As TIC ao serviço da Educação

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CFAEPPP


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Utilização das TIC no ensino do século XXI – relatos e reflexões de uma experiência pessoal Filipe Moreira

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Boas práticas no Agrupamento de Escolas de Pinheiro – Penafiel

Viagem virtual – Um saltinho… Isabel Vilarinho

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ÍNDICE

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Três metodologias das TIC ao serviço da educação Adão Brochado

Contributo das TIC para uma aprendizagem ativa Adelina Silva e Carla Sousa

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A Imagem, Do analógico ao digital Armando Afonso

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Tertúlia entre Educadores e Professores no AE Paço de Sousa Luís Matos

Desafio Getty Museum Patrícia Xavier

Teresa Sá, Diretora CFAEPPP

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Laura Guimarães

As TIC ao serviço da Educação 03 Editorial 04

“Que saudades que eu já tinha da minh’alegre Escolinha …”

“Novas Tecnologias, ao serviço da educação”

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A utilização de plataformas online de criação de livros digitais para a promoção do processo de ensino e aprendizagem das línguas Susana Tenreiro

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Partillhas Especiais Artigo de opinião I Juliana Ferraz e Luísa Coelho

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Artigo de opinião II Ana Clara

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Carla Correia

Desafios Visuais - E@D Armando Afonso

21 As TIC ao serviço da educação

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Formação Promovida

Domingos Gomes Número 3 | julho 2020 Direção Teresa Sá Assessora Pedagógica Anabela Gil

Assessora Pedagógica e Designer da publicação Gisela Meireles Assessora informática Lúcia Letra Serviços Administrativos Cristina Mendonça


Editorial

A temática desta publicação já estava pensada muito

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antes de sonharmos que este contexto de Pandemia iria avassalar as nossas vidas profissionais e pessoais. De uma forma impensável, mas desejável muito embora o contexto, a importância das tecnologias ao serviço da educação ganhou um novo impacto com o encerramento das escolase com a mudança para um ensino exclusivamente à distância. Sendo a Educação um bem demasiado precioso, qualquer hiato representaria um retrocesso na nossa

objetivo de criar/consolidar competências no referido

economia e no futuro das nossas crianças e jovens.

âmbito. Realizámos ainda 7 Ações de Curta Duração de

Nesse sentido, as direções das Escolas, Professores,

4 horas cada.

Pais, Formadores, fizeram um árduo caminho, mas

Alcançamos com este processo 939 docentes em

compensador e continuaram o processo de ensino-

apenas dois meses. Uma palavra de apreço a esses

aprendizagem à distância, com as dificuldades que

formadores que foram de um grande profissionalismo.

todos fomos acompanhando.

As opiniões que registamos dos docentes que frequentaram é a de que este apoio foi fundamental no

Enquanto Centro de Formação de Associação de

suporte da sua prática pedagógica e à continuidade do

Escolas não poderíamos de forma nenhuma ficar

processo educativo.

alheios a este processo. A um período inicial de quase impotência, seguiu-se a certeza, uma quase missão, de

Os artigos que partilhamos nesta publicação são uma

que os nossos docentes/escolas precisavam de nós

evidência de que, apesar de todo o esforço implícito,

mais do que nunca e não os poderíamos defraudar.

houve também uma superação das dificuldades

Assim, o Conselho de Diretores do CfaePPP, aprovou

e de que as escolas e os docentes conseguiram

um Plano de Emergência que consistiu inicialmente

inovar dentro deste contexto. Um agradecimento

em terminar à distância as ações de formação que

aos ‘escritores’ que dispuseram do seu tempo para

estavam a decorrer e concluir os processos de

participarem nesta publicação.

avaliação dessas ações de formação. De seguida, colocamos no terreno formação na

Estamos convictos de que as escolas avançaram

modalidade de e-learning sobre Ferramentas de Apoio

décadas em alguns meses e de que voltar atrás não

do Ensino à Distância, adequando-a às plataformas de

é o caminho. Reforça-se de que antes deste contexto

suporte (Classroom; Teams, Edmodo, Moodle) eleitas

pandémico já o CFAEPPP utilizava as TIC ao Serviço da

pelas escolas associadas. Para desenvolver este

Formação.

processo reunimos uma equipa de sete formadores

Patrícia Xavier

muito experientes na área das Tecnologias da

Queremos este progresso tecnológico, mas também

Informação e Comunicação (TIC) e preparamos em

queremos poder voltar a sentir a vida nas escolas e

conjunto a realização de 15 ações de formação com o

abraçar os amigos. Queremos tudo. Aproveitem a leitura, bom descanso nas férias! Até breve,


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Junior Teixeira https://www.pexels.com/photo/semi-opened-laptop-computer-turned-on-on-table-2047905/


Adão Brochado

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Agrupamento de Escolas de Vilela

TRÊS METODOLOGIAS DAS TIC AO SERVIÇO DA EDUCAÇÃO

Nos últimos anos, vários estudos e relatórios

A Internet como uma ferramenta de aprendizagem

destacaram as oportunidades e os benefícios

foi categorizada em três amplas áreas: como uma

potenciais das TIC (Tecnologias da Informação e

ferramenta para desenvolver atividades de ensino nas

Comunicação) para melhorar a qualidade da educação.

escolas, na forma de uma atividade complementar,

As TIC são vistas como a “principal ferramenta para a

como uma maneira de facilitar o contato pessoal e,

construção de sociedades de conhecimento” (UNESCO

portanto, a interação entre as pessoas, e como um

2003) e, particularmente, como um mecanismo ao nível

recurso para ampliar o acesso para conteúdo e serviços

da educação escolar que poderia fornecer uma maneira

(Sangrà 2001).

de repensar e redesenhar os sistemas e processos educacionais, garantindo qualidade na educação para

A Internet é uma ferramenta universal, é verdade

todos.

que é uma ótima fonte de informação. No campo da educação, esta é um grande recurso para obter

Além disso, na Europa, o uso adequado das TIC na

informações, a pesquisa pode ser facilmente planeada

educação escolar é considerado um fator-chave na

e implementada em benefício dos alunos e professores.

melhoria da qualidade nesse nível educacional. A

Infelizmente, existe a questão do acesso limitado. A

Comissão Europeia está a promover o uso das TIC nos

implementação da igualdade de acesso e uso curricular

processos de aprendizagem através do seu Plano de

da Internet não é uma tarefa fácil de realizar. Por

Ação eLearning, cujo objetivo é “melhorar a qualidade

outro lado, urge ensinar os alunos a questionar o que

da aprendizagem, facilitando o acesso a recursos

pesquisam na web, isto pode ajudá-los a serem mais

e serviços, bem como o intercâmbio e colaboração

críticos.

remotos” (Comissão das Comunidades Europeias 2001).

Aprendizagem colaborativa. Apesar de ser uma abordagem quase tradicional (Lave 1988; Lave

Com o aparecimento da Internet abriram-se novas

e Wenger 1991), o vínculo entre a aprendizagem

perspetivas de pesquisa educacional e incorporaram-se

colaborativa e as TIC revelou fortes possibilidades.

novas questões e metodologias. Nessa perspetiva, existem três grandes linhas:


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Alguns estudos, evidenciam como os alunos se organizam para desenvolver a aprendizagem colaborativa num ambiente virtual e como este deve ser projetado, por forma a maximizar a aprendizagem. (Harasim et al. 1995; Guitert et al. 2003). Há alguma confusão em distinguir Aprendizagem

O crescimento de novos tipos de comunidades virtuais

Colaborativa e Aprendizagem Cooperativa. A diferença

de aprendizagem surgiu como um subproduto do

é que, na aprendizagem cooperativa, os participantes

rápido crescimento da Internet e dos novos meios de

são responsáveis por uma secção específica da sua

comunicação. Atualmente, os dados e as informações

própria aprendizagem e sucesso, mas também pelo

são criados num ritmo alucinante que podem ser

grupo como um todo. Estes devem usar os seus

convertidas em formas de conhecimento, nessas

conhecimentos e recursos para garantir que todos

comunicadas, de maneira útil e eficaz para professores,

os membros do grupo entendam os conceitos que

alunos e público em geral.

estão a trabalhar. Na aprendizagem colaborativa, os participantes individuais também devem assumir a responsabilidade pela aprendizagem e pelo sucesso da equipa, mas o seu papel extingue-se com a conclusão da sua parte. Aprender em comunidades virtuais. Outra linha é como as TIC podem ajudar a construir comunidades de aprendizagem reais no ciberespaço (Powers 1997; Palloff e Pratt 1999; Renninger e Shumar 2002). Estas comunidades podem transformar-se em comunidades de prática (Wenger 1998) e são uma ferramenta muito poderosa para alcançar objetivos pessoais e profissionais (Landow 1997; Laurillard 2002).


Adelina Silva e Carla Sousa

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Escola Secundária de Paços de Ferreira

CONTRIBUTO DAS TIC PARA UMA APRENDIZAGEM ATIVA

Desde há alguns anos, que o conceito “metodologia

técnicas e atividades diversificadas que concorrem

ativa” tem sido debatido no contexto escolar. Por

para um único objetivo - a aprendizagem de novas

definição, um método educativo define um conjunto

competências (Linguagens e textos; Informação e

lógico de ações, com o objetivo de desenvolver nos

comunicação; Pensamento crítico e pensamento

alunos a capacidade de aprender novas competências.

criativo; Raciocínio e resolução de problemas; Saber

Dessa forma, podemos dizer que as metodologias

científico, técnico e tecnológico; Relacionamento

ativas poderão ser um meio consciente para alcançar

interpessoal; Desenvolvimento pessoal e autonomia;

um fim, ou seja, a construção de conhecimento.

Bem-estar, saúde e ambiente; Sensibilidade estética

Não se pode falar de metodologias ativas sem

e artística; Consciência e domínio do corpo). Nesta

questionar:

mudança do paradigma educacional, a Comissão

1. Quais os desafios que se colocam à educação,

Europeia desenvolveu o Quadro Europeu de

à escola e aos professores do século XXI, numa

Competências Digitais para os Cidadãos (DigComp)

sociedade global?

onde reforça a necessidade de implementar cinco

2. Como inovar em educação e como educar para a

áreas: literacia de informação e de dados; comunicação

inovação?

e colaboração; criação de conteúdos digitais;

3. Qual deverá ser o perfil dos alunos no final dos

segurança; e resolução de problemas, sendo estas

atuais 12 anos de escolaridade obrigatória em

amplamente trabalhadas pela aprendizagem ativa e

termos de princípios, valores e competências?

uma mais-valia para a formação do aluno ao longo da

4. Qual o papel das tecnologias/competências

vida.

digitais enquanto alavancas da inovação em

A aprendizagem pressupõe o envolvimento e a

educação?

motivação de cada aluno, através do diálogo, do

A Aprendizagem Ativa é estudada desde a década

método socrático, da exploração das suas histórias

de 90, por diversos autores. Todos eles defendem

de vida, incentivando as experiências e atendendo às

um ambiente adequado, formas de interações e

necessidades de cada um.

diferentes estratégias de ensino e aprendizagem. Não

Não basta propor uma atividade dinâmica, para esta

há uma forma única de ensinar, nem uma forma única

ser enquadrada numa metodologia ativa. O objetivo das

de aprender. Há diferentes ferramentas, diferentes

metodologias ativas é efetivar a aprendizagem.


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Este objetivo poderá ser concretizado

aprendizagem nem se valoriza as suas

através de várias técnicas: sala de

individualidades. É o que se passa com

aula invertida, gamificação, estudo de

a gamificação ou com a sala de aula

caso, storytelling, Design Thinking, Peer

invertida.

Instruction, Project Based Learning, Ambientes e Espaços, Aprendizagem

“O professor pode lançar mão dessas interfaces para

baseada em problemas, Aprendizagem

a co-criação da comunicação e da aprendizagem na

Colaborativa e Cooperativa, Portfólio,

sua sala de aula presencial e on-line. Estas interfaces

Visual Thinking.

favorecem a integração, o sentimento de pertença,

Todas estas técnicas fazem parte de

trocas, crítica e autocrítica, discussões temáticas,

um método ativo, mas também de um

elaboração, colaboração, exploração, experimentação,

método passivo, pois se o professor

simulação e descoberta” (Silva, 2004).

não conseguir envolver os seus alunos, a sua prática será demonstrativa, expositiva, onde o aluno não se encontra na posição de personagem principal da


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“A aprendizagem é um processo de construção do aluno – autor de sua aprendizagem –, mas nesse processo o professor, além de criar ambientes que favoreçam a participação, a comunicação, a interacção e o confronto de ideias dos alunos, também tem sua autoria. Cabe ao professor

Foto de Soumil Kumar no Pexels

promover o desenvolvimento de actividades que provoquem o envolvimento e a livre participação do aluno, assim como a interação que gera a co-autoria e a articulação entre informações e conhecimentos, com vistas a construir novos conhecimentos que levem à compreensão do mundo e à atuação crítica no contexto” (Silva, 2004).

As metodologias ativas estão muito

Quando este processo faz sentido para

relacionadas com a postura do

o aluno e este se sente envolvido, o

educador, da forma de avaliação e de

aluno é o protagonista do processo

como são valorizadas as experiências

de ensino e aprendizagem, emite as

prévias dos alunos.

suas ideias e opiniões, partilha dúvidas,

Nessa linha, há quem fale da

questiona, apresenta soluções. Ora,

personalização da aprendizagem como

tudo isto possibilita que se concretize o

um princípio da metodologia ativa.

perfil do aluno à saída da escolaridade

Cada aluno que compõe uma turma,

obrigatória, a nível dos conhecimentos,

tem necessidades e interesses, procura

das capacidades e das atitudes e valores,

conhecimentos e competências que

dando ênfase as aprendizagens essenciais.

fazem sentido para o seu projeto de vida,

A aprendizagem ativa consubstancia a

a quem são apresentados desafios com

inclusão educativa de todos os alunos,

problemas, para serem solucionados

em especial, os das diferentes medidas

em grupo ou individualmente, desde que

de suporte à aprendizagem e à inclusão

cada atividade proposta faça sentido

na sua diversidade de necessidades e de

para aqueles que participam.

potencialidades.


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“Aprender de forma colaborativa é planear, desenvolver ações, receber, selecionar e enviar informações, estabelecer conexões, refletir sobre o processo em desenvolvimento, em conjunto com os pares, desenvolver a inter-aprendizagem, ou seja, a competência de resolver problemas em grupo e a autonomia em relação à pesquisa e ao fazer por si mesmo. As informações são selecionadas, organizadas e contextualizadas segundo as necessidades e os interesses momentâneos do grupo, permitindo estabelecer múltiplas e mútuas relações, atribuindo-lhes um novo sentido” (Silva, 2004).

Por outro lado, as metodologias ativas

“O professor actua como mediador, facilitador,

provocam o próprio professor: implica

incentivador, desafiador, investigador do

alterar representações e práticas letivas;

conhecimento, da própria prática e da

entender a alteração metodológica de

aprendizagem individual e do grupo. Ao mesmo

aulas ativas; privilegiar a aprendizagem

tempo em que exerce sua autoria, o professor

do aluno em vez do ensino do professor;

coloca-se como parceiro dos alunos, respeita-lhes

recorrer à tecnologia por forma a

o estilo de trabalho, a coautoria e os caminhos

maximizar o desenvolvimento das

adotados durante o processo. Os alunos constroem

competências digitais e potenciar

o conhecimento por meio da exploração, da

a aquisição de conhecimentos e de

navegação, da comunicação, da troca, da

aprendizagens significativas; fazer incidir

representação, da criação/recriação, organização/

o trabalho sobre o desenvolvimento

reorganização, ligação/re-ligação, transformação e

de competências (cognitivas, éticas,

elaboração/re-elaboração.”(Silva, 2004).

de ação,..) nos alunos; trabalhar as competências em função de contextos reais mais ou menos conhecidos dos alunos; coordenar meios e recursos e, sobretudo, criar uma dinâmica de trabalho de equipa e de escola.

Em conclusão: a sociedade do conhecimento é uma sociedade de múltiplas oportunidades de aprendizagem: parcerias entre o público e o privado, avaliações permanentes, debate público, autonomia da escola, flexibilidade do currículo, generalização


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Piacq Andrea

Bibliografia

da inovação. As consequências para a escola e para a educação em geral são enormes: ensinar a pensar; saber comunicar; saber pesquisar; ter raciocínio lógico; fazer sínteses e

BATES, Tony (2019), Teaching in a Digital Age (Second Edition). Vancouver, B.C.: Tony Bates Associates Ltd, Disponível em https:// pressbooks.bccampus.ca/teachinginadigitalagev2.pdf Consultado em 2/4/2020. DIAS, A. e Gomes, M. J. (coord.), (2004). E-learning para e-formadores. Disponível em https://www.researchgate.net/ publication/277039142_E-learning_para_eformadores_formacao_de _docentes_universitarios.pdf Consultado em 2/4/2020.

seu próprio trabalho; ter disciplina para o

IEFP, Modelo de concepção de cursos de formação a distância. Disponível em: https://elearning.iefp.pt/pluginfile.php/46766/mod_ scorm/content/0/mod04/00mod04.htm

trabalho; ser independente e autónomo;

Consultado em 2/4/2020.

elaborações teóricas; saber organizar o

saber articular o conhecimento com a prática. Nesse contexto, o professor é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz. Coloca-se à escola o desafio da mudança da lógica da construção do conhecimento, pois a aprendizagem de

MORGAN, T. (2010), Online Teaching with the most basic of tools – email. Disponível em: https://homonym.ca/published/online-teachingwith-the-most-basic-of-tools-email Consultado em 2/4/2020. PAIVA, V. (2003), Feedback em Ambiente Virtual. In: LEFFA, V. (Org.) Interação na aprendizagem das línguas. Pelotas: EDUCAT. Disponível em: www.veramenezes.com/feedback.htm Consultado em 2/4/2020. SILVA, A. (2004), Processos de ensino-aprendizagem na era digital, BOCC – Biblioteca On-Line de Ciências da Comunicação, ISSN: 1646-3137. Disponível em http://www.bocc.ubi.pt/pag/silva-adelinaprocessos-ensino-aprendizagem.pdf.

hoje ocupa toda a nossa vida. VV.AA. (2020), Educar a Distância. Comunidade aberta e inclusiva de apoio à transição para a educação online. Disponível em: https:// eagoraead.wixsite.com/ensinaradistancia Consultado em 2/4/2020. MAPA CONCETUAL: Instructional Design (desenho da aprendizagem) – Modelo ADDIE


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Armando Afonso Agrupamento de Escolas de Frazão

A IMAGEM, DO ANALÓGICO AO DIGITAL

A presente composição resulta dos trabalhos elaborados por alguns docentes que frequentaram a ação de formação "A Imagem, do Analógico ao Digital" dinamizada pelo formador Armando Afonso.

Ao experimentar, discutir e criar usando artisticamente as novas tecnologias, inteirandose das suas potencialidades, mas também das suas

DO ANALÓGIO AO DIGITAL limitações, o professor poderá alargar o espaço criativo (...) Armando Afonso

motivando os alunos para uma abordagem dinâmica no que respeita ao sentido atual de conceitos como multimédia, comunicação, conetividade, interface , hipertexto e New Media Art.


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Joana Faria · Paulo Pinhal · Célia Barbosa Rui Oliveira · Armando Afonso Armando Afonso


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Isabel Pinheiro · Joana Faria Paulo Pinhal · Delfina David · Armando Afonso Armando Afonso · Isabel Pinheiro · Joana Faria


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Margarida Ferraz

Teresa Cruz


Carla Correia

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Agrupamento de Escolas Joaquim Araújo

"NOVAS TECNOLOGIAS, AO SERVIÇO DA EDUCAÇÃO"

O presente artigo de opinião intitulado “Novas Tecnologias, ao serviço da educação”, inscreve-se, com pertinência, no contexto da atual situação de pandemia que fez emergir o Ensino à Distância através de múltiplas plataformas e vai ao encontro de uma

A questão da relação das novas tecnologias com a Educação, apresenta-se hoje, com extrema atualidade, uma vez que exige uma reflexão cuidada e uma tomada de posição da tutela e, por sua vez das escolas nos seus agentes de educação, face às exigências que o avanço das novas tecnologias trazem para o reformular do exercício da docência. Os normativos legais, nomeadamente os decretos-lei n.º 55/2018 de 6 de julho e n.º 54/2018, de 6 de julho vieram a imprimir uma nova conceção de gestão de currículo mais integradora e flexível que vai ao encontro da realidade do século XXI, que aproxima professores e alunos de novas práticas assentes na utilização de novas tecnologias e que colocam os alunos como protagonistas do seu processo de ensino aprendizagem, numa lógica formativa e autorreguladora da aprendizagem. Esta autorregulação é definida como um processo de autorreflexão e ação no qual o aluno estrutura, monitoriza e avalia a sua própria aprendizagem. A aprendizagem autorregulada está associada à melhor retenção do conteúdo, maior envolvimento com os estudos e melhor desempenho académico. Este processo evidencia o papel do aluno como agente principal de sua aprendizagem e ressaltam que a autorregulação pode ser desenvolvida em qualquer etapa do ensino, do básico ao superior.

perspetiva de formação contínua de professores que se enquadra nas múltiplas exigências da escola atual, que requer da parte do professor, conhecimentos não apenas da sua área científica e pedagógica, mas de outros domínios e técnicas. Esta realidade, é indissociável das exigências da atividade profissional docente, o que, subsequente, traduz a razão pela qual me dispus a esta reflexão. Nós, profissionais da educação, sentimos a necessidade diária de procura de informação para enriquecer o conhecimento, colmatar lacunas e acompanhar o presente para avançar no futuro, do qual dependem as novas gerações. É da capacidade de inovar e aceitar a mudança que reside o progresso do Sistema Educativo. As diretrizes emanadas do Ministério da Educação face ao contexto atual de pandemia do Covid 19, plasmadas nas orientações do documento de Ensino@ Distância dos agrupamentos de escolas, abriram um espaço importante de reflexão sobre os processos de ensino aprendizagem que, ao momento, ocorrem em todo o país, fora dos espaços educativos, em diversas plataformas, contribuindo para o desenvolvimento de práticas inovadoras. Esta conjuntura trouxe novas dinâmicas no quotidiano da Escola, impulsionando a adoção de novas metodologias ativas, desafiando os docentes para a emergência de novas práticas de ação pedagógica e para a introdução de estratégias metodológicas criativas.


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Podemos arriscar em falar de uma rutura na

As competências adquiridas nesta área permitirão, quer

Educação, no que concerne a práticas metodológicas

a professores, quer aos alunos, utilizar novas práticas

e abordagens mais integradoras para os alunos? O

no seu dia-a-dia utilizando as novas tecnologias.

certo é que a Escola nunca mais vai ser a mesma.

Contudo, proporcionar um ensino de qualidade com a

Quando faço uma análise das práticas educativas

utilização de novas tecnologias, implica ter consciência

desenvolvidas nas nossas escolas até ao contexto

de alguns entraves e limitações quer ao nível de

atual, considero, em grande parte, ainda muito idênticas

literacia digital ainda em aprendizagem por todos os

às que os nossos pais conheceram e que promovem

implicados, quer pela inclusão que abranja todos os

mais a diferenciação entre alunos do que a sua

alunos. Os obstáculos estruturais aparecem como

aproximação, em termos de resultados académicos.

determinantes na prática docente, pois tornam-se,

Assim sendo, a Escola deveria ser um espaço onde

em muitas situações, responsáveis pela frustração e

as barreiras da aprendizagem sejam definitivamente

abandono da intenção docente na integração curricular

derrubadas quer pelo acesso ao mesmo tipo de

das novas tecnologias. Isso indica a necessidade

tecnologias, quer porque essas tecnologias facilitam

de compreendermos a importância da formação do

a aquisição de aprendizagens por se encontrarem

professor e sua responsabilidade na construção do

adaptadas a alunos com dificuldades de aprendizagem.

conhecimento em novas tecnologias.

As aulas à distância potenciaram quer a docentes, quer

Por outro lado, a inclusão procura assegurar o

aos alunos, um ambiente inovador ao nível da adoção

acesso, a participação e o sucesso de todas as

de novas formas de ensinar e aprender, conferindo-lhes

crianças e jovens em contextos de educação e

competências digitais para práticas de metodologias

ensino, combatendo-se deste modo qualquer forma

ativas na sala de aula, mediante o recurso a

de exclusão. Garantir o acesso à Escola constitui

plataformas, instrumentos e ferramentas online, que

a dimensão mais fácil de alcançar no processo de

permitem uma avaliação formativa e reguladora do

inclusão, pois depende sobretudo de decisões de

processo de ensino-aprendizagem. Apesar de ter

natureza política. Já assegurar a participação e o

experienciado estas práticas na sala de aula, com o

sucesso na aprendizagem que envolva o acesso a

Ensino@Distância, pude verificar na prática, o impacto

todos os alunos, equitativamente, às novas tecnologias,

das ferramentas digitais no processo de aprendizagem

implica mudanças significativas não só nas formas de

e avaliação; aferir o valor educacional das ferramentas

conceber a função da escola e o papel do professor

digitais; conceber e utilizar ferramentas digitais para

no processo de ensino e aprendizagem, mas também

dinamizar o processo de aprendizagem; e regular e

da disponibilidade financeira das escolas para garantir

manter a dinâmica pedagógica com a aplicação de

os meios e equipamentos necessários para os alunos

instrumentos digitais de avaliação formativa a usar em

mais carenciados. Trata-se, portanto, garantir o

contexto de ensino aprendizagem.

acesso a todos às novas tecnologias e de equacionar


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processos pedagógicos inclusivos que permitam o https://www.pexels.com

envolvimento efetivo de crianças e jovens com NE

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na aprendizagem, garantindo-se assim o acesso ao currículo comum e o sucesso educativo. E uma vez que este propósito envolve mudanças significativas na prática pedagógica, considero premente a necessidade de se equacionar de outro modo o processo de organização e gestão do currículo. Apesar dos obstáculos supramencionados, na realidade, a utilização de novas tecnologias ao serviço da Educação, neste caso à distância, foi muito relevante numa perspetiva de valorização e mudanças na minha prática profissional, um contributo para atualizar os meus conhecimentos na área da literacia digital, melhorar as minhas competências profissionais no âmbito desta temática, facilitando a partilha, com os meus pares, e divulgação de materiais e promoveu e incentivou a autoformação. Por outro lado, encontrei um espaço de enriquecimento, de reflexão pessoal e de partilha de experiências com os alunos e colegas de profissão, muito positivo e motivador no exercício das atividades subjacentes à minha profissão. No regresso à escola, é fundamental pensar que todos os espaços podem ser espaços de aprendizagem, o que nos leva a concluir que, para que isso aconteça, será, apenas, necessário planificar esses espaços para uma aprendizagem ativa, ou seja, devem conter, pelos menos, três elementos chaves do sucesso; a pedagogia, a tecnologia e o espaço. Os novos espaços de aprendizagem deveriam configurar-se, assim, como espaços flexíveis, onde se desenvolvam pedagogias interativas, favorecidas por um mobiliário da sala de aula suficientemente flexível que favoreça tanto o trabalho individual como o de grupo e onde o ensino não se realiza apenas pelo professor, mas antes e, principalmente, ao ritmo da aprendizagem de cada aluno, numa esfera de trabalho colaborativo entre pares.

bright-373543/

Sugeria iniciativas de formação contínua, alargando o leque de formandos e vocacionadas a dotar os docentes de competências digitais de forma: • A facilitar as aprendizagens, principalmente através do ensino personalizado aos alunos abrangidos pelas medidas da Educação Inclusiva; • Desenvolver aprendizagens significativas através da aplicação de uma metodologia baseada na resolução contextualizada de problemas; • Aplicar uma metodologia baseada na resolução contextualizada de problemas, com recurso às novas tecnologias de informação, num ambiente mais informal do que o da sala de aula convencional; • Promover uma melhoria das aprendizagens baseadas numa metodologia IBL (Inquiry-based Learning), ou seja, na investigação por parte dos alunos; • Promover a articulação curricular num contexto interdisciplinar. • Proporcionar formação que contemple a Sala de Aula do Futuro no Presente, que tem o seu protótipo na Sala de Aula do Futuro - Future Classroom, desenvolvida pela European Schoolnet, uma prioridade em todos os agrupamentos de escolas. Para finalizar, considero que este contexto de Ensino@Distância, foi mais um contributo para o meu processo de formação como profissional da educação, uma vez que a experiência ao nível da utilização da novas tecnologias ao serviço da docência irá facultar uma melhor prestação nas práticas inerentes à minha profissão e, subsequentemente, uma participação ativa neste âmbito junto dos meus pares, proporcionando um trabalho colaborativo e cooperativo entre os docentes que não se deverá confinar à sua sala de aula, mas para além desta.


Foto de Julia M Cameron no Pexels

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Domingos Gomes

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Agrupamento de Escolas de Paredes

AS TIC AO SERVIÇO DA EDUCAÇÃO

No início do século XXI, a ênfase tem sido colocada

constrangimentos passaram pela falta de material ou

na aprendizagem em rede e nas potencialidades

mesmo material obsoleto que não respondia às novas

do software social para acesso à informação e ao

solicitações.

conhecimento (MOREIRA; JANUÁRIO; MONTEIRO,

O primeiro passo da equipa TIC (Tecnologias de

2014). Com efeito, hoje, a aprendizagem em espaços

Informação e Comunicação) foi fazer um levantamento

com mais “respiração”, sem barreiras, nem muros

das necessidades e carências de material tecnológico,

físicos ou virtuais, como as redes sociais, constitui um

computador, tablet, smartphone, ligação à internet,

enorme desafio para a sociedade digital, na medida em

entre outros. Este levantamento foi realizado em

que esses ambientes remetem-nos para o paradigma

todas as turmas das várias escolas que constituem

emergente da Educação Aberta.

o agrupamento. O passo seguinte foi analisar as

Quando fomos confrontados com a problemática

plataformas digitais existentes e a nossa opção recaiu

gerada pela impossibilidade de haver aulas presenciais,

no “G Suite for Education” que é um conjunto de apps

provocada pelo COVID-19, tivemos de criar um conjunto

gratuitos, entre eles o Google Classroom, Hangouts,

de soluções viáveis, passíveis de serem aplicadas por

entre outros. O porquê desta opção e não outra? A

todos os intervenientes (alunos, pais, professores, …).

escolha deve-se a vários fatores: é intuitivo, fácil de

Na realidade, apesar de ser consensual a necessidade

usar, mesmo em dispositivos com o smartphone ou

de uma “revolução informática” não estávamos

tablet e implica um período de aprendizagem curto.

preparados para a nova realidade do E@D (Ensino

Em seguida, criámos contas de e-mail institucional,

à Distância). Nas duas últimas semanas de aulas

uma nova realidade que os docentes tiveram de se

do segundo período, utilizámos essencialmente

adaptar, uma de muitas adaptações e transformações

ferramentas assíncronas ou optámos por enviar

que os docentes tiveram de implementar no seu

material para os alunos em suporte de papel. O nosso

dia-a-dia.

objetivo era e sempre será nunca deixar nenhum aluno

A nossa equipa TIC implementou um plano de

para trás.

formação para habilitar os colegas para esta nova

As dificuldades começaram a surgir com alunos

realidade, mostrando-se disponível para partilhar

sem recursos tecnológicos para fazer face à nova

conhecimento numa tentativa de minimizar todos

situação que estávamos e continuamos a viver. Alguns

os constrangimentos que surgiram com o E@D.


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(...) Com a imposição do E@D muitos colegas descobriram e reinventaram novas formas de lecionar e os alunos novos modos de aprender. Uma coisa é certa, o futuro jamais será o mesmo. (...)

Naturalmente, houve muitas resistências, muitos problemas, mas julgamos que fizemos todos os possíveis e muitas vezes os impossíveis para não deixar nenhum aluno para trás. Numa época de balanços, urge questionar: foi a melhor estratégia? Com certeza que não terá sido. Outras soluções seriam mais eficazes, porém com períodos de adaptação bem mais alargados. Com a imposição do E@D muitos colegas descobriram e reinventaram novas formas de lecionar e os alunos novos modos de aprender. Uma coisa é certa, o futuro jamais será o mesmo. No regresso às aulas presenciais, devemos continuar a rentabilizar as TIC para agilizar processos de aprendizagem, motivar os alunos e inovar as nossas práticas, utilizando as TIC dentro e fora da sala de aula. Concluindo, a Educação Aberta, colaborativa, em rede, tem sido considerada uma filosofia educacional fundamental para enriquecer a aprendizagem ao longo da vida e tem proporcionado a oportunidade de aceder e de construir conhecimento. O rápido crescimento dos

Recursos Educacionais Abertos na Web 2.0, promovendo o acesso e uso livre de conteúdos e tecnologias, tem favorecido a construção coletiva do conhecimento, com base numa reconstrução colaborativa e redistribuição partilhada, além de proporcionar mudanças de práticas e formas de aprender (OKADA, 2014). Neste novo contexto, não se percam as oportunidades e as aprendizagens realizadas.


Filipe Moreira

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Escola Secundária de Paços de Ferreira

UTILIZAÇÃO DAS TIC NO ENSINO DO SÉCULO XXI – RELATOS E REFLEXÕES DE UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL Desde o início das minhas funções, enquanto docente,

alunos, um registo e uma consulta em tempo real

que uso sempre as Tecnologias da Informação e

das suas atividades: sumários, assiduidade/faltas e

Comunicação (TIC) como meio complementar de apoio

classificações (quantitativas e qualificativas). A sua

à minha atividade letiva.

implementação permitiu uma drástica diminuição da

Enquanto lecionei no Ensino Politécnico, criei desde

carga burocrática a todos.

logo uma página pessoal dentro do site do Instituto

De seguida, bati-me pela criação de contas de e-mail

Politécnico de Bragança com oferta dos conteúdos

institucionais como meio de comunicação da escola,

apresentados nas aulas, quer fossem apontamentos

uma escola que se queria como sendo, em todos os

teóricos, enunciados de exercícios teórico-práticos e

sentidos, do século XXI. Simultaneamente comecei a

práticos, bem como classificações dos elementos de

usar a plataforma Moodle para apoio às minhas aulas

avaliação às minhas disciplinas. Também incentivei,

na divulgação de informação/documentos para apoio

desde sempre, a utilização do correio eletrónico como

à lecionação e a outras situações, tais como no apoio

meio de comunicação mais eficaz, quer entre os meus

a aspetos relacionados com o Departamento Curricular

pares, quer com os alunos.

e Área Disciplinar a que pertencia. Esse apoio incluía

Quando comecei a lecionar no Ensino Básico e

a partilha concentrada e simplificada de documentos

Secundário, em 2005, também usei as TIC, como

oficiais, partilha de recursos e criação de fóruns de

meio complementar: primeiro com a partilha de

discussão de tópicos referentes a assuntos dessas

recursos com os meus colegas através do correio

estruturas.

eletrónico, seguido pelo alargamento da sua utilização

Tenho, de forma continuada, usado a plataforma

na interação com os meus alunos. Logo no primeiro

Moodle com os meus alunos desde o final da década

ano, sugeri a criação de uma área reservada no

passada e fi-lo sempre como meio para disponibilizar

site da escola para acesso a conteúdos apenas

os recursos das disciplinas, muitas vezes criados

disponíveis para os membros da comunidade

por mim, como meio de recolha de elementos de

escolar, mediante autenticação. De seguida, criei um

avaliação, como meio de partilha/divulgação de

sistema de Livro de Ponto online e um sistema para

informação, ou seja, como uma espécie de central

registo de classificações para o Ensino Profissional,

de comando dos recursos educativos que uso nas

o que permitia, quer aos professores, quer aos

minhas aulas. Normalmente dedico a primeira aula


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com cada turma para familiarizar os alunos com essa plataforma, o seu modo de funcionamento, as vantagens da sua utilização e outros aspetos que considero importantes. Além de tudo, a plataforma Moodle tem a vantagem de estar instalada no servidor da escola, pelo que é possível ter o controlo total da mesma, sem ter de recorrer a terceiros, com todos os benefícios e sem as complicações legais que a utilização de outras plataformas poderá ter: afinal de contas, toda a informação encontra-

(...) De repente, todo o nosso Sistema de Ensino tornou-se “dependente” das TIC e falar-se de aulas em videoconferência, plataformas Google Classroom, Ed Modo, Microsoft Teams, Zoom, Google Meet, Moodle, etc., passou a ser algo normal e frequente no nosso quotidiano. (...)

se reservada, no interior da escola, pelo que se dispensa a utilização de outras plataformas para a sua utilização. Longe estava eu de supor que essa metodologia iria ter um papel tão importante nesta altura em que o

eu disponibilizei e foi possível a recolha, de uma

COVID-19 “invadiu” as nossas vidas

forma organizada e expedita das resoluções dos

e alterou de um dia para o outro o

exercícios, fichas, criação/participação em fóruns de

paradigma presencial da lecionação, que

discussão, incentivando, de certa forma a uma primeira

teve de passar para uma abordagem

abordagem ao trabalho colaborativo, que é apontado

de Ensino à Distância. De repente, todo

como uma mais-valia nas competências digitais que se

o nosso Sistema de Ensino tornou-se

pretendem nos dias de hoje.

“dependente” das TIC e falar-se de aulas em videoconferência, plataformas

Há, contudo, algumas ilações que se devem retirar da

Google Classroom, Ed Modo, Microsoft

situação provocada pelo Ensino à Distância: por um

Teams, Zoom, Google Meet, Moodle, etc.,

lado, o acentuar das desigualdades do acesso às TIC,

passou a ser algo normal e frequente no

que desemboca num aspeto que não tem merecido

nosso quotidiano.

a atenção que creio ser necessária. Se, nas outras

No início deste período utilizei o correio

disciplinas, todos os alunos têm acesso ao caderno,

eletrónico juntamente com a plataforma

manual e material de escrita para desenvolver as suas

Moodle, ainda antes das aulas síncronas,

atividades, nem todos têm acesso a um computador

e a resposta dos meus alunos foi

pessoal, ou outro meio equiparável como um tablet. De

fantástica: uma alta percentagem

futuro é importante ter essa situação em conta dentro

dos mesmos usou os recursos que

da sala de aula desdobrando as turmas à disciplina


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de TIC para que todos os alunos consigam trabalhar

alunos. Para exemplificar a importância da

num computador, sob a supervisão de um professor

utilização destes recursos, dou dois exemplos

de TIC! Na situação atual vigora o rácio de 2 alunos

da utilização das TIC com os meus alunos: há

por computador o que faz com que a aprendizagem

alguns meses, um antigo aluno meu, entrou em

das TIC não seja a mais eficaz: é que enquanto um

contacto comigo, por e-mail, solicitando-me que

aluno usa o computador o outro fica a ver… e as TIC

lhe recomendasse um aluno para ir trabalhar na

aprendem-se praticando!!!

empresa em que estava – o que se veio a verificar;

Por outro lado, tornou-se claro que o uso das TIC veio

ainda na semana passada, fui contactado por

para ficar; mas, será que os nossos alunos estavam/

outro aluno, solicitando-me ajuda na resolução

estão preparados para o seu uso? Na minha opinião,

de um trabalho que ele está a realizar no Ensino

os passos dados, nomeadamente com a introdução

Superior… Isto diz bem do inculto que consegui

da disciplina em faixas etárias mais baixas é positiva,

introduzir nos meus alunos e nos benefícios

mas claramente insuficiente, pois ficaram de lado os

comunicacionais do presente (e futuro…).

alunos mais velhos que também têm necessidade de aprender a utilizar corretamente as TIC, de acordo com a sua idade. Será que faz sentido ensinar a um aluno de 11 anos, por exemplo, a inserir uma nota de rodapé num documento de texto? Mesmo que o façamos, esse aluno não terá maturidade para saber o que é, para que serve e quando se deve usar notas de rodapé, pelo que em breve ele esquecerá como o fazer. O mesmo se passa com as apresentações eletrónicas: um aluno mais novo gosta de cor, de muitas imagens e animações e vai aplicar isso numa apresentação eletrónica. Mas será adequado fazê-lo, e em que grau, numa apresentação académica ou profissional? Assim penso se se deveria repensar a introdução da disciplina de TIC no Ensino Secundário, para todos os Cursos, com conteúdos mais formais, como a elaboração de relatórios, folhas de cálculo, etc., e mais apropriados à sua faixa etária. E o futuro? Bom, no futuro continuarei a incluir e incentivar o uso das ferramentas digitais como um meio complementar no desempenho das funções de toda a comunidade escolar, particularmente dos

(...) Há, contudo, algumas ilações que se devem retirar da situação provocada pelo Ensino à Distância: por um lado, o acentuar das desigualdades do acesso às TIC, que desemboca num aspeto que não tem merecido a atenção que creio ser necessária. (...)


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Uma viagem virtual à Madeira Equipa Educativa do 5.º ano – Coordenadora Sandra Morais https://tinyurl.com/yxdaka2p


Isabel Vilarinho

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Agrupamento de Escolas de Pinheiro

BOAS PRÁTICAS NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEIRO – PENAFIEL Viagem virtual – Um saltinho…

Em tempo de confinamento e porque a escola é um

Conhecido o destino foi tempo de fazer as malas,

local de aprendizagem para a vida, a Equipa Educativa

comprar o bilhete e “voar”.

de 5.º ano, coordenada pela professora Sandra Morais, decidiu atualizar os desafios propostos para

À chegada tinham à sua espera o guia turístico, o

a turma de forma a possibilitar o desenvolvimento de

Sr. Miguel, que os acompanharia durante toda a

aprendizagens agora em família/ casa com o apoio dos

semana nas suas aventuras, com a sua enorme

professores. Neste sentido, privilegiaram-se projetos

camioneta. Ainda cedinho e já na Pousada da

que contemplavam a articulação disciplinar, o trabalho

Juventude da Madeira, foi tempo de colocar o chapéu,

colaborativo e os valores de cidadania necessários

verificar se tinham na mochila dinheiro e o Cartão de

para o desenvolvimento das competências definidas

Cidadão, pegar no diário de bordo e rumo à descoberta!

no Perfil dos Alunos, ao mesmo tempo que permitiram o cumprimento dos objetivos do currículo, em cenários

O trabalho desenvolveu-se em videoconferências -

de aprendizagem ativa e integrada.

Meet, onde os alunos, através de um guião de viagem com desafios foram mobilizando conhecimentos

Um saltinho….

adquiridos.

Durante a semana de um a cinco de junho desenvolveu-

Foram diversas as atividades: partilhar pequenos-

se um projeto de uma viagem virtual: um saltinho ao

almoços, almoços, hora do chá, visitar museus virtuais,

Porto, Guimarães, Lisboa, Madeira e Açores.

conhecer dialéticos regionais, interpretar e construir

Os alunos escolheram um destino através de um

arte, praticar exercício físico em contacto com a

questionário, o que os permitiu ingressar num grupo

natureza, ouvir lendas e conversar com os professores

de alunos do quinto ano com o mesmo destino. Esta

das escolas dos Açores.

escolha possibilitou aos alunos conhecer novos colegas e professores.


Chegou o dia de partida e com a lágrima

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no olho os nossos alunos disseram: Durante toda a semana partiram à descoberta, onde as vivências eram as mais reais possíveis, obrigando-os a escolhas diárias e a gerir dinheiro, onde as opções eram individuais e justificadas tornando-os cidadãos participativos e com valores democráticos. Muitas vezes não havia respostas certas ou erradas, a partir da qual se pretendia desencadear reflexões e conversas que ajudavam a lidar melhor com sentimentos que nos são comuns a todos. E acreditamos que educar para a cidadania significa desenvolver nos nossos alunos e alunas a capacidade para pensar de forma crítica e independente, de modo a estarem aptos a participar ativamente nos assuntos da comunidade e do planeta. A viagem permitiu que os alunos vissem o sentido útil dos conteúdos das disciplinas, pois estas deixaram de estar fragmentadas, onde se valorizavam as emoções, as vivências de cada aluno, onde foi possível promover a criatividade, a arte, a expressão corporal e o desenvolvimento moral.

“Foi tudo fantástico adorei era tudo verdejante a cor da água era mesmo muito limpinha é um paraíso”. “Adorei conhecer todos esses lugares ... principalmente a Ponta do Sol”. “Foi bom, deu para aprender na viagem e saber o que preciso para viajar”. “Conhecer outras culturas, conviver com os colegas e professores”. “O tempo que passamos com os professores e as coisas que fiquei a saber sobre a Madeira”. E assim testemunharam os pais... “Foi tudo tão real que o meu filho sentia-se lá mesmo, todos os dias ia buscar a roupa à mala para vestir e não podia colocar a roupa para lavar pois só quando chegasse de viagem. “O meu filho acordava de manhã sem ser necessário o acordar, nos outros dias era necessário por diversas vezes”. “O Rodrigo andou pela primeira vez de avião, ele que tinha tanto medo, diz que

https://tinyurl.com/y36vpobc

a partir de agora posso marcar férias e que ele já vai de avião”. E nós professores só temos uma frase a dizer “Obrigada queridos alunos!


Laura Guimarães

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Agrupamento de Escolas de Paredes

“QUE SAUDADES QUE EU JÁ TINHA DA MINH’ALEGRE ESCOLINHA …” A produção que a seguir se apresenta, partiu de uma proposta dos departamentos de Português e de Ciências Sociais e Humanas e consistiu na construção de um vídeo, com contributos diversos de alunos de todos os níveis de ensino, pais e profissionais da educação que trabalham arduamente em busca de aprendizagens significativas na melhor escola do mundo: a Escola Básica e Secundária de Paredes. O objetivo primordial que norteou esta iniciativa prendeu-se com a comemoração condigna do Dia do Agrupamento, atividade emblemática de construção de identidade e de sentido de pertença, através de um registo para memória futura, num contexto atípico de pandemia. A partilha de experiências e o desenvolvimento do espírito crítico, da criatividade e da coesão de grupo constituíram as áreas do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória chamadas à claquete: “Ação”. A partir de imagens soltas, de reflexões breves acerca das perceções e das experiências e expectativas que os nossos alunos têm associados à vida escolar, o vídeo foi estruturado em três momentos: antes do COVID-19, durante o surto pandémico e expectativas para o futuro. O produto final resultou num trabalho de forte articulação vertical e horizontal, que sob a mestria do Norberto Valério, se transformou magicamente num motivo de orgulho que muito nos envaidece e, como tal, merece ser partilhado.

Quem quiser assistir ao vídeo do AE de Paredes pode fazê-lo através do link https://youtu.be/JzoSQ43UkWM que está disponível para toda a comunidade educativa no youtube do Agrupamento.


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Luís Matos Agrupamento de Escolas Paço de Sousa

TERTÚLIA ENTRE EDUCADORES E PROFESSORES NO AE PAÇO DE SOUSA Uma ação surgida a partir do projeto Includ-ed

O projeto Includ-ed (1) é um projeto que pretende

sobre o ensino em tempos de pandemia, em formato

contribuir para o sucesso académico das crianças

de videoconferência. A participação na tertúlia foi

e alunos e, também, contribuir para a coesão social

voluntária.

das comunidades (2). É um projeto dirigido pelo CREA (Community of Research in Excellence for

A primeira tertúlia, realizada no dia 13 de maio,

All), da Universidade de Barcelona, e que está a ser

teve como suporte o texto de opinião do Professor

implementado em vários países. Em Portugal, ele

Matias Alves, da Universidade Católica, “Carta aberta

é disseminado através da DGE, tem dezenas de

aos educadores e a professores” (3) e, a partir dele,

escolas TEIP envolvidas, sendo cinco do CFAEPPP.

os diferentes participantes partilharam angústias,

No Agrupamento de Escolas de Paço de Sousa

refletiram sobre as contingências deste momento do

(AGPSOUSA) está em fase inicial de implementação.

ensino e analisaram oportunidades.

O Includ-ed desenvolve-se em duas linhas de ação

Estando os professores, neste contexto de pandemia,

distintas, mas complementares: a transformação

confinados ao seu domicílio, enfrentando novos

da escola numa comunidade de aprendizagem e a

desafios para os quais nem todos estão preparados,

implementação de ações educativas de sucesso.

a partilha faz-nos sentir parte de um coletivo que

Uma das ações educativas de sucesso preconizada

partilha os mesmos problemas. Ela dá-nos suporte

pelo Includ-ed é a formação dialógica de professores

e segurança. Mostra que não estamos sozinhos nas

em que através de tertúlias são discutidos textos,

nossas inquietações.

artigos, livros com validação científica ou os módulos

Nesse texto, em que o Professor Matias Alves

das ações educativas de sucesso.

aponta dez tópicos, sendo cinco dificuldades e cinco

A partir desta ideia e ainda que não se possa considerar

oportunidades, a reflexão foi intensa e emotiva, não

uma tertúlia dialógica, realizamos, no AGPSOUSA,

tendo o grupo, por questões de tempo, conseguido

até ao momento, duas tertúlias entre professores

ir além de três dificuldades: as desigualdades

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dos alunos no acesso aos meios tecnológicos; a avaliação dos alunos num novo contexto; o regresso ao ensino presencial na Educação Pré-Escolar. No que diz respeito às desigualdades que os alunos enfrentam no acesso ao ensino à distância, os professores manifestaram a sua preocupação sobre como não deixar nenhum aluno para trás e como ultrapassar essa contingência.

(...)Este é, talvez, o maior desafio: como proporcionar aos alunos situações de aprendizagem e de desenvolvimento de competências, sem que nenhum fique excluído? Como fazer? Como, numa Escola que se quer inclusiva, proporcionar as mesmas oportunidades a todos? Como aplicar a equidade? (...)

Este é, talvez, o maior desafio: como proporcionar aos alunos situações de

distanciamento social? Como implementar regras de

aprendizagem e de desenvolvimento

isolamento num espaço comunitário, que deveria ser

de competências, sem que nenhum

preenchido com ações de partilha?

fique excluído? Como fazer? Como,

Todas estas questões (e mais algumas) foram

numa Escola que se quer inclusiva,

lançadas pelos participantes, desenvolvendo-se uma

proporcionar as mesmas oportunidades

tertúlia que, como alguém referiu, proporcionou,

a todos? Como aplicar a equidade?

num diálogo igualitário, uma “verdadeira reflexão/

Quanto à avaliação, por norma as

discussão vertical”. E de facto assim foi: com a

escolas têm definidos os critérios

heterogeneidade e interação que se conseguiram

de avaliação para um contexto

estabelecer, nasceu um diálogo rico, diverso e

estandardizado. Como aplicar esses

reflexivo.

critérios no atual contexto de ensino à distância? Que instrumentos de

A segunda tertúlia realizou-se a 3 de junho e teve

avaliação utilizar e como os reformular?

como suporte três dos textos do ebook editado pela

Conseguiremos efetuar uma avaliação

Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade

que reflita o trabalho do aluno, as

Católica Portuguesa, “Ensinar e aprender em tempos

aprendizagens adquiridas e as

de COVID-19: entre o caos e a redenção” (4), editado

competências desenvolvidas?

e organizado pelos Professores Matias Alves e Ilídia

As Educadoras presentes mostraram

Cabral e prefaciado pelo Dr. João Costa, Secretário de

uma preocupação (que consideramos

Estado da Educação.

natural), até de forma bastante emotiva,

Nesta segunda tertúlia o grande foco de reflexão

sobre o regresso presencial das

foram as aprendizagens dos alunos e a importância

crianças e as normas de distanciamento

da presença: os alunos estão a conseguir desenvolver

individual que terão que cumprir.

aprendizagens neste processo de ensino à distância?

Como gerir emocionalmente a

Estão a adquirir competências? Qual o papel do

presença da criança fazendo imperar o

educador e do professor neste processo? haverá algo


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(...) Como gerir emocionalmente a presença da criança fazendo imperar o distanciamento social? Como implementar regras de isolamento num espaço comunitário, que deveria ser preenchido com ações de partilha? (...)

que possa substituir o professor? São interrogações

Quanto à tertúlia em si, o desafio é continuar e avançar.

que deixamos como convite à reflexão de cada um.

Queremos dar continuidade a estas sessões, manter

Num tempo de distanciamento físico, as TIC

os professores motivados em participar nelas, mas

mostraram-se assim um aliado precioso para

também queremos evoluir para textos com validação

aproximar educadores e professores que se debatem

científica de modo a chegarmos à tertúlia dialógica de

com questões similares e que através de um momento

professores. É um processo que está numa fase muito

de partilha coletiva puderam partilhar pontos de vista,

inicial e um caminho que queremos percorrer.

refletir e debater problemas que, de outro modo, teriam que enfrentar quase sozinhos. Este é também, quanto a mim, um tempo de oportunidades. Tal como qualquer crise, criam-se condições para romper com o status quo vigente e para a mudança. É um processo difícil, em que a reflexão partilhada e sustentada pode dar um contributo precioso.

1

Também aqui que as TIC podem ter um impacto

Para saber mais sobre o projeto Includ-ed:

significativo, ao trazerem até nós informação, mas

https://www.comunidadedeaprendizagem.com/uploads/ materials/26/2944b1fd4df2988d4fa0a95f796cec1b.pdf

também uma multiplicidade de opiniões de referência

https://www.dge.mec.pt/recursos-3

e textos válidos cientificamente. As TIC podem facilitar,

https://www.dge.mec.pt/projeto

assim, a troca de ideias pessoais e o cruzamento de pontos de vista diversos, dando espaço para a indagação e para a mudança da nossa cosmovisão, com possível impacto na nossa vida pessoal, mas também profissional.

2 Exemplos de artigos sobre o impacto do projeto Includ-ed que podem encontrar na internet: Flecha, A., García, R., Gómez, A., & Latorre, A. (2009). Participación en escuelas de éxito: Una investigación comunicativa del proyecto INCLUD-ED. Cultura y Educación, 21, 183–196.


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(...) Este é também, quanto a mim, um tempo de oportunidades. Tal como qualquer crise, criam-se condições para romper com o status quo vigente e para a mudança. É um processo difícil, em que a reflexão partilhada e sustentada pode dar um contributo precioso. (...)

Gatt, S., Ojala, M., & Soler, M. (2011). Promoting social inclusion counting with everyone: Learning Communities and INCLUD-ED. International Studies in Sociology of Education. Valls, R., Prados, M. M. y Aguilera, A. (2014). El proyecto INCLUD-ED: Estrategias para la inclusión y la cohesión social en Europa desde la educación. Investigación en la Escuela, 82, 31-343. 3 Texto integral do Professor Matias Alves https://www.publico.pt/2020/05/06/impar/opiniao/ carta-aberta-educadores-professores-1915217 4 Ebook “Ensinar e aprender em tempos de COVID-19: entre o caos e a redenção” (completo) http://www.fep.porto.ucp.pt/sites/default/files/files/ FEP/SAME/Ebook_Ensinar_e_aprender_em_tempos_de_ COVID_19.pdf?fbclid=IwAR1tOpufZa-iWBN90eCfcWFzB KVwvkInvjA4uHFRxTrzitNZWqk6Vjiad_E


Patrícia Xavier Agrupamento de Escolas de Vilela

A partir do desafio do J. Paul Getty Museum, em Los Angeles, Estados Unidos, os alunos, do 5.º, 6.º e 7.º anos de escolaridade do Agrupamento de Escolas de Vilela elaboraram, nas disciplinas de Artes Visuais, diversos trabalhos recriando obras de arte famosas. Na reinterpretação das pinturas participaram os pais dos alunos, os irmãos, e outros elementos da família. Foram utilizados apenas objetos existentes nas suas casa – um projeto divertido que envolveu toda a família, em tempos de pandemia. Arlequim pensativo – Pablo Picasso, 1901

Nesta publicação digital são apresentados alguns dos muitos trabalhos produzidos.

Medusa – Caravaggio, 1597

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Marilyn – Andy Wahrol, 1967

Retrato – Afarin Sajedi, 2020

Mona Lisa – Leonardo Da Vinci, 1503 /1505

Autorretrato – Frida kahlo, 1940

Salvador Dalí (Dali’s Mustache ) ­­– Fotografia de Philippe Halsman


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O Filho do Homem – René Magritte,1964

Retrato da jornalista Sylvia Von Harden – Otto Dix, 1927

Velha mulher lendo –Rembrandt,1625

Retrato de Homem com Turbante – Jan van Eyck, 1433

Retrato de Agata von Schooven – ­ Jan Van Scorel, 1529


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Rapariga com brinco de pérola – Johannes Vermeer, 1665

Uma menina adormecida –Pietro Rotari, 1756/1762

Autorretrato – Frida kahlo

Lágrimas de ouro – Gustav Klimt


Susana Tenreiro

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Agrupamento de Escolas de Sobreira

A UTILIZAÇÃO DE PLATAFORMAS ONLINE DE CRIAÇÃO DE LIVROS DIGITAIS PARA A PROMOÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DAS LÍNGUAS

Se há algo de que todos podemos estar certos nos dias

fazer um esforço para trazer os recursos e ferramentas

de hoje é que as novas tecnologias vieram para ficar.

tecnológicas para dentro das nossas salas de

Entre os “nativos digitais”, cujo domínio da tecnologia

aula. Deste modo estaremos a promover o nosso

é mais “gamificado e social” do que verdadeiramente

processo de ensino e ao mesmo tempo a potenciar a

tecnológico, e os “imigrantes digitais” que se viram

aprendizagem dos nossos alunos, que de forma mais

confrontados com a entrada neste “admirável mundo

interativa, apelativa e motivadora, se sentirão próximos

novo” das tecnologias, as diferenças são consideráveis

dos conteúdos programáticos lecionados e verão mais

e exigirão muita adaptação de ambas as partes.

claramente que há uma ligação entre o que aprendem

Cabe-nos a nós professores contribuir para que os

na escola e o que se passa depois da campainha tocar.

nossos alunos, enquanto nativos digitais, sejam

De entre a multiplicidade de plataformas e ferramentas

levados a desenvolver verdadeiras competências

disponíveis na Internet gostaria de me centrar numa

digitais, transversais e preparatórias do perfil do

das áreas que considero ser vital aproveitar e explorar

aluno do Século XXI, que todos conhecemos. Cabe-nos

e que é a das plataformas online que permitem

também a nós enquanto docentes, promover o nosso

a criação de livros digitais. De referir que no meu

próprio desenvolvimento profissional de forma a

trabalho como docente no Agrupamento de Escolas

nos adaptarmos à nova realidade tecnológica que

de Sobreira utilizo este tipo de recursos com os meus

nos rodeia. Temos de nos inteirar da panóplia de

alunos. Na área da Língua Inglesa e Alemã temos

ferramentas e recursos ao nosso dispor e procurar

desenvolvido um trabalho colaborativo bastante

utiliza-los para promover o processo de ensino e

próximo e contínuo no Agrupamento que inclui a

aprendizagem dos nossos alunos.

exploração de diversas ferramentas tecnológicas,

Embora as condições tecnológicas na maioria das

entre as quais os livros digitais. Penso, portanto,

escolas portuguesas não sejam as ideais, com ligações

poder dar um testemunho válido que contribua para o

à Internet lentas e computadores ultrapassados, há que

enriquecimento desta publicação, e consequentemente para a vida profissional dos meus pares.


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Os livros são uma ferramenta essencial e incontornável na vida dos nossos alunos. Quando falamos em livros, de imediato pensamos em manuais Foto de Soumil Kumar no Pexels

escolares. Esses assumiram já nos nossos dias a sua vertente digital plena e quase que se tornaram tão essenciais durante as nossas aulas como os tradicionais de papel. Mas não é desses que pretendo falar aqui, mas sim daqueles que contam histórias, as chamadas narrativas digitais. A ideia não é relegar para segundo lugar os livros tradicionais em papel, mas antes modernizar o processo narrativo, adaptando-o à realidade tecnológica em que vivemos. Ao utilizarmos ferramentas digitais baseadas na Internet para criar as nossas próprias histórias (ou até as dos nossos alunos) estaremos a juntar-lhes imagem, vídeo, áudio e a publica-las online, desta forma enriquecendo-as, dando-lhes mais significado e fazendo-as chegar mais longe. Antes de sugerir algumas dessas ferramentas há que pensar em como as utilizar com os nossos alunos. As possibilidades são inúmeras, deixo aqui algumas ideias: - Podemos pedir aos nossos alunos que escrevam as suas próprias histórias e construam os seus próprios livros digitais com base nelas (claro que esta será a atividade mais complicada de concretizar pois tudo dependerá da idade dos nossos alunos e dos seus equipamentos tecnológicos em casa);

- Podemos também criar nós próprios uma história com os alunos, no momento, durante uma aula, diretamente num dos sites e utilizando os adereços/ materiais aí disponibilizados (personagens, cenários, fundos, etc.); - Podemos igualmente criar a história com os alunos durante uma aula e posteriormente inserir tudo nós próprios na plataforma escolhida; - Podemos ainda pedir aos nossos alunos que escrevam os seus textos em papel fazendo igualmente a ilustração das suas histórias e posteriormente fazer a digitalização dos trabalhos ou tirar fotografias e fazer o carregamento de tudo para o website, ficando assim cada aluno no final com o seu próprio livro digital publicado. - Outra ideia será criar um livro digital de turma com fotografias dos trabalhos, ou projetos. Deste modo estaremos a mostrar a toda a comunidade escolar o que os alunos fazem nas aulas e estaremos a dar ainda mais propósito ao trabalho realizado pelos discentes. Algumas destas plataformas permitem igualmente a colaboração, ou seja, a construção/edição colaborativa


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vídeos e áudios pertença à versão paga, a versão gratuita permite a inserção de hiperligações externas para vídeos e páginas web. Todos os livros criados ficam públicos e podemos partilha-los por email, através das redes sociais ou mesmo inseri-los numa página web através dos livros/histórias. Este é, portanto, mais um ponto a favor do seu uso uma vez que podemos construir algo colaborativamente com os nossos alunos ou mesmo com os nossos colegas docentes, quer a nível de projetos de grupo, quer até a nível de trabalho interdisciplinar. Ficam agora aqui algumas sugestões de plataformas online para a construção de livros digitais. Todas estas são gratuitas e/ou têm versões gratuitas que possibilitam um excelente trabalho na versão base. Começo por aquela plataforma que tem o aspeto mais profissional e que para além de nos permitir a criação do nosso próprio “flipbook” disponibiliza um sem número de modelos que podemos customizar (não só livros como panfletos, revistas, jornais, brochuras entre outros) inserindo para tal os nossos próprios conteúdos, trata-se do Flipsnack - https://www. flipsnack.com/. A versão gratuita desta plataforma permite criar três publicações e para tal podemos importar ficheiros em PDF ou imagens do nosso computador ou de outros websites, podendo também recorrer à base própria de imagens disponibilizada no site. Embora a inserção de

do seu código html. (ótima forma de os partilharmos por exemplo na página do agrupamento, ou num blogue escolar). É de igual forma fornecido o link direto para os mesmos. As opções que permitem manter o livro privado e fazer o seu descarregamento são pagas. A segunda sugestão é o Mystorybook - https://www. mystorybook.com. Trata-se de uma plataforma bastante mais básica e com um aspeto mais infantil, se quisermos usar os recursos do site, mas permite também a inserção das nossas próprias imagens e a edição/revisão das histórias/livros sempre que quisermos, mesmo após estarem publicados. Este website é gratuito, o número de histórias que podemos criar é ilimitado, bem como o upload de imagens e permite a sua publicação ou simplesmente a sua partilha através do weblink e até diretamente nas redes sociais. Oferece também a possibilidade de, por um pequeno valor, fazer o download ilimitado do PDF do livro e tem também a possibilidade de impressão do livro em papel com custo adicional. A grande vantagem é que permite que várias pessoas acedam ao mesmo tempo com os mesmos dados de login. Quer isto dizer que não precisamos de criar contas para todos os nossos alunos, basta criar uma conta nossa para trabalho colaborativo e partilhar esses dados


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com os alunos, ou até colegas com quem queremos

farão surgir muitas outras possibilidades e estratégias

trabalhar colaborativamente. Todos poderão editar

de utilização. A necessidade aguça o engenho e, por

os livros existentes e/ou criar os seus próprios livros

isso mesmo, quanto mais explorarmos os recursos

individuais que ficarão guardados na conta online.

disponíveis, melhor seremos capazes de os rentabilizar

A última sugestão é o Storyjumper - https://www.

e igualmente promover a sua utilização pelos nossos

storyjumper.com. Esta é uma plataforma gratuita que

próprios alunos, deste modo contribuindo para o

considero ter um grande potencial uma vez que, não só

desenvolvimento do perfil do aluno do Século XXI.

permite a criação escrita de um livro, como também a

As Tecnologias da Informação e Comunicação são

gravação da narração do mesmo com a nossa própria

neste momento incontornáveis no processo de ensino

voz. Também aqui podemos utilizar os recursos do site,

e aprendizagem. Há que as explorar e aprender a

ou fazer o carregamento das nossas próprias imagens

rentabilizar todo o seu potencial. Para tal há primeiro

para construirmos as nossas histórias. A colaboração

que as utilizar, com dúvidas e inseguranças, é certo,

é outra das vertentes disponibilizadas, podendo enviar

mas sem medos, com vontade de ir mais longe e não

convites para outros colaborarem nos nossos livros.

nos deixarmos ficar para trás neste admirável mundo

O site permite a gravação e partilha dos livros através

novo em constante desenvolvimento.

do link e diretamente nas redes sociais e oferece também a possibilidade de embeber o livro num website através do seu código html. Importante, é também o facto de podermos manter os nossos livros privados, partilhando através do link apenas com quem quisermos, o que poderá ser relevante no caso de alguns trabalhos de alunos, por exemplo. Por poucos dólares oferece opções avançadas de impressão e a possibilidade de descarregamento de um PDF colorido e/ou de um ficheiro áudio do livro. O Storyjumper tem também um serviço pago de impressão dos livros em papel com entrega por via postal. Estas são apenas três deste tipo de plataformas disponíveis, e estas são algumas das possibilidades de trabalho. O facto de ter direcionado esta reflexão para a área das línguas não impede que qualquer outra área disciplinar possa utilizar estas ferramentas, tudo dependerá dos objetivos a atingir. As nossas necessidades diárias enquanto professores decerto


Partillhas Especiais Juliana Ferraz e Luísa Coelho Alunas do 12º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas de Pinheiro

Artigo de opinião I Esta crise pandémica trouxe consigo um exigente desafio para a educação. A procura de uma alternativa célere a este contexto de emergência encontrou a solução no ensino remoto. Esta conjuntura exigiu uma adaptação quer dos alunos quer dos professores, uma vez que passar de um ensino presencial, onde há sobretudo um contacto físico e visual, para um sistema de ensino não presencial, pôs à prova a nossa resiliência. A um nível macroscópico, podemos afirmar que este tipo de ensino foi exequível e, por tal, muito temos que agradecer aos professores que tão bem souberam garantir a interação ao estabelecerem um vínculo estreito de proximidade com os alunos. Contudo, sentimos fragilidades sobretudo no que toca a relações interpessoais e ao trabalho colaborativo e cooperativo. Muitos de nós refugiam-se no trabalho individualizado que este tipo de ensino encobre mais facilmente. Admitimos, também, uma maior dificuldade em nos mantermos “ligados” e em estabelecer barreiras entre a vida escolar e pessoal. Somos de opinião que esta situação vem provar a imprevisibilidade do mundo atual pelo que a Escola deve continuar a privilegiar a preparação dos alunos para o mundo de incertezas em que vivemos.

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Partillhas Especiais

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Ana Clara Aluna do 10.º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas de Pinheiro

Artigo de opinião II No dia dezoito de março do ano de dois mil e vinte, foi decretado pelo Governo de Portugal o estado de emergência pelo que a minha escola fechou e a partir desse dia não fui mais à escola. Foram tempos difíceis para todos. Tivemos de nos habituar a conviver religiosamente todos os dias com quem moravamos. Foi um adaptar, de um dia para o outro, a uma nova realidade. Chegaram as férias da Páscoa, mas sentia-me deprimida, solitária e sem liberdade, pois não podia estar com quem mais gostava. Contudo, os primeiros dias foram bastante produtivos, pois fiz aquilo que mais gosto e que antes não tinha tempo, mas, com o passar dos dias, as coisas foram “descambando” e a minha situação tornou-se desastrosa uma vez que sofri, durante vários dias e noites, ataques de ansiedade e pânico. Até que um dia acordei, refleti e cheguei à conclusão que o estado de espírito em que me encontrava todos os dias estava a prejudicar-me. Eu teria de arranjar solução, mas não era fácil. Disse a mim mesma que iria rejeitar qualquer pensamento menos bom! E os dias foram passando e eu tornava-me mais forte. Eis então que chega a escola e tudo foi mais fácil, senti-me mais alegre, confiante e esperançosa. Até aprendi a tocar um instrumento musical novo! A pandemia ajudou-me, por mais irónico que seja, a conhecer melhor as minhas capacidades e limitações.


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Armando Afonso Agrupamento de Escolas de Frazão

DESAFIOS VISUAIS - E@D O presente cartaz resulta dos trabalhos elaborados pelos alunos do 5.º A, B, C, e D e 6.º C do AE de Frazão no contexto de E@D.


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No âmbito do Programa Eco-Escolas, foi lançado no Facebook um concurso em que o critério de eleição era o número de likes.


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Tendo como temática o Património em Portugal, a presente composição resulta do souvenir dos turistas que nos visitam mais levam como recordação do nosso país.


FORMAÇÃO PROMOVIDA PELO CFAEPPP

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Acreditada pelo CCPFC Financiadas pelo POCH Ferramentas de apoio ao ensino à distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Fernando Coelho AE Vilela (julho, 2020)

Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Alberto Brochado AE Vilela (abril e maio, 2020)

Programação Cliente/Servidor: Integrando HTML5/CSS3/Javascript com PHP e MySQL Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Luís Filipe Amorim Moreira Sec. Paços de Ferreira (maio e junho, 2020)

Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Fernando Coelho AE Vilela (abril e maio, 2020)

A utilização de ferramentas digitais na avaliação formativa Curso de Formação (25h e-learning) Formador: José Chicória AE Paços de Ferreira (abril e maio, 2020) Ferramentas de apoio ao ensino à distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Filipe Mendes AE Pinheiro (abril e maio, 2020) Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância (Office 365) Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Ricardo Fernandes AE Frazão (abril e maio, 2020) Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância (Office 365) Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Ricardo Fernandes AE D. António Taipa (abril e maio, 2020)

Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Fernando Coelho AE Vilela (maio, 2020) Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Marinho Barbosa AE Paço de Sousa (abril e maio, 2020) Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Miguel Carneiro Esc. Sec. Penafiel (maio, 2020) Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formadora: Adelina Silva Esc. Sec. Paços de Ferreira (maio, 2020) Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Alberto Brochado AE Vilela (maio, 2020)


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Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Marinho Barbosa AE Paço de Sousa (Maio, 2020)

Novas Tecnologias na Aula de Língua Estrangeira Oficina de Formação (25h + 25h) Formadora : Susana Tenreiro AE Vilela (outubro a dezembro, 2019)

Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formadora: Adelina Silva Esc. Sec. Paços de Ferreira (maio, 2020)

Scratch para Arduino Oficina de Formação (25h + 25h) Formadores: Alberto Brochado e Fernando Coelho AE Vilela (outubro a dezembro, 2019)

Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Miguel Carneiro Esc. Sec. Penafiel (maio, 2020)

Scratch para o 1º CEB Oficinade Formação (15h + 15h) Formadores: Alberto Brochado e Fernando Coelho AE Vilela (outubro a dezembro, 2019)

A Imagem, do Analógico ao Digital Oficina de Formação (25h presenciais+25h Trab. Autónomo) Formador: Armando Jorge Afonso AE de Frazão (janeiro a março, 2020)

Transformações geométricas: isometrias usando ferramentas digitais Oficina de Formação (13h+ 13h) Formadora: Ana Paula Machado AE Vilela (outubro a dezembro, 2019)

Trabalho colaborativo com ferramentas Google – introdução Curso de Formação (25h) Formador: Paulo Jorge da Silva Pinhal AE Frazão (fevereiro e março, 2020)

A fotografia digital como recurso pedagógico no ensino das ciências (Parte II) Curso de Formação (25h) Formadores: Ema Azevedo e Paulo Rocha Esc. Sec. Paços de Ferreira (outubro e novembro, 2019)

Introdução à Folha de Cálculo – Microsoft Excel Curso de Formação (15h) Formador: Filipe Mendes AE Pinheiro (janeiro, 2020)

Gamificação e Aula Invertida: novas tecnologias, novas práticas pedagógicas Curso de Formação (25h) Formadora: Adelina Silva Esc. Sec. Paços de Ferreira (junho e julho, 2019)


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AÇÕES DE CURTA DURAÇÃO

Certificadas pelo Conselho de Diretores do CFAEPPP Financiadas pelo POCH CLASSROOM: Criar, Configurar, Personalizar e Utilizar Formador: Marinho Barbosa (4h e-learning) AE Paço de Sousa (23 maio 2020) CLASSROOM: Criar, Configurar, Personalizar e Utilizar Formador: Miguel Carneiro (4h e-learning) Esc. Sec. Penafiel (16 maio, 2020) Ensino à Distância com a Classroom (Turma 1) Formadores: Filipe Moreira Fernando Coelho (4h e-learning) AE Vilela (16 maio, 2020) Ensino à Distância com a Classroom (Turma 2) Formador: Filipe Moreira Alberto Brochado (4h e-learning) Esc. Sec. Penafiel (16 maio, 2020) Ensino à Distância com a Classroom (Turma 3) Formadora: Adelina Silva (4h e-learning) Esc. Sec. Paços de Ferreira (16 maio, 2020) Ensino à distância com TEAMS (Office 365) (Turma 1) Formador: Ricardo Fernandes (4h e-learning) AE Vilela (9 maio, 2020)

Ensino à distância com TEAMS (Office 365), Turma 2 Formador: Ricardo Fernandes (4h e-learning) AE Vilela (9 maio, 2020) Desenho Assistido por Computador (3D) – I Formador: Diogo Castro (6h) AE Vilela (13 e 14 novembro, 2020) Desenho Assistido por Computador (3D) – II Formador: Diogo Castro (6h) AE Vilela (6 e 7 novembro, 2020) Gamificação e Aula Invertida: novas tecnologias, novas práticas pedagógicas Formadora: Adelina Silva (4h e-learning) Esc. Sec. Paredes (8 novembro, 2019)


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FORMAÇÃO PROMOVIDA PELO CFAEPPP Acreditada pelo CCPFC Internas Inovação pedagógica em contexto de salas de aula do futuro Curso de Formação (15h e-learning) Formador: Filipe Mendes Sec. Paços Ferreira (abril e maio, 2020) Ferramentas de Apoio ao Ensino à Distância Curso de Formação (25h e-learning) Formador: Miguel Carneiro Esc. Sec. Penafiel (abril e maio, 2020) Sala de aula com recursos digitais de apoio ao professor e alunos Curso de Formação (25h) Formador: Miguel Carneiro Esc. Sec. Penafiel (janeiro e fevereiro, 2020) Aprender com dispositivos móveis – cenários inovadores de aprendizagem (nível de iniciação) Oficina de Formação (25h+25) Formador: Marco Bento AE Paredes (outubro e dezembro, 2019) Programação e robótica – do pré escolar ao 1º ciclo do ensino básico Curso de Formação (15h) Formador: Carlos Sousa e Liliana Lemos AE Araújo (outubro e novembro, 2019)

Programação e robótica – do pré escolar ao 1º ciclo do ensino básico Curso de Formação (15h) Formador: Carlos Sousa e Liliana Lemos AE D. António Ferreira Gomes (setembro e outubro, 2019) Programação e robótica – do pré escolar ao 1º ciclo do ensino básico Curso de Formação (15h) Formador: Carlos Sousa e Liliana Lemos AE Paço de Sousa (outubro a dezembro, 2019) Programação e robótica – do pré escolar ao 1º ciclo do ensino básico Curso de Formação (15h) Formador: Carlos Sousa e Liliana Lemos AE Pinheiro (Outubro e Novembro, 2019) Programação e robótica – do pré escolar ao 1º ciclo do ensino básico Curso de Formação (15h) Formador: Carlos Sousa e Liliana Lemos AE Penafiel Sudeste (Outubro e Novembro, 2019)


http://cfaeppp.esvilela.pt/ Av JosĂŠ Ferreira da Cruz, 263 4580-651 Vilela Paredes