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neste homem. Ela também sabia que se seguia por este caminho com Rohan, perderia não só a virgindade, mas também o coração. Rohan limpou sua semente das costas com a toalha que ela tinha usado e se deslizou na cama junto a ela. Isabel deu a volta, com o corpo ainda quente e coberto de suor. Rohan se deslizou contra ela e a beijou profundamente. Envolveu-lhe os braços ao redor do pescoço e se aproximou dela. Pois seria o último beijo. Quando se deu conta disso, de repente se sentiu fria e vazia. Ela fechou os olhos. Aye, já estava acontecendo. Tinha sentimentos por este cavalheiro que não deveria ter. Separando-se do beijo, Isabel ficou sem fôlego, e à luz do fogo viu com os olhos entreabertos. Tinha o sorriso de um homem felizmente satisfeito. O coração inchou. A fez ainda mais difícil separar-se dele. Apartou-lhe uma mecha do pesado cabelo para lhe ver melhor a cara. Com cicatrizes e tudo, era o homem mais bonito que viu. Inclusive na corte, os nobres vestidos com ricas sedas e veludos, não se comparavam. Os largos e musculosos ombros se abatiam sobre ela, e soube que mataria a cem dragões se ela o pedisse. Deveria estar zangada consigo mesma. Por agora era uma verdadeira libertina. Mas ao menos ainda estava intacta. E, concluiu, que esta mesma noite muitas nobres saxonas estariam rezando para não carregar bastardos normandos. A violação era um resultado da guerra e a virgindade era tomada como um troféu. Ela se salvou. Por agora. Devido a este cavalheiro que lhe tinha outorgado seu juramento. Um juramento que ela romperia se seguisse dormindo em sua cama. Isabel sorriu. —Ah, um espetáculo tão raro e formoso. —disse Rohan em voz baixa. —Nestes tempos, não há muitos motivos para sorrir. Rohan virou e a arrastou com ele. —Mas esta noite esqueceremos a guerra. Esqueceremos nossas penas. Aqui com você, não me importa o que está ocorrendo atrás dessa porta. Isabel se levantou sobre um cotovelo e riscou com um dedo a cicatriz do peito. —Como chegou isto a você? —perguntou brandamente. Rohan pressionou a cicatriz com a mão. —Uma marca. Isabel ficou sem fôlego. —Uma marca? Que bárbaro! A pessoa que lhes fez isto também fez ao Manhku? Rohan assentiu com a cabeça e fechou os olhos. —Aye, e ao Thorin, Wulf, Rhys… —A todos seus cavaleiros? —Aye. Isabel apertou os lábios contra o peito justo debaixo do ponto onde a barra cruzada lhe tinha queimado a pele. Rohan ficou rígido e pegou sua mão. —O que está fazendo? —Beijando para afastar a dor. Rohan lhe apertou a mão e logo a levou a seus próprios lábios.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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