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Warner franziu o cenho, a incerteza lhe nublava a face. Isabel lhe tocou o braço. —Senhor, a gente requer alimento para sobreviver. Warner continuou lhe franzindo o cenho. Estava claro que não confiava nela. —Poderiam vocês e seus companheiros cavaleiros cuidar dos campos e das ovelhas quando não ficarem aldeãos para atendê-los? Ela soube que no momento tinha ganhado. Ele se endireitou e os olhos se aclararam. —Porei um homem nisso. Isabel pressionou a mão mais firmemente no braço. —Não é necessário. Seus normandos assustam a minha gente. Permita que Ralph vá sozinho para que possam comer em paz. —quando ele não disse uma palavra mais, sorriu e lhe apertou o braço, depois retrocedeu— Meus agradecimentos, Sir Warner. Isabel se apressou a informar a Ralph do que falava. —Vá a várias famílias, e quando for o momento correto, esconda-se atrás de uma das cabanas, e se reúna comigo com o carro. Os olhos de Ralph dançaram com humor, mas Isabel lhe dirigiu um severo olhar. Não precisava alertar ao normando de que estava sendo enganado como um tolo. Enquanto Ralph se dirigia para a cozinha, Isabel se deslocou para a grande chaminé e ao sarraceno. Warner a seguia muito de perto. Isabel ficou olhando o gigante dormido. A ferida estava aberta, mas não supurava tanto. Inclinou-se para sua tarefa. Várias vezes, enquanto limpava, emplastava e depois enfaixava a perna, o africano se moveu. Quando envolveu fortemente o último dos tecidos, os olhos escuros dele se abriram, e lhe franziu o cenho. —Não se levante Manhku, ou perderá a perna. Ele grunhiu brandamente, mais como um cachorrinho que como um cão grande, mas fechou os olhos, e logo seus roncos encheram o salão. Isabel levantou o olhar para Warner, que lhe oferecia a mão. Ela pôs a mão sobre a dele, e se levantou. —Obrigado, Sir Warner. Agora, se me desculpar, eu gostaria de trocar de roupas e me refrescar. Tenho muito que necessita minha atenção este dia. —Me foi confiado garantir sua segurança hoje, donzela. Não me faça ficar como um tolo aos olhos de Rohan. Uma rápida pontada de culpa revoou através do peito de Isabel. Mas seu caminho era claro. Sua gente estava em primeiro lugar, e não havia Sir Warner dito uns momentos antes que não havia regras de etiqueta na guerra? —Dúvido, Sir Warner, que alguma vez possa parecer um tolo para Rohan. Isabel agarrou o cesto de ervas e correu pela grande escada até a câmara da senhora, onde rapidamente pôs roupas mais resistentes. Momentos depois, com a cesta cheia e carregada de ervas, bálsamos e tecidos, Isabel se deslizou para fora da sala. Jogando um cauteloso olhar sobre o ombro, conteve a respiração. Warner estava em pé, ao final do corredor que levava a escada. Em um movimento lento para trás, Isabel

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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