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São Paulo, Bahia e Brasília - Ano I - nº 8 Lino Almeida - Diretor Responsável

R$1,00

EDUARDO CAMPOS MOSTRA FORÇA COM EMPRESÁRIOS EM SÃO PAULO Raissa Almeida

Brasil tem carga tributária de país desenvolvido e baixo IDH

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ex-Secretário de Política Econômica e atual vice-presidente do Insper, Marcos Lisboa, afirmou que a falta de transparência na distribuição dos tributos para setores específicos da economia ..................................................................................................... pág. 04

A Propaganda partidária na Bahia esquenta as eleições

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s pré-candidatos já apostam nos horários das propagandas dos partidos, veiculadas no rádio e na televisão para mostrarem seus rostos e apontarem a estratégia. ................................................................................................. pág. 06

Agricultura baiana cresce e vira referência nacional

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governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ganhou a simpatia

do empresariado paulista. Com suas ideias e ações positivas com êxito comprovado, mostrou a que

veio. Ele é um dos governadores mais bem avaliados do país, tendo visto suas

obras em Pernambuco servindo de exemplo para os demais no país. ............................................ pág.:10

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lém de estarmos entre os cinco primeiros do ranking temos a maioria das culturas.

.................................................................................................. pág. 07


Editorial

ELEIÇÃO DITA O RUMO DOS MERCADOS

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ela primeira vez desde 2002, a disputa presidencial voltou a determinar o rumo do mercado financeiro. Mas, se na década passada o dólar foi o termômetro das expectativas em relação ao comando do país, neste ano é a Bolsa que desempenha esse papel. Desde que começaram a ser divulgadas pesquisas apontando perda de espaço da presidente Dilma Rousseff (PT) na corrida pelo Planalto, em março, o mercado de ações nacional, que caía e acentuava a queda iniciada no ano anterior (de 15,5%), mudou de tendência. Na semana em que foi publicado o primeiro levantamento de impacto mostrando queda no desempenho da presidente —divulgado pelo Ibope em 20 de março—, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 5,4%. Em 2 de abril, voltou a ficar positivo no ano e, agora, tem alta de 3,1%. Até a semana anterior à divulgação da sondagem, o índice acumulava queda de 12,7% no ano. A Petrobras é a principal motivadora dessa virada: sua ação preferencial caía 18,09% até 20 de março e, agora, acumula alta de 3,45% no ano. Banco do Brasil e Eletrobras também viram suas ações subirem desde 20 de março —até então, caíam 14,34% e 0,40% em 2014. Na avaliação de analistas, os investidores enxergam a possibilidade de redução no uso de empresas estatais como instrumento político caso outro partido ganhe as eleições de outubro. “Poderiam ser criadas condições mais favoráveis a essas companhias, como propostas de privatização”, diz André Perfeito, economista-chefe da Gradual In-

vestimentos. Para Carlos Melo, cientista político do Insper, instituto de ensino, “há dúvidas de que Dilma seja capaz de promover ajustes mais profundos nas contas públicas”. No dólar, o movimento é de queda —de 5,97% no ano até a sexta passada—, diante da entrada maior de recursos no país atraídos pelos juros altos e pela possibilidade de uma mudança de governo. No entanto, embora os levantamentos indiquem queda da presidente Dilma, ainda mostram que ela venceria a eleição contra qualquer um dos pré-candidatos. As intervenções diárias do BC no câmbio, iniciadas em agosto do ano passado, colaboram para manter a moeda sob controle. E o Brasil possui reservas internacionais em torno de US$ 379 bilhões. Em 2002, a preocupação era outra: a de que um governo petista rompesse contratos firmados e causasse prejuízos aos empresários. O título do programa de governo do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, “A ruptura necessária”, reforçava essa ideia. “O mercado entrou em pânico”, lembra Simão Silber, professor da FEA-USP. Nem mesmo a publicação da “Carta ao Povo Brasileiro” —documento veiculado em junho de 2002 em que Lula se comprometia com mudanças, sem rupturas bruscas— bastou para mudar a percepção. Como consequência, o dólar disparou e bateu na casa dos R$ 4 em meados de outubro, com valorização de 70% desde o início daquele ano. A Bolsa, que tinha relevância pequena no país, caiu 26,7% no mesmo período. Lino Almeida

Circucação - São Paulo, Bahia e Brasília

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Cidades do interior do país concentram quase 40% do consumo em geral Compras são de R$ 827 bi; hábitos são similares aos das capitais Divulgação

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consumo fora das capitais e regiões metropolitanas já representa 38% do consumo total do país. São 94,3 milhões de habitantes, 49% da população, com um consumo de R$ 827 bilhões. Se fosse um país, o interior do Brasil seria 12º maior em população, com economia maior que a de Portugal ou Chile. O recorte, feito pelo Instituto Data Popular para o Sebrae, revela um interior urbano (três em cada quatro mora em cidades) e com aspirações e desejos de consumo que se assemelham aos dos grandes centros: 39% dos brasileiros que querem comprar um tablet estão no interior, assim como 43% dos que têm

intenção de viajar. A parcela que quer adquirir moto supera a dos grandes centros: 59%. A formação também é uma preocupação no interior: 48% dos brasileiros que tencionam fazer um curso profissionalizante estão no interior. Já dentre os que querem fazer faculdade a proporção cai para 31%. O estudo considera como interior 4.619 cidades, das quais cerca de 4.000 têm até 50 mil habitantes. Apenas 0,3% tem mais de 200 mil. A renda do interior é movida por Bolsa Família, aposentadoria e funcionalismo público. Só de Bolsa Família, são 8,7 milhões de beneficiários -63% do total. Grandes cidades do inte-

Rua Pará, 304 - sala 05 - Luís Eduardo Magalhães - Bahia - BA - CEP 47850-000 Esacon Representante Rua Coronel Manoel Teixeira, 36 - 1º andar - Xiquexique - BA - CEP 47400-000 Telefone: (77) 3661-1122 Diretor Responsável: Lino de Almeida (MTB 40.571) Diagramação: Ana Carolina da Costa - email: ana.carolinacosta90@gmail.com Jornalismo: Regina Elias (MTB 40.991) Publicidade: Marina Crisostemo Circulação: Daniela Crisostemo Almeida. Produção e Acabamento: Global News Editora Faça um bom investimento, anuncie., ligue: (11) 2978-8500 Assessoria Jurídica: Dra Cassiana Crisostemo de Almeida e Dr. Rômulo Barreto de Souza. Impressão: Gráfica Lance As matérias assinadas refletem o ponto de vista de seus autores, isentando a direção deste jornal de quaisquer responsabilidades provenientes das mesmas. A empresa esclarece que não mantém nenhum vínculo empregaticio com qualquer pessoa que conste neste expediente. São apenas colaboradores do jornal. É vetada a reprodução parcial ou integral do conteúdo deste jornal sem autorização expressa do Diretor Responsável.

rior, como Campinas, ou mesmo Guarulhos, entram na cota das capitais e regiões metropolitanas (27 capitais mais 919 cidades). Mas o estudo mostra que a economia privada tem seu peso: 44% das micro e pequenas empresas que fazem parte do regime tributário Simples ou 41% dos MEI (Microempreendedores Individuais) vivem no interior.

rado para a chegada das grandes empresas”, diz Meirelles, lembrando que nos últimos anos, os shoppings e as redes varejistas avançaram para as cidades médias, com pelo menos 250 mil habitantes. O estudo integra uma pesquisa de intenção de compra do Data Popular, com dados populacionais e de renda do IBGE (Censo e Pnad).

[ [ “Há um enorme mercado, com renda disponível e hábitos de consumo muito similares aos grandes centros”

diz o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “Devemos usar o empreendedorismo para o desenvolvimento local, sem depender só de políticas públicas.” Para o presidente do Data Popular, Renato Meirelles, este é um bom momento para o fortalecimento de negócios locais. “O comércio local precisa estar prepa-

Desigualdade A desigualdade de renda entre as diferentes regiões do país se repete no interior. O Nordeste concentra 33% da população do interior e 24% da renda. O Sudeste tem 37% da população do interior e foi responsável por 61% do consumo. Para o economista Alexandre Rands Barros, as desigualdades regionais do país “começam a se diluir”. “A educação é o que tem feito mais diferença”, diz. Fonte: Folha. com


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A Procuradoria Regional Brasil tem carga tributária Eleitoral do estado de país desenvolvido e baixo revela Marcos Lisboa da Bahia vai formar IDH, Ex-Secretário de Política Econômica e outros cadastro de inelegíveis especialistas participaram de debate sobre Procuradoria regional eleitoral vai formar cadastro impostos no ‘Fórum Estadão Brasil Competitivo’ Divulgação de inelegíveis na Bahia para as eleições deste ano ex-Secretário Divulgação

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iversos órgãos devem informar os nomes dos cidadãos que não podem ser eleitos no pleito deste ano, para melhor fiscalização e aplicação da lei pelo poder judicial. A Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA) solicitou a diversos órgãos nomes e dados dos cidadãos baianos que, segundo critérios da Lei da Ficha Limpa - Lei 135/2010, não podem ser eleitos no pleito deste ano. Os ofícios já foram encaminhados aos órgãos fiscalizadores, legislativos e judiciais. O objetivo é criar um cadastro único para fiscalizar a aplicação da lei. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as instituições que receberem os ofícios deverão registrar suas respostas em um banco de dados desenvolvido dentro de um projeto do Gabinete do Procurador-Geral da República para agilizar a análise e o cruzamento das informações, inclusive em âmbito nacional.

Aos tribunais de contas, a PRE solicita a relação de gestores públicos que tiveram suas contas rejeitadas, e ao Tribunal de Justiça os nomes dos condenados por crimes contra a administração pública, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, tráfico de drogas, entre outros. Os poderes Executivo e Legislativo também devem alimentar o cadastro com informações sobre os agentes públicos que perderam os mandatos ou renunciaram a eles; bem como os órgãos de classe, com dados sobre cassação de registros profissionais, e a Auditoria Geral do Estado com a relação de servidores públicos demitidos por motivos que possam torná-los inelegíveis. Além desses órgãos, o Tribunal Regional Eleitoral deverá informar a existência de condenação de candidato em representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida

por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, por corrupção eleitoral, compra de votos, irregularidades em doações eleitorais e outros casos. Inelegibilidade de acordo com a Lei da Ficha Limpa, entre os inelegíveis estão as pessoas condenadas à suspensão dos direitos políticos por ato de improbidade administrativa; as que tiveram as contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas – seja por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa ou por decisão irrecorrível do órgão competente -; e os condenados por crimes praticados contra o meio ambiente, a economia popular, a fé, a administração, a saúde e o patrimônio públicos, além de crimes eleitorais, de abuso de autoridade ou poder econômico ou político, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, racismo e tortura, entre outros.

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de Política Econômica e atual vice-presidente do Insper, Marcos Lisboa, afirmou que a falta de transparência na distribuição dos tributos para setores específicos da economia não trouxe benefícios sociais ao País. “O Brasil tem carga tributária de país desenvolvido, mas tem um IDH muito baixo para esse padrão”, comentou. Lisboa participou do “Fórum Estadão Brasil Competitivo- Uma agenda tributária para o Brasil”, realizado na manhã desta terça-feira, 20, pela Agência Estado, em parceria com o Estadão e com patrocínio da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele citou como exemplo que na década de 1960, o Brasil era mais rico que a Coreia do Sul, mas o país asiático adotou políticas que viabilizaram uma melhora expressiva do nível educacional, fato que não foi seguido pelo governo brasileiro, pelo menos até a Constituição de 1988. Hoje, os cidadãos na Coreia do Sul têm um padrão de vida de país avançado, enquanto o Brasil está na 85ª posição entre 187 países no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de acordo com as Nações Unidas (ONU). Segundo Lisboa, a concessão de benefícios para setores específicos da economia gerou distorções significativas no País. “A indústria automobilística no Brasil tem 60 anos e é um setor infante que pode se aposentar”, destacou. “Política de proteção dedica verbas crescentes para setores, mas falta avaliação de resultados. E a concessão de benefícios deveria ter a transparência do programa Bolsa Família”, apontou. “A reforma tributária é

complexa, mas precisa de enfrentamento para viabilizar melhor distribuição de renda”, comentou. Tributação sobre a renda. Lisboa afirmou que o Brasil tributa muito a produção, mas por outro lado, a tributação sobre a renda é relativamente baixa. “A agenda brasileira deve garantir ainda a transparência sobre o uso dos recursos. Parte dos impostos sobre folha de pagamento, por exemplo, não vai para o governo mas para o sistema S, que é privado. Outro exemplo é o FGTS, que é retirado dos trabalhadores e há alguns anos passou a financiar um private equity, o FGTS FI. Não seria melhor que FGTS ficasse direto com o trabalhador?”, questionou ele no Fórum Estadão Brasil Competitivo “Uma agenda tributária para o Brasil”, realizado pela Agência Estado, em parceria com o Estadão e com patrocínio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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tributário é muito complexa. O Brasil acumulou passivos tributários relevantes e mudanças bruscas podem ter custo de transição elevado.” Exportações. “A complexidade do sistema tributário brasileiro traz custos elevados de recolhimento dos impostos para as empresas, incertezas quanto a regras, gerando contenciosos, e dificuldade de harmonização com outros sistemas tributários causando bitributação.” A avaliação é de Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de políticas econômicas da CNI, que também participou do debate realizado pelo Estadão. De acordo com ele, isso provoca distorções e dificuldade de harmonização dos tributos com os parceiros internacionais. “No Brasil, ao contrário dos outros países, temos dois tributos sobre a renda, o IR e a CSLL, o que dificulta muito a harmonização”, diz. Ele criticou ainda o grande número de regimes especiais, como Simples, Repes, Repetro, Reidi.“A excepcionalidade acaba sendo a regra, mostra a irracionalidade do sistema e gera obstáculos a avanços na reforma tributária.” Outro problema do sistema tributário nacional, segundo ele, é o excesso na aplicação da substituição tributária. “Ela se justifica em alguns setores para agilizar e viabilizar a tributação, mas os excessos geram insegurança grande e custos para as empresas.”

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“Brasileiros trabalham durante um mês, somente para pagar impostos”

Para Lisboa, é preciso garantir a transparência dos dados para que a sociedade decida qual políticas ampliar ou reduzir. Ele defendeu ainda que a proposta de criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) deva ser sobre o crédito financeiro ou não produtivo. “Mas a transição do sistema


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Agricultores, empresários e o poder público da Bahia se mobilizam pela revitalização da hidrovia do São Francisco

O ministro da Integração, Francisco Teixeira, esteve discutindo questão no Senado

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m passo importante. Foi assim que o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, definiu a mobilização para revitalização da hidrovia do São Francisco, no município de Muquém do São Francisco, e que reuniu os principais agentes envolvidos com a retomada da navegação no rio. Participaram da mobilização, o secretário estadual da Indústria Naval e Protuária, Carlos Costa; a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha; o presidente da Icofort, Décio Barreto Jr, o diretor de Logística da Icofort, Marcelo Teixeira, e os prefeitos de Muquém do São Francisco, Márcio Mariano, e de Ibotirama, Terence Lessa. A mobilização teve início com o pronunciamento do presidente da Icofort, empresa que realiza sozinha o transporte de cargas pelo São Francisco desde 2007. Segundo ele, o trecho que liga Muquém e Petrolina, com 610 km, poderia ser feito em cinco dias, mas leva cerca de 18, devido a falta de infraestrutura. “Temos tido dificuldade em cumprir os prazos com nossos clientes devido ao assoreamento e a existência de pedrais, que têm provocado diversos danos as embarcações, inclusive o naufrágio de um empurrador”, relatou Décio Barreto Jr. O secretário estadual da Indústria Naval e Protuária destacou a importância da retomada da hidrovia para o desenvolvimento do agronegócio baiano e dos

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municípios ribeirinhos. Com esta compreensão, o secretário relatou as ações que o Estado tem realizado para alavancar a hidrovia do São Francisco como a dragagem de 21 pontos do canal de navegação do rio, que já possui a licença ambiental e está aguardando o resultado da licitação que definirá a empresa que executará o serviço. Ele informou ainda que o porto de Juazeiro está pronto, aguardando também a licitação para escolha da empresa que administrará o terminal. “ Juntos, empresários e Estado, poderemos reunir esforços e otimizar a cadeia produtiva baiana”, concluiu Carlos Costa. A inclusão da hidrovia no sistema de logística do Oeste da Bahia, por exemplo, dará mais competitividade à produção de grãos e fibras da região com a redução do frete em cerca de 20%. “ A América do Norte gasta, em média, US$ 25,00 para escoar uma tonelada de algodão, enquanto que no Oeste da Bahia,

gasta-se, aproximadamente, US$ 90,00 para transportar a mesma quantidade por rodovia até o porto de Santos”, explicou Júlio César Busato, presidente da Aiba. Segundo ele, a revitalização da hidrovia do São Francisco vai ainda, fomentar os mercados da avicultura, suinocultura e bovinocultura do Nordeste, uma vez que “ a população receberá carne, leite e ovos a um preço mais baixo”, disse. Marco histórico Para marcar este dia de mobilização, um carregamento de 2.400 toneladas de caroço de algodão saiu do município de Muquém do São Francisco com destino a Petrolina (PE). Lá, o caroço de algodão será processado para transformação e produção de torta e farelo de algodão (consumo animal); óleo refinado de algodão (consumo humano) e óleo de algodão para transformação em biodiesel. Além disso, durante o processo de transformação, retira-se o linter (lã de celulose

que envolve o caroço) que será exportado para Japão e China. Este ano, na safra 2013/14, o Oeste da Bahia já colheu 3,3 milhões toneladas de soja; está em processo de colheita do milho que deverá produzir 2,3 milhões de toneladas e, na última semana de maio, dará início a colheita do algodão com previsão de 1,2 milhão de toneladas produzidas. Os dados são da Aiba que dimensionou em 4,8 milhões de toneladas o volume de grãos e fibras que poderá ser transportado pela hidrovia, gerando cerca de R$ 2,6 bilhões. União municipal Os prefeitos de Muquém do São Francisco e de Ibotirama, municípios ribeirinhos que já viveram momentos de esplendor com o pleno funcionamento da hidrovia, assumiram o compromisso de, junto à associação regional de prefeitos, se mobilizarem para contribuir com a retomada.

Fonte: Ascom Aiba

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Experimento na amazônia

vai testar reação da floresta aos efeitos do aquecimento global

O projeto Amazon Face discute: a floresta sobreviverá às secas? Divulgação

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ientistas começaram a tirar medidas de árvores num pedaço de mata 60 km ao norte de Manaus, dando início ao mais ambicioso experimento projetado na Amazônia em 20 anos. Liderado pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e contando com mais 14 centros de pesquisa, o experimento consiste em bombear CO2permanentemente sobre alguns pedaços de floresta. Sob concentração de gás carbônico elevada, árvores teriam a fotossíntese intensificada, o que compensaria o déficit de crescimento e a morte causados pela seca. “Os modelos [simulações computacionais] que vem sendo rodados mostram que o efeito de fertilização de CO2 seria o fiel da balança para manter a floresta em pé”, explica o ecólogo David Lapola, diretor do experimento. “Mas isso é mera especulação ainda. A resposta não virá sem um experimento assim.” O Amazon Face será o primeiro experimento do tipo num ecossistema tropical. Sua primeira fase será realizada de 2015 a 2017. Depois de ampliado, deve operar até 2027. Para bombear o CO2 sobre as plantas, serão erguidas torres ligadas a um tanque de gás carbônico líquido. Durante a duração do experimento, a concentração de gás carbônico será 200 ppm (partes por milhão) maior que a natural –um aumento de 50% em termos atuais. Inicialmente, o CO2 líquido para o experimento será comprado de um for-

necedor que abastece fábricas de refrigerante em Manaus. Para a fase final, Lapola ainda avalia a possibilidade de receber ajuda da Petrobras, que forneceria o gás natural necessário à produção do CO2 líquido –responsável por 62% do custo do experimento. O local de construção das torres, administrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, já foi estudado em outros projetos. Há dados locais colhidos desde 1996, vitais para saber quão impactado será o crescimento de árvores sob o experimento. Simulações Para saber se a “fertilização de CO2” aliviará a seca e o aumento de temperaturas, porém, será preciso alimentar modelos computacionais, que permitirão comparar diferentes efeitos previstas com o aquecimento global. “Se tivermos ‘sorte’, pode ocorrer uma grande seca na Amazônia durante o experimento, o que nos permitiria comparar diferentes períodos entre si”, diz Richard Norby, do Laboratório Nacional de Oak Ridge (EUA), colaborador do experimento. Um dos arquitetos do projeto, o climatologista Carlos Nobre, secretário de políticas e programas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, defende o Amazon Face como um marco de maturidade da ciência nacional. “Tomamos a iniciativa e buscamos cooperação internacional dos melhores grupos que têm experiência nesse tipo de experimento em florestas temperadas”, diz.


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A Propaganda partidária das maiores empresas do na Bahia esquenta prémundo, a primeira brasileira campanha às eleições é a Petrobras Brasil perde posições na lista

Grupo das duas mil companhias mais valiosas tem 25 brasileiras, seis a menos que no ano passado; três chinesas lideram ranking que tem Petrobras, Itaú e Bradesco.

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nquanto três bancos chineses dominam os primeiros postos do ranking, o Brasil aparece com uma presença menor do que na lista do ano passado. O número de brasileiras caiu de 31 para 25. A primeira brasileira da lista é a Petrobras, que também aparece como a maior da América Latina. Ela surge como a 30º mais valiosa do mundo. Outras grandes brasileiras listadas são o banco Itaú (46º lugar), o Bradesco (63º) e Banco do Brasil (104º). O banco chinês ICBC é o primeiro da lista, seguido pelo China Construction Bank. O Agricultural Bank of China subiu cinco posições para ficar em terceiro lugar, seguido pelo JP Morgan Chase (maior banco dos Estados Unidos) e o Berkshire Hathaway, fundo de investimentos do magnata Warren Buffet. A petroleira Exxon Mobil, a General Electric e o banco Wells Fargo, todos de bandeira americana, ocupam o 6º, 7º e 8º lugar, respectivamente. Depois aparecem mais duas empresas chinesas, o Bank of China e a PetroChina. Faturamento. A soma de valor das empresas da lista Global 2000 é de US$ 38 trilhões em faturamento, US$ 3 trilhões em lucros e US$ 161 trilhões em ativos, com um valor de mercado em 2014 de US$ 44 trilhões, 13% a mais em relação ao ranking do ano passado, segundo a Forbes. Pela primeira vez, nenhuma empresa europeia aparece entre as dez maiores do mundo. Os critérios considerados pela Forbes para escolher as mais valiosas companhias listadas nas

Divulgação

A campanha eleitoral só começa após as convenções a serem realizadas até 30 de junho, mas os pré-candidatos já apostam nos horários das propagandas Divulgação

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bolsas de valores são o faturamento, lucros, ativos e valor de mercado. Por zonas geográficas, a região Ásia Pacífico, que inclui China e Japão, lidera a presença com 674 companhias. Depois aparece a América do Norte, com 629 empresas e a Europa, com 505. Regiões como Oriente Médio e América Latina ganharam importância. Por países, os Estados Unidos ainda é o líder em número de empresas, com 564. Em seguida aparece o Japão, com 225, e a China, com 207. A gigante de tecnologia Apple aparece na 15ª posição em valor de mercado, enquanto a rede Walmart, na 20ª colocação das mais valiosas, tem o maior valor do mundo em volume de vendas. O banco Fannie Mae, na 355ª posição, é a que tem maior valor em ativos, com US$ 3,2 bilhões. É também a com maior lucro, com US$ 84 bilhões. A Espanha aparece com 27 empresas no ranking das duas mil maiores do mundo e as latino-americanas são 59. Na Espanha, as maiores entre as 27 que entraram no ranking são o

banco Santander (43º), a Telefónica (68º), o BBVA (118º), Iberdrola (133º), Gas Natural (230º) e Inditex (313º). O segundo país latino-americano com mais empresas no seleto grupo, depois do Brasil, é o México. Aparecem na lista a gigante de telecomunicações América Móvil (115º), a Femsa (373), GFNorte (469º), Grupo México (529º). Modelo (564º), entre outras. Também aparecem oito empresas chilenas, lideradas pela Falabella (581º), seis colombianas, sendo a maior delas a Ecopetrol (128º), duas venezuelanas - Mercantil Servicios (774º) e Banco Occidental (1.423º) - e a Credicorp, do Peru (901º). A Popular, de Porto Rico, aparece em 1.301º lugar. A África repetiu mais um ano como o continente com o menor número de empresas por região geográfica, com apenas 25 na lista. Segundo a Forbes, a presença africana melhorou, com sete empresas a mais que a lista do ano passado: 15 de África do Sul, cinco da Nigéria, três do Marrocos, uma de Togo e uma de Mauricio.

s pré-candidatos já apostam nos horários das propagandas dos partidos, veiculadas no rádio e na televisão para mostrarem seus rostos e apontarem a estratégia de atração do eleitorado. Os pré-candidatos do governo, Rui Costa (PT) e da oposição, Paulo Souto (DEM) já fizeram uso do artifício pré-eleitoral para conquistar espaço. Na disputa para o Senado, Geddel Vieira Lima (PMDB) também recorreu à brecha partidária para mostrar seu discurso, usando inclusive uma mensagem de apoio daquele que pode ser um dos maiores cabos eleitorais, o prefeito ACM Neto (DEM). O PT não deixou por menos e aproveitou o mandato de deputado federal de Rui Costa para justificar seu aparecimento no horário da sigla. A chapa socialista com Lídice da Mata (PSB) para o governo e Eliana Calmon para o Senado vai aparecer em inserções nos próximos dias 19 e 22. Os comerciais têm gerado repercussões. A propaganda de Souto com o prefeito, em que ambos falam do modelo de gestão, “encorajado” pelo ex-governador para a prefeitura de Salvador, foi criticada pelo governador Jaques Wagner (PT). “Não sei se rio ou se

choro quando um homem maduro vai para televisão para dizer que é preciso estabelecer metas e cobrar resultados”. O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, também ironizou. “Não estamos falando de uma pessoa sem experiência. Ele teve a oportunidade de fazer e não fez. Por isso não pode cobrar de nós que fizemos muito mais”, atacou. Comerciais elevam o tom de rivalidade Apesar de os pré-candidatos não aparecerem, chamou a atenção essa semana o comercial exibido pelo PT, em que se associam imagens de miséria e desemprego com uma “volta ao passado”. A propaganda gerou reações oposicionistas. No cenário baiano, o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) disse que as inserções “impõem medo à população, com o objetivo de reverter a tendência de queda da presidente Dilma, nas pesquisas”. “Na verdade, essa atitude nada mais é do que a clara demonstração do fracasso de uma gestão melancólica, envolvida em escândalos de corrupção desde seu início e carente de competência para fazer o país avançar, crescer. É um partido em evidente decadência, um morto vivo da política brasileira”, disparou o tucano. O presidente estadual do DEM, deputado

Paulo Azi, também criticou. “É um sinal claro de desespero. Eles estão pressentindo a derrota e estão partindo para uma campanha de ameaça com a população”, avaliou. Azi rebateu a crítica de Wagner ao comercial democrata. “Ele tem é que chorar porque ele não sabe o que significa isso (estabelecer metas e cobrar resultados). Nós vamos rir muito é quando ele colocar a cara ao lado do candidato dele, se é que vai ter coragem e seus marqueteiros vão deixar”, disparou. A pré-candidata ao Palácio de Ondina, Lídice da Mata (PSB), disse que as inserções do DEM e do PT não apresentam novidades. “O DEM vem sempre atacando o governo e no lado do PT o que existe é uma promoção institucional”, frisou. Ela pretende mostrar-se como opção diferenciada no cenário. Nesse clima, a disputa já se intensifica na Justiça. Depois que o PT conseguiu suspender, através de liminar, as inserções de propaganda política do PMDB, com ACM Neto, os petistas que estão na mira da Justiça. Foi considerada propaganda antecipada a peça publicitária que traz Rui Costa como garoto propaganda do PT e a Justiça pediu a suspensão da veiculação nas emissoras baianas. bolsas de valores são o faturamento, lucros, ativos e valor de mercado.


Economia & Agronegócios Bahia vai retomar exportação de Agricultura baiana mamão para os Estados Unidos se fortalece e vira Mapa realiza treinamento com fiscais da Adab para realizar liberação de pomar

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Bahia é o segundo exportador e o maior produtor de mamão de Brasil, com 11.635 hectares de área colhida, produzindo mais de 683 mil toneladas, segundo dados de 2012 da Embrapa. Considerando que as exportações de mamão de pomares localizados em municípios do extremo sul do estado serão retomadas ao mercado americano a partir de setembro deste ano, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), realizará a liberação de pomar de mamão para os EUA, atendendo determinações da Instrução Normativa Nº 05 de 22 de janeiro de 2008. Com objetivo de ampliar as exportações para os países importadores, como os Estados Unidos, o Estado precisa atender às medidas de manejo de risco, que visam minimizar as ameaças fitossanitárias e o produtor deve seguir um protocolo de requisitos que dizem respeito não só a qualidade alimentar, mas também à fitossanidade de produtos e procedimentos utilizados nos processos de produção. Uma das medidas que os fiscais da Adab adotarão junto ao produtor é a inspeção da área de plantio para posterior liberação da exportação. O diretor de Defesa Sanitária Vegetal, Armando Sá, explica que nesta ação é observado o grau de maturação dos frutos, o índice de moscas-das-frutas, o controle de qualidade do monitoramento, dentre outras. “Os principais elos da cadeia produtiva precisam estar em harmonia para a concretização da exportação, que são basicamente: produção, fitossanidade e mercado. O governo da Bahia está trabalhando para superar as barreiras sanitárias do mercado internacional, monitorando

Seagri

a produção de plantio, passando por manejo, colheita e controle de pragas, tais como as viroses do mamoeiro e as moscas-das-frutas”, acrescenta Sá. O Secretário da Agricultura, Jairo Carneiro, explica que a fruticultura baiana apresenta ampla importância social, econômica e nutricional.

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uma atividade normalmente atribuída ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mas pode ser delegada à Adab. De acordo a IN nº 05, a empresa exportadora, a Bello Fruit, deverá garantir a identidade, a rastreabilidade e a conformidade fitossanitária dos frutos oriundos da aplicação das medidas integradas baseadas no princípio do Systems Approach. Para isso, o Mapa, através da Superintendência Federal na Bahia (SFA/BA), realizou um treinamento técnico com Fiscais das coordenadorias regionais da Adab em Teixeira de Freitas, Itabuna, Vitória da Conquista e Salvador, entre os dias 28 e 29 de abril deste ano. O treinamento foi realizado no packinghouse e pomares da Bello Fruit e ministrado pelo Fiscal Federal, Joel Lourenço Scabelo, e pelo Responsável Técnico da Bello Fruit, Rodrigo Viana. Os Fiscais da Adab visitaram o Projeto Capitão, localizado no município de Pedro Canário no Espírito Santo, a cerca de vinte qui-

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“O ganho é para os produtores e pequenos agricultores familiares”

“O grande contingente de trabalhadores rurais das cidades do interior do Estado, por colocar o produto brasileiro de qualidade no mercado internacional, para o consumidor que terá garantia de frutas saudáveis em sua mesa e para os governos federal e estadual, por cumprirem com o compromisso de desenvolver a agricultura, sempre respaldado pela defesa agropecuária”, conclui Carneiro. O treinamento O diretor Armando Sá ainda esclarece que essa é

lômetros da empresa processadora de frutas, onde inspecionaram os pomares monitorados de papaya, observando o trabalho de retirada dos frutos maduros, a distribuição das armadilhas, a leitura das armadilhas e o controle das viroses do mamoeiro. A coordenadora do Projeto Estadual do Controle da Mosca-das-Frutas da Adab, Rita de Cássia de Oliveira, conta que na empresa processadora, localizada no município de Mucuri, eles acompanharam a chegada dos frutos da área produtora e visitaram as áreas de seleção e inspeção dos frutos, como o tratamento em água quente, embalagem e refrigeração dos frutos tratados, além da plataforma de embarque. A superintendente federal da Agricultura na Bahia, Virgínia Hagge, informa que a exportação de frutas baianas não representa apenas a consolidação da qualidade do produto baiano, mas o rompimento de barreiras comerciais e abertura de mercados.

Fonte: Seagri

referência nacional

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agricultura baiana virou referência nacional e já é tema de palestras e conferências em São Paulo. O secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles, ministrou uma palestra na capital paulista durante a abertura da Feira Internacional de Frutas, Legumes e Derivados, Tecnologia e Logística, a Fruit & Tech. Salles falou para um público composto por centenas de empresários, investidores e produtores. “A Bahia possui uma matriz produtiva diversificada e somos líderes na produção nacional de banana, coco, cacau, mamão, manga, maracujá, graviola e pinha, além de estarmos entre os cinco primeiros do ranking na maioria das culturas.

Temos 352 mil hectares irrigados, (31% com fruticultura e 11% com hortaliças), e potencial para mais 638 mil hectares”, disse o secretário. “Somos o segundo maior produtor e exportador de frutas do país, e possuímos grande potencial de crescimento, mas temos poucas agroindústrias”, relatou o secretário, demonstrando ao público do evento as potencialidades do Estado e as possibilidades para implantação da hortifruticultura em todas as regiões do Estado. “Desejamos atrair indústrias para agregar valor à nossa produção, mas também desejamos atrair investidores para o plantio e expansão da hortifruticultura”, afirmou Salles, Divulgação

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Robôs e drones chegam ao campo Bahia é o terceiro embrapa, programa experimentar maior produtor de

Pesquisadores aprimoram tecnologias usadas nas áreas especiais para beneficiar a produção agrícola

mel do Nordeste Divulgação

Divulgação

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tecnologia já invadiu o campo faz tempo, Foi com automação de maquinário e biotecnologia que a produção de grão no País cresceu cerca de 60% nos últimos dez anos. Expectativa, no entanto, é de que avance mais 40% até 2020 – O dobro da meta mundial. Na corrida para aumentar a produtividade, centros de pesquisa e grandes grupos do agronegócio já experimentam tecnologias das áreas espacial e militar. Robôs na terra, drones no céus: eis o próximo passo do campo brasileiro. No interior de São Paulo, pesquisadores da Embrapa Instrumentação é da USP São Carlos desenvolvem num plano ambicioso: levar à lavoura a tecnologia utilizada pela Nasa em Marte, com o jipe-robô Curiosity. A ideia é que o equipamento, com o sistema “Libs duplo”, faça análise química de qualquer amostra de solo ou cultura da mesma maneira que o Curiosity analisa rochas marcianas. “Ele poderá medir a quantidade d matéria orgânica do solo, sua umidade e fertilidade, bem como

fazer análise nutricional das plantas e até detectar doenças”, explica a professora Débora Milori, pesquisadora do laboratório de óptica e lasers da Embrapa. Em setembro, um pequeno protótipo foi montado e testado em laboratório. “Agora, estamos construindo um robô um pouco maior, robusto o suficiente para ir a campo em terreno acidentado”, explica Débora. O aparelho terá cerca de 1, metro de comprimento, 1 de largura e 0,8 de altura. A primeira versão será apresentada em novembro, numa feira do setor. Segundo ela, o robô será de grande valia aos agricultores por permitir um mapeamento preciso da lavoura, já que hoje a aplicação de insumos é determinada pela média das amostras, na análise de solo muito espaçada. “A otimização de insumos terá impacto financeiro e também ambiental, reduzindo aplicações desnecessárias”. A conclusão do projeto levará três anos. Para ela, ainda é cedo para afirmar quando a tecnologia chegará ao mercado, pois mesmo onde

já há projetos similares, nos Estados Unidos e em alguns países europeus, eles ainda estão em fase de experimentação. Scanner voador. Há alguns anos, o mundo descobriu a versatilidade dos drones ou vants – veículos aéreos não tripulados para fins militares. Eles são pequenos, leves e podem fazer imagens de resolução muito superior às de satélite, Não demorou muito para despertar a curiosidade dos produtores. Seu uso na agricultura inda é incipiente, mas vem crescendo – hoje, mais de 200 drones sobrevoam as lavouras brasileiras. “É preciso entender que um drone nada mais é do que um tripé voador”, afirma Rubens Coelho,

A Embrapa, por exemplo, tem empresas parceiras com as quais desenvolve softwares customizados. “Com a Monsanto, temos focado na avaliação dos híbridos de milho; com a SLC, na influência de nitrogênio no desenvolvimento do algodão; com a Zilor, de cana-de-açucar, no monitoramento de falha de plantio”, diz Jorge. Para Coelho, serão necessários pelo menos cinco anos para que o uso de drones se popularize. Uma das barreirasà expansão é a falta de regulamentação. Em fevereiro, a Anac anunciou regras para o uso civil dos vants, que entram em vigor até o fim do ano. Serão permitidos drones de até 25 quilos em lugares públicos a até de 120 metros de altitude.

Bahia tem muito para comemorar no Dia Nacional do Apicultor, Estudos realizados pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (Ebda), vinculada à Secretaria de Agricultura (Seagri), indicam que o Estado é o 3º maior produtor de mel da região Nordeste, com uma produção anual de mais de 600 mil toneladas. Este número é resultado do trabalho de oito mil agricultores familiares que vivem da criação e manejo das abelhas na Bahia. A perspectiva da Ebda é formar 11 mil famílias rurais na atividade apícola até 2015. No município de Santa Bárbara, a 147 quilômetros de Salvador, 40 famílias da Comunidade de Boa Vista têm na apicultura sua principal atividade. Juntas, elas mantêm 350 colmeias, com uma produção de 2.450 litros de mel, a cada três meses. “Após a produção do mel, realizamos um processo de desorperculação, centrifugação e decantação do produto. E depois de 72 horas embalamos e comercializamos nas feiras dos municípios vizinhos”, explica Givaldo Araújo dos Santos, morador da Comunidade de Boa Vista. Juracir Fisnando, conta que há cinco anos desenvolve a atividade apícola para complementar a renda da família. “Já cheguei a colher 300 litros de mel

em dois meses”, comemora o apicultor de Santana Barbara que conheceu a apicultura por meio da esposa. “A partir daí me interessei pela criação de abelhas, que é uma terapia”, diz Juracir, que comercializa o mel no comércio local e em sua residência. Capacitação - Para estimular o agricultor a criar abelhas, a Ebda presta assistência técnica e promove capacitação. As ações incluem cursos, seminários, dias de campo e elaboração de projetos. Com os conteúdos teóricos e práticos, os cursos abordam temas como: história da apicultura, tipos de colmeias, utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), comercialização dos produtos (pólen, própolis, geleia real, agrotóxicos, veneno e cera), com ênfase para a visão empreendedora da atividade no campo. “Os criadores de abelhas ainda recebem kits de produção (colmeia, insumos, materiais e equipamentos), e são beneficiados com crédito rural para comercialização dos derivados do mel”, afirma o técnico agropecuário, Unaldo Santos, responsável pela Divisão de Produção Animal da Ebda. Entre os municípios baianos como maior destaque na atividade apícola, estão Alagoinhas, Itaberaba, Itabuna, Irecê, Jequié, Juazeiro, Jacobina, Teixeira de Freitas, Ribeira do Pombal e Jequié.


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Brasileiros produzem primeira cabra Agroconsult realiza totalmente clonada e transgênica da previsão da segunda safra de milho América Latina no estado do Ceará Animal possui modificação genética que deverá fazer com que seu leite tenha uma proteína humana usada no tratamento da doença de Gaucher

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asceu em Fortaleza (CE), a primeira cabra clonada e transgênica da América Latina. Chamada pelos cientistas de Gluca, ela possui uma modificação genética que deverá fazer com que ela produza em seu leite uma proteína humana chamada glucocerebrosidase, usada no tratamento da doença de Gaucher. Trata-se de uma doença genética relativamente rara, porém extremamente custosa para o sistema público de saúde. Segundo informações levantadas pelos pesquisadores, o Ministério da Saúde gasta entre R$ 180 milhões e R$ 250 milhões por ano com a importação de tratamentos para pouco mais de 600 pacientes com Gaucher no Brasil. As drogas importadas são baseadas em proteínas produzidas in vitro, cultivadas em células transgênicas de hamster ou cenoura. A proposta da pesquisa brasileira é produzir a glucocerebrosidase no País, no leite de cabras transgênicas, a custos muito inferiores ao da produção em células em cultura. “Alimentar cabras é bem

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mais barato do que alimentar células; e o processo de purificação da proteína é basicamente o mesmo”, diz a pesquisadora Luciana Bertolini, da Universidade de Fortaleza (Unifor), que é uma das coordenadoras do projeto. Com pouco mais de duas semanas de vida, a cabritinha Gluca não apresenta, por enquanto, nenhum problema de saúde. “Ela já nasceu berrando, superativa, sem qualquer complicação”, empolga-se a Luciana, que trabalha no projeto com o marido, Marcelo. Dentro de quatro meses, eles já poderão induzir a lactação de Gluca e confir-

mar a presença da proteína humana no leite do animal. “Precisamos saber quanto da proteína está sendo expressa e testar sua atividade biológica”, explica Luciana. Gluca é o único clone nascido até agora de um grande esforço de reprodução, que envolveu a transferência de mais de 500 embriões clonados para 45 cabras receptoras, resultando em 8 gestações. Ela tinha uma “irmã” da mesma gestação, que morreu logo após o parto, vítima de anomalias congênitas que são comuns aos clones de mamíferos, como tamanho exagerado, órgãos aumentados e malformações cardíacas. Apenas uma das

oito prenhezes ainda está em andamento. O gene inserido no DNA dos animais é uma cópia do gene humano que comanda a síntese da glucocerebrosidase, acoplado a uma outra sequência genética (chamada de promotor) que faz com que o gene, apesar de estar presente em todas as células da cabra, seja ativado apenas nas células das glândulas mamárias - fazendo com que a proteína seja produzida apenas no leite. A construção do gene e do promotor foi realizada pela empresa Quatro G Pesquisa e Desenvolvimento, instalada no parque tecnológico (Tecnopuc) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), que também será responsável posteriormente por purificar a proteína do leite para conhecer o método brasileiro. Se tudo der certo e o leite de Gluca for rico em glucocerebrosidase, os cientistas poderão usar suas células para fazer novos clones, geneticamente idênticos a ela, e assim começar a formar um rebanho para produção da proteína em larga escala, para uso terapêutico.

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segunda safra de milho do Brasil 2013/14 deverá atingir 42,1 milhões de toneladas, informou a Agroconsult, elevando em 900 mil toneladas a previsão na comparação com o número de abril, com um plantio maior que o esperado. Em abril, a Agroconsult havia projetado a área plantada em 8,4 milhões hectares, contra uma projeção atual de 8,7 milhões de hectares. De maneira geral, as lavouras de milho têm bom desenvolvimento nos dois principais produtores, o Mato Grosso e o Paraná, pressionando os preços no mercado interno. Apesar da expectativa de uma produção de milho segunda safra maior, em relação à projeção de abril, o Brasil deverá ter uma colheita 10 por cento menor,

disse a Agroconsult em nota. “Os números refletem o excesso de chuvas no Mato Grosso, que prejudicou a colheita da soja tardia e o plantio de milho safrinha, com cerca de 30 por cento da área plantada fora do calendário ideal”, disse a consultoria. Segundo a empresa de análise de mercado, a chamada “safrinha” também apresenta como agravante este ano a redução de investimento em tecnologia, o que impactará a produtividade, “já que os produtores não apenas adquiriram sementes mais baratas como também diminuíram o uso de fertilizantes, em relação aos dois últimos anos”, em razão de preços mais baixos no momento da decisão do plantio. Divulgação

HAVERÁ “RECUPERAÇÃO” EM 2015 MAS PIB BAIXO Diretor do FMI - Alejandro Werner, diz que programa sobre política econômica ajudarão o País

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Brasil deve ter “certa recuperação” nas taxas de crescimento em 2015, mas a perspectiva para o País e para a América Latina é de níveis de expansão menores do que em anos recentes, inferiores sobretudo ao período marcado pelo boom internacional do preço das commodities, entre 2002 e 2011. A afirmação foi feita pelo diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental, Alejandro Werner, em entrevista coletiva para apresentar estudo sobre a região em Lima, no Peru, transmitida pela internet. “Para 2015, Brasil vai crescer um pouco mais,

porque temos visto queda da incerteza (com relação à política econômica), e isso eventualmente vai ter efeito sobre o investimento. Também porque o programa de infraestrutura tem ganhado velocidade e deve ajudar o crescimento”, disse Werner. A América Latina tem crescido muito pouco, afirmou o diretor, basicamente por culpa de Brasil e México, as maiores economias da região e que vêm tendo desempenho fraco desde 2012. A previsão para 2014 é de expansão regional de 2,5%, abaixo dos 2,7% de 2013. “O crescimento deste ano da América Latina deve ser o menor dos últimos 11 anos, excluindo 2009,

Divulgação

que foi marcado pela crise financeira internacional”, disse. Em 2015, a região deve ter uma recuperação e avançar 3%. Mas nas estimativas feitas para até 2019, a avaliação do FMI é que dificilmente os principais países da região terão os mesmos níveis de expansão vistos até 2011, período marcado por alta nos preços internacionais dos pre-

ços das commodities. Nos cenários traçados pelo FMI, mesmo se o preço das commodities permanecer estável nos níveis atuais até 2019, o crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) dos exportadores de commodities da América Latina - Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai - seria 0,9 ponto porcen-

tual menor que no período 2012/2013 e 1,3 ponto abaixo do período do boom dos preços, entre 2003 a 2011. “Um cenário de preços estáveis das commodities afetaria o crescimento econômico da região e uma queda dos preços teria impacto importante (na atividade)”, disse Werner na entrevista, destacando que as estimativas numéricas são feitas por

exercícios econométricos e sujeitas a incertezas. O diretor do FMI destacou que a região historicamente investe muito pouco e a perspectiva é de que os níveis de investimento continuem moderados. Por isso, ele reforçou a necessidade de reformas estruturais para destravar os gargalos na infraestrutura e melhorar a competitividade dos países. Com a mudança da política monetária dos Estados Unidos em curso, os países da América Latina devem enfrentar volatilidade, disse o diretor. Para lidar com eventuais fugas de capital, Werner destacou que os países latinos precisam desenvolver bases mais amplas de investidores domésticos.


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EDUARDO CAMPOS MOSTRA FORÇA PRESIDENCIÁVEL EM PLENÁRIA DA ACSP E DO CONSELHO POLÍTICO E SOCIAL COM EMPRESÁRIOS

O governador de Pernambuco mostrou-se firme e surpreende empresários de SP Cassiana C. de Almeida

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governador de Pernambuco foi muito feliz ao falar sobre o debate quanto à mudança que o Brasil precisa, na sessão plenária inaugural de 2014 da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O pernambucano lembrou as Diretas-Já e o processo de redemocratização e foi até o ano de 2010, quando o Brasil “começou a piorar”, interrompendo o que ele chamou de “ciclos de acertos”. Campos, também falou dos quase 30 anos de democracia, e dos três ciclos que ajudaram a consolidar a Nação. Elogiou o Plano Real de Fernando Henrique Cardoso, que controlou a inflação e foi firme e direto ao chegar em Dilma Roussef, pois não poupou críticas quanto ao “debate político pobre” em 2010, quando ela concorria à presidência com o ex-governador paulista José Serra, e falou em um governo “sem diálogo” e que esconde as crises políticas, econômica e de representação. “A presidente

Rayssa Almeida

Dilma tem que ser respeitada, eu a respeito muito como pessoa, mas ela não tem o direito de fugir do debate. Ela precisa ser julgada humildemente pelo povo brasileiro. Não pode colocar a crise debaixo do tapete”, afirmou. Segundo ele, o único caminho para melhorar o Brasil, é fazendo debate. E se colocou

no centro dele: “Vamos promover o debate criando uma nova agenda, pautada em diálogos sobre como melhorar a qualidade de vida e a produtividade do país”. Com alto índice de aprovação em Pernambuco, Eduardo Campos do PSB, surpreendeu positivamente o empresariado paulista,

política ampla e diferenciada atendendo desde à classe popular até o empresariado que ficou abandonado nos últimos anos pelo governo do PT. E mostrou-se ainda mais forte, em ser um candidato apto à quebrar essa alternância de poder entre PSDB e PT que vêm se alastrando por muitos anos. Rogério Amato, presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e Facesp elogiou Eduardo Campos, por mostrar-se indignado e disposto a mudar à questão das elevadas e extensas cargas tributárias no país.

onde estes tiveram a oportunidade de fazer perguntas ao governador. Campos, enfatizou que o país não aguenta mais quatro anos da Presidente Dilma. Firme, direto e objetivo em suas respostas, Campos mostrou-se como um forte candidato presidenciável, com uma proposta Lino Almeida Diretor do Grupo Global e Eduardo Campos

Brasil e China antecipam novo satélite para 2014 A Agência Espacial Brasileira agora confirma o plano de antecipar o voo de seu sucessor Divulgação

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muito cedo para ter uma data de lançamento precisa, mas estamos trabalhando para lançar em dezembro”, afirma Petrônio Noronha de Souza, diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB. Segundo o cronograma original do projeto de parceria entre chineses e brasileiros, o CBERS-4 estava programado para 2015. Mas ninguém contava com a perda do satélite anterior no lançamento, por uma falha do foguete chinês Longa Marcha 4B. O CBERS-3 tinha quatro câmeras que seriam responsáveis por coletar imagens que permitissem ao governo brasileiro monitorar a Amazônia, auxiliando no combate a desmatamentos ilegais e queimadas. Sem ele, o Brasil se vê obrigado a adquirir imagens de satélite produzidas por outros países. O quarto satélite

é basicamente uma réplica do anterior, o que viabiliza a antecipação de sua montagem e de seu lançamento. Ainda não se sabe se a mudança de planos acarretará um custo maior. “Há impactos provenientes da logística, pois decidiu-se integrar o satélite na China, o que pede envio de equipes para aquele país”, explica Souza. “Por outro lado, haverá economia nas atividades de teste no Brasil e no transporte de equipamentos. Não temos ainda uma medida final do impacto real das alterações.” Estima-se que o CBERS-4 custe ao Brasil cerca de R$ 160 milhões. QUINTO SATÉLITE O programa CBERS foi iniciado em 1988, numa época em que China e Brasil eram bem mais parelhos em termos de seus programas espaciais. Ele previa dois satélites. Depois o número foi expandido para quatro e,

finalmente, para cinco. O CBERS-4 será o último da série programado até o momento, mas os dois países já negociam a expansão do acordo.

Os custos de cada novo artefato são divididos por igual entre os dois países. De início, existia a expectativa de que o CBERS-4 pudesse ser lançado do Centro de Lan-

çamento de Alcântara, mas atrasos no programa brasileiro de lançadores impediram essa tentativa. A exemplo de seu antecessor, o novo satélite de-

verá ser lançado da base de Taiyuan, na China, por um foguete Longa Marcha-4B. Apesar da falha, trata-se de um veículo com alta taxa de sucesso.


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Secretário prevê crescimento de 3,5% para a economia baiana em 2015 A taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) baiano é estimada em 3,5% em 2015, superior à expectativa brasileira, que deve ficar em 2,3%.

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volume de recursos previsto para o orçamento do próximo ano é de R$ 35,7 bilhões. Esse cenário está descrito no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2015 entregue pelo secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, ao presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo. Essa perspectiva de crescimento da economia baiana, explica Gabrielli, está baseada na manutenção das baixas taxas de desemprego, no crescimento de renda da população e no aumento dos investimentos em atividades importantes para

o Estado, a exemplo de mineração, energia eólica e infraestrutura. O secretário enfatizou também que a meta do Governo da Bahia é priorizar as ações na área social. O consumo interno, estimulado pela melhor distribuição de renda, é destacado como outro importante vetor de crescimento do Estado, intensificando também os processos de desconcentração espacial da renda. Estes fatores são apontados como grandes impulsionadores da desconcentração territorial do PIB baiano nos próximos anos. Para 2014, a estimativa de crescimento real

do Produto Interno Bruto (PIB) baiano, é de 3,3%. Esses resultados, segundo o secretário do Planejamento, decorrem da perspectiva de investimentos públicos e privados, aliado à expansão do consumo, que gera uma expectativa de forte crescimento na geração de emprego e renda na Bahia em 2015. De acordo com os estudos que constam do documento, “os programas de investimento na Bahia deverão ser intensificados, com a construção de grandes obras de infraestrutura e mobilidade assistidas pelos investimentos dos PAC 1 e 2 na Bahia, além da

prioridade do Estado aos programas de infraestrutura logística, com investimentos em ferrovias, portos e aeroportos, entre outros empreendimentos privados como o Polo Acrílico (BASF) e o Polo 2 de Julho (Enseada do Paraguaçu e São Roque), que trarão significativos impactos sobre o setor produtivo e o comércio exterior baiano nos próximos anos”. Segundo Gabrielli, em termos regionais, “a perspectiva de crescimento da economia baiana está baseada na continuidade das políticas desenvolvidas nos últimos anos, com atração de recursos e de investimentos, viabi-

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lizando as condições necessárias para a sustentabilidade do crescimento da economia estadual”. Projeto de alienação de imóveis Em atenção à solicitação da bancada da oposição na Câmara, o secretário municipal da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, compareceu ao Paço Municipal na tarde de ontem para tirar dúvidas dos vereadores sobre o projeto que será enviado pelo Executivo propondo a alienação e desafetação de 62 imóveis da prefeitura. Ele explicou que foi feito um estudo, ao longo de um ano, envolvendo os 100 mil imóveis da municipalidade,

selecionando os passíveis de alienação, com previsão de arrecadar R$300 milhões. Segundo Mauro Ricardo, um percentual dos imóveis não será alienado e sim destinado ao Fundo Garantidor. O valor arrecadado será investido na construção do Hospital Municipal, implantação do Centro Administrativo Municipal, escolas, postos de saúde e ginásio esportivo, por parceria público-privada. “É importante ficar claro que não estamos abrindo mão de patrimônio, estamos trocando ativos, levando em conta o critério de melhor utilidade para a população”, ressaltou.

APAS 2014 completa 30 anos com sucesso nacional e internacional Grandes marcas e personalidades brasileiras e estrangeiras participaram do evento

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Regina Elias

APAS (Associação Paulista de Supermercados) 2014 mostrou como estabelecer relações de confiança mútua entre toda a cadeia supermercadista: empresários, fornecedores, consumidores, comunidade e governantes. E para revelar o prestígio do evento personalidades políticas, estrelas do esporte, centenas de expositores nacionais e

internacionais, além do recorde de visitantes. Realizada no pavilhão Expo Center Norte, em São Paulo, contou com um público de 69.554 pessoas que visitaram os 602 expositores, sendo 150 deles internacionais de 17 países. Dentre as grandes marcas expositoras destacamos a Walmart, Nestlé, Sobel Indústria e Comércio de Produtos de Limpeza entre outras.

Sob o tema Confiança– Fundamento do Time Campeão, o Congresso, que contou com importantes palestras de Vicente Falconi, Stephen M.R.Covey e Steven Jenkins, por exemplo, foi prestigiado por 3.136 pessoas. Já o Projeto Comprador Internacional APAS-APEX contemplou 325 reuniões, onde foram gerados negócios na ordem de US$211.500.000,00 para os próximos 12 meses.

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Saiba como fazer graduação fora do Brasil sem vestibular

Conheça a seleção de faculdades na Alemanha, Nova Zelândia, China, Reino Unido e Rússia

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azer a graduação em uma universidade fora do Brasil pode ser uma forma de evitar os temidos vestibulares tupiniquins. Muitos países querem atrair alunos estrangeiros e têm interesse nos estudantes brasileiros. É o caso de Alemanha, China, Nova Zelândia, Reino Unido e Rússia. Na Nova Zelândia, por exemplo, a política educacional do país inclui a internacionalização das universidades, que são financiadas pelo governo – diferentemente das públicas do Brasil, cujo ensino é gratuito, elas cobram 1/3 da mensalidade de neozelandeses e 100% dos alunos estrangeiros. Segundo o embaixador da Nova Zelândia no Brasil, Jeffrey McAlister, um dos pilares da estratégia educacional do país é a atração de estudantes estrangeiros para ajudar os neozelandeses a se integrar no mercado de trabalho globalizado. “É importante que os nos-

sos jovens tenham a capacidade de se comunicar fluentemente com pessoas de outros países, entre eles países significativos como o Brasil”, diz McAlister. “Estudantes que vão para lá acabam tendo uma afinidade permanente com a Nova Zelândia. Quando voltam para o Brasil, se tornam embaixadores do nosso país. ” Embora não tenham vestibulares para os estudantes estrangeiros, os processos de seleção podem ser ainda mais acirrados e demorados. Como nesses países cada universidade tem autonomia para criar seus critérios de seleção, o nível de proficiência no idioma e o número de documentos exigidos podem variar. Na China, todos os alunos que cursaram o ensino médio no país têm de fazer um exame parecido com o Enem, o Gaokao. Já os alunos estrangeiros são dispensados dessa prova, mas têm de apresentar as notas da escola e os certificados

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de proficiência em mandarim (HSK ou HSKK). “O Gaokao é conhecido e temido por todas as famílias chinesas. Mas o aluno brasileiro não precisa fazer para entrar no bacharelado ou licenciatura”, afirma a professora de mandarim

do Instituto Confúcio da Unesp, Rachel Nian Liu. “Há cursos de graduação em Letras, por exemplo, em que é possível fazer a graduação só com o inglês, mas é sempre melhor ter o certificado de mandarim. ” Complemento. Em alguns

locais, como na Alemanha, na Nova Zelândia e no Reino Unido, como o ensino médio tem um ano a mais do que no Brasil, é preciso fazer um ano de complemento da educação básica antes da graduação. Geralmente, esse curso inicial já é focado na área em que

o aluno vai seguir (Exatas, Humanas ou Biológicas), o chamado Foundation Year. Na Rússia é preciso fazer de 3 a 15 meses do curso Faculdade Preparatória, que ensina russo e tradições do país. Lá há universidades que dão aulas em russo ou em inglês.

Regras nocivas da Lei do inquilinato é responsável pelo crescimento de despejos no Brasil, avalia especialista

As alterações da Lei do Inquilinato e o endividamento da população são os fatores fundamentais para o aumento do número de despejos nos principais estados do Brasil.

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m São Paulo, o volume de ações de despejos cresceu noves vezes entre 2009 e 2013. Em 2013, foram distribuídos 36.380 processos, ante 4.036, em 2009. Já o Estado do Rio de Janeiro, os despejos triplicaram no mesmo período, passando de 2.604 para 7.269 ações. Na visão do advogado e professor Mario Cerveira Filho, sócio do escritório Cerveira Advogados Associados, as alterações da Lei do Inquilinato realizadas em 2009 foram as principais responsáveis por esta movimentação nociva de mercado. “Como ficou bem mais fácil despejar os inquilinos, não há dúvida que as alterações havidas contribuíram, para o aumento desproporcional dos aluguéis e, por consequência, dos preços de venda dos imóveis em todo o Brasil”, afirma.

Anteriormente às alterações, segundo Mario Cerveira, realmente era difícil e levava-se muito tempo para receber ou despejar um inquilino problemático. “Agora, nas ações de despejo por falta de pagamento, o locatário deverá efetuar no prazo de 15 dias, contados da citação, o pagamento do débito atualizado, independentemente de cálculo e mediante depósito judicial. Esse depósito inclui: aluguéis e acessórios da locação que vencerem até a sua efetivação, as multas ou penalidades contratuais, quando exigíveis, os juros de mora e as custas e os honorários do advogado do locador, fixados em dez por cento sobre o montante devido, se do contrato não constar disposição diversa”, explica. O professor ressalta que essas alterações estão prejudicando demasiadamen-

te os locatários, como por exemplo: - Liminar (15 dias para desocupação voluntária) nas ações de despejo de imóveis comerciais fundada na denúncia vazia; - Liminar (15 dias para desocupação voluntária) nas ações de despejo por falta de pagamento, quando o contrato estiver sem de garantia; e principalmente: - Antes o inquilino poderia sofrer duas ações despejo por falta de pagamento a cada 12 meses, agora, com as alterações havidas, somente haverá 01 uma oportunidade a cada 24 meses. Mario Cerveira destaca que o efeito das alterações foi contrário do que se esperava. “O mercado imobiliário praticamente “parou” e a classe média e média baixa está sendo a mais prejudicada. Pela falta de conhecimento dessas alterações, os locatários foram muito prejudicados e

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os locadores, por sua vez, se aproveitaram da situação, majorando os aluguéis de forma desproporcional com a realidade do País”, afirma. O advogado alerta que grandes grupos estrangei-

ros, estão vindo para o Brasil, atraídos pelo valor dos aluguéis, considerados uns dos mais altos do mundo, comprando os imóveis (já bem acima do que realmente valem e já inflacionando o mercado, neste sentido),

com o objetivo de receber estes locativos. “Sendo assim, o locatário deve tomar muito cuidado antes de assinar um contrato de locação, tanto comercial como residencial”, conclui.


Ciências & Tecnologia Mundo terá quase um celular por habitante em 2014

Aparelho é amplamente utilizado em países ricos e pobres, o acesso à internet no entanto ainda é limitado nos países emergentes. A penetração de celulares chegará a 90% nos mercados Divulgação

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té o final do ano, o número de celulares no mundo chegará perto do número de habitantes no planeta. Os dados estão sendo divulgados pela União Internacional de Telecomunicações e revelam a explosão no uso dessa tecnologia, inclusive nos países emergentes. Já o acesso à Internet, apesar de também crescer, ainda revela a profunda disparidade entre países ricos e as economias em desenvolvimento. O Brasil, por exemplo, tinha em 2012 as mesmas taxas de penetração da rede que os países ricos dez anos antes. Mas é no setor dos celulares que a diferença entre ricos e pobres é a menor. Até dezembro, o número de celulares vai chegar perto dos 7 bilhões, o representará 96% de todos os habitantes. emergentes, contra mais de 120% nas economias ricas. A expansão, em dez anos, foi quase de dez vezes. A situação mais complicada é ainda da África, onde 30% da população ainda não tem acesso. Mas o mercado também está dando sinais de saturação. Em 2014, o setor deve ter o menor crescimento em anos, com uma expansão global de apenas 2,6%. O único crescimento real

ocorre nos países emergentes, que representam 75% de todos os celulares vendidos no mundo. Enquanto o número de celulares aumenta, o registro de telefones fixos sofre uma queda no mundo. Entre 2009 e 2013, o mundo perdeu 100 milhões de telefones fixos. Na Europa, o número de pessoas que sequer tem um número fixo cresce ao ponto de surpreender até mesmo as empresas de telefonia. O uso da Internet nos celulares também registrou um forte aumento. Hoje, são 2,3 bilhões de usuários,

32% da população mundial. A taxa é duas vezes superior aos números de 2011. Uma vez mais, a disparidade entre pobres e ricos é grande. Nos emergentes, a taxa é apenas de 21%, contra mais de 84% nos países ricos. Essa diferença, segundo a UIT, começará a reduzir. Em 2014, a expectativa é de uma expansão de 26% no uso da internet nos celulares nos países emergentes, contra apenas 11% nos países ricos. Essa taxa vai permitir que, em números absolutos, os emergentes tenham o maior número de usuá-

rios de internet no celular ao final de 2014. Mas em termos de percentual da população com acesso, a Europa lidera, seguida pelas Américas, com mais de 500 milhões de usuários. Internet. O avanço das tecnologias nos países emergentes também mudou o perfil da Internet. Hoje, dois de cada três internautas estão no mundo em desenvolvimento. Esse número dobrou em cinco anos e, ao final de 2014, 3 bilhões de pessoas estarão conectadas à rede mundial de computados. Segundo a UIT, 40% do mundo estará

na rede até o final do ano. O Brasil, porém, apresenta um atraso de uma década em comparação às taxas de penetração equivalentes ao que existia em países ricos. Os últimos dados disponíveis na UIT sobre o Brasil são do final de 2012 e revelam que 49,8% da população tinha acesso à Internet. A taxa representa um salto importante em comparação aos dados de 2003, quando apenas 13% da população tinha acesso à rede. Mas, ainda assim, os números são considerados como modestos pelos especialistas. Num ranking mundial, o Brasil aparece apenas na 85a posição entre os locais com o maior acesso para sua população ao final de 2012. Nos EUA, 81% da população tem acesso à rede e, nos países escandinavos, a taxa supera a marca de 95%. O Brasil, por exemplo, está mais de dez anos atrasado em comparação às taxas de penetração da Internet no Canadá. Em 2000, 51% da população do país da América do Norte já tinha acesso à rede. Na Noruega, há 14 anos, a taxa já era superior à brasileira. Suíça e EUA são alguns dos outros países que, na virada do século, já tinham mais

de 50% de sua população conectada. A disparidade entre países desenvolvidos e emergentes também fica clara em outras regiões do mundo. Hoje, o acesso da população que vive na Europa, EUA ou Japão à Internet em casa chegou perto de um ponto de saturação. Nos emergentes, apenas 30% tem acesso à rede em suas casas. O Brasil também não aparece em boa posição no que se refere ao número de pessoas com acesso à Internet de banda larga. A taxa daqueles com acesso à velocidade mais alta chega a apenas 3 para cada cem pessoas. A disparidade na velocidade da rede é o que mais preocupa a UIT. A Africa, por exemplo, conta com apenas 0,5% do número de internautas com acesso a essa tecnologia mais avançada. Nas Américas, a taxa é de 17%, mas a região terá o menor crescimento do mundo em 2014, com apenas 2,5% de expansão desse serviço. A taxa de expansão desse segmento nos emergentes também caiu, de 18% em 2011 para apenas 6% em 2014.

Cientista cria guarda-chuva inteligente para coletar dados sobre o clima em diversos lugares

O cientista Rolf Hut, da Universidade de Tecnologia Delft, na Holanda, tem um plano ambicioso: transformar cada guarda-chuva do mundo em uma pequena estação meteorológica.

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ele já tem um protótipo. Seu invento usa um pequeno sensor que detecta gotas de chuva que caem sobre o tecido do guarda-chuva e envia informações por bluetooth, um tipo de rede sem fio, para um celular, que por sua vez transmite os dados para um computador. De olho em jovens, Igreja celebra canonização high-tech Isaac Asimov estava certo: as previsões do escritor

para 2014 que viraram realidade Na visão de Hut, milhares desses equipamentos em ação trariam melhorias significativas para a medição do clima. “Hoje usamos satélites e radares, mas não medimos a chuva conforme ela atinge o solo, como costumávamos fazer. É muito caro manter um aparelho de medição tradicional”, disse o pesquisador à BBC. “Por isso, o número

desses aparelhos em uso por agências meteorológicas está caindo, e isso é um problema no gerenciamento de recursos hídricos ou para a pesquisa hidrológica porque não há mais como ter em mão dados suficientes como antes.” Resultados animadores Hut exibiu seu protótipo de guarda-chuva inteligente na assembleia geral da União Europeia de Geociências, em Viena, na Áustria.

Rolf Hut


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IMPLANTE NA COLUNA DEVOLVE MOVIMENTOS PARA PACIENTES PARALISADOS Tratamento oferece a esperança de ajuda para pessoas com paralisias causadas por lesões medulares, segundo cientistas

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ó nos EUA há 6 milhões de paraplégicos e tetraplégicos, sendo 1,3 milhão deles com lesões de coluna. Os resultados também colocam em dúvida uma suposição importante sobre lesões da coluna: que o tratamento exigiria a reconstituição ou substituição de neurônios danificados, o que poderia ser possível com células-tronco, por exemplo -- um processo complicado e polêmico. “A grande mensagem aqui é que pessoas com lesões da coluna cervical como as desses homens não precisam mais pensar numa condenação à paralisia pelo resto da vida”, disse em entrevista o médico Roderic Pettigrew, diretor do Instituto Nacional de Bioengenharia e Técnicas de Imagens Biomédicas, que é parte do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

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“Eles podem conseguir algum grau de função voluntária”, disse Pettigrew, que viu isso como “um marco” nas pesquisas sobre lesões medulares. O instituto que ele dirige financiou parcialmente o estudo, publicado na revista Brain. A pesquisa se baseou

no caso do ex-jogador de beisebol universitário Rob Summers, que ficou tetraplégico ao ser atropelado em 2006. No final de 2009, ele recebeu um implante epidural logo abaixo da área danificada. O aparelho de 72 gramas começou a emitir

uma corrente elétrica em várias frequências e intensidades, estimulando densos feixes de neurônios na coluna. Três dias depois, ele ficou de pé sozinho, e em 2010 tentou dar seus primeiros passos. O caso dele teve grande repercussão, mas os

cientistas achavam que só pacientes com alguma sensibilidade nos membros -caso de Summerspoderiam se beneficiar com os estímulos elétricos. Por isso, a equipe comandada pela Susan Harkema, especialista em reabilitação neurológica do Centro de Pesquisas

do Kentucky para Lesões de Coluna Vertebral, tinha menos esperanças em relação a dois dos pacientes seguintes, sem sensibilidade nos membros. Mas um deles, vitimado por um acidente de moto em 2009, aos 21 anos, começou a mover a perna esquerda 11 dias depois de receber o aparelho, chamado RestoreAdvanced e fabricado pela empresa Medtronic. Ele havia recebido o prognóstico de que nunca mais conseguiria mexer as pernas. O terceiro paciente, tetraplégico após um acidente de moto em 2006, obteve ainda mais progressos, e consegue mexer a perna mesmo quando o aparelho não está emitindo sinais elétricos. Ele se orgulha de já ter conseguido passar 27 minutos em pé, mesmo sem o auxílio do aparelho. “E ainda estou progredindo”, afirma.

NOVOS ESTUDOS MOSTRAM QUE SUPLEMENTO DE CÁLCIO NÃO AUMENTA RISCO DE SURGIMENTO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES Composto indicado para osteoporose não provoca mais mortes por enfarte, ao contrário do que dizia pesquisa de estudo neozelandês de 2008

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studos recentes reunidos na apresentação de um médico brasileiro no Congresso da Liga Panamericana de Associações de Reumatologia (Panlar) no Uruguai, mostram que o suplemento de cálcio, indicado para a prevenção e o tratamento da osteoporose, não aumenta o risco de doenças cardiovasculares, ao contrário do que mostrava um estudo neozelandês de 2008. Na ocasião, os pesquisadores chegaram a conclusão de que pacientes que tomavam o suplemento da substância morriam mais de enfarte e de outras doenças cardiovasculares. “Desde então, os pacientes e os próprios médicos passaram a evitar o suplemento de cálcio e ficamos com menos opções no tratamento da osteoporose”, explica Se-

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bastião Cezar Radominski, chefe da especialidade de reumatologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). No congresso, o especialista brasileiro apresentou o resultado de estudos recentes que contestam essa tese. O mais novo deles, publicado neste mês no periódico Journal of Bone

and Mineral Research, mostra que o risco aumentado de doenças cardiovasculares não foi observado em pacientes que tomavam o suplemento. “Na pesquisa, os médicos analisaram 700 mulheres que tomaram o cálcio e outras 700 que não utilizaram o suplemento. As taxas de mortalidade por doença cardio-

vascular foram similares. Aquele alarde feito pelo estudo neozelandês não foi confirmado”, defende. Outro estudo citado pelo médico, publicado em 2012 no American Journal of Nutrition, mostra que o suplemento de cálcio não aumenta a mortalidade se consumido na quantidade de até 1500 mg diárias.

“Para uma pessoa acima de 50 anos com osteoporose que não consome cálcio na alimentação, a quantidade máxima recomendada é 1200 mg, portanto, dentro desses parâmetros, não haveria risco para o paciente”, afirma ele. Tratamento Para o especialista, foi necessária a reunião e apresentação das pesquisas para que o tratamento da osteoporose não seja prejudicado. “Os pacientes ficavam com o tratamento limitado, porque o suplemento é necessário para prevenir fraturas nos ossos, mas também para que o remédio contra a osteoporose faça efeito. A medicação só é integralmente eficaz se os níveis de cálcio e vitamina D estão adequados no organismo”, explica ele.

Radominski relembra, porém, que a indicação de suplemento de cálcio só deve ser feita para os pacientes que não conseguem atingir o nível indicado da substância na alimentação. “Não é tão difícil chegar aos 1200 mg diários. Um copo de leite tem 300 mg. Um pote de iogurte tem 400 mg. No entanto, há pacientes com osteoporose que têm alergia a componentes do leite ou não conseguem consumir a quantidade indicada. Nesses casos, o suplemento é necessário, mas a resistência ao consumo do composto estava alta. Esperamos que os novos estudos ponham um pouco de ordem na casa”, diz. Além do leite e derivados, o cálcio também pode ser encontrado em folhas verdes.


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CONSUMO DE ÁLCOOL NO BRASIL É Pelo Brasil Brasileiro troca talão de cheques SUPERIOR À MÉDIA MUNDIAL Projeto colocaria país no centro de um esforço global na busca de novas drogas

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evantamento aponta ainda que consumo no País deve voltar a crescer após queda 2010 O abuso no consumo de álcool no Brasil supera a média mundial e apresenta taxas superiores a dezenas de países. Os dados são da Organização Mundial da Saúde que, em um informe publicado alerta que 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 foram causados pelo uso excessivo do álcool, 5,9% de todas as mortes. Segundo a entidade, não apenas a bebida pode gerar dependência, mas também poderia levar ao desenvolvimento de outras 200 doenças. Entre os 194 países avaliados, a OMS chegou a conclusão de que o consumo médio mundial para pessoas acima de 15 anos é de 6,2 litros por ano. No caso do Brasil, os dados

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apontam que o consumo médio é de 8,7 litros por pessoa por ano. Esse volume caiu entre 2003 e 2010. Há dez anos, a taxa era de 9,8 litros por pessoa. Mas as projeções até 2025 mostram que o consumo

voltará a aumentar, ultrapassando a marca de 10,1 litros por ano por pessoa. Em 1985, o consumo não chegava a 4 litros por pessoa por ano. No caso brasileiro, a diferença entre o consumo

masculino e feminino é profundo. Entre os homens, a taxa chega a mais de 13 litros por ano. Para as mulheres, ela é de apenas 4 litros. 60% do consumo é de cerveja. Apenas 4% do consumo é representado pelo vinho. Mas o que mais preocupa a OMS são os casos de abusos no consumo. No mundo, a média é de 7,5% da população que experimentou em algum ponto do ano um caso de um consumo excessivo de álcool. No Brasil, porém, a taxa é de 12,5%. Num ranking de números de anos perdidos de vida saudável, Brasil está entre os líderes. Em todo o mundo, a Europa é a região onde os índices de consumo são os mais elevados per capta, com diversos países apresentando taxas acima de 10 litros por ano.

RITMO DE EMISSÕES DE GASES ESTUFA DOBRA NA ÚLTIMA DÉCADA, O QUE PREJUDICA MUITO Relatório aponta estratégias de controle e efeito das mudanças climáticas.

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s emissões de dióxido de carbono (CO²) e dos demais gases de efeito estufa na atmosfera dobraram na primeira década do século 21 em relação aos últimos 30 anos do século 20. A revelação consta do relatório que o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas deve apresentar amanhã em Berlim. A negociações entre cientistas e delegados nacionais, porém, são lentas: após cinco dias de trabalho, apenas 50% do documento havia sido revisado. O relatório diz respeito às estratégias de controle e redução dos efeitos das mudanças climáticas geradas pela intervenção humana. Segundo o rascunho que ainda hoje será discutido pelos cientistas, “as tendências atuais de emissões de gases de efeito estufa estão no topo dos níveis projetados para a próxima década”. O IPCC adverte ainda que o crescimento médio

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por cartões de crédito e débito

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uso de cheques, pelo contrário, recuou 9,3% em 2013 na comparação com o ano anterior, enquanto as quantidades de operações de débito direto e de transferência de crédito aumentaram 16,7% e 6,4%, respectivamente. A indústria de cartões de crédito e débito registrou um bom ano em 2013. Segundo dados do BC, o faturamento dos mercados de cartões de crédito e de débito atingiu R$ 534 bilhões e R$ 293 bilhões, respectivamente, o que representa crescimento de 14,7% e 23,4% em relação ao ano anterior.

Internet banking. Em relação à utilização dos canais de atendimento das instituições financeiras, o atendimento pela internet prevaleceu no ano passado, respondendo por 39,5% das operações realizadas, o que significa crescimento de 23,1% sobre 2012. Agências. O número de transações bancárias efetuadas por meio das dependências das instituições financeiras (agências e postos de atendimento), por sua vez, continuou apresentando queda, tendo reduzido 1,7% no ano passado ante o ano anterior.

Empresas aéreas ensinam passageiros novatos a viajar de avião

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na Luiza da Silva, 44, estava ansiosa para fazer a sua primeira viagem de avião. Não sabia como seria, se o serviço de bordo era gratuito ou pago, onde iria se sentar ou quem pediria ajuda caso precisasse. O marido, que já havia andado de avião, foi quem comprou a passagem, pela internet e a levou ao aeroporto em juazeiro do Norte, no Ceará. Para não ter erro, ele ainda ficou do lado de Ana na fila do balcão de check-in. “Foi bem tranquilo, mais do que eu estava es-

perando, contou ela”. A Gol, por exemplo, testa desde o último trimestre do ano passado um projeto batizado de “Ganhando Asas” em Recife, Salvador e Curitiba, bases onde a empresa constatou grande número de primeiros viajantes. A iniciativa será estendida para outras cidades do país nos próximos meses. Nela, atendentes são treinados para reconhecer um passageiro de primeira viagem e questioná-lo se de fato é novato em um avião da Gol. Com esses cuidados ajuda a pessoa a se sentir mais segura.

Alta do carro novo leva consumidor para o usado

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das emissões, de 2,2% ao ano na primeira década do século 21, foi superior ao1,3 registrado entre 1970 e 2010. No biênio 2010 e 2011, o nível chegou a 3%, conforme o jornal britânico The Guardian. Outro dado alarmante e que as emissões não pararam de crescer mesmo com a crise financeira internacional, que desacelerou o ritmo da atividade econômica mundial. Para cumprir o objeti-

vo de limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 2º C até 2100, países desenvolvidos, como os Estados Unidos, seriam obrigados a cortar até 2030 pela metade suas emissões de gases de efeito estufa em relação a 2010. Países emergentes, como China, Índia e Brasil, também precisam participar de esforços semelhantes – a despeito de terem contribuído menos para as emissões de CO

desde o início da revolução industrial. Custo. O rascunho do documento tende a desapontar investidores e líderes políticos que aguardam um balanço financeiro do custo das medidas de mitigação do aquecimento global. De acordo com os dados obtidos pela agência Reuters, o texto afirma que uma perda “de consumo” avaliada entre 1% e 4% até 2030.

lta de preços e fim do crédito farto derrubaram em 4,5% as vendas de automóveis e comerciais leves novos no primeiro quadrimestre. No segmento de usados, o resultado é inverso, com crescimento de 5% nos negócios. Como resultado, a relação entre número de carros usados vendidos para cada novo voltou à média considerada histórica de três por um, que não era registrada desde 2007, e as lojas reclamam de falta de produtos. Apesar da melhora nas vendas, que de janeiro a abril somam 3,049 milhões de veículos (sem caminhões e ônibus), os

preços dos usados seguem em trajetória de desvalorização. Segundo o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti, o preço dos carros novos teve alta de 4% a 5% neste ano, porcentuais que não foram acompanhados pelos seminovos. Vítor Meizikas, analista de mercado da consultoria Molicar, diz que, apesar da forte concorrência, as montadoras repassaram ao consumidor parte do aumento em razão da alta do IPI em janeiro e da inclusão de airbag e freio ABS em vários carros.


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Caixa vai assumir previdência este ano complementar de Estados e municípios

Com a criação do Prev-Federação, banco teria potencial para administrar previdência de 460 mil funcionários públicos que ganham acima do teto

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s técnicos recomendaram a operação ao presidente da Caixa, Jorge Hereda. O universo potencial do fundo, chamado de Prev-Federação, é de 460 mil funcionários públicos de Estados e municípios que recebem acima do teto do INSS, hoje em R$ 4,4 mil por mês. Depois de conversar com o secretário executivo da Previdência, Carlos Gabas, o presidente da Caixa vai se reunir nos próximos dias com o ministro da Previdência, Garibaldi Alves. O objetivo do governo Dilma Rousseff é reduzir o explosivo déficit atuarial de R$ 1,7 trilhão, acumulado pelos regimes previdenciários dos 27 Estados e suas capitais. A criação do Prev-Federação interessa à capital de São Paulo e também a outros cinco Estados (Minas Gerais, Ceará, Espírito Santo, Rondônia e Pernambuco), que já aprovaram leis reformando os regimes próprios de apo-

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sentadoria. Sem dispor de grande escala, isto é, de um contingente elevado de servidores próprios que justificasse a criação de um fundo de previdência complementar para cada Estado e município, esses

governos entendem que o Prev-Federação pode servir como “guarda-chuva”. Ou seja, ao acumular o dinheiro de várias administrações regionais, esse grande fundo a ser operado pela Caixa pode obter rentabilidade maior.

A lógica é a mesma que rege o mercado financeiro. Apenas a União, com a Funpresp, e os Estados de São Paulo e do Rio contam com fundos de previdência complementar, criados em 2013. Equiparação. O futuro

Prev-Federação seguirá as mesmas regras desses três fundos. Com o novo regime previdenciário, os servidores públicos passarão a ser equiparados a todos os outros 44 milhões de trabalhadores formais brasileiros. Quer dizer, a

aposentadoria terá como limite o teto do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Se desejar receber além do teto atual de R$ 4,4 mil por mês, o servidor no novo regime deverá aportar parte de seu salário em um fundo de pensão.

Companhias brasileiras voltam a atrair investidores

Com empresas de médio porte baratas no mercado, operações de fusões e aquisições crescem 18% no primeiro trimestre. A empresa de logística TPC, da Bahia, foi assediada por grupos europeus

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Hapvida, maior operadora de planos do País, tem sido sondada por fundos de investimentos interessados em comprar uma participação ou totalidade de seu negócio. A empresa de logística TPC, da Bahia, foi assediada por grupos europeus para aquisição de uma fatia da companhia. Esses dois casos não só ilustram o apetite de fundos e grupos estrangeiros por ativos brasileiros, como são uma amostra do quanto as operações no País estão aquecidas desde o início deste ano. No primeiro trimestre, foram realizadas 164 ope-

rações fusão realizadas 164 operações de fusões e aquisições no País, 18% acima do mesmo período do ano passado. Em receita, essas transações somaram R$44 Bilhões, ante R$9 Bilhões no mesmo período de 2013, segundo levantamento do banco de investimento Greenhill, com base em dados da capital IQ, PWC E CMV (Comissão de Valores Mobiliários). Nenhuma operação de abertura de capital foi realizada este ano, diante do cenário desafiador projetado para 2014. “O mercado de capitais deixou de ser uma alternativa para as empresas. O Brasil está

mais barato e os preços dos ativos mais racionais”, afirma um alto executivo de fusões e aquisições de um banco estrangeiro no País. “As multinacionais que olham o Brasil como investimento de longo prazo devem continuar fazendo negócio aqui” diz a mesma fonte, acrescentando que operações relevantes deverão ser concluídas neste ano, mesmo com Copa do Mundo e eleições. “As eleições já estão precificadas pelo investidor.” Empresas focadas em serviços, saúde e varejo estão entre as áreas consideradas atraentes para investidores, diz Ricardo Lacerda, presidente da BR Partners, uma

das principais assessoras financeiras e de investimentos do País. A BR Partners ficou em décimo lugar em volumes e em quinta no total de operações de fusões e aquisições em 2013. A expectativa do mercado é de que as operações repitam, no mínimo, desempenho de 2013. Grandes transações, como a venda do laboratório Fleury, a área de seguro de grandes riscos do Itaú Unibanco, a venda de duas divisões da Tempo Participações para a Qualicorp, e a possível mudança de controle da Netshoes, são algumas das operações recém anunciadas e que deverão ter desfecho nos próximos meses.

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Metade das famílias de classe média vive ‘enforcada’

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Importados batem recorde no consumo do trimestre

Entre os entrevistados, 28% ganham para pagar dívida e 22% são A participação dos importados desorganizados os mais pobres são os que programam melhor aumentou 1,4 ponto percentual desde o ano passado controle rigoroso das fi-

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s classes C, D e E podem dividir a base da pirâmide, mas não lidam com questões financeiras da mesma maneira. Essa é uma constatação da pesquisa realizada pela consultoria Plano CDE. Apesar de ter mais renda, a classe média -

aquela que puxou o consumo nos últimos anos - demonstra menos habilidade do que os mais pobres para lidar com as contas. A Plano criou três perfis de relacionamento de orçamento familiar. O organizado (faz a gestão de ganhos e gastos, se priva e, quando consegue, poupa). O desorganizado (não sabe quanto ganha ou gasta e entra no vermelho regularmente). O orientado pela dívida (que destina tudo que ganha ao pagamento das contas e vive com a corda no pescoço). Apesar de serem considerados mais arriscados pelo sistema financeiro, porque têm renda inferior, os mais pobres se mostram bem mais organizados - 71% têm

nanças. As famílias de classe média que participaram da pesquisa tiveram um comportamento bem diferente - 22% se mostraram desorganizados e 28%, orientados pelas dívidas. Ou seja: metade deste grupo teve proble-

mas para pagar as contas. “Não podemos expandir o dado para o Brasil e dizer que metade da classe média, que reúne 98 milhões de pessoas incluindo os 64 milhões de classe C - estão nessa condição”, diz Luciana Aguiar, sócia diretora da Plano CDE. “Mas é possível dizer que há uma forte propensão a esse comportamento.”

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A classe média hoje recorre muito, por exemplo, ao cartão de crédito. Integrantes da pesquisa tinham cinco, alguns até dez cartões, que funcionavam como cheque especial. Essa ineficiência também foi percebida em outras pesquisas. O SPC

os mais pobres não é a mesma dos economistas”, diz Luciana. “Para eles, dívida é o que não conseguiram pagar - se renegociou ou parcelou um bem, não é dívida. O pagamento pode estar até atrasado, mas a pessoa só considera dívida quando decide que não

Brasil, empresa de cadastro de crédito, identificou no final do ano passado que 47% dos inadimplentes eram da classe C e estranhou o dado. “Na nossa avaliação, esse dado mostrou que a classe C não consegue se blindar com alternativas de crédito e rolagem de dívidas, como as classes A e B”, diz Luiza Rodrigues, economista do SPC. Dívidas Há também questões comportamentais. As famílias que participaram da pesquisa responderam a 1.107 entrevistas. Nesses momentos, muitas diziam não ter dívidas. Mas, ao olhar em detalhe o orçamento nos diários financeiros, a Plano encontrava as dívidas. “Definitivamente a noção de dívida entre

vai pagar mesmo.” Essa classe também ampliou sua cesta de compras. Agora paga internet, TV por assinatura, plano de saúde, colocou o filho na escola privada, comprou uma moto, mas o supermercado ainda é o item que mais pesa no orçamento - 27% dos gastos. Essa composição faz com que essas pessoas fiquem mais fragilizadas diante de oscilações da economia. “À medida que avança, a camada mais baixa permanece sentindo a alta de preços dos produtos básicos, como alimentos, mas também passa a sentir parte da inflação de serviços. E sofre com as duas”, diz o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

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“A classe C é mais desorganizada com as finanças do que os mais pobres”

Na avaliação de Luciana, vários fatores contribuem para colocar a classe média nessa situação, além do fato de a renda oscilar. A falta de instrumentos financeiros adequados é uma delas.

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participação das importações no consumo doméstico voltou a crescer no primeiro trimestre e bateu novo recorde, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O coeficiente da fatia das importações medido pela entidade aumentou 0,4 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2013 e atingiu 22,5% no primeiro trimestre de 2014. Esse é o resultado mais alto da série histórica, iniciada em 2007. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a participação dos importados aumentou 1,4 ponto percentual. Esse crescimento, avalia o estudo, é resultado dos aumentos persistentes no coeficiente de penetração de importações na indústria de transformação, segmento em que o indicador subiu de 20,5% no fim de 2013 para 20,9% no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período, o coeficiente de importações na indústria extrativa caiu de 57,5% para 54,9%. “O avanço da participação das importações não faz parte de uma es-

tratégia das empresas. É mais um indicador que confirma a falta de competitividade da indústria brasileira”, avaliou, em nota, o gerente executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. Outro sinal disso é o coeficiente de exportações da indústria, que ficou praticamente estável entre o fim de 2013 e o primeiro trimestre deste ano ao sair de 19,7% para 19,8%. Esse indicador mede a importância das exportações para a produção industrial. Isso acontece, segundo Fonseca, porque a indústria nacional tem “baixa produtividade e custos elevados” e, por isso, “está perdendo mercado interno e externo”. De acordo com o economista da indústria, isso fica claro quando é analisado o efeito do câmbio nos embarques internacionais. “A desvalorização do câmbio impediu a queda do coeficiente”, concluiu o estudo. Em dólares, as exportações de produtos industriais caíram 1% entre janeiro e março deste ano, em relação ao último trimestre de 2013, mas avançaram 2,6% em reais. Divulgação


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Gaudêncio Toquarto @gaudtoquarto Jornalista, é professor titular da USP e consultor político e de comunicação.

Um país diferente e incrível Uma no cravo: “Não apareça pensando que o Brasil é a Alemanha”. Outra na ferradura: “O Brasil é um país incrível”. Os dois conceitos, expressos pela mesma boca em menos de uma semana, mostram como a verdade, por estas plagas, é tão relativa quanto as projeções que os brasileiros fazem do desempenho da seleção canarinho na Copa. O francês Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, tem sido um dos melhores intérpretes do modus faciendi nacional, ora criticando a lentidão das obras nas 12 arenas esportivas que sediarão os jogos, ora alertando turistas contra a insegurança e a precária infraestrutura: “Na Alemanha você pode dormir no seu carro, mas você não pode fazer isso (no Brasil). Não apareça pensando que é fácil se locomover”; ora incentivando as torcidas: “Podem esperar um país que tem música, samba e uma série de coisas que o tornam único no mundo”. Há alguns meses, esse cavaleiro andante já prometera “dar um chute no traseiro do Brasil”. Desculpas esfarrapadas não desfizeram a impressão de que respingos da fala toldaram a bandeira de nossa soberania. Há tempos, porém, florescem por aqui a leniência, a cultura do “deixa pra lá”, a mania de esconder sujeira debaixo do tapete.

O fato é que o País tem decaído no ranking da reputação internacional. A própria organização da Copa tem contribuído para as manchas que se acumulam na imagem brasileira, decorrentes da torrente expressiva em torno de construções inacabadas em quase todos os setores da infraestrutura, nas frentes da mobilidade urbana, nas áreas de portos e aeroportos e nas obras inconclusas dos estádios, principalmente em São Paulo, Curitiba e Cuiabá. Debaixo dessa aparente teia que une os fios da morosidade, da burocracia, da falta de planejamento, de alterações de projetos, improvisação e visões díspares, Valcke deve se sentir confortável para, vez ou outra, apertar os calos das autoridades, possivelmente imaginando que seu conterrâneo, Charles de Gaulle, teria mesmo declarado que “o Brasil não é um país sério” (a bem da verdade, o general nunca disse isso. O autor foi Carlos Alves de Souza Filho, genro do ex-presidente Artur Bernardes, na época em que era embaixador na França, entre 1956 e 1964. A referência teve como motivo a Guerra da Lagosta, envolvendo a captura de lagostas por embarcações francesas). Também é fato que o País não tem reagido no mesmo tom às ferinas cutucadas que recebe, ou por não desejar pôr lenha na fogueira, preferindo driblar as controvérsias com a diplomática crença do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, para quem “o objetivo comum do Brasil e

da Fifa é a realização da melhor Copa do Mundo de todos os tempos”, ou sob o argumento de que “somos a sexta economia do mundo, temos protagonismo importante nas relações internacionais e já fizemos muita coisa mais importante do que organizar uma Copa de futebol”. Nesse ponto, o ministro saltou além das pernas. Já não somos tão protagonistas como antes. Há cinco anos, o então presidente Luiz Inácio, por ocasião da reunião do G-20 em Londres, era cumprimentado efusivamente por Barack Obama com o chiste amistoso: “Este é o cara”. O Brasil orgulhava-se de ter liquidado seu débito com o FMI e exibir um dos mais eficazes programas de distribuição de renda do planeta. A situação, hoje, mostra o País deixando de ser a sexta economia - posição que ostentou apenas por alguns meses em 2012 -, devendo encolher US$ 2,1 trilhões este ano, para ocupar o 9.º lugar, atrás da Índia e da Rússia, membros dos Brics. O brilho com que o País se apresentava nos foros internacionais ganha densa camada de pó. A fosforescência que iluminava sua aura parece se apagar, engolfada na poeira dos movimentos de rua e esmaecida pelo rufar de escândalos, denúncias de corrupção e ecos retumbantes da Ação Penal 470, tudo a indicar altas doses de efervescência e disposição de grupos para desfraldar as bandeiras pintadas de demandas. Intensificam-se os movimentos que, esta semana, foram às ruas em cerca de 50 cidades; até policiais federais cruzam os braços. Pode-se compreender o animus animandi da sociedade quando se abrem as cortinas eleitorais e as portas dos estádios que abrigarão o maior evento esportivo mundial. Fica claro que parcela ponderável das correntes

que gritam palavras de ordem quer aproveitar os ventos favoráveis do clima pré-Copa. Os ecos tornam-se mais fortes, as demandas, mais audíveis, e os ouvidos dos atores políticos, mais atenciosos. A algaravia se estabelece, com troca de sinais entre concorrentes e adversários, cada qual imprimindo força ao discurso, sem compromisso com coerência ou consistência ideológica. O Brasil é mesmo o país do vice-versa. Quem pregava, anteontem, a lição do medo? O PSDB da era Fernando Henrique. Deu certo. Quem pregava, ontem, a lição da esperança contra o medo? O PT da era Lula. Deu certo. Hoje, petistas usam o medo e tucanos, a esperança, como alavanca das urnas. Nada como um dia após o outro para ver a troca de posição entre os opostos. A ética? Ora, uma questão de ponto de vista. O trigo de um é o joio do outro. Com os polos se invertendo, a paisagem institucional se vê tomada por uma crise de autoridade, perceptível em atos de vandalismo, invasões de espaços e devastação de patrimônios, a denotar estado de anomia. Por fim, a inferência. Seja qual for o desempenho da seleção brasileira no tão aguardado evento, uma coisa parece certa: o Brasil não será o mesmo. O tal “legado da Copa” suscitará polêmicas: algumas arenas se transformarão em elefantes brancos? Haverá recursos para sua manutenção? À luz da arquitetura futurista dos estádios, como serão vistas escolas, hospitais, vias de acesso no entorno? A precariedade do Brasil em desmanche não contrastará com a exuberância do Brasil monumental? Jérôme Valcke, de longe, mas pertinho dos cofres locupletados da Fifa, deverá abrir um sorriso: “Que Brasil incrível; o passo maior que as pernas vai lhe dar dor de cabeça”.

Brasileiro é mais esperançoso que tecnologia gere emprego

Divulgação

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m estudo apresentado pela Microsoft no Fórum Econômico Mundial, mostrou que os brasileiros são os mais esperançosos de que a tecnologia usada no dia a dia possa criar oportunidades de emprego, dentre os habitantes de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Em dezembro de 2013, foram entrevistados 10 mil internautas de 10 países –além do Brasil, os em desenvolvimento China, Índia, México, Rússia e Turquia, e os desenvolvidos Estados Unidos, França, Japão e Alemanha. No Brasil, 80% dos entrevistados acreditam que smartphones, tablets, PCs e videogames podem gerar novas possibilidades de trabalho. O brasileiro é o mais otimista quanto à influência da tecnologia pessoal nas artes e cultura --74% das pessoas que foram ouvidas fazem essa aposta. Em geral, os habitantes de países em desenvolvimento enxergam são mais confiantes nos impactos da tecnologia como promotora de mudanças do que os de nações desenvolvidas.

Em todos os quesitos analisados, esses países apresentam os maiores índices de otimismo. Do total dos chineses, por exemplo, 94% disseram que a tecnologia gera oportunidades econômicas. Não à toa o país é lar de várias indústrias que, por dominar o mercado nacional, mas, apesar do pouco tempo de vida, são algumas das maiores do mundo em seu segmento, como a Xiaomi, e outras que já são as maiores do planeta, como a Lenovo. A chinesa, maior fabricante de computadores do mundo, aliás, só entrou no segmento quando comprou a área de PCs da IBM em 2005. Os chineses são ainda os que mais acreditam que a tecnologia pode melhorar a qualidade de vida e elevar a liberdade dos cidadãos. Os indianos lideram quando o assunto é tecnologia e educação –83% dos entrevistados acreditam que utilizar dispositivos móveis impactam o aprendizado nos bancos da escola. Eles também lideram em saúde e bem estar (71%).


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Mulheres LIDERAM empreendedorismo brasileiro com 52% de NOVOS NEGÓCIOS EM VÁRIOS SEGMENTOS

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Pesquisa do Sebrae mostra que no período de 2002 e 2012 o número de mulheres que assumiram pequenos negócios cresceu 18% enquanto que o dos homens aumentou apenas 8%.

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e a participação feminina vem aumentando dentre os mais variados setores, o assunto empreendedorismo não poderia ficar de fora. Atualmente, as mulheres já respondem por 52% da abertura de novos negócios no país, aqueles com menos de três anos e meio de atividade. Sucesso Se considerado o grau de escolaridade para garantir o sucesso do negócio, as mulheres tam-

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bém têm mais chances de se darem bem, já que são mais escolarizadas do que os homens. 66% delas têm o ensino fun-

damental completo ou mais, enquanto que no grupo masculino esse índice é de 49%. O tempo médio de estudo das

mulheres é de 8,8 anos, o deles é de 7,2 anos. “Uma maior escolaridade significa uma maior capacitação. Isso permite uma melhor qualidade na gerência das empresas e, consequentemente, uma sobrevivência maior do empreendimento”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. No comércio, em serviços e em casa. As mulheres empreendedoras também estão assumindo cada vez mais a responsabilidade pelo sus-

tento da casa. Em uma década, o número das que assumiram o próprio negócio e a chefia da família cresceu 70%. Atualmente, 39% das empreendedoras também são chefes de família. Esse índice era de 27% há dez anos. A maioria das empreendedoras brasileiras (70%) atua nos setores de Comércio e Serviços. Do total de micro e pequenas empresas que são comandadas por mulheres, 38% são da área do

comércio e 33% de Serviços. As atividades mais procuradas pelas mulheres ao abrir uma empresa no setor de Serviços são as de cabeleireira e manicure, seguidas pelo ramo de bares e lanchonete. No Comércio, elas marcam mais presença nas vendas ambulantes, de acessórios de vestuário, alimentos e bebidas. Na indústria, 20% são empreendedoras, a maioria no ramo de vestuário, com fabricação de roupas sob medida. Fonte: Destak


Especial de Bom neg贸cio no Oeste Baiano

BAHIA 茅 BRASIL


O Estado da Bahia

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Bahia Farm Show 2014 é lançada com

perspectiva de atingir R$1 bilhão em negócios

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Bahia Farm Show 2014, maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte-Nordeste Brasileiro, foi lançada oficialmente à imprensa regional e nacional. As entidades realizadoras do evento apresentaram as principais novidades e confirmaram a expectativa de atingir a marca de R$ 1 bilhão em comercialização durante a 10ª edição do evento, que será realizado entre os dias 27 e 31 de maio, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. Segundo o presidente da feira Júlio Cézar Busato, que também preside a Associação dos Irrigantes e Agricultores da Bahia (Aiba), as estimativas da safra 2013/2014, com previsão de 7 milhões de toneladas de grãos e fibras, no Oeste da Bahia, vão possibilitar o aumentode50% na comercialização da Bahia Farm Show em relação à

edição passada. “O sucesso da feira é resultado do trabalho de toda a cadeia produtiva, desde os produtores rurais, as empresas fornecedoras de máquinas e tecnologias agrícolas, passando pelas instituições financeiras”. O aumento de 20% do Complexo da Bahia Farm Show garantirá mais conforto a visitantes e expositores. “Teremos melhorias na infraestrutura com mais ruas cobertas, ampliação da área de alimentação e estacionamento”, afirmou o coordenador da feira, Thiago Pimenta. Dos expositores que participaram da edição 2013, 90% estão confirmados para este ano. São revendas e representantes de maquinários agrícolas, equipamentos, insumos, automóveis e caminhões. Instituições financeiras públicas e privadas estarão presentes, oferecendo linhas de crédito direcionadas ao segmento do agronegócio. “Com a boa

AIBA

expectativa para a próxima safra, temos certeza que as vendas do setor de máquinas e implementos vão ajudar a bater a meta de comercialização da feira”, disse a presidente da Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas da Bahia (Assomiba), Ida Bar-

cellos. Durante a coletiva, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães Humberto Santa Cruz ressaltou a importância da feira para a economia local ao movimentar o setor de comércio e prestação de serviços. “Esta é uma parceria consolidada, e o crescimento da Bahia

Farm Show é também um reflexo do desenvolvimento do nosso município”. O prognóstico favorável de uma boa da safra e os esforços dos produtores e instituições para combater as pragas, como a Helicoverpa, foram apontados pela presidente da Associação Baiana dos Produ-

tores de Algodão (Abapa), Izabel da Cunha, como fatores positivos para o amplo sucesso da feira. “Em busca de novas pesquisas e tecnologias, os produtores vão se interessar pelas inovações que poderão ser levadas para o campo, visando o aumento da produtividade”, disse.


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Agentes financeiros oferecerão facilidade para a realização de negociações na Bahia Farm Show

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om previsão de atingir a marca recorde de R$ 1 bilhão em negócios fechados, aumentando em quase 50% o volume consolidado em 2013, a Bahia Farm Show 2014, maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte/ Nordeste contará, nesta edição, com seis instituições financeiras oferecendo linhas de crédito e taxas de juros diferenciadas. O evento será realizado de 27 a 31 de maio em Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia. A Caixa Econômica Federal participa pela primeira vez da feira e, segundo o gerente regional, Jackson Almeida de Souza, há muito otimismo. “ Nossa expectativa é a de realizar grandes negócios, consolidar a Caixa como parceira do Agronegócio e contribuir fortemente para o desenvolvimento da região Oeste em todas as dimensões de atuação da Caixa, seja na habitação, saneamento, social ou rural”, afirmou. Dentre os produtos oferecidos pela instituição na Bahia Farm Show está o Pronaf Custeio Cooperativas, destinado exclusivamente para cooperativas de crédito,com taxas de juros entre 1,0%

AIBA

e 3,5% ao ano, e prazo médio de um ano, podendo ser estendido ate três anos, dependendo da cultura. O Santander, também estreante no evento, vem, de acordo com o superintendente de Agronegócios, Walmir Segatto, com a proposta de ser um banco de relacionamento para atender às demandas de financia-

mentos do produtor da Bahia. “Entendemos ser esta região (Oeste) uma das mais promissoras do agronegócio brasileiro e o agricultor está na busca por tecnologia e ferramentas para aprimorar a gestão dos negócios”, explicou Segatto. Na lista de linhas de repasses dos Programas do BNDES o Santander trará as destinadas à

aquisição de máquinas e equipamentos, correção de solos, reforma de pastagens, sistematização de várzeas, implantação e melhoramentos de pomares, florestas e culturas de flores, beneficiamento de frutas, construções de galpões, sistemas de irrigação e armazenamento. Com prazos para pagamento de até cinco anos.

Entre os agentes financeiros presentes à feira, destacam-se ainda o Banco do Brasil, Bradesco, Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Desenbahia, parceiros da Bahia Farm Show de outras edições. Todos vêm, mais uma vez, com linhas de crédito específicas para o produtor rural, juros atraentes e condições de pagamento facilitadas.

A Bahia Farm Show é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), juntamente com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.


Fórum debate: “Custos de produção: entraves ao desenvolvimento agrícola nacional” durante o evento AIBA

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s custos da produção agrícola no Brasil estão entre os maiores do mundo. Isso impacta, diretamente, a capacidade de investimento do produtor e compromete a continuidade da atividade. Este assunto será debatido na próxima terça-feira, 27, na abertura da Bahia Farm Show 2014, durante o Fórum do Canal Rural, que terá transmissão ao vivo, das 14 às 16h. Entre os fatores que elevam o custo de produção, merece destaque a infraestrutura logística que, sozinha, eleva em 25% os custos totais. A opção de desenvolvimento nacional baseado nas rodovias, fez com que modais como hidrovias e ferrovias, fossem subutilizados e sucateados. O transporte de insumos e produtos pelas rodovias sofre com as oscilações dos valores de frete, combustível e manutenção de caminhões e vias. A aquisição de adubos e fertilizantes, que em sua maioria são importados, também tem grande par-

ticipação na elevação dos custos de produção. “Os valores de fertilizantes e defensivos para o controle de pragas como a Helicoverpa, fizeram aumentar R$ 690,00/ ha no algodão e R$ 280,00/ ha na cultura da soja”, disse Júlio Cézar Busato, presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que participará do Fórum relatando as dificuldades dos agricultores do Oeste da Bahia. Também farão parte da mesa de debates, o pesquisador do Cepea/Esalq/ USP, Mauro Osaki; e o economista-chefe da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antonio da Luz. Os telespectadores também poderão participar do Fórum enviando perguntas e comentários através do site ou do facebook do Canal Rural, que também fará a cobertura completa da Bahia Farm Show, com reportagens diárias e entradas, ao vivo, em toda a programação da emissora.


Bahia Farm Show homenageia os povos desbravadores do cerrado baiano

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m sua edição comemorativa de 10 anos, a Bahia Farm Show promoverá uma grande homenagem aos povos desbravadores do Oeste da Bahia. A maior feira de tecnologia agrícola e de negócios do Norte-Nordeste do Brasil, que será realizada entre os dias 27 e 31 de maio, em Luís Eduardo Magalhães, abre espaço em sua programação nos dias 27, 30 e 31, a partir das 17h, para mostrar aos expositores e visitantes as apresentações culturais de três grupos representativos da maior região produtora de

orientais, muitos ainda não conhecem essas tradições”, afirma ela, ao explicar que no Oeste da Bahia, o resgate destas duas tradições começou há apenas três anos. “O evento será uma oportunidade de disseminar ainda mais a cultura oriental”, afirma. Do Sul do Brasil, o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Sinuelo dos Gerais vai mostrar as raízes culturais gaúchas. Em ritmo de festas juninas, a quadrilha Remelexo Cearense representará durante a Bahia Farm Show o colorido e a alegria do povo nordestino. Isabel Medeiros, presidente interina da agre-

grãos da Bahia. A Associação Nipo-Brasileira (Anibra) vai levar a tradição oriental com as batidas dos taikôs e da dança japonesa do Bom Odori. Meire Takahashi, representante da Anibra, acredita que a apresentação vai chamar a atenção de muitos visitantes da Bahia Farm Show. “À exceção dos migrantes paranaenses, onde eram comuns as apresentações dos descendentes

miação, acredita que os cerca de 60 integrantes animarão visitantes e expositores com o ritmo do forró marcado pela música de cantores como Dominguinhos, Elba Ramalho e do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. “A coreografia está sendo montada especificamente para a Bahia Farm Show, onde iremos enfatizar a tradição e a cultura nordestina trazendo também o repente e a literatura de cordel”, diz.


O Estado da Bahia  

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