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Rodger começou a negar com a cabeça, mas Rohan insistiu. —É urgente que fale com ela, Rodger. Não me negue isto. —Aye, vá, Rohan, mas não pressione. Não quero que digam que favoreci a du Luc sobre a casa do Monfort. Rohan se apressou mais à frente do homem do Rei para a câmara. Gelou o sangue quando a encontrou vazia. Em um impulso, correu ao solar da senhora, onde se encontrou Isabel caminhando para cima e para baixo pela estadia e Enid queixando como uma mosca ao redor de um cavalo. —Nos deixe. —disse Rohan. Com os olhos muito abertos, Enid deteve os movimentos, mas não fez nada para sair da câmara. —Agora! —trovejou Rohan. Ela chiou e saiu correndo da estadia. Quando a porta se fechou, Rohan passou os ferros nos suportes. Começou a confrontar à sanguinária Isabel. Lhe lançou ao peito, os punhos lhe golpeando com tudo o que ela tinha. Rohan permitiu o ataque. Gritou-lhe e lhe lançou impropérios, utilizando palavras não aptas para uma dama, mas ele agüentou sua fúria. À medida que a força se desvanecia e os punhos não golpeavam com tanta força soube que estava cansada, precipitou-se a içá-la em seus braços e caminhou com ela até a cama. Deitou-a e se sentou na beira junto a ela. Os soluços lhe partiram o coração pela metade, e saber que era diretamente responsável pela o dor lhe atormentou. Alisou-a o cabelo apartando-o o da cara. —Isabel, me permita lhes explicar esse dia. Negou com a cabeça e fechou os olhos. —Nay. —ofegou, apenas capaz de dizer uma palavra— Deixe-me em paz. Separou-se dele, e Rohan sentiu que o mundo lhe escapava das mãos. Tomando um comprido suspiro começou com o relato. —Tínhamos lutado por nossas vidas esse dia no Senlac Hill, Isabel. Tanto saxões como normandos. Desde a manhã cedo até a tarde, a maré da batalha trocou daqui para lá. William repelia aos saxões só para ter ao Harold reagrupando-os e movendo-se de retorno para o pé da colina. O sangue de ambos os lados corria como um rio carmesim. O fedor disso nos obstruía o nariz e o peito. Fez-se difícil respirar. Não pensei que o fizessem, mas os saxões, impressionaram-me. Harold era um bom homem, embora um que não cumpriu seu juramento. Tivesse sido um bom Rei, mas prometeu o trono ao William, foi, como sabem, pelo que estávamos ali. Para reclamá-lo. Estendeu um dedo e a tocou no ombro, com vontades de fazer contato. —Uma vez que ganhou o dia, William enviou palavra que não deixaria aos homens profanar aos mortos abatidos. Mostrou-se inflexível. Enviou a muitos de nós adiante para ver que os corpos não fossem manchados. —Isabel se virou, o violeta dos olhos era apenas perceptível sob os vermelhos e inchadas pálpebras. Rohan sorriu e a apartou o cabelo das bochechas— Quando me abri passo entre os abatidos, uma voz que falava minha língua me chamou, chamou-me normando. Soube que era um inglês que falava minha língua. Movi-me nessa direção, Isabel. Não podia ignorar o desespero em sua voz. O lábio inferior lhe tremia, e Rohan o tocou com o dedo.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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