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enquanto os outros homens os rodeavam. Mas a penetrante voz cresceu como a espuma— O que lhe derrubou? Uma voz profunda respondeu. —Foi um machado saxão, Rohan. Uma covarde emboscada justo no início do caminho. É o que nos reteve. —Aye. —disse outra voz profunda—A lâmina ainda está incrustada. A confusão nublou o pensamento da Isabel. Um machado saxão? Como podia ser? Os aldeãos não tinham a audácia de atacar aos cavalheiros montados. De fato, muitos tinham fugido aos bosques ao primeiro sinal de problemas, quando uma banda de assaltantes golpeou fazia quinze dias. Não levavam estandartes ou brasões, pareciam ser simplesmente um bando de covardes bandidos com inclinação à destruição. Rohan se ajoelhou ao lado do imóvel corpo de seu amigo. Passou a mão pela grossa cabeça de aço do machado, incrustado profundamente na coxa do homem. Manhku gemeu. O sangue emanava com um fluxo constante da ferida para o chão de pedra do pátio. —Necessita uma mão mais perita do que eu possuo —disse Rohan, voltando-se para sua mão direita, Thorin. O Vikingo passou para o lado de Rohan. —Aye, vou avisar ao curador, Rohan. —Duvido que qualquer saxão se empreste para a tarefa. — respondeu a voz grave de Rohan. Seus homens abriram caminho quande Rohan se moveu entre eles. Procurava à atrevida e audaz Lady Isabel. Não teve que ir muito longe. Ela estava em pé na soleira do torreão. O sangue de Rohan se esquentou ante a visão. A brisa matutina pressionava o tecido da roupa contra as curvas, enfatizando cada voluptuosa linha. A cabeça ao descoberto brilhava dourada sob o sol da manhã. Os grandes olhos cor violeta como safiras do Longínquo Oriente lhe olhavam fixamente sem o menor indício de medo. De fato, a moça lhe olhava como se fora enfrentar-lo com uma espada. Oxalá William tivesse mais homens com seu espírito, teria tomado Senlac com a metade das perdas que teve. —Donzela, meu homem está gravemente ferido. Eu gostaria que chamassem o curador. —Maylyn morreu faz dois dias pela espada de um covarde assaltante. —Quem mais há perito em curar? — viu como a cara a nublava para logo passar à compreensão. Para uma garota tão cheia de palavras, parecia as haver perdido todas— Fale. Meu homem está morrendo sangrando! A contra gosto respondeu: —Possuo habilidades de cura, mas não posso jurar que possa salvá-lo. Rohan a agarrou pelo braço e a arrastou detrás de si para o homem abatido. Bruscamente, empurrou-a pondo a de joelhos. Lançou-lhe um furioso olhar, para logo voltar para a tarefa encomendada. Aproximou-se do Manhku e pôs a mão suave sobre a pele aberta, ao redor da cabeça incrustada do machado. A força do golpe tinha atravessado limpamente o pedaço de malha. Voltou-se com olhos de preocupação ao Rohan. —A ferida é profunda, e perdeu muito sangue. Não sei se possuo a habilidade para salvar sua vida.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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