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—Não a perca de vista, Robert, ou terão que pagar com minha espada enterrada em seu pescoço. O jovem tragou saliva. —Pode considerar seu retornou ao castelo a salvo, Rohan. Rohan debateu entre ficar e esperar, mas que lhe condenassem se deixava que a moça soubesse que a tinha seguido. O salão se acalmou grandemente desde que saiu. As tochas se apagaram, e os corpos saciados jaziam ajeitados no chão e nas camas de armar dispersas. Eram uma grande quantidade de prometedores cavalheiros. Entretanto, Rohan sabia que seus homens tinham que liberar a tensão. Tinham lutado muito tempo, muito duro e sem descanso. Aye, deixa-os desfrutar desta noite. Pois amanhã se encontrarão de novo sobre os cavalos em busca dos caipiras covardes, que destruíam por puro amor à matança. Rohan olhou para a chaminé onde estava Manhku lhe observando. Inclinou a cabeça a seu homem, sem nenhum humor para a conversação, e a pernadas subiu pelas escadas ao que ele soube que seria sua câmara de tortura. Quando se recostou sobre os lençóis e peles da grande cama, o aroma de urze de Isabel lhe rodeou como um ser vivente. Fechou os olhos, e em lugar de lutar contra isso, abriu os sentidos. O pênis palpitava pela necessidade de seu corpo. Rohan grunhiu como um animal ferido e agarrou a lança com a mão. Fechou fortemente os olhos ante a pressão e amaldiçoou Isabel pela bruxa que era.

Rohan despertou muito antes do primeiro canto do galo. Lavou-se e se vestiu. Ao baixar a escada, sorriu. Seus homens roncavam alegremente, sem dúvida, revivendo as conquistas da noite anterior. —Despertem, homens! —gritou Rohan. Amortecidos gemidos e lamentos de dor encheram a sala. Deu- uma patada a vários deles nos pés. —Ponham as vestimentas e comam alguma coisa. Temos trabalho a fazer! —Justo quande Rohan se dispunha a abrir as pesadas portas, abriram-se do exterior. Ele franziu o cenho. Não as tinham travado? Uma rendida Isabel se deslizou através delas em silêncio. Com a cabeça agachada, avançou diretamente para ele. Quando chocou bruscamente contra o peito, o sangue de Rohan acelerou. A autoliberação de ontem à noite não tinha feito nada para atenuar a necessidade por ela. Isabel gritou, e como se afastou dele, agarrou-a pelo braço para evitar que caísse para trás. —O que lhe traz para o salão, Isabel? Apesar da fadiga que danificava seus traços, ela arrancou o braço do agarre. —Não é nenhuma preocupação para você! Ele sorriu. Assim que a moça tinha o temperamento exaltado, verdade? —Aye, é minha preocupação. Por que não está na cama? —perguntou, sabendo muito bem onde tinha passado a noite.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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