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Maquiagem e sua Hist贸ria Milenar


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Maquiagem e sua Hist贸ria Milenar


Giulia Bavia Lops

MAQUIAGEM E A SUA HISTÓRIA MILENAR Simbologia na composição

FAAP- Fundação Armando Alvares Penteado

São Paulo 2009


Giulia Bavia Lops

MAQUIAGEM E A SUA HISTÓRIA MILENAR Simbologia na composição

FAAP- Fundação Armando Alvares Penteado

São Paulo 2009


AGRADECIMENTOS Meu especial agradecimento é para minha mãe, pela sua infinita capacidade de amar a distância e se fazer presente, ao mesmo tempo, em todos os momentos da minha vida; pelo seu incentivo constante, seu espírito de luta e confiança. Agradeço também aos professores Cecília Consolo, Carlos Eduardo Perrone João Braga por entenderem que no desenvolvimento de uma idéia, principalmente como a proposta desse trabalho, onde o resultado implica no avanço acadêmico, a orientação, paciência e profissionalismo torna elementos fundamentais, assim, aceitem minha gratidão por me ouvirem, pelas orientações e paciência me fornecendo a certeza que precisava para concretizar esse trabalho.


DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a todas as pessoas que se sentem interessadas pelo assunto e percebem a existência de

poucos textos

literários sobre assunto

3


Giulia Bavia Lops

MAQUIAGEM E A SUA HISTÓRIA MILENAR Simbologia na composição Trabalho de conclusão da graduação como parte obrigatória para a obtenção do grau de Bacharel em DESENHO INDUSTRIAL com Habilitação em DESIGN GRÁFICO

FAAP- Fundação Armando Alvares Penteado Faculdade de Artes Plásticas São Paulo 2009

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PROFESSORES Professor de projeto Professor Ms. Carlos E. L. Perrone Professora Ms. Cecilia Consolo Professor Orientador Dr. Jo達o Braga


PALAVRAS CHAVES Maquiagem e Estilo Visagismo Design Editorial Design Grรกfico

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Maquiagem e sua Hist贸ria Milenar


Maquiagem e sua História Milenar “Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” Caio Graco (1153a.C - 1121 a.C)

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SUMÁRIO


Introdução

13

Um Rito Milenar

14 - 43

Elementos que Revelam Identidades

44 - 47

O Rito Contemporâneo

48 - 51

Um Estudo de Design Editorial Aplicado

52 - 59

Bibliografia e Créditos

60 - 67


INTRODUÇÃO 12


Maquiagem e sua História Milenar Este projeto está voltado para o design editorial e tem como objetivo a montagem de livro, cujo texto enfoca a Historia da Maquiagem. A pesquisa textual foi realizada a partir de um estudo retrospectivo da História da Humanidade, destacando os aspectos voltados para a beleza. No produto final dessa proposta o leitor poderá encontrar informações desde a antiguidade, sobre os costumes e usos da maquiagem, até os dias de hoje, bem como comentários do cenário atual. Alguns termos serão definidos para facilitar a compreensão do texto e, no capítulo elementos que revelam identidades, será feito o isolamento de alguns elementos, usados na maquiagem, que servirão como fonte. As pesquisas sobre o design editorial na organização de um livro estão sendo de relevante importância nas tomadas de decisões com relação a escolha da forma, uso de cores,tipografias e fotografias no processo de organização e preparo do produto final.

13


UM RITO MILENAR 14


dos seus antepassados, eles “...mostravam os primeiros estágios de uma preocupação em diferenciar-se, enfeitar-se.” (Vita, 2008; 11).

1

Maquiagem e sua História Milenar

sociedade primitiva. O Cro-magnon divergia

Faziam uso de colares feitos de ossos, roupas feitas de pele de animais e alguns pintavam seus corpos. Tinham uma noção do uso das cores, que extraíam da natureza para fazer desenhos e usavam o ocre e o calcário para fazer suas artes. Em aproximadamente 5.000 a.C., usando

Pré – História

A

Pré-História

é

um

período

de

a pintura corporal e técnicas como tatuagem e

transformações. Há aproximadamente 30.000 a.C., um novo homem habita a terra, o homem

1

moderno, mais conhecido como o Cro-magnon, aquele que tem a cabeça similar à dos homens de nossos dias.

É exatamente a partir deste

momento que o homem passa a se tornar um animal social, relacionando-se com os demais e, assim, reproduzindo e ganhando força. A formação de grupos muito contribuiu para a criação de hábitos e costumes, os quais se tornaram cada vez mais fortes e inseridos na

15


Maquiagem e sua História Milenar

escarificação, o ser humano começa a criar a sua identidade. Os processos artísticos eram usados para diferenciar os povos e grupos. Inicialmente, os chefes das comunidades eram os que faziam uso das técnicas para se diferenciar dos demais e, com o avanço da civilização, outros membros passaram a aderir ao uso desses costumes.

Escarificação

Como método de embelezamento, a

escarificação era usada por tribos africanas e, até hoje, podemos encontrar algumas delas dando continuidade a essa tradição. A prática da escarificação, geralmente nos rostos, costas, peitos e braços, é feita com facas, espinhos ou até mesmo ossos. As linhas, listras, símbolos, círculos ou desenhos de animais usados na escarificação diferenciam as tribos e seu momento histórico.2 Essas marcas podem ser usadas como forma de diferenciar, também, os povos criando uma marca registrada, ou representar beleza, força, coragem, fertilidade e até mesmo proteção contra a morte.

16

2


os homens a se tatuar. As mulheres só eram

A tatuagem, um tipo de intervenção

permitidas a tatuar os rostos e os braços,

gráfica na pele usada desde as primeiras

enquanto os homens podiam tatuar o corpo

civilizações e presente em todas as culturas, tem

todo. Na Nova Zelândia, os povos Maori tinham

como base a pigmentação subcutânea através de

como costume tatuar os rostos com espirais, o

agulhas. Cada cultura carrega uma simbologia

que representava o status social de cada pessoa:

nos seus padrões de tatuagens, algumas usam

quando mais espirais, maior seu nível social.3

símbolos de guerrilha, outros símbolos religiosos.

Após a morte dos líderes, suas cabeças eram

A

tatuagem

tem

muitas

finalidades,

identificação de grupos sociais, prisioneiros,

ornamentação

e

Maquiagem e sua História Milenar

Pintura Corporal | Tatuagem

como

marcação de

3

camuflagem.

O relato mais antigo do uso da tatuagem foi descoberto em 1991, nos Alpes, num homem do gelo, uma múmia de aproximadamente 5.300 anos que tinha a maior parte do seu corpo pigmentado. No Egito, diversas múmias foram, também, encontradas com tatuagens no corpo. A tatuagem também era usada como marcação de prisioneiros no império romano, na Grécia antiga e na época do holocausto, quando Hitler mandou marcar todos os judeus e outros. No Taiti, acreditava-se que os deuses ensinavam

17


Maquiagem e sua História Milenar

cortadas e guardadas como relíquia. Até hoje,

usando elementos extraídos da natureza, como

esse estilo (moko) de tatuagem é usado, mas não

o kohl, a hena, o açafrão, a terra vermelha e

leva a mesma simbologia de antigamente. No

frutas vermelhas, como produtos cosméticos.

Japão, foram desenvolvidas diversas técnicas de

Alguns produtos tóxicos também eram usados,

tatuagem. Os japoneses tinham como costume

como o chumbo e o mercúrio, mas pouco

tatuar todo o corpo, exceto as mãos e os pés.

conhecimento se tinha sobre toxicidade. Assim,

Uma das técnicas usadas pelos japoneses chama-

muitas pessoas tiveram ferimentos na pele

se Kakoushibori, um tipo de tatuagem que só

e até vieram a óbito, devido ao uso dessas

aparece em algumas situações, por exemplo,

substâncias.

após um ato sexual ou quando alguém está

maquiagem usada na antiguidade, destacavam-

alcoolizado.

se os olhos escurecidos, as sobrancelhas juntas

Dentre

as

características

da

ao centro da testa, usadas pelos homens, e as Mesopotâmia

raspadas, usadas pelas mulheres, as bochechas

Segundo Ana Carlota Vita, “...a região

eram rosadas e muitos faziam ornamentações

da Mesopotâmia... foi sem dúvida o berço da

nas mãos e nos pés. O uso da maquiagem não

civilização.” (Vita, 2008; 18). No período de

era limitado apenas para as mulheres, os homens

4000 a.C. a beleza começa a ter um valor mais

também faziam uso de produtos para aprimorar

significativo na história com a definição dos

a sua beleza. Os relatos disponíveis hoje são,

conceitos de beleza e vaidade posteriormente

em maioria, de homens. Apesar de ser comum

estabelecido pelos gregos. Existem provas do

para os babilônicos, muitas vezes eles eram

uso da maquiagem dos povos assírios, persas

estranhados por guerreiros de outros países,

e babilônios, já habituados a cuidar da beleza

18


de dependência entre a espiritualidade e a aparência, assim, quanto melhor a aparência,

Maquiagem e sua História Milenar

seus rostos por acreditarem na direta relação

“(...) os olhos excessivamente pintados e as maçãs do rosto enrubescidas... surpreendiam os guerreiros de outros países, que chegaram a referir-se à corte babilônica como um ambiente no qual os homens pareciam afeminados e não mais possuíam aspecto guerreiros (...)”

maior a espiritualidade. Os egípcios tinham uma noção do uso de cores, Ana Carlota Vita cita

(Vita 2008; 21).

Os babilônios e os assírios ficaram famosos pela

o livro, de Ermanno Zoffili; Costume e cultura

vaidade e beleza dos seus povos.

dell’antico Egitto: da Narmer a Cleópatra da editora Milano Fabbri:

Egito

a beleza. As relíquias da época são a prova

“...há uma série de escalas de cores que mostra detalhadamente a ordem das cores que os egípcios usavam, enfatizando a gama e as misturas feitas para conseguirem os efeitos desejados e o formato de cada traço que delineava os olhos e as sobrancelhas.”.

do uso dos produtos e dos utensílios para

(Vita 2008; 32).

No Egito, os homens e as mulheres

tinham como rotina o cuidado especial com

maquiagem. Tratava-se de um ritual, em que

Os egípcios buscavam uma estética cromática

acreditavam

harmoniosa,

em

resultados

mágicos

que

retardavam as rugas que estavam por vir. Os homens e as mulheres extraíam elementos da natureza e os utilizavam com a finalidade de se embelezarem, se hidratarem, se purificarem e se protegerem do forte calor. As razões espirituais para o uso da maquiagem também se fizeram

“(...) o pó de turquesa, as argilas vermelhas, castanhas ou violetas, puras ou misturadas com óxidos de cobre ou de ferro para obter novos matizes, eram igualmente muito apreciados.” (Faux 2000; 31).

Os seus cosméticos eram em maioria extraídos da natureza como, por exemplo, o chumbo, o giz, o óleo de oliva, o ocre (barro), a gordura

presentes entre os egípcios, que pintavam

19


Maquiagem e sua História Milenar

animal, o kohl e a hena. Cada um desses produtos eram usados para obter determinado efeito, uns para hidratar, outros para colorir as bochechas, mãos e pés, mamilos, cílios e olhos. A maquiagem passa a mostrar seu infinito poder de sedução com Cleópatra, a rainha do Egito, ideal de beleza daqueles tempos, que se banhava em leite de cabra, usava máscaras faciais com argila e maquiava seus olhos com pó de kohl. O “Olho de Hórus”, muito usado por Cleópatra, era uma forma de se aproximar do Deus Hórus, trazendo proteção e saúde.

4

Gregos

A maquiagem já se mostrava sem fronteiras.

Os gregos também aderiram à maquiagem, mas com a conotação de incrementar a beleza, pela possibilidade de se sentirem mais belos uns para os outros. Na Grécia, a maquiagem foi oficialmente proibida durante um período de tempo. Os gregos admiravam as proporções do corpo, isso é facilmente visível nas estátuas

4


uma boa higiene, cuidado com o corpo, e muito exercício físico. As mulheres pintavam

Maquiagem e sua História Milenar

e esculturas da época. Os gregos apreciavam

os olhos de maneira bastante diferenciada do povo do Egito, esfumaçando-os e deixando-os sombreados.

Império Romano

O império romano não deixou nada a

desejar em relação ao fator embelezamento. Os homens e as mulheres passavam horas do dia nos locais de banho e os escravos os esfregavam e os ajudavam no banho, na maquiagem e no vestir. “Podemos dizer sem medo de errar, que por trezentos anos a cosmética e a cosmetologia, aliadas à medicina grega, conquistaram o nível mais alto de que se tinha tido notícia ate então.” (Vita 2008; 47).

Os romanos tinham acesso a todos os tipos de produtos para a beleza, remédios que ajudavam a evitar rugas ou manchas, óleos para cabelos,

21


Maquiagem e sua História Milenar

produtos para unhas, e maquiagens feitas

pálida. Outro método usado era uma máscara

através de gordura animal e extratos naturais. Os

feita de farinha de trigo, mel e óleo que ajudava

romanos costumavam fazer orgias, com direito a

a clarear a pele. As mulheres da Idade Média

muito vinho e música, fato que contribuiu para

“tinham testas altas e curvas, sobrancelhas finas

o uso cada vez mais sobrecarregado e diferente

e desenhadas, face cheios e queixo pequeno,

da maquiagem.

rostos puros e sem pinturas” (Faz 2000; 39).

Idade Média

Após a queda do Império Romano, o uso

desses produtos foi praticamente abandonado na maior parte do continente europeu e, durante toda a Idade Média, o pensamento religioso falou mais alto que a vaidade. As mulheres que fossem flagradas usando maquiagens eram punidas, podendo assim levar chicotadas durante semanas. A igreja aliava as pessoas que usavam maquiagem ao demônio. A mulher admirada nos tempos medievais era a mulher frágil, delicada, pálida. As cores não mais eram usadas com freqüência, muitas moças usavam sanguessugas para colocar no rosto e tirar o excesso de sangue, e assim ficarem com a aparência muito

22

5

5


e usadas como pintas nos rostos. Muitas

No Renascimento, por volta de 1300,

mulheres não saíam de casa sem este acessório.

as pessoas da época procuravam ter boas

As mulheres da Renascença faziam bom uso

maneiras e sempre mostrar elegância tanto na

da maquiagem e não exageravam. Todas as

forma de se maquiar quanto na forma de se

pessoas podiam fazer uso da maquiagem,

vestir e se comportar. Ter boas maneiras era

mesmo aquelas com poder aquisitivo mais baixo,

uma forma de mostrar status. As roupas usadas

porém, estas tinham que fazer uso de produtos

no Renascimento escondiam todo o corpo, as

mais baratos, ou aderir aos produtos naturais.

Maquiagem e sua História Milenar

Renascimento

cores usadas eram restritas ao preto e as pérolas eram as jóias de

Século XVI ao Século XVIII

eleição.

“O seio era escondido, a igreja condenava o uso de decotes que se tronavam um grave pecado passível de absolvição apenas pelo bispo... a beleza deve ser majestosa digna, solene.” (Faux 2000; 54).

Catarina

de

Médicis

No período do século XVI ao século

XVIII, o uso da maquiagem chegou ao seu maior apogeu. Os homens e as mulheres pintavam seus rostos e corpos de branco usando pó de

(1519-1589),

rainha

da França no século XVI, ajudou a trazer a maquiagem de volta após séculos de proibição. A rainha trouxe a vaidade de volta às mulheres e lançou novos conceitos de beleza: as “moscas” (mouche em francês), que consistia em pedaços de tecido escuro cortados em rodelas pequenas

arroz ou até farinha de trigo. As bochechas e as bocas eram rosadas e os olhos eram delineados em preto. A pele branca causava uma aparência saudável, e muitos procuravam pintar as veias do pescoço ressaltando-as, desta forma, daria a aparência de pele quase transparente.

A

varíola devastou a Europa no século XVII, e isso contribuiu muito para o uso da maquiagem. Já

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Maquiagem e sua História Milenar

que não existiam medicações para as feridas, as

beleza foi em vão. O rei da França Luís XIV,

mulheres usavam a maquiagem para camuflar as

conhecido como o protetor das artes, procurou

imperfeições causadas pela doença. As moscas

fazer da França o principal foco do glamour

de beleza estavam

e do poder. O século XVIII é conhecido como

em

alta.

Cada

6

lugar onde a pinta

extravagante.7 Madame Pompadour é o melhor

era usada tinha um

exemplo da elegância daquela época. Madame

significado:

Pompadour não seguia nenhum padrão de beleza,

“pinta: perto do olho, assassina; no canto da boca, a beijoqueira; na testa, a majestosa; na bochecha, a galante; sobre os lábios, a devassa; na covinha do sorriso, a bem humorada.”. (Kury 1999; 43).

As mulheres ainda admiravam uma pele branca, pouco rosada na bochecha. O século XVIII trouxe muitas mudanças comportamentais. Os homens tornaram-se mais delicados e afeminados, entre muitos dos temas conversados entre os nobres, estava a preocupação com os penteados, as roupas, as barbas e o cuidado com o corpo. A tentativa da igreja em tentar conter o aprimoramento da

24

um período histórico extremamente luxuoso e

7


estar sempre arrumados e refinados.

pintava os lábios, olhos sobrancelhas, face,

Maria Antonieta é um exemplo claro de como

8

Maquiagem e sua História Milenar

mas procurava sempre estar bela. Pompadour

9

colo, e também fazia uso das “moscas”, que

as mulheres da corte usavam maquiagem. A

eram muito usadas neste período, em diversos

rainha usufruía de uma grande variedade de

tamanhos e formas (corações, estrelas, luas) que

sombras, blushes e bases rosadas, maquiava

serviam para cobrir as imperfeições. Os homens

todo o rosto, bochechas com rouge, bocas

também faziam uso da maquiagem e procuravam

pintadas e “moscas” negras, que eram coladas na sua face.

25


Maquiagem e sua História Milenar

Século XIX

O século XIX foi o começo de uma nova

fase, “a nova classe dominante não é definida pelo nascimento, mas pelo poder aquisitivo: é o triunfo dos burgueses.” (Kury 1999; 43). As extravagâncias ficam para trás e surge então o Romantismo, 10

período

angelical

quando

as

mulheres procuravam manter uma aparência delicada.

10

Eram poucas as mulheres que se

maquiavam. Preferiam beliscar as bochechas e morder a boca para dar uma aparência rosada. Na era Vitoriana, as mulheres que se

aventuravam

a

usar

maquiagem

eram

classificadas na sociedade como as atrizes ou prostitutas enquanto as que usavam maquiagem mais clara eram consideradas “as boas moças”. Somente em teatros e bordéis é que as mulheres usavam maquiagens mais carregadas. Usavam o batom, o blush, o pó para o rosto, delineavam os olhos e as sobrancelhas e ainda usavam sombras nos olhos. O uso destes produtos era inadmissível para as moças de família. As mulheres da era Vitoriana procuravam, também, nunca se expor ao sol, para evitar a possibilidade de bronzeamento

26


Ela também foi a criadora do Day of Beauty,

força da exposição ao sol, devido ao trabalho

que era o dia inteiramente dedicado par a

de campo, tinham a pele mais morena. A cor

beleza. Já Elizabeth Arden, criou produtos que

da pele passa a ser um diferenciador sócio-

ajudavam no rejuvenescimento da pele. No sala

econômico.

o de Elizabeth eram encontrados, lápis labial, cremes

nutritivos,

cremes

para

massagens,

Século XX

rouge

Depois de muitas idas e vindas nos padrões

com diversas funções. Com a Primeira Guerra

de beleza, chega finalmente o século XX e com

Mundial, é possível notar uma mudança absurda

ele um ideal de refinamento e jovialidade, sem

no comportamento das pessoas. Os homens

exageros. “A época da pré-história estava quase

precisavam ir para a guerra e as mulheres

terminada: a grande epopéia dos cuidados de

precisavam ajudar substituindo a mão-de-obra

beleza começava.” (Faux 2003; 90). A moças

masculina. As roupas mudam e passam a ser mais

era femininas e sofisticadas. A pele deveria ser

ágeis e práticos para situações de emergência

pálida, lisa, sem marcas, nem rugas ou rubor.

da guerra, e surgiram grandes nomes na moda

O pó-de-arroz era o cosmético mais usado. E

como Coco Chanel. A contribuição da indústria

o rouge, considerado vulgar.

cinematográfica foi bastante significante para a

Elizabeth Arden11 e Helena

divulgação da maquiagem. Os filmes da época,

Rubinstein inauguraram cada

em preto e branco não dispunham de matizes

uma, seu salão de beleza.

de cinza suficientes para que pudessem ter uma

Henana Rubinstein,

imagem de qualidade, menos esbranquiçadas.

11

“Imigrou com a família para a Austrália em 1902, e lá deu início ao império cosmético que ficou internacionalmente famoso.” (Vita 2008; 94).

Maquiagem e sua História Milenar

de suas peles, uma vez que as campesinas, pela

para as bochechas, esmaltes, e loções

O uso do talco piorava a situação quando usado para conter os suores dos rostos dos

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Maquiagem e sua História Milenar

atores devido às longas horas de filmagem sob

mulheres usam o rímel,

holofotes extremamente potentes. Hollywood

pintavam os olhos de

saiu à procura de ajuda profissional, contratou

preto usando sombras,

um farmacêutico polonês, Max Factor que em

e

1914, criou para os estúdios de Hollywood uma

nas

maquiagem específica para atores de cinema,

exagero,

que não rachava nem endurecia.

a boca em formato de

rouge

passavam bochechas e

12

em

pintavam

!

coração deixando os cantos da boca sem

Os anos 1920

Os anos 1920, foram uma década

13

Nesta época,

!

A

os preconceitos e as idéias conservadoras com

principal causa dos “loucos anos 20”, como era

relação ao uso dos artefatos da maquiagem,

chamada a época, foi à luta incorporada pelas

passam por um processo de reavaliação. Isto

mulheres em prol das igualdades. Houve uma

faz com que aconteça um desenvolvimento nas

reivindicação geral, crescente, individual ou em

industrias de cosméticos, e transforma o uso da

movimentos organizados, para a formulação

maquiagem em uma mania mundial. É em 1920

de um estatuto de igualdade onde lhes fossem

que surge o prático batom em bastão. A marca

assegurados o direito de votar, a exercer funções

do batom no guardanapo mostrava o erotismo

políticas, a participar em eventos desportivos, o

das mulheres. O primeiro curvador de cílios

direito de acesso a cargos públicos, a igualdade

também surge nesta década. Em 1925, Chanel e

no quadro familiar e no trabalho. Começa,

Jean Patou lançam a moda da pele bronzeada.

aqui, uma era de auto-afirmação da mulher na

Nascia, assim, o pancake, para preparar os

sociedade e com ela vieram às mudanças. As

rostos de atores sob forte iluminação em filmes

marcante,

28

cor.12*

com

muitas

transformações.


com

Maquiagem e sua História Milenar

preto-e-branco

forte

contraste. Max Factor era o nome do farmacêutico criador do pancake. Na década de 1920, Factor resolveu industrializar esses cosméticos e liberá-lo para o mercado consumidor sob a forte afirmação de que; toda garota se parecesse com uma estrela de cinema ao usar a maquiagem Max Factor. O crescimento das indústrias

de

cosméticos,

como a Mayballine e a Max Factory deu-se nesta época, por em os altos preços

das

maquiagens

passa a consolidá-la como produto

das

elites,

mas

não deixava de ser uma referência de beleza. 13

29


Maquiagem e sua História Milenar

Os anos 1930

Nos

manteve-se

14

anos 1930 o

vermelho

forte do batom e os olhos passaram a ser o principal foco para maquiagem, as sobrancelhaseram depiladas, bem redesenhadas a lápis ou tingidas, e as sombras eram escuras. As mulheres fatais

tinham

as

suas

peles claras como Greta Garbo e Marlene Dietrich, e

Jean

mulheres

Harlow12.

Estas

representavam

um referencial de beleza da época segundo Faux, no seu livro “Beleza do Século”.

30


Maquiagem e sua História Milenar

No Brasil No Brasil os cosméticos ainda não faziam

tanto sucesso. “Na realidade, a brasileira dos anos 1930 era mais preocupada com roupa do que com cosméticos. Ainda havia preconceitos em relação ao uso da pintura.” (Vita 2008; 123).

!

15

Os anos 1940

Nos anos 1940 as mulheres já podiam

comprar seus produtos com os seu dinheiro. E a variedade era grande. A indústria de cosméticos havia crescido tanto, que as mulheres podiam escolher entre diversas tonalidades de pancake e cores de batons e os blushes, sombras. As mulheres da década de 1940 deixavam as sobrancelhas

crescerem

naturalmente,

mas

iam ao salão de beleza fazer ajustes, usavam sobras de cores escuras e os batons estavam em destaque.

16

!

31


Maquiagem e sua História Milenar

Os anos 1950

Na década de 1950, a elegância reinava.

Depois da guerra os valores

conservadores

retomaram sua posição de destaque na sociedade. As sombras e delineadores entram em evidência, as sobrancelhas cresciam naturalmente, fartas e bem feitas. Os lábios recebiam atenção especial, sempre bem desenhado e com cores vivas. Ava

Atrizes famosas como Brigitte

Bardot,

Gardner, eram mulheres consideradas

belas da época. Marylin Monroe,15 “Estrela entre as estrelas, ela seria o símbolo sexual da década trazendo, junto com a provocação ingênua, um erotismo devastador e libertador. Sua maquiagem muito estudada, mais natural do que as das sereias fatais, porém mais sedutora do que a das “garotas de rua”, era o resultado de três horas de trabalho; base, pó, sombra, rímel, cílios postiços, delineador, um batom rosa coberto de vaselina para dar à boca um volume voluptuoso, criaram uma imagem sem igual.” (Faux 2000; 161).

Os homens faziam a linha “rebeldes”, mas o uso da maquiagem entre eles não era comum apenas na televisão teatro e shows. Elvis Presley é um ícone da rebeldia e beleza masculina da

32

17


famosas de cosméticos chegam ao Brasil (Max Factor, Helena Rubinstein, Elezabeth Arden).

Maquiagem e sua História Milenar

época. É na década de 1950 que as marcas

No Brasil:

A fabrica Avon escolhe São Paulo como

sua matriz e lança o primeiro produto cosmético nacional, o batom “Clear Red”.

33


Maquiagem e sua História Milenar

Os anos 1960 apelido

de embalagens, que as mulheres guardavam

marcado

mesmo depois que acabavam os produtos. Sua

como

o

loja, Bibelot, também abriu em São Paulo, na

surgimento da minissaia, da difusão da pílula

Augusta e vivia sempre cheia. A Clinique, uma

anticoncepcional, a chegada do homem a lua e

marca de cosméticos americana também surge

de uma maquiagem com tendências mais liberal.

com os produtos de limpeza, hidratação e

A maquiagem era essencial e feita especialmente

tonificação, isto em 1968. A indústria cosmética

para o público jovem. O foco estava nos olhos,

começou a participar na economia do mercado

sempre muito marcados. A tendência dos batons

integralmente. Serge Lutens foi um grande

vermelhos chega ao fim e passa a ser substituído

maquiador dos anos 1960, trabalhou com Dior, e

pelos bem claros ou mesmo brancos. Twiggy16 e

muitas modelos belas da época como Veruschka

Mary Quant foram as primeiras grandes modelos

Vera Gräfin von Lehndorff-Steinort. Além de um

a fazer sucesso na época com os lápis claros, e

excelente maquiador, Serge contribuiu para

olhos carregados com rímel, principalmente nos

a beleza, “...criando cosméticos, maquiagens

cílios inferiores. Os produtos preferidos eram

e

os mais práticos e fáceis de usar, e a indústria

publicitários, livros e exposições...” (Faux 2000; 176).

cosmética cresceu tanto, que os produtos eram

Body Painting também começou

cada vez mais diferenciados, cheios de idéias

evidencia com a modelo Veruschka Vera Gräfin

novas. As mulheres procuravam produtos como

von Lehndorff-Steinort que pintava todo o corpo

cílios postiços, batons, lápis, sombras de todas

como uma forma de camuflagem e suas fotos nas

as cores, blushes, rímeis, e delineadores líquidos.

revista cada vez se multiplicavam.

de por

Os os

anos

1960

“Swinging

acontecimentos

levam

Sixties”.

o Foi

significativos

Barbara Hulanicki inovou ao criar novos modelos

34

perfumes,

bem

como

fotografias,

filmes

a entrar em


Maquiagem e sua Hist贸ria Milenar

18

35


Maquiagem e sua História Milenar

Os anos 1970 Na década de 1970 começaram a surgir

Por outro lado, as mulheres também procuravam

diversos movimentos. Os hippies tomavam conta

ter uma aparência mais natural, exageravam

das ruas, e estabeleceram alguns padrões na

menos no uso da maquiagem, procurando

beleza deles, contribuindo assim para a moda,

manter a discrição.21 Os sombras era de cores

cabelos, e forma de maquiar. Eles usavam

claras, translúcidas e rosadas, os blushes são em

muitas cores, tudo em exagero e psicodélico.

tonalidades mais naturais, o uso do rímel também

Tudo nesta década parece ser mais exagerado.

é usado menos durante o dia, para não ter a

Os andrógenos (homens com aparência de

impressão de carregado. À noite, as mulheres

mulheres) começam a aparecer nesta década.

buscavam ser mais extravagantes, exagerando,

Os movimentos “Black Power” e os punks

modificando. Batom vermelho, brilho labial,

também eram comuns. Os punks usavam muita

sombras e rímel carregados, e lápis para os

pintura nos olhos, e a forma como eles se vestiam

olhos. Nos anos 1970 as pessoas começaram a

era agressiva, procurando chocar a sociedade.

perceber que tudo influência na aparência da

e

pele, com por exemplo o estresse, ansiedade,

David Bowie19 diferencia nas suas capas de Cds,

e nervosismo. A partir dai, o uso de métodos

fazendo uso de maquiagens, e até se vestindo

de relaxamento para pele e corpo entram cada

como mulher. No final da década de 1970, a

vez mais em vigor, trazendo benefícios para a

Surge na década de 1970, o

glam rock

também faz sucesso. Esta banda

pele. Surge a primeira loja politicamente correta

torna-se muito conhecida pois os participantes

em Londres, a loja “Body Shop” não testava os

da banda maquiavam seus rostos, pintando

produtos em animais, e todos os produtos eram

personagens de gibi.

extraídos da natureza. Hoje esta loja faz parte

banda KISS

20

do grupo L’Oréal.

36


Maquiagem e sua Hist贸ria Milenar

21

19

20

37


Os anos 1980

Na década de 1980,

a beleza vira uma competição. As mulheres procuravam ser o máximo de diferentes possível. É o fim do movimento hippie. As mulheres agora querem brilho, sofisticação e luxo, elas queriam se manter bonitas de qualquer

forma.

Os

usam

batons

vermelhos,

os

lábios

as sombras eram usadas em diversas cores, e os blushes realçavam as bochechas, e o gloss iluminava a boca das mulheres. Foi uma época em que

tudo

era

exagerado.

Madonna19 é icone musical na época e o seu uso divercificado da maquiagem e estilo foram o marco na sua época. Elizabeth Arden em 1983 criou um batom 22

38

que durava mais tempo nos


são os poucos representantes das muitas tribos

Os cremes eram para rugas e celulites e foi

que surgiram neste período. O preconceito

o começo das cirurgias plásticas e enxertos.

não deixou de existir, mas numa escala muito

“O mercado dos produtos de cuidados da

inferior ao observado nos anos anteriores. O

pele torna-se imenso” (Faux 2000; 1999). Os

visual sensual e erótico toma conta da época.

maquiadores se tornam diretores artísticos, e

Em busca da perfeição, a maquiagem não era

passam a trabalhar para grandes marcas como

mais suficiente para as mulheres intensificarem

Dior, Chanel, Givenchy. Alguns dos maquiadores

a beleza e a cirurgia plástica ganha espaço

da época eram Serge Lutens, Tyen, e Olivier

tornando-se

Echaudemaison.

fundamental para acertar, ajustar ou mesmo

Maquiagem e sua História Milenar

lábios, esta criação foi um milagre da época.

cada vez mais importante e

modificar os corpos ou os rostos. Os homens O período de 1990 a 2000

passam a se interessar mais pelos processos de

Aqui, a beleza não obedece nenhuma

embelezamentos do que nas décadas passadas.

regra. As tendências não duravam mais que seis

Os milagrosos cremes redutores de rugas, e

meses. Nesta década a imposição perde efeito e

o botox também estão entre os recursos que

dá passagem ao estilo e personalidade própria,

as mulheres e homens passam a buscar, cada

“Na realidade, a década de 1990 foi a das mudanças rápidas, das tendências que quase não duravam e das certezas que seriam desmentidas em pouco tempo.” (Vita 2008; 146).

As tribos urbanas ainda encontradas por todas as partes, como as patricinhas, mauricinhos, cults, clubbers, punks, góticos, surfistas, roqueiros

vez mais, para ficarem impecáveis. No Brasil, a venda de cosméticos, inquestionavelmente, passa a ser uma crescente fonte de renda. “O sucesso das feiras de beleza e cosmética no Brasil mostram que esse segmento está cada vez mais competitivo do que jamais esteve, com a tecnologia de ponta e ocupando um lugar de grande destaque no mercado nacional.” (Vita 2008; 148).

39


Maquiagem e sua História Milenar

Os

produtos

mais

representados

pelos

usados os

são

rímeis,

base líquida, sombras de todas as cores e tipos, blushes, e diversos cremes rejuvenescedores para o rosto e para o corpo. Mesmo que a tendência

não fosse duradora,

na nossa historia nunca havia sido registrado maquiagem, que

tantos da

produtos mesma

para

maneira

nunca havia visto aumento

semelhante comerciais

de

estabelecimentos

especializados

em

maquiagem. As mulheres ícones da época eram, a brasileira, Gisele Bündchen23 e as americanas Jennifer Lopez e Christina Aguilera.

22

40


41

Maquiagem e sua Hist贸ria Milenar


Maquiagem e sua História Milenar

GLOSSÁRIO Adorno:

Maquiagem:

a.dor.no (ô) (de adornar) sm Adereço, enfeite,

ma.qui.la.gem (fr maquillage) sf Ato ou efeito

ornamento.

de maquilar ou maquilar-se. Var: maquiagem.

Açafrão:

Ocre:

a.ça.frão (ár az-za’farân) sm 1 Bot Planta

o.cre (fr ocre) sm 1 Argila de várias tonalidades

bulbosa européia da família das iridáceas. 2 Bot

pardacentas, usada em pintura. 2 Cada uma das

Flor dessa planta. 3 Tempero em pó amarelado,

tonalidades dessa argila.

muito aromático Tatuagem: Chumbo

(tatuar+agem) sf. 1 Arte de introduzir debaixo

chum.bo (lat plumbu) sm 1 Quím Elemento

da epiderme substâncias corantes, vegetais ou

metálico azulado. 2 Grãos desse metal usados

minerais, para produzir desenhos. 2 O desenho

como projéteis para caça miúda e outros usos. 3

ou a pintura feitos por esse processo.

Coisa muito pesada. Mehndi: Hena

tinturas de hena, usadas em cerimônias especiais

he.na (ár HinnA) sf 1 Bot Arbusto cujas flores,

em desenhos das mãos e pés, principalmente

brancas e perfumadas, são usadas por budistas

pelos hindus e árabes.

e maometanos em suas cerimônias religiosas. 2 Corante laranja-avermelhado, obtido das folhas dessa planta. 3 Pasta usada no Oriente para tingir de vermelho os cabelos ou as unhas.

42

Tatuagens temporárias feitas com


Visagismo:

Escarificação:

Palavra derivada do francês visage(rosto) e

Vem de escara que significa crosta de ferida e

visagismo é a arte de criar, através de cosméticos,

é uma técnica usada por tribos africanas, obtida

tinturas

corte de cabelos e penteados, uma

pela cicatrização de cortes feitos em períodos

imagem pessoal, a partir do rosto e cabelos,

especiais da vida podendo estar relacionadas

que valorize as características físicas que se

a uma forma de embelezamento. Este método

quer revelar de um individuo. (Hallawell,2003)

ainda é usado nos dias de hoje por algumas

Maquiagem e sua História Milenar

GLOSSÁRIO

tribos e pessoas adeptas as diferentes tipos de Pintura Corporal:

arte decorativa corporal

Modificações elaboradas, desenhadas, riscads, na estrutura do corpo humano e são mostradas

Mouche de Beauté:

através das pinturas corporais pelo tingimento

As “moscas” (mouche em francês), que consistia

e as incisões, (LUX, 2007).

em pedaços de tecido escuro cortados em rodelas pequenas e usadas como pintas nos

Kohl:

Kohl é um pigmento preto, feito de uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas, é usado até hoje no contorno dos olhos, cílios e sobrancelhas.

rostos. Muitas mulheres não saíam de casa sem este acessório. Cada lugar onde a pinta era usada tinha um significado: “pinta: perto do olho, assassina; no canto da boca, a beijoqueira; na testa, a majestosa; na bochecha, a galante; sobre os lábios, a devassa; na covinha do sorriso, a bem humorada.”. (Kury 1999; 43).

43


ELEMENTOS QUE REVELAM IDENTIDADES 44


Maquiagem e sua História Milenar Neste capítulo apresenta-se os elementos gráficos que são constantes características na identidade de grupos, e em vários períodos históricos, culturas, e diversos costumes de determinadas épocas. Desta forma facilitará a identificação de cada elemento. Estes elementos poderão ser usados futuramente na montagem do livro, como ícones para abertura, ou finalização de capítulos. A utilização destes ícones, e definição destes elementos serão explicados no capítulo do projeto.

45


Maquiagem e sua História Milenar

OLHO EGIPCIO

SOBRANCELHA 1940

46

CÍLIOS TWIGGY

SOBRANCELHA 1930


Maquiagem e sua História Milenar

TÃ MOKO (MAORI)

BOCA ANOS 1920

MOUCHE DE BEAUTÉ (MOSCAS DE BELEZA)

47


O RITO CONTEMPORÂNEO 48


anteriores. A maquiagem, cirurgia plástica, implantes e cremes são cada vez mais moldando o ser humano de forma a agradar e ressaltar

Maquiagem e sua História Milenar

beleza do novo século faz releituras de séculos

suas qualidades. A partir disto surgem então os andrógenos (homens com aparência feminina), Desde o começo da história ate os dias de hoje, é

e mulheres com aparências masculinas, que se

claramente notável um ciclo repetitivo. Os hábitos

utilizam destas técnicas para se sentirem bem.

são os mesmos, nossas ações, elas se repetem

Não existem mais parâmetros, apenas uma

mas num contexto mais sofisticado e tecnológico.

opinião própria do que é bonito, ou não. É no

Matérias primas da antigüidade ainda pertencem

século XXI que o visagismo se expande sem

as fórmulas da indústria cosmética. Determinados

preconceitos, ou tem uma maior aceitação.

estilos, comportamentos, e produtos usados na maquiagem em determinada parte do mundo, foram globalizados tornando-os acessível a grupos e culturas indeterminadas. “É mais do que certo que o homem do novo século continuará tão vaidoso quanto um babilônio, um egípcio ou um grego da Antiguidade.” (Vita 2008; 154).

“Palavra

derivada

do

francês

visage

(rosto), visagismo é a arte de criar, através de cosméticos, tinturas corte de cabelos e penteados, uma imagem pessoal que valorize as características físicas que se quer revelar de um indivíduo.” (Hallawell, 2003).

O visagismo é definido a partir do conceito da escola alemã, Bauhaus, como: “A função define a forma”, inferindo que se tenha conhecimento

No século XXI a beleza é quase que inteiramente

das atividades

ligada a saúde, pois a forma como cuidamos

do cliente; nuances da sua personalidade;

da nossa saúde reflete na nossa aparência. A

seus padrões comportamentais, mesmo que

profissionais (função), ou não

49


Maquiagem e sua História Milenar

50

estereotipados, e outros, para que esse conceito

Tratamento aguçado, e muita noção de estética

possa ser aplicado, no intuito de organizar, mudar

são pré-requisitos para ser visagista. Como

ou harmonizar as formas. O estudo do visagismo

reflexo da

utiliza, não só, conceitos de cor e luminosidade

revolução industrial, hoje em dia, observamos

mas também de

na

que

as

atividades

busca da valorização de características. Esta

vem

se

inserindo

fundamentado na busca da harmonia e estética

que se encontram fortemente relacionadas a

o que lhe confere a caracterização de: a arte

customização e personalização.

de criar imagens personalizadas, sempre com

corrente de saber e sensibilidade, reforçada

o intuito de ressaltar a beleza independente da

pelas técnicas, repetimos a sabedoria de Fernand

idade, sexo e grupo étnico, (Hallawell,2003).

Albory, pioneiro do estudo do visagismo que nos

Grande parte da arte do visagismo consiste em

chama a atenção quando diz: “Não há mulher

aprender como fazer a análise física do cliente,

sem beleza, somente belezas escondidas “ (

que somados as observações comportamentais

Hallawell, 2003, p.87). Assim, pelos conceitos

do mesmo confere aos profissionais, da área,

básicos do visagismo, aqui expostos, pela sua

habilidade de escolha para a definição das

independência de sexo, idade, raça e grupo

suas interferências. São atributos indispensáveis

étnico,

ao visagista domínio de conceitos básicos de

sem beleza, só belezas que não foram

composição, proporção, cores, luzes, forma,

reveladas.”.

além de fluência da análise do comportamento

Assim, a partir desses conceitos, numa tentativa

pessoal, profissional, e simbólico das pessoas

de observar a associação, entre maquiagem e

que se submetem a uma interferência visual.

design, podemos perceber que ambos representam

matemática e geometria

necessidade do período

relativas nas

ao

tendências

pós

visagismo mundiais

Assim, nessa

acredito que “Não há INDIVIDUOS


Maquiagem e sua História Milenar

uma importante e ilimitada fonte de informação. Criar, conceituar,

harmonizar,

movimentar,

organizar

cores,

atividades

são

complementares associação

e,

nessa portanto,

indissociáveis, que requerem sensibilidade, criatividade e domínio de técnicas.

24

51


UM ESTUDO DE DESIGN EDITORIAL APLICADO 52


importantes linguagens de comunicação expressa

do aspecto morfológico que do semântico. Os dados morfológicos da obra gráfica, ou seja, sua forma, suscitam no leitor o desejo de conhecer o conteúdo, isto é, a face semântica ou do significado das palavras.” (Martín, 1970, p. 113).

numa página de jornal, de revista, periódicos

Como este trabalho final é a projeção de um

ou de um livro. É responsável pela produção

livro, torna-se necessário elaborar um pequeno

editorial, desde a diagramação, ilustração até a

relato sobre a história da existência do livro no

tipografia objetivando não somente despertar

mundo. Já vimos que a história da maquiagem,

interesse, mas também, facilitar a leitura.

nossa

dentro

Design editorial é uma área especifica do

design gráfico, uma das mais

A

referência

textual,

esta

inteiramente

geometrização, a gestalt, a tipografia, as cores,

ligada a história da humanidade,o que por sua

o equilíbrio são as ferramentas

vez,também esta o livro.

básicas do

designer gráfico para a criação e planejamento de um projeto editorial. As preferências textuais e visuais dos mais diferentes tipos de público se configuram como o grande desafio para o designer, que terá que buscar e manter uma sincronia para a composição gráfica de uma página, entre os

diferentes fatores editoriais,

como a ordem de leitura, a facilidade para percepção, localização dos assuntos e facilidade no entendimento.

Maquiagem e sua História Milenar

“O convite natural à leitura é a primeira fase da linguagem gráfica, a qual depende mais

Design Editorial:

“O livro é a forma mais antiga de documentação. Esta diretamente ligado à história da humanidade, registrando as idéias, as crenças, as fantasias as descobertas dos povos“ ( Haslam 2006; 06).

A escrita teve início com os sumérios na Mesopotâmia,

responsáveis

pelos

primeiros

registros em pedra e em árvores. Um dos mais antigos antepassados do papel é o papiro,uma invenção dos egípcios. Segundo Andrew Haslam, no seu livro, O livro e o Designer, os primeiros

53


Maquiagem e sua História Milenar

designer de livros eram os escribas egípcios que

jornal britânico “The Times”.

redigiam e aplicavam ilustrações em rolos de

“A sua atuação com a tipografia do tipo móvel possibilitou a produção dos livros impressos e criou a primeira forma de mídia em massa.” (Haslam 2006; 12).

papiro. Até hoje o papiro ainda é usado pelos egípcios como papel. O fim da tradição do uso do papiro, se deu com o surgimento do códex, lascas de madeira transformadas em papel. O papel surge na China, aproximadamente 200 a.C., composto de fibras de plantas. Este processo não demorou muito para se espalhar pelo mundo. Até então, todas as obras eram manuscritas. Os chineses além de serem os criadores do papel, também foram também os criadores da impressão com tipos móveis usados para imprimir dinheiro e cartas de baralho. Apesar dos chineses serem os pioneiros nesta criação,o

alemão,

Johannes

Gutemberg

ficou conhecido como o “pai da impressão”. Gutemberg produziu a primeira Bíblia impressa com tipos móveis, que foi a obra mais publicada da História. Foi, também, eleito o indivíduo mais significativo do último milênio pelos leitores do

54

O livro exerce um poder muito forte nas sociedades

pelo

seu

poder

gerador

de

conhecimentos, fantasias e ficções. Através dos livros temos informações sobre os mais variados tipos de assuntos. Este meio de comunicação, um dos mais antigos da humanidade, trouxe um

desenvolvimento

intelectual,

cultural

e

econômico para os leitores. E aqueles que procuram aprimorar os seus conhecimentos nos mais variados campos científicos, filosóficos, auto ajuda, literários, religiosos. etc., buscam nos livros a fonte segura de inspiração e informação. “Os livros estão submentidos às a transformações nas formas de produção e circulação de cultura.” (Lemos 2007; 31).


da humanidade, trouxe um desenvolvimento

Hoje , quando a tecnologia eletrônica rompante,

intelectual,

desafia a manutenção da aquisição do livro

que aqueles que procuram aprimorar os seus

em papel, poderíamos

conhecimentos

começar a questionar

cultural

nos

e

econômico

mais

variados

e

ainda,

campos

o seu futuro. Porém, a sua força vem sendo

científicos, filosóficos, auto ajuda, literários,

registrada através das incessantes publicações

religiosos. etc., buscam nos livros a fonte segura

em diferentes tipos de papeis, cores, texturas e

de inspiração e informação; tenho como objetivo

tamanhos.

criar um livro sobre a História da Maquiagem

“O negócio do livro, em 2006 movimentou cerca de 69 bilhões de euros, superando o faturamento da industria de venda de aluguel de vídeos e Cds, jogos de computador, e produtos musicais pela internet” (Spyer 2007; 45).

Maquiagem e sua História Milenar

Hoje:

usando de técnicas adquiridas durante o curso de Desenho Industrial com Habilitação em Design Gráfico, na certeza que : “Os livros estão submetidos às a transformações

Exatamente pelo fato do livro ter uma História

nas formas de produção e circulação de cultura”

tão antiga quanto a Historia da Humanidade,

(Lemos 2007; 31).

montar um livro sobre a História da Maquiagem, que remonta do mesmo período histórico, vem

Abordando o Design Gráfico na produção

se tornando um desafio. Algo a se explorar.

de um livro:

Como estudante de design e, por acreditar que o

Para elaborar um livro, é necessário seguir

livro exerce um poder muito forte nas sociedades

alguns caminhos básicos de criação. Como

pela sua força geradora de conhecimentos,

estudante de design, o objetivo deste livro, não

fantasias , ficções e auto ajuda; que este

é apenas despertar o interessante literário ou

meio de comunicação, um dos mais antigos

gerir informação de alta qualidade, mas criar

55


Maquiagem e sua História Milenar

56

um produto que possa vir a ser uma referencia

abordagem analítica do design é uma forma de

e se transformar num produto comercial. O livro

dar força ao visual do conteúdo criando uma

e o designer II, de Andrew Haslam, tem servido

estrutura e mantendo uma hierarquização na

como fonte inspiradora

para a montagem

documentação. As emoções também ajudam

desde livro que discorre sobre os caminhos da

na abordagem do design que por meio de

maquiagem. O autor

indica algumas formas

cores ou símbolos, leva o leitor a captar uma

usadas para abordar o design na criação de um

mensagem que toca no emocional. O designer

livro, citando como de importância fundamental

pode ser uma espécie de poeta, interpretando

a documentação, a análise, o conceito e a

a documentação de uma maneira emocional.

expressão. Para o desenvolvimento de qualquer

O designer expressa suas emoções através

tipo de projeto gráfico torna-se necessário o foco

do uso de cores, imagens, símbolos buscando

em um tema principal e, a partir dai, a coleta de

levar o leitor a reflexão, a emoção. Muitos

informações nele envolvida. A documentação,

designers usam a intuição motivada pela emoção

composta por textos ou documentos visuais

para

como imagens, fotografias e ilustrações, se

Logicamente, é necessário um conhecimento

faz necessária para preservação de idéias e

e estudo para poder fazer tal abordagem. A

documentação futura. A análise é uma forma

abordagem conceitual do design tem como

de abordar o design na criação de um livro, pois

objetivo passar a mensagem com precisão. O

busca dar forma, estrutura à documentação, o

conceito pode ser criado através de estratégias

que pode obtido através da quebra de textos

de publicação, que são elaboradas com o uso

longos, criando então uma seqüência para

de imagens, infográficos, slogans, trocadilhos, e

os textos ou imagens a serem expostas. A

títulos explicativos. O pensamento conceitual é

interpretar

determinados

documentos.


Para

a

execução

compreensão da documentação. Estas quatro

História da Maquiagem o format quadrado,

formas de abordar o design fornecem o suporte

aproximadamente 20x20 cm foi o escolhido. Esta

básico, o alicerce para a criação de um livro

decisão esta relacionada com a

contextualizado da História da maquiagem.

manuseio e redução de custos que este oferece.

Essas tarefas não serão abordados de uma só

Os livros de História , atualmente disponíveis,

vez e, no decorrer da produção desse produto

costumam

poderão ser utilizadas conforme a necessidade

explicativos que causam um certo desconforto

de transmissão e registro do conteúdo.

ao leitor. Assim, a opção por um formato

ter

deste

textos

livro

sobre

a

Maquiagem e sua História Milenar

a base da comunicação, ajudando o leitor na

praticidade,

corridos,

longos,

e

quadrado, oferece vantagens não só pelo fato Formto

das informações poderem ser visualmente melhor

O formato também é de fundamental

distribuídas e equilibradas, mas também, por

design

esse formato favorecer o melhor aproveitamento

importância

para

o

de

um

livro.

Estabelecem a praticidade, estética, facilidade

do papel, praticidade na sua forma

de leitura, manuseio e custos. Um livro pode ter

quando do manuseio ou transporte.

e leveza

qualquer formato, determinado pela altura e pela largura, mas muitos fatores devem ser são levados em consideração ao definir o formato, “... o design do livro representa para o mundo da escrita o que a cenografia e a direção teatral significam para o mundo da fala no teatro. O autor fornece a peça e o designer faz a coreografia do espetáculo.”

Fotografias:

As fotografias usadas no livro serão na

sua maioria, históricas e re-leituras. As re-leituras das fotografias compõe uma atmosfera mais contemporânea às maquiagens de cada época. Usando alguns recursos de produção gráfica,

(Haslam 2007; 30).

57


Maquiagem e sua História Milenar

como

papéis

diferenciados,

texturizados,

inseridos em cada página. Desta forma, a

diferentes cores e recortes, serão feitas sobre

leitura será fácil de acompanhar, divertida, e

as fotografias dando ênfase as maquiagens. Em

menos cansativa que a maioria dos outros livros

alguns casos a aplicação da maquiagem será

de história sobre o assunto pois a informação

feita sobre um acetato, podendo assim, ser

vai ser dividida em textos de diversos tamanhos

colocada e retirada do modelo.

e espalhadas pelas páginas de forma a dar continuidade, e chamar a atenção do leitor.

Layout:

Andrew Haslam no seu livro O Livro e o Designer

Para a criação de um layout, é necessário

II, ensina como criar um esboço do projeto,

organizar o conteúdo do produto. O layout de

podendo assim definir a quantidade de folhas,

um livro define onde os elementos serão inseridos

capítulos, imagens e textos que serão inseridas

em cada página criando assim, uma composição

em cada página. Este esquema, vai servir como

da obra fazendo uso do espaço. No layout é

referência na montagem desse livro sobre a

definido o uso de cores, e a inserção de textos

História da Maquiagem.

e imagens. Tipografia: “Os dois pólos do layout são: o texto, que é organizado em torno de um seqüência de leitura; e as imagens, cujos arranjos são determinados pelas considerações relativas à composição, derivada da produção de imagens.” (Haslam 2007; 140).

O layout do livro sobre a História da Maquiagem busca harmonia equilibrando os elementos

Os tipos móveis revolucionaram a produção

de livros no século XV, mas o que era estabelecido como certo ou errado naquela época, hoje, tem outra conotação. A diversidade de fontes tipográficas fornece elementos conceituais dos mais variados para a criação de qualquer trabalho gráfico. Como

58


pode alterar ritmos de leitura, o objetivo é a criação de um livro de fácil leitura, harmônico, e moderno. Para isso será observado o tamanho do tipo,

Maquiagem e sua História Milenar

a tipografia, dependendo de como é empregada,

espaçamento entre letras, e o espaçamento entre linhas, buscando fornecer um conforto aos olhos na hora da leitura. A escolha da família tipográfica sem se rifas, já esta praticamente pré estabelecida , por ser mais contemporanea e possuidora de suavidade e leveza. Os alinhamentos também serão estudados no desenvolvimento da criação do livro, cada tipo de alinhamento usado vai de acordo com a forma em que os textos e imagens estão distribuídas nas páginas.

59


60 Maquiagem e sua Hist贸ria Milenar

Refer锚ncias:


Maquiagem e sua História Milenar • Papel * Diagramação • Intervenção Gráfica • Cor

61


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65


Maquiagem e sua História Milenar

CRÉDITOS Tirando como base o livro de Duda Molinos, onde ele usa links numéricos nas fotos que levam o leitor para a sessão de Consultoria e Créditos de Imagens, o livro de História da Maquiagem busca seguir este métdo de forma a evitar a insersão de muitos textos na página deixando-a mais limpa para dar mais leitura.

1: Cro-magon Imagem disponível em: http://www.authorsden.com/visit/viewArticle. asp?id=15438 Aceso em Maio 2009. 2: Retirada do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux pg. 241 3: Chefe Maori: Imagem disponível em: http://www.library.csi.cuny.edu/dept/history/ lavender/maoritattoo.html Acesso em: junho 2009

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4: Ilustração Rainha Cleópatra -Ideal de beleza da época. Imagem disponível em: http://www.giantbomb.com/cleopatra/945296/ Acesso em: maio 2009 5: Retirado do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux Pg. 41 6: Ilustração Mouche de Beauté Imagem disponível em: http://www.giantbomb.com/cleopatra/945296/ Acessado em: maio 2009 7: Retirado do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux Pg. 56 8: Pintura de Maria Antonieta Imagem disponível em: http://www.geocities.com/Athens/ Olympus/1262/maria_antonietta/home_ en.html Acessado em: junho 2009


10: Retirado do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux Pg. 67 11: Elizabeth Arden Retirado do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux Pg. 92 12: Ilustração anos !920 – 1920’s Makeup Guide Imagem disponível em: http://www.return2style.de/homepage.htm Acessado em: Abril 2009 13: Retirado do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux Pg. 106 14: Jean Harlow Retirado do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux Pg. 122 15: Ilustração anos !930 – 1930’s Makeup Guide Imagem disponível em: http://www.return2style.de/homepage.htm Acessado em: Abril 2009

16: Ilustração anos !940 – 1940’s Makeup Guide Imagem disponível em: http://www.return2style.de/homepage.htm Acessado em: Abril 2009

Maquiagem e sua História Milenar

9: Retirado do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux Pg. 61

17: Marilyn Monroe Imagem disponível em: http://www.marilynmonroe.com/about./ photos/bw_photos.htm. Acessado em: Junho 2009 18: Twiggy Retirado do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux Pg. 165 19: David Bowie 20: Kiss Imagem disponível em: http://www.scribd.com/doc/7533860/ ReMineKiss-Band Acessado em: Junho 2009 21: Retirado do livro: Beleza do Século De Dorothy Schefer Faux Pg. 169

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22: Kiss Imagem disponível em: http://img186.imageshack.us/img186/2340/ madonna0761zjjf1ve0.jpg. Acessado em: Junho 2009 23: Gisele Bundchen Imagem disponível em: http://www.giselepics.com/photos. php?page=4. Acessado em: Junho 2009 24: Retirada da revista: RG Vogue Edição: Março 2009 Pg. 114

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