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—Senhor, rogo-lhe isso, não desonre minha pessoa. É tudo o que tenho para dar livremente. Rohan franzindo o cenho, mas continuou indo até ela. Agarrando a mão, levou aos lábios embora não os pressionasse sobre a pele. Ela se esquentou pelo contato apesar de temê-lo. As sensações que ele despertou a enervaram tanto que quis gritar e correr para entrar no bosque tanto quanto pudesse. —Não é uma desonra quando se dá por um juramento. Sua dignidade agüentaria se rompesse o compromisso? Sacudiu a cabeça, zangada de que ele tivesse retorcido o assunto. Era uma mulher de palavra, e se fizesse um juramente, faria tudo o possível para mantê-lo. Isso não queria dizer que tivesse que aceitá-lo. —Vejo que estamos de acordo, ao menos neste caso. Pressionou os lábios sobre as pontas dos dedos. A calidez, e sim, a ternura a surpreenderam. Entretanto, o ardente olhar desses olhos a despojou de dignidade. Isabel se esticou. —Quero conservar minha inocência, senhor. —o tom não deixava lugar para brincadeiras. Foi uma declaração, assim como uma petição sincera. Rohan sorriu, e ela soube que tinha perdido. E nos próximos minutos, ia perder mais. —Minha Lady Isabel, você brinca se acha que eu penso em você inocentemente. —Grosso! —disse entre dentes, e puxou a mão para tirá-la do agarre. Não conseguiu. Ele Apertou a mão ao redor da dela e a atraiu para ele, voltou a pousar os lábios na pele. Deslizou a língua através da palma da mão, e ela quase desmaiou. Quando ele afundou os dentes na parte carnuda da mão, gritou. Mas não de dor. O olhar ardeu derretido, e as narinas flamejaram com o aumento da respiração. —O que diz a respeito da forma que antes você pressionou esse lascivo corpo contra o meu? Isabel abriu a boca para replicar, mas não encontrou nada para dizer. Como ia argumentar contra a verdade? Ela retirou a palma e de repente ele a soltou. —Como suspeitava. Deseja-me. Humilhada no coração, Isabel fez o que qualquer donzela inocente faria a um grosseirão arrogante. Esbofeteou-lhe. Em um instante, aprisionou-a contra ele cravando o pau em seu ventre enquanto a apertava contra a dureza do peito. Ele gemeu diante do contato despertado contra ela, pressionando-a mais duramente os quadris. —Recorde-se de como se sente, Isabel. Um dia logo me suplicará por isso. Levantou a mão livre para lhe esbofetear outra vez pela crueldade, mas a agarrou e a afastou dele. Ele assinalou Manhku. —Agradeça a ele o indulto desta noite. Tal como está, canso-me de seu espinhoso temperamento, e a noite se arrasta. Necessito do meu sono para atender um conflito saxão pela manhã. Enquanto se afastava dela, Isabel lhe repreendeu: —De fato, senhor, veremos no final quem ganha!

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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