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São Paulo, Bahia e Brasília - Ano I nº 4- | Lino Almeida: Diretor Responsável

Secretário da Agricultura alerta que questões trabalhistas podem inviabilizar a cafeicultura divulgação

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burocratização trabalhista inviabiliza a atividade cafeeira no Brasil e na Bahia. Essa afirmação foi feita pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, durante a palestra que marcou a abertura do VIII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, com o tema “Atividade Cafeeira com Sustentabilidade e Inclusão Social”. Além de

apresentar o panorama atual da situação da cafeicultura na Bahia, o secretário afirmou, com a experiência de quem foi diretor, vice-presidente, presidente por duas vezes da Assocafé e criador do concurso de cafés especiais na Bahia com grãos selecionados premiados nacional e internacionalmente, que a sustentabilidade do setor cafeeiro está diretamente relacionada à questão trabalhista.

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As mulheres e a Constituição Cidadã

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divulgação

esses 25 anos da promulgação da C onst itu i ç ã o, é uma emoção renovada relembrar o rico debate travado durante o processo de elaboração da Carta Magna do País, tão bem conduzido pelo timoneiro Ulysses Guimarães, sem dúvida um dos grandes responsáveis para que a Constituição fosse escrita em 20 meses.

SALDO DA BALANÇA COMERCIAL DOS AGRONEGÓCIOS PAULISTA SOBE 19%

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m relação ao agronegócio brasileiro, as exportações setoriais de São Paulo nos primeiros oito meses de 2013 representaram 20,5%; sendo 0,8% a mais que em 2012. .......................................................................................................................pg. 02

País perde espaço nas transações globais e tem a maior tarifa de importações

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em acesso a produtos importados, empresas nacionais perdem competitividade na exportação de produtos de valor agregado.

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os Melhores dos Maiores 2013 TEVE 20 EMPRESAS HOMENAGEADAS Raíssa Almeida

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Associação Comercial de São Paulo promoveu o prêmio Balanço Anual / Melhores dos Maiores. Empreendedores encontram o sucesso em tempos conturbados, assumindo riscos com inteligência, resultando em recompensa pelo trabalho desenvolvido.

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Bahia tem a melhor opção para investimento na agroindústria brasileira

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ecretário da agricultura Eduardo Sales fala sobre a grandiosidade do Estado “Tem 56 milhões de hectares, sendo do tamanho da França e possui três biomas diferentes que permitem que a Bahia produza tudo. ........................................................................................................................pg. 24


O Estado da Bahia

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vOYAGER 1 é O PRIMEIRO OBjETO CRIADO POR hUMANOS A DEIxAR O SISTEMA SOLAR

Editorial

blicados na revista científica Science. Eles mostram que a Voyager 1 está viajando há um ano em uma área de plasma fora do Sistema Solar, mas dentro da heliosfera, região onde apenas alguns efeitos do Sol ainda são evidentes. “Agora que temos dados novos e fundamentais, acreditamos que este é um salto histórico da humanidade rumo ao espaço interestelar”, disse Ed Stone,

cientista do projeto Voyager, da Nasa. “Nossa equipe precisava de tempo para analisar os dados e dar sentido a eles, mas agora podemos responder à questão que todos estavam perguntando: Chegamos lá? Sim, nós chegamos.” A Voyager 1 não tem um sensor de plasma, por isso os cientistas precisaram determinar a localização da sonda de uma maneira diferente. Uma erupção solar ocorrida em março de 2012 forneceu aos pesquisadores os dados necessários. Quando essa erupção foi sentida na região onde se encontra a sonda, apenas 13 meses depois, em abril de 2013, o plasma em volta da Voyager vibrou fortemente. A força das oscilações permitiu que os cientistas determinassem a densidade do plasma. E a partir dessa densidade, descobriram a localização da sonda – o espaço interestelar –, além da data em que entrou nessa região – agosto de 2012. “Nós literalmente pulamos da cadeira quando vimos essas oscilações em

nossos dados. Elas mostraram que a nave havia entrado em uma região totalmente nova”, disse Don Gurnett, coordenador da pesquisa. Segundo ele, a densidade do plasma era compatível com aquela encontrada no espaço interestelar e diferente daquela encontrada no Sistema Solar. A sonda Voyager 1 foi lançada no espaço em 1977, 16 dias depois de sua sonda gêmea, a Voyager 2. Ambas sobrevoaram Júpiter e Saturno. A Voyager 2 – a nave continuamente em operação há mais tempo na história – também estudou Urano e Netuno. Atualmente, ela se encontra a 15 bilhões de quilômetros do Sol. Os cientistas não sabem quando a Voyager 1 vai alcançar a região intacta do espaço interestelar que não sofre mais influência do Sol. Eles também não têm certeza de quando a Voyager 2 vai conseguir seguir os passos da “irmã” e sair do Sistema Solar. A expectativa, porém, é de que não leve tantos anos.

é o instituto de pesquisa de atuação nacional dedicado ao desenvolvimento de tecnologias minerais. O centro, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, já desenvolveu mais de 750 projetos de pesquisa e colaborou com mais de 180 empresas do setor, além das parcerias com laboratórios e entidades internacionais como o Natural Resources Forum, na ONU. O centro se destaca ainda por pesquisas e projetos que privilegiam o aproveitamento integral das jazi-

das e com foco no emprego de tecnologias limpas. Outro órgão governamental, a Embrapa, é responsável por pesquisas e projetos de recuperação de áreas afetadas por atividades de mineração. Os pesquisadores realizam análises químicas do solo, controle de vegetação e coleta de sementes. Como há poucas informações sobre as espécies tolerantes aos metais pesados em áreas mineradas, a Empresa é responsável por multiplicar as espécies adaptáveis às

condições desses solos. Paralelamente, as universidades federais oferecem cursos e atividades de pesquisa no setor mineral que envolvem cerca de 450 docentes doutores em caráter permanente. A iniciativa privada também investe em tecnologia para reverter os efeitos negativos da mineração, como o Instituto Tecnológico da Vale, que conta com parcerias nacionais e internacionais na produção de conhecimento relacionado à sustentabilidade.

PRISãO DO MENSALãO é A LIÇãO PARA O PT

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erá que o dono do PT, Lula da Silva ainda não viu nada, nem a prisão dos mensaleiros, o ex-presidente sempre disse que não viu nada, não sabia de nada. Depois de prometer desmontar a farsa do mensalão Lula agiu rapidamente internamente para enterrar o espanto e ver a página virada para não comprometer a reeleição da presidente Dilma Rousself. Agora o supremo confirmou que existiu o mensalão do PT, no governo Lula com a prisão dos condenados, que usou dinheiro do povo para comprar parlamentar, que o povo elegeu, para trabalhar e defender os interesses dos cidadãos, com transparência nas formas legitimas, de representar o povo com dignidade e honestidade no parlamento, de um verdadeiro parlamentar. Oito anos e seis meses depois de revelado o escândalo do mensalão levar a prisão os chefões do PT, deputados, ex-deputados e empresários envolvidos no maior caso de corrupção da história deste país. O Supremo Tribunal Federal (STF) fez justiça com a prisão

dos réus condenados no escândalo do mensalão, a ousada operação clandestina de uso de dinheiro público e privado com objetivo de perpetuação de uma facção no poder, com a compra de parlamentar, no congresso nacional. O Brasil espera que o exemplo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) se espalhe pelas instâncias inferiores da malha jurídica nacional e que cada um de seus integrantes se sinta a partir de agora um soldado na luta contra a corrupção. Que os réus desse escândalo sejam não os últimos, mas os primeiros de uma nova era de tolerância zero com a ação dos corruptos. Que seja reativado o real significado do conceito de República, em que a responsabilidade de cada um tem que ser sempre maior quando o bem é de todos. Que o caso do mensalão entre para a história do Brasil como o marco inaugural de uma nova etapa na dura caminhada da História dos brasileiros. Assim a justiça não precisará de oito longos anos para punir corruptos pegos em flagrante.

“O Brasil espera que o exemplo dado pelo Supremo Tribunal Federal se espalhe pelas instâncias inferiores da Lino Almeida malha jurídica nacional.” Editor Executivo

Circucação - São Paulo, Bahia e Brasília

Global News Editora Sede: Rua Banco das Palmas, 349, CJ 03 - Santana São Paulo/ SP - CEP 02016-020 Telefone (11) 2978-8500 - Fax: (11) 2959-1784 Site: www.oestadodabahia.com.br/ www.globalnews.com.br Email: arte@globalnews.com.br / globalnews@globalnews.com.br

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unca um objeto construído por humanos chegou tão longe no espaço. A agência espacial americana anunciou que a sonda Voyager 1 é o primeiro artefato a deixar o Sistema Solar e iniciar uma aventura pelo espaço interestelar. A sonda de 36 anos está a 19 bilhões de quilômetros do Sol. Os resultados da análise dos novos dados foram pu-

NASA/JPL-Caltech

BRASIL é UM DOS PAíSES COM MAIOR POTENCIAL EM RECURSOS MINERAIS

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Brasil é um dos países com maior potencial em recursos minerais do planeta, com 55 tipos de minerais explorados. O ferro é o principal minério extraído no País, onde estão aproximadamente 8% das reservas de ferro do mundo. Entre os principais minerais encontrados em solo brasileiro estão bauxita, cobre, cromo, ouro, estanho, níquel, manganês, zinco, potássio e nióbio. Criado em 1978, o Centro de Tecnologia Mineral

Rua Pará, 304 - sala 05 - Luís Eduardo Magalhães - Bahia - BA - CEP 47850-000 Esacon Representante Rua Coronel Manoel Teixeira, 36 - 1º andar - Xiquexique - BA - CEP 47400-000 Telefone: (77) 3661-1122 Diretor Responsável: Lino de Almeida (MTB 40.571) Diagramação: Eliane Gonçalves - email: goncalves.solucoesgraficas@gmail.com Jornalismo: Regina Elias (MTB 40.991) Publicidade: Marina Crisostemo Circulação: Daniela Crisostemo Almeida. Produção e Acabamento: Global News Editora Faça um bom investimento, anuncie., ligue: (11) 2978-8500 Assessoria Jurídica: Dra Cassiana Crisostemo de Almeida e Dr. Rômulo Barreto de Souza. Impressão: Gráfica Lance As matérias assinadas refletem o ponto de vista de seus autores, isentando a direção deste jornal de quaisquer responsabilidades provenientes das mesmas. A empresa esclarece que não mantém nenhum vínculo empregaticio com qualquer pessoa que conste neste expediente. São apenas colaboradores do jornal. É vetada a reprodução parcial ou integral do conteúdo deste jornal sem autorização expressa do Diretor Responsável.

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O Estado da Bahia

Economia & Agronegócios

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SALDO DA BALANÇA COMERCIAL DOS AGRONEGÓCIOS PAULISTA SOBE 19% E SUPERA US$ 10 BILHÕES

Em relação ao agronegócio brasileiro, as exportações setoriais de São Paulo nos primeiros oito meses de 2013 representaram 20,5%; ou seja, 0,8% a mais que no mesmo período de 2012.

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e janeiro a agosto de 2013 as exportações do Estado de São Paulo somaram US$ 36,99 bilhões (23,6% do total nacional) e as importações, US$ 60,15 bilhões (37,5% do total nacional), registrando um déficit de US$ 23,16 bilhões. Em relação a janeiro-agosto de 2012, o valor das exportações paulistas diminuiu 3,6% e o das importações aumentou 13,9%, com elevação do déficit comercial (+60,4%), informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O agronegócio paulista apresentou exportações crescentes (+14,7%), atingindo US$

14,12 bilhões, enquanto que as importações tiveram menor acréscimo (+5,2%), somando US$ 4,03 bilhões, resultando em elevação de 19% no saldo comercial em relação aos oito primeiros meses de 2012, atingindo US$ 10,09 bilhões. Segundo o pesquisador José Roberto Vicente, autor do artigo, há que se destacar que as importações paulistas nos demais setores, excluindo o agronegócio, somaram US$ 56,12 bilhões para exportações de US$ 22,87 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ 33,25 bilhões. “Assim, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho do

agronegócio estadual, cujo saldo manteve-se positivo”, afirma Vicente. A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 3,77 bilhões de janeiro a agosto de 2013, com exportações de US$ 156,65 bilhões e importações de US$ 160,42 bilhões. O saldo comercial negativo, ao contrário do ano anterior, ocorreu em função de queda nas exportações (-2,5%) e aumento nas importações (+8,8%). De janeiro a agosto de 2013 as exportações do agronegócio brasileiro cresceram 10,3% em relação à igual período do ano anterior, atingindo US$ 69,04 bilhões (44,1% do total). Já as importações do

setor aumentaram 5,5%, também na comparação com o período de janeiro a agosto de 2012, somando US$ 11,30 bilhões (7,0% do total).

O superávit do agronegócio em janeiro-agosto de 2013 foi de US$ 57,74 bilhões, sendo 11,3% superior ao do mesmo período do ano passado.

A participação do agronegócio nos totais do País aumentou em termos das exportações (+5,1%) e diminuiu com relação às importações (-0,3%). divulgação

Secretários de Agricultura decidem solicitar audiência com a presidente Dilma para informá-la sobre risco que corre a agropecuária brasileira

Ministro da Agricultura participa de reunião com secretários e pede tempo para responder às demandas apresentadas

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rescisão do convênio plurianual entre o governo federal e os estados, destinado às ações de Defesa Agropecuária do País foi o principal assunto discutido por 24 secretários estaduais presentes na reunião do Conselho Nacional de Secretários da Agricultura, no Centro de Convenções de Brasília. O Conselho se

reuniu para tratar desta e de outras questões, como a compra de mais milho para venda balcão no Nordeste e manutenção dos polos emergenciais de venda; registros de defensivos no País; proibição da importação de banana e cacau; conflitos indígenas, apoio ao médio produtor, crise na produção de etanol e eleições do próximo presidente

do Conseagri. A principal discussão foi a possibilidade de faltar recursos descentralizados para os estados, através dos convênios plurianuais, situação que poderá abrir as fronteiras do Brasil para a entrada de diversas pragas e doenças agropecuárias. Como a defesa agropecuária é constitucionalmente de responsabilidade do

Lívia Lemos

Ministério da Agricultura (MAPA) e há alguns anos essa atribuição foi repassada para as Secretarias Estaduais de Agricultura, com os respectivos repasses financeiros para a prestação desse serviço, e agora esses recursos correm o risco de serem cancelados, o secretário da Bahia e presidente do Consegari, Eduardo Salles disse que “a sensação

que se tem é como se os estados recebessem um filho que não é deles para criar e uma mesada para cuidar dele, e de uma hora para outra, o governo federal corta a mesada, e pede para que continuemos cuidando do filho dele”. Os secretários acordaram em levar como sugestão para os seus respectivos governadores que, tecnicamente, se realmente os recursos de repasse forem suspensos, todos os estados devem devolver esta responsabilidade para o governo federal e, desta forma, ficarão isentos de qualquer responsabilidade pelo surgimento de um foco de aftosa no País, por exemplo. O secretário do Amazonas, Heron Bezerra, defende a descentralização de recursos e atribuições e se mostra preocupado com a possibilidade de cancelamento do repasse da verba, e consequentemente com o risco que o Brasil correrá, uma vez que “o estado do Amazonas não conseguirá, com

recursos próprios e tomar conta de uma imensa fronteira com diversos países”. O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, esteve com os secretários estaduais de Agricultura, durante a tarde, ouviu o desabafo de cada um e solicitou um tempo para analisar a questão. “O governo federal está realizando diversas reuniões para encontrar uma solução. Enfrentamos um contigenciamento no governo, emendas parlamentares não foram liberadas ainda, a situação é complicada, mas estamos tentando encontrar um caminho”, respondeu o ministro. O presidente do Conseagri destacou a importância da conquista dos planos plurianuais, de forma a facilitar a descentralização do repasse, sem a necessidade de renová-los anualmente, uma vez que são convênios com duração de quatro a cinco anos, sendo a rescisão um retrocesso desse instrumento considerado eficaz.


O Estado da Bahia

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CARRO SEM MOTORISTA ABRE NOvA ERA PARA O SETOR E A SOCIEDADE

Gaudêncio Toquarto Jornalista, é professor titular da USP e consultor político e de comunicação. @gaudtoquarto

Tecnologia promete revolucionar o trânsito nas grandes cidades e até o conceito de liberdade de andar.

O NOSSO CARBONO 14

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ma campanha política abriga complexa cadeia de vetores, entre os quais, pesquisas, discurso, comunicação, articulação, mobilização das massas, recursos, agenda e logística. Cada ciclo tem sua natureza, seu clima e suas circunstâncias, as quais, por sua vez, determinam maior ou menor ênfase em um ou outro componente de agregado eleitoral. Um ponto em comum, porém, tem balizado as campanhas eleitorais ao longo dos últimos 60 anos, ou, mais precisamente, desde a vitoriosa campanha de Getúlio Vargas, em 1950, quando percorreu todos os 20 Estados da época, lendo em palanques escorreitas peças que tratavam dos problemas e demandas de cada comunidade. Desde aqueles tempos de grande carência logística para chegar às regiões até os dias atuais, os discursos elegem como alavanca o culto ao “eu”. A prevalência dos perfis pessoais sobre a representação coletiva, expressa por “nós”, decorre do caráter individualista que é marca da política nacional, mesmo nos tempos em que os entes partidários acentuavam suas distinções, como foi o caso do velho PSD (representando a aristocracia rural) e da UDN (representando as elites urbanas). Os principais atores individuais da cena política distinguiam-se por traços inconfundíveis, a denotar a admiração popular por figuras como o herói, o guerreiro, o pai dos pobres, o amigo do povo, o homem de palavra. Vargas vestia o manto de pai dos pobres; Juscelino Kubitschek era charmoso, sorridente e pé de valsa; Jânio Quadros, com seu jeito histriônico, simbolizava a autoridade, portando a vassoura da limpeza contra a corrupção; João Goulart assumia a imagem de herdeiro de Getúlio, desfraldando a bandeira do trabalhismo; os presidentes da ditadura militar, sob a espada do “combate ao comunismo e aos movimentos subversivos”, tinham cada qual o seu estilo, com realce para o duro general Garrastazu Médici, que fez fama como torcedor do Grêmio (RS) e do Flamengo (RJ); o acelerado

general João Figueiredo, com seu hobby de criar cavalos de raça; e o desenvolvimentista Ernesto Geisel, que não escondia a fé luterana. No ciclo da redemocratização, José Sarney, com a imagem de cacique político; Fernando Collor, que fez a abertura econômica e saiu por impeachment do Congresso; o imprevisível Itamar Franco, fiador do Plano Real; Fernando Henrique Cardoso, elevado ao patamar de responsável pela estabilidade da moeda; Luiz Inácio Lula da Silva, o novo “pai dos pobres”; e Dilma Rousseff, sobre a qual se procura desenhar a imagem de faxineira da gestão pública. Até houve tentativa de instalar por aqui a era do culto ao “nós”, dentro da qual se descortinaria um horizonte pontilhado de formas inovadoras de fazer política. Nele, um ambiente asséptico impregnaria a administração pública, irradiando pelas instâncias federativas valores éticos e critérios de promoção do mérito e eliminando as correntes contaminadas por indicações politiqueiras para cargos e funções. A modernidade foi uma promessa da era Collor. Feneceu por causa dos piores males da República. Os tempos tucanos de FHC também foram promissores na perspectiva da modernização institucional. Afinal, tinha-se no comando da Nação um renomado scholar. Os ares encheram-se de expectativas. Vislumbrava-se uma gestão racional e com foco em resultados. Mas, ao fim de oito anos, a velha política fincou pé. Lula chegou, em 2003, com o verbo mudar abrindo uma peroração cheia de esperanças. A ascensão do PT ao centro do poder assim era traduzida: “Os velhos costumes estão com os dias contados, o País abriu uma agenda ética”. O sentimento era de que o Brasil, finalmente, encontrava o caminho da redenção moralizadora. Um massacre de marketing fez a demarcação das fronteiras entre os puros e os impuros, os éticos e os imorais. Em determinados momentos parecia que os discursos de Lula e colegas tinham como foco o resgate da velha luta de classes. De maneira escancarada, o discurso insistia

em propagar a existência de um edifício com duas torres: uma habitada pelos pobres, a outra, de propriedade das elites. Por deliberada estratégia de criar um projeto de poder de longo prazo, sob a égide da bandeira socialista, o PT desprezou o fato de que o convívio com as velhas práticas o tornou passível do fenômeno da mimese. Igualou-se a outros entes do espectro partidário. A Ação Penal 470 jogou o partido no pântano da política. Portanto, o culto ao “nós”, que nos dois mandatos de Lula foi entronizado nos palanques, não chega hoje com prestígio para convencer as massas. Neste ponto, convém lembrar que o marketing da louvação, em intenso desenvolvimento no País, desde os tempos galopantes de Collor (que fazia uma corrida diária de cooper acompanhado de jornalistas), subiu ao pódio do descrédito. Essa é uma das boas-novas que se podem anunciar na arena eleitoral do próximo ano. Os últimos governos rebocaram com tanta argamassa as paredes da gestão que elas ameaçam abaular e desmoronar. Tanto o governo federal - com sua planilha de grandes obras quanto os governos estaduais deverão passar pelo teste do nosso carbono social. Ou será que não se percebeu a existência de novo processo para medir o tempo (cronogramas) e conferir promessas? (Lembrando: os testes de datação de objetos da mais remota Antiguidade - para descobrir, por exemplo, a verdade sobre o Santo Sudário de Turim - são feitos com o carbono 14, um isótopo radioativo e instável que declina em ritmo lento a partir da morte de um organismo vivo.) O nosso carbono 14, ou melhor, para 2014, é a onda centrípeta, das margens para o centro, com suas percepções e decepções da política. Engodos até podem continuar a engabelar as massas. Há, porém, um culto ao “nós” menos sujeito a firulas demagógicas. É o olhar mais agudo da sociedade sobre as tramoias da política.

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ão pouco mais de 11 horas em uma quente manhã de julho em Parma, na Itália, e um sedã Hyundai prateado roda pelo anel viário da cidade, com pouco trânsito à frente. O carro pega uma entrada em direção ao centro da cidade e os dois homens nos bancos da frente continuam conversando sem parar. Nenhum dos dois está com as mãos ao volante ou olhando para a estrada. Quando um pedestre dá um passo da calçada para o asfalto, o carro diminui a velocidade até parar. Os homens no carro gesticulam para que ele atravesse. Ele hesita, confuso pelo carro ter parado sozinho. O homem no banco do motorista sai do carro, caminha até o pedestre e o faz ir para a calçada. Então, algo impressionante acontece. O carro acelera pela estrada agora vazia. O homem anteriormente no banco do motorista fica de pé na calçada, vendo o futuro seguir adiante. Carros autônomos viraram a nova mania no setor, com empresas de tecnologia e montadoras em disputa para construir veículos que vão revolucionar a forma como viajamos, trabalhamos e nos locomovemos ao emprego e até o costume de comprar carros. “Não há limites”, diz Alberto Broggi, um dos pioneiros da autocondução e principal nome por trás do projeto Parma. “Estamos levando os carros além de tudo o que as pessoas imaginavam antes”. Esses carros, sustentam

os defensores, vão poder deixar funcionários em seus escritórios ou crianças nas escolas e, então, recolher outras pessoas, tornando o táxi tradicional algo obsoleto e transformando o conceito de propriedade. “É um mundo novo”, diz o executivo-chefe da Ford, Alan Mulally. Como em todos os avanços tecnológicos avassaladores, no entanto, há um porém. Com as capacidades tecnológicas tomando a dianteira, as autoridades vêm aplicando freios legislativos, enquanto os empresários estão às voltas com os custos. Montadoras podem sonhar em oferecer viagens ao trabalho em que as pessoas passem uma hora respondendo a e-mails ou em idas à escola em que os pais ajudem suas crianças a revisar tabuada, mas advogados e seguradoras têm pesadelos com possíveis batidas em que a responsabilidade recaia sobre um microchip defeituoso em vez de em uma pessoa. “Carros sem motorista vão estar em nossas estradas em 2020”, diz Mike Woodward, sócio da Deloitte especializado no setor automotivo. O professor Broggi vem usando carros autônomos há mais de 15 anos, sem nenhuma falha. Durante a maior parte desse tempo, no entanto, a tecnologia foi apenas algo marginal. “O primeiro teste que fizemos foi lá em 1998, quando ninguém falava em carros autônomos [...] A mídia tratava isso como se fosse esquisitice de professores malucos”, diz o professor

Broggi. “Quando chegamos aos noticiários nacionais aqui na Itália, nossa viagem [com carro] foi transmitida depois da notícia sobre o gato mais rápido do mundo”. Boa parte da tecnologia já está presente nos carros de hoje, desde as câmeras de estacionamento até os sistemas de detecção de pistas; desde a direção elétrica assistida até o controle de velocidade a distância. O efeito mais óbvio de carros que se controlam sozinhos é o tempo a ser conquistado pelos motoristas. Americanos que vão trabalhar de carro passam cerca de 50 minutos por dia no volante, segundo Ragunathan Rajkumar, professor da Carnegie Melon University. Economizar essas horas mortas “melhora a produtividade do indivíduo”, diz. Um segundo efeito poderia ser uma grande redução no número de mortos e feridos em acidentes de carros. Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas morram em acidentes nas ruas e estradas do mundo a cada ano, com muitos milhões mais de mutilados e feridos. A maioria dos acidentes é causada por erros humanos. “Nossa ideia é muito simples, a de que os carros não deveriam bater, diz Toscan Bennett, vice-presidente de planejamento de produtos da Volvo, que produz carros programdos para detectar e evitar colisões contra alces. “e uma das formas de impedir carros de baterem é de fato tirar o ser humano da equação.” divulgação


O Estado da Bahia Política fiscal: a nova ferramenta da sustentabilidade? Por Ricardo Zibas*

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á aproximadamente um ano , o jornal “Japan Times” informou que o governo pensava em introduzir uma taxa sobre as emissões de carbono, que iria gerar uma receita estimada de 2.7 bilhões de dólares a partir de 2016. Também em 2012, a China anunciou o aumento da taxação em seis tipos de minerais. Muitas fontes da mídia concluíram que a medida estava alinhada com uma política de conservação de recursos minerais domésticos e proteção ambiental. Já em fevereiro deste ano, o departamento norte-americano de energia anunciou 150 milhões de dólares em incentivos fiscais para eficiência energética. Estes são apenas três exemplos de como os governos ao redor do mundo estão utilizando instrumentos fiscais para enfrentar os desafios da sustentabilidade. Enquanto a população global aumenta, bilhões de indivíduos passam a ter acesso a um estilo de vida com altos padrões de consumo. O fornecimento de água e alimentos está sob pressão, assim como a oferta de energia, para muitos países cada vez mais insegura e com preços voláteis. Os recursos naturais estão tornando-se menos disponíveis e a competição por eles vem se acentuando. Ecossistemas declinam, florestas desaparecem e o clima esquenta. Em resposta, os países estão tentando reduzir as emissões de gases de efeito estufa, bem como encorajar o uso racional da água, energia, matérias primas e promover inovações “verdes”. Entretanto, estes objetivos não serão alcançados sem uma mudança comportamental nos negócios e nos consumidores. Desta forma, os governos estão se valendo, cada vez mais, de políticas fiscais para atingir as suas metas e tornar as práticas corporativas mais sustentáveis, seja através de incentivos ou penalidades, tornando o ambiente regulatório mais complexo. A KPMG Internacional analisou 21 países que possuem ess as práticas, identificando mais de 200 políticas de incentivos fiscais e penalidades, muitas introduzidas durante os últimos dois anos

(KPMG Green Tax Index 2013). A metodologia empregada considerou diferentes pesos para penalidades e incentivos em diversos tópicos: eficiência energética, mudança climática, inovação “verde”, energia renovável, veículos e edifícios sustentáveis, uso racional da água, gestão de resíduos e controle de poluição. Os primeiros lugares no ranking do índice indicam que determinado governo é mais ativo que outros ao utilizar seu sistema fiscal para direcionar negócios sustentáveis e atingir objetivos políticos relacionados. Os seis primeiros lugares são ocupados pelos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França, Coreia do Sul e China, respectivamente. Vale lembrar que o Brasil ficou em 18º no ranking, o que não significa necessariamente que sejamos “menos” verdes por conta disto, mas em comparação a outros países, utilizamos relativamente poucos instrumentos fiscais para a sustentabilidade. Em compensação, se considerarmos apenas o aspecto de inovação “verde”, ficamos em 3º lugar, atrás apenas da Coreia do Sul e do Canadá. Também devemos levar em consideração o fato de o estudo demonstrar que estamos falando de um ambiente extremamente complexo, dinâmico e em constante expansão. Apenas o acompanhamento das mudanças regulatórias já é algo bastante desafiador, especialmente, para as organizações multinacionais. Normalmente, os recursos são alocados com foco nas penalidades, significando que, muitas vezes, pouca importância estratégica é dada para respostas que poderiam reduzir as possíveis sanções no futuro. Além disto, sem uma postura proativa em relação ao mapeamento dos incentivos, oportunidades e somas relevantes podem ser perdidas.

divulgação

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BRASIL CAI OITO POSIÇÕES EM RANKING DE COMPETITIVIDADE DO FÓRUM ECONÔMICO País ocupa agora a 56ª posição na edição 2013 do ranking das economias mais competitivas do mundo, uma reversão no movimento de melhoria das condições competitivas. divulgação

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eterioração das condições macroeconômicas e a falta de avanços significativos nos investimentos em infraestrutura e na simplificação dos marcos regulatórios e tributários fazem o Brasil perder oito posições no ranking mundial de competitividade, voltando ao 56º lugar – mesma colocação que ocupou em 2009. A edição 2013-2014 do Relatório Global de Competitividade, editado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) em parceria no Brasil com a Fundação Dom Cabral (FDC) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC), analisou as condições de competitividade de 148 países. No Brasil, a coleta e análise de dados são coordenadas pela Fundação Dom Cabral. O relatório, criado na década de 80, combina dados estatísticos nacionais e internacionais com os resultados de uma ampla pesquisa de opinião realizada junto a executivos. O estudo avalia as condições oferecidas pelo país para que as empresas nele operantes tenham sucesso no contexto nacional e internacional, promovendo, assim, o crescimento sustentável e a melhoria nas condições de vida de sua população. Pelo quinto ano consecutivo, a Suíça lidera a lista das economias mais competitivas, seguida por Cingapura, Finlândia, Alemanha e Estados Unidos. Dos cinco países dos BRICs, a China (29ª) continua liderando o grupo, seguida pela África do Sul (53ª), Brasil (56ª), Índia (60ª) e Rússia (64ª). Nos BRICs, somente a Rússia melhorou sua posição no ranking, subindo três colocações. O Brasil teve a queda mais brusca, enquanto África do Sul e Índia caíram uma posição e a China manteve a mesma colocação de 2012. O Brasil perdeu posições em 11 dos 12 pilares analisados pelo ranking de competitividade - a exceção foi o pilar ‘tamanho do mercado’, notadamente a maior

força da economia brasileira nos últimos anos e que teve neste ano a inclusão da variável Produto Interno Bruto na Paridade do Poder de Compra (PPP), que coloca o Brasil na 7ª posição mundial. As quedas mais expressivas foram observadas nos fatores que avaliam o ambiente macroeconômico, a eficiência do mercado de trabalho e a eficiência do mercado de bens, permanecendo o Brasil, ainda, entre as piores posições nos indicadores de infraestrutura básica. “Mesmo nos indicadores em que o Brasil tem avanços em termos absolutos, estes avanços são em um ritmo muito mais lento que as nações em seu entorno, precisando realizar investimentos necessários e atentar para as reformas nos sistemas regulatório e tributário, extremamente necessárias à competitividade do País”, destaca Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral e responsável pela análise dos dados brasileiros do ranking. Em quase todos os indicadores incluídos no pilar ‘Ambiente Macroeconômico’, o Brasil apresentou queda tanto absoluta quanto relativa. As principais perdas foram puxadas pela dívida do governo – o pior indicador deste pilar –, que subiu de 66,2% do PIB para 68,5%, gerando uma queda de oito posições relativas. Também influenciou a inflação que, apesar de recuar de 6,6% em 2011 para 5,4% em 2012, gerou a queda de uma posição, reforçando as características deste relatório em que os países que não avançam de maneira significativa acabam perdendo importantes posições relativas. O indicador de finanças públicas, que acumula perdas consecutivas desde 2010 associadas ao baixo nível de poupança doméstica (15,4% do PIB – 92ª posição), contribuiu para a piora das condições macroeconômicas. “Em uma comparação

com as demais economias incluídas nos chamados BRICS, o Brasil apresenta o maior declínio nos fatores macroeconômicos. A China continua muito bem na 10ª posição, e a Rússia vem acumulando ganhos consecutivos chegando a 19ª posição; apenas Índia (110º) e África do Sul (95º) seguem em trajetória de queda similar ao Brasil”, avalia Arruda. A análise dos indicadores do quesito ‘Eficiência do Mercado de Bens’, por sua vez, mostra que a regulação e a taxação são extremamente excessivas tanto para empresas nascentes quanto para as empresas que exportam e importam insumos, produtos e serviços. Os indicadores relacionados à burocracia e regulação do comércio internacional só pioram desde 2010. “Estes indicadores sugerem uma orientação protecionista do governo que atua com medidas excessivas que travam o estímulo ao comércio internacional necessário ao desenvolvimento competitivo das empresas nacionais”, pontua Arruda. No pilar ‘Eficiência do Mercado de Trabalho’, um dos fatores determinantes para a queda foi a contínua regulação do mercado de trabalho, com destaque negativo na avaliação pelos executivos entrevistados sobre a flexibilidade na determinação salarial, das práticas de contratação e demissão e d’os efeitos da taxação sobre as decisões

dos trabalhadores. “Nos últimos dois anos, o governo adotou medidas especificamente voltadas para amenizar essa burocracia trabalhista, elas foram bem recebidas em um primeiro momento e evidenciadas no ganho de posições do relatório de 2012, mas os resultados deste ano parecem indicar que elas são, ainda, inócuas”, conclui Arruda. O tamanho da economia, as oportunidades e as necessidades urgentes de investimentos em infraestrutura, as possibilidades de serem feitas reformas nos marcos regulatório e tributário associados à sofisticação das empresas e do setor financeiro podem, se operados de maneira adequada e consistente, reverter as tendências atuais, tornando o país uma nação mais competitiva e com grande potencial de crescimento e de melhoria das condições de vida da sua população.

O Brasil no relatório de 2013-2014 se mantém como um país de potencial.


O Estado da Bahia

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Oeste da Bahia busca melhorias na estrutura portuária do Estado

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om o objetivo de discutir o escoamento da safra 2013/14, foi realizado um workshop sobre Logística Portuária, no Oeste da Bahia, maior polo produtor de grãos do Nordeste do Brasil. Estiveram reunidos produtores, autoridades, representantes do setor portuário e tradings, que debateram sobre a situação dos portos da Bahia, ações para torná-los mais competitivos, situação do Porto Sul e o novo marco regulatório dos portos. O presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, abriu o evento falando sobre uma viagem que fez aos Estados Unidos, há 16 anos, para aprender mais sobre a cultura do algodão. Lá, soube que o produto produzido demorava 15 dias para chegar à Ásia, sendo transportado por trens e navios. Enquanto que o algodão do Oeste da Bahia demora de 90 a 120 dias para chegar ao mesmo destino. “ O algodão produzido no oeste da Bahia é colocado em uma carreta que percorre 2.000 km até chegar em um porto cheio de problemas como é o de Santos. Nosso algodão termina chegando à Ásia todo sujo e com os arames quebrados. Essa logística precisa mudar.”, afirmou Júlio Cézar Busato. A presidente da Abapa, Isabel da Cunha, falou sobre a falta de opção de portos na Bahia para esco-

ar a produção de algodão. “Infelizmente, não é opção do produtor escolher por onde exportar seu algodão. Precisamos de uma boa estrutura portuária, pois dependemos do trabalho das tradings, dos armadores, de rotas de exportação e do aumento da capacidade de armazenagem. Todos esses fatores condicionam o produtor a exportar pelo Porto de Santos e precisamos ter isso também na Bahia.”, afirmou Isabel da Cunha. Segundo ela, melhorar a logística será fundamental para a redução dos custos de produção, aumento da competitividade, criação de novos polos de desenvolvimento no Estado da Bahia, viabilização do aumento da área plantada e, consequentemente, a geração de mais empregos. No Brasil, a logística de transporte se baseia nas rodovias que operam no limite de suas capacidades. O sistema ferroviário está sucateado, com a exceção de pequenos trechos destinados à mineração. Dos 130 registros na ANTAQ para a instalação de novos terminais portuários no País, apenas 45 são voltados para o transbordo de cargas. Esses dados foram apresentados pelo secretário estadual da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa, que reconheceu a deficiência da infraestrutura portuária da Bahia, mas detalhou todo o esforço que vem sendo feito para modernização dos

portos do Estado. “ A Bahia é responsável por mais da metade de tudo que o Nordeste do país exporta. 96% do que entra e sai do Estado é feito através dos portos. Assim, o problema de acesso ao Porto de Salvador, será resolvido, em breve, com a conclusão da Via Expressa Portuária que ligará a BR-324 diretamente ao porto; em Ilhéus, a dragagem do porto para aumento da calagem já recebeu a licença ambiental; estamos preocupados com a segurança nos terminais.”, disse Carlos Costa. Na ocasião, o secretário anunciou, para o mês de setembro, o início do trabalho de dragagem de um trecho do Rio São Francisco, o que vai permitir que, parte da produção de grãos do Oeste da Bahia, siga de barco até Juazeiro e de lá para outros estados do Nordeste. O diretor de Gestão Comercial e Desenvolvimento da Companhia de Docas do Estado da Bahia (Codeba), Carlos Tramm, relatou a dificuldade que enfrentou para aumentar a dragagem do Porto de Ilhéus. “ Levamos um ano e meio para obter a licença para realizar o trabalho de dragagem. Diante da demora, foi necessário realizar nova licitação. Somente o custo do projeto para levantar os riscos ambientais custou quase que o mesmo valor da dragagem.”, explicou Tramm. Também participaram do evento a supervi-

sora Comercial de Exportação e Cabotagem do grupo Tecom, Júlio Lomanto e o gerente de Operações do Porto de Cotegipe, Geroge Gaspari dos Santos, que apresentaram a estrutura e ações das empresas privadas onde trabalham. O coordenador de logística da Cibrafértil, Mário Zandonai, reclamou da falta de estrutura do Porto de Aratu. “Um navio demora 26 dias para atracar ao custo diário de U$ 26 mil. São poucos os equipamentos para descarregar as embarcações. As dificuldades são tantas, que leva o produtor do Oeste da Bahia a comprar fertilizante fora do Estado.”, destacou. Representando a Nidera, Rodrigo Novaes, falou sobre a difi-

culdade de exportar carga no período do pico de safra ( maio e abril). “ Para fazer nosso primeiro carregamento de milho pelo Porto de Cotegipe, demoramos 20 dias para carregar o navio. Faltam caminhões e o custo de armazenagem é alto. ”, disse Rodrigo Novaes. Membro do Conselho Técnico da Aiba, o economista Raimundo Santos, questionou sobre qual é a estrutura portuária que a Bahia precisa para escoar a safra 2013/2014. “ Vamos produzir 2,5 milhões de toneladas a mais que no ano passado e como vamos fazer para escoar esta produção? É preciso que o governo e a iniciativa privada estejam atentos ao grave problema de logística que

a Bahia e todo o país enfrentam. Eles precisam se mobilizar e investir em melhorias não só nos portos como também em outros modais como as hidrovias.”, afirmou Santos. Encerrando o workshop sobre Logística Portuária, o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, disponibilizou a Associação para articular e intermediar ações entre governo, produtores, tradings e empresários do setor portuário que levem a soluções para o problema de infraestrutura logística. Ficou definido que, em setembro, haverá uma visita aos portos de Salvador para elaboração de uma pauta de reivindicações que será levada o governo federal pela Aiba. divulgação

Executivos apostam no mercado de franquias para ter o próprio negócio

Levantamento analisa o perfil do franqueado e mostra que 43% deles dividem-se entre o negócio e o emprego formal

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egundo dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising), o mercado de franquias faturou mais de R$ 103 bilhões no ano passado e a expectativa é que chegue a marca de R$ 120 bilhões até o fim de 2013. Diante deste panorama, a área de Inteligência de Mercado do Grupo BITTENCOURT realizou um estudo para identificar o perfil dos potenciais investidores em franquias. Ao contrário do que se imagina, porém, estes empresários não se enquadram em uma personalidade unicamente de investidor: 72% dos entrevistados disseram que pretendem estar direta-

mente envolvidos na operação da franquia. Outra tendência destacada pelo levantamento é o fato de que 43% dos novos franqueados são pessoas que já estão inseridas no mercado de trabalho, seja em empresas públicas ou privadas, mas decidem empreender em um negócio próprio. “Tal comportamento mostra o quanto é importante o franqueador estar bem estruturado, fornecer um bom suporte para seus franqueados e acompanhar o desempenho da rede. O franqueador deve auxiliar a rede com programas de capacitação eficazes tanto para o franqueado

quando para a sua equipe, além de promover ações de marketing que contribuam para o fluxo de clientes no seu negócio, bem como ser um inovador permanente e estar atento ao planejamento estratégico dos negócios visando ganhar cada vez mais competitividade no mercado. Quem tiver essa atitude na rede, terá o sistema de franquia desejado pelos novos empreendedores”, comenta a diretora do Grupo. O Grupo também apontou uma mudança no comportamento do franqueado. Houve um aumento de 25% no número de pessoas que não conheciam a marca antes de adquirir a franquia.

“Esse crescimento indica que as pessoas não necessariamente buscam a marca, mas sim uma boa oportunidade de negócio”, explica Cláudia. Sobre o capital necessário para investir na franquia, de acordo com o estudo, a grande maioria dos candidatos aprovados pelas redes não necessitam de financiamento ou venda de algum bem, pois são suficientemente capitalizados para ingressar no sistema. Esse fator também está atrelado a outro ponto levantado que indica que 60% dos perfis mapeados terão sócio na franquia, ou seja, maior possibilidade de obter o montante necessário

ao investimento. Quando o assunto é pontos comerciais, 76% dos franqueados ainda não possuíam ponto comercial e enfrentarão o dilema de escolher um local que seja necessariamente atrativo para implantar o novo negócio. “O importante hoje, devido à escassez de pontos comerciais nos grandes centros, é abrir o leque de opções. Não se pensar somente nos espaços em shoppings centers, mas também em centros culturais, estações de metrô (dependendo do perfil do negócio), grandes hipermercados, além de lojas conjugadas com grandes varejistas e atacadistas”, finaliza Cláudia Bittencourt.

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O Estado da Bahia Incerteza econômica é maior restrição ao crescimento do País, segundo IBR divulgação

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Procura por seguro de celulares aumenta em 252% em 2013 Somente no primeiro semestre de 2013, o Grupo BB E MAPFRE registrou a comercialização de mais de 14 mil contratos.

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om um crescimento de 18 pontos percentuais (p.p.) em relação ao 2º trimestre de 2013, 54% dos empresários brasileiros apontam a incerteza econômica como o principal fator de restrição ao crescimento do Brasil, segundo o International Business Report (IBR) do 3º trimestre da Grant Thornton International. O crescimento - contra os 36% do trimestre anterior - coloca o ambiente econômico à frente da burocracia e regulamentação (53%), tradicionalmente consideradas os maiores obstáculos para o crescimento do Brasil. O País figura na 13ª posição no ranking mundial trimestral no quesito incerteza econômica, estando acima da média global de 42%. O estudo é feito com 12.500 mil empresas em 44 economias, sendo 300 companhias brasileiras.

Outra grande preocupação dos empresários brasileiros é a falta de mão de obra qualificada, com um aumento de 8 %, de 39% no 2º trimestre para 47%, o que prejudica o rápido crescimento das empresas. Considerando que a média global é de 29%, este dado coloca o Brasil atrás somente de países como Filipinas e Vietnã (64%), Índia (57%), Botswana, Látvia, Nova Zelândia e Tailândia (50%). A pesquisa também revelou ainda a crescente preocupação do empresário brasileiro com a infraestrutura de transporte, passando de 29% no 2º trimestre, para 33%, um aumento de 4 p.p. “À medida em que se aproximam os grandes eventos, fica evidente o impacto que a falta de estrutura básica, como transporte, mão de obra qualificada, estrutura de comunicações e ambiente regulatório seguro traz

para a economia. Porém, a grande revelação da pesquisa é a baixa confiança do empresário na política econômica, que em cenário de alta do dólar, baixo crescimento do PIB e rumores de aumento da inflação assustam e retraem investimentos”, comenta Leandro Scalquette, sócio da área de tributos da Grant Thornton Brasil. A burocracia continua a ser um grande entrave para os planos de expansão com 53%, colocando o Brasil na 4ª posição de país mais burocrático do mundo. Entre outros fatores citados pelos líderes como limitação para o progresso da economia brasileira estão: a escassez de capital de giro, a escassez de capital de longo prazo e o custo de financiamento (todos com 24%) e a deficiência em infraestrutura em Informação Comunicação e Tecnologia (ICT, sigla em inglês) (20%).

contratação de seguro para celulares cresceu 252% em 2013, em relação ao mesmo período do ano passado. Somente no primeiro semestre de 2013, o Grupo BB E MAPFRE registrou a comercialização de mais de 14 mil contratos. Entre janeiro e junho de 2012 foram 4 mil apólices vendidas. A venda desse seguro está sendo impulsionada pelo aquecimento desse mercado e pela dissemina-

ção do seguro no País. Uma recente pesquisa da consultoria IDC (International Data Corporation) mostra que entre os meses de abril e junho cerca de 15 milhões de telefones celulares foram adquiridos no País. Destes, 54% eram smartphones e 46% celulares tradicionais. O levantamento também aponta que as vendas de smartphones cresceram 110% em relação ao mesmo período do ano passado. O seguro de Roubo e Furto do Grupo BB E MA-

PFRE repõe o aparelho mediante arrombamento e também oferece o serviço de assistência Help Desk (via telefone ou chat). “A vantagem é que esse tipo de apólice cobre até 75% do valor do celular, em caso de um sinistro. É uma garantia para o cliente”, afirma Nikolaos Tetradis, superintendente de Seguros Especiais do Grupo BB E MAPFRE. O seguro para esse tipo de produto custa, em média, 15% do valor do aparelho. divulgação

Secretaria de Agricultura amplia limites de crédito para produtor rural

O FEAP, da Secretaria da Agricultura, anuncia aumento no teto de financiamento e no limite de renda para agricultores.

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odem ser atendidos pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista – FEAP, produtores rurais pessoas físicas, com renda bruta agropecuária de até 800 mil reais que represente, no mínimo, 50% do total de sua renda bruta anual. Cooperativas e associações de produtores rurais com faturamento bruto anual de até R$ 3 milhões, ou ainda, produtores rurais constituídos como pessoa jurídica com faturamento anual bruto de até R$ 2,4 milhões, também podem fazer parte do programa. Até outubro este programa era destinado ao produtor com renda bruta anual de até R$ 600 mil. O limite de financiamento por beneficiário também aumentou. A partir de agora, pequenos e médios produtores podem adquirir

até R$ 600 mil, porém, será observado o teto definido para cada linha, em caso de solicitação de financiamento em mais de uma linha de crédito. O FEAP é um fundo do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento - SAA, que fortalece e apoia o desenvolvimento dos produtores rurais, pescadores artesanais, suas cooperativas e associações, com linhas de crédito para diversas atividades agropecuárias, subvenção do prêmio de seguros e taxas de juros. Dentro deste contexto, o governo também elevou o teto de financiamento para os projetos de Fruticultura, Integra SP (Lavoura Pecuária Floresta), Avicultura de Corte, Bubalinocultura, Caprinocultura, Café Paulista, Flores e Plantas Orna-

mentais, Ovinocultura, Piscicultura Convencional em Viveiros e Barragens, Piscicultura em Tanques-Rede, Plantio Direto na Palha, Pecuária de Leite e Qualidade do Leite, que passaram de R$ 100 mil para R$ 200 mil, por produtor rural, pessoa física ou jurídica. O Projeto Gestão de Qualidade nas Propriedades Rurais, também teve valor alterado de R$ 100 mil para R$ 200 mil. Neste caso, o FEAP disponibiliza até R$ 500 mil quando os interessados forem cooperativas ou associações de produtores rurais. Para o produtor que pretende adquirir máquinas, o Projeto Máquinas e Equipamentos Comunitários contempla, agora, a aquisição de colhedoras, tratores e implementos agropecuários, automotrizes ou não, como também, veículos

automóveis destinados ao transporte de cargas leves ou pesadas. Para ter acesso ao financiamento de automóveis o teto de financiamento é de 200 mil. Já para a aquisição de máquinas e equipamentos agropecuários este valor pode chegar até R$ 600 mil. De acordo com o secretário executivo do Feap, Fernando Penteado, o aumento do limite para quem quer investir em colhedoras de cana-de-açúcar é de até um milhão de reais, sendo que esta margem pode chegar a 1,8 milhão para financiamentos que incluam, além da colhedora, a compra de outras máquinas e equipamentos. “Para obter o limite máximo de financiamento, o produtor tem que estar de acordo com as especificações do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro Paulista e

se comprometer a eliminar a queima na colheita na área de abrangência da respectiva colhedora”, explica. O Projeto de Apoio a Pequenas Agroindústrias, também anunciado neste pacote de mudanças, contempla produtores rurais organizados como pessoa jurídica, bem como cooperativas e associações, enquadrados como beneficiários do Feap/Banagro. Aqui os itens que podem ser financiados são máquinas, equipamentos e obras civis para a construção de pequenas agroindústrias que utilizem, no mínimo, 50% de matéria prima de produção própria (permitindo também a inclusão de despesas com o projeto da agroindústria). O produtor rural caracterizado como pessoa jurídica teve o limite de financiamento estendido R$

500 mil, já as cooperativas e associações de produtores podem solicitar até R$ 800 mil. O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, disponibiliza, atualmente, 29 linhas de crédito. A taxa de juros estipulada pelo FEAP é de 3% ao ano, com bônus de adimplência de 25% sobre a taxa de encargos de operação, exceto para Pró-Trator e Pró-Implemento. Os interessados têm de três a oito anos para quitar a dívida, com carência de um a quatro anos, dependendo do tipo de crédito adquirido. As linhas de crédito que mais se destacaram nos últimos anos, segundo o secretário executivo do FEAP foram: Custeio Emergencial para a Citricultura Paulista, Pecuária de Leite, Ovinocultura, Fruticultura e Plantio Direto na Palha.


O Estado da Bahia

8 Regina Elias

Destaque Empresarial

A Conquista de novos horizontes, do sonho de menino ao sucesso profissional

(Bahia), o pequeno menino Wudson sempre sonhou em estudar muito, ser advogado e conquistar novos horizontes. Em Barra, estudou no Colégio Santa Eufrásia, Colégio Diocesano Cristo Rei desde o ensino fundamental ao médio. Religioso e com espírito de liderança que o acompa-

nha desde a adolescência até os dias atuais, Wudson adotou uma postura de se manter na luta e no trabalho sério para alcançar os seus objetivos e de seu grupo. Mesmo amando muito sua cidade e seus amigos Wudson deixou Barra e foi para Brasília, onde serviu a Aeronáutica, em seguida,

rumo à capital paulista. Em São Paulo trabalhou na Secretaria de Segurança Pública e posteriormente formou-se em Direito na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas). Tendo como formação acadêmica: Advogado criminalista, especialista na Área Penal, com Certificado

Um sucesso crescente na empresa que adota o lema credibilidade, comprometido com a ética e a honestidade. A qualidade e agilidade nos serviços prestados fazem da Advocacia Menezes Assessoria e Consultoria Jurídica um ícone em seu segmento, nas diversas parcerias em muitas capitais do País. Rodrigo Pieréti Menezes, acadêmico de Direito, pretende seguir os mesmos passos de seu pai Wudson, e está estagiando no empreendimento da família. O menino de Barra conseguiu atingir seu objetivo e sucesso, e merece nossa homenagem, pois ele além de ser um exemplo é um estímulo para todos nós.

É um sucesso, revelando que a perseverança, bons valores e dedicação são ferramentas imprescindíveis para obter êxito.

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udson Menezes Ribeiro, nosso homenageado na Coluna Destaque Empresarial é um sucesso, revelando que a perseverança, bons valores e dedicação são ferramentas imprescindíveis para obter êxito. Filho da cidade de Barra

pela Academia Paulista de Júri. Pós graduado em Direito Processual Penal. O sucesso já presente em sua trajetória profissional, Dr. Wudson Menezes Ribeiro agrega ao longo de sua carreira muitos cargos importantes. Dentre os quais citamos; Membro da Comissão de Assistência Judiciária, Membro das Comissões Prerrogativas, Diretor da Comissão de Defesa das Prerrogativas, Diretor Suplente da Associação dos Advogados do Tatuapé, Secretário Geral da Ordem dos Advogados do Brasil, Presidente da 101ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil e atualmente é Conselheiro Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil Secional de São Paulo. Há 23 anos em seu próprio empreendimento na cidade de São Paulo, com a Advocacia Menezes Assessoria e Consultoria Jurídica. A empresa conta com um pool de profissionais especializados em diversas áreas do Direito para atender melhor aos seus clientes. Atendem nas áreas Cívil, Criminal, Família, Comerciais Trabalhista, Tributária e Empresarial.

País perde espaço nas transações globais e tem a maior tarifa de importações

Sem acesso a produtos importados, empresas nacionais perdem competitividade na exportação de produtos de valor agregado.

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Brasil tem a maior tarifa de importação sobre produtos industrializados entre as economias do G-20 e está fora das grandes cadeias globais. Isso é o que revela um levantamento publicado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), cujos números apontam ser o Brasil um mero abastecedor de linhas de produção que, em outros mercados, darão maior valor agregado a produtos. Os dados mostram que o governo brasileiro usou a última década para promover uma importante elevação nas tarifas de importação. Em 2004, a média aplicada sobre produtos entrando no País era de 10,4%. Em 2008, essa tarifa passou a 11,5%. Hoje ela chega a 13,5%. Se apenas os produtos industrializados forem calculados, na

média ela sobe para 14,1%, a maior entre todas as economias do G-20. O governo brasileiro insiste que tem o direito de aplicar essas tarifas. Isso porque, nos anos 90, se comprometeu na OMC a manter suas tarifas abaixo de 35%. O governo também alega que os países ricos não têm do que se queixar, já que as importações têm sofrido fortes elevações nos últimos anos. De fato, a OMC constata que o Brasil seria um dos principais importadores do mundo, com aumento médio de 17% ao ano entre 2005 e 2012. Só a China aumentou em 33% a cada ano suas vendas ao Brasil desde 2005. Ainda assim, especialistas apontam que o comportamento protecionista brasileiro pode estar tendo um impacto na produção nacional e afetando até mesmo as exportações.

Isso porque as barreiras estariam impedindo que multinacionais optem por escolher o País como base de exportações de alto valor agregado que necessitem de insumos vindos de fora. As tarifas ainda estariam dificultando o acesso de empresas nacionais a produtos de ponta, prejudicando sua competitividade para depois exportar produtos de maior valor agregado. De tudo que se vende no Brasil ao mundo hoje, 88% é de fabricação inteiramente nacional. A taxa é uma das mais altas do mundo e só é superada por Brunei e por Arábia Saudita, com mais de 90%. A taxa brasileira ainda está bem acima dos 75% da média mundial. Os dados mostram que, o Brasil se transformou nos últimos anos em mero abastecedor de cadeias produtivas estran-

geiras que, montarão produtos finais com alto valor agregado. Hoje, o Brasil é o 100° maior exportador de bens intermediários. Dos US$ 242 bilhões vendidos em 2012, US$ 168 bilhões serviram para fornecer outros países na construção de um produto final, e de maior valor. divulgação

A tarifa média cobrada para a importação de produtos industrializados no Brasil tem a maior taxa entre todos os países que compõem o G-20


Saúde

O Estado da Bahia

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Em foco

Barreiras tem uma grande demanda na área de saúde no oeste baiano

Projeto busca reabilitação de traumatismos a partir de jogos virtuais intuitivos

Secretária de Saúde de Barreiras, Regina Figueiredo fala da complexidade da região Pesquisa, demonstrada a partir de jogo de xadrez virtual com gestos intuitivos OEB: Temos maior cen- região. Não é só na mega do uma rede de atenção, to grande? tro de referência em saúde, complexidade onde o SUS para atender melhor os como touch, recebeu menção honrosa. no municípios de Barreiras. Regina, o que será feito futuramente na questão de melhorias na saúde, sendo que Barreiras atende toda a micro-região?

“A demanda é nosso objeto chave, nós atendemos aqui praticamente todo o Oeste, somos 15 municípios pactuados na micro

é procurado atendimento, mas também na atenção básica, nós atendemos casos e casos, isso é bom porque atende o cidadão , mas também dá um desequilíbrio nos serviços oferecido. Não é incomum ver e ouvir reclamações, porque a estrutura montada não é para todo o Oeste da Bahia, por isso estamos construin-

usuários do SUS. Temos também aprovado, um consórcio e isso é um avanço, porque entendemos que ele facilitará para que os municípios de maneira integrada, nos custos e nos benefícios, possam atender melhor. “ OEB: A demanda dos municípios vizinhos é mui-

Sim, há uma demanda grande dos municípios vizinhos, temos 12500 cartões SUS a mais da população de Barreiras. Quem vive aqui não chega a 70% dos portadores de cartão SUS, ou seja, temos cerca de 57500 de cartão SUS a mais do que deveríamos ter, se atendêssemos somente a população de Barreiras. Raíssa Almeida

Cirurgia para tratamento da apneia reduz pressão arterial durante sono

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ma pesquisa inédita realizada pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) apontou que a cirurgia para tratamento de apneia é também eficaz na diminuição da pressão arterial durante o sono. O resultado do estudo foi publicado na última edição da “Laryngoscope”, nos EUA, a mais influente revista científica da especialidade no mundo. A apneia está presente em 9% da população mundial e em 30% dos paulistanos, com maior incidência em obesos.O estudo foi feito com pacientes que passaram pelo procedimento cirúrgico, entre 2009 e 2010. A pressão arterial foi

medida durante 24 horas, em dois momentos: antes da cirurgia e seis meses depois do procedimento. “Constatamos que houve diminuição da pressão arterial durante o período de sono, o que significa um descanso mais tranquilo e representa uma trégua para o coração, que faz menos esforço para bombear sangue pelo corpo”, diz o professor Michel Cahali, otorrinolaringologista do Iamspe e responsável pelo desenvolvimento da técnica Faringoplastia Lateral, implantada na instituição em 2006. A autoria do trabalho é da pós-graduanda Carolina Ferraz de Paula Soares, que foi orientada pelo professor Cahali. “A apneia ocorre quando

o músculo da garganta relaxa a ponto de interromper a respiração e a pessoa sufoca várias vezes durante a noite. Com isso, ronca, dorme mal e tem maior risco à pressão alta, infarto ou acidente vascular cerebral”, detalha o médico. O especialista explica que a cirurgia é uma plástica na musculatura da

garganta, para abrir espaço. É indicada para pessoas com até 65 anos, com saúde estável e que não tenham obesidade acentuada. “Em um mês, o paciente já sente a melhoria na qualidade do sono e, após seis meses, o exame de polissonografia é repetido para verificar objetivamente os divulgação resultados.”

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ma pesquisa que utiliza jogo de xadrez virtual com foco na reabilitação de traumatismos pode ter aplicações na reabilitação de indivíduos com determinados traumatismos e auxiliar em processos de reabilitação mais rápidos e eficientes. Desenvolvido nos programas de pós– graduação em Ciência da Computação e Biotecnologia da Universidade Federal de São Carlos, o trabalho recebeu o título de Menção Honrosa. A pesquisa premiada, intitulada “Gesturechess: tarefa dupla em ambiente virtual”, foi desenvolvida no Laboratório de Visualização Imersiva, Interativa e Colaborativa do DC e envolve conceitos de Biomecânica, Interação Humano Computador e Neurociência. A proposta está inserida no projeto “Desenvolvimento de técnica para prevenção de atrofia muscular da articulação glenoumeral”,. Com o tema “Determinantes Sociais de Saúde e Ações Interprofissionais”, o trabalho teve supervisão do professor Luis Carlos Trevelin, do Departamento de Computação, e autoria dos estudantes Alexandre Fonseca Brandão, Diego Roberto Colombo Dias e Gustavo Jordan Castro Brasil. Na prática, o projeto premiado consiste no desenvolvimento de possibilidades para que um usuário manipule um jogo de Xadrez virtual apenas com gestos intuitivos como “touch” de aplicativos similares ao dos gestos reconhecidos pelo Kinect para selecionar e soltar uma peça. É como um clique manual no espaço capaz de ser reconhecido por câmeras ligadas ao computador. O paper ressalta a escolha do xadrez por ser um “jogo de estratégia e tática que demanda considerado

desempenho cognitivo e, concomitantemente, mínima atividade motora do membro superior”. Como este tipo de jogo requer ações de grupos musculares constituintes da articulação do punho, cotovelo e ombro, os pesquisadores acreditam que a ação promove o aumento nas tarefas motoras dos membros superiores e estimula a “neuromodulação e/ou o aumento de ramificações das redes neurais relacionadas principalmente aos lobos cerebrais”. Tais benefícios estão relacionados, neste caso, ao lobo parietal, associado ao raciocínio matemático e estímulos sensoriais, diretamente relacionado ao cálculo de probabilidades de movimentação das suas peças e de seu adversário no tabuleiro de xadrez; ao lobo frontal, associado ao controle motor geral; e ao lobo occipital, associado aos estímulos visuais e suas interpretações. Segundo Trevelin, a pesquisa pode ter aplicações na reabilitação de indivíduos com determinados traumatismos. As contribuições para área da Saúde, ressalta o professor, têm relação com “o próprio objetivo, na medida em que pode auxiliar na reabilitação mais rápida e eficiente”. Trevelin ressalta a característica multidisciplinar da unidade e principalmente o trabalho desenvolvido a partir de conceitos como interatividade e colaboração em ambientes de visualização avançada e realidade virtual. “Temos trabalhado tanto com interfaces gestuais, para diferentes aplicações, inclusive como forma de interação com as aplicações de visualização, bem como em modelos de colaboração síncronica entre sites remotos, com cavernas virtuais, como a de visualização 3D do LAVIIC”, enfatiza o professor.


O Estado da Bahia

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Mercado de Certificação Socioambiental tem ampliado no Brasil nos últimos anos

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mercado de certificação socioambiental tem se ampliado no Brasil nos últimos anos. O selo mais procurado é o FSC ®, que certifica o bom manejo de florestas plantadas e nativas, visando ao menor impacto na floresta e à conservação de recursos naturais. Também certifica a cadeia de custódia pela sua rastreabilidade e questões de saúde e segurança ocupacional na indústria, numa gama de produtos que vai de papel e madeira a óleos, sementes e cosméticos. O selo se tornou popular por ser usado em peso pela indústria de papel e celulose e estar presente, por exemplo, em embalagens o que o torna visível a todo mundo. No mundo já são mais de 180 milhões de hectares de florestas certificados FSC ® somam mais de 20 mil certificados. Além dele, há uma série de outras certificações ambientais. Para produtos agrícolas e pecuária susten-

tável, por exemplo, existe a certificação RAS (Rede de Agricultura Sustentável). No ano passado, a 5ª edição da Feira Brasil Certificado contou com 32 expositores apresentando experiências com projetos de certificação socioambiental FSC® e RAS. Roberto Smeraldi, diretor da Oscip Amigos da Terra e membro do conselho da Iseal Alliance, ONG mundial que estabelece padrões de sustentabilidade para diversas certificações, comenta que após uma fase de “infância e adolescência” dos selos, alguns deles estão entrando na vida aulta. Ele define essa primeira fase como aquela em que ter um selo era entendido como uma coisa diferenciada. E esse prêmio acabava se convertendo em preços maiores. “Entendia-se que o produto certificado era de ponta, voltado para a elite, mas a indústria de papel e celulose colocou o selo num outro patamar, de que não dá mais para trabalhar sem ele”, diz. ‘É qase uma

obrigação ter, e um problema para quem não tem”. Isso não vale ainda para a madeira, que apesar de vir crescendo, o selo se mantém num nicho mais caro. Também é restrito para a agricultura sustentável. Mas Smeraldi diz acreditar que esse setor tem potencial para também fazer essa transformação. Além de garantir que o produto veio de área não desmatada, a RAS também certifica sobre uma série de critérios ambientais, como área florestal da propriedade agrícola estar de acordo com o Código Florestal (obedecendo os limites de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente), não usar alguns produtos químicos que, mesmo autorizados por lei, causam danos ao meio ambiente e não são permitidos pela certificação, e respeitar os direitos trabalhistas. Segundo Smeraldi, outro setor que está se mobilizando é o da laranja. “Não são muito empresários, é mais fácil se adequar.”

divulgação

“No mundo já são mais de 180 milhões de hectares de florestas certificadas”

Região do Nordeste Cresce acima da média do País Expansão ainda não se reflete na qualidade de vida da população, que sofre com problemas como educação e saneamento.

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região Nordeste desponta no cenário nacional por seu avanço econômico acelerado, bem acima da média das demais regiões. Diversos indicadores confirmam a continuidade da tendência positiva de aumento da participação da região no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, de elevação do PIB per capita e do incremento do volume de investimentos direcionados para os estados nordestinos. Dados do último Boletim Regional Trimestral do Banco Central indicam que o Nordeste liderou o crescimento no Brasil entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013. No período, a atividade de economia da região cresceu 2,1% em relação ao trimestre finalizado em novembro de 2012, quando havia aumentado 0,7% na mesma base de comparação. Em menor proporção, as atividades econômicas das Regiões Sudeste e Centro-Oeste tiveram avanço de 1,4% respectivamente no mesmo período, seguidas pela Região Sul, com 1,0%, e Norte com apenas 0,2% de expansão. O Nordeste atingiu 13,5% de participação no PIB nacional, o maior porcentual da série histórica iniciada em 1995 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avan-

ço dos estados nordestinos entre 2002 e 2010 foi de 0,5 ponto porcentual, menor apenas que o ganho da Região Norte, de 0,6 pontos percentual. Entre 2002 e 2010, o PIB da Região Nordeste passou de R$ 191,5 bilhões para R$ 507,5 bilhões, um avanço de 165%, menor apenas que a expansão do PIB das Regiões Norte e Centro-Oeste. O Nordeste registrou ainda a maior taxa média anual de crescimento do PIB per capita, de 3,12% entre 2000 e 2010, assim como a Região Norte. No mesmo período, o PIB per capita brasileiro se elevou a uma taxa anual média de 2,22% e no Sudeste, região mais rica do País, cresceu a taxas médias de 1,81%. “Todos os estados do Nordeste registraram um crescimento de PIB per capita maior do que a média nacional, o que está de acordo com o processo de convergência que observamos no avanço da economia brasileira, com os mais pobres com tendência a crescer mais”, afirma Guilherme Resende, coordenador de Estudos Regionais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Quanto a qualidade de vida. Apesar do otimismo nos indicadores econômicos, o desenvolvimento do Nordeste ainda não se reflete na qualidade de vida da população. “Os

investimentos na diversificação da economia fazem com que determinados municípios puxem o crescimento regional, mas isso não ocorre necessariamente nas demais localidades do entorno. O Nordeste apresentou o menor índice de Desenvolvimento Humano Municipal 9IDHM) do Brasil em 2000 e 2010, embora seu crescimento em 2,5% no período tenha sido superior à média nacional e as demais macrorregiões. “O fato de a região ter tido o maior porcentual de avanço é muito positivo, mais isso pode encobrir fatores que sempre acabam deixando o Nordeste para trás, como o elevado índice de analfabetismo. Oportunidade. A busca por melhores condições de vida e por um diferencial na distribuição de renda são os fatores que ainda tornam o Nordeste a região com maior saída de emigrantes para outras regiões do País. Projeções do IBGE para 2020 e 2030, divulgadas em 29 de agosto, apontam que a Bahia deve ter o saldo migratório com o maior volume negativo, isto é, com maior saída de emigrantes do que chegada de imigrantes. Também terão saldos migratórios negativos ainda expressivos, acima de 10 mil emigrantes, os Estados do Maranhão, Ceará, Alagoas, Piauí e Pernambuco, estima o IBGE.

Monitoramento do Cemaden permite antecipar desastres naturais causados por eventos extremos de tempo

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om a chegada da temporada de chuvas, a importância da adoção de medidas preventivas para reduzir os efeitos de desastres naturais são reforçadas. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/ MCTI), criado em julho de 2011, é responsável por gerenciar as informações emitidas por pluviômetros, radares e previsões climáticas. Desse modo, o Brasil já iniciou o debate para a adoção de medidas com visão

de longo prazo. De acordo com o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, o Brasil é um país “mediamente vulnerável” às mudanças climáticas. As áreas de maior risco são as do semiárido e as cidades, em função da frequência de eventos extremos de chuva e seca. “No Brasil ainda estamos criando resiliência aos extremos climáticos de hoje, mas não é o nível adequado de adapta-

ção. O País precisa de políticas públicas de longo prazo”, afirmou o secretário, em palestra no simpósio “Mudanças climáticas e desastres naturais no Brasil – desafios e oportunidades para o setor de seguros”. Segundo ele, pesquisas demonstram que chuvas intensas vão ocorrer com mais frequência no futuro. A implantação do Cemaden elevou o Brasil a um novo patamar na capacidade de antecipar desastres naturais causados por eventos extremos de tempo.

divulgação/ Cemadem


O Estado da Bahia Pesquisa mostra aumento de 867 mil novos formandos no ensino superior atualmente. divulgação

Produtores rurais e universidade do Oeste da Bahia fazem parceria para fomentar pesquisa científica

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2012 (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, dentre a população com 25 anos ou mais, o percentual de pessoas sem instrução diminuiu de 15,1% para 11,9% entre 2011 e 2012. Já a proporção dos brasileiros que possuíam nível fundamental incompleto ou equivalente aumentou de 31,5% para 33,5% no mesmo período, e o per-

centual de pessoas com nível superior completo passou de 11,4% para 12,0%, um aumento de 6,5% (ou 867 mil pessoas a mais), num total de 14,2 milhões de pessoas.Em relação à média de anos de estudo das pessoas de 10 anos ou mais, houve aumento de 0,2 anos, passando de 7,3 em 2011 para 7,5 em 2012. Aproximadamente 60,9 milhões de pessoas possuíam pelo menos 11 anos de estudo. Na região Nordeste, o percentual de pessoas com 11 anos ou mais de estudo

foi de 28% em 2012, maior que os 27,2% de 2011, enquanto na região Sudeste a proporção foi de 41,8% em 2012 e de 40,4% em 2011. Os dados da taxa de escolarização mostram que, em 2012, 98,2% das crianças de 6 a 14 anos frequentavam a escola, mesmo percentual observado em 2011. Para os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização em 2012 foi de 84,2%, superior à de 2011 (83,7%). Na faixa de 18 a 24 anos, o percentual estava em 29,4%.

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eitores, diretores, professores e coordenadores de instituições de ensino superior do Oeste da Bahia participaram de um café da manhã, organizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia . O objetivo do evento foi estreitar as relações entre produtores rurais e universidades para promover a produção científica na região. “O que queremos é dizer quais são as necessidades do agronegócio, ouvir as

demandas das universidades e buscar caminhos e parcerias para que os pleitos possam ser atendidos. Vamos unir ações para incentivar a pesquisa, disseminar o conhecimento e estruturar o agronegócio e as universidades do Oeste da Bahia.”, afirmou Júlio César Busato, presidente da Aiba. A diretora do Ifba, Dicíola Baqueiro, comunicou que, com a mudança na institucionalidade da Ifba, ele passa a oferecer cursos universitários também.

“Essa parceria nos interessa muito, principalmente agora. A implantação de pesquisa e tecnologia é sim nossa intensão.”, comemorou Dicíola. Foi solicitado aos representantes das universidades que a Aiba faça parte da CPA de cada uma das instituições, o que foi acatado por todos. O passo seguinte será a indicação, de um professor e um aluno para comporem a equipe que definirá os termos da parceria. divulgação


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Agronegócio inova e puxa crescimento da economia

Enquanto o setor agrícola investe cada vez mais em tecnologia e expande a produção a indústria recorre ao estado com problemas.

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nquanto o setor agrícola investe cada vez mais em tecnologia e expande a produção a indústria recorre ao estado para resolver seus problemas. Quando se olha para o desempenho da agricultura, a sensação é a de que existem dois Brasis: um que anda para a frente e outro que patina. A agricultura e a pecuária aumentam sua produção ano a ano, sem ocupar novas áreas, e suas exportações crescem no mesmo ritmo. Se o resto do País – em especial a indústria – andasse no mesmo ritmo, o Brasil estaria noutro patamar. Mas os números mostram que a agri-

cultura está rebocando o restante da economia – que se arrasta como um carro com o freio de mão puxado. Com dois setores de um mesmo País podem se comportar de maneira tão distinta? Especialistas apontam um motivo de ordem histórico e outro geográfico. O histórico é a relação entre esses dois setores e o Estado. Os fabricantes de máquinas e insumos agrícolas e os produtores se servem do setor público na forma de institutos de pesquisa e órgãos de assistência técnica que apresentam soluções que impulsionam sua produtividade e competitividade, observa o economista José

Roberto Mendonça de Barros. Já a indústria, “quando tem um problema, pede ajuda ao governo, na forma de redução de seus impostos e de aumento das tarifas de importação”. O governo invariavelmente atende, e a indústria não tem incentivo para investir em inovação. Na agricultura, “a inovação foi facilitada pelas especificidades geográficas”, analisa Mendonça de Barros. “Não dá para importar tecnologia para a agricultura brasileira, que é tropical”, concorda o empresário Pedro de Camargo Neto. “É a mesma situação do petróleo”, compara Mendonça de Barros. “O Brasil desenvolveu a tecnologia do pré-sal

porque ninguém viria aqui fazer isso por ele”. Para o economista, “a inovação tecnológica faz parte do dia a dia dos fabricantes de insumos e máquinas e dos produtores grandes, médios e pequenos”. Em contraste, no setor industrial, multinacionais se instalam no País para se beneficiar do protecionismo tarifário oferecido ao parque nacional, e adaptam-se ao ambiente de preços altos, margens de lucros grandes e quase nenhum investimento em pesquisa e desenvolvimento. No ano passado, o saldo comercial da agropecuária foi de US$ 79,4 bilhões e o da economia brasilei-

ra como um todo, de US$ 19,4 bilhões. “Se não fosse o agronegócio, o saldo teria acabado há muitos anos”, estima Rodrigues, ministro da Agricultura entre 2003 e 2006. O abismo se aprofunda mês a mês. O saldo do agronegócio continua crescendo, porém em ritmo mais lento do que a queda do setor industrial, do qual se originam as outras exportações. Tanto assim que, de agosto de 2012 a julho de 2013, o saldo comercial do agronegócio foi de US$ 83,9 bilhões e o do Brasil como um todo, de US$ 4,5 bilhões. Significa dizer que, sem o agronegócio, haveria um déficit de US$ 79,4 bi-

lhões. Produtividade. Internamente, a eficiência da agropecuária se mede pela relação entre produção e área ocupada. De 1990 a 2011, a área plantada de grãos expandiu 40% enquanto a produção cresceu 220%. Hoje a área plantada de grãos é de 53 milhões de hectares. Se a produtividade não tivesse aumentado, seriam necessários mais 66 milhões de hectares para produzir a atual quantidade de grãos. “Houve um espetacular aumento da produção sem necessidade de desmatar”, ressalta Roberto Rodrigues, que também é produtor.


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Estudo aponta melhorias para pequenos negócios que desejam lucrar na Copa 2014 Sebrae acompanhou micro e pequenas empresas durante a Copa das Confederações e destaca perspectivas para o mundial

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urante os jogos da C opa das Confederações, o Sebrae acompanhou de perto o desempenho das empresas em três cidades-sede – Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e Belo Horizonte (MG) – para diagnosticar a performance dos pequenos negócios durante o evento esportivo. O levantamento identificou pontos fortes nos centros de artesanato e nos centros gastronômicos, como a valorização da identidade local, mas ainda restam alguns pontos de melhoria a serem trabalhados, visando às oportunidades de negócio na Copa 2014. Entre os principais pontos críticos identificados pelo Sebrae durante a Copa das Confederações estão a falta de sinalização externa do negócio com placas, acessibilidade para pessoas com deficiência, inexistência de tabelas de preço ou menu em outros idiomas, ausência de identidade visual da marca e ações

sustentáveis. como coleta seletiva e adoção de programas de resíduos sólidos. “O fluxo de visitantes entre as cidades-sede do Mundial pode gerar uma série de oportunidades. Por isso, estamos atentos e queremos construir boas alternativas para que as empresas façam negócios e se tornem mais competitivas”, ressalta o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. De um modo geral, as regiões observadas no Rio de Janeiro – Rio Antigo, Grande Tijuca, Maracanã e Container da Praça Sans Peña – apresentaram bons resultados nas questões ligadas à segurança e saúde como, por exemplo, a manipulação adequada dos alimentos. A diversificação do portfólio de produtos e serviços, distribuição e entrega, também foram bem avaliados. Já para os itens ligados à comunicação e ao atendimento ao cliente, os resultados foram insuficientes (de 0 a 100 pontos, esses

quesitos ficaram abaixo dos 50). Divulgação do negócio por meio de panfletos, ações de marketing ou sites, promoção e estratégias de fidelização do cliente foram identificados pelos observadores como pontos a serem melhorados. Na apresentação dos cardápios e tabela de preços, por exemplo, é baixo o número de empresas que apresentaram design inovador e cardápio em vários idiomas. O local visitado com maior pontuação nos quesitos avaliados foi a região do entorno do Maracanã, que se destacou pela sinalização externa, acessibilidade, exposição e diversificação de produtos. Mas, ainda existem pontos de melhoria como as questões relacionadas aos preços, que ainda são altos em relação à comercialização em outros pontos fora da arena, promoções e estratégias de fidelização do cliente. Aliás, esses aspectos negativos também foram observados nos demais pontos cariocas

Para aproveitar as oportunidades oferecidas pelos grandes eventos, o empresariado precisa investir mais em soluções de design nos cardápios, bem como tradução bilíngue dos pratos. Soluções voltadas para vitrinismo e layout das lojas, a fim de chamar a atenção dos clientes, são outros investimentos necessários que já foram, inclusive, aplicados pelo Sebrae nos circuitos gastronômicos que trabalham com divulgação e promoção da cachaça, integrando na cadeia da gastronomia como um produto de forte brasilidade. “Agregar valor aos produtos com aspectos relacionados à identidade local e ações de fidelização do cliente, como investir na criação de um passaporte que o consumidor possa utilizar em outros estabelecimentos do Rio, podem ajudar a fomentar ainda mais o sucesso dos pequenos negócios”, sugere Barretto. divulgação

Mapa auxilia em ações para garantir segurança alimentar

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processo de fiscalização do uso e comércio de agrotóxicos em alimentos passa, no Brasil, por diversas etapas e é realizado pelos governos estaduais e do Distrito Federal. Apesar de não ser de competência do governo federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também auxilia com ações para promover o uso correto dessas substâncias pelos agricultores. É de responsabilidade do Mapa o registro dos agrotóxicos após manifestação do órgão de saúde e meio ambiente e também a realização da fiscalização de rotina da produção, importação e exportação. No entanto, outras ações também são realizadas para auxiliar no controle do uso desses produtos, seja repassando informações para os órgãos locais competentes, procedendo estudos visando facilitar o registro de agroquímicos para culturas menores conhecidas como Culturas de Suporte Fitossanitário Insuficiente (CSFI) e também incentivando o agricultor a adotar práticas sustentáveis de produção. O controle das etapas de fiscalização garante um produto de qualidade na mesa do consumidor, segundo o coordenador-geral de agrotóxicos, Luís Rangel. “Não há riscos para a população. Todos podem consumir frutas e verduras tranquilamente e com toda a segurança, conforme recomenda a organização Mundial da Saúde. As não-conformidades em produtos alimentícios no Brasil são apenas de ordem regulatória e burocrática e não representam risco real científico, conforme mostrou trabalhos realizados por pesquisadores da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agri-

cultura (FAO) e da Universidade de Brasília (UnB)”, destaca. Uma das ações realizadas pelo Mapa é o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes de Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal), pelo qual é feito o monitoramento dos produtos vegetais para verificar se o agrotóxico utilizado na cultura atende ao Limite Máximo de Resíduos (LMR) permitido no produto. A partir dos resultados das análises, os governos estaduais e do Distrito Federal são informados dos resultados encontrados visando subsidiar as ações de fiscalização do uso dos agroquímicos no campo. Um dos principais motivos de violação do LMR é a falta de produtos regulamentados às culturas menores, o que leva alguns agricultores a utilizarem produtos autorizados para produções semelhantes, o que é ilegal. . Com o objetivo de fomentar o aumento de estudos que viabilizem opções de defensivos às CSFI, o governo federal publicou a Instrução Normativa Conjunta (INC) nº 1, de 23 de fevereiro de 2010. A INC prevê a autorização de uso dos produtos para as pequenas culturas enquanto ocorre a condução dos estudos, baseado em critérios técnicos e de segurança, sem que incorra em riscos à saúde humana e ao meio ambiente. O Ministério ainda incentiva os produtores a adotarem práticas agrícolas menos agressivas ao meio ambiente, por meio do fomento à Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) e à produção orgânica. A pasta tem programas específicos de incentivo às duas práticas, como linhas de crédito para financiar a adoção de produção orgânica no campo.


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Premiação os Melhores dos Maiores Secretário da Agricultura alerta em 2013 homenageia 20 empresas que questões trabalhistas podem

Abertura de novos horizontes em tempos difíceis resulta em sucesso e premiação merecida.

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Associação Comercial de São Paulo promoveu o prêmio Balanço Anual / Melhores dos Maiores, em que 20 empresas se destacaram em seus segmentos. Empreendedores encontram o sucesso em tempos conturbados, assumindo riscos com inteligência, resultando em recompensa pelo trabalho desenvolvido. As Companhias premiadas em 2013, selecionadas pela FGV são: CBMM, Cargill, Cálamo, Trop, Serpova, Cemig, Pa-

gue Menos, BTG Pactual, Bradesco Saúde, Tip Top, Grendene, Renner, Kinross Brasil, CEG Rio, Bayer, Sabesp, Carrefour, Vivo, Balaroti e Embraer. Os dados das empresas premiadas foram avaliados pela EAESP/FGV, responsável pela geração do ranking das campeãs de 20 setores da economia. Cerca de 450 pessoas compareceram ao teatro do Hotel Renaissance, em São Paulo. Para Rogério Amato presidente da FACESP E

ACSP, os empresários e administradores brasileiros, demonstraram sua capacidade de adaptação de negócios a um ambiente pouco amigável. “Eles usaram a criatividade e a persistência para expandir o empreendimento. As empresas enfrentam não apenas os desafios de mercado, mas também incertezas decorrentes da flutuação excessiva da atividade econômica” conclui Rogé rio. Raíssa Almeida

inviabilizar cafeicultura na Bahia

O simpósio acontece num momento importante para os produtores de café do Brasil, em que o Conselho Monetário Nacional aprovou a renegociação. divulgação

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burocratização das questõ es trabalhistas inviabiliza a atividade cafeeira no Brasil e na Bahia. Essa afirmação foi feita pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, durante a palestra que marcou a abertura do VIII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, com o tema “Atividade Cafeeira com Sustentabilidade e Inclusão Social”. Além de apresentar o panorama atual da situação da cafeicultura na Bahia, o secretário afirmou, com a experiência de quem foi diretor, vice-presidente, presidente por duas vezes da Assocafé e criador do concurso de cafés especiais na Bahia com grãos selecionados premiados nacional e internacionalmente, que a sustentabili-

dade do setor cafeeiro está diretamente relacionada à questão trabalhista. “Tenho uma história dedicada à cafeicultura, participei dos grandes eventos nacionais e internacionais do café e conheço de perto as dificuldades enfrentadas pelos cafeicultores do Estado. A inclusão social passa pela deburocratização trabalhista. Muitas fazendas de café estão fechando por conta desse problema”, enfatizou. O simpósio acontece num momento importante para os produtores de café do Brasil, em que o Conselho Monetário Nacional aprovou a renegociação e o adiamento do pagamento de dívidas de cafeicultores com vencimento entre julho de 2013 e junho do próximo ano, transferido para 2015. A medida, aprovada, está restrita aos produtores

de café da variedade arábica e suas cooperativas. “É evidente que demos um passo importante, mas é um absurdo que o café conillon não tenha sido contemplado, porque essa variedade está passando por um momento muito complicado que precisa ser revertido”. Eduardo Salles lembra que no período em que esteve à frente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), propôs o “Simples” para a cafeicultura, (regime tributário diferenciado semelhante ao aplicado em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), sem perdas para trabalhadores e produtores. “Atualmente o trabalhador que recebe por produtividade atua na colheita de uma fazenda e vai migrando de uma para a outra de acordo com a remuneração.


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Banca Barro Branco

Pça: Novaes Moretti, 20 Tel.: 2204-2899

Av. Nova Cantareira, 3255 Tel.: 2991-4229

Banca Cultural

Banca Saguairu

Pça: Sergio ALves Matos S/N - LEM Tel.: 77 9111-8643

Banca Duduca

Av. Gal Atatiba Leonel, 22630 Tel.: 2283-5568

Rua: Saguairu, 1023 Tel.: 95993-8497

Banca Flores

Rua: Tenente Pena, 10 Tel: 95239-1215


O Estado da Bahia

EMPRESA DESENvOLvE UM NOvO BAIRRO NA CIDADE BAIANA DE CAMAÇARI Empreendedor da loteadora levará infraestrutura para fazenda de 1.6 milhões de m².

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mpreendedor da loteadora levará infraestrutura para fazenda de 1.6 milhões de m² em empreendimento de alto padrão. Aos moldes do que ocorreu em Barueri, em 1973, com a construção de Alphaville, a loteadora Cipasa quer construir um bairro inteiro onde antes havia uma fazenda. O empreendimento será em Camaçari, nos arredores de Salvador (BA), e, assim como o Alphaville, em Barueri (SP), quer atrair os novos moradores da área: executivos que vão trabalhar nas empresas da região. A cidade baiana abriga um polo industrial com cerca de 90 empresas. Tradicional no setor da indústria química e petroquímica, com a Braskem, o polo

tem crescido com a chegada do setor automotivo, com empresas como a Ford a Continental e Brigestone, ambas de pneus. Apesar do desenvolvimento econômico, a cidade ainda está em 2078°, de 5565, no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Por meio de uma permuta com o proprietário, a empresa adquiriu um terreno de 1,6 milhões de metros quadrados área equivalente ao parque Ibirapuera. Agora, vai construir ruas, calçadas, levar água, energia e toda a infraestrutura necessária ao bairro. A partir daí, a empresa vende os loteamentos para futuros moradores ou mesmo incorporadoras. A ideia é fazer espaços para empreendimentos comerciais, de escritórios,

residenciais e parques. O financiamento, em dez anos, é oferecido pela própria Cipasa, controlada pela gestora de fundos HSI investimentos. Será o primeiro empreendimento desse porte desde que a nova controladora assumiu a empresa. A HSI consegue dinheiro, sobretudo, com investidores estrangeiros – como universidades e fundos de pensão dos EUA. A própria Cipasa não faz a incorporação nem a construção dos prédios. Sua ideia é construir um bairro inteiro onde antes havia apenas mato. Ao todo, serão 250 lotes residenciais. Um terreno de aproximadamente 600 mil m² será doado ao poder público, para um parque que deverá ser administrado em conjunto com a futura asso-

“O EMPREENDIMENTO SERá UM MODELO DE ALPhAvILLE, SÃO PAULO.” ciação de proprietários do Vívea – uma das propostas do projeto. Segundo Pedro Lodovici, executivo da Cipasa, a empresa foca justamente nesses polos de crescimento. Além de estudos demográficos, a loteadora realiza viagens para descobrir quais cidades receberão investimentos e hierarquizar os lugares mais pujantes economicamente. divulgação

PELo

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BRASIL IMPULSIONA AUMENTO NO PREÇO DO TRIGO ARGENTINO.

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om a falta de chuva no norte da Argentina, um dos principais fornecedores de trigo do País, o preço do produto teve considerável aumento, embora o valor seja variável de acordo com a região. A média da oferta aparece em valores próximos a US$ 240,00, afirma a Bolsa de Comércio de Rosário. O contrato de janeiro aumentou US$ 6,70 por tonelada, fechando a rodada com US$ 236,70.

Valor que não impedirá as usinas do Brasil de adquirir o trigo argentino. De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo, Alberto Alzueta, “a demanda brasileira é alta, e com as fortes chuvas e geadas no estado do Paraná, a colheita que de 2,7 milhões de toneladas, foi reduzida a 2 milhões de toneladas, obrigando os brasileiros a procurar o trigo vizinho”, pontua.

SãO PAULO SE DESTACA NAS ExPORTAÇõES DO AGRONEGÓCIO

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s exportações do agronegócio atingiram a cifra de US$ 10,17 bilhões, o equivalente a 47,4% do total exportado pelo Brasil São Paulo foi o estado que mais exportou e atingiu a cifra de US$ 2,2 bilhões, valor que representa um aumento de 12,3% em relação a agosto de 2012. De janeiro a agosto de 2013, as exportações do estado atingiram a marca de US$ 14,12 bilhões. O complexo sucroalcooleiro foi o principal setor exportador com US$ 6,2 bilhões,

aumento de 29,6% em relação ao mesmo período de 2012. Logo em seguida, aparece o setor de carnes com US$ 1,6 bilhão, valor que representa um crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, os produtos mais exportados em São Paulo foram o açúcar de cana em bruto (US$ 3,5 bilhões) com um aumento de 28,1% e o açúcar refinado (US$ 1,5 bilhão) com um crescimento de 23,6%, comparados ao mesmo período de 2012.

42,9% DOS DOMICíLIOS DO BRASIL CONTINUAM SEM REDE DE ESGOTO

PRODUÇãO DE PNEUS AUMENTA 3,7% NOS PRIMEIROS OITO MESES DO ANO

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produção brasileira de pneus cresceu 3,7% até o final do 2° quadrimestre de 2013 ante 2012, chegando a 45,79 milhões de unidades, de acordo com os dados da ANIP, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos. No primeiro semestre a expansão havia sido maior, de 6,7% em relação ao mesmo período de 2012, passando de 31,68 para 33,79 milhões de unidades. No mesmo período de oito meses neste ano as importações de pneus, não

incluindo os destinados a veículos de duas rodas, cresceram 14,2%, atingindo 19,26 milhões de unidades ante 16,86 milhões no mesmo período de 2012. No total os pneus importados responderam por 39% do consumo aparente. “Estamos avaliando com o governo federal medidas que possibilitem ampliar a competitividade dos fabricantes no país, para dar continuidade ao importante programa de investimentos que vem sendo efetuado, sem correr o

risco de estar investindo em capacidade ociosa. E também para atrair novos investimentos necessários para acompanhar o projetado crescimento do setor automotivo brasileiro, previsto no projeto do Inovar-Auto”, informa Alberto Mayer, presidente executivo da ANIP. Ele comenta que 70% dos custos da indústria vêm de insumos importados ou cotados em dólar, que inclusive balizam os preços das mesmas matérias primas nacionais, de modo que a desvalorização

do real não representou um reforço para a competitividade do setor. “E os fabricantes do país têm a desvantagem adicional de maior carga tributária e os custos da burocracia e da infraestrutura logística deficiente” diz . “Além do alto investimento numa estrutura gigantesca e cara montada para atender as necessidades legais de logística reversa enquanto parte dos importadores continua criando passivos ambientais”, acrescenta.

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2012, divulgada, constatou que, em 2012, 57,1% dos domicílios tinham rede coletora de esgoto, ante 55% no ano anterior. O maior crescimento regional ocorreu no Sul, onde o avanço foi de 35,7% para 42,3%. Em 2012, houve 53,6 milhões de domicílios beneficiados por rede de abastecimento de água (85,4% dos 62,8 milhões), um aumento de 0,8 ponto

porcentual em relação a 2011 - mais 1,8 milhão de unidades atendidas. Os domicílios com coleta de lixo passaram de 54,4 milhões para 55,8 milhões, 88,8% do total em 2012, mesma participação apurada em 2011 (o número de imóveis subiu no período). De 2011 para 2012, a proporção de domicílios com iluminação elétrica passou de 99,3% para 99,5% (62,5 milhões de domicílios).


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China vai investir um bilhão de dólares na Bahia O agronegócio do Oeste Baiano é comtemplado com grande investimento de empreendedores chineses.

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missão da Bahia na China está trazendo bons frutos para o Estado. Após 10 dias de viagem, o grupo retorna ao Brasil com o compromisso de investimentos chineses nas áreas de portos, indústria, armazenagem e logística. O setor agrícola será o maior beneficiado com os investimentos chineses. O Chongqing Grain Group Co. Ltda, responsável pelo investimento de US$ 300 milhões, na Bahia, com a esmagadora que esta sendo instalada em Barreiras (BA); vai investir mais US$ 1 bilhão no Estado. Segundo o presidente do Grupo, Yinfeng Wang, existe pressa nos investimentos. Na ocasião, ele esclareceu dúvidas da missão baiana sobre a diferença entre o sistema governamental e legal do Brasil e da China. A implantação do complexo industrial de processamento de soja da empresa Universo Verde, em Barreiras, representa um marco nas relações do Brasil com a China no segmento do agronegócio e abre grandes possibilidades de outros investimentos, principalmente na área têxtil e de fertilizantes. O presidente da CQLT Indústrias Têxteis, após ouvir do vice presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Luiz Carlos Bergamaschi, sobre a produção e qualidade do algodão do Oeste baiano, solicitou que seja feito um estudo para a formação de uma “Joint Venture” entre a CQLT e empresas brasileiras que queiram transferir uma unidade têxtil completa que esta ociosa em Chongqing para o Oeste baiano. A unidade tem capacidade para produzir fio, tecido e confecções, além de uma previsão de gerar cerca de cinco mil empregos na região. Para o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, a missão à China foi muito positiva e proveitosa. “Mostramos aos nossos compradores e investidores quem somos e o que fazemos. Possuímos, hoje, uma produção tanto de fibras como de grãos

em quantidade e qualidade e podemos triplicar as oito milhões de toneladas produzidas, com a incorporação de novas áreas ao sistema produtivo, ampliação da área irrigada e melhoramento da infraestrutura de logística.”, disse Busato. O vice presidente da Aiba, Celestino Zanella, comentou que a visita foi uma oportunidade extraordinária de ver como é grande o crescimento da economia chinesa. “É impressionante a modernidade das rodovias, edifícios, aeroportos, portos, universidades, escolas e centros comerciais. O crescimento da renda dos chineses é visível. A necessidade deles aumentarem os relacionamentos comerciais será o foco. Isto inclui investimentos no Brasil e principalmente na Bahia.”, concluiu Zanella. Brazilian Day – A missão baiana formada pelo deputado federal João Leão; secretário da Agricultura do Estado da Bahia, Eduardo Salles; presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato; vice presidente da Aiba, Celestino Zanella; vice presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi; presidente da Pinheiro Zuttion Agropecuária, o produtor Célio

Zuttion; superintendente de Agronegócios do Estado da Bahia, Jairo Vaz; prefeito do município de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz e o prefeito do município de Barreiras, Antônio Henrique, chegou a China no dia 25 de setembro. Eles foram recepcionados pelo secretário geral do Partido em Chongqing, Sun Zhengcai e o vice governador, Liu Qiang. No dia 26 de setembro, foi realizado em Chongqing, importante cidade do sudoeste da China, o “Brazilian Day”, evento que contou com a presença do Embaixador do Brasil na China, Valdemar Carneiro Leão. Dentro da programação, ocorreu o seminário “Invest in Brazil” promovido pela Embaixada Brasileira e Apex. Na ocasião, o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, fez uma palestra sobre o potencial de produção e mercado da Bahia nos setores de grãos, fibras, carne, açúcar, etanol etc. “A Bahia pode exportar muito para Chongqing bem como recebermos investimentos chineses.”, afirmou Eduardo Salles. Segundo o superintendente de Agronegócios do Estado da Bahia, Jairo Vaz, foram meses de preparações e agendamentos para

que a missão pudesse ser realizada. “Estamos aqui buscando uma forma de podermos exportar nossos produtos agrícolas, bem como atrair investimentos da China para a Bahia, quer seja em indústrias ligadas a agricultura ou em infraestrutura de logística, área em que temos carência e que nos torna poucos competitivos frente a nossos concorrentes internacionais.”, disse Vaz. Após o evento foram marcadas várias reuniões e visitas a empresas chinesas, entre elas, alguns grupos como Chongqing Grain Group co.,ltd , Hubei Fertilizantes, Chongqing Red Dragonflay oil.co, CQLT Industrias Têxteis onde os

participantes da comitiva da Bahia puderam trocar informações sobre quais as formas e possibilidades de comércio e investimentos entre Chongqing e o estado da Bahia. Chongqing - O Governo do Estado da Bahia, através da secretaria da Agricultura, construiu uma relação de negócios e atração de investimentos com a China, especialmente com a Província de Chongqing, através de viagens, missões, seminários, visitas do governador e do escritório de representação na Apex. A província de Chongqing possui mais de 30 milhões de habitantes e mantém sua importância regional em defesa, política,

comércio e logística no sudoeste da China. Tornou-se o “hub” de ligação do vasto oeste chinês com a costa leste e o mundo. A construção da Barragem de Três Gargantas e a ligação com o porto de Shanghai através do Rio Yangtze torna esta província a mais importante do interior chinês com um crescimento anual acima da média chinesa e com uma grande concentração industrial, destacando-se a indústria automobilística, química e de processamento de óleos vegetais. A empresa Chongqing Grain Group, com cerca de 10.000 funcionários, é a segunda maior distribuidora de óleos vegetais comestíveis da China. divulgação


O Estado da Bahia

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As mulheres e a Constituição Cidadã

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Constituição de 1988 representou a consolidação da democracia por uma nova sociedade brasileira, que se organizou a partir do fim da ditadura militar. Quando o então MDB apresentou a proposta de uma Constituinte democrática e soberana, lançou as bases de uma nova organização social para o Brasil. Nesses 25 anos da promulgação da Constituição, é uma emoção renovada relembrar o rico debate travado durante o processo de elaboração da Carta Magna do País, tão bem conduzido pelo timoneiro Ulysses Guimarães, sem dúvida um dos grandes responsáveis para que a Constituição fosse escrita em 20 meses. No início, nem todos defendiam as diversas bandeiras com o mesmo vigor. Muitos partidos e constituintes entendiam que a luta prioritária deveria ser a de eleger diretamente o presidente da República. Com a derrota da então chamada Emenda Dante de Oliveira - depois de

termos perdido a batalha pelas Diretas Já - e após a conquista de um novo governo democrático no País encerrando um período ditatorial com um presidente civil, mesmo que eleito no Colégio Eleitoral, não era mais possível voltar atrás. Fazia-se necessária uma nova ordem constitucional que consolidasse a democracia, reafirmasse as eleições democráticas e fizesse surgir, de baixo para cima, esse moderno país que é o Brasil de hoje. A elaboração da Constituição teve um forte envolvimento da população e de nós, mulheres, apesar de sermos um grupo minoritário formado por 25 mulheres constituintes (entre 534 homens). Mesmo em minoria, a bancada feminina teve intensa participação. Durante a Constituinte, obtivemos avanços importantes. Os debates foram marcados por diversos momentos cruciais, como quando discutimos os direitos da família, as questões ligadas ao direito civil,

à união estável, aos direitos dos filhos fora do casamento – que mobilizaram muito as mulheres em todo o Brasil. Tivemos também momentos delicados, como o da discussão do aborto, que dividiu a opinião dos constituintes e da própria bancada feminina. Outro momento importante foi durante a discussão de direitos trabalhistas, que igualmente tiveram intensa participação da bancada feminina. Um deles foi quando conseguimos aprovar a licença paternidade, tema que teve muita dificuldade de compreensão pelos deputados e terminou sendo defendido por um parlamentar, médico, pediatra, que acabara de ser pai, o Alceni Guerra, que conseguiu sensibilizar a todos e nos deu a vitória dessa referência extremamente importante. As mulheres e o próprio movimento negro tiveram importância muito grande também nos debates quanto à luta antirracista, com a participação de constituintes expressivos como

o baiano eleito pelo Rio de Janeiro, Carlos Alberto Caó e, destacadamente, a deputada Benedita da Silva, como mulher, ex-empregada doméstica, negra, que trouxe à tona, com vigor, a luta antirracista. Entre os principais avanços da Constituição de 1988 destaco, sem dúvida, os do campo social, dos direitos, das eleições diretas, do fim da censura, da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), da jornada de trabalho de 40 horas, das licenças maternidade e paternidade, entre outros. Enfim, a Constituição de 1988 é uma “Constituição Cidadã” porque conseguiu representar diversos segmentos, de maiorias discriminadas e minorias despercebidas da nossa sociedade brasileira. E a bancada feminina foi essencial nessa conquista, foi atuante, foi protagonista, foi vencedora, e talvez tenha sido o segmento que mais conseguiu vitórias no processo de construção da Constituição, naquela agenda política.

da Agricultura, Eduardo Salles e pelo presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto, nesta quinta-feira (7), em Barreiras, durante o 1º Seminário Regional de Pesca e Aquicultura. Os 600 aquicultores participantes também poderão se inscre-

ver para obter o Número de Identificação Social (NIS), junto à Coordenação Estadual do Programa Bolsa Família, durante o evento. O documento é essencial para realizar o cadastro no CadCidadão, sistema do governo da Bahia, desen-

volvido pela EBDA e Bahia Pesca, para oferecer benefícios sociais por meio do Programa Vida Melhor, aos pescadores, marisqueiras e aquicultores baianos. Com quase 400 produtores do setor e 140 hectares de lâmina d’ água, a

Lídice da Mata é senadora pelo PSB-BA. Foi deputada constituinte pelo PCdoB (1987-1991).

Governo da Bahia leva benefícios para a piscicultura da Região Oeste

P

escadores, aquicultores e marisqueiras de toda a Bahia terão acesso ao Programa Telefone Popular e redução da tarifa de energia elétrica. Esses e outros benefícios serão anunciados pelo secretário

divulgação

região Oeste é a segunda produtora de pescado da Bahia com 2.131 toneladas de pescado, das quais 1.231 toneladas são de pequenas associações. Ocupa ainda a primeira posição no ranking de produção em viveiros escavados, alcançando a produtividade de 3.200 kg/hectare/ano, o que representa 13% da produção baiana. “Esses números apontam para mais uma matriz produtiva na região que não pode ser ignorada. Ao contrário, temos que estimular o desenvolvimento do setor, melhorando as condições de trabalho e, consequentemente, da vida dos pescadores e aquicultores do Oeste”, enfatiza o secretário Eduardo Salles. Além dos benefícios sociais, a Bahia Pesca vai iniciar na região outros dois grandes projetos em conjunto com a Codevasf e a União dos Municípios do Oeste da Bahia (Umob). No Projeto de Dinamização da Produção, as instituições vão implantar 15 Unidades Modulares em Viveiros Escavados, capacitar 300 famílias, viabilizar o acesso ao crédito e pres-

tar assistência técnica aos piscicultores. Já o Projeto de Revitalização da Unidade de Beneficiamento visa a consolidação da cadeia produtiva, o incentivo à comercialização e a viabilização da logística, compatibilizando todos os aspectos produtivos às legislações estadual e federal. “Por ser uma atividade que produz um alimento com alto valor agregado, de fácil aceitação nos mercados nacional e internacional ainda inexplorada, a piscicultura surge como uma atividade promissora, possibilitando avanço extraordinário para a região”, acrescenta o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto, informando ainda sobre a abertura de dois novos escritórios da empresa, em Luis Eduardo Magalhães e Barreiras para dar apoio e prestar assistência Técnica regional. Segundo ele, os dois novos projetos implantados no Oeste vão ampliar a lâmina d’água para 1.000 hectares e criar um Centro de Referência e Produção de Alevinos, aumentando a produção anual para oito mil toneladas.


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CASO MONSANTO - SINDICATO RURAL DE LUíS EDUARDO MAGALhãES qUER O MELhOR PARA O AGRICULTOR “Eu exalto a Monsanto, ela tem cooperado muito aqui Brasil. Que eles proponham alguma coisa que seja boa para os produtores, através do Sindicato, e desde que seja viável para o agricultor, retiraremos a ação. Não estamos questionando a cobrança da nova tecnologia Intacta, e sim, essa cobrança a mais, que eu acredito que seja um equívoco” Vanir Kölln, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de LEM divulgação

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Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães entrou na Justiça com ação de Obrigação de Fazer e não Fazer Cumulada com pedido de Tutela Específica e pedido de Antecipação de Tutela contra a Monsanto do Brasil ltda. “Trata-se de uma Ação Coletiva, na qual o Sindicato buscou uma decisão judicial para coibir o que entendemos ser abuso por parte da multinacional, que para entregar as sementes intacta RR2, está exigindo que o produtor assine os Termos de Acordo”, diz o advogado da entidade, Carlos Cesar Cabrini. Ele esclarece que a liminar foi obtida somente para os associados do Sindicato, embora o pedido tenha sido no sentido de abranger todos os produtores do Brasil: “já entramos com Embargos de Declaração, visando a modificação da decisão nesse sentido, e ela deve sair nos próximos dias”, avalia o advogado, que acredita na deliberação favorável do MM. Juiz, devido a ação estar muito bem fundamentada e a decisão ter sido concedida com amparo em dispositivos legais (Código de Defesa do Consumidor, Código de Processo Civil e Código Civil). “Entendemos que a decisão deverá ser mantida pelo Tribunal de Justiça, em eventual recurso interposto pela Monsanto”, finaliza Cabrini. A decisão do Juíz Sobre a Ação Coletiva proposta pelo Sindicato, a decisão do Juíz de Direito Pedro Rogério Castro Godinho, da vara cível da comarca de Luís Eduardo Magalhães, assinada em 05/09/2013, foi a seguinte: “Isto posto, DEFIRO A MEDIDA LIMINAR EM ANTECIPAÇÂO DE TUTELA (ARTIGO 273 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL), inaudita altera para, por hora, determinar a suspensão da exigibilidade, por parte da reque-

rida, da assinatura dos documentos denominados “Acordo de Licenciamento de Tecnologia” e do “Acordo de Licenciamento de Tecnologia e Quitação Geral”, bem como a suspensão da eficácia dos acordos porventura já assinados por algum produtor rural, nos limites da competência territorial deste juízo, com base no art. 16 da Lei 7.347/85. Em caso de descumprimento dessa decisão, estabeleço multa diária de 20.000,00 (vinte mil reais) sobre cada acordo realizado após esta decisão, nos limites do teor por ora debatido, devendo também ser obstada a exigência, sob pena de incidência da mesma multa, dos contratos porventura já firmados”. O Sindicato dos Produtores Rurais de LEM foi o único do Brasil que entrou com uma ação dessas e ganhou na primeira instância. Entendendo a história A Monsanto do Brasil, empresa multinacional do ramo agrícola, é detentora da inovadora semente de soja denominada INTACTA RR2 PRO, que combina três soluções em um único produto: resultados de produtividade sem precedentes; tolerância ao herbicida glifosato proporcionada pela tecnologia Roundup Ready (RR); controle contra as principais lagartas que atacam a cultura da soja – lagarta da soja, lagarta falsa medideira, broca das axilas, também conhecida como broca dos ponteiros e lagarta das maçãs, além da supressão às lagartas do tipo elasmo e do gênero Helicoverpa. A inovação animou os produtores rurais, uma vez que aparenta ser um produto que virá facilitar o controle da tão famigerada praga Helicoverpa, que assolou a região Oeste da Bahia, bem como todo Brasil, na última safra. Porém, para a surpresa da categoria, além das condições comerciais apresentadas pela Monsanto (preço, forma de pagamento e

de entrega, etc), usuais na compra de qualquer insumo para a atividade econômica, a empresa também está exigindo do produtor a assinatura de um dos dois termos denominados “Acordo”, que ela vem disponibilizando para que o produtor, que fez o pedido da semente com concordância das condições comerciais negociadas, alguns, inclusive, já pagos. Acordos Um dos Acordos é titulado Acordo de Licenciamento de Tecnologia e o outro, Acordo de Licenciamento de Tecnologia e Quitação Geral, no qual o agricultor vê-se obrigado a concordar que a “utilização da Soja Intacta (sementes e grãos) no Brasil está condicionada à devolução deste Acordo devidamente assinado à Monsanto, bem como “Caso o Agricultor Licenciado pretenda reservar sementes de Soja Intacta para seu próprio uso, adicionalmente ele deverá realizar o pagamento dos respectivos Royalties sobre Sementes Reservadas e/ou Royalties Pós Plantio. Quanto ao segundo Acordo, o agricultor vê-se impingido a renunciar aos direitos eventualmente provenientes de qualquer ação judicial relativa à modalidade de soja RR1, de propriedade intelectual da Monsanto. Os termos de acordo exigidos pela empresa também obrigam que o produtor rural se abstenha do seu direito legal de reserva/produção de sementes para uso pró-

prio, garantidos pela Lei 10.711/2003. Além da negociação abusiva, que condiciona a venda e entrega do produto já disposto ao mercado consumidor à adesão a um dos dois termos disponibilizados pela empresa, ainda há que se ressaltar que, aos produtores que informaram que não tinham interesse de aderir a nenhum dos termos de acordo indicados, já foi dada a informação verbal de que o produto não poderá ser entregue. Restituição de valores “Consideramos abusivo, exigir que o produtor rural, para poder adquirir sementes geneticamente modificadas, em momento de extrema necessidade – sobretudo com a dificuldade existente na região para o controle de pragas, principalmente da nova lagarta conhecida popularmente como “helicoverpa” - tenha que abrir mão do seu direito de ação para se ver ressarcido de eventuais prejuízos ou cobranças indevidas em relação “ao uso ou exploração da Tecnologia RR1 em soja, incluindo reclamações decorrentes do licenciamento, uso, cobrança ou pagamento relativo ao uso da Soja RR1 e a produção de grãos resultante, independentemente do resultado de qualquer ação judicial já ajuizada ou que venha a ser ajuizada no futuro”, pontua Cabrini, e conclui: “o agricultor Licenciado reconhece que não fará jus ao recebimento de qualquer restituição,

indenização, ou outros valores resultantes de reclamações ou ações, aos quais renuncia sob este Acordo. Para o advogado, é importante frisar a existência de ação em trâmite no Estado do Rio Grande do Sul, com efeito a todos os produtores de soja brasileiros, que se julgada procedente ao final, trará direitos de restituição de valores aos produtores rurais de soja. Bônus A Monsanto decidiu oferecer, nas próximas quatro safras, um bônus de R$ 18,50 por hectare – a ser usado para a compra de sementes da soja INTACTA RR2 PRO no ano seguinte – para aquele produtor que assinar o Termo de Licenciamento e Quitação Geral que contempla diversos aspectos da gestão responsável da tecnologia, como a prática de refúgio, além de dar quitação recíproca em relação ao uso da tecnologia RR1. Os agricultores

que quiserem plantar a INTACTA RR2 PRO mas não quiserem dar a quitação recíproca de RR1 deverão assinar um Termo de Licenciamento sem a concessão do bônus, que contempla os vários aspectos de gestão responsável da tecnologia, incluindo o refúgio. O não fornecimento das sementes adquiridas pelos produtores trará grande dificuldade a eles, que precisarão buscar outros fornecedores no mercado de sementes em momento muito próximo do plantio, ou seja, enfrentarão esse mercado praticamente encerrado para este ano de 2013, com a possibilidade de não haver estoque de sementes disponível. O nosso questionamento na Justiça, é o fato da Monsanto condicionar a venda da Intacta à assinatura de uma declaração dizendo que você não vai reivindicar o passado, o retroativo, isso nós não concordamos”, resume. divulgação


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Setembro de 2013

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Bahia tem a melhor opção para investimento na agroindústria Secretário da Agricultura Eduardo Sales fala sobre a grandiosidade do Estado “Tem 56 milhões de héctares, sendo do tamanho da França e possui 3 biomas diferentes que permitem que a Bahia produza tudo. Raíssa Almeida OEB: O que a Bahia pode oferecer para quem quer investir aqui?

Eduardo: “A Bahia é grandiosa. O Estado possui 56 milhões de hectares, sendo do tamanho da França e possui 3 biomas diferentes, que permitem que a Bahia produza de tudo. Entre os produtos agropecuários, a Bahia destaca-se entre os 5 maiores produtores de todos esses produtos, lembrando que há uma diversidade muito grande. Produzimos algodão, cacau, milho, feijão, soja, entre outros tantos produtos. Tem também o maior rebanho caprino, o segundo

maior rebanho ovino, o terceiro maior leiteiro e equinos (Cavalos e jumentos). Temos uma condição diferenciada em relação aos atrativos para investimentos. Estamos indo à china e Portugal, com produtores do Oeste Baiano para trazermos uma grande indústria Têxtil para a região. Pois pretendemos verticalizar a produção de algodão, porque o Oeste da Bahia é o segundo maior produtor de algodão do país e com fibra de alta qualidade.A Bahia tem excelente condição de solo, clima e água para produzir qualquer produto.”

OEB: Na sua opinião como está a produção no Oeste Baiano?

OEB: Nesta viagem à China e Portugal você disse que pretende trazer uma grande indústria têxtil. Em qual município essa indústria vai se instalar?

Eduardo: “O Oeste da Bahia e já expandindo para o MAPITO-BA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) são os grandes centros da produção de alimentos do mundo em extensão. Essa área do MAPITO-BA torna-se uma área diferenciada, pois tem um forte potencial de clima e solo. No ano passado batemos o recorde de produção de algodão, soja e milho. Produzimos frutas, café e uma excelência em algodão.”

Eduardo: “ Temos um terreno em Luís Eduardo Magalhães, que já estava destinado para esse fim. Mais também temos outras opções como São Desidério, Barreiras e outras cidades. O potencial de produção e mercado da Bahia ainda se expande nos setores de grãos, fibras, carne, açúcar, etanol e etc, podendo exportar mito para Chongging.

Eduardo Sales e Lino Almeida

Assentamento Rio de Ondas recebe investimentos para se tornar autossuficiente com a psicultura

Transformar a realidade do Assentamento Rio de Ondas é o que pretende o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles e o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz. às famílias que já estão inseridas num projeto piloto de piscicultura, com quatro tanques de mil metros e dois berçários de 500 metros, onde são cultivados peixes como o pirarucu, tambaqui, tilápia e surubim, de forma experimental. “Queremos dar sustentabilidade para que o assentamento possa ser independente”, destacou o secretário Eduardo Salles. De acordo com Salles, a piscicultura está encaminhada desde o início do projeto, em fevereiro deste ano, e a Seagri viabiliza a distribuição de alevinos necessários para que os pequenos produtores tenham capital de giro. O secretário aproveitou para destacar que outros projetos estão previstos, como a doação de ovinos e

caprinos, a inserção do assentamento no Projeto Leite Bahia e no Reniva. Outra iniciativa que vai mudar a realidade das famílias é um laticínio, que segundo Salles, está com o projeto pronto, faltando apenas assegurar os recursos. O presidente do Assentamento Rio de Ondas, Firmino Silva Rocha, diz que o conjunto de projetos experimentais é de grande importância para as famílias, uma vez que “atende as quatro agrovilas do local, composta por cinco associações, garante o trabalho e a comercialização de frutas, hortaliças e peixes, gerando retorno financeiro para todos”, destacou. Para o prefeito Humberto Santa Cruz, a mentalidade das famílias do assentamen-

divulgação

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ransformar a realidade do Assentamento Rio de Ondas é o que pretende o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles e o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, ao entregar um kit de irrigação para dois hectares para produção comunitária de maracujá, banana e hortaliças, além das culturas já existentes de mandioca e feijão de corda. O projeto prevê ainda a entrega de mais dois kits, que serão licitados para irrigar mais quatro hectares, utilizando tecnologia moderna de reúso da água, a partir do desenvolvimento da piscicultura em tanques. O assentamento é composto por 236 famílias. A iniciativa visa dar sustentabilidade

to tem mudado, ressaltando que as famílias estão se conscientizando que elas podem e devem gerar trabalho e renda para o coletivo. Entreposto Frigorífico Ainda na tarde de domingo, após realizar a entrega do kit de irrigação no Assentamento de Rio das Ondas e prestigiar a Cavalgada de Luis Eduardo Magalhães, o secretário Eduardo Salles e o prefeito Humberto Santa Cruz inauguraram o Entreposto Frigorífico do município, com capacidade para 30 bovinos/dia, que receberá, inclusive, demandas de outros municípios que não contam com a estrutura. O diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Emílio Torres, destacou a importância do projeto para o município e para a região. “O projeto nasceu da Adab para os municípios. Entendemos que nosso trabalho não é apenas fiscalizar e punir, mas orientar, com vistas a garantir alimento de qualidade e em boas condições higiênicas para a mesa do consumidor”, ressaltou. O secretário Eduardo Salles entende que o abate clandestino existe em todo o País, “mas na Bahia estamos tentando mudar essa reali-

dade. O prefeito está trabalhando para trazer um frigorífico para Luis Eduardo Magalhães, mas enquanto isso, nossa obrigação era entregar o entreposto”, o prefeito destacou que “o governo estadual tem ajudado bastante o nosso município, agradecemos o apoio e vamos incentivar outros comerciantes de carnes que não têm onde armazenar

suas carcaças. Vamos oferecer condições para que isso aconteça”. A solenidade contou com a presença de diversos secretários municipais, como Meio Ambiente, Indústria e do Comércio e Ação Social, vereadores, superintendentes de Irrigação e Desenvolvimento da Agropecuária da Seagri, além da comunidade local.


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