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—Du Luc! —trovejou a voz de Thorin do salão— A Espada de Sangue morre de fome! Isabel liberou os lábios de Rohan, tentando corajosamente controlar o rápido pulso. Rohan grunhiu de novo e pressionou a frente contra a dela. —Vou costurar a boca desse viking. Isabel sorriu e deslizou de seus braços. —Vamos, Sir Rohan, saciemos nossa fome. Os olhos dele brilharam e a apresentou o braço. —Aye, mas é minha fome por você que saciarei mais tarde esta noite. As bochechas de Isabel avermelharam. E para seu absoluto horror, esperava mais a promessa carnal que a promessa do alimento pelo qual estavam baixando as escadas. Quando baixaram ao salão, a Espada de Sangue gritou e aplaudiu como se o Conquistador e sua duquesa tivessem feito aparição. Isabel notou instantaneamente que todos os cavaleiros, embora armados com as espadas, estavam vestidos com roupas mais corteses, como estava Rohan. Estavam limpos, as caras radiantes, em sua maioria, decidiu, por causa de suas donzelas, que estavam com os rostos ruborizados, e os barris abertos perto das mesas. Se continuassem regularmente com os festejos e mulheres, poderia não ter suficiente despensa para lhes abastecer no mês seguinte! Isabel também se deu conta que ao menos quatro donzelas tinham vindo da aldeia. Rohan sorriu e a acompanhou até a mesa do senhor. Logo que ela se sentou, os cavalheiros a seguiram. E logo o ceia estava em marcha. Rohan cortou várias partes de carne das bandejas para ela e os pôs no prato que compartilhavam. Sorriu, e ela lhe devolveu o sorriso. Deu um sorvo à taça e a passou a ela. Muito consciente de que seus homens olhavam, Isabel bebeu onde os lábios de Rohan haviam tocado. —Domastes a arpía? Né, Rohan?—perguntou Wulfson enquanto mastigava uma parte de cordeiro assado. Isabel aceitou a provocação. —Não sou eu quem foi domada, Cavalheiro. Rohan se engasgou com a comida, e Thorin lhe golpeou nas costas. Com a cara vermelha, Rohan bebeu de um gole a cerveja. Voltou os olhos vermelhos para Isabel, e embora franzisse o cenho, a travessura brilhava no fundo dos olhos. As palavras da Isabel tinham tido uma implicação sexual, mas seus homens não pensavam que fosse muito divertido. O estado de ânimo da sala trocou. Olhavam a Rohan atentamente. E Isabel estreitou a garganta enquanto tragava um tenro pedaço de frango. Sem ser intimidado por seus homens, Rohan tomou a mão de Isabel e a levou aos lábios. Ele sorriu e olhou para ela primeiro, depois a seus homens. —Descobri que no amor e na guerra, às vezes a força de uma espada deve ser moderada com um firme, mas, — mordeu a palma de Isabel, a íntima ação a impactou, os olhos dele arderam nela, e o calor se elevou às bochechas e a estendeu às coxas— gentil golpe. —Beijou-a onde se viam as marcas dos dentes na pele. Isabel apartou a mão. —Tenha a certeza, senhor, de que sua espada nunca me rasgará. Seus homens rugiram de risada. Rohan não se intimidou.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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