em apenas dois anos e chegou a representar quase metade das vendas a prazo do setor automotivo. Agora, esse movimento dá sinais de esgotamento, devido a alterações nas condições de financiamento e na estratégia dos próprios bancos que atuam nesse segmento. Há dois anos Silva fez um leasing automotivo, que na época oferecia prestação bem menor em relação ao tradicional CDC (Crédito Direto ao Consumidor). Agora, ao ajudar sua noiva na compra de um carro zero, encontrou condições mais semelhantes nas duas modalidades e avaliou que o crédito direto seria mais vantajoso. O leasing também chamado de arrendamento mercantil,

funciona como uma espécie de empréstimo. O bem fica registrado no nome da instituição financeira, e o consumidor, ou empresa, paga uma prestação por determinado período para utilizá-lo. Ao final do contrato, tem a opção de comprá-lo. Como o risco de inadimplência é menor e não há cobrança de IOF, a prestação tende a ser menor que a do CDC. Por outro lado, o cliente não tem a opção de adiantar o pagamento das prestações para reduzir a dívida e tem de cumprir um contrato de pelo menos dois anos. Hoje, porém, as condições de financiamento oferecidas pelos bancos reduziram muito a diferença, o que devolveu, em alguns casos, a competitividade ao CDC. De acordo com o presidente da Anef (associação que reúne os bancos das montadoras), Luiz Montenegro, essa mudança de custos reflete altera-

ções tributárias e de estratégia das instituições financeiras. Há ainda a questão de manter o equilíbrio nas duas opções de financiamento. “Um banco que já tem uma carteira de leasing muito grande pode querer diluir esse negócio e oferecer ao público um CDC mais barato, reduzindo sua margem (de lucro) nessa área. É o custo da operação que determina essa dinâmica”, afirma. A desaceleração no uso do leasing não se restringe apenas ao setor automotivo. O mesmo ocorre com as operações de empresas, que incluem também aquisições de máquinas e equipamentos. O valor dessa carteira atingiu seu pico no início de 2009, e nos últimos 12 meses, já encolheu mais de 10%. Esse é um dos piores desempenhos no crédito empresarial após a crise – apenas o crédito com recursos externos teve redução maior.

Janeiro / 2010

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GAUDÊNCIO TORQUATO

Jornalista, professor titular da USP e consultor político.

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Um notável isopor na paisagem

o desfilar com um isopor na cabeça, em seu descanso numa praia baiana, o presidente da República escancara a estética que caracteriza um estilo espalhafatoso e de acentuada marca populista. A leitura da imagem estampada nas primeiras páginas dos jornais pode até conotar simplicidade, modéstia, despojamento. Aliás, essa é a significação pretendida por Sua Excelência, a de pessoa comum, capaz de carregar a cervejinha e os petiscos para enfrentar o vigoroso sol dos trópicos. Escudado em instinto apurado, Lula sabe que um isopor sobre a cabeça não desmancha a liturgia que deve presidir os passos de um mandatário de origem popular. Não cria, por exemplo, a dissonância que se viu quando o sociólogo Fernando Henrique, em 1994, desengonçado e de chapéu de couro, montou num cavalo no interior de Pernambuco. Se a popularidade de Luiz Inácio tem que ver com as locuções improvisadas e exacerbadas, sob o leque de analogias esportivas e tiradas de humor, o exagero estético das performances abre furos na régua da credibilidade. Se os excessos são menosprezados pelo vasto eleitorado que lhe propicia um dos mais altos índices de aceitação entre os chefes de Estado da República, a explicação se deve aos pacotes de benesses que o lulismo entrega às classes sociais no contexto de uma crise internacional da qual o País, pelos potenciais e condições macroeconômicas, tem tirado vantagens. Erros de governantes costumam ser perdoados quando os acertos assumem maior relevância. É o que ocorre no nosso meio. Nem por isso, porém, se podem apagar da planilha administrativa promessas não

cumpridas, tarefas não realizadas, particularmente no campo dos avanços institucionais. Luiz Inácio, que as fez em profusão, teria condições, por sua origem e história, de comandar o maior processo de modernização política da História brasileira. Não o fez, menos por convicção e mais por conveniência. Igualase, por isso, aos antecessores. Com essa pontuação se apresenta o livro do pesquisador inglês Richard Bourne (Lula do Brasil - a história real, do Nordeste ao Planalto), que expõe as tentativas do presidente de “resgatar seus compatriotas da pobreza e consolidar a democracia, embora o favoritismo e o apadrinhamento continuem a desfigurar o cenário político”. Só mesmo fanáticos e radicais empedernidos discordam da conclusão a que chega o autor: o trabalho do ex-metalúrgico “como construtor da democracia e de uma sociedade mais justa está visivelmente incompleto”. Os acertos do governo Lula são muitos, a partir da condução da política econômica e da implantação de uma extensa rede social, mesmo se sabendo que sobre esta há críticas no que diz respeito à ausência de programas estruturantes. E onde estão os desacertos? A resposta comporta, preliminarmente, uma observação sobre mudança nas sociedades em desenvolvimento. A ciência política ensina que reformas significam mudança de valores e padrões de comportamento tradicionais, fortes programas de educação, racionalização de estruturas, organizações funcionais, eficientes critérios de desempenho, além de distribuição mais equitativa de recursos materiais. A verdade é que tateamos no escuro. Na frente educacional, os tropeços acumulam-se sob a fumaça de fogueiras continuadas. Não se registram processos racionais de significação. Ilhas de ex-

celência, como a Embrapa, são raras. O desempenho por mérito deixa a desejar, eis que a máquina inchada é comandada por quadros partidarizados. De 37 Ministérios, poucos conservam identidade nítida. Anote-se que Lula venceu dois pleitos envergando a bandeira da mudança, termo que abriu o primeiro discurso de posse. Na esfera política, pouco se avançou. A tão propalada mãe das reformas é substantivo que perdeu sentido. Na área tributária, os entes federativos continuam a disputar as fatias do bolo, com a guerra fiscal no pano de fundo. A Previdência é uma bomba. Mais cedo ou mais tarde, explodirá. O déficit acumula-se a cada mês. Este ano deverá ultrapassar a casa dos R$ 40 bilhões. O presidencialismo de cunho imperial transforma as Casas Legislativas em Poder tutelado. Sobre ele o governo usa um rolo compressor. Em troca, libera recursos e distribui cargos. Para agradar a bolsões de esquerda e movimentos sociais, a partir do MST, Lula distribui verbas polpudas. Um duto irriga a roça das centrais sindicais. O sindicalismo vive de eventos. O núcleo dos Direitos Humanos impregna-se de revanchismo. E, assim, os padrões da política pouco avançam. Já o Judiciário ganhou reforma meia-boca pela Emenda Constitucional 45. O ministro Joaquim Barbosa tem defendido a reinvenção desse Poder, que “tem uma parcela de grande responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país”. Não é de admirar que nem a paisagem desolada das tragédias que assolam o País neste ciclo de chuvas torrenciais consiga tirar o sossego de Lula, o filho do Brasil, impávido, com seu isopor na cabeça.

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NEWS BRASIL TURISMO BRASILEIRO TERÁ

BOM DESEMPENHO ESTE ANO

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turismo brasileiro avança a reboque do crescimento econômico e tem estimulado empresas do setor a planejar investimentos. Prova recente do interesse no País veio com o anúncio da compra de 63,6% da CVC pelo fundo de private equity Carlyle, no ultimo dia 7. Os valores não foram confirmados pelas duas empresas, mas se fala em um negócio de R$ 700 milhões – o maior na história do turismo nacional. Quem mais tem fomentado a alta

da atividade é a classe C, que desde o Plano Real, de 1994, em se beneficiando do aumento do poder aquisitivo. Nos dois primeiros anos depois do plano, o mercado ganhou cerca de 25% de novos turistas. Na evolução do turismo, o brasileiro tem se acostumado a algumas novidades, como os cruzeiros. Nesta temporada serão ao todo 18 navios, e a previsão é que sejam transportados 850 mil passageiros.

INADIMPLÊNCIA É MAIOR NAS

REGIÕES MAIS POBRES, APONTA BC

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tese de que, nos empréstimos, os pobres dão menos calote foi parcialmente derrubada. Estudo do Banco Central mostra que as regiões com menor renda, como o Norte do País, amargam as maiores taxas de inadimplência no crédito concedido pelos bancos. Já o Sudeste e o Sul, com maior renda apresentam menor nível de calote. Gaúchos, catarinenses e paranaenses são os consumidores menos caloteiros. No estudo, a autoridade mone-

tária avalia que a inadimplência alta no Norte está associada, em parte, á redução da oferta de crédito na região a partir do início de 2008. Com menos empréstimos á disposição, consumidores que se endividaram nos meses anteriores passaram a ter dificuldade para rolar dívidas e cumprir compromissos. Entre as operações em que o calote mais cresceu, estão o crédito pessoal, leasing e financiamento para veículos.

AVIÕES DA TAM TERÃO SERVIÇOS DE TELEFONIA E INTERNET ATÉ JUNHO

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companhia aérea Tam anunciou que vai oferecer o uso de celular e internet a bordo das aeronaves até junho. A companhia já havia firmado, em outubro de 2008, uma parceria com a empresa suíça de tecnologia OnAir. Duas aeronaves da Tam já foram adaptadas para permitir a utilização de telefonia móvel, e outras duas ainda passarão pelo mesmo processo. Para que o serviço seja oferecido, falta ainda a autorização da Agência Nacional

de Aviação Civil (Anac) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Anatel precisa autorizar a atuação da OnAir no Brasil e certificar seus equipamentos. Já a Anac precisa avaliar se o sistema pode provocar algum prejuízo à operação dos aviões. Além disso, será necessário alterar a atual legislação, que autoriza o uso de celulares apenas quando os aviões estão em silo e com as portas abertas.

ALUGUEL DE ESCRITÓRIOS NO RIO

CUSTA MAIS DO QUE EM SÃO PAULO

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perspectiva de crescimento econômico do rio com investimentos de mais de R$ 100 bilhões anunciados nos últimos dois anos e a realização da Copa do mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 estão aumentando a escassez de escritórios no centro financeiro da capital fluminense. Operadores do mercado imobiliário estimam que apenas 2% das salas do centro do Rio estão vazias, mesmo com novos empreendimentos. Com isso os preços dispararam e alugar um escritório na região

pode custar mais que uma sala na Av. Paulista, onde a taxa de vacância gira em torno de 7%. A tendência de aumento da procura atrai investidores para o Rio. O centro do Rio tem uma limitação muito clara, o que torna a região muito atraente para o investidor. Tem transporte público, metrô, infraestrutura e acesso fácil a todas as regiões da cidade. Diferente de São Paulo, o centro do Rio está consolidado como núcleo financeiro e a tendência é concentrar mais.

Janeiro / 2010

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Painel Tributário

Confaz fecha acordo que prorroga 151 convênios tributários até 2012

Benefícios fiscais, que venceriam em 31 de janeiro, serão

mantidos para setores que vão de medicamentos até aviação

O

s secretários estaduais de Fazenda fecharam um acordo que permitiu a prorrogação, até dezembro de 2012, de 151 convênios que garantem benefícios fiscais a diversos setores econômicos, desde a fabricação de medicamentos até aviões. A renovação dos convênios, que venceriam no próximo dia 31, foi possível depois que os secretários aceitaram a proposta apresentada pelo representante de Rondônia no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) de não cobrar retroativamente tributo estadual não cobrado por conta de concessão de benefício,

isenção que foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há dois anos. “Até que enfim saiu uma fumaça branca”, afirmou o secretário de Finanças de Rondônia, José Genaro de Andrade, após a reunião do Confaz. Segundo um técnico do governo de São Paulo, que esteve presente ao encontro, todos os Estados concordaram com a proposta de não exigir de Rondônia, Pará e Paraná que cobrem os benefícios concedidos a partir de 2000. O técnico, que pediu para não ser identificado, disse ainda que os secretários também concordaram em não repetir a

concessão dos benefícios por meio da aprovação de novas leis estaduais. A recusa em aceitar a anistia dos benefícios vinha travando a prorrogação dos convênios tributários que vêm sendo renovados há anos. Depois de dois anos de negociações, o secretário de Rondônia chegou a ameaçar votar contra a renovação dos convênios. Como as decisões do Confaz precisam ser aprovadas por unanimidade, qualquer voto contrário poderia derrubar a prorrogação dos convênios, o que geraria efeitos sobre diversos setores econômicos nos Estados.

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Inadimplência cai em dezembro pela 1ª vez desde setembro de 2008 A inadimplência média nos empréstimos com recursos livres caiu, em dezembro de 2009, pela primeira vez desde setembro de 2008, mês de estouro da crise financeira internacional. Segundo dados do Banco Central (BC), a parcela dos financiamentos com atraso superior a 90 dias caiu de 5,8% em novembro para 5,6% em dezembro. Apesar do recuo, a taxa segue em nível bastante superior ao observado um ano antes, em dezembro de 2008, quando estava em 4,4%. Entre os segmentos, a inadimplência da pessoa jurídica recuou de 3,9% para 3,8% entre novembro e dezembro, ante 1,8% em dezembro de 2008. No crédito para famílias, a taxa caiu de 8,1% para 7,8%, de 8% há um ano antes. Crédito habitacional Entre os vários segmentos do crédito, os financiamentos para habitação e os empréstimos destinados ao setor público, em especial para o governo federal, foram os que mais cresceram em 2009. Dados divulgados pelo Banco Central (BC) mostram que o crédito habitacional cresceu 2,5% em dezembro na comparação com novembro e acumulou alta de 40,6% nos 12 meses de 2009. Em dezembro do ano passado, essa carteira somava R$ 88,970 bilhões. Entre os vários segmentos das

operações para o setor privado, esse foi o que apresentou o maior crescimento. No geral, a carteira de crédito habitacional do setor privado cresceu 12,7% em 2009. No setor público, o grande destaque foi o governo federal, cujos empréstimos cresceram 253,6% em 2009 e fecharam o ano em R$ 33,017 bilhões. Em dezembro, a carteira oscilou pouco, com leve retração de 0,1% ante novembro. No total do setor público - que inclui Estados e municípios - a carteira aumentou 2,9% em dezembro e 114,4% em 2009. Base Monetária A base monetária, que representa a soma do papel moeda emitido com as reservas bancárias, teve expansão de 12,6% em dezembro ante novembro, no conceito de média dos saldos. Com essa evolução, o montante atingiu R$ 167,400 bilhões no último mês do ano passado. Em 12 meses, essa cifra cresceu 14,9%. No conceito de ponta, a base monetária apresentou expansão de 5,9% no mês passado ante o mês anterior e atingiu R$ 166,073 bilhões. Divulgação

Lino/GN

Espeéria

Wagner Gatto, subprefeito Hélio Rubens Figueiredo, Armando Perez Maria, deputado federal Arnaldo Faria de Sá, Garabed Pilavgian e Arthur Moreira Ricca

Roberto Miguel, Armando Perez Maria e Renato Ramos

Flash News

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Lar Center promove grande

Balada bacana na Zona Norte liquidação até 16 de fevereiro

no novo Papagaio Vintém

Na tradicional promoção “Já Pro Lar Há 13 anos a casa mais contagiante Center”, produtos estão a venda da Zona Norte reabre com nova com descontos reais a partir de 50% recepção ampliada e modernizada

T

ony Martin, dono das casas mais concorridas da Zona Norte, comanda a reabertura do Papagaio Vintém, na quarta, 20 de janeiro. A casa que sempre foi lembrada como um dos pontos de paquera mais fortes da cidade reabre repaginada, com uma área ao ar livre dedicada aos fumantes, um palco maior e um novo bar, sob o comando do barman Dario. Na noite de estreia tocam as bandas Roll’s Rock (de classic rock) e MP3 (som dos 70’s, 80’s e 90’s). Os donos da festa Tony e Dinorah

já avisaram que a partir de Março o Papagaio Vintém terá programação com novidades ! Lino/GN

C

riado em 12 de junho de 1987, o empreendimento foi pioneiro ao reunir, em um único espaço, todos os materiais e artigos relacionados à construção e decoração. Hoje, o Lar Center reúne 117 lojas e atrai cerca de 1,5 milhões de clientes por mês, número que comprova o sucesso do negócio. O primeiro shopping brasileiro dedicado à decoração dará início a primeira grande liquidação do ano. A grande novidade é que, desta vez, os clientes terão 33 dias consecutivos para aproveitar a queima de estoque: de 15 de janeiro a 16 de fevereiro. “Decidimos fazer uma edição ampliada para dar mais oportunidade de compra aos consumidores que procuram móveis e artigos de decoração com qualidade e excelentes condições de pagamento”, explica Gabriela Baumgart, gerente de marketing do Lar Center. Quem está pensando em trocar os móveis ou repaginar a decoração da casa deve conferir as ofertas das 117 lojas do Shopping, com descontos a partir de 50%. Os

corredores do Lar Center ficarão repletos de móveis, objetos de decoração e acessórios, como tapetes, tecidos e luminárias. A maioria das lojas especializadas em projetos sob medida também dará descontos reais durante esse período, tornando a promoção ainda mais irresistível para aqueles que desejam fazer pequenas ou grandes reformas. Segundo Gabriela Baungart, a promoção deve aumentar as vendas do Shopping em torno de 7%. “Essa superliquidação já faz parte do calendário da cidade e muitos compradores esperam por ela para fechar bons negócios, inclusive os de outras cidades do Estado de São Paulo. A oportunidade realmente é imperdível, pois representa uma economia bastante significativa”, afirma a executiva. Além dos preços vantajosos, os clientes poderão ainda parcelar as compras na maioria das lojas.

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Abecip estima volume de crédito imobiliário próximo a R$ 50 bilhões para o ano de 2010

Concretização da estimativa representará entre 400 e 450 mil imóveis financiados pelo Sistema Brasileiro de Crédito e Poupança (SBCP) e FGTS

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Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) estima que em 2010 o volume de financiamentos para o mercado habitacional pode chegar a R$ 50 bilhões, dos quais R$ 30 bilhões para o comprador final, e o restante para a produção de unidades. De acordo com o presidente da entidade, Luiz Antonio França, a concretização da estimativa representará entre 400 mil e 450 mil imóveis financiados. O executivo entende que somando as operações do Sistema Brasileiro de Crédito e Poupança (SBCP) e do Fundo de Garantia do Tempo de serviço (FGTS), “é possível que se aproxime da casa do milhão o número de novos financiamentos”.

A estimativa da Abecip tem entre seus componentes o crescimento da renda e a confiança do tomador no crédito imobiliário. Para ilustrar a evolução do poder aquisitivo, França citou caso relatado por construtora cliente do Itaú (onde é diretor de crédito imobiliário), que lançou produto com três opções de acomodações e, no decorrer da obra, compradores de imóvel de um dormitório solicitaram migrar para a unidade de dois dormitórios. Com relação à confiança do tomador, França comentou que um dos grandes motivadores é a clareza relacionada ao comportamento do valor das parcelas, ao longo da amortização do financiamento. Sobre as estimativas para

2010, a Abecip assim resume: “Com relação aos financiamentos com recursos da poupança, a manutenção das condições de renda e crédito, conjugada à retomada dos lançamentos por parte do mercado construtor deverá contribuir para que as operações mantenham o ritmo crescente, sendo esperado aumento de aproximadamente 50%, comparado a 2009”. Balanço de 2009 - Conforme dados da Abecip, que reúne as instituições financeiras do SBPE, em 2009 o volume nominal de empréstimos à habitação (produção e aquisição) aumentou em 13,3%. O volume real (resultado deflacionado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA) apresentou

crescimento de 8,6%. Os créditos habitacionais concedidos pelos agentes do SBPE somaram R$ 34 bilhões (R$ 20,16 bilhões para o comprador final; R$ 13,85 bilhões para a produção). Em relação a 2008, o crescimento é de 13,3%. Os resultados do ótimo desempenho do crédito imobiliário originado no SBPE foram garantidos pelo financiamento de imóveis usados e de estoques liberados pe-

las construtoras, que retraíram lançamentos por conta das incertezas da crise econômica global. A importância do mercado de imóveis usados para a economia se mostra considerável. “Temos informações que a venda de uma unidade usada movimenta a comercialização de outros quatro imóveis”, comentou Luiz Antonio França, durante coletiva à imprensa, na sede da Abecip. Divulgação

Nova lei do inquilinato: fiador pode se desligar do contrato antes de seu término

Tempo médio para despejo cairá de 14 para 6 meses, diminuindo os prejuízos financeiros das partes envolvidas Divulgação

A

nova Lei do Inquilinato, muda as regras entre locador, inquilino e fiador, e em especial e imóveis residenciais. As novas regras, instituídas por meio do decreto- lei nº 11.112 e

aprovadas pelo presidente Lula ( com exceção de sete itens vetados), vão tornar o despejo do inquilino mais rápido, entre outras consequências, quando houver inadimplência.

“Houve uma simplificação do processo judicial. O tempo médio para tirar um locatário era de 12 a 14 meses. Com as mudanças, esse processo vai cair para cerca de seis”, estima o diretor de legislação do inquilinato do Sindicato da Habitação (Secovi), Jacques Bushatsky. Segundo ele, não apenas o locador terá menos prejuízos financeiros com o inquilino inadimplente. “ O fiador também se beneficiará, pois terá de pagar um número menor de meses atrasados quando o locatário for despejado”. Ainda pela nova lei, o locador vai poder entrar com a ação de despejo contra o inquilino e o fiador simultaneamente. Até então, ela era expedida contra o inqui-

lino primeiro e, só quando este perdia o processo, era enviada ao fiador. “A ação já entra com as duas partes, o que apressa o recebimento dos aluguéis devidos”, diz Bushatsky. Para o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, João Teodoro, um dos principais resultados da simplificação do processo contra inadimplência ser´o retorno de boa parte dos 2,7 milhões de imóveis fechados ao mercado de locação. As novas regras da Lei do Inquilinato, mudarão substancialmente a relação entre proprietários de imóveis e inquilinos. A principal alteração diz respeito às intermináveis disputas judiciais. Pelo texto anterior da lei, os

processos judiciais relacionados a atraso no pagamento do aluguel poderiam durar anos. Agora, o morador pode ser despejado por falta de pagamento em 30 dias. Para o fiador, a principal vantagem será o fim da obrigatoriedade de permanecer atrelado ao contrato de locação até o seu término. Ao avisar que não tem mais interesse em ser fiador, o inquilino tem 60 dias para encontrar outro proprietário de imóvel para ocupar o seu lugar. Já para o inquilino, o ganho com a nova lei se refere a multa pela quebra de contrato. Agora o valor passa a ser proporcional ao tempo restante de contrato, não mais um valor fixo.

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