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E ela o fez. Quando ele se recostou e lhe ensaboou a cabeça, introduzindo os dedos profundamente no couro cabeludo, ele fechou os olhos e se recostou na borda alto da banheira. Depois de lhe enxaguar o cabelo, Isabel lhe lavou o peito. Quando levantou a vista para encontrar o cálido olhar nela, ficou mais nervosa que quando a olhava com aberta luxúria. Esta tranqüila camaradagem a fazia mais íntima e, portanto mais perigosa. —Temos convidados. Não podia fazer nada mais que lhes oferecer refúgio aqui. O corpo de Rohan se esticou. —Quais? —Lorde e Lady Willingham e sua filha, Deidre. Oswin é o tio de meu prometido. Rohan puxou a mão, apanhando sua atenção. Embora não a machucou, o agarre se manteve firme. —Por que estão aqui? —Deslocados. —ardentes lágrimas brotaram— Lorde Willingham me falou da morte de meu pai. Rohan se endireitou na banheira. Soltou a mão e a deslizou um dedo pela bochecha. —Era de esperar, Isabel. Afogando um soluço, ela assentiu com a cabeça, e em lugar de tratar de controlar as lágrimas, permitiu-as fluir. Era o minimo que podia fazer por seu pai. —Me perdoe. —disse ela em voz baixa, e se separou dele, porque não queria que a visse chorar.

Sem entender o que lhe incitou, Rohan ficou em pé e, ensopado, saiu da banheira. Envolveuse com a toalha de linho e se aproximou para onde Isabel se sentava junto ao fogo. Agachou diante dela e lhe pôs as mãos sobre os joelhos. —Isabel, sinto muito. —Não sabia o que mais dizer. Levantou os olhos avermelhados para ele. O lábio inferior a tremia. Ele deslizou a mão pelo braço até o pescoço. Apertou os dedos na pele, os olhos cravados nos seus. Uma vez mais, a tranqüila força desta mulher lhe assombrou. Era consciente de que ela tinha se obstinado à esperança da volta de seu pai. Entretanto, ele sabia no dia que cavalgou para as portas do Rossmoor que o velho senhor tinha morrido. Tinha suas razões para guardar a notícia. Razões que não divulgaria, nem agora nem nunca. Isabel conteve outro soluço. Quando lhe jogou os braços ao redor do pescoço e se apertou contra ele, Rohan ficou rígido e se levantou para partir, mas ela se arrastou com ele. O corpo esquentou imediatamente. Aferrou-se a ele como um menino. Os soluços aumentaram, e estava totalmente perdido. A única coisa que pensava fazer era deslizar os braços ao redor da cintura e abraçá-la até que as lágrimas passassem. O pequeno corpo de Isabel se estremeceu com soluços, e murmurou palavras que não entendeu no úmido peito. Quando as lágrimas das bochechas roçaram a pele, a cálida umidade das lágrimas lhe ardeu. Ficou rígido. Amoldou-se mais firmemente contra ele e Rohan respondeu. O pênis se inflamou, apertou os braços, e pressionou os lábios na parte superior da cabeça. Isabel lhe olhou,

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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