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—Oxalá tivessem tido mais inteligência, senhora. —Deixou-a cair, e ela se encolheu no duro chão de pedra. Ele fez um gesto a seus homens— Tragam o aríete, e tirem a força. Quando dois homens saíram através do portal aberto e retornaram com uma enorme viga, o cavalheiro negro, disse-lhes: —Matem aos que resistirem. Isabel se apressou a ficar em pé e se precipitou diante dos homens à medida que avançavam para a escada. Estendeu os braços como se pudesse detê-los. —Nay! Eles não merecem sua ira! Os cavalheiros passaram junto a ela e subiram pela escada, rebocando a grande peça de madeira. As portas das câmaras se separariam sob a força combinada dos homens e o aríete tão facilmente como gravetos na mão. Logo, o estridente martelar de golpes enérgicos nas portas ecoou através da sala. Os gritos de terror de sua gente os seguiram. Isabel voltou para o cavalheiro que estava tranqüilamente observando como seus homens aterrorizavam aos aldeãos. Logo caiu no salão uma caótica ordem. Os cavalheiros assistidos por vários soldados a pé arrastavam aos aldeãos que resistiam, as mulheres gritavam, os homens, curiosamente, ficaram calados. O som do aríete derrubando a golpes mais portas trancadas ecoou em todo o comprido salão. Isabel se manteve silenciosa e observava preparada para oferecer apoio a qualquer dos aldeãos, que olhavam como se a espada normanda pudesse encontrar um ninho em suas barrigas. Percorreu com o olhar os rostos aterrorizados. Esperava que com a postura acalmada que oferecia ante os invasores, obtivessem um pouco de consolo. Não faria bem a nenhum deles que ela gritasse aos céus contra estes cavalheiros normandos. Devia ser a calma nessa tormenta e ver onde se assentaria. Os olhos da Isabel rastrearam o salão antes de subir pelas escadas. Uma cara faltava entre os aldeãos e criados do castelo. O ruivo Russell. —Quem se atrasa, donzela? —perguntou o Espada Negra por de trás. Isabel deu a volta para olhá-lo. Estava em pé o suficientemente perto dela que tudo o que tinha que fazer era estender a mão para lhe tocar o peito. —Ninguém. — sussurrou. —Se mentir para mim... Ele deu um passo para trás e se dirigiu às pessoas reunidas, fazendo um sinal a seus homens para que os agrupassem mais. Quando a aterrorizada gente estava apertadamente junta e submetida, La Lame Noir se voltou para a Isabel. O mesmo sorriso torcido que tinha lhe concedido a um momento retornou. —Agora, rapariga, se inclinará perante mim em frente a sua gente a fim de que me aceitem como seu senhor. Isabel ficou sem fôlego pela petição. —Nunca me inclinarei ante um bastardo! Os homens do cavalheiro negro boquiabertos ficaram pasmados. Como falou em francês ao cavalheiro, seu povo não teve conhecimento do que disse. Estava agradecida, já que não sabia o que exigiria dela. O cavalheiro negro jogou para trás a cabeça e soltou uma gargalhada. Com a mão a sujeitava fortemente do ombro, os dedos incrustados profundamente na pele. Em perfeito inglês, ele disse:

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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