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—Uma empregada para esquentar minha cama esta noite? Ele derramou a metade da taça de vinho no profundo vale entre os seios e bebeu profundamente dela. A mesa estalou em aplausos enquanto Wulfson lambia com gosto cada gota de vinho que cobria os exuberantes peitos. Isabel girou a cabeça, não querendo ver o que sem dúvida ia acontecer seguidamente. Justamente rogava que Sir Rohan tivesse mais cortesia para ela e que fizesse os estragos à porta fechada. Parecia que com o arrebatamento de Lyn mais jovens apareceram encontrando nos cavaleiros o seu agrado. Rohan pediu outro barril de vinho, a música estalou, e as campainhas das bailarinas repicaram com a melodia de alaúde e os gaiteiros. O salão tomou vida enquanto os cavalheiros desfrutavam da hospitalidade de Rossmoor. Quando Sarah, a filha de Edwin, o guarda-florestal falecido, adiantou-se dançando de forma tentadora ante Rohan, Isabel perdeu toda quimera pela comida. Rohan se separou de Isabel e se acomodou na cadeira. Não podia lhe ver a cara, mas pelo encantador sorriso nos lábios de Sarah e a forma em que lhe pressionava o peito contra sua cara, soube que o cavalheiro desfrutava da função. Quando Sarah pressionou as mãos nos joelhos de Rohan os obrigando a abrir-se para mover-se entre eles e seguir dançando como Salomé, Isabel sentiu como se ficasse doente. Sarah Como podia ser tão descarada? Isabel olhou a seu redor às outras moças do povo. Algumas delas tinham enviuvado recentemente. Estavam tão desesperadas para sobreviver que se prostituíam a estes invasores? Isabel tragou saliva. Acaso não havia feito o mesmo? Tinha dado o exemplo a estas moças? Sacrificando seu corpo pela vida de Russell? Sentiam que deviam sacrificar-se para sobreviver? Uma onda de auto-repulsa se instalou contra ela. O estômago se rebelou como se a rançosa carne se ulcerasse ali. Pressionando a mão no ventre, Isabel se voltou para Rorick, que era o único homem na mesa que não estava perdidamente embevecido em uma das moças do povo. Pôs a mão sobre o antebraço. —Cavalheiro, não me sinto bem, Voc… — antes que pudesse pronunciar outra palavra, ajudou-a a levantar-se. —Não diga mais, milady. O ar fresco lhe purificará. Ele a conduziu ao portal dianteiro agora reparado e abriu o suficiente para permiti-la passar através dele. Lhe viu voltar-se para olhar para o salão, sem dúvida, a Rohan. O rosto de Rorick se endureceu. Isabel se voltou e conteve a respiração. Rohan, alto, escuro e zangado havia se erguido da cadeira, a pobre Sarah girava desesperadamente tratando de recuperar a atenção perdida. —Não quero provocar a ira de Rohan sobre você. — garantiu Isabel. Rorick jogou para trás a cabeça e pôs-se a rir em gargalhadas. —A ira de Rohan? Nay, não lhe temo. Ele a fez sair e fechou firmemente a porta atrás deles. Isabel aspirou profundamente, o ar frio machucou o peito por dentro, entretanto, era limpo. —Obrigada. — disse em voz baixa. Reparou que as tochas estavam acesas e ardiam brilhantemente ao longo das paredes de pedra do castelo. Havia várias tochas estacadas iluminando o caminho através do pátio para o muro exterior do castelo e mais à frente para o povo. Vários sentinelas à sombra patrulhavam o lugar.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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