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Quando havia se virado para ela, tinha captado o calor em seus olhos. E sabia que encontraria uma maneira de colocá-la em sua cama. Podia tratar de manter a boca fechada, mas a curiosidade levou a intenção de Isabel. Posou um dedo ensaboado na garganta e percorreu a fenda da cicatriz. —Como chegou a ter isto? O corpo de Rohan se esticou ante a pergunta. Os olhos permaneceram fechados, e não respondeu. Sentindo-se mais incômoda, Isabel optou por não pressionar. Esfregou o sabão pela cabeça, lhe cravando os dedos no grosso cabelo. Despejou água limpa da jarra sobre o banco e lhe enxaguou. Continuando, ensaboou o tecido e o esfregou pelo peito, amassando o fino cabelo dali. Quando se moveu para lhe ensaboar o braço, ele lhe agarrou a mão. Ela emitiu um agudo grito e se retirou. Rohan abriu os olhos. Cravou o olhar no dela. —Não tão rápido, mocinha. Quero desfrutar deste momento. Passou muito tempo desde que alguém tão bela como você enxaguou o fedor da batalha de meu corpo. Isabel baixou os olhos. O intenso olhar a desconcertava. —Tenho assuntos que requerem minha atenção. — disse brandamente. Levantou o queixo com dois dedos, forçando-a que lhe olhasse. —O único assunto que precisa tratar sou eu. Em caso de que se apresse, repetirei meu banho até que esteja satisfeito. Isabel voltou a morder uma resposta irada, mas não fez nenhum movimento para continuar a tarefa. Os dedos dele se fecharam ao redor do pulso, e a atraiu para si. Resistiu, mas ele puxou mais fortemente até que a tinha inclinada sobre a banheira quase até o colo. Os peitos se inundaram na água morna. Resistiu, sabendo que a umidade podia mostrar todos os detalhes das curvas dos seios. Atraiu-a mais perto de modo que agora, para manter o equilíbrio, tinha que pôr a mão esquerda na borda da tina. Os lábios flutuavam a escassos centímetros dos dela. O quente fôlego a acariciou na bochecha. —Sou seu dono, donzela. —Nay. — murmurou, os fôlegos se mesclaram. Passou um dedo molhado pelos bicos dos peitos. O corpo dela estremeceu ante o contato. E o calor aumentou nas bochechas. —Aye, eu sou, e faria bem em aprender isso. —Apoiou a mão aberta no peito esquerdo e apertou brandamente. Ela fechou os olhos enquanto a vergonha a alagava. Mas pior ainda, no mais profundo do corpo, uma faísca de prazer se acendeu entre as coxas. A sensação era estranha, entretanto a intrigava mais do que nunca admitiria. A confusão reinava na cabeça. Arlys a tinha tocado assim, e ela não havia sentido nada exceto irritação. Seus beijos a tinham deixado fria. Entretanto era gentil. Não como este bárbaro. —Não só é um assassino, mas também não é um homem de palavra. Rohan não reagiu da forma prevista.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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