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motivou a avançar mais rápido. Não se atrevia a esperar o resgate. Poderiam ser mais homens de Henri. Na louca fuga, ouviu estridentes vozes saxonas brotando não muito longe. Querido Deus, sua gente estava lutando contra Henri! Não tinham nenhuma possibilidade. Mas não podia lhes ajudar. Devia afastar Henri e seus homens da aldeia tanto quanto fosse possível. Quando Isabel rodeu uma pequena colina, atreveu-se a olhar por cima do ombro. Gritou. Ela era a metade do tamanho do cavalheiro de bom berço, e não carregava a pesada malha, mas inclusive sem o completo traje de combate, Henri era um homem grande, forte, com largas e firmes pernadas. Estava detrás dela. E atrás de Henri um enxame de sua gente caindo sobre dois dos homens de Henri. Dois mais seguiram a seu senhor. Isabel ziguezagueava monte abaixo, longe dos aldeãos, e esperando que outros se mantivessem afastados de Henri e seus homens. Porque se aproximasse muito, os normandos certamente lhes fariam pedaços. A linha de árvores estava à frente. Se pudesse chegar a elas teria uma oportunidade. Tão logo passou o limite da aldeia e entrou nas árvores, Isabel tropeçou em um tronco que não viu. Caiu no chão e começou a rodar. Incorporando-se com um salto continuou a fuga. Mas já era muito tarde. Henri a agarrou. O grande peso a golpeou ruidosamente contra a dura terra de novembro. A força do golpe a deixou sem fôlego, e só viu o negro. Isabel apertou os olhos, logo os abriu. Henri sorria por cima dela. —Apostaria, Isabel, que é mais diversão do que esperava. —a agarrou pelo cabelo e puxou até levantá-la— A tomarei aqui no chão, como um cervo possui a uma gama. Arrastou-a para as árvores. Isabel tropeçou enquanto a empurrava com mais força. Uma vez que tinham penetrado a linha das árvores, a fez voltar-se de costas, e enquanto a sustentava, com uma mão afastou as vestimentas para um lado. Empurrou-a no chão, e ela fechou os olhos não querendo ver seu devorador membro. —Será um grande prazer endossar a meu irmão o meu bastardo. Henri caiu de joelhos e se lançou em cima dela. Tinha a intenção de tomá-la por trás! Agarrou a prega do vestido e o separou de um puxão, deixando descoberto o traseiro. —Dará-me grande prazer lhe castrar, Henri. —disse Rohan detrás deles. Isabel gritou e começou a rodar para afastar-se do irmão de coração enegrecido. Henri a agarrou e a apertou uma adaga no pescoço. —Aye, mas a que custo, irmão? Rohan desmontou do grande cavalo. Não estava sozinho. Seus cavalheiros se desdobraram detrás dele, todos com flechas dentadas preparadas nos largos arcos. Eram um espetáculo mais que impressionante. Os homens de Henri que se somaram à perseguição deram um passo atrás. —Machuque a donzela, e o pagará com sua vida. —disse Rohan com calma. —Tão simples? —perguntou Henri. Rohan assentiu. —Aye. —A vida de um servo saxão não tem nenhuma importância para William. —afirmou Henri— mas, o filho de uma das famílias maiores da Normandía? Duvido que haja um castigo suficientemente grande para compensá-la, Rohan.

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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