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Isabel se voltou com um malicioso sorriso para o cavalheiro. —Igual é sua senhora, e não esqueça isso. Rohan esfregou o peito e sorriu com igual malícia. So para seus ouvidos, disse-lhe: —Conto com isso. Vamos, nos retiremos agora. Isabel estremeceu, em parte temerosa, mas sobre tudo excitada. —Devo ver os feridos no dispensário. Escoltaria-me? Rohan assentiu e chamou Enid para que procurasse a capa da senhora. —Não tenho nenhuma, Rohan. Desafiarei ao frio. —Acho isso difícil de digerir, Isabel. Uma dama de sua categoria deve ter dez das mais finas capas forradas de pele do país. —Aye, e tinha, mas outros necessitavam mais. Tenho uma de lã na câmara, mas não quero me encontrar com Deidre. De fato, ela poderia me arrancar os olhos. Rohan sorriu. —Aye, está cheia de ácido. —arqueou uma sobrancelha — Como você. Isabel lhe deu um tapinha na mão. —Posso possuir ácido, como diz, mas ao menos o uso com seus normandos e não com minha própria gente! Rohan estendeu o braço, e quando Isabel tomou, acomodou-a a mão no vazio do cotovelo. —Não conheço que magia possui, moça, mas seus desejos são minhas ordens. Isabel sorriu quando se dirigiram para a porta. —Desejo rescindir meu juramento a você. Sem perder o passo, ele replicou: —Impossível. Isabel ficou rígida. —Seu cavalheirismo só se limita às coisas que você escolhe. —O cavalheirismo é para os poetas e os pretendentes, Isabel. Não sou nenhum. Nunca me confunda com um ou com outro. —Decepciona-me, Rohan. Ele apertou a mão que sustentava. —Terá que retirar essas palavras esta noite. Porque te mostrarei justo quão decepcionante posso ser. Pela décima vez esta noite, Isabel estremeceu, sabendo que a manhã já não se encontraria tão inocente, e sabendo também que a menos que pudesse ordenar-se a si mesmo morrer, não havia nada que pudesse fazer para evitar que Rohan a tocasse da maneira mais íntima que um homem pode tocar a uma mulher. Porque lhe tinha dado seu juramento de que podia. Tomou um profundo fôlego e o conteve. O preço, disse-se, não era muito alto. Cada vez que via os sorridentes olhos azuis de Russell, sabia que fez a escolha certa.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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