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CAPÍTULO 22

Tempo depois, enquanto Rohan subia os degraus, o cansaço que tinha experiementado quando seus homens e ele planejavam mais perseguições ao Henri e o que ficava dos assaltantes, desapareceu. O sangue esquentou quando pensou na suave e cremosa donzela em sua câmara. E pela primeira vez desde que tinha retornado ao castelo, dedicou-se a pensar no que tinha proclamado a vidente. Embora não fosse dos que acreditavam nos feitiços e na magia, acreditava em A’isha e em Wilma. E confiava no fogo que lhe ardia quente e forte no coração pela donzela que lhe esperava escada acima. Aye, Isabel era seu destino, e ela se inteiraria antes que passasse mais tempo. Esfregou a cicatriz do peito e se apressou para a câmara, onde Hugh tinha lhe preparado o banho. Necessitava de um quente e vaporoso banho, mas ansiava ainda mais estirar os membros cansados junto à suave calidez de Isabel. Quande Rohan entrou no quarto, estava iluminado com o tênue halo da luz do fogo. A tina de cobre lançava vapor perto da chaminé. Várias velas estavam acesas sobre as arcas. Linhos novos esperavam dobrados sobre um tamborete junto à banheira. Isabel estava adormecida encolhida na poltrona que supôs tivesse pertencido a seu pai, do outro lado da chaminé. Tomou cuidado de não despertá-la. Ao fechar a porta, Hugh se materializou. Rohan negou com a cabeça, não requerendo a assistência do escudeiro. Fechou a porta, travando-a. Moveu-se lentamente para a chaminé e a donzela que dormia junto a esta. Uma ternura que nunca tinha experimentado, nem sequer pela A’isha, ressurgiu pela valente garota. Silenciosamente, tirou o cinturão da espada e o pôs para um lado. Continuou despindo-se. Uma vez livre de toda roupa, meteuse na banheira e se inundou na bem-vinda água. Enquanto descansava as costas contra a borda, deixou escapar um comprido e pesado suspiro. Fechou os olhos durante um comprido momento, e quando os abriu, encontrou dois dos mais fascinantes olhos lhe olhando docemente. O ventre fez um divertido movimento tremente. Franziu o cenho, não gostava dos sentimentos que lhe infundia nesse momento. Isabel sorriu e começou a levantar do assento. —Nay, Isabel, descanse. Eu me ocuparei de meu banho. —quando se voltou a afundar na cadeira atapetada, ele deixou escapar um comprido suspiro de alívio. Dada a forma em que estava se sentindo nesse momento, se lhe tocasse, arrebentaria. E embora tentasse manter a familiaridade e desfrutar do corpo amadurecido dela, ele queria muito mais. Enquanto se lavava e se enxaguava, os olhos de Isabel não lhe abandonaram nem uma vez. Finalmente, sentindo-se muito incomodo sob a inquisitória, perguntou: —O que te passa, mulher? Isabel sorriu, negou com a cabeça e continuou lhe olhando. Quande Rohan ficou em pé para terminar de enxaguar-se, ela corajosamente se negou a apartar o olhar. Ele se elevava quente e grosso ante ela. —Deseja-me, Isa, tanto como eu te desejo? Ela assentiu sem duvidar. Rohan grunhiu e saiu da banheira, sem se importar que gotejasse água sobre os tapetes. Dirigiu-se a Isabel e a levantou em seus braços. Levou-a para cama, onde o corpo seguiu ao seu entre as grossas peles. Introduziu os dedos no úmido cabelo, e antes de pressionar os lábios contra os dela, o olhar esquadrinhou o rosto em busca de protestos. Não encontrou nenhum.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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