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CAPÍTULO 15

Rohan estava em pé ao lado de um bebedouro, fora do estábulo, que acabava de sair. A virilha ardia. Os sons de pesados ofegos e gritos de prazer das mulheres retumbavam lhe envolvendo, como uma mão apertada ao redor do pênis. Apertou a mandíbula e colocou a cabeça na água gelada pela segunda vez. O choque do frio apartou os pensamentos luxuriosos da mulher do castelo por um breve momento ou dois. Deu-lhe a boa-vinda. Deixou a cabeça debaixo da água até que não pôde respirar. Tirou a cabeça fora do líquido gelado e a sacudiu enviando gotas geladas em todas as direções. A empregada que tinha tirado do salão riu nervosamente dentro do estábulo perto de onde ele se encontrava. Rohan passou o braço pela cara secando-se um pouco. Ele subiu as ligas, afastandose da cavalariça onde Thorin desfrutava da caça de Rohan. Não que ela fosse parte da caça. A garota tinha caido no se colo, e quando havia sentido que o pênis palpitava, manuseou-o até lhe pôr como uma pedra. Entretanto, não tinha sido capaz de encontrar a liberação na moça. Seu aroma, seu fôlego, sua áspera pele; não lhe atraiu. A entregou a Thorin, que tinha bebido mais cerveja que ele e não era tão suscetível, esta noite. Deixou-lhes no enérgico acoplamento e voltou para castelo. Ao cruzar o pátio, um corpo pequeno e escuro afastando-se velozmente para o muro exterior do castelo lhe chamou a atenção. Levantou a vista até descobrir que os guardas, embora alerta, olhavam além da muralha para a aldeia. O sangue de Rohan despertou novamente. Ele conhecia muito bem essa forma pequena. Seguiu-a. Isabel se encontrou com um homem perto da entrada de uma choça grande. O sangue de Rohan ferveu. Era o saxão? Ela desapareceu dentro. Ele se apressou para a entrada e escutou. —Como estão, Ralph? —perguntou Isabel. —A maioria está melhor, milady, mas vários fervem em febre. Blythe trabalha duro para esfriá-los com água, mas não serve. —Milady, o dano é tão terrível! —chorava a garota. —Não pare, Blythe. Às vezes leva dias para desfazer a febre. Vamos, ides procurar mais água, e me mostre os que mais nos necessitam. Ficarei com você. —consolou Isabel. Rohan deu um passo atrás quando a garota saiu correndo da cabana. Debatia-se sobre ir mandar a volta de Isabel com ele. Entretanto, sabia que ela lutaria com unhas e dentes. Especialmente agora que suspeitava que tivesse brincado com Gwyneth. Era seu direito como homem, e não lhe tinha exigido que saciasse a luxúria entre as coxas de outra? Rohan grunhiu baixo. A donzela lhe tinha envenenado! Já não encontrava aceitável o que a maioria dos homens consideraria um bom lanche. E a empregada de cabelo muito loiro era atraente. Tinha os dentes sãos, e possuía uma voluptuosa figura onde um homem poderia perder-se muitas noites. Entretanto, ele queria outra. O desejo era tão grande que não podia saborear o prato que tinha adiante. Jesus! Rohan passou a mão pela cara. Estava atuando como um menino chorão! Girou sobre os calcanhares e assobiou a um guarda que patrulhava a parede do muro exterior. —Vigiem que Lady Isabel seja acompanhada no retorno ao castelo quando tiver terminado aqui sua tarefa. —Aye. —disse o guarda, e se dirigiu para a cabana. Rohan agarrou ao duro homem pelo ombro.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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