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Isabel se levantou e se voltou para Ralph e Mildred, que a olhavam com expressões surpreendidas. Isabel se encolheu de ombros. —Estamos nisto juntos. Espero que, se alguma vez necessitar de uma palavra amável, alguém responda e apazigue meus temores. —Isabel esfregou as mãos para cima e para baixo pelos braços— Ralph, têm notícias do Padre Michael? Há muitas tumbas para ser bentas. Não é justo que pessoas inocentes devam jazer sem a absolvição. —O bom frade não lhe vejo desde a primeira incursão no Alethorpe. —Acha que foi assassinado? —Não sei, milady. Isabel pensou no assunto. Se o padre Michael certamente estivesse morto, então, teria que viajar a abadia de Dunleavy e pedir que um dos frades viesse benzer as tumbas. Era uma viagem de dois dias para lá. Mas ela não podia ir sem escolta. Rohan a daria? Acaso lhe importava que sua valente gente jazesse sem a absolvição da confissão? Não, não ia acreditar uma coisa tão vil, nem sequer de um normando. Teria ao padre, embora tivesse que sair às escondidas sob o manto da noite e encontrar um ela mesma.

Rohan galopou com o passar do caminho bem forjado para Rossmoor sentindo-se vitorioso. Tinham ganhado finalmente. E com a ausência dos assaltantes, poderia encorajar aos que tinham fugido para os bosques a retornar sob seu amparo. Poderia ser outro bom dia para celebrar. Ele sorriu por debaixo do casco. E uma boa noite para saborear mais a fundo a doçura de Lady Isabel. Esquentou-lhe o sangue. Aye, admitiu que seria difícil não afundar-se profundamente entre as coxas, mas possuía um autocontrole supremo. Havia outras formas de encontrar a liberação. E contava instruir a pouco disposta donzela em cada uma delas. Quando a espessa névoa se abriu e Rossmoor apareceu à vista, o peito de Rohan se encheu de orgulho. A extensa fortificação de pedra era uma peça muito fina de arquitetura. Os luxos que abundavam dentro eram melhores do que alguma vez tivesse experiente. As terras circundantes estavam repletas de recursos naturais. Aye, Alethorpe era uma jóia na coroa da Inglaterra. A excitação pulsou através dele. Se fosse afortunado, isso e tudo o que lhe rodeava, algum dia seria dele. Quande Rohan se deteve de repente no pátio, o estado de ânimo instantaneamente se azedou e o instinto guerreiro deu uma labareda. Algo estava errado. Warner passeava para cima e para baixo fazendo uma profunda cunha na pedra. Rohan desmontou. Hugh agarrou as rédeas do Mordred e partiu com o enorme negro. Os olhos de Rohan examinaram a zona em busca de Isabel. A ira aumentou quando ficou evidente que ela não estava presente. —Por que não está protegendo à dama? —exigiu Rohan, retirando o elmo da cabeça. Enquanto empurrava para trás o capuz, soube no momento que Warner o olhou com espantados olhos que a senhora se foi. Um remoinho de emoções que não podia nomear se precipitou no interior de Rohan. O medo que Warner demonstrava dele significava o pior. Tinha caído em mãos de um invasor? O sangue de Rohan gelou no corpo. Tinha Henri retornado? —Onde está? —exigiu, dando um passo para mais perto de seu homem.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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