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—Não desejo nada de você exceto ver o seu traseiro enquanto voltam para seu lar em seu país. Rohan não se intimidou. Tinha passado muito tempo desde sua última mulher. E no fundo mesmo da mente, o desafio de Henri estimulava sua natureza possessiva. Sentou-se escarranchado sobre a tina apoiando-se com os largos braços, provocando que a tímida donzela se retorcesse, o movimento salpicou água por todos os lados, nas coxas dele e ao chão. —Até que eu queira, és minha. Agora, deixe cair para trás e baixe as mãos. Quero uma amostra do que desfrutarei esta véspera. Isabel abriu os olhos amplamente. Girou o corpo tão longe dele como podia nos limites da Cuba. —Não farei tal… Rohan deslizou as mãos na água e as envolveu ao redor da cintura, levando ela para ele enquanto se levantava. Ela gritava e se retorcia nos braços, com a pele escorregadia pelo sabão. Sustentou-a mais fortemente. Os seios se bamboleavam contra o peito e os quadris giravam enquanto tentava apartar-se dele acendendo um fogo abrasador. Elevou-a, sem ser capaz já de frear a fome por ela. Girando-a nos braços, Rohan levantou Isabel e apertou a boca sobre um impertinente mamilo. Isabel gritou e ficou rígida entre os braços. Ele aumentou a pressão, atraindo-a mais perto. Uma quente quebra de onda de desejo lhe atravessou as extremidades, estrelando-se contra o ventre. O pau ficou duro até lhe doer. Como o corpo dela se arqueava contra ele e lhe empurrava os ombros com as mãos, os lábios de Rohan amamentaram como um homem esfomeado. O desejo se enfrentava com a ira, não só por Henri por meter-se aqui, mas por Isabel ser o objeto de seus desejos. Afundava os dedos na pele quente. Era tão suave e delicada que rivalizava com a seda das mais finas roupagens. Passava os lábios de um inchado mamilo a outro, lhes concedendo a mesma atenção. Esfregou a cara entre os generosos peitos, com os dentes mordendo os montículos enquanto com as mãos a moldava o traseiro, cravando os dedos na suculenta carne, pressionando-a fortemente contra a ereção, desejando o socorro que não estava disposta a lhe dar, mas que estava disposto a tomar. O corpo dela se esquentava contra o seu, podia senti-lo. Deslizou a mão direita pelo plano ventre para o suave montículo de baixo. Isabel expulsou um áspero fôlego e se afrouxou em seu feroz abraço. Ele sorriu. Rendição. Levantou a cabeça, para lhe dizer que não podia lhe prometer doçura. Mas as palavras se entupiram na garganta. Deu-lhe um murro no queixo, o golpe foi contundente para ele pelo inesperado e pela força do mesmo, apesar de ser uma mulher. Afrouxou os braços ligeiramente, e isso foi tudo o que ela necessitou para afastar o corpo escorregadio dele. Como um coelho, saltou da banheira e correu para a porta. —Meus homens desfrutarão da vista, donzela.

Isabel deu a volta ante a porta, mais que consciente da falta de roupas. O calor do corpo a preservava da frieza do quarto. Tentou cobrir-se, as mãos e os braços ineficazes para se proteger do ardente olhar do alto guerreiro. Este a percorreu da cabeça aos pés, depois de novo para cima, retardando nos quadris e nos peitos que ainda ardiam pela marca de seus lábios.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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