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—Deidre vê como se algo amargo repousasse em sua língua. —Aye, o fato de que tenha que compartilhar a estadia com alguém como você, é molesto. As bochechas de Isabel se esquentaram. Não pelo insulto de Deidre, mas sim pelas ofensas vindouras quando Rohan exigisse que se retirasse com ele ao final da noite. E o faria. Com a tensão aliviada, ele não duvidaria em fazê-la sentir que tinha direito de reclamar a dívida.

Mais tarde, quande Rohan entrou a pernadas no salão, com seus homens em leque detrás dele, Isabel ficou sem fôlego e suspirou. Era um homem muito viril. Alto, de aparência agradável e perigoso em muitos níveis. Atirou o elmo e as manoplas a Hugh e se dirigiu para ela, empurrando o capuz para trás. Tinha o rosto avermelhado, os olhos brilharam pela vitória, e tremeu enquanto um quente rubor se apoderou dela. Não tinha nenhuma dúvida de que seria o prêmio deste cavalheiro vitorioso. —Parece descansada, Isabel. —disse Rohan quando entregou uma taça cheia de cerveja. Lyn e Sarah entregaram taças a outros. —Sinto-me descansada. E você? Encontrastes aos covardes salteadores? —Nay, mas encontramos a outros que tinham um olho ambicioso sobre a zona. —Renderam suas armas? Rohan bebeu da taça até esgotá-la. Colocou-a sobre a mesa, e os olhos se encontraram com os seus. —Nay. Isabel tragou saliva. Não perguntou o que foi deles. Hugh se precipitou do fundo do salão, seguido por Russell. Correu para seu senhor. —Senhor, ocuparei-me de seu banho a toda pressa. Rohan assentiu, mas Isabel disse: —O banho do Sir Rohan já lhe espera, Hugh. Rohan sorriu. Isabel lhe devolveu o gesto. Rohan estendeu o braço e disse: —Vamos, pois, donzela, e lave esta imundície de minhas costas. Isabel vacilou, e logo pôs a mão no antebraço e lhe deixou dá-la escolta a câmara. Ao lado da banheira de água quente, havia um prato de comida quente além de uma jarra de cerveja esfriando-se no outro lado da habitação, perto da janela. Como fazia freqüentemente a portas fechadas, Isabel se deu conta que Rohan cedia a uma leve erro. Sem mediar palavra, ajudou-lhe a despir-se até a tanga. Ela se afastou encontrando outras coisas em que ocupar-se, até que ouviu o profundo suspiro que fez quando se acomodou na banheira. Isabel encheu uma taça e a entregou a Rohan. Ele tomou em silêncio e bebeu. Desfrutando da quietude do momento, Isabel fez espuma sobre um pano de linho. Rohan se inclinou para frente e disse: —Esfregue com força, Isabel.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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