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CAPÍTULO 11

O impacto do beijo de Rohan deixou Isabel frouxa e ofegante se não estivesse tão fatigada, disse-se a si mesmo, teria lutado contra ele, mas ela utilizava isso como desculpa para sucumbir à persuasão carnal. De fato, em lugar de sentir-se esgotada, sentiu que um novo fluxo de energia a enchia. Rohan a apertou no braço como uma barra de aço ao redor da cintura, atraindo-a com mais força contra ele enquanto que com os lábios saqueava e tomava o que a mente dela queria reter tão desesperadamente. Deslizou lenta e sensualmente a língua pelos lábios, mergulhando na boca, tocando brandamente a dela. A intimidade do contato sacudiu sua determinação. A grande mão avançava lentamente pela perna subindo pela coxa, os dedos lentamente rodeando a pele, deixando-a quente em seu rastro. Uma tensão pouco familiar no ventre a assustou, mas mais que isso, excitou-a. Sentia-se líquida, flexível, como cera de abelha quente em suas mãos. O espaço entre as coxas se fez mais quente, e sentiu a umidade ali. Rohan deslizou a mão um pouco mais acima da perna, e quando pressionou a palma contra o sensível montículo, quase saiu disparada da cela. Quando rebolou contra ele, pressionou a ponta do dedo na molhada abertura. Ela gemia agarrando-se aos ombros para evitar cair sobre o duro chão. —Jesus! —amaldiçoou Rohan apartando-a bruscamente dele. Isabel abriu a boca para exigir saber o que tinha feito errado, mas o calor se estendeu pelas bochechas. Santa Mãe, havia se convertido em uma disposta parceira em seu jogo carnal! Rohan a trocou de posição para que olhasse para frente e longe dele. Recolheu as rédeas e aproximou do cavalo de guerra da frente. Sem dizer uma palavra, tomou a tocha da mão do Stefan, fincou as esporas nos flancos do cavalo, e se precipitou para Rossmoor. Isabel se mantinha rígida e confusa na cela. Os lábios palpitavam pelo assalto, sentia os seios pesados pelo toque, e embaixo? Isabel fechou os olhos. Doía-lhe. E apesar da ignorância, soube que só Rohan poderia sufocar a sensação. Isabel abriu os olhos na escuridão da noite. Apertou mais o manto sobre os ombros. A confusão reinava em sua cabeça. O que tinha acontecido realmente? Por que tinha se zangado Rohan com ela? Era ela quem devia sentir-se furiosa! Como se atrevia a tocá-la dessa maneira, conseguindo a resposta que tinha provocado, para depois apartá-la como se tivesse varíola? Tinha respondido mal? O sangue nórdico correu quente nas veias, temperando sua judiciosa e bem educada formação. Era uma mulher apaixonada por natureza. Ao que parecia era também neste aspecto. A frustração se acumulou. Se tanto lhe desgostou sua resposta, então possivelmente não deveria tocá-la assim! Isabel sorriu no ar frio da noite. Que colha mais do que semeou! Para virar a mesa, Isabel se recostou em Rohan. O objetivo era frustrá-lo mais, mas o efeito residual foi que o corpo irradiava calor. No momento que se inclinou contra ele, pôs o corpo rígido. Sua fúria irradiou para ela como um enxame de abelhas furiosas. Nunca entenderia a forma de ser de um homem.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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