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JARDIM DE INFÂNCIA DO FOJO – SALA B

Projecto Curricular de Turma/Grupo

Dezembro de 2010 -


Projecto Curricular Jardim de Infância do Fojo – Sala B

Índice

1. Introdução 2

2. Caracterização da escola 3. Caracterização da turma 4. Desenvolvimento da acção educativa 5. Metodologias e Estratégias 6. Procedimentos de Avaliação 7. Relação com Parceiros Educativos 8. Comunicação e divulgação da informação 9. Planificações 10. Anexos

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1. Introdução

De acordo com o Decreto-lei nº 115/98, de 4 de Maio – Regime de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos de Educação Pré-Escolar e a circular nº 17/DSDC/DEPEB/2007 apresenta-se o projecto curricular de turma/grupo da educadora titular da SALA B do Jardim de Infância nº 4 de Portimão, Glicéria de Fátima Baptista Gil para o ano lectivo de 2010/2011. Este projecto curricular pretende assegurar que as Orientações Curriculares para a Educação PréEscolar (OCEPE), assim como as metas de aprendizagem para este grau de educação centrado em competências essenciais e em aprendizagens contribuam para que as crianças/alunos desenvolvam as competências essenciais necessárias ao seu desenvolvimento futuro. Paralelamente pretende-se contribuir para uma melhor preparação da criança para a entrada no 1º ciclo. Este projecto parte das directrizes emanadas no Conselho de Docentes de Departamento da Educação Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas Engº Nuno Mergulhão, de forma a adequar essas mesmas directrizes à prática pedagógica que se realiza na sala B- Encarnada.

2. Caracterização do Jardim-de-Infância O Jardim-de-Infância do Fojo está integrado no Agrupamento Vertical de Escolas Eng.º Nuno Mergulhão. O estabelecimento de educação está integrado num meio Urbano. Os núcleos populacionais em que se inserem são diversificados e de múltiplas origens culturais. Actualmente acolhe 70 crianças, distribuídas por 3 salas. Os recursos espaciais são razoáveis e foram em devido tempo adaptados e ampliados consoante as necessidades do serviço a prestar às famílias. No que respeita ao material, este apesar de não ser abundante vai suprindo as necessidades do trabalho pedagógico. O estabelecimento está isolado de outras escolas do Agrupamento, situando-se a cerca de 100 metros da escola sede, EB2,3 Eng.º Nuno Mergulhão.

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3. Caracterização do grupo/turma De acordo com as orientações do grupo de trabalho do Agrupamento apresenta-se em seguida os procedimentos que foram tidos em conta para a elaboração da caracterização do grupo de crianças que frequenta no ano lectivo de 2010/2011 a Sala B também conhecida como a Sala Encarnada do Jardim-de-Infância do Fojo. 4 a. Listagem nominal O grupo é constituído por vinte e cinco crianças, das quais treze são raparigas e doze são rapazes. 1. Caracterização do Grupo Total de crianças: 25 +1 Idade

Sexo

3 anos

4 anos

6/5 anos

----

6

2+17

Nacionalidade

Outros

Masculino

Feminino

Portugueses

Estrangeiros

N.E.E.

12

13

24

1

1

2. Frequência de Jardim de Infância Situação actual anterior

1ª vez no estabelecimento actual Outro J.I.

Família

8

3

2ª vez

3ª vez

C/ CAF

10

4

22

S/CAF

Ama

3

3. Assiduidade Regular

Irregular

24

1

Nº crianças admitidas entre 15 e 31 Outubro 1 e 15 de Novembro

-------

3

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a. Listagem inscrições CAF (JI)

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b. Síntese dos questionários de caracterização (grelha)

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c. Síntese descritiva

A caracterização que agora se apresenta baseia‐se nos dados recolhidos na Caracterização da Turma/Questionário distribuído aos encarregados de educação, pais e familiares dos alunos da Sala B- Encarnada. Contém também informação pertinente que advém da observação e das fichas de caracterização diagnóstica das crianças, da responsabilidade da educadora titular da turma.

7

Os dados aqui apresentados dizem respeito às vinte e cinco crianças inscritas na sala para o ano lectivo de 2010/2011, à data de elaboração deste documento. As crianças que frequentam a sala B- Encarnada, de uma forma geral, residem na zona de incidência do estabelecimento, e, pertencem, globalmente, àquela que se convencionou chamar, em termos económicos, a classe média. Das crianças que frequentam a sala 3 não tiveram qualquer tipo de oferta escolar, 15 frequentaram a mesma sala de actividades, e destas 10 frequentam-na pelo 2º ano, e 4 crianças pelo 3º ano consecutivo. O grupo é constituído por 25 crianças, com idades heterogéneas compreendidas entre os 4 e os 6 anos, no qual 2 crianças têm, à data deste documento, seis anos (nascidas em 2004), 17 têm cinco anos (2005) e 6 têm quatro anos (2006). A média de idades é 4,8 anos. Existem dois irmãos na sala. A maior diferença de idades é de 2 anos, frequentando a sala crianças com 6 anos e crianças que fizeram os 4 anos neste mês. Acresce a diversidade de experiências educativas a que as crianças estiveram sujeitas. Concluí-se que a heterogeneidade de idades, de conhecimentos e de experiências é à partida um factor condicionante de todo o trabalho pedagógico. Quanto ao género, 12 crianças são do sexo feminino e 13 do sexo masculino. A grande maioria das crianças é de nacionalidade portuguesa, existindo, contudo, 1 criança oriunda do Brasil, 1 de cabo Verde, 1 da Moldávia e 2 da Ucrânia. Todas as crianças residem no Concelho de Portimão. Em relação ao número de irmãos, 1 criança tem 4 irmãos, 1 criança tem três irmãos, 3 tem dois irmãos, 10 têm um irmão e 10 são filhos únicos. Estes indicadores revelam a prevalência de famílias nucleares, na maior parte constituídas por pai, mãe e um ou dois filhos, residentes, maioritariamente na cidade de Portimão. Os Encarregados de Educação são maioritariamente as Mães (20), existindo apenas cinco Pais que assumem essa função. Todas as crianças que frequentam o Jardim-de-infância estão inscritas na Componente Social de Apoio à Família da Câmara Municipal de Portimão. A totalidade dos inscritos usufrui do serviço constituído por Refeição (almoço) e 17 das actividades de 7


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Prolongamento de Horário, a partir das 15.30h e até às 19.00h., 6 crianças usufruem das 15.30h até às 18.30h e somente 2 criança não frequentam o prolongamento. Na maior parte dos casos, as crianças utilizam transporte próprio para chegar ao Jardim-deinfância, sendo apenas 6 crianças que chegam à escola a pé e 3 que utilizam autocarro. A partir do levantamento de dados constante nas fichas biográficas, constata‐se que o nível de formação académica dos pais (de um total de 50) é maioritariamente formação de nível do ensino superior (17), havendo 14 referências a formação ao nível do 3º Ciclo, 10 referências ao 8 nível do ensino unificado, 4 referências ao nível do preparatório e 3 referências ao nível do 1º CEB. A situação profissional dos Pais e encarregados de educação é para 30 referências como vínculo efectivo com o emprego, 11 com contrato a prazo, 3 desempregados, 2 com subsídio de desemprego e 2 por conta própria. Através dos questionários é ainda possível saber se as crianças apresentam problemas de saúde (5), se têm problemas de visão (4) e 0 crianças com problemas de audição. No que respeita ao envolvimento das famílias, 22 referem que o fazem regularmente. Como síntese de caracterização, podemos assinalar o facto da maioria dos crianças ser natural de Portimão e estando praticamente a maioria das famílias empregada, o tempo de permanência das crianças no estabelecimento é elevado (cerca de 10 horas) o que por si só é indicador de uma educação centrada essencialmente na intervenção dos vários adultos que interagem com as crianças no jardim-de-infância, tendo as famílias um papel marcadamente menos relevante na educação dos seus filhos.

a. Avaliação diagnóstica Apesar de ser um grupo que se situa na média etária de 4,8 anos, este é composto por crianças com várias experiências ao nível de frequência institucional, verificando-se crianças mais velhas com experiência neste contexto, crianças na mesma faixa etária e faixa etária mais nova provenientes de outras instituições. Estes aspectos são significativos, em termos de coesão e formação do grupo em geral e do trabalho a pares ou pequenos grupos em particular. De forma global, o grupo é constituído por crianças barulhentas, com boa disposição, moderadamente interessadas, que gostam de colaborar nas actividades mas que apresentam pouca iniciativa para propor outras actividades. Têm boa relação com os adultos e têm um fraco sentido de colaboração e partilha. São conversadores, embora algumas crianças revelem alguma 8


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incomodidade na partilha em grande e pequeno grupo. O facto de o grupo ser heterogéneo em termos etários, com maior prevalência de crianças com 4 e 5 anos, pressupõe muita atenção do adulto educador quer ao nível do apoio directo à realização das actividades de desenvolvimento académico, quer ao nível do apoio cognitivo e social. Assinalam-se neste grupo algumas crianças com maiores dificuldades quer de participação, quer de desenvolvimento em geral. Essas dificuldades colocam à partida as crianças em desvantagem relativamente ao restante grupo. É neste sentido que um apoio, quer do adulto, quer de outras crianças nos parece o método mais apropriado para promover o desenvolvimento das crianças e 9 o seu bem-estar dentro do grupo. Uma avaliação diagnóstica foi realizada no inicio do ano lectivo que permitiu detectar algumas áreas fortes e fracas deste grupo. De um modo geral essa avaliação pretendeu diagnosticar conhecimentos e competências das crianças na área de expressão e comunicação, especificamente conhecimentos na área da matemática, linguagem escrita, compreensão oral, e motricidade fina. Os resultados indicam que a maioria das crianças tem conhecimentos básicos nessa área, apresentando algumas dificuldades pontuais em termos de conhecimentos. Dificuldades na expressão oral e de desenvolvimento caracterizam 5 crianças que frequentam a sala B – encarnada. No que respeita à intervenção educativa e tendo em conta a organização e gestão do pessoal auxiliar, optar‐se‐á por dinâmicas pedagógicas que permitam um desenvolvimento mais completo das propostas educativas adequadas a estas idades e de acordo com os recursos disponíveis em cada momento lectivo. Considerando o desenvolvimento do grupo, nos aspectos que versem uma aceitação formal de regras e comportamentos de convívio social, de partilha e de valores de comunidade, será necessário desenvolver tarefas específicas de promoção e contextualização atitudinal, coerentes com o nível de desenvolvimento etário das crianças. A frequência anterior de ofertas formais e formalizada de educação permite, por um lado, conceber a construção de uma identidade grupal definida, possibilitando a integração “educativa” das crianças no espaço normalizado da escola. Nesse sentido, surge como uma oportunidade a possibilidade de desenvolver espaços de trabalho adequados e que respeitem a cultura e as dinâmicas sociais da escola, baseadas numa oferta de propostas educativas e pedagógicas que permitam um espaço de inovação educacional e social que potencie a transformação da Escola enquanto agente tradicional de transmissão de conhecimentos. Neste particular, a sala de actividades foi “desenhada” de forma a acolher o grupo, nas suas particularidades, mas optou-se por “exteriorizar” algumas das actividades e áreas específicas, 9


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potenciando, dessa forma, a consciência do espaço global e os fundamentos da articulação e da continuidade educativa. A área dos computadores foi inserida num espaço comum a todo o jardim-de-infância. Também a promoção da actividade física e o desenvolvimento psicomotor serão, maioritariamente, desenvolvidos no espaço de entrada e recreio do jardim-de-infância. A origem cultural e social do grupo, bem como o historial de participação das famílias na vida escolar será tida em conta e poderá aumentar consideravelmente a realização dos objectivos estratégicos do Projecto Curricular de Turma. Nesse sentido, a dinamização de actividades 10 inscritas no PAA do estabelecimento, a partir de dinâmicas específicas da Sala Encarnada tentará, por essa via, tornar mais lato o espaço de influência das crianças e da educadora na “vida da escola”. Uma última referência à existência de uma criança (para além das 25 crianças que compõem o grupo) referenciada com paralisia cerebral que frequenta parcialmente este jardim de infância no âmbito do SNIPI.

b. Identificação de interesses e necessidades

Quanto aos interesses que as crianças revelam, o grupo manifesta algumas diferenças, que resultam do género e idade. Contudo, verifica-se uma maior tendência dos rapazes mais crescidos para actividades lúdicas nas áreas dos jogos (chão e mesa) e os rapazes mais novos para actividades nas áreas de expressão, com algum destaque para a modelagem. As raparigas mais crescidas manifestam um gosto por actividades de expressão artística, desenho, pintura trabalhos com recurso a vários materiais. Manifestam também muito interesse por histórias e animações em PowerPoint: Manifestam agrado nas visitas ao YouTube onde gostam de observar vídeos de músicas infantis diversas e de as cantar e ouvir. Apreciam as actividades de expressão motora, a dança e os jogos e canções de roda. Gostam de brincar no recreio e envolvem-se, à medida das suas possibilidades, em propostas desafiadoras.

4. Desenvolvimento da acção educativa a. Organização do ambiente educativo i.

Do grupo

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Pretende-se fomentar a coesão do grupo não diferenciando as aprendizagens das crianças, ou seja, não será dado destaque a execução de actividades diferentes tendo unicamente como referência a idade da criança. Do mesmo modo as crianças não serão diferenciadas porque tem mais ou menos idade. Não existem lugares ou espaços de pertença de cada criança. O espaço é entendido como de todos, podendo as crianças escolher as suas actividades baseadas nas suas preferências. Postula-se assim uma intervenção de carácter construtivista, com referências à zona de desenvolvimento proximal e é com base nos conceitos teóricos subjacentes a essas pedagogias que se fará a organização do grupo. Conforme as necessidades apresentadas, assim se adequará o tipo de definição de rotinas, normas, regras e tarefas a desenvolver. ii.

Da sala (organização espacial da sala)

Os diferentes espaços constituirão um instrumento básico através do qual se irá concretizar e, posteriormente, desenvolver o processo educativo, servindo esses mesmos espaços para promover actividades e para servir como referência ao processo avaliativo. Os critérios inerentes ao ambiente educativo serão: -

Satisfazer as necessidades das crianças;

-

Facilitar o desenvolvimento e a aprendizagem;

-

Potenciar determinadas condutas e anular outras consideradas inconvenientes (ex. comportamentos positivos [ajudar, cooperar] em vez de comportamentos agressivos [bater, empurrar]);

-

Favorecer a interacção, a comunicação e a implicação na tarefa educativa.

A) A organização dos materiais nos espaços e zonas de actividades será definida tendo em atenção aos seguintes critérios: -

Favorecer a autonomia, a acção e o interesse;

-

Acessibilidade.

B) A organização do tempo fundamenta-se nos seguintes critérios: (cfr. Anexo II) -

o ritmo das crianças;

-

Rotinas para proporcionar segurança e regularidade;

-

Flexibilidade;

-

Equilíbrio entre o tempo de actividade e descanso. Estas divisões do tempo terão como primeiras referências as necessidades das crianças no

que diz respeito às refeições, à higiene e ao tempo de recreio.

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iii.

Do horário

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iv.

Da equipa

As três salas do Jardim de Infância (Sala Encarnada, Verde e Amarela) funcionam entre as 9.00h às 12.00h e das 13.30h às 15.30h, sendo o restante horário, compreendido entre as 8.30h e as 9.00h e entre as 15.30h e as 19.00h, assegurado pela Componente de Apoio à Família, dos serviços da Câmara Municipal de Portimão. Em cada sala existe uma educadora de infância (neste momento, em termos de vínculo, existem duas educadoras de Quadro de Agrupamento e uma educadora Contratada) com o apoio 13

complementar de três assistentes operacionais. O serviço de Componente de Apoio à Família assegura todo o espaço complementar de apoio socioeducativo, composto por prolongamento de horário e serviço de refeições. Para este serviço existe três Animadoras socioculturais. Como se trata de um estabelecimento da Rede Pública de Educação Pré-escolar, a Educadora de Infância responsável por cada sala possui autonomia pedagógica, sendo, contudo, tutelado pelo Estado (Ministério da Educação), através da legislação em vigor. No que concerne à Componente de Apoio à família, apesar da responsabilidade formal ser da Câmara Municipal de Portimão, existe um trabalho de parceria entre as educadores de infância e as técnicas de animação social, nomeadamente através da organização de um Projecto de Prolongamento, no qual consta a planificação conjunta de actividades e da responsabilidade, análise e avaliação de actividades e estratégias e reflexão conjunta das práticas, bem como o modelo de supervisão pedagógica da oferta complementar. Especificamente na sala B – sala encarnada o pessoal existente é o seguinte: Educadora (Glicéria Gil ) – 32 anos de serviço Auxiliar (Vera Duarte) – 10 ano de serviço Animadora (Marta Silva) – 10 anos de serviço Intervenção Precoce (Paula Santana) – apoio a uma criança com paralisia cerebral (duas vezes por semana)

5. Metodologia e estratégias

A planificação dos conteúdos educativos e as actividades de aprendizagem terão como eixo coordenador a experiência pessoal e os diversos contextos da vida da criança. Vamos diferenciar

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o que a criança é capaz de fazer e aprender por si só, e o que pode aprender com a ajuda de outras pessoas, seja observando-as, imitando-as, seguindo as suas instruções ou colaborando com os outros (zona de desenvolvimento próximo). A intervenção educativa será concebida como uma ajuda sistemática adaptada às características da criança, entendendo-se o papel do educador como guia, orientador e apoio do processo de aprendizagem. 14

6. Procedimentos de Avaliação

a. Critérios de avaliação

A avaliação é um elemento integrante e regulador da prática educativa que implica procedimentos adequados à especificidade da actividade educativa no Jardim-de-infância, tendo em conta a eficácia das respostas educativas. Permitindo uma recolha sistemática de informações, a avaliação implica uma tomada de consciência da acção, sendo esta baseada num processo contínuo de análise que sustenta a adequação do processo educativo às necessidades de cada criança e do grupo, tendo em conta a sua evolução. A avaliação visa: • Apoiar o processo educativo, permitindo ajustar metodologias e recursos, de acordo com as necessidades e os interesses de cada criança e as características do grupo, de forma a melhorar as estratégias de ensino/aprendizagem; • Reflectir sobre os efeitos da acção educativa, a partir da observação de cada criança e do grupo, reconhecendo a pertinência e sentido das oportunidades educativas proporcionadas e o modo como contribuíram para o desenvolvimento de todas e de cada uma, de modo a estabelecer a progressão das aprendizagens; • Envolver a criança num processo de análise e de construção conjunta, inerente ao desenvolvimento da actividade educativa, que lhe permita, enquanto protagonista da sua própria aprendizagem, tomar consciência dos progressos e das dificuldades que vai tendo e como as vai ultrapassando; • Contribuir para a adequação das práticas, tendo por base uma recolha sistemática de informação que permita ao educador regular a actividade educativa, tomar decisões e planear a acção; 14


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• Conhecer a criança e o seu contexto, numa perspectiva holística, o que implica desenvolver processos de reflexão, partilha de informação e aferição entre os vários intervenientes – pais, equipa e outros profissionais – tendo em vista a adequação do processo educativo.

a. Formas e estratégias de avaliação O termo avaliação aqui deverá refere-se ao leque de informação recolhida e sintetizada pelo educador, ao longo da sua prática pedagógica. A informação sobre os alunos e o desenvolvimento dos seus processos de aprendizagem será recolhida através de um conjunto de processos informais, observações, partilha e trocas verbais, mas também através de processos mais formalizados de recolha de informação, como sejam as várias fichas de caracterização e diagnóstico em uso no agrupamento. Também será importante, nos processos de avaliação, a perspectiva dos encarregados de educação e das famílias, que, de forma constante e participada, através de reuniões gerais (3), em espaços informais devidamente planeados ou mesmo através da Internet, acompanham a evolução ou continuidade das crianças, bem como participando nos processos de planeamento de actividades e na sua avaliação. O diagnóstico processado à chegada, permite identificar as linhas de acção mais correctas no processo de evolução do grupo, na vertente normativa e de construção social, proporcionando a adequação constante dos processos pedagógicos e educativos. A mobilização e a dinamização dos diferentes intervenientes (docentes, pessoal auxiliar, componente de apoio à família, etc.) em torno de uma intenção colectiva, bem planificada e, acima de tudo, bem comunicada, de avaliação constante de estratégias e actividades, de forma constante e coerente, evidencia o esforço de articulação e integração fundamental das diversas iniciativas da Escola, permitindo um aproveitamento frutuoso em termos pedagógicos, bem como uma adaptação, em tempo real, das melhores opções educativas. Será importante, ao longo do ano lectivo, desenvolver momentos específicos de divulgação das actividades do Jardim-de-infância, nomeadamente exposições, mostras, divulgação específica de produtos produzidos, etc. Neste campo, além dos espaços informais de atendimento aos pais e encarregados de educação, a ter lugar na 1ª quinta-feira de cada mês entre as 15.30h e as 17.00h, ou em datas e horário a combinar, propõe-se quatro reuniões colectivas, três para avaliação das actividades curriculares e lectivas (no final de cada período lectivo) e uma para apresentação e reflexão sobre o Projecto Curricular de Turma.

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Serão realizados registos de acção/avaliação e relatórios individuais de avaliação em cada período, cujo conhecimento/divulgação junto das famílias e encarregados de educação respeitará as definições apresentadas pelo ME Também a utilização de meios informáticos (internet, gestão informática, etc.) potenciará a divulgação dos dados passíveis de avaliar. Do processo avaliativo produzir‐se‐ão relatórios trimestrais de acompanhamento e um relatório final de Avaliação do Projecto Curricular de Turma. De acordo com a legislação em vigor, a avaliação na Educação Pré-escolar assenta nos seguintes 16 princípios: • Coerência entre os processos de avaliação e os princípios subjacentes à organização e gestão do currículo definidos nas OCEPE; • Utilização de técnicas e instrumentos de observação e registo diversificados; • Carácter marcadamente formativo da avaliação; Considerando que a Educação Pré-escolar é um processo que parte das experiências das crianças e das suas aquisições anteriores, a avaliação do seu desempenho está presente diariamente na sua própria evolução e na capacidade de adquirir, com maior ou menor capacidade, novos conceitos e dinâmicas de compreensão da sua realidade. Nesse sentido, é fundamental que o ambiente educativo seja organizado para que as características de cada criança sejam valorizadas e possam ser objecto de estimulação específica. A progressão e a diferenciação de situações de aprendizagem supõem que as crianças sejam capazes de transitar facilmente para novos desafios e novas propostas institucionais. A educação pré-escolar situa-se na continuidade de um processo educativo que começou quando a criança nasceu, mas deve fornecer‐lhe bases para progredir de forma continuada e ao longo da vida. O espaço de avaliação da Educação Pré-escolar é constante e contínuo e cabe ao Educador e às famílias desenvolverem, em conjunto, as competências específicas a adquirir pela criança em cada momento. Desta forma, o processo de avaliação deve ser entendido como um processo participado e colaborativo entre a criança, o educador e a família e deve devolver à prática as melhores dinâmicas e actividades de desenvolvimento pessoal de cada criança. De acordo com as definições e instrumentos definidos quer pelo Ministério da Educação (Metas de Aprendizagem, Outubro de 2010, Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, Novembro de 1997) e pelo Departamento de Educação Pré-escolar do Agrupamento de Escolas Engº Nuno Mergulhão as crianças deverão, no final do ano lectivo: 16


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Possuir conhecimentos básicos de comunicação e linguagem (nomeadamente da língua Portuguesa) e saber utilizá‐los; Compreender conteúdos/conceitos básicos do raciocínio lógico e da matemática (saber contar, saber fazer correspondências, etc.); Aplicar conhecimentos adquiridos, em novas situações; Participar no seu próprio processo de ensino‐aprendizagem; Ser responsáveis pelos seus actos; Ser autónomas e dinamizarem os seus próprios espaços de compreensão e aquisição de 17 conhecimentos com base nas experiências vivenciadas; Respeitar os valores da sua comunidade; Relacionar‐se com o outro respeitando e compreendendo as regras e as normas de convivência social e respeitar a diferença. Pelo exposto, caberá à educadora e às famílias participarem activamente na construção de um saber formativo, o qual é definido pela capacidade de avaliar e de devolver à prática o produto dessa mesma avaliação, construindo, paralelamente, novas estratégias e desígnios de desenvolvimento educativo.

7. Relação com parceiros educativos a. Com a família A relação com os pais e encarregados de educação e outros familiares das crianças baseia-se essencialmente no contacto diário e informal nas horas de chegada e partida das crianças, isto para além do horário de atendimento mensal. Também a caderneta escolar e o envelope de correspondência casa-escola que leva a casa os recados, mensagens, informações necessáriaa, serve como veículo de contacto privilegiado entre a escola e a família. Esta estratégia pretende não só informar, como obter uma maior colaboração dos pais, solicitando a sua intervenção para as diversas questões que vão surgindo.

b. Com os docentes Além do trabalho em equipa e colaborativo que se realiza entre as três docentes deste jardim-deinfância, também se irá procurar um trabalho cooperativo quer no âmbito das reuniões de Conselho de Docentes, quer nas de Articulação Curricular. 17


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c. Com a comunidade Através da adesão a vários projectos é possível as educadoras desenvolverem um trabalho em parceria que pretende, por um lado, promover o desenvolvimento das crianças no que respeita aos aspectos físicos, psíquicos e sociais e, por outro, estreitar as relações entre os vários intervenientes aumentando o leque de conhecimentos das crianças.

8. Comunicação

e

divulgação

da

informação/materiais

produzidos

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A questão da divulgação da informação ao longo do ano lectivo já foi abordada num dos pontos anteriores, onde se refere o recurso a contactos informais, ao horário de atendimento a pais e encarregados de educação, a reuniões gerais, para além de outras estrtégias que possam vir a ser adequadas e pertinentes, conforme o tipo de informação a difundir. Através de e-mail, e site (em processo de construção) serão divulgados os trabalhos e projectos desenvolvidos com as crianças. No que se refere à avaliação formativa das crianças, esta realizar-se-á no final de cada período e assumirá a forma de Ficha Informativa de Avaliação. Quanto à articulação com o Primeiro Ciclo do Ensino Básico, ao nível da divulgação de informação útil para a transição/continuidade educativa, no final do ano será facultada ao docente responsável pelas crianças do 1º ano no ano lectivo seguinte, uma cópia da Ficha de Avaliação referente ao 3º período.

9. Planificações A planificação do trabalho com intencionalidade pedagógica será mensal, para além de tudo o que ficou já definido neste Projecto Curricular. No entanto, para se fazer um planeamento que, de forma eficaz, vá ao encontro das necessidades de aprendizagem individuais, este deverá partir da observação quotidiana das crianças em acção. Depois de estabelecido aquilo que as crianças já sabem e são capazes de fazer, será possível articular esse conhecimento com as características do ambiente de aprendizagem, procurando que o planeamento tenha a ver com a continuidade entre um estádio de aprendizagem e o estádio seguinte. Assim, a planificação não assume um formato a longo prazo, pois dependerá das circunstâncias e a elas deverá ser adequado, numa perspectiva de planeamento emergente. Refira-se ainda que, dada a opção por uma metodologia de cariz construtivista, a planificação não pode surgir como um documento estanque, antes assume a forma de uma proposta, pelo que 18


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utiliza apontamentos de observação e avaliação de modo a concretizar regularmente com as crianças o que foi feito. As planificações elaboradas mensalmente, em equipa de docentes, serão colocadas em grelhas construídas para o efeito.

10. Anexos 19

( a incluir ao longo do ano lectivo)

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PCT_Glicéria Gil