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Uma voz de luta. De muitas lutas. Meu nome é Givanildo Manoel, mas sou conhecido como Giva. Milito nos movimentos sociais há quase 30 anos e agora sou candidato a vereador de São Paulo pelo PSOL. Fui candidato a deputado em 2006 e agora assumo essa tarefa novamente. Nascido em Pernambuco, migrante nordestino como muitos daqui, cheguei em São Paulo em 1982. Um ano depois, aos 14 anos, me inseri no movimento de estudantes secundaristas e na luta pela redemocratização do país. Desde então, minha trajetória está ligada à história da luta pelos direitos humanos. Me envolvi nos movimentos por moradia, direitos das crianças e adolescentes, saúde e transporte públicos. A denúncia e o combate à repressão estatal têm sido minha

prioridade, pois acredito que o Estado está a serviço das minorias que detêm o poder político e econômico. A militarização da cidade e a violência policial, o genocídio da juventude pobre e negra, o etnocídio dos índios e quilombolas e a criminalização dos trabalhadores e dos movimentos sociais são exemplos do papel opressor dos governos na manutenção da extrema desigualdade social. Sabemos que os problemas que enfrentamos são resultado de um sistema de produção e de relação que exclui e oprime sempre os pobres. O cerne das nossas lutas está na superação desse sistema perverso, que reflete na estruturação da cidade. Minha candidatura é coletiva, expressão de um

Conheça nossas ideias e venha fazer parte da campanha! www.givapsol.org falecomgiva@gmail.com facebook.com/giva50055

amplo grupo de militantes em torno de um projeto socialista e anticapitalista em comum da qual, agora, eu convido você a também construir.


São Paulo é uma cidade modelo da exclusão social, onde tudo é proibido, caro e segregado.

Uma cidade para poucos, que precisa ser transformada!

O centro da cidade é alvo, hoje, de um processo sintomático dessa realidade. A especulação imobiliária deixa um quinto dos imóveis da região central de São Paulo desocupado, enquanto cerca de 20 mil pessoas moram nas ruas, em sua maioria vítimas das remoções. Um aumento de 100% em oito anos de governo Serra-Kassab. Hoje, 62% das famílias de São Paulo não podem comprar uma casa.

O processo de especulação imobiliária faz com que alguns, poucos, enriqueçam muito sem contribuir em nada com a sociedade. É uma política de higienização, em que todas aquelas pessoas que incomodam, consideradas um empecilho a esse modelo de cidade para os ricos são eliminadas da vista, jogadas para outros lugares sem garantia de boas condições de vida. Nas periferias da cidade de São Paulo, os trabalhadores não têm escolas e hospitais apropriados. Muitas vezes não há saneamento básico e muitos moram em locais de risco. São os mais atingidos pela degradação ambiental. A negação ao direito à cidade e à cidadania em São Paulo atinge a classe trabalhadora que sente na pele cotidianamente a expropriação capitalista, a opressão e o genocídio da juventude. Essas pessoas são em sua maioria negras, ou seja, o processo de extermínio tem cunho explicitamente racial. Hoje, os jovens negros são os que mais morrem pelas armas da polícia e são os que mais são presos, fazendo do Brasil um dos países com a maior população carcerária do mundo. Isso é pior em São Paulo onde um terço da população carcerária do país (190 mil pessoas) está aqui. São, em média, três mil novas pessoas presas por mês. Outro setor atingido por essa política de exclusão são as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais - LGBTT. Impedidos de circular livremente pelos espaços públicos sob a ameaça constante da violência homofóbica, os LGBT sofrem todo o tipo de privação: o preconceito impede as travestis de acessarem o mercado de trabalho e impõe a elas a exploração sexual como única alternativa de sobrevivência; os programas de saúde da mulher desconsideram a existência da mulher lésbica; o sistema de segurança

pública geralmente se mostra mais uma ameaça do que um instrumento de apoio às vítimas de discriminação. O Estado, por sua vez, intensifica a opressão quando exclui o tema da diversidade sexual dos currículos de ensino básico e fundamental, quando determina a remoção dos poucos espaços de convivência LGBT do centro

da cidade e, também, quando assume ele mesmo o papel de agressor por meio da polícia. As mulheres também são atacadas nesse modelo de cidade excludente. São elas as que mais sofrem com o enca-

recimento e sucateamento do transporte público, da falta de iluminação pública que impossibilitam que a população feminina circule e conviva em todos os espaços da cidade, estando constantemente suscetíveis à violência sexual. A ausência de políticas habitacionais sérias, saneamento básico, coleta de lixo, postos de saúde,

hospitais de qualidade, creches e centros de educação infantil, recaem duramente nas costas daquelas que são as principais responsáveis pela economia doméstica e familiar. Elas estão em contato direto com o lixo, esgoto, água contaminada. Sofrem com estupros, agressões físicas e violência doméstica. É visível

o aumento do turismo sexual, do tráfico de mulheres e crianças, da exploração sexual e do trabalho precarizado pelas terceirizações. Um dos eixos para justificar essa repressão é o combate às drogas. É nítido o aumento de usuários de crack nas periferias. Principalmente após a intervenção do Estado na região da Luz, os usuários foram espalhados pela cidade sem nenhuma política de saúde pública, tratando a questão como caso de polícia. Não há nenhuma perspectiva de tratamento e de recuperação do usuário. O usuário é criminalizado através da política de internação compulsória. São Paulo é uma cidade feita para os carros e a imensa maioria da população que depende do transporte para acessar os direitos sociais básicos é prejudicada. É comum que as pesso as demorem horas e horas todos os dias para ir e voltar do trabalho. O trânsito atinge todo mundo. Mas, além de um transporte público, de qualidade e gratuito, é preciso des centralizar o trabalho e a renda. O processo de concentração também acontece com a cultura. Há cada vez menos margem para as iniciativas culturais populares e os espaços onde se produz cultura estão sendo fechados e proibidos, dentro da lógica de uma cidade que privilegia o privado e o pago. Em especial nas periferias, os po pulares saraus e as festas de rua têm sido impedidos de acontecer. A privatização de serviços básicos como saúde, educação, cultura e lazer só torna essa população cada vez mais marginalizada. No mundo todo, a juventude, os excluídos e os insatisfeitos se juntam em massivos protestos, movimentos e revoluções. Nossas lutas

se somam a estas pois o nosso desejo por transformação é o mesmo. E nossas lutas agora têm uma voz. A candidatura do Giva se propõe a ser uma candidatura em luta e em movimento. Se eleito, assim será o seu mandato coletivo: presente nas mobilizações dando seu apoio e estando ao lado dos lutadores e lutadoras sociais da classe trabalhadora.

Plínio de Arruda

S

ampaio candidato a Pres idência da República pelo PS OL em 2010 Faca como o Plinio: ´ ´ venha para a campanha do Giva ~ Paulo! e ajude a transformar Sao


PSOL: um partido necessário O Partido Socialismo e Liberdade nasceu em 2004 com a proposta de construção de um projeto socialista e democrático capaz de dar conta das enormes demandas históricas e concretas dos trabalhadores e dos excluídos do nosso país. A vocação do PSOL é se consolidar como uma alternativa de esquerda e socialista para aqueles que, durante mais de 20 anos, construíram uma concepção combativa de PT mas viram suas lutas, sonhos e expectativas abandonadas. Nós somos parte da construção deste projeto, defendendo que o PSOL se afirme como um partido inserido nas

lutas sociais por um Brasil ecossocialista, das trabalhadoras e dos trabalhadores. É nessa perspectiva que, junto com o companheiro Plínio de Arruda

Sampaio candidato à Presidência da República em 2010, seguiremos construindo outra sociedade e outra cidade. Filie-se e milite conosco!

Nós apoiamos G I V A vereador - 50055. Vem com a gente!!! Plínio de Arruda Sampaio candidato à Presidência pelo PSOL em 2010

Marcelo Freixo Deputado Estadual e candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro

Adriana Eiko - militante dos direitos humanos da luta antimanicomial Amelinha Teles - movimento por memória, verdade e justiça Anderson Lopes – Movimento Nacional da População de Rua Andrea Torres - professora da Unifesp Áquilas Mendes - professor da PUC –SP e militante da saúde Aurea Satomi Fuziwara - militante dos direitos das crianças e adolescentes Beatriz Abramides – professora da PUC-SP Beto Bannwart – militante ecossocialista Binho e Suzi - militantes da cultura na Zona Sul Caio Zinet Rubinho – Executiva Estadual do PSOL Camila Viviane – diretora da UEE-SP pela Oposição de Esquerda CarlosCarlos – vídeo-ativista Celso Lavorato – bancário e dirigente sindical Cicero de Crato – educador e músico Clodoaldo Cajado - professor do cursinho Força Afro Damião Trindade - procurador aposentado e militante por memória, verdade e justiça Daniel Lima - Coord. da Comissão de Fé e Política do CNLB - Reg. Sul 1 Débora Prado – jornalista Caros Amigos - movimento Sindicato é pra Lutar Démerson Dias - trabalhador do Judiciário Federal Douglas Belchior – militante da Uneafro Brasil Fabio Belloni - professor universitário e militante da luta antimaniconmial Fábio Nassif – jornalista da Carta Maior Felipe Beira – diretor do DCE da USP Felipe Moda – diretor UEE-SP pela Oposição de Esquerda Robertinho Oliveira – ENECOS Fernanda Azevedo – integrante da Kiwi Cia de Teatro Fernando Kinas – diretor e pesquisador teatral Fernando Silva Tostão - Executiva Nacional do PSOL Francilene Gomes - professora, familiar de vítima dos crimes de maio de 2006 e militante de direitos humanos Francisco Eduardo Bodião - professor da Escola da Vila Geórgia Mocelin – militante ecossocialista Guile Mônaco – militante antiproibicionista Hamilton Octavio de Souza - jornalista e professor da PUC-SP Hassan Zarif – militante da Frente em Defesa da Palestina Haydée Fiorino – militante dos movimentos negro e feminista

Renato Roseno candidato a prefeito em Fortaleza pelo PSOL

Marcelo Yuka músico e candidato a vice-prefeito no Rio de Janeiro

Henrique Barros - agitador cultural Irandi Pereira - conselheira do CONANDA - gestão 1993-1995 Isadora Penna – estudante da PUC-SP Jair Guilherme (Dunga) - professor e artista plástico João Machado - professor da PUC –SP e membro da Exec. Nacional - PSOL João Victor – estudante e professor da rede estadual Johnny William - advogado e educador José Correia - militante ecossocialista e org. do Fórum Social Mundial Joseh - jornalista da zona sul Junia Gouvêa – previdenciária e dirigente sindical Junior Melo - educador social, militante dos direitos da crianças Luisa D’Ávola – advogada e do Diretório Municipal do PSOL Manoel Fernandes - professor da USP Marco Ribeiro - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação Mariana Tamari – Fundação Rosa Luxemburgo Matias Capovilla - músico Mauressil – radialista Nancy Neri – professora Otávio Nagoya – jornalista da Caros Amigos e militante antiproibicionista Paulo Roberto - Pastor Presbiteriano Independente - Instituto do Abya Yala Paulo Sampaio - psiquiatra e do Grupo Tortura Nunca Mais Pedro Ribeiro Nogueira (Pedrão) - militante antiproibicionista Railda Alves - Mov. de Familiares de Adolescentes e Adultos Encarcerados Roberto Sanchez (Beto QT) - educador Rogério Perito - bancário e dirigente sindical Rute Alonso da Silva - militante LGBT e do movimento feminista Sandra Carvalho - Justiça Global Selito SDS - músico Sérgio Inacio da Silva - professor da rede estadual Severino Honorato - diretor da Apeoesp e da Unidos para Lutar Suellen Marques - militante da Uneafro Brasil Thiago Mendonça - cineasta Tiago Castro –Diretório Municipal do PSOL Urbano Nojosa - professor da PUC-SP Vanessa Koetz – advogada e militante feminista Wanderlino Nogueira Neto - Procurador aposentado, candidato ao Comitê dos Direitos da Criança das Nações Unidas


Jornal do Giva 50055