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—Milord. —suspirou Isabel fingindo surpresa e calma. Sorriu e lhe fez uma breve reverência— Não esperava te ver de novo tão depressa. Rohan cavalga para o sul, mas sua volta é iminente. Henri pegou sua mão e a levou aos lábios. Esperava que fosse frio como seu coração, mas eram surpreendentemente quentes. A mão tremeu. Não pela emoção que o irmão provocava nela, mas sim por medo. —Não vim ver meu irmão bastardo, Lady Isabel. Admito, vim por você. Não podia esperar para te ver de novo, donzela. Sua beleza perseguiu meus sonhos. Isabel tratou de apartar a mão, mas ele apertou os dedos ao redor dela. Atraiu-a mais. Cheirava a cavalo suado, couro e cerveja, mas por baixo destes aromas estava o fedor da morte. Isabel puxou bruscamente a mão apartando-a dele e se afastou, pondo o banco entre eles. —Não sou uma pessoa que se desfaz com palavras. Diga-me o que deseja, e se estiver em minhas mãos lhe dar isso então verei você ir embora. Ele sorriu. Os dentes eram tão brancos e retos como os de seu irmão. —Te amo. —disse em voz baixa. Isabel negou com a cabeça— Aye, Isabel. E te quero agora. Venha comigo, não temos muito tempo. Sacudiu a cabeça de novo, sem acreditar no que estava acontecendo. Henri se lançou através do banco com tal rapidez que Isabel gritou. Agarrou-a pela cintura e puxou ela contra o peito enquanto lutava com ele. Ela abriu a boca para gritar, ele a beijou. Isabel lutou mais intensamente. Afastou a cabeça, mas ele a agarrou pelo cabelo e puxou com tanta força que arqueou as costas fazendo que os seios se esmagassem contra ele. Pôs os braços detrás das costas, e com a mão esquerda a agarrou pelos pulsos. Com a mão direita a agarrou no seio e o apertou. Isabel gritou e lhe pisoteou no pé. Ela uivou de dor, a bota era dura. Henri riu de seu lamentável intento de lhe parar. Colocou o joelho entre as coxas e subiu a saia. —É profanação! —gritou-lhe— Estamos na casa de Deus. —Talvez seu Deus, donzela, mas não o meu. Henri a moveu para o altar e o limpou com um longo varrido do braço. Empurrou-a colocando-a em cima. Isabel deu a volta apartando-se, e em silêncio implorou o perdão de Deus quando agarrou a taça destinada para o vinho de comunhão. Ele deu um forte puxão para girá-la e olha-la de frente. Com todas as forças Isabel o golpeou com a pesada taça na cabeça. Uivando de dor afrouxou a mão e foi suficiente. Isabel se apartou longe dele pelo outro lado do altar, e correu para a porta. —Puta sedenta de sangue. —gritou. Isabel atravessou o pátio, e em lugar de dirigir-se diretamente ao castelo onde podiam apanhá-la, correu à aldeia. Vários dos homens de Henri que pareciam descansar, levantaram-se com gentileza quando a viram correr dessa maneira. —Agarrem-na! —gritou Henri detrás dela. Isabel era ligeira e veloz, eles pesados e entorpecidos pelas cotas de malhas. Passou velozmente entre dois homens que se equilibraram sobre ela. Qualquer outro dia teria achado divertido que os corpos chocassem um contra o outro. Isabel seguiu correndo para o muro exterior do castelo, onde várias pessoas estavam paradas olhando o desenvolvimento do drama. O aviso do vigia anunciando cavaleiros aproximando-se no horizonte a

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O legado da espada de sangue 01 - o senhor da rendição - Karin tabke  

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