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CAPÍTULO 7

Rohan sorriu abertamente ante suas palavras. Ambos sabiam que não amparavam nenhuma verdade. Quando o sorriso morreu, o calor lhe estalou nas vísceras ante a visão. Ficou imóvel como se que qualquer movimento a fizesse desaparecer. Era encantadora. Não era um homem de muitas palavras, mas mesmo que fosse, a imagem que tinha diante dele teria o deixado mudo. A rosada pele se ruborizava sob o olhar. Uns generosos seios amadurecidos que morreria para tocar, trementes apenas debaixo da superfície da água, fora da vista. O sangue lhe corria com veemência. Tinha visto o suficiente para saber o que jazia oculto sob a barreira transparente. O dinamismo que lhe embargava cada vez que punha os olhos sobre a donzela saxã lhe desconcertava tanto como lhe excitava. A sensação era aquela mesma quando entrava em combate. Cada sentido, cada instinto, cada polegada do corpo e pensamentos estavam abertos e conscientes, a antecipação afiando um apetite voraz. Depois. O choque. E finalmente. A emoção da vitória. Quande Rohan se via disposto e preparado para saquear o disposto corpo da donzela, a risada cáustica de Henri se infiltrou na cena. «William me dará isso, irmão. Afaste-se para que possa reclamar o que é meu». Durante um momento, a fúria nublou a vista de Rohan. A profundidade do ódio por seu irmão menor lhe apunhalava como o brilho de uma espada inundando-se nas vísceras. Piscou, disposto a fazer retroceder a venenosa emoção. Concentrou-se de novo no quadro frente a si. Aye, ela era mais agradável à vista que qualquer visão de seu irmão ciumento. Seus homens e ele eram os cavaleiros de maior confiança de William. Nem sequer Henri podia dizer outra coisa. Suas lealdades eram indisputáveis. Como era William a seus súditos leais. Apartou as palavras de Henri da cabeça. Teria este senhorio, e tudo o que vinha com ele. Incluindo Lady Isabel. Rohan deixou cair os braços e caminhou lentamente para ela, um caçador com a presa claramente à vista. —Se detenha. —sussurrou ela. —Não sou Manhku. —Rohan se aproximou, o aroma dela flutuando no ar, lhe tentando mais. Como ela se afundou mais na tina, caminhou a seu redor, querendo admirá-la de todos os ângulos além de desequilibrá-la. Não lhe faria nenhum bem que ela tivesse seus movimentos claramente à vista. Sorriu, esquentando o jogo. Ela era como qualquer das coisas que desejava e resistiam. Uma provocação para vencer e depois utilizá-lo até que algum outro desafio lhe chamasse a atenção. Cruzando os braços sobre o peito, Isabel girou na pequena banheira, mantendo um cauteloso olho sobre ele. Este sorriu mais amplamente enquanto se agachava junto a ela. O pulso vibrava furiosamente na veia vital do pescoço. Ele alargou a mão e lhe passou um dedo ao longo da suave umidade da clavícula. O corpo estremeceu, a sensação viajando desde seu corpo ao dele. O pau se inchou de antecipação. O sorriso quase lhe partiu a cara. —Admita, donzela, têm curiosidade. Deseja-me para apagar o calor que sente por mim. Ela lhe golpeou a mão apartando-a, o gesto mostrou os seios durante um breve instante. Rapidamente, voltou-se a cobrir. Os olhos despediam fogo. Ele daria o braço esquerdo para que eles brilhassem assim... de desejo por ele.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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