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juba, e a atirou para trás tão forte que caiu de costas. Durante um momento Isabel só viu negro. Fechou os olhos e conteve o fôlego, depois os abriu ante a escassa luz que se filtrava pelas espessas copas das árvores, sobre ela. Cedric se agachou para agarrá-la, mas um estrondo longínquo de cascos lhe deteve. Uma aguda gargalhada acrescentou mais tensão no ar. Isabel se sentou e se voltou para o som além das cabeças nas lanças. O sangue gelou nas veias. Os rumores eram certos. Uma velha arpía, encurvada e vestida com roupas esfarrapadas se arrastava para eles. Cantava em voz baixa, em uma língua estrangeira. A larga trança branca estava descuidada, e uma franja de prata lhe cobria o rosto. Assinalou com um comprido dedo ossudo ao Cedric lhe enganando. —Venha, saxão, venha para mim para que possa acrescentar sua cabeça a minha coleção. — para alguém tão velho e de aparência tão débil, a voz era clara e forte. Surpreendentemente, Cedric se manteve firme. —Vá, bruxa! Meus assuntos não lhe dizer respeito! —gritou, mas deu um comprido passo para trás ao mesmo tempo. Arrastou a Isabel com ele. Agarrando o cabelo pela base do crânio, Isabel puxou fortemente arrancando-o da mão. Contando com que não estava segura se era a ação correta, Isabel se aproximou da velha, quem não parecia emprestá-la atenção, mantendo os olhos negros centrados em Cedric, o qual não a seguiu. —Venha, saxão. —enrolou com a mão como uma garra tendida em convite— Venha para mim, e viva a dor daqueles que traístes. Cedric tragou com dificuldade, mas quadrou os ombros. —Dê-me isso bruxa, ou voltarei com um exército para tomá-la. A mulher riu ironicamente. —Não há nenhum exército com o poder de transpassar minha magia. —levantou a vista para Isabel, os olhos escuros não brilhavam com loucura, a não ser com completa lucidez. Nesse momento Isabel perdeu o medo da mulher. Tinha sabido seu pai que não lhes faria mal? Uma calma surpreendente a encheu. Por perturbada que parecesse estar à mulher com o discurso sobre seu poder mágico, Isabel sabia que não estava em perigo com ela. —Quem é? —exigiu Cedric. A mulher cacarejou outra vez. —Sou Wilma, guardiã do Menloc e daqueles corações verdadeiros que permaneçam pertos. —entrecerrou os olhos, e apontou com o dedo ao tremente saxão— E seu coração está negro de mentiras. As almas inocentes clamam por vingança. —se aproximou um passo. Cedric retrocedeu outro— Vejo tudo o que acontece nestes bosques, saxão. Conheço seus propósitos. Sei que planeja. — riu, o rangido estalando em sua garganta. Foi atacada por um ataque de tosse. Uma vez que se acalmou, voltou os olhos chorosos a Cedric— Sei quem planeja junto a você! Cedric deu um valente passo adiante. —Se souber tudo, Wilma do Menloc, então saberá que o diabo a terá a todo custo! Dê-me ela para que outros possam viver!

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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