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NOTÍCIAS DA C R U Z DA A R E I A

Dezembro de 2016

Edição nº 168

A figura de Maria, no Advento, merece lugar especial, pois, de certa forma, Ela é o Advento. Porque ninguém melhor do que Ela, esperou O Filho de Deus. Ninguém melhor do que Ela, se preparou para acolher Jesus Cristo. O seio de Maria foi o melhor “lugar”, o mais puro e santo “lugar” para se formar enquanto Homem. Foi Ela a escolhida, de entre todas as mulheres, por estar isenta de qualquer mancha do pecado, antes repleta dos dons de Deus. Maria, não entendendo como

tudo iria acontecer, confiou e, sem medo, aceitou que se cumprisse a vontade do Senhor Seu Deus, na humildade e obediência, mesmo sabendo que a Sua vida se transformaria completamente e lhe traria momentos muito difíceis e respostas que não saberia dar. A partir do momento que disse SIM a Deus, assumiu a atitude de “guardar tudo no Seu coração”. Como todas as mulheres que esperam um filho, também se preparou para o momento de dar à luz. Mas, Maria sabia que esta criança, que

carregava no seu ventre, gerada por obra e graça do Espírito Santo, era O Messias prometido por Deus ao Seu Povo, através das gerações. Por isso, este tempo de espera era sublime e foi de forma sublime e especial que Ela o preparou: em oração, em meditação da palavra de Deus e, saindo ao encontro de Isabel, sua prima, que estava para ser mãe. Tomemos Maria como exemplo. Ela é a nossa melhor companheira para esta “viagem” que todos nós cristãos temos de fazer até que O

Senhor venha. Aprendamos com Ela a acolher Jesus que vem, entregando-nos à oração, crescendo no amor ao Filho de Deus que quer vir morar no nosso coração e aumentando a fraternidade com os aqueles que precisam de nós. O natal sem Jesus não tem sentido. O Natal sem Maria não é bem celebrado. Maria é o Advento! Como Maria façamos do nosso Advento, mais do que um tempo de espera. Façamos dele um tempo de Esperança. Filomena Paula Figueira

ADVENTO?!...

Estamos a iniciar o Advento e há uma pergunta que se impõe: para que serve realmente este tempo? É claro que se pode dar uma resposta simples, de todos nós conhecida: para preparar o Natal. Mas, será que com essa resposta estamos a dizer tudo? O que será isso de ‘preparar o Natal’? A liturgia destes quatro domingos que antecedem o Natal insiste muito no estar atentos, no vigiar, no ‘preparar o caminho do Senhor’, assim como nos convida a passar da noite e da escuridão para a luz, que é Cristo Jesus. Todas essas referências são um convite à interioridade e ao silêncio, à escuta da Palavra de Deus e à oração... Infelizmente, o ambiente que nos rodeia desconhece quase por completo essas dimensões, e estas semanas parecem caracterizar-se exatamente pelo oposto: ruído, atividade frenética, consumismo desenfreado, etc. Tantas vezes, nós, cristãos, fazemos parte dessa agitação e acabamos por viver um Advento que contradiz a nossa identidade de filhos de Deus e de irmãos de todos, deixando-nos pelo consumismo e pela futilidade. Talvez valha a pena pararmos e perguntarmo-nos: quero mesmo viver o Advento como a sociedade quase me obriga? Quero preparar um Natal no qual sobressaiam os valores materialistas e

desvirtuadores da dignidade humana e da verdadeira fraternidade universal? E se resolvêssemos ter um Advento diferente? E se tentássemos procurar mais o silêncio, a atenção interior e a escuta da Palavra de Deus? Não seria uma ocasião excelente para crescer numa maior sensibilidade para com os outros e de descobrir novas formas de serviço? Tendo terminado há tão pouco tempo o Ano Santo da Misericórdia, talvez a mensagem que ele nos deixou pudesse iluminar dum modo especial estas semanas do Advento. Para além do benefício que nós próprios certamente experimentaremos, poderemos ser um testemunho e um sinal para os que nos rodeiam de que é possível viver num modo diferente do que está estabelecido. Poderemos ser uma pequena estrela, como aquela que brilhou em Belém, que anuncia a presença do Salvador e aponta para novos valores de simplicidade, de autenticidade, de fraternidade... Com Maria e como Ela, deixemo-nos surpreender por Deus e atrevamo-nos a viver um Advento e um Natal diferentes! Pe. Gonçalo Diniz

Nesta edição: Catequese & Comunidade

Novas Instruções

CNE 776 em atividade

Festival Sopas


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Na sua última mensagem aos escuteiros BadenPowell escreveu: “Creio que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida. (…) Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros.” Seguindo tão sábias palavras, no dia 12 de novembro de 2016, o Agrupamento 776 da Cruz da Areia e toda a paróquia fizeram o tradicional ma-

776

gusto onde não faltaram alegria, convívio, jogos e, claro, castanhas assadas – quentes e boas! Na sequência da semana dos seminários, os nossos lobitos e patas-tenras conheceram o seminário diocesano de Leiria e aprenderam sobre a vida e o exemplo do Patrono dos Lobitos – São Francisco de Assis. Preparamo-nos agora para a nossa tradicional ceia de Natal, que terá lugar no próximo dia 3 de

dezembro, no salão paroquial da Cruz da Areia, e aguardamos ansiosos pela grande aventura que nos espera na atividade de Natal. Desejamos a todos um Natal com muita alegria e felicidade!

Advento

Advento... Quando penso na palavra advento, penso em Natal, em Jesus Cristo, e em toda a preparação espiritual que preciso de fazer durante estas quatro semanas, que antecedem esta importante festa religiosa. Claro que, para muitos, o advento não passa de mais uma palavra num dicionário. Mas para nós, cristãos, Advento tem a ver com “vinda, preparação para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Então, o Advento não é esperar quatro semanas pelas prendas debaixo da Árvore. Por vezes, entristeço-me ao ver que, com tantos floreados nesta época, se esqueça o verdadeiro significado deste espaço de tempo que agora começou. Talvez até nem seja possível para muitos de nós definir o Advento. O Advento para os cristãos é algo que se sente, é uma temporada em que devemos estar vigilantes, atentos. É uma preparação para a chegada de Jesus. Como vou viver o meu Advento? Como Jovem, e estudante, vou procurar estar mais atento à minha realidade, procurar compreender e estar mais recetivo aos outros. Ângelo Nascimento


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Este ano é muito especial para os meninos do 3º ano da catequese. Terão várias festas durante a sua caminhada, sendo a primeira a festa da luz, onde podem ver e experimentar que, às escuras e sem a luz de Cristo, não podemos caminhar. Depois a festa do perdão, onde experimentarão como é bom perdoar e ser perdoado. Por último, a festa da Eucaristia, na qual farão a sua primeira comunhão. Assim, no dia 19 de novembro, às 18h30, tiveram a sua primeira festa: A festa da luz! Foi um dia de muita emoção para os meninos, pais e catequistas. Começou com os meninos a entrarem na igreja a cantarem o cântico ‘Cristo Jesus, tu me chamaste’. Enquanto o P. Gonçalo falava com eles, a luz apagou-se, ficando tudo às escuras. O P. Gonçalo continuou a falar com eles, explicando a diferença entre andar na luz e andar às escuras ou nas trevas e fazendo ver que quem gosta de

Festa da Luz Jesus e faz a sua vontade anda sempre na luz. Depois acenderam as suas velas do batismo no círio Pascal e cantaram a música ‘Esta luz pequenina vou deixá-la brilhar’, o que constituiu um momento muito bonito. A seguir, acenderam as velas dos pais e dos padrinhos com a sua própria vela, passando assim a luz de Cristo aos outros. Na altura da comunhão, todos os meninos foram ao altar e o P. Gonçalo fez o sinal da cruz na testa de cada um, o que os deixou muito emocionados. No fim, os pais dos três meninos que ainda não foram batizados trouxeram a vela que vai ser utilizada no batismo e o P. Gonçalo chamou um de cada vez ao altar e ofereceu a vela fazendo uma oração. Foi assim a nossa festa da luz, muito bonita e animada, com a ajuda do coro da nossa paróquia. Ao Marco e a todos os elementos do coro muito obrigada! Otília Lopes

Cantinho da Padroeira

O Padre António Vieira começa o seu belo Sermão sobre a Rainha Santa com a seguinte citação do Evangelho: “O reino dos céus é semelhante a um negociante que procura pedras preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que tem, e a compra” (Mat. 13, 45-46). Esse “negociante”, explica Vieira, é todo aquele que, com os bens da terra, sabe negociar o reino do céu. - Como soube então Isabel fazer tal negócio? – pergunta ele. E a resposta é dada no longo e sagaz arrazoado do seu sermão. O negocian-

te da parábola evangélica, quando encontra a pedra preciosa, “vai, vende tudo o que tem, e a compra”. Pois assim faz Isabel. O seu cabedal ou a sua fortuna é a sua coroa de rainha. Por isso, afirma Vieira, ela a “vende”(sem a vender) para comprar o reino do céu. “Ela soube deixar a sua coroa, mas sem a deixar”. E nisso esteve o génio de Isabel como a melhor negociante do reino do céu: “Era Isabel rainha, mas debaixo da púrpura trazia o cilício; era rainha, mas sentada à mesa real, jejuava quase todo o ano a pão e água; era rainha, mas quando se representavam as comédias, os saraus, os festins, ela estava arrebatada na oração e na contemplação; era rainha, mas por dentro da sua coroa lhe estavam atravessando a cabeça e o coração os espinhos da coroa de Cristo; era uma rainha que, adorada e servida dos grandes do seu reino, ela servia

de joelhos os pobres e lhes lavava os pés com suas mãos e lhes curava e beijava as chagas. Desta maneira deixava Isabel a sua coroa, mas sem a deixar”. Na bela expressão do Padre Vieira, ela consegue ser “maior santa porque rainha”. Na verdade (como ele afirma): “A humildade, o desprezo do mundo, a moderação, a abstinência, a pobreza voluntária, no comum das pessoas, são simples virtudes; mas estas mesmas, com uma coroa na cabeça, (…) são dobradas virtudes”. Mas além disso, “ao deixar a sua coroa sem a deixar”, Isabel consegue ainda outro prodígio, um segundo lanço como boa negociante do reino do céu: Ela consegue ser “maior rainha porque santa”. Mas a análise deste segundo lanço da negociação isabelina fica para outra vez. Ambrósio Ferreira


Testemunho da Porta Santa No passado domingo, dia 20 de novembro, chegou ao fim o Ano Jubilar da Misericórdia. Neste momento, e na qualidade de Pároco de Leiria, gostava de partilhar a minha experiência pessoal associada ao acompanhamento de perto da dinâmica da Porta Santa. Como todos sabemos, um dos símbolos dos Anos Santos ou Jubileus é precisamente a Porta Santa, que, tradicionalmente, se abria nas grandes basílicas de Roma. Com o intuito de dar a este Ano Santo um carácter mais universal e que sublinhasse a oferta de misericórdia a toda a gente, o Papa Francisco decidiu que, em cada Catedral do mundo, houvesse uma Porta Santa, ou Porta da Misericórdia, como ele lhes quis chamar. O Papa manifestou ainda o desejo de que houvesse outras Portas em Santuários importantes, deixando essa decisão nas mãos de cada Bispo. Na nossa Diocese, para além da Sé de Leiria, houve também uma Porta Santa no Santuário de Fátima, que foi encerrada solenemente no passado dia 13, enquanto que a da Sé foi encerrada numa celebração diocesana no próprio dia 20. No contexto de qualquer Jubileu, a Porta Santa simboliza a ‘porta do coração de Deus’ que, nesse tempo particular, ‘se abre’ ainda mais a todos os que desejam converter-se e experimentar a Sua misericórdia. É, assim, símbolo da graça especial que é concedida durante esse ano. Uma vez que este Ano Jubilar teve como centro precisamente a dimensão da misericórdia, a Porta Santa ganhou um realce ainda maior, como expressão do acolhimento que Deus oferece a quem desejar viver uma vida renovada pela experiência e vivência da misericórdia. A Paróquia de Leiria teve assim o privilégio e a responsabilidade de acompanhar mais de perto tudo o que teve que ver com este símbolo tão significativo. O primeiro desafio era o de criar as condições para que todos vivessem o rito da passagem da Porta Santa, facilitando tudo o que estivesse ao nosso alcance. Tentámos fazer o melhor e espero,

sinceramente, que tenhamos conseguido colaborar para que Deus tocasse o coração de cada pessoa que aqui passou ao longo deste tempo. Como pároco, vivi estes meses com um profundo sentimento de gratidão por tudo o que fui vendo e presenciando. Começando pela celebração de abertura da Porta, em dezembro de 2015, que foi espiritualmente tocante, pois juntou uma multidão muito considerável que encheu a Sé, constituindo um prenúncio do que seriam os meses seguintes. Assim, durante todo o Ano Jubilar, foram grupos paroquiais ou de movimentos eclesiais, pequenos grupos de cristãos anónimos, ou até muitas pessoas individuais, que quiseram realizar o rito da passagem da Porta Santa e percorrer o itinerário proposto no interior da Sé. Para muitos, este rito foi um momento marcante. As pessoas chegavam com desejo de o viver com intensidade e não eram poucas as que se emocionavam, ao aperceberem-se do seu significado tão profundo. Muitas aproximaram-se do Sacramento da Reconciliação, com o desejo de serem perdoadas e assim viverem plenamente a proposta de conversão. Pessoalmente, estou convencido de que aquilo que observei em muitas pessoas não ficará esquecido, nem estéril, mas que contribuirá para uma vivência da fé mais alicerçada na experiência diária da misericórdia de Deus e na prática dessa mesma misericórdia na relação com os outros, como um novo estilo de vida e pela prática concreta das obras de misericórdia espirituais e corporais. A Paróquia de Leiria e eu próprio sentimo-nos agraciados com esta experiência. Peço a Deus que realmente continue a acompanhar aqueles que por aqui passaram e que estes, por sua vez, ajudem os que aqui não vieram a que possam também experimentar o abraço de Deus Pai, que sempre nos acolhe e perdoa. P. Gonçalo Teixeira Diniz

AGENDA dezembro 06

Escola Diocesana Razões da Esperança

8

Solenidade da Imaculada Conceição

9

Reunião do Grupo de Jovens

10

Encontro de adolescentes: Atividade Exterior

13

Domingo III do Advento Confissões para o 6º ano da catequese Festa da Entrega da Bíblia (4º ano)

15

Jantar de Natal dos Idosos

16

Reunião da Equipa da Pastoral Familiar Reunião do Grupo de Jovens Domingo IV do Advento

20

Celebração do XVIIº Aniversário da Igreja Paroquial 19

Celebração da Reconciliação

20

Visita aos doentes Escola Diocesana Razões da Esperança

23

Reunião do Grupo de Jovens

25

Natal do Senhor

30

Festa da Sagrada Família Reunião do Grupo de Jovens

31

Festa de passagem de ano

janeiro 1

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus Dia Mundial da Paz

5

Reunião do Grupo Socio-caritativo Adoração Eucarística

6

Celebração natalícia com adolescentes e pais Reunião do Grupo de Jovens

8

Solenidade da Epifania do Senhor Coleta do Contributo Paroquial Distribuição do jornal paroquial Consulte a agenta para todo o ano em www.paroquiadacruzdaareia.pt

Horários: Sítio: www.paroquiadacruzdaareia.pt e-mail: igrejacruzareia@gmail.com Telefone: 244832666 Notícias da Cruz da Areia: Responsabilidade da comunidade cristã da Paróquia Santa Isabel de Portugal. Sede: Rua Titto Larcher Cruz da Areia, 2410-062 Leiria. Redação: Padre Gonçalo Teixeira Diniz, Ambrósio Ferreira, Catequese da Cruz da Areia, Grupo de Jovens da Cruz da Areia. Paginação e Impressão: Cartório Paroquial. Tiragem: 230 exemplares

Eucaristia Dominical - 11h30 Ferial (Quinta-feira) - 21h00 Atendimento de Cartório Quinta-feira: 16h00 às 18h30 Aconselhamento espiritual Último Sábado de cada mês: 10h às 11h

Dezembro de 2016  

Edição de dezembro de 2016 do Jornal Notícias da Cruz da Areia

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