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marido corre à guerra. Como poderia manter a minha família em caso de que caia no campo de batalha? —O sangue azul não faz a um marido digno. —Estou de acordo, mas qualquer sangue deve vir com sustento. —Então preferiria você o Henri mais que ao Rohan? Ficou rígida. —Nay. Sob nenhuma circunstância. —Cavaleiros se aproximam! —Gritou o sentinela. Como fazia cada vez que essas palavras ecoavam nos ouvidos, Isabel sentiu primeiro um salto de emoção, de esperança de que seu pai e seu irmão chegassem, mas rapidamente foi seguido pelo medo. Mais saquadores ou, pior ainda, Henri. Isabel se desculpou de Manhku e correu à porta da torre. —Quem vem? —apelou ela ao sentinela. —Um carro carregado. Pode ser mais aldeãos. Isabel se apressou pelo salão para o pátio e para as muralhas exteriores do castelo e viu como uma precária caravana de saxões se aproximava. Enquanto eles se aproximavam, o reconhecimento surgiu e uma emoção que ela não gostava de reconhecer que possuía se elevou. Uma coisa era sentir ciúmes de Rohan por tomar a uma aldeã, mas um completo e potente ciúmes se apoderaram de seu ventre. Lorde e Lady Willingham do Dover se aproximavam, junto com sua única filha, reconhecida beleza e favorita da corte, Lady Deidre. Isabel alisou o vestido e esperou no violento frio à medida que se aproximavam. Se não tivesse conhecido à família pessoalmente, a larga e solta barba e o cabelo de Lorde Willingham delatariam sua herança. Sua esposa, Edwina, sentada rígida e orgulhosa ao seu lado. Deidre, adornada com uma capa de raposa completamente enrugada, franzindo o cenho, o gesto desvirtuando a lúgubre beleza. Isabel supunha que como muitos outros saxões deslocados. E tão seguro como podia ver o futuro, sabia que não os poderia repulsar. —Lorde e Lady Willingham. —Isabel lhes deu a bem-vinda quando se reuniu com o carro onde se deteve. Lorde Willingham entregou as rédeas a Bart. —Eu diria que um bom dia para você, Lady Isabel, mas é um dia escuro para mim e minha família. Viemos com nada mais que uma súplica para nos refugiar aqui. Isabel fez uma reverência e disse: —É obvio, milord, Rossmoor vos espera. Baixem e me deixem lhes dar a boa-vinda a você e a suas damas. Ele desceu do carro e se dirigiu a sua esposa, quem, ainda rígida, permitiu-lhe ajudá-la, entretanto, no momento em que os pés tocaram o chão, sacudiu-se com força dos braços. Deidre continuou franzindo o cenho a Isabel. Nenhuma tinha muita estima pela outra, e desde que Deidre se pavoneava na corte como se ela devesse ser a rainha, Isabel sempre a tinha evitado. A prima de Arlys poderia ser admirada pelos cortesãos, mas não era por Isabel. Mas como ela ainda se considerava senhora do castelo, seria a anfitriã sempre gentil. Isabel se moveu para abraçar Lady Edwina, mas se encontrou com um olhar hostil. Isabel sorriu apesar disso e fez uma reverência, e quando se incorporou, abraçou à rígida mulher.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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