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onda liquida, ela se escorreu em sua boca. Agarrando-lhe pelo cabelo, tremeu contra ele e pensou realmente que tinha morrido e ido ao céu. Gritando quando cada espasmo percorria o úmido corpo. Quando ele a tomou toda na boca e lhe sugou os lábios inferiores e a protuberância, ela perdeu todo controle. As coxas caíram totalmente abertas, e as mãos se deslizaram do cabelo dele. Jazia quente, úmida e ofegante, embalada entre as peles e incapaz de tomar um fôlego decente. O peito agitava enquanto se esforçava para respirar. Rohan se arrastou para o ventre, o comprido cabelo acariciando-a brandamente a sensível pele, aumentando a experiência. Quando a beijou, saboreou-se a si mesmo e quase morreu de vergonha, mas ele não deu oportunidade de pensar nisso. Sua haste creceu e pressionava contra os cachos úmidos. Isabel sacudiu a cabeça contra o travesseiro, fechando fortemente os olhos. Se lhe olhasse, não seria capaz de resistir a suplica. Ele pressionou a cabeça do pau contra a coxa. —Me deixe entrar, Isabel. Ela gemeu e negou com a cabeça. Apesar de que os quadris se moviam contra ele e os peitos se estremeciam desejando o contato uma vez mais, não podia. Apertou-a, o quente fôlego mesclando-se com o dela. Isabel abriu os olhos e ofegou. Os olhos de Rohan ardiam com o brilho de mil sóis. Os amplos ombros musculosos se abatiam sobre ela. O cabelo escuro a envolvia, lhe recordando a um anjo cansado. Abriu a boca para lhe dizer que não, mas não saíram palavras. Era uma terrível batalha encarniçada. O desejo e, sim, o amor por esse homem faziam estragos com a moralidade. Ela fechou os olhos e sacudiu a cabeça. —Nay, Rohan, não pode. Se fosse possível, o corpo dele se esticou até mais que o aço. Sentia-lhe tremer contra o corpo. Mas não a pressionou. Em seu lugar, ficou ao seu lado, liberando-a do contato. Embora estivesse apenas a polegadas dela, sentiu como se estivesse a várias léguas. O corpo desejava lhe seguir, lhe dar o que ambos queriam desesperadamente. Mas não podia fazê-lo. A idéia dele apartando-a para um lado depois de que tivesse tido o que queria a atravessou com uma dor inimaginável, e mais cruel ainda era a visão dela mendigando pelas ruas do Alethorpe com seu bastardo atado ao peito. Isabel tomou um tempo para recompor-se. Queria que Rohan compreendesse, necessitava que o fizesse. Finalmente, depois de um comprido momento interminável, o corpo ficou uma vez mais tranqüilo e livre do desejo líquido pelo homem que jazia a seu lado. Deu-se a volta para lhe encontrar olhando-a, com os olhos brilhantes à luz do fogo. Não parecia zangado a não ser perplexo. —Rohan. —começou brandamente, sem confiar na voz. A emoção era muito forte, e uma vez mais sentiu como se fosse desfazer-se em lágrimas. Quando ele não respondeu, aproximou-se mais e estirou a mão para pressioná-la contra seu peito. Ele fez uma careta e a apartou. —Não me toque, Isabel. Não posso controlar meu corpo. Ela fechou os olhos e se afundou de novo nas peles. Tomando uma grande e profunda respiração, continuou: —É igual para mim, Rohan. —Então por que se nega para mim? Ela deixou escapar outro comprido e pensativo fôlego. Se lhe falava do temor que a apartasse, ele o negaria e lhe prometeria a lua para conseguir o que tinha entre as coxas. Era o que faziam os homens, não?

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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