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—Quer apostar isso, donzela? Isabel franziu o cenho aos homens de Rohan. —Continuem suas brincadeiras. Tomem essas donzelas dispostas, e disperssem suas semente para repor Alethorpe. —se voltou para o Rohan, e embora quisesse desinflar sua presunção com palavras, decidiu aliviar o sarcasmo— É a vida de um bastardo tão agradável, Rohan, que veriam o filho de suas vísceras suportar o mesmo que você? O rosto dele se escureceu de ira. Ela olhou dele aos seus homens. —E vocês? O que será dos meninos concebidos nas noites de desenfreio? Não pensam neles? Que classe de homens são para legar tais dificuldades a sua própria procriação? Isabel tomou um profundo fôlego e continuou. —Não lhes condeno, Rohan, ou a nenhum homem aqui, pelo que não controlastes. Mas têm o poder de não continuar o legado. É uma carga tão pesada casar-se e trazer filhos legítimos a este mundo? —Reclamarei a qualquer bastardo que produza, Isabel. —E isso significa que têm meios para apoiar esse menino? Sua vida não é sua. —Isabel olhou ao redor da mesa. Os da Espada de Sangue franziram o cenho, mas ela podia ver que suas palavras haviam tocado uma fibra sensível. Deixou escapar um comprido suspiro. A fadiga se apoderou dela de novo. —E quanto a você, Isabel? Se te encontrasse com um menino e sem marido, jogaria-o às ruas como algo desagradável e vergonhoso? —desafiou Rohan. Olhou-lhe e viu sua dor, porque estava claro que este homem não tinha encontrado o amor de uma mãe. Lentamente, ela sacudiu a cabeça. —Nay, um menino é um presente. Nunca o jogaria. —Mas como manterá um menino sem um marido para prover por você? Rohan virou o jogo sobre ela. Ela se endireitou e olhou detrás dele aos seus homens, depois ao Rohan, que a considerava atentamente. —Faria o que fosse necessário. Rohan assentiu com a cabeça e tomou um profundo gole de cerveja. Enquanto deixava a jarra e assentia, disse: —Como eu, milady. Como faria eu. —Ela abriu a boca para argumentar, mas ele levantou a mão— Basta! Cansei-me deste bate-papo. Vamos comer. Inclusive se ela tivesse querido lutar contra seu decreto, não o fez, porque os Willingham decidiram fazer aparição. Ela soube o momento em que Deidre apareceu à vista. Os homens de Rohan, sentados frente a ela de cara à escada, sorriram como idiotas. Isabel virou os olhos e sacudiu a cabeça. Homens. Não estavam dirigidos pela cabeça que tinham sobre os ombros, mas sim pela menor que se pendurava entre as pernas. Como à senhora do castelo, e apesar de suas más maneiras por não aparecer antes que o festim estivesse preparado, Isabel se levantou e apresentou aos convidados. Não se surpreendeu ao ver que Lady Willingham não vinha. —Minha esposa não se sentia bem. —abonou Lorde Willingham.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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