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Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

ATENDIMENTO (75)3225-7500

Transporte melhor sem as kombis

R$ 1

ANO XIV - Nº 2.401

redacao@tribunafeirense.com.br

O Sincol anunciou o rompimento do contrato com a Coopertrafs e colocou micro-ônibus para substituir as kombis que levam passageiros para os terminais Norte e Sul do sistema de transporte. Indiferente à disputa entre empresas e cooperativa, a população comemora a melhoria do serviço, já que sobram queixas sobre os péssimos serviços prestados pelos motoristas cooperados.

Tarcízio sai de cena “Eleitor vou continuar sendo. Político, não sei”. Esta é apenas uma das várias frases em que o prefeito Tarcízio Pimenta demonstra em entrevista o desencanto com o resultado da eleição em que acabou em último lugar e teve o pior desempenho do Brasil entre os prefeitos candidatos a reeleição nas cidades com segundo turno. Nesta edição, um grupo de profissionais da Comunicação analisa o que teria provocado a hecatombe eleitoral de Tarcízio. O desconforto começa já na hora de embarcar nas kombis

13 George Américo em paz

Galeano vagando pelos mundos

Feira de Santana permanece como uma das cidades mais violentas do Brasil. Só na quarta-feira (07) foram seis homicídios. Porém pelo menos no George Américo, uma ilha de tranquilidade parece estar se formando, com a Base Comunitária de Segurança.

No dia da inauguração, garotos do bairro observam a tropa

3, 4 e 5 Nascido na Argentina, mas com vivência por diversas nações sulamericanas, Jorge Galeano condensa esta vivência multicultural em sua produção. Ele está expondo “Meus mundos desconhecidos” no Museu de Arte Contemporânea.

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polĂ­tica


opinião

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Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

Valdomiro Silva

Observatório valdomirotribuna@hotmail.com

As reflexões de Tarcízio, após fiasco nas urnas O fato político da semana foi a entrevista concedida pelo prefeito Tarcízio Pimenta, a primeira desde que disputou a reeleição e perdeu, ficando em último lugar entre os quatro candidatos e perdendo inclusive para o candidato do PSOL, o professor Jhonatas Monteiro, até então um ilustre desconhecido da política local. A entrevista feita pela repórter Fátima Brandão, da Rádio Subaé AM, alcançou grande repercussão. Tarcízio esteve bastante comedido, nessa sua primeira aparição aos jornalistas. Evitou polêmicas, assumiu

a responsabilidade pelo fiasco nas urnas, mostrou algum ressentimento com o eleitor – como se tivesse sido injustiçado – e deu a entender que, por ora, ao menos, está fora da política, não desejando sequer comentar sobre quais vão ser os rumos que irá seguir após 31 de dezembro, quando se despede da administração. Quando se referiu ao senador João Durval, que se tornou seu adversário e apoiou Ronaldo, embora pertençam ao mesmo partido, o PDT, o prefeito também não demonstrou ressentimentos. “A decisão do senador João Durval foi pessoal. É uma figura importante

no partido, que deve ter contribuído para a eleição do ex-prefeito José Ronaldo”. A leitura que os analistas fizeram da entrevista, no tocante ao futuro político do prefeito segue um mesmo caminho: ele se encontra desestimulado a prosseguir na vida pública, ou pelo menos para voltar a disputar um mandato eletivo. Nem mesmo tem certeza de que continuará filiado ao PDT. “Não sei se continuo filiado ao partido, se me coloco ou não em outra legenda. Eleitor vou continuar sendo; político, não sei”, disse, em sua frase mais forte sobre o assunto. Questionado sobre a eleição de 2014, em

que poderá concorrer a deputado federal ou estadual, Tarcízio mostra que não está, neste momento, voltado a refletir sobre isto. “Não estou agora com a cabeça voltada para disputa eleitoral. Os reflexos desta eleição virão mais à frente. Alguns já ocorreram, aqueles mais imediatos. O resultado que obtive nas urnas não me faculta isto. Tenho que absorver esse recado, avaliar com calma e paciência”. A desilusão é manifestada ainda em outro trecho da entrevista, quando ele menciona o desejo de voltar as atividades de médico. “A única decisão que tomei foi

voltar a minha atividade profissional, como médico, em Feira ou em outro lugar, cuidar dos meus pacientes, aqueles que ainda acreditam que posso retomar os serviços”. Vida pública, agora, diz ele, não faz “análise”, nem toma “decisão nenhuma agora”. “Nem quero falar sobre isto”, resume. Como já analisado aqui em outro momento, a Tarcízio restam três alternativas em 2014: disputar uma vaga na Assembleia Legislativa – mas para isto precisaria convencer a esposa deputada Graça Pimenta a não se candidatar à reeleição; fazer dobradinha com a própria mulher

e sair candidato à Câmara Federal ou se manter fora do pleito, emprestando seu apoio, apenas, a Graça e Fernando Torres, seu aliado dessa última eleição e a quem prometeu ajudar na tentativa de reeleição. Se esperar para 2016, terá a opção de candidatar-se novamente a prefeito – o que dificilmente ocorreria, diante do trauma recente – ou retomar a carreira, degraus abaixo do que já atingiu, disputando uma vaga na Câmara Municipal. O cenário é mesmo muito delicado. A possibilidade de aposentadoria, especulada por ele mesmo, faz sentido.

Responsabilizar o eleitor não é o caminho Mesmo em uma entrevista em que buscou, ao máximo, comedimento, o prefeito Tarcízio Pimenta não esconde uma indignação que sente pela decisão do eleitor, que o colocou em último lugar na votação. Se considera “fragorosamente” derrotado. “O resultado das urnas refletiu a análise do eleitor”, diz ele. A mágoa pode ser percebida principalmente quando ele fala de seu retorno às atividades

de servidor público, como professor na Universidade Estadual de Feira de Santana e médico na Secretaria Estadual de Saúde: “Sou concursado e isso aí não tem eleitor que possa tirar, não depende do voto”. A frustração é também manifestada quando ele afirma que sua votação foi “muito inexpressiva do ponto de vista do governo que fiz”. É visível ainda a decepção do prefeito com aliados. Diz que lhe sobrou um “restinho” de amigos. “Tenho saúde

e minha profissão, e a ela me apegarei, com os poucos amigos que irão sobrar”, acrescenta. Decepção revelada, Tarcízio se apresenta mais lúcido quando avalia o resultado sob outro prisma, o de sua responsabilidade nos números. “Os erros todos eu assumo, estou pagando por eles. Não quero ficar lançando ataque ou crítica a ninguém, tentando encontrar bodes expiatórios, culpados. Assumo a responsabilidade como único culpado de tudo o

que possa ter acontecido”. Diz ainda o prefeito: “O eleitor decidiu, mostrou nas urnas o que desejava, pensava e queria. A mim cabe respeitar a vontade das urnas, fazer uma análise da caminhada política, da vida pessoal, refletir o futuro, encerrar o mandato. O resultado

das urnas refletiu a análise do eleitor. Se foi correta ou incorreta, não faço essa avaliação”. Agora, sim, correta interpretação. De nada adianta imaginar que o culpado da derrota é o eleitor ou até mesmo o adversário – ou ainda a imprensa, visto que, neste país, somos

nós, os jornalistas, responsáveis por quase tudo o que de ruim acontece aos políticos. Obviamente, o eleitor reprovou o governo, no grosso de suas ações. E deu o veredito nas urnas. Lição que fica, para o prefeito que sai e para os gestores que virão.

Sem ressentimentos, deve transmitir o cargo O prefeito, aliás, deu a entender que comparecerá à posse de Ronaldo. Questionado sobre isto, declarou: “Vou estar fazendo minha parte naquilo que precisa ser cumprido. Tenho que ter respeito pela população, pelo eleitor, cumprir o que está na lei”. Se não quisesse comparecer, simplesmente diria que não.


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entrevista

Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

Tarcízio acena com fim de carreira Em suas primeiras entrevistas após a eleição em que ficou em quarto e último lugar justamente quando tentava se reeleger prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta não dá pistas sobre o futuro político. Acena com a possibilidade de sair de cena e admite a desfiliação de seu atual partido, o PDT. Por enquanto, a decisão é retomar suas atividades como servidor do estado, já que é médico e professor da UEFS. Demonstrando humildade, sem buscar culpados nem justificativas para a derrota, Tarcízio falou à repórter Fátima Brandão, na Rádio Subaé, numa entrevista veiculada no programa Notícias da Tarde, reproduzida por tópicos por Valdomiro Silva no site da Tribuna Feirense e que republicamos abaixo:

RESULTADO DA ELEIÇÃO

O eleitor decidiu, mostrou nas urnas o que desejava, pensava e queria. A mim cabe respeitar a vontade das urnas, fazer uma análise da nossa caminhada política, da vida pessoal, refletir o futuro, encerrar o mandato. O resultado das urnas refletiu a análise do eleitor. Se foi correta ou incorreta, não faço essa avaliação. A única avaliação que faço é que o eleitor nos derrotou fragorosamente. Nos deu uma derrota nas urnas. A vontade maciça do povo foi a escolha do ex-prefeito José Ronaldo para retornar. O juiz do político é o eleitor.

Não estou agora com a cabeça voltada para disputa eleitoral. Os reflexos desta eleição virão mais à frente. Alguns já ocorreram, aqueles mais imediatos. Não terminei ainda uma eleição, não posso pensar agora em outra. O resultado que obtive nas urnas não me faculta isto. Tenho que absorver esse recado, avaliar com calma e paciência, ao lado do restinho de amigos e minha família. A única coisa que tenho em mente é voltar para minha atividade médica e aos empregos que tenho no Estado, professor na Uefs e Secretaria de Saúde. Estou preparando a documentação para me apresentar e cumprir minhas obrigações. Sou concursado e isso aí não tem eleitor que possa

Não tenho sentimento de ódio no meu coração. Por mais que me causem transtornos, no outro dia passou. A decisão do senador João Durval foi pessoal dele, não do partido. É uma figura importante no partido, que deve ter contribuído para a eleição do ex-prefeito José Ronaldo.

PERMANÊNCIA NO PDT

Não sei se continuo filiado a qualquer partido.

Os erros todos eu assumo, estou pagando por eles. PRESENÇA NA POSSE DO NOVO PREFEITO

Vou estar fazendo minha parte naquilo que precisa ser cumprido. Tenho que ter respeito pela população, pelo eleitor, cumprir o que está na lei.

A única avaliação que faço é que o eleitor nos derrotou fragorosamente. PRÓXIMA ELEIÇÃO

JOÃO DURVAL

RELAÇÃO COM RONALDO Fomos adversários na eleição e nos tratamos como adversários políticos.

tirar, não depende do voto. Política, acho que a gente deve conversar com os poucos amigos no momento oportuno. Eleitor vou continuar sendo, político, não sei.

TRAIÇÃO DE ALIADOS

Não quero mais ficar tratando desse assunto, me debatendo. O reflexo dos fatos e suas consequências aconteceram. Os erros todos eu assumo, estou pagando por eles. Os acertos, agradeço aos que me ajudaram a concluir alguma coisa de positiva. Não quero ficar lançando ataque ou crítica a ninguém, tentando encontrar bodes expiatórios, culpados. Assumo a responsabilidade como único culpado de tudo o que possa ter acontecido.

DESEMPENHO DOS ADVERSÁRIOS

Não quero avaliar votação de candidato nenhum. A minha foi muito inexpressiva do ponto de vista do governo que fiz.

AGRESSIVIDADE NA CAMPANHA Se essa campanha foi agressiva ou menos agressiva, foi decisão tomada por todos nós (candidatos) que estivemos envolvidos na campanha.

FUTURO POLÍTICO

A única decisão que tomei foi voltar a minha atividade profissional, como médico, em Feira ou em outro lugar, cuidar dos

meus pacientes, aqueles que ainda acreditam que posso retomar os serviços. Sou médico do estado e vou ter que cumprir minha obrigação na Sesab. Vida pública, agora não faço análise, não tomo decisão nenhuma agora, nem quero falar sobre isto. O rescaldo eleitoral ainda doi um pouco, mas temos que seguir, lutar para sustentar minha família, mantê-la unida. Deixar questão política para um outro momento. A vida continua. Tenho saúde e minha profissão e a ela me apegarei, com os poucos amigos que irão sobrar.

JULGAMENTO NO TRIBUNAL DE CONTAS

Estamos cumprindo o que manda a lei. O Tribunal observa se tudo ocorreu dentro da normalidade. Os três anos foram bem sucedidos e acredito que o quarto exercício também. O secretário Wagner Gonçalves tem sido muito correto e responsável, com

toda a sua equipe.

RESTO DE MANDATO

Não tem maiores dificuldades. É organizar a máquina pública para não causar transtornos nem danos para o prefeito que vai nos suceder. Organizar a parte contábil da prefeitura, para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Manter a cidade nas ações básicas. Adequações estão sendo feitas nessa direção. Vamos sair da prefeitura com a missão cumprida.

DEMISSÕES NO GOVERNO

Nunca houve nem existe retaliação nenhuma. Nunca agi dessa forma. Não está no meu coração, na minha alma. Nunca fui de perseguir ninguém. As mudanças e adequações são necessárias. Às vezes as pessoas têm que encontrar algum motivo para as coisas. Explicações para traduzir situações que não sejam verdadeiras. O que estamos fazendo é o que todos os municípios estão fazendo. Toda máquina administrativa tem que fazer.

A única decisão que tomei foi voltar a minha atividade profissional, como médico. Vida pública não tomo decisão nenhuma agora, nem quero falar sobre isto.

Eleitor vou continuar sendo, político, não sei.

Fundado em 10.04.1999 www.tribunafeirense.com.br / redacao@tribunafeirense.com.br Fundadores: Valdomiro Silva - Batista Cruz - Denivaldo Santos - Gildarte Ramos Editor - Glauco Wanderley Diretor - César Oliveira Diretora Financeira - Márcia de Abreu Silva Editoração eletrônica - Maria da Piedade dos Santos

OS TEXTOS ASSINADOS NESTE JORNAL SÃO DE RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. Rua Quintino Bocaiuva - 701 - Ponto Central CEP 44075-002 - Feira de Santana - PABX (75)3225.7500/3223.6180


política

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Razões da derrota e futuro de Tarcízio GLAUCO WANDERLEY

Parece difícil compreender o que ocorreu a um prefeito candidato à reeleição que alcança tão somente 6% dos votos do eleitorado. Especialmente quando se trata de alguém com uma carreira política sólida como Tarcízio Pimenta, que em seguidos testes nas urnas obteve sucesso como candidato a vereador, deputado estadual e finalmente prefeito, eleito no primeiro turno em 2008. Entre os analistas ouvidos para esta reportagem da Tribuna, apenas um avalia que o percentual de votos corresponde à má qualidade do governo. Os demais acham que a “surra” foi desproporcional. O que torna a compreensão do caso ainda mais complexa. Edson Borges, jornalista que integrou o governo por dois anos como secretário de Comunicação, acha que houve falha justamente nesta área. Segundo ele, Tarcízio não aderiu ao projeto de comunicação proposto por ele, o que teria inclusive motivado sua saída do cargo. “Não fez o pior governo de Feira não. Tem seus méritos, mas não soube comunicar”, diagnostica. Outro fator de intenso desgaste, para Edson, foi o atraso no pagamento de contas. “A queixa generalizada é que a prefeitura atrasa muito os pagamentos. Isso é muito ruim. 5, 6, 7 meses para pagar, é uma coisa que desgasta”. Tanto o governo teria o que mostrar que para o publicitário Xiko Melo, promover suas ações seria a estratégia a adotar caso fosse responsável pela campanha. Xiko foi o marqueteiro das três eleições de Ronaldo e em 2008, quando Tarcízio se elegeu como candidato de Ronaldo. Para evitar críticas aos colegas, ele não comenta sobre a campanha do atual prefeito, mas diz que optaria por um modelo “prestação de contas para promover o governo que foi feito”. Ainda que esta tática não fosse garantia de vitória. “Às vezes em política não se trata de vencer, mas de permanecer vivo”, raciocina. Para o radialista Elsimar Pondé, o governo de Tarcízio foi regular e portanto, poderia ter alcançado resultado melhor na eleição, o que não ocorreu porque foram cometidos vários “erros do ponto de vista político e estratégico”. Um dos maiores foi “ter mantido a espinha dorsal de Ronaldo” no governo, com pessoas que, por serem “intimamente ligadas” ao

ex, agora reeleito, fariam certamente campanha para ele, desde que a possibilidade de uma candidatura surgiu no horizonte, após a eleição perdida de Ronaldo para o Senado. Mas não foi só isso. “Comenta-se que em muitos casos a palavra empenhada não foi cumprida. Se comprometia, mas não cumpria”. E este conceito sobre o prefeito, de acordo com Elsimar, espalhou-se pela comunidade como um todo, não apenas entre formadores de opinião ou pessoas com uma convivência próxima do poder. “Ele não é um tocador de homens”, define o radialista Joilton Freitas, para quem a falta de liderança do prefeito foi o motivo do mau desempenho da administração, a despeito de grande parte da equipe ter vindo do governo Ronaldo, que encerrou os dois mandatos com aprovação acima de 80%. Embora considere o governo ruim como um todo, Joilton opina que a comunicação foi “abaixo da crítica, talvez o pior setor”. Para ele, o governo não teve uma identidade, o que seria um trabalho da comunicação. Faltou liderança a Tarcízio, confirma o radialista Dilton Coutinho. Segundo ele, o prefeito não formou um grupo político nem administrativo. Durante a pré-campanha perdeu para Ronaldo vários partidos que poderiam estar aliados, o que ajudaria com um tempo maior de rádio e TV e sobretudo com uma “tropa” de candidatos trabalhando junto pela candidatura. Lembrando o desabafo de João Henrique em Salvador, que reconheceu ter errado ao retalhar o governo entre os partidos que o apoiavam, Dilton ressalta que no caso de Feira a situação foi ainda pior, pois muitos cargos foram controlados por vereadores e o prefeito acabou “ficando refém de alguns deles”. Para Dilton, faltou a Tarcízio planejar o que iria fazer no governo, o que o levou a gastar aleatoriamente e a não cumprir o que prometia, levando a um grande desgaste. “O governo não foi dos piores, mas o desgaste ofuscou tudo que ele fez e as pessoas passaram a não acreditar mais nele”, interpreta. FIM DE CARREIRA? Apesar do desastre eleitoral de 2012, ninguém aposta que Tarcízio seja carta fora do baralho político. Entretanto, todos consideram que a situação

é delicada e não será fácil reverter. A cautela sobre as projeções deve-se a outros casos de homens públicos que deram a volta por cima após perspectivas sombrias deixadas por uma eleição. Edson Borges lembra João Durval, dado como morto politicamente quando foi vetado por ACM como candidato ao Senado e que depois se elegeu prefeito de Feira mais uma vez, em 1992. Em seguida, sem completar o mandato no município, candidatou-se ao governo da Bahia em 96 e foi fragorosamente derrotado. Mas acabou se elegendo senador na chapa de Jaques Wagner em 2006, com tantos votos que superou a votação do governador. “Derrota

serve de lição e avaliação”, pontifica. No caso de Tarcízio, entretanto, Edson diz não ter “a menor ideia” do que ele deverá fazer. “Só tem espaço para um”, avisa Dilton Coutinho, referindo-se à dupla Tarcízio e Graça Pimenta. A opção seria retomar da esposa a vaga no legislativo estadual ou apoiá-la, sem se candidatar a nada. Disputar uma vaga de federal e ao mesmo tempo tentar reconduzir Graça à Assembleia Legislativa ele considera inviável. A candidatura de Graça em 2010, na opinião de Joilton foi um marco. “O começo do fim do governo”, decreta. Isso porque criou arestas no grupo político e

foi impulsionada por uma “campanha milionária que ficou malvista aos olhos da população”. Seja qual for a solução adotada por Tarcízio para retomar um mandato de deputado, Joilton vê uma situação complicada em termos de perspectiva de vitória, pois a concorrência federal é acirrada, contra Colbert, Fernando Torres e Sérgio Carneiro, enquanto no plano estadual os espaços que Tarcízio tinha foram ocupados “principalmente pelos petistas”. Xiko Melo acredita no potencial político que resta a Tarcízio, pois “ninguém chega a prefeito sendo bobo”. Ele não imagina que a carreira política esteja definitivamente

comprometida. “É possível reverter, mas talvez não a curto prazo”, ressalva. Talvez o melhor então, seja nem se candidatar em 2014. O descanso sabático é sugerido por Elsimar Pondé. “Com o cenário completamente desfavorável, talvez em 2014 o ideal seja apoiar a mulher. Se bem que ela se elegeu com ajuda da máquina [que o marido já não terá] e fez um mandato opaco”, acrescenta. É desfavorável, mas é cenário, e por isso pode mudar, lembra Pondé. “Amanhã ele pode estar de novo com Ronaldo, ou se aproximar de Wagner e se beneficiar de um eventual terceiro governo do PT na Bahia”, especula.

O pior desempenho de todo o Brasil Na eleição de 2000, Clailton Mascarenhas candidatou-se à reeleição, o que foi tido como ousadia de quem não tinha uma noção precisa dos fatos, já que seu governo era considerado péssimo, havia diversas investigações do Ministério Público contra ele e novas denúncias de corrupção surgiam a todo momento. Clailton teve 4,3% dos votos. Clailton herdara a cadeira de prefeito com

a morte de José Falcão, de quem foi vice na última hora do pleito de 1996, quando denúncias da campanha de Josué Melo (PFL) contra Edson Cedraz, o vice original de Falcão, obrigaram a uma substituição às pressas. Além dos Cedraz, pouca gente na cidade tinha ouvido falar em Clailton, que até então jamais disputara uma eleição. Os 6,1% alcançados por Tarcízio Pimenta em 2012 superam aquele

desempenho de Clailton, mas colocam o atual prefeito no último lugar no Brasil, entre os 39 que foram candidatos à reeleição nas cidades com mais de 200 mil eleitores, as que possuem o direito de fazer segundo turno. Foi o único também a ficar em 4º lugar. Além dele, quem teve menos, teve 16%. Normalmente os candidatos à reeleição desfrutam de condição privilegiada em relação aos demais.

CIDADE

PREFEITO

Feira de Santana ( BA) Duque de Caxias ( RJ) Campinas ( SP) Nova Iguaçu ( RJ) Juiz de Fora ( MG) Belford Roxo ( RJ) Curitiba (PR) Petrópolis ( RJ) São Luís (MA) Betim ( MG) Teresina (PI) Vila Velha ( ES) Santo André ( SP) Serra ( ES) Macapá (AP) Cascavel ( PR) Ribeirão Preto ( SP) Diadema ( SP) Vitória da Conquista ( BA) Olinda ( PE) Volta Redonda ( RJ) Guarujá ( SP) Guarulhos ( SP) São João de Meriti ( RJ) Belo Horizonte (MG) Maceió (AL) Goiânia (GO) São José do Rio Preto ( SP) Jaboatão dos Guararapes ( PE) Aparecida de Goiânia (GO) Porto Alegre (RS) Rio de Janeiro (RJ) São Bernardo do Campo ( SP) Carapicuíba ( SP) Campos dos Goytacazes ( RJ) Canoas (RS) Mogi das Cruzes ( SP) Bauru ( SP) Anapolis (GO)

Tarcízio Pimenta Zito Pedro Serafim Sheila Gama Custódio Mattos Alcides Rolim Luciano Ducci Paulo Mustrangi João Castelo Maria do Carmo Elmano Férrer Neucimar Aidan Ravin Sergio Vidigal Roberto Góes Edgar Bueno Dárcy Vera Mario Reali Guilherme Menezes Renildo Calheiros Antônio Francisco Neto Antonieta Almeida Sandro Matos Márcio Lacerda Rui Palmeira Paulo Garcia Valdomiro Lopes Elias Gomes Maguito Vilela Fortunati Eduardo Paes Luiz Marinho Sergio Ribeiro Rosinha Garotinho Jairo Jorge Marco Bertaiolli Rodrigo Agostinho Antonio Gomide

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios, em todo o país 1.505 prefeitos se reelegeram, equivalentes a 55% dos que disputaram reeleição. No grupo das 39 com segundo turno onde o prefeito foi candidato, 23, ou seja, 59%, terminaram o primeiro turno na frente. Veja abaixo a lista completa:

PERCENTUAL

POSIÇÃO

6 16 18 20 21 22 27 27 31 32 33 35 37 38 40 40 46 47 49 50 50 50 50 52 53 57 58 59 63 64 65 65 66 68 70 71 81 82 89

4º 3º 3º 2º 3º 3º 3º 3º 2º 2º 2º 2º 2º 2º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º 1º


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cidade

Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

Base tranquiliza George Américo BATISTA CRUZ Desde setembro a polícia técnica não faz levantamento cadavérico de pessoa assassinada no conjunto George Américo. Um marco para o bairro, onde no ano passado 18 pessoas foram vitimadas pela violência letal. Esta trégua nas mortes antecede a instalação da primeira Base Comunitária de Segurança da cidade. O tráfico de drogas também é uma atividade criminosa considerada forte no George. Moradores de bairros vizinhos, como o Campo Limpo, que também se destaca pela violência, e a Gabriela, podem ser beneficiados com a unidade policial. É fato que a chegada da polícia em uma região com a determinação de mudar a realidade violenta, causa impacto imediato e reduz os índices de criminalidade. Mas a mudança de hábito dos moradores não acontece de um mês para o outro. A violência está presente na memória coletiva. Eles ainda preferem não se arriscar. As portas continuam fechadas, nos portões se destacam os cadeados e nas janelas a proteção das grades de

“A gente, que é pessoa de bem, deve fazer a parte dele, denunciando as pessoas que cometem crimes, principalmente o tráfico de drogas”, advoga. “Aqui melhorou 100%. Está uma maravilha”, comemora o aposentado Raimundo Ribeiro Soares, que mora no vizinho conjunto José Ronaldo. “Desde o mês passado passar pelas ruas do bairro ficou mais tranqüilo, porque a gente sempre vê os policiais circulando, coisa que antes não acontecia”. Para ele, a sensação de segurança deixa as pessoas mais tranquilas. “A gente sabe que se precisar agora, a polícia chega rápido”, acredita. O policiamento está sendo feito por 80 policiais, que usam carros e motocicletas nas rondas, mais a polícia comunitária. Também foram instaladas câmeras de vigilância em pontos considerados estratégicos. Situada numa das extremidades da praça que tem o mesmo nome do bairro, a Base é provisória. Foi inaugurada pelo governo do estado em 27 de setembro, reta final da campanha eleitoral. A sede definitiva vai ser construída, afirma o comandante tenente Ermillo Lima.

Policial visualiza com câmeras tudo que se passa nas ruas do bairro, onde há dois meses não é registrado um homicídio

ferro. Os marginais não foram tirados de circulação com a polícia em seus calcanhares. Bateram em retirada e podem se instalar em outras áreas, onde entendam que a vigilância não é tão ostensiva. Lá dão continuidade às suas atividades criminosas. As estatísticas que montam o mapa da violência nos bairros nos próximos meses mostrarão se houve ou não esta migração. Porém moradores afirmam que a presença ostensiva dos policiais nas

ruas já tornou o bairro mais tranquilo, embora não totalmente. Mesmo assim a esperança de dias melhores vem tomando o lugar antes completamente ocupado pelo medo. Os moradores afirmam que os criminosos não tinham decretado toque de recolher. Mas era perigoso passar por algumas ruas à noite. “Principalmente aquelas em que as pessoas sabiam que existia o tráfico de drogas”, afirma um morador que está no bairro desde a fundação,

e prefere que o nome não seja divulgado, alegando que não é por medo, mas por precaução. “É claro que a gente sabe que a polícia não vai mais sair daqui. Mas é bom não vacilar, nem com palavras, gestos ou mudança de comportamento, porque todos sabem que os marginais não costumam respeitar limites por muito tempo”. Outros não estão otimistas. “É claro que a situação está sob controle porque a instalação da base ainda é recente.

Todo mundo tá vendo que está melhor, mas a gente não sabe até quando esta tranquilidade vai permanecer”, comenta uma jovem. “A gente espera é que a polícia mantenha o mesmo esquema de trabalho para que os marginais vejam que aqui, no George, não há mais espaço para eles”. Outro morador do bairro diz que a presença dos policiais pode mudar a realidade, mas é a participação ativa dos moradores que pode fazer a diferença. Como?

Polícia tenta ganhar confiança do povo Bairro é pólo econômico O comandante da Base, moradores não apenas do ganha com o serviço de

tenente Ermillo Lima, disse que em pouco mais de um mês, o bairro registrou uma tentativa de assassinato – em outubro não foi registrada morte violenta. De acordo com ele, das 26 conduções realizadas pelos policiais às delegacias, até o final de outubro, cerca de 30% foram brigas de casais. Em outubro de 2011 aconteceram quatro assassinatos no George Américo, que ficou entre os 5 bairros mais violentos do ano passado em Feira de Santana. A presença da polícia tem o poder de mudar para melhor as relações interpessoais dos

George, mas de toda região. “Estamos iniciando uma parceria com os moradores do George. E isto é muito mais do que um simples bom dia”, afirma o jovem comandante, de apenas 28 anos. Ganhar a confiança dos moradores, com um relacionamento mais estreito, é o objetivo do policiamento comunitário. A meta é que os moradores vejam os policiais como parceiros. É um trabalho de recuperação de confiança, que foi perdida ao longo do tempo. “A cidade, o bairro

segurança”, afirma. O ganho vem com a interação entre as partes. A sensação de estar seguro gera satisfação. Daí a necessidade de que as partes se conheçam pelo nome, e não apenas como “o policial” ou “o cidadão”. A chegada das noites quentes do verão vai mostrar se o fluxo de pessoas nas ruas aumenta em relação ao passado. Pode-se fazer uma leitura positiva em caso de se ver mais gente sentada nos passeios das casas ou nos bancos da praça, proseando até mais tarde da noite.

VAGA DE EMPREGO Empresa de Comunicação precisa de vendedores externos com experiência, para atuar na cidade de Feira de Santana. Interessados enviar Curriculum, para à Rua Quintino Bocaiuva, 701, Ponto Central - Feira de Santana - Ba.

Nascido de uma invasão, o nome George Américo dado ao bairro homenageia o líder do movimento, que ocupou o terreno do antigo campo de aviação e morreu assassinado tempos depois. O lugar é pobre, carece de uma estrutura melhor, mas não foi totalmente esquecido

pelas autoridades. O tráfico está presente, no entanto sem ocupar o lugar do poder público, como ocorre em regiões controladas pela marginalidade país afora. Praticamente todas suas ruas são pavimentadas, sedia uma das cinco policlínicas da cidade, além de unidades do Programa Saúde da Família e uma do CRAS (Centro de Referência

em Assistência Social). A praça, grande e movimentada, é dotada de uma quadra poliesportiva. Em sua volta o comércio é forte. Várias lojas se instalaram na área. O George – tal como o Tomba, a Cidade Nova e o Feira X – é um bairro polo, com capacidade de atrair moradores de bairros próximos por ter uma economia forte e diversificada.

Bahia campeã de homicídios O apaziguamento no George Américo contrasta com a insegurança generalizada na Bahia, que pelo segundo ano consecutivo

ostenta o desonroso título de campeã nacional de homicídios, conforme relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

divulgado na terça-feira (06/11). Veja no quadro abaixo a evolução dos números nos últimos três anos:


opinião

Compromisso firmado

 O ex-deputado federal Colbert Martins (PMDB) tornou público o compromisso que firmou com o prefeito eleito José Ronaldo (DEM). Segundo ele, o próprio Ronaldo sugeriu o compromisso político de apoiá-lo em 2014 na busca por uma vaga na Câmara Federal. Portanto, a eleição de Colbert deverá ser questão de honra para o democrata.    

Muito por nada

Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

Entra e sai

 Com a derrota de Nelson Pelegrino em Salvador, Feira de Santana fica novamente com apenas um deputado federal representando a cidade em Brasília. O petista Sérgio Carneiro retorna à condição de suplente e fica aguardando que algum outro deputado seja chamado para compor o governo Dilma ou Wagner, para então regressar à Câmara.  

 Quanto vale o voto de um vereador na eleição para presidente da Câmara de Feira? Segundo o vereador Marialvo Barreto (PT), cada voto vale R$ 50 mil. E tem gente que não vale nada, faturando muito. E o Ministério Público? Silêncio.   

Por tabela

 O prefeito Tarcízio Pimenta (PDT) quebrou o silêncio e revelou a única certeza que tem para o seu futuro: voltar a atuar como médico. “O rescaldo eleitoral ainda dói um pouco, mas temos que seguir, lutar para sustentar minha família, mantê-la unida. Deixar questão política para um outro momento. A vida continua. Tenho saúde e minha profissão e a ela me apegarei, com os poucos amigos que irão sobrar”, desabafou.

 Se Barack Obama tivesse perdido a eleição nos EUA poderia se mudar tranquilamente pro Brasil. Aqui todo mundo vota nele.  

Desabafo

 Ao sair do mandato, Sérgio Carneiro é obrigado também a deixar os trabalhos na Comissão do Novo CPC, na qual tem se destacado pelo trabalho desenvolvido.  

Barack Lula 

Elementar

 O prefeito eleito de Feira de Santana, José Ronaldo, afirmou na rádio que o seu secretariado será formado pelo povo. Concordo. Pelo povo dele.

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Bancada do contra

 Dos 39 deputados que compõem a bancada baiana na Câmara Federal, 11 votaram contra o projeto de lei dos royalties do petróleo , que elevará o percentual de repasses para estados e municípios não produtores de 8,75% para 40%. O projeto beneficia a Bahia, mas a turma do PT formada pelos deputados Afonso Florence, Amauri Teixeira, Emiliano José, Geraldo Simões, Josias Gomes, Luiz Alberto, Sérgio Carneiro, Valmir Assunção e Waldenor Pereira parecem não querer favorecer o estado e votaram contra o projeto.  O prefeito eleito de Salvador ACM Neto (DEM)  votou pela aprovação da matéria.

  Esperta sensatez

 O ex-ministro Geddel Vieira Lima lançou uma espécie de desafio para a bancada do PT na Assembleia. No Twitter, o todo poderoso do PMDB baiano, afirmou que caso o PT tenha coragem de lançar candidato próprio à presidência da Assembleia, ele orientará os deputados peemedebistas a votarem a favor dos petistas. Sensato, Geddel alegou considerar um absurdo que o PT apoie a tentativa de Marcelo Nilo (PDT) de “conquistar” o quarto mandato. 

Foguetinhos * Às vezes a maior arma do seu inimigo é você mesmo. * A mentira tem perna curta, ou quatro anos de mandato. * Não adianta matar o boi pra acabar com o carrapato.


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opinião

Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

Itamar Vian

Luzes no Caminho

Arcebispo Metropolitano di.vianfs@ig.com.br

O perigoso crack Em 2005, levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrif), concluiu que 380 mil brasileiros já tinham experimentado crack. Cinco anos após, estimativa apresentada pelo psiquiatra Pablo Roig, indicava que o número de usuários desta droga no país chegava a 1,2 milhão. O Brasil é o maior mercado mundial do crack e o segundo maior de cocaína. QUAIS as causas que levam uma pessoa a ingressar no mundo sombrio da droga? Curiosidade, desemprego, desejo de novas sensações, falta de diálogo na família e as famosas más companhias. A culpa também cabe a uma sociedade consumista que diviniza o ter. Essa sociedade permite incentivar o uso das chamadas drogas lícitas – cigarro e álcool -, mas que também causam imensos males. AS PEDRAS de crack são devastadoras, afetando o cérebro, os pulmões, causando ataques cardíacos e derrame cerebral. Isso no campo físico. São também impressionantes as mudanças comportamentais dos viciados afetando a família e agredindo com requintes de violência.

OS MEIOS de comunicação têm insistido no perigo do crack, com resultados discutíveis. Os poderes constituídos acenam com mais verbas para o combate à droga e o recolhimento compulsório dos viciados. As medidas são apenas paliativas, como é paliativa a solução de aumentar a repressão. O bom senso e a natureza nos ensinam que somos livres para escolher a semente que vamos semear, mas é obrigatória a colheita daquilo que semeamos. O TRABALHO educativo junto às famílias e nas escolas é urgente. É necessário incentivar a conscientização sobre o perigo das drogas. Igualmente, é importante uma ação disciplinadora e punitiva das instâncias competentes. Não adianta só ensinar sobre o mal causado pelas drogas. É necessário punir severamente os plantadores e traficantes. NÃO HÁ COMO nos enganarmos: nada do que fazemos começa e acaba apenas em nós mesmos. Atinge, ao contrário, toda a coletividade. Hoje, dizendo não às drogas, estamos não só beneficiando a própria saúde, mas contribuindo para construir um mundo de paz. Sejamos senhores de nossa vida. Não deixemos que a droga mande em nós. A primeira vítima seremos nós mesmos e a nossa família.

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educação

Feirenses são os melhores da UFBA

Amanda: a melhor em Medicina

JULIANA VITAL Nem só de más notícias vive a educação em Feira de Santana. Três feirenses ficaram em primeiro lugar em pelo menos três faculdades da UFBA (Universidade Federal da Bahia). Um deles se deu ao luxo de optar pela vaga na USP (Universidade de São Paulo). O trio estudou no Helyos, colégio feirense que anualmente se posiciona entre os 10 melhores do país devido às boas notas de seus alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Eles falaram à Tribuna sobre o próprio desempenho e deram dicas aos que ainda terão que enfrentar o desafio do Vestibular. Na UFBA, Amanda Kachimarek foi primeiro lugar em Medicina. Fernanda Rego, primeiro em Direito. Vinícius Cleves primeiro em Engenharia Mecatrônica. Uma coisa em comum entre eles, é que deram atenção a todas as disciplinas e não somente a matérias específicas. Claro, aquelas em que havia mais dificuldade mereciam algumas horas a mais de estudo, como relata Fernanda Rego. “Eu tinha uma certa dificuldade em Física, então me dediquei bastante a ela para ter mais confiança nas provas, mas não deixando as demais de lado”. A estudante de Direito afirma que o apoio da família foi essencial para um

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Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

Fernanda: primeira em Direito

resultado positivo nas provas. Ela diz ter pesquisado muito sobre o curso e a profissão, o que foi determinante para a escolha. No 2° ano, chegou a prestar vestibular para Comunicação Social na UFBA e foi aprovada também em primeiro lugar. No ano seguinte, prestou vestibular para Direito em três universidades (UFBA, UFPE e UNIRIO), sendo aprovada em todas. A opção pela UFBA foi norteada pela proximidade com a família. Fernanda afirma que conhecer bem as provas dos vestibulares é uma forma de aumentar as chances. “Eu tive total contato com a prova da UFBA, respondi todas as dos últimos oito vestibulares para ir conhecendo as questões, o estilo e me sentir mais segura”, comenta. Com uma rotina diária de 3 a 4 horas de estudo, perto da realização das provas ela aumentava o tempo para 4 a 5 horas diárias. Para Amanda, de 18 anos, estudante de Medicina, dar importância a todas as matérias, sem excessão, também foi o diferencial para obter o primeiro lugar. “O que elevou muito minha colocação não foi somente minha porcentagem de acerto, mas o fato de eu ter tido notas parecidas em todas as matérias, um desvio padrão muito baixo”, afirma. Ela atribuiu um papel fundamental também

Vinicius: opção pela USP

aos professores. “Acho que não conseguiria me organizar para estudar tudo o que precisava, caso não houvesse professores tão bons me orientando”, agradece. Amanda não abriu mão de momentos para o relaxamento. “Minha rotina de estudos não era leve, mas também não me levava à exaustão. Nos turnos que eu tinha livre, descansava um pouco e estudava bastante, mas até no máximo por volta de 21 horas. Não trocava o sono pelos livros e tinha sempre intervalos para relaxar e tocar um pouco violão, como faço até hoje”, comenta. Para Vinicius, 18 anos, estudante de Engenharia Mecatrônica, o conceito de estudar de tudo um pouco também foi fundamental para obter uma colocação tão boa no vestibular. Apesar do primeiro lugar na UFBA, ele optou pela USP. Para ele, a escolha do curso passou pela influência da família. “Eles me influenciaram sim, mas não de um jeito impositivo. Me ajudaram a decidir sobre as minhas opções, e forneceram um ponto de vista externo confiável de minhas habilidades. Acho que o fato de meu pai ser engenheiro me deu um empurrãozinho para a área”, comenta. A autoconfiança e a tranquilidade nos dias das provas foram fundamentais

para Vinicius realizar as seleções e obter resultados tão positivos. “Meu pai e, principalmente, minha mãe me acompanharam durantes as viagens para fazer os vestibulares, o que me deixou com muito mais tranquilidade para ir fazer as provas em outras cidades”, afirma. Além da USP e UFBA, Vinicius também foi aprovado na UNB. Na sua rotina de estudos, dormir antes de estudar estava entre as prioridades. “Em casa, eu estudava uma hora e meia por dia, em média. Nada muito cronometrado. Eu acho que não adianta forçar a sua mente quando ela realmente não está a fim de estudar. Antes de estudar eu sempre dormia um pouco. Logo depois de acordar a minha mente assimila as coisas mais facilmente”, revela. Entre as dicas para fazer bem as provas, Vinicius destaca a autoconfiança. “Com humildade, mas você tem que fazer a prova com a autoconfiança no máximo. Além disso, um conselho clássico. Se não sabe a questão, pula. Ficar preso a uma questão que você não sabe vai acabar lhe tirando o tempo de outras que você sabe. Algumas questões têm uma bela indicação da solução no enunciado ou nas alternativas de resposta. Perceber isso vai ajudar bastante. No mais, é só estudar, fazer provas antigas e simulados”, aconselha.

adilson-simas@bol.com.br

Adilson Simas FEIRA ONTEM

Evangivaldo, ventríloquo de Clailton Acuado pela Câmara, na quarta-feira, 18 de agosto de 1999, o prefeito Clailton Mascarenhas aproveitou o ato de mudança da Secretaria de Educação para a sede do CAIC, no Feira VII, e fez um discurso inflamado: - “Vou processar os detratores responsáveis pelas calúnias, difamações e mentiras contra nosso governo; os processos contra a administração serão todos detonados, pois a justiça, do alto da sua sabedoria, decidirá em favor dos que lutam, como eu, em defesa do povo.” Quando o alcaide

concluiu bradando que “o tempo é o senhor da razão, o tempo mostrará a verdade”, o líder do governo, vereador Carlito Moreira, cochichou para o vice-líder Maurício Carvalho: - É o Evangivaldo [o chefe de Gabinete] falando pela boca de Clailton...

Na terça-feira, 30 de novembro de 1976, o prefeito José Falcão quebrou a tradição e não compareceu à festiva sessão de encerramento da 8ª legislatura. Na bancada da imprensa os profissionais foram unânimes em afirmar que com o gesto o alcaide protestou contra a decisão dos vereadores que não votaram sua última mensagem, transformando em autarquia do Centro de Abastecimento, fato que só ocorreria na legislatura seguinte com os novos vereadores aprovando o mesmo projeto de lei, que o prefeito Colbert Martins mandou de

volta. No dia seguinte, durante coletiva, Falcão, respondendo pergunta de um dos repórteres, disse lambendo os lábios: -Olha filho, o Centro de Abastecimento foi concebido, gerado e parido com muito sacrifício e na hora que começa a engatinhar querem colocar uma pedra no caminho...

Autarquia a fórceps

Dançando conforme a música Vice-prefeito, José Raimundo se desligou dos vereadores dissidentes do MDB, retomou o diálogo com o prefeito Colbert Martins, e logo voltou a assumir a prefeitura interinamente, depois de um ano e sete meses de jejum. Foi na manhã de segunda-feira, 16 de fevereiro de 1981, ficando no comando do executivo até terça-feira, dia 24. Mesmo no exercício do mais alto cargo, o professor preservou seus hábitos e no sábado, 21, como bom dançarino, estava na boate do restaurante Lagoa Grande, do comunista e secretário municipal Humberto Mascarenhas,

dançando boleros ao som do saxofone do saudoso Bebé Coleira”. Numa das mesas, admirando a cena, o também secretário Armando Menezes, de Finanças, diz a outro secretário, Celso Daltro, de Administração: - Além de deixar o coral dos dissidentes, o Zé voltou a se afinar com a nossa orquestra...


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saúde

Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

Distúrbios do sono levam feirenses a buscar tratamento especializado Cerca de 2 mil consultas de pacientes com queixas relacionadas ao sono são realizadas por ano no Instituto do Sono de Feira de Santana. Destas, 60% estão ligadas a distúrbios respiratórios do sono, sendo a apneia o mais comum. Para cada quatro homens, duas mulheres procuram o serviço. São feitos 25 exames do sono, a polissonografia, por semana no único centro especializado em medicina do sono na cidade. Uma média de cem por mês e 1.200 por ano. Segundo o especialista em sono, Marcelo Rosa, não são feitos mais exames por falta de leito. As famosas oito horas de sono supostamente necessárias para a saúde não são um padrão. Rosa esclarece que seria um tempo bom, uma média, mas tudo depende do biótipo de cada um. “Existem os dormidores longos, que precisam em torno de dez horas de sono para ficarem recuperados e passarem o dia sem sonolência”, explica, mas também os “dormidores curtos”, ou seja, com cinco ou seis horas de sono estão satisfeitos e passam o dia bem, sem cansaço”. No entanto, dormir menos de 5h pode representar um prejuízo para a saúde, alerta o médico. O corpo

Criança dorme no exame de polissonografia

precisa de um tempo de recuperação e com o passar do tempo, vai começar a cobrar isso. Os efeitos, em longo prazo, podem ser diminuição da memória e da concentração, cansaço físico e mental, sonolência, estresse, hipertensão, envelhecimento precoce e até impotência sexual. Mas não mata. Com exceção da insônia familiar fatal (IFF), uma doença rara e de caráter hereditário, que faz com que o indivíduo não durma nunca e acabe morrendo prematuramente. Os distúrbios de sono mais comuns são insônia, apneia obstrutiva do sono, síndrome das pernas inquietas, sonambulismo,

bruxismo (ranger os dentes) e narcolepsia. Esta última é o oposto da insônia, ou seja, o paciente apresenta sonolência diurna, por vezes com ataques de sono, cataplexia (perda súbita de força muscular) e anormalidades do sono. Ainda é pouco diagnosticada, mas ocorre um caso de narcolepsia em cada 2.000 pessoas, o que não é pouco. O dado considera a população dos Estados Unidos, Europa e Japão. Ainda não há um estudo do tipo no Brasil. Algumas pessoas pensam que sofrem de insônia, mas na verdade têm apenas um atraso de fase de sono, que geralmente acontece na adolescência, quando, devido às alterações

fisiológicas da idade, se sente maior disposição à noite e o sono vem mais tarde. O oposto é o avanço de fase, quando a pessoa sente sono muito cedo. Isto acomete mais os idosos. O sonambulismo e o bruxismo atingem mais as crianças; adultos são mais propensos à insônia, causada por estresse; a partir dos 50 anos aumenta o risco de adquirir os distúrbios respiratórios do sono, especialmente a apneia. A incidência da síndrome das pernas inquietas, no entanto, independe de faixa etária. As causas dos distúrbios do sono são inúmeras e podem ser físicas ou psíquicas, a depender do tipo de patologia. A obesidade é um dos fatores. O indivíduo obeso tem uma tendência maior para roncar. Este, por sua vez, pode ser um sinal indicativo de apneia do sono. Por isso, para o obeso que é apneico “a primeira recomendação é que perca peso. A tendência é melhorar bastante”, aconselha o especialista. A patologia, que consiste na parada respiratória por dez segundos durante o sono, conforme Rosa, “é a mais abrangente dentre todos os distúrbios de sono e a mais problemática”. As consequências de

DICAS PARA PRESERVAR O SONO • • • • • • • • • •

Ter horários regulares para dormir e despertar. Ir para a cama somente na hora dormir. Ter um ambiente de dormir adequado: limpo, escuro, sem ruídos e confortável. Não fazer uso de álcool ou café, determinados chás e refrigerantes próximo ao horário de dormir. Não fazer uso de medicamentos para dormir sem orientação médica. Se tiver dormido pouco nas noites anteriores, evite dormir de dia Jantar moderadamente em horário regular e adequado. Não levar problemas para a cama. Realizar atividades repousantes e relaxantes preparatórias para o sono. Ser ativo física e mentalmente.

Fonte: Instituto do Sono (sono.org.br)

um distúrbio do sono não tratado variam desde diminuição de concentração e memória, passando por ansiedade, hipertensão, até acidente automobilístico, devido à sonolência mesmo durante o dia. O infarto e o derrame são as consequências máximas de uma doença relacionada ao sono. A polissonografia é feita à noite. O paciente dorme na clínica, enquanto o aparelho conectado a ele coloca em xeque o seu sono, dando uma visão completa que vai nortear o nível do distúrbio. Há também o teste de latências múltiplas do sono, que diagnostica sonolência excessiva diurna, especialmente a narcolepsia. Este último ainda não é realizado em Feira. O tratamento varia. Para insônia é preciso saber a causa. Se for emocional, será indicado um psiquiatra. Para narcolepsia são usados medicamentos estimulantes. No bruxismo é colocada uma placa relaxante na boca para não estragar a dentição. Para tratar os distúrbios respiratórios, podem ser utilizados aparelhos ou mesmo serem feitas cirurgias. O cochilo durante o dia é recomendado, mas desde que não ultrapasse meia hora. Um maior tempo pode comprometer a qualidade do sono à noite. O hormônio do sono, a melatonina, ainda tem venda proibida no Brasil, pois não foi regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto em países como os Estados Unidos é vendido sem receita. No entanto, algumas lojas de suplemento brasileiras já conseguem vender o produto, usado para melhorar a qualidade do sono. Atividade física é a principal dica de Rosa para um sono perfeito. “Está provado que todas as pessoas que

fazem exercícios físicos têm tendência a ter uma qualidade de sono melhor, por aumento de algumas substâncias do corpo, como a serotonina e as endorfinas”. Ele também aconselha que os insones evitem cafeína e usem um despertador para não olhar o relógio de madrugada, o que só aumenta a ansiedade na medida em que a pessoa vê o tempo passar sem dormir e preocupa-se em perder a hora quando finalmente adormecer. Devem-se evitar estímulos luminosos como computador e televisão, sendo preferível ler um livro. O médico sugere ainda que se faça uma agenda com as atividades do dia seguinte, colocando as preocupações no papel e não levando para a cama. O Instituto do Sono, anexo ao hospital Otorrinos, na Rua Barão de Cotegipe, realiza atendimento particular ou através de convênios. O Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não cobre consultas e exames da área na cidade. Lana Mattos

Lana Mattos

Marcelo Rosa Lima,

médico do sono, é coordenador do Instituto do Sono de Feira de Santana. Ele atua na área há cinco anos e é especializado pelo Instituto do Sono (São Paulo-SP). Nascido em Salvador, graduou-se na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Fez residência em otorrinolaringologia no hospital Otorrinos, em Feira de Santana, onde reside há 12 anos.


cultural

Mundos de Jorge Galeano FOTO: Edson Maxado

Galeano no ateliê, cercado de pinturas e objetos impregnados de sua experiência multicultural

Ordachson Gonçalves O sertão brasileiro, o pampa argentino, e os andes bolivianos representados em cores vibrantes, contrastes, luzes, entonações e sutilezas. A exposição “Meus Mundos Desconhecidos”, do artista plástico ‘andino-sertanejo’ Jorge Galeano, está aberta no Museu de Arte Contemporânea até o final de novembro. Em seus novos trabalhos, Galeano apresenta uma vertente ainda mais amadurecida de sua proposta de fusão entre as culturas latino-americanas. Nascido em Concórdia, na Argentina, em 1953, mas radicado em Feira de Santana desde o início da década de 1980, o artista sempre se caracterizou por representar em seus quadros os ambientes em que vive. Explorando não apenas o aspecto geográfico, mas o universo humano como um todo. “Meus Mundos Desconhecidos” evidencia

uma fusão das adversidades e semelhanças culturais exploradas por Galeano. “O título remete aos mundos desconhecidos interiores que guardo na memória afetiva”, explica. Definição que não diz tudo, porque representa o título se refere também “aos mundos que ainda haverei de conhecer”. Algumas obras remetem à idéia de um mosaico de sentimentos, situações, personagens e cenários. Quanto ao significado, o artista diz que é único para cada espectador. “A obra de arte em si sempre diz mais. Se um operário a vê, vai falar através da língua dele. Se um intelectual observa essa mesma obra, já terá outra visão. Depende de quem a observe. E essa é a função da obra de arte”, acredita. A unir cada quadro de Galeano, um sentido ideológico. “A cultura latinoamericana é comum a todos nós. Principalmente entre nós artistas, que temos

os mesmos sentimentos, rancores, a vibração e o sofrimento do povo latinoamericano. Em comum também as figuras mitológicas que existem no Brasil, nos pampas argentinos, nos andes bolivianos, e toda uma série de arquétipos dessas culturas”, complementa. Galeano iniciou nas artes plásticas em Buenos Aires, onde estudou desenho na juventude. Durante anos vivenciou as culturas de países como Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru e Brasil. Nestes locais pesquisou, estudou e também expôs sua arte. Mas segundo ele o que mais lhe motiva a produzir não é a bagagem cultural, e sim o sentimento. “Eu sou um artista movido mais pelo sentimento. Produzo a partir do que sinto. Tem artista que tem criações mais intelectuais, faz um desenho anterior e dá continuidade. Eu começo pelo sentimento e deixo-me levar”.

outro lugar – que se situa sua pintura. Luzes e contrastes, entonações, sutilezas, vão dando identidade a personagens. O Sertão e os Andes se somam e se confundem, num exercício de ternura, numa anexação amorosa. Cromatismo riquíssimo, superposição, contrastes, refrações, ajustes, combinações – a cor emocional – um universo mítico e envolvente. O sol do Sertão, o sol Andino,as reminiscências, caleidoscópio mágico, sucessões cambiantes, estórias sonhadas e as prometidas. Galeano pinta seu entorno do ponto de vista plástico e ideativo. Na chácara um tempo derramando lentamente, ler, refletir, pintar na calmaria bucólica da terra.

Os grandes e longínquos horizontes, os rios de águas buliçosas, o pingar das chuvas, o pôr-do-sol que não espera, a vitória das manhãs, os ventos de continuada passagem, os céus estelares e o Homem. O trabalho: inventar um novo rumo para as coisas, acontecimentos, transmutar os achados da memória, os guardados arquétipos. Pintura – sonho e ação. As lendas da infância e das cercanias do hoje, as casas de sapé, a caatinga exuberante parida da chuva. Os violeiros cantadores, a melancolia do tango, as festas populares, a solidão dos pampas, as coisas se fundindo num redemoinho constante e plural. Colcha de retalhos, o pulsante coração Latinoamericano: as questões do pintor.

SOBRE O ARTISTA Por: César Romero Jorge Galeano nasceu em Concórdia, Argentina, no ano de 1953. Morou em Buenos Aires, onde estudou desenho. Viajou pesquisando, fazendo anotações e expondo pela América do Sul. Vivenciou culturas de seu país de origem, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru e Brasil. Chegou a Salvador em 1980, oito anos depois fixou-se em Feira de Santana e hoje mora numa chácara a 10 km da cidade. Com essa experiência se deu a fusão de duas culturas: a andina e a sertaneja. As percepções mágicas e rutilantes, seu ideário metafísico podem evocar Juan Rulfo em Pedro Páramo e Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. É nessa atmosfera – de um

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sandropenelu@gmail.com

Sandro Penelu Cultura e Lazer Feira Evangélica de Empreendedorismo Palestras, consultorias, cursos de geração de emprego e renda na área de artesanato e culinária, além de uma extensa programação cultural farão parte da Expomix (Feira Evangélica de Empreendedorismo), que acontece entre os dias 9 a 11 de novembro, ao lado do Boulevard Shopping. Durante o evento,

haverá a comercialização de produtos e serviços em mais de cem estandes. Também vários cursos serão oferecidos aos participantes, através de uma parceria com o Sebrae. A programação cultural vai contar com apresentações musicais, teatro, dança e performance. Estão previstos shows com as

bandas Salvador, 5 Atos, Unzunzzoto, Vivart, e Art Trio, além do Forró Gospel, com Claudio Couti e Semeart Cia. O cantor gospel Sandro Nazireu faz a abertura da programação de shows no primeiro dia, a partir das 21h. No domingo, dia 11, a atração mais esperada é o cantor gospel André Valadão, que fará palestra e show das 16h às 18h.

Domingo tem Os cigarras e os formigas

espetáculo tem o toque da musicalidade ao vivo. A trama fica ainda mais apimentada com a descoberta do romance entre uma Formiga e um Cigarra. A direção é de Geovane Mascarenhas e João Lima, com ingressos no local a R$ 10,00 (promocional para todos).

e muito caricatas. O espetáculo revela um jogo de aparências através das matriarcas, Dona Judite Formiga, executiva de grande sucesso, Dona Canária Cigarra de Souza, cantora de bem com a vida e Senhorita Lota Batista, uma vizinha bisbilhoteira. O

O espetáculo Os cigarras e os formigas continua em cartaz, neste domingo, dia 11, no palco do Teatro Universitário do Cuca, às 10h30min, com a Cia. Cuca de Teatro. Na peça, personagens ganham vida, revelando figuras arrojadas, atrapalhadas, cômicas

SHOWS AO VIVO SEXTA-FEIRA 09/11 ATRAÇÃO

SANDRO PENELÚ ARMANDINHO, DODÔ E OSMAR MARIZELYA E OS COISINHO ROGÉRIO LACERDA GUIMEO JUMONJI E GALEGUINHO MÁCIO MIRANDA JOSAS ALMEIDA BANDA NEGRA COR MATHEUS MATHIARA

ESTILO

Mpb e Pop Axé Retro Samba Mpb Pop Mpb Mpb Eclético Mpb

LOCAL

Quiosque do Mazinho Rest. Cravo e Panela Botekim Tematic Bar Cidade da Cultura Bar O Boteco Paradinha Pizzaria Saigon Restaurante Johnnie Club O Fuxico

HORA

21 22 22 21 21 21 21 22 20

ENDEREÇO

Praça de Alimentação – Getúlio Vargas Av. João Durval Ville Gourmet - Av. João Durval Conj. João Paulo Av. João Durval Rua S. Domingos R. José P. Mascarenhas Rua S. Domingos Cidade Nova

SÁBADO 10/11 ATRAÇÃO

ESTILO Mpb Mpb Mpb Mpb

Quiosque do Mazinho O Biongo Mar Mandacaru Cidade da Cultura

21 21 21 21

Praça de Alimentação - Centro Rua Edelvira de Oliveira – Pt. Central Rua Arivaldo de Carvalho - Sobradinho Conjunto João Paulo

RAFAEL DAMASCENO

Mpb

Antiquário Pub

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Ponto Central

NET BAHIA URI BECHEN SANDRO PENELÚ JOSANA MIRANDA E RAFAEL COUTINHO

LOCAL

*Mais dicas culturais em: www.infcultural.blogspot.com

HORA

ENDEREÇO


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Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

social


cidade

Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

Usuários comemoram troca de kombis por micro-ônibus BATISTA CRUZ

O espaço disponível para o passageiro é uma das vantagens do micro-ônibus

Motoristas autônomos esperam solução Um motorista de uma van, que pediu para não ser identificado, e que transporta passageiros na região Norte, disse que a decisão de continuar prestando o serviço paralelo ao Sincol objetiva não caracterizar “abandono de serviço”, no caso de uma decisão judicial sobre a pendenga. A Coopertrafs afirma que o Sincol não vem pagando pelo serviço e ameaçou parar, o que deu margem ao Sincol para romper o contrato. Segundo ele, os veículos estão fazendo os mesmos percursos e horários previstos no contrato rompido pelo Sincol. Horários de saída dos veículos, bem como a quilometragem, estão sendo anotados numa planilha elaborada pelos condutores. “Se temos um contrato firmado, nos cabe fazer a nossa parte. Estamos trabalhando normalmente e espero que a gente venha a receber todos os nossos direitos”, afirmou

o motorista, que revelou preocupação caso a briga entre as partes só termine na Justiça. “Estamos trabalhando na cara dura. Mas a gente não sabe ao certo como tudo isso vai acabar”, admitiu um outro motorista da Coopertrafs. Para um terceiro, o transporte vai continuar sendo feito enquanto os donos dos automóveis puderam manter seus veículos. “Tenho certeza de que as partes vão se entender dentro de pouco tempo. Isto será bom para todos”, torce. Porém os motoristas das vans não contam com a simpatia de parte dos passageiros. A dona de casa Edelzuite Pontes, que mora no Parque Ipê, disse que já viu algumas vezes os condutores tratar mal pessoas que estão dentro dos veículos. “Alguns são prepotentes, mesmo”, dispara. A dona de casa Liliane das Virgens Moreira, que mora na Matinha, lembra que já ouviu

várias vezes o motorista da van na qual estava desancar passageiro. “Eles afirmavam que quem estivesse insatisfeito que fosse a pé”. De acordo com ela, geralmente as pessoas nada respondiam. Emanuel Bonfim dos Santos, que mora no Parque Ipê, acrescenta que além do comportamento inadequado, os motoristas não costumam respeitar os horários. “Quantas pessoas não perderam a hora de consultas ou outros serviços que demoraram meses para conseguir uma vaga? Eu já”. Celina de França, que mora na Cidade Nova, afirmou que a iniciativa do Sincol em colocar os ônibus foi elogiável. “Se um motorista errar a gente reclama e sabe que ele vai ser punido. Com as vans não acontece nada. Por isso acredito que eles agem assim”, raciocina.

kombis era gratuito). Pelo serviço, as kombis eram remuneradas pelo Sincol, que agora passou a operar por conta própria, com micro-ônibus. Neles os passageiros pagam passagem, mas já desembarcam dentro dos terminais, onde não precisam mais desembolsar nada e tomam o ônibus que os levarão ao destino final. A mudança agrada os passageiros ouvidos pela Tribuna Feirense no terminal da Cidade Nova, principalmente os idosos e portadores de deficiência física. Para eles, ao contrário dos motoristas das vans, os condutores dos micro-ônibus são mais atenciosos. Além

daquela van, tinha que esperar pacientemente por outro veículo. “Agora não atrasa. Toda hora que a gente chega tem carro”, elogia. No Tomba, além de repetirem que os motoristas são gentis, os passageiros afirmam que não enfrentam mais atrasos ou veículos lotados. Revelam que, como nos micros a cobrança da passagem é feita no momento que entram, não existe mais a presença do carona, que muitas vezes ia de uma rua para outra, apenas. “Não era sempre, mas às vezes a gente tinha a necessidade de ir para o Centro e tinha que esperar muito tempo no ponto porque as vans passavam lotadas. E muitos destes passageiros eram caronistas”, disse Cleane Oliveira, que mora no Feira VII. “Com os micros a gente não enfrenta mais este problema”. A lotação máxima de uma van é de dez passageiros. Para Joanice Matos, que mora no Fraternidade, como os micro são maiores, com quase 30 cadeiras, o risco de ter que esperar no ponto diminuiu bastante. “Ainda existem problemas com horários, mas não como antes, quando as vans atrasavam e os motoristas davam uma desculpa qualquer. Com certeza, o transporte está bem melhor. Todos nós estamos sentido”, comemora.

Para realização de serviços de melhoramento na rede de distribuição de energia elétrica, seremos obrigados a interromper o fornecimento de energia nos seguintes logradouros e áreas adjacentes: MELHORAMENTO DOS SERVIÇOS DA REDE ELÉTRICA

O Sincol, sindicato das empresas de ônibus urbano e a Coopertrafs, cooperativa que representa os donos das vans travam uma queda de braço na justiça e nas ruas. Ambos estão transportando passageiros para os terminais do SIT (Sistema Integrado de Transportes), o Norte, na Cidade Nova e o Sul, localizado no Tomba. O Sincol rompeu unilateralmente o contrato pelo qual a Coopertrafs fazia o transporte dos bairros para os terminais, onde embarcavam nos ônibus (e que muitas vezes era utilizado pelos moradores como uma simples carona para se deslocar de graça dentro do bairro sem ir ao terminal, já que o transporte nas

disso, dizem que os horários estão sendo cumpridos e as rotas cumpridas integralmente. Na região norte, além dos bairros localizados à direita da BR 116 o sistema cobre os distritos de Maria Quitéria e Matinha. Foram colocados 11 micro-ônibus. Para o terminal do Tomba, o serviço está sendo feito por oito micros e mais dois ônibus convencionais. A aposentada Tereza Oliveira Santos, que mora na Cidade Nova, disse que vai diariamente ao centro. Está fazendo sessões de fisioterapia. “Estou tendo alguma dificuldade para caminhar. E quando pedia uma gentileza a um motorista da van, para se aproximar um pouco mais do passeio, eles nunca atendiam. Hoje isso não mais acontece”. A dona de casa Ângela de Deus, que reside no Parque Ipê, também reclama dos motoristas das vans. Segundo ela, que tem problemas físicos, eles não atendem aos pedidos dos deficientes. “Não adianta a gente pedir”. Disse que não mais pega as vans. “Aqui está bem melhor”. Além dos constantes atrasos e do mau comportamento dos motoristas das vans, a dona de casa Liliane das Virgens Moreira, que mora no distrito da Matinha, disse que era comum o descumprimento da rota. “Eles queimavam o balão e voltavam do meio do caminho”, acusa. Quem estava esperando o horário programado para o retorno

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10/11/2012 – SÁBADO PONTO CENTRAL – 9h ÀS 15h – RUA TURQUIA, DO No 61 AO 103, AV. JOÃO DURVAL, DO No 2.574 AO 2.596, SALGUEIRO E SENEGAL. 11/11/2012 – DOMINGO BAIRRO SANTA MÔNICA II – 7h ÀS 13h – AV. EDUARDO FRÓES DA MOTA, DO No 24 AO 3.255, RUAS PARANAPANEMA, DO No 59 AO 283, NOVA LISBOA, DO No 131 AO 325, PINTASSILGO, DO No 6 AO 315, SÃO FRANCISCO, DO No 11 AO 380, TIETÊ, DO No 160 AO 428. BAIRRO SANTA MÔNICA – 8h ÀS 14h – AV. CASTELO BRANCO, DO No 1.289 AO 1.520, LEODEGÁRIO BARRETO, DO No 25 AO 459, TUPARIS, DO No 42 AO 52. KALILÂNDIA – 9h ÀS 15h – RUA LEOLINDA BACELAR, DO No 175 AO 364, ARNOLD SILVA, DO No 41 AO 220, JOAQUIM FARIAS, DO No 53 AO 186, E SABINO SILVA, DO No 471 AO 492. 13/11/2012 – TERÇA-FEIRA BAIRRO CONJ. FEIRA II – 8h ÀS 14h – AV. TRANSNORDESTINA, DO No 2 AO 10, CAMINHOS 15, 17, 19, 21, 25, 27 E 31 E RUAS M E N. BAIRRO CONJ. FEIRA X – 9h ÀS 13h – CAMINHO D17 E RUA J. COELBA SERVIÇOS 1. 0800 071 0800 é o telefone da Coelba para serviços de emergência. Antes de qualquer ligação, verifique o disjuntor de sua instalação. 2. Ao fazer a sua reclamação, informe o número do consumidor indicado na sua conta; isso facilitará o atendimento.


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especial

Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012

Empresa israelense se instala no CIS A Tama Brasil – empresa de capital israelense – investirá US$ 22 milhões na construção de uma unidade no Centro Industrial do Subaé (CIS), em Feira de Santana, com a previsão de geração de 50 empregos diretos. Trata-se de uma fábrica de embalagem plástica para colheita de algodão. Será a primeira do país a produzir o módulo cilíndrico de enfardamento (round module wrap RMW - , em inglês), que embala o algodão na própria colheitadeira. “É um produto sem similar no Brasil e esta será a primeira

fábrica fora de Israel”, afirmou o administrador da Tama Brasil, Decio Luizotti. “A chegada da Tama representa um avanço no processo de modernização do setor algodoeiro na Bahia”, disse o subsecretário estadual da Indústria, Comércio e Mineração, Luiz Gonzaga Souza, que representou o secretário James Correia durante a assinatura do protocolo de intenções, na sede da secretaria. Segundo produtor de algodão do país – atrás apenas do Mato Grosso –, a Bahia disputou a

fábrica com São Paulo, Goiás e o próprio Mato Grosso. “A opção pela Bahia foi devido à sua importância como estado produtor, juntamente com a localização estratégica e uma boa infraestrutura logística”, destacou Luizotti. O plástico RMW é desenvolvido exclusivamente para colheitadeiras da marca John Deere, maior fabricante de máquinas agrícolas do mundo. “O RMW foi criado em parceria com a John Deere, de forma a garantir a colheita contínua, otimizando

o tempo do processo e revolucionando o método tradicional de enfardamento do algodão”, explicou o administrador da Tama Brasil. Fundada há mais de 60 anos em Israel, a Tama é líder mundial na fabricação de redes plásticas especiais utilizadas em colheitas. Luizotti informou que a empresa possui oito fábricas na Europa e detém mais de 50% deste mercado. “Somos fornecedores exclusivos da John Deere em todo o mundo”, acrescentou.


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redacao@tribunafeirense.com.br

Glauco Wanderley DECRETO INDIVIDUAL Nº 673/2012 DECRETO INDIVIDUAL Nº 672/2012 O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar JONÉSIO CERQUEIRA DE SANTANA, do cargo de Oficial de Gabinete do Prefeito Municipal, símbolo DA-2, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012.

TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR PREFEITO MUNICIPAL

O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar BRUNO LUIZ RIBEIRO CAMPOS NEVES, do cargo de Diretor do Departamento de Turismo, da Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, símbolo DA-1, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

DECRETO INDIVIDUAL Nº 674/2012

DECRETO INDIVIDUAL Nº 675/2012

O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar LILIAN OLIVEIRA ARAÚJO, do cargo de Coordenadora de Intermediação à Mãode-Obra (CIMO), do Departamento da Casa do Trabalhador, da Secretaria Municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, símbolo DA-2, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012.

O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas

TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

DECRETO INDIVIDUAL Nº 676/2012 O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar FRANCINILDO PEREIRA DE JESUS, do cargo de Subcomandante da Guarda Municipal, da Secretaria Municipal de Prevenção à Violência e Promoção dos Direitos Humanos, símbolo DA-2, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012.

TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

atribuições, RESOLVE exonerar KAMILA MATIAS BEZERRA DE OLIVEIRA, do cargo de Oficial de Gabinete, da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, símbolo DA-3, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

DECRETO INDIVIDUAL Nº 677/2012 O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar TAMILE DA SILVA RIBEIRO, do cargo de Agente Regional, da Administração Regional I, da Secretaria Municipal de Governo, símbolo DA-6, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012.

TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

DECRETO INDIVIDUAL Nº 678/2012

DECRETO INDIVIDUAL Nº 679/2012

O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar VALDIR FERREIRA BARRETO, do cargo de Encarregado da Subdivisão de Assuntos Comunitários, da Administração Regional II, da Secretaria Municipal de Governo, símbolo DA-5, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar JOSELITA MARIA DA CONCEIÇÃO SOUZA, do cargo de Agente Regional, da Administração Regional II, símbolo DA-6, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

DECRETO INDIVIDUAL Nº 680/2012 O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar KESLEY CRISTINA DOS SANTOS GONZAGA, do cargo de Agente Regional da Administração Regional III, da Secretaria Municipal de Governo, símbolo DA-6, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

DECRETO INDIVIDUAL Nº 682/2012 O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar ROSALINA DIAS DE OLIVEIRA SOUZA SANTOS, do cargo de Agente Regional, da Administração Regional IV, da Secretaria Municipal de Governo, símbolo DA-6, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

Definida Comissão de Transição

O vice-prefeito eleito de Feira de Santana Luciano Ribeiro vai coordenar a comissão de transição de governo, que será integrada também por João Marinho Gomes Júnior, Carlos Brito, Gilbert Lucas, Adilson Guimarães e Anilton Santana Melo. Na manhã de ontem (08) foi protocolada no gabinete do prefeito Tarcízio Pimenta a indicação dos componentes da comissão, feita pelo prefeito eleito José Ronaldo de Carvalho.

José Ronaldo com Temer

O prefeito eleito José Ronaldo - acompanhado do vice Luciano Ribeiro, do deputado federal e presidente do PMDB na Bahia Lúcio Vieira Lima e do ex-deputado federal Colbert Martins -, foi recebido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, na manhã de quarta-feira, 7. No encontro, José Ronaldo lembrou que quando foi deputado federal, Temer era o presidente da Câmara dos Deputados. “Foi uma conversa extremamente amistosa e cordial, tratando sobre Feira de Santana”, avaliou o prefeito eleito. Como havia anunciado na entrevista concedida à Tribuna depois da eleição, o ex-prefeito visitou em Brasília gabinetes de senadores e deputados federais de vários partidos políticos, além de ministérios, iniciando conversas em busca de verbas para o município de Feira de Santana.

Parabéns ACM Neto

Os parabéns não são pela vitória, mas pela iniciativa de convidar uma empresa de consultoria (McKinsey) para elaborar uma reforma administrativa, que dê à prefeitura da terceira maior cidade do país uma estrutura adequada. Uma boa ideia para copiar, inclusive na noss,a que está entre as 35 maiores cidades do Brasil. O eleitor está farto de ver os recursos públicos gastos com uma estrutura de cargos destinada a empregar afilhados que apenas consomem e não produzem nada, nem poderiam, por não possuírem a competência necessária.

Psol 2014

O Psol, que surpreendeu com Jhonatas Monteiro na eleição para prefeito, fez reuniões de avaliação e marcou agora uma nova reunião, em 24 de novembro, para discutir “prioridades para mobilização de Feira” para a eleição de 2014. Hora e local não foram definidos. Mas antes, o partido promove um encontro no dia 10 (sábado), na sede da rua Alegrete 27, Serraria Brasil, para se apresentar e mostrar como os interessados podem se filiar.

DECRETO INDIVIDUAL Nº 681/2012 O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar RONEY MAGALHÃES BANTIN, do cargo de Chefe da Divisão de Administração Regional, da Administração Regional IV, da Secretaria Municipal de Governo, símbolo DA-2, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012.

TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

DECRETO INDIVIDUAL Nº 683/2012 O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, RESOLVE exonerar JOSÉ ADEMAR BARRETO DA SILVA, do cargo de Agente Regional IV, da Administração Regional IV, da Secretaria Municipal de Governo, símbolo DA-6, retroagindo seus efeitos a partir de 01 de novembro de 2012. Gabinete do Prefeito Municipal, 05 de novembro de 2012. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JÚNIOR  PREFEITO MUNICIPAL

Ilusionismo

Ilusionismo da pior espécie a divulgação do laudo sobre a morte dos funcionários da Ciretran, quase um ano depois das mortes, ocorridas em dezembro do ano passado. Limita-se a dizer o que todos sabemos, ou seja, que o Sargento Novais matou os colegas Luis Eugênio e Maria das Graças e se suicidou. Sobre as motivações, sobre o que se passava (ou se passa?) na Ciretran, nada. “Foi um fato pontual” e “uma triste coincidência”, como disse inacreditavelmente logo depois do crime, o corregedor do Detran na Bahia, Agnaldo Garcez. Na mesma entrevista, Garcez passou a bola para a polícia. “Vamos deixar essas investigações por conta da polícia. Confiamos na polícia”. Agora a polícia devolve, pela boca do delegado Matheus Souza: “Vamos nos ater aos homicídios e o suicídio”. Ou seja, encerraram o assunto sem apresentar as respostas que a comunidade esperava.


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Feira de Santana, sexta-feira 9 novembro de 2012


tribuna 09-11-12