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p a u l i s t a

Conheça a história do café passaport, o café campeão em sabor e qualidade PÁGINA 13 

FItoterapia

giro equestre

gente da terra

Mercado de fitoterápicos para animais cresce 25% ao ano

Projeto de lei declara o manga-larga marchador como “brasileiro”

Essência Agropecuária acumula títulos e sagra-se vice-campeã no Ranking Paulista do Gir Leiteiro

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c e n t r o - o e s t e

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ANO 3 · n o 8 · Dez 2012/ Fev 2013

PISCICULTuRa Peixe com gosto de barro é coisa do passado. Em Garça-SP, frigorífico abate, mensalmente, dez toneladas de peixes de cultivo; três mil quilos viram filé de tilápia – o preferido dos restaurantes da região


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á mais, muito mais, para o Natal do que luz de vela e alegria. É o espírito da doce amizade que brilha em todo o ano, a consideração e a bondade pelo próximo e, também, a esperança renascida para a paz e o entendimento entre os homens. Agradecemos muito pelo que vocês — agricultores, pecuaristas, colaboradores e leitores em geral — têm representado para o nosso crescimento profissional e por confiarem em nosso trabalho. Por isso, dedicamos-lhes um Natal cheio de paz e que possamos continuar juntos neste novo ano que se inicia, colhendo cada vez mais frutos de um trabalho árduo e bem feito. Estamos felizes com o nosso trabalho, pois a cada edição fazemos novos amigos; a cada edição aparecem mais pessoas encantadoras, como você, o que faz com que nos sintamos orgulhosos. E é com muito apreço que a Revista Giro Rural deseja ao homem do campo um Natal repleto de emoção e alegria. E, para 2013, que venham as boas colheitas, as novas parcerias e a esperança de que, mais uma vez, o agronegócio do nosso país, principalmente da nossa região e da nossa cidade, brilhe pelo mundo afora. Boas Festas! Boa leitura! Laura Whiteman Diretora

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MARÍLIA-SP

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A sua colaboração terá um imenso valor para que consigamos melhorar sempre, portanto colabore conosco enviando sugestões, críticas e elogios para o e-mail revistagirorural@gmail.com.

Giro Rural


GR Sumário

CAPA Piscicultura “Filé fresco é o preferido dos consumidores”, revela o piscicultor garcense Fernando Nagano.

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Evento Heringer informa cafeicultores sobre as vantagens dos seus produtos.

Giro culinário Delícias do café.

13 Especial

Sabor e qualidade: Você sabia que o café Passaport nasceu aqui em nossa região?

18 Coopemar

Saiba quais são os melhores cafés da região de Marília.

20 Fitoterapia

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Utilização das plantas medicinais nos animais ainda é pequena, porém o mercado cresce a cada ano.

Giro equestre O Manga-Larga Marchador é nosso!

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Produtor de Echaporã é o primeiro da região a obter certificação internacional. Sindicato Rural de Marília Novo presidente quer novos associados e promete melhorar ainda mais os serviços prestados ao homem do campo. Gente da terra Criadora mariliense de Gir Leiteiro destaca-se em premiação estadual.

Cooperativa Sul Brasil Diretores anunciam novidades para o setor hortifrutigranjeiro. Avicultura Com um plantel de 500 mil aves, a Granja Shintaku está entre as maiores do Brasil. Giro classificado As melhores oportunidades você encontra aqui

Editor: Luiz Felippe Nogueira | Diretora Administrativa: Laura Whiteman | Jornalista Responsável: Regiane Ferreira – MTB49346/SP | Design grafico: Mauricio W. Santos | Foto capa: Christoph Burgdorfer | Revisão: Rodrigo Gerdulli | Representação Comercial: Juliane Silva | Impressão: Gráfica Impress | Tiragem: 3 mil | Circulação Regional: Centro-oeste Paulista | Distribuição dirigida: postada aos produtores rurais do Centro-oeste Paulista Pontos de distribuição: à disposição nas empresas anunciantes | À venda nas principais bancas de revistas da região Centro-oeste Paulista. Leia em nosso blog: www.revistagirorural.blogspot.com

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24 Cafeicultura

Giro notas 360º de notícias do agronegócio.

Solicite reimpressões editoriais das melhores reportagens da Giro Rural – C.O.P. com a capa da edição. “Os artigos assinados não emitem, necessariamente, a opinião da Giro Rural – C.O.P. Publicação bimestral. Todos anúncios, imagens e artigos publicados e assinados são de responsabilidade de seus respectivos autores.”

revistagirorural@gmail.com (14) 3221-0342

AG R O N EGÓ CIO , I N F O R MAÇ ÕE S E OP ORTU N I DADE S. AN U NC I E E B ON S N EGÓC I OS! Giro Rural


GR Giro notas 360º DE NOTÍCIAS DO Agronegócio

frango mandioca

Carne de aves ficará 10% mais cara para as festas de fim de ano

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Com a chegada das festas de fim de ano cresce a procura por aves para as tradicionais receitas das festas comuns a esse período. O frango especial – mais pesado que o frango comum, chegando a até quatro quilos - por exemplo, tem lugar garantido na mesa do brasileiro, assim como o peru. Dados do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do

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Paraná (Sindiavipar) mostram que o consumo de carne de frango no Brasil é de 47,38 kg em média, por pessoa. Com a chegada do mês de dezembro esse consumo aumenta, naturalmente, por conta das tradições dos pratos que compõem as ceias das festas, geralmente, levam o frango – ou peru – como prato principal. Fonte: Sindiavipar

Preço da mandioca bate recorde com seca no Nordeste Por causa da seca que atinge o Nordeste do país, principal produtora de mandioca, os preços da raiz, da fécula e da farinha registrados nas últimas semanas pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea - Esalq/USP) foram os maiores desde o início da série histórica, em 2002. Nas oito regiões acompanhadas pelo Cepea nos estados de SC, PR, SP e MS, a média de

preços das raízes foi de R$ 343,15 por tonelada, 36% acima da registrada em igual período de 2011. E o interior paulista comemora, sendo que Assis se destaca na produção de mandioca para indústria e, em seguida, são as regiões de Ourinhos, Mogi-Mirim, Tupã e Presidente Prudente. Produtores da região de Tupã acreditam que, até abril de 2013, os preços podem chegar a R$ 400.

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Giro Rural


Heringer apresenta seus produtos e assessora cafeicultores em feira realizada pela Coopemar

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Fertilizantes Heringer mais uma vez esteve presente no concurso que elege o melhor café da região, promovido pela Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Marília (Coopemar), no dia 11 de outubro. Durante o evento, composto por palestras técnicas que orientaram os cafeicultores para melhorar a safra do próximo ano, no evento “Dia de Negócios”, a Fertilizantes Heringer apresentou o que há de melhor em sua linha de produtos para a cafeicultura.

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Giro Rural

“O mais importante em participar de um evento como este é interagir com os agricultores, informar sobre as nossas novidades de mercado e assessorar sobre a utilização dos nossos produtos, ou seja, ajudá-los de alguma maneira. Além disso, os cafeicultores encontram preços especiais e diferenciados nas lojas da Coopemar”, explica Guilherme Garcia Gaspar, engenheiro agrônomo e supervisor técnico da empresa.


EVENTO

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FERTILIZANTES HERINGER – DIA DE FEIRA

E quem entende do assunto garante que vale a pena investir na adubação correta das lavouras de café para garantir um alto potencial produtivo na próxima safra, haja vista que a região é a terceira maior produtora do estado de São Paulo. “Como neste ano o café está com menor produtividade, manteremos a adubação nitrogenada e reduziremos um pouco o potássio, pois com baixa produção de grãos a necessidade de potássio é menor. Para melhorar a produção, teremos que preparar o café muito bem em termos de nutrientes e micronutrientes, práticas corretivas e manutenção. Com mais sistema radicular, troncos mais desenvolvidos e maior vegetação de folhas, é evidente que o potássio vai segurar mais a carga”, orienta o Dr. Godofredo César Vitti, professor de Fertilidade do Solo,

Adubos e Adubação da ESALQ – USP “Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz”. Para assegurar a maior eficiência da adubação nitrogenada fornecendo os micronutrientes boro e cobre que protegem a ureia, a Fertilizantes Heringer oferece o FH Nitro Mais. De acordo com o supervisor técnico, o fertilizante mais conhecido pelos cafeicultores e mais barato é a ureia, que, convencionalmente, perde-se por evaporação e volatização em até 50%. Já com a utilização do FH Nitro Mais, que é a ureia revestida por boro e cobre, perdem-se, no máximo, 5%. “O preço é 10% mais caro com relação à ureia normal, porém com a menor perda do fertilizante, o que aumenta a eficiência do produto. A relação custo/ benefício é totalmente positiva”, conclui.

FH Nitro Mais É uma tecnologia que consiste em proteger a ureia contra perdas de nitrogênio por volatização. É uma excelente alternativa à substituição de outras fontes nitrogenadas convencionais. Além de reduzir significadamente a perda de N da ureia, a Tecnologia Heringer fornece boro e cobre totalmente solúveis e, portanto, prontamente disponíveis para as plantas. Benefícios • Alta eficiência e produtividade mesmo sem incorporação; • Redução das perdas de amônia (N-NH3) por volatização; • Fornecimento imediato de boro e cobre; • Elevada concentração de N; • Disponível em diversas formulações — pode ser misturados com outras matérias-primas; • Melhor relação custo/benefício; • Produto 100% solúvel em água.

É um fertilizante foliar produzido com sais de elevada pureza e solubilidade, indicado para o suprimento de cobre, zinco, boro e enxofre, podendo também conter manganês em sua composição. Contribui para o equilíbrio de nutrientes nas plantas, proporcionando maior produção e melhor qualidade, além de garantir o fornecimento de cobre, zinco e boro nas proporções requeridas pelo cafeeiro e complementar o fornecimento de enxofre. Como em muitas situações, a disponibilidade dos micronutrientes no solo não é suficiente para atender a demanda requerida para a obtenção de altas produtividades. O FH Café vem a complementar as necessidades nutricionais exigidas pela cultura do café. Benefícios • Prevenção e correção de deficiências de micronutrientes; • Ramos nutricionalmente equilibrados e vigorosos; • Plantas com maior potencial produtivo; • Melhor qualidade da produção; • Excelente relação custo/benefício; • Compatível com a maioria dos defensivos Gi ro R u r a l

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FH Café Foliar

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Giro culinário Delícias do café

Receitas com Café Café com Guaraná Ingredientes: 1 xícara (chá) de café preparado e frio 1 xícara (chá) de conhaque 1 xícara (chá) de guaraná 1 lata de leite condensado Modo de preparo: Bater tudo no liquidificador, deixar gelar e servir com chantili e raspas de chocolate. Rendimento: 4 porções Tempo de preparo: 15 minutos.

Suspiros de Café Ingredientes: 4 claras 10 colheres (sopa) de açúcar 5 colheres (sopa) de café Modo de preparo: Bata as claras com o açúcar e o café em banho-maria até obter um suspiro firme. Retire do banho-maria e bata até que esfrie. Coloque num saco de confeitar e faça suspiros sobre papel de lanche numa assadeira. Leve em forno baixo préaquecido por uns 20 minutos. Deixe secar com a porta do forno entreaberta por uns 15 minutos. Rendimento: 130 porções Tempo de preparo: 35 minutos.

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Giro Rural


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Café Passaport foi fundada em 1975, na cidade de Vera Cruz, interior do estado de São Paulo. Durante mais de 30 anos, a empresa foi administrada por uma família local. Em 2007, a Café Passaport foi vendida a um grupo do setor agropecuário. Com a aquisição, a empresa passou a contar com uma produção própria de grãos, permitindo, dessa forma, o controle completo da fabricação do produto. O grupo Passaport cultiva apenas café da espécie arábica, que é cultivada em grandes altitudes e produz um fruto com aroma intenso. É considerada de qualidade superior ao café conilon (robusto) e, portanto, seu valor de mercado é significativamente mais alto. A responsabilidade ambiental está entre as prioridades da Café Passaport. Possui uma área de mais de 4 milhões de metros quadrados de mata nativa preservada, a qual contribui para a perfeita harmonia entre o meio ambiente e o desenvolvimento da cultura cafeeira em suas fazendas. A atividade pecuária do grupo também contribui com o respeito ao meio ambiente. O uso de fertilizante sintético é significativamente reduzido em suas lavouras e substituído por adubo orgânico proveniente do manejo do gado. O blend do Café Passaport é criteriosamente elaborado, e o processo de torra e moagem do café é controlado para proporcionar uma bebida de sabor e aroma inconfundíveis. Descubra o Café Passaport e comprove você mesmo nosso jeito diferente de fazer café!


Em água doce, a tilápia é imbatível


É

Fernando Nagano, de engenheiro eletricista a criador de tilápias.

o que afirma o engenheiro eletricista e cafeicultor garcense Fernando Nagano. Ops! Não estamos falando de criação de tilápias? Mas, foi justamente no período em que trabalhou na Cesp (Companhia Energética de São Paulo), em 1991, que Nagano manteve os primeiros contatos com a piscicultura, quando ganhou alguns alevinos por meio do trabalho de reposição de espécies realizado pela empresa em áreas inundadas pelas barragens hidrelétricas. A partir daí, formou o plantel de matrizes e passou a engordá-los e vendê-los para os famosos pesque-pagues da época. Pois é, foi por intermédio da engenharia que o também piscicultor deu início à criação de peixes na Fazenda Santa Ana, localizada em Garça, onde além dos 75 hectares ocupados pelo café mantém três represas com barragens, 22 viveiros para criação dos alevinos e 60 tanques rede para o confinamento e engorda de tilápias, bem como o frigorífico Fish Fácil, construído a partir de investimentos gerados pelo lucro do café. Hoje, são abatidas cerca de dez toneladas de peixe por mês. Desse total, são produzidos três mil quilos de filé, uma tonelada de polpa de peixe, 700 quilos de pele e cinco toneladas de adubo orgânico (compostagem), utilizado nos cafeeiros. Em todo esse trabalho, inclusive de pesquisas, Nagano conta com o apoio da esposa Regina, que é zootecnista com mestrado em Aquicultura e especializada na área. A base da criação de peixes da Santa Ana Aquacultura é a tilápia GIFT (Genetically Improved Farm Tilápia), tida como a última palavra em melhoramento genético. Proveniente da Malásia, a linhagem possui alto desempenho, apresentando melhor crescimento, maior peso individual, “filé” mais espesso e sem espinhos, melhores índices de reprodução e grande resistência se comparada às linhagens convencionais. Anualmente, ainda são produzidos e vendidos 500 mil alevinos para pequenos e médios produtores. Além da tilápia, que representa 90% do negócio, o piscicultor faz reprodução de espécies como pacu, piauçu, curimba, lambari, carpas coloridas e carpas húngaras.


GR Capa ENTREVISTA COM O PISCICULTOR FERNANDO NAGANO, PROPRIETÁRIO DO FRIGORÍFICO FISHFÁCIL

Como foi a aquisição da linhagem GIFT, que é hoje o peixe mais criado no mundo e a espécie que melhor responde ao sistema de criação em tanques rede? A base da nossa criação é a tilápia GIFT. No Brasil, fui um dos primeiros contemplados, graças à parceria com a UEM (Universidade Estadual de Maringá), que trouxe a linhagem para o país. Estou na quarta geração de matrizes, e na sétima, segundo uma pesquisadora que esteve na nossa propriedade, teremos 50% a mais de ganho de peso em relação à primeira geração. O peixe está cada vez melhor!

Quais são os produtos comercializados e qual é o mais vendido? O filé fresco de tilápia é o carro-chefe da nossa produção; não passa pelo processo de congelamento e é embalado sem qualquer tipo de conservante ou aditivo. Em água doce, a tilápia é imbatível pra consumo. Além da rusticidade, oferece uma carne branca de altíssima qualidade, que representa 33% das vendas. Também temos o filé congelado sem aquela camada grossa de gelo (legislação permite 6%) e a polpa congelada, que é ideal para a fabricação de hambúrgueres e nuggets, porém oferece um nível de gordura um pouco mais alto se comparado ao filé.

Já que o filé fresco lidera a preferência dos consumidores, quais são as características ideais do produto? O modelo brasileiro foi copiado do norteamericano, que quer um filé acima de 150 gramas. Só que fomos pioneiros na mudança e preconizamos um filé de 100 gramas. Pois para fazer um filé de 150 gramas é preciso ter um peixe de 900 gramas, que demora quase um ano para engordar, aumentando o tempo de custeio e configurando uma atividade de alto risco. No modelo menor, a tilápia fica pronta em seis meses e o produtor consegue 16

Giro Rural

fazer mais ciclos de produção no mesmo período.

Quem são os maiores clientes do frigorífico e quanto o consumo cresceu nos últimos anos? Atualmente, vendemos no atacado para restaurantes regionais, sendo que os maiores compradores são de Bauru e Marília, porém temos o Selo de Inspeção estadual (SISP) para atender todo o estado. A procura pelos filés cresceu de 20% a 30%, e tudo isso sem vendedores. É meio que uma propaganda boca a boca mesmo. Se o restaurante servir o nosso peixe uma vez, ele não para, pois terá um bom feedback do cliente. Graças à padronização do produto final, garanto o mesmo sabor diferenciado sempre. É isso que fideliza e torna a marca conhecida.

Com o SISP, o frigorífico pode atender todo o estado. Por que as vendas estão concentradas aqui? Existe uma demanda maior, como em São Paulo, por exemplo, mas não consigo atender. Minha base é aqui e quero valorizar a região. Agora, passamos por um momento de escassez de produtos, não tem peixe para a gente comprar. Por isso, reprimimos cerca de 20% das entregas e não conseguimos suprir toda a demanda.

O brasileiro está aprendendo a comer peixe? Sim, no entanto o consumo ainda é muito diverso. Enquanto a média de consumo no país é de 8 quilos per capita/ano, Amazônia consomem 44 quilos per capita/ano, igual ao Japão. O objetivo estipulado pela FAO (Food and Agriculture Organization) é que o brasileiro consuma 12 quilos per capita/ano.

No geral, o que mais prejudica o aumento desse consumo para se alcançar a meta recomendada? O que temos no Brasil até então é o consumo daquele peixe de extrativismo e falta uma cadeia produtiva adequada.

O brasileiro não consome tanto peixe porque o pescado ofertado é de má qualidade e não há um padrão. O povo está acostumado a comer aquele peixe que viajou cinco dias para chegar ao entreposto. Depois, vai mais uma semana para chegar aqui para ser processado e já não tem mais condições microbiológicas aceitáveis. Outro problema do extrativismo está no fato de o peixe estar em rios que sofrem sazonalmente com mudanças climáticas, alterando a qualidade da água e acarretando o famoso gosto de barro na carne. Na busca por alimentos, ele filtra algas cianofíceas, que são produzidas em águas de má qualidade, provocando essas sensações de mau cheiro, mofo, etc.

Enquanto o extrativismo não cresce 1%, a aquicultura cresce 15% ao ano. Em sua opinião, qual é o diferencial das duas atividades? No extrativismo não é possível controlar a qualidade da água, que é o que determina a qualidade do peixe. Se a água é ruim, o peixe é ruim — o ambiente de criação é que manda. A diferença é que no cultivo podemos controlar esses parâmetros, como, por exemplo, a correção de acidez, aeração mecânica e controle de ectoparasitas, entre outros. Porém, existem rios, como o Paranapanema, que são de excelente qualidade durante o ano todo, por isso também criamos lá, onde seguimos todos os critérios para o abate, fazendo com que o produto chegue sempre com o mesmo padrão.

O sistema de depuração do pescado garante um produto final de qualidade superior, isento de odores e sabores indesejados. Como é feita essa limpeza? Fazemos a depuração em água de altíssima qualidade, sem alimentação, limpando todo o trato digestório para eliminar todos os resíduos. Após esse processo, funcionários especializados fazem a análise sensorial


de cada lote para verificar a existência de qualquer traço de odor (gosto de barro). Em seguida, são abatidos por hipotermia, método mais eficaz e indolor, que evita a proliferação de bactérias.

Temos uma máquina despolpadora que retira toda a carne da carcaça, com a qual obtemos o osso moído de um lado e a carne moída do outro. Essa carne chega a representar 10% do rendimento, e quem a não tem acaba descartando. A CMS (carne mecanicamente separada) de peixe tem alto valor nutritivo, com um pouco mais de gordura em relação ao filé, boa digestibilidade e baixo custo, por isso faz parte do cardápio das merendas escolares de Duartina e Rancharia. Pretendemos estender o projeto também para Garça.

Já exportou couro de peixe para países como Itália e Alemanha. Como foi esse trabalho? Comercialmente, é um negócio rentável. Fizemos ótimos trabalhos para a Itália, Alemanha e Novo Hamburgo, no Sul do Brasil. Como isso estava desfocando o meu negócio, pois é uma atividade de moda, não de criador, resolvi parar. Ainda enviamos algumas peles para a Itália e para confecções de artesanato da região de Garça. Atualmente, estamos testando o couro de tilápia em uma fábrica de sapatos espanhola.

Como foi a ideia de utilizar restos de peixes em compostagem orgânica para adubação de café? Não havia como descartar os resíduos (cabeça, vísceras, nadadeiras, etc.), que representam 50% da produção. Então, eu fazia uma silagem, porém não tinha aplicabilidade. Poderia ser usado na fabricação da ração do próprio peixe, mas, por ser muito complexo, não era possível. Inclusive, é o único elo da cadeia em que

Os benefícios da tilápia Faz bem para: coração, cérebro, células, olhos, sistema psicomotor. Ação no organismo: possui ômega-3 em menor quantidade, mas diminui o risco de doenças cardíacas e aterosclerose; ajuda a curar inflamações; contribui para o desenvolvimento cerebral e para a regeneração das células nervosas. Contém grande quantidade de ômega-6, que contribui para o desenvolvimento cerebral, psicomotor, da visão e de vários aspectos da função neural. Porém, o consumo excessivo desse tipo de gordura facilita o processo inflamatório e provoca um desequilíbrio na proporção entre os ácidos ômega-6 e ômega-3, portanto é necessário ingerir alimentos ricos em ômega-3 para compensar a inflamação produzida pelo ômega-6. Recomendação: consumir de 2 a 3 vezes por semana (de 400 g a 600 g).

não atuo, por enquanto. Depois de muito pesquisar, chegamos a uma compostagem que beneficia as lavouras de café via solo, pois durante a fermentação biológica preserva os aminoácidos da matéria orgânica. Aplicamos toda a produção de compostagem na lavoura de café, agregando valor ao produto e beneficiando a lavoura, haja vista que a planta fica mais saudável. O que antes era um problema, transformou-se em um ótimo negócio. Já estamos pesquisando para saber mais sobre os benefícios.

Com uma produção de duas mil sacas de café por ano, quanto o senhor economiza utilizando os restos dos peixes nas lavouras? Das quatro adubações durante o ciclo do café no ano, o meu objetivo é eliminar uma.

Já eliminei meia. Utilizo aproximadamente 80 toneladas de adubos, que custam, em média, R$ 1 mil cada. Com a compostagem, economizo em torno de R$ 50 mil. Inclusive, foi o café que possibilitou a construção do Fish Fácil. Liguei uma atividade a outra e estou terminando o ciclo.

O que falta para incentivar a atividade no estado de São Paulo? O maior entrave dentro da piscicultura hoje é a questão ambiental. Esse é o maior dilema que São Paulo tem, pois cada estado legisla de um jeito. No meu caso, em Palmital, onde também desenvolvo meu trabalho, ainda não obtive a licença, e sem a documentação ambiental resolvida não é possível ter acesso aos créditos oficiais destinados à atividade. O café é o meu financiador!

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Adaptado de: Viva Saúde

Como se faz a carne moída de peixe (polpa), que, inclusive, é utilizada em merendas escolares?


Foto: Eduardo Marques

Foto: Eduardo Marques

12º Concurso café colheita com qualidade Coopemar premiou os melhores cafés da região e orientou os cafeicultores para a próxima safra

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o dia 11 de outubro, a Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Marília (Coopemar) premiou os melhores cafés da região e ainda realizou duas palestras técnicas importantes para os produtores que já estão tomando fôlego para a próxima safra. Durante o dia, os cafeicultores tiveram a oportunidade de conhecer e adquirir produtos e serviços com preços especiais de diversas empresas. A família do cooperado também contou com uma programação especial com curso de receitas de café, bingo e área de lazer. Adubação do cafeeiro em ano de baixa foi o tema da palestra do Dr. Godofredo César Vitti, Professor de Fertilidade do Solo, Adubos e Adubação da ESALQ - USP “Escola Superior

de Agricultura Luiz de Queiroz”. Ele deixou claro que os cafeicultores deverão preparar o café muito bem para o próximo ano, em termos de nutrientes, micronutrientes, práticas corretivas e manutenção. “Vale a pena investir, pois além de preparar o café para uma alta produtividade é preciso levar em conta que ele está muito bem no mercado internacional, e o Brasil é o maior produtor. É imprescindível adubar o café de modo adequado”, reforçou Vitti. Sobre a mecanização na cafeicultura que cresce 20% ao ano na região de Marília e Garça, que vem se mecanizando há seis anos, o Engenheiro Agrônomo e gerente de produtos Colhedoras Jacto, Walmi Gomes Martin afirmou que o Brasil não ofereceria todo o café que tem pra vender se não houvesse a possibilidade do aumento da mecanização. “O maior desafio da cafeicultura é manter a competitividade, e a mecanização otimiza todo o processo produtivo desde o uso da terra até a venda de um café de melhor qualidade”, completou.

Para François Guillaumon, presidente da Coopemar, além dos cafeicultores interagirem com os palestrantes, também deverão se acostumar com o Dia de Negócios, aproveitando as promoções e conhecendo novos produtos. “Foi um dia muito bom e ficou evidente um ânimo total entre os cafeicultores, mesmo em um ano em que se registrou queda na colheita e na qualidade”. Conheça os melhores cafés da região Categoria: cereja natural 1. Marcelo Colombo Filho (Garça) 2. Célio Oderigi de Conte (Alvinlândia) 3. Isidro Colombo (Lupércio) 4. Kazuyashi Sato (Sabino) 5. Marcos Cleber Teruel (Alvinlândia) 6. Florindo Marconato (Padre Nóbrega) 7. Tsuguiu Ikeda (Marília) 8. Maier Pardo (Padre Nóbrega) 9. Leomar Totti (Echaporã) 10. Rosa Colombo Rodrigues (Lupércio)


Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Marília Rodovia do Contorno, s/nº CEP 17505-200 Fone: (PABX) (14) 3402-9200 - Fax: (14) 3402 - 9201 www.coopemar.com.br - E-mail: coopemar@coopemar.com.br

Filial de Vera Cruz - SP Rua Paulo Guerreiro Franco, nº 442. (14) 3492-3002/1766

Filial de Ocauçu - SP Rua Pedro Casagrande, nº 35. (14) 3475-1257

Filial de Paraguaçu Paulista - SP Avenida Galdino, nº 1083. (18) 3361-2235

Filial de Echaporã - SP Rua Geraldo Abreu Pinto, nº 51. (18) 3356-1105

Viveiro de mudas de café comuns e enxertadas das variedades (Obatã, Mundo Novo, Catucaí, Catuai).

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Filial de Pompeia - SP Rua José de Aguiar Moraes, nº 314. (14) 3452-1499

*Mudança prevista em janeiro de 2013.

Flora Paulista: cultivo de mudas de eucalipto e mais de 100 espécies de árvores nativas. Gi ro R u r a l

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Plantas que curam De z· 2 0 1 2 / Fe v· 2 0 1 3

Fitoterapia ganha espaço na medicina veterinária e garante mercado promissor

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Giro Rural

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onsiderada a precursora da medicina moderna, há mais de três mil anos surgia a fitoterapia, que consiste no conjunto das técnicas de utilização dos vegetais no tratamento das doenças e na recuperação da saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 80% da população faz uso das plantas ou de suas preparações. No Brasil, das 55 mil espécies de plantas, ao menos 10 mil podem ser consideradas medicinais, aromáticas e úteis para o mercado mundial de produtos farmacêuticos, cosméticos e agroquímicos. Porém, apenas 1% dos fitoterápicos é voltado à medicina veterinária, sendo que esse setor cresce, em média, 25% ao ano, garantindo um mercado promissor. De acordo com o médico veterinário e diretor técnico da Associação Ambientalista de Marília (ORIGEM), Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion, que trabalha com a fitoterapia em animais há seis anos, falta conhecimento e a valorização do poder das plantas medicinais.


A maioria dos cursos de Medicina Veterinária espalhados pelo Brasil dá pouca ênfase na fitoterapia. E, tradicionalmente, são exploradas as práticas terapêuticas convencionais. Ainda predomina os atributos da alopatia como terapêutica padrão, salvo com algumas exceções, ministradas em poucas instituições de ensino.

A fitoterapia pode ser aplicada juntamente com o tratamento alopático? Sim. Trabalhamos não apenas como uma terapêutica alternativa, mas como uma importante ferramenta capaz de se aliar à alopatia, ou mesmo ser praticada isoladamente, almejando esgotar os ilimitados recursos oferecidos pelas plantas (princípios ativos na-

TÉCNICA MILENAR GANHA ADEPTOS NA VETERINÁRIA

turais), cientificamente comprovados.

Quais são as vantagens dessa terapia medicinal? Além do seu amplo conceito preventivo e curativo e dos pouquíssimos efeitos colaterais com eficácia, a fitoterapia proporciona uma excele nte relação custo/benefício. É o mais valioso recurso terapêutico oferecido pela natureza, e diante disso está a missão de instituições de pesquisa, laboratórios, cientistas e da classe médico-veterinária em promover maior inserção dessa terapêutica no mercado.

Por que existe certa resistência por parte da população na utilização dos medicamentos fitoterápicos? Uma grande parcela da população desconhece ou, simplesmente, ignora a importância das plantas medicinais. Temos a convicção de que o fato dessa terapêutica não ter alcançado significativos progressos no campo da

medicina humana e, sobretudo, da medicina veterinária reside basicamente nessa falta de conhecimento. O que muita gente não sabe é que podemos facilmente encontrar na composição de substâncias sintéticas cerca de 40% de matéria-prima de origem vegetal.

Muitas substâncias exclusivas de plantas brasileiras estão patenteadas por empresas estrangeiras. O que poderia ser feito para incentivar as pesquisas nacionais? É imprescindível a desburocratização que rege todo o sistema de saúde no Brasil, que deveria ser alicerçado pela implementação de bolsas de estudo ligadas integralmente à pesquisa nas universidades e, em especial, à extensão, por meio de investimentos expressivos que facilitem a inclusão de patentes de matérias-primas genuinamente brasileiras no mercado nacional e internacional.

Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion médico veterinário e diretor técnico da Associação Ambientalista de Marília

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Em sua opinião, por que a fitoterapia na medicina veterinária ainda é tão pouco disseminada?

Fitoterapia GR

Arquivo pessoal

A palavra fitoterapia é formada de dois radicais gregos: fito vem de phyton, que significa planta, e terapia vem de therapia, que significa tratamento, ou seja, tratamento utilizado pelas plantas.

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Giro Equestre O CAVALO É BRASILEIRO

Manga-larga marchador

declarado como raça nacional

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Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou, no dia 28 de novembro, o Projeto de Lei 4158/12, do deputado Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA), que declara como raça nacional o cavalo manga-larga marchador. A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O argumento de Maia é que se trata de uma espécie “genuinamente brasileira”, com habilidade para a marcha e origem nos tempos da colonização portuguesa do Brasil. O relator na comissão, deputado

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Giro Rural

Abelardo Lupion (DEM-PR), recomendou a aprovação da matéria, pois, afirma, essa raça “foi formada aqui e teve significativa influência na História do Brasil, ao participar de todos os ciclos econômicos como meio de transporte ou tração, moeda de troca, mercadoria e lida com o gado”. Na avaliação de Lupion, a classificação como raça nacional evitará que a propriedade intelectual da espécie seja declarada por algum outro país. Segundo informações da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Manga-larga Marchador (ABCC Manga-larga Marchador), a raça foi obtida por meio do cruzamento de cavalos da

raça Alter, trazidos de Portugal pela família real, com éguas selecionadas da fazenda do Barão de Alfenas, no Sul de Minas Gerais, há mais de 200 anos. Os representantes da raça têm porte médio, com altura mínima de 1,47 e máxima de 1,57 m. A espécie tem sido regularmente criada desde 1949, quando foi fundada a ABCC Manga-larga Marchador, com sede em Belo Horizonte (MG). Atualmente a entidade conta com mais de 6,5 mil sócios atuantes. Mais de 450 mil animais já foram registrados. Os objetivos da criação do manga-larga são as exposições, os concursos de marcha, o enduro, a lida com o gado e as provas funcionais.


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GR Cafeicultura CERTIFICAÇÃO DE CAFÉ por Ercília Fernandes

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produtor Leomar Totti, que mora há quase 50 anos no município de Echaporã, no centro-oeste paulista, está se tornando uma referência em cafeicultura na região de Marília. Associado da Coopemar, maior cooperativa agrícola da região, ele dificilmente não leva para casa algum prêmio quando participa dos concursos, instituídos ali há mais de 12 anos, para escolher cafés de qualidade. E olha que a região tem quase mil produtores, que plantam 38 mil hectares e colhem mais de 500 mil sacas por ano. o sítio dele, o Bela Vista, é pequeno: são apenas 10 alqueires - ou 26,2 hectares - cultivados com café Arábica

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Pequeno produtor de café recebe selo de sustentabilidade da UTZ (variedades Catucaí e Obatã), que produziram na última safra 30.000 kg em coco (ainda com a casca). E o seu Leomar mostrou que é possível produzir um café de qualidade sem poluir nem destruir o meio ambiente e respeitando direitos sociais e trabalhistas. Por causa disso, ele foi o primeiro da região a receber o selo Utz Certified, certificação internacional para cafés produzidos de forma sustentável e que acaba de ser concedido a ele pelo IGCert, empresa do GenesisGroup. Segundo seu Leomar, ele não teve muitas dificuldades para implementar os requisitos exigidos pela Utz. A maioria, ele já vinha atendendo por conta. É que, por ser pequena, a propriedade é tocada por ele e pela própria família, além de três funcionários que têm direito a moradia e registro na carteira de trabalho. Como a propriedade é cortada por um ribeirão, o maior investimento que ele teve que fazer foram os R$ 800 gastos na construção de um depósito de alvenaria onde, a partir de agora, ficam guardados todos os agrotóxicos, com suas etiquetas, prazos de validade e cartazes alertando para o perigo do manuseio sem os devidos equipamentos de segurança. Segundo ele, “antes os venenos ficavam guardados junto com maquinários e equipamentos. Agora, ficam separados e em lugar mais seguro. Só que

sempre tivemos respeito com o meio ambiente. Esse ribeirão é de onde a gente pega água para quase tudo, então nossos pulverizados e equipamentos usados com produtos químicos nunca chegaram nem perto do rio. A água dele forma até uma lagoa, onde criamos peixe, inclusive para consumo, e nunca tivemos nenhum problema de contaminação”. Para o produtor, “a certificação da Utz é um reconhecimento pelo nosso esforço e mostra que o caminho é esse mesmo. O produtor que quiser conseguir melhorar o seu produto, ganhar mais e ser reconhecido, tem que procurar a certificação”. Os cafés certificados do Sítio Bela Vista já estão na Coopemar, que pretende exportá-lo. Para François Regis Guillaumon, presidente da cooperativa, ter entre os associados o primeiro a receber o selo Utz “com certeza é o começo de um trabalho muito importante. Uma das principais vantagens proporcionadas pela certificação está na exportação do produto. Sem ela, o cafeicultor não consegue vender para fora do país. Ou seja, quem quiser exportar ou até mesmo vender para grandes empresas, além de investir na qualidade do café deverá, indiscutivelmente, certificar a sua propriedade. E nós almejamos em curto prazo que pelo menos 40% dos nossos cooperados obtenham essa certificação”.

O lote de café certificado está devidamente identificado e armazenado na Coopemar.

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GR Sindicato Rural FERNANDO VILlELA

Novo presidente quer melhorar os serviços e atrair novos associados Quais são suas metas para os próximos três anos? Meu maior objetivo é facilitar a vida do homem do campo, sem contar que sou um deles (risos)! Melhoraremos os serviços e disponibilizaremos todas as informações necessárias sobre as leis do novo Código Florestal, intermediando agropecuaristas e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

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Até onde vai a atuação do sindicato? O que ele realmente pode fazer pelo Agro?

Sindicato Rural de Marília recebeu, em agosto de 2012, o seu novo presidente, até então vice, o agropecuarista Fernando Botelho Villela Neto. Aos 59 anos, ele também é vice-presidente do Conselho Municipal Agrícola e membro da Comissão Municipal de Emprego e do Comitê das Bacias Hidrográficas. Durante o seu mandato, que vai até 2015, o presidente pretende aperfeiçoar cada vez mais os serviços prestados, informar corretamente e intermediar os seus associados com os órgãos governamentais sobre as leis que norteiam o setor. Outro objetivo é atrair mais associados, que hoje são 110. “Só se consegue aumentar o número de associados oferecendo qualidade no serviço prestado a eles. Quanto mais gente e mais opiniões, melhor fica”, afirma Villela.

Representamos a classe e a nossa função é buscar e reivindicar melhorias, cobrando dos administradores públicos. E isso já fazemos há anos não só por meio do sindicato, mas também pelos conselhos nos quais atuo. Até hoje, nenhum prefeito conseguiu resolver todas as carências do setor. Também nos reunimos com bancos financiadores para tentar facilitar o acesso aos créditos rurais, já que é muito difícil consegui-los.

Quando foi a sua primeira participação como presidente do sindicato?

Temos feito contato constantemente com prefeitos e a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Pode-se dizer que melhorou muito, pois tivemos grandes avanços na conservação e manutenção das estradas. É importante lembrar que não temos problemas somente nas épocas das chuvas, em que ninguém passa, mas também nas secas, quando as estradas ficam lotadas de areia, o que prejudica a passagem.

A primeira vez foi em 1994, devido à saída do Yoshimi Shintaku, logo quando começou a falar que ia se aposentar e que ia parar. E, como eu era vice, assumia (risos). Depois, realmente me candidatei e fui presidente durante três anos. Época em que, com muita batalha, informatizamos e entregamos a nova sede do sindicato, projeto iniciado pelo Shintaku e finalizado por mim. Giro Rural

Marília possui 420 quilômetros de estradas de terra, sendo que de 15% a 20% estão com trechos prejudicados. Qual é o posicionamento do Sindicato Rural frente à Prefeitura?

Além do velho problema das estradas, quais são as maiores dificuldades para o homem do campo hoje? Primeiramente, é a migração enorme para a cidade, o que vem ocorrendo há tempos, gerando o segundo problema: falta de mão de obra no campo. E por que isso acontece? Porque não se dá atenção ao homem do campo. Ele não tem assistência médica e social adequada, por isso migra para a cidade, para ter mais qualidade de vida. A Prefeitura juntamente com os órgãos competentes deveriam oferecer apoio para toda a população rural, mediante trabalhos educativos que atendam, pelo menos, as áreas de saúde, social e sanitária. É preciso dar condições técnicas e financeiras (governos federal, estadual e municipal) para que esse povo consiga permanecer no campo.

O que melhoraria a escassez de mão de obra qualificada nas propriedades rurais? Podemos ajudar por meio dos cursos promovidos pelo SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), destinados ao produtor rural, trabalhador rural e seus familiares. Para saber como participar, basta entrar em contato conosco, no Sindicato Rural de Marília. Já temos a programação para 2013, que contará com cursos de tratorista, vacinação, doma de animal, entre outros. Para 2014, destacamos as maiores necessidades e já enviamos pedidos de cursos que atendam às culturas de laranja e seringueira, pois lá na frente estarão em safra, e a falta de mão de obra será um problema ainda mais sério. Para se ter uma ideia, é necessário um trabalhador para cada dois mil pés de seringueira. Grandes produtores de laranja precisam pelo menos de duas mil pessoas, que muitas vezes são trazidas de outras cidades.


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GR Gente da terra DALILA GALDEANO LOPES

Criadora mariliense é vice-campeã no Ranking Paulista do Gir Leiteiro 2011/2012 O plantel de Dalila Galdeano Lopes deixa sua marca por onde passa e faz bonito nas maiores exposições agropecuárias do país.

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ão é de hoje que a Giro Rural conhece a Dra. Dalila Galdeano Lopes. Então, não poderíamos deixar passar um momento tão importante e glorioso para a Essência Agropecuária, da nossa querida amiga, que acumulou inúmeros títulos em todas as seis exposições regionais, estaduais e nacionais das quais participou neste ano. Para se ter uma ideia, todos os animais levados por ela na Expozebu 2012 foram premiados. O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), aconteceu de 23 de abril a 9 de maio em Uberaba-MG e é considerado a “Meca do Zebu”. O mesmo sucesso presenteou a criadora com mais uma variedade de prêmios em Avaré, Ourinhos e Tupã, que receberam milhões de visitantes por serem exposições grandiosas e as mais importantes do país. Precisa dizer mais alguma coisa? Enfim, por essas grandes conquistas, a criadora e selecionadora de Gir Leiteiro, Dra. Dalila, sagrou-se vice-campeã no Ranking Paulista do Gir Leiteiro 2011/2012. O prêmio foi entregue na capital paulista em um jantar

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Giro Rural

promovido pela APCGIL, no dia 21 de novembro, durante a Feileite 2012 — 6ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite. Foram premiados todos os criadores que se destacaram nas categorias: Melhor Criador, Melhor Expositor, Melhor Macho, Melhor Fêmea e Melhor Matriz de Concurso Leiteiro. “Quem ganha com essa premiação não sou eu, e sim o plantel. Fico satisfeita por que é o resultado de um bom trabalho. Além disso, é preciso muita dedicação e conhecimento, o que é fundamental. Ganhar um prêmio envolve uma série de fatores e é necessário ter desde um animal bom e uma boa equipe até o apoio de amigos e da mídia”, afirmou a vice-campeã paulista. Ainda com brilho nos olhos, voz calma e serena, confessou: “Sou apaixonada por eles, pois fazem parte da minha vida!”. Para 2013, a criadora adiantou uma novidade sobre o leite da vaca Gir Leiteiro. Os estudos sobre a presença de uma proteína chamada Beta-caseína A2 no leite (o que o torna não alérgico) serão aprofundados. O leite poderá ajudar na alimentação de pessoas alérgicas a lactose.


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Criadora brilhou na 1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Tupã (16 a 20 de outubro)

Confira os destaques da Essência Agropecuária: CAMPEONATO NOVILHA MAIOR Campeã: Fada da Essência

CAMPEONATO FÊMEAS Reservada Grande Campeã: Luna FIV da Essência

MELHOR NOVILHA Campeã: Saudade da Labry Reservada Campeã: Fada da Essência

CAMPEONATO BEZERRA Campeã: Saudade da Labry

CATEGORIAS DO CAMPEONATO NOVILHA MAIOR 8ª Categoria – 1º Prêmio: Fada da Essência

CATEGORIAS DO CAMPEONATO BEZERRA 1ª Categoria – 1º Prêmio: Saudade da Labry

CAMPEONATO FÊMEA JOVEM Campeã: Luna FIV da Essência 12ª Categoria – 1º Prêmio: Luna FIV da Essência

CAMPEONATO NOVILHA MENOR Campeã: Isis FIV da Essência Reservada: Dinastia FIV Labry CAMPEONATO DAS CATEGORIAS NOVILHA MENOR 4ª Categoria – 1º Prêmio: Dinastia FIV Labry / 2º Prêmio: Carícia FIV Essência 5ª Categoria – 1º Prêmio: Desejada da Labry / 2º Prêmio: Doçura FIV Essência 6ª Categoria – 1º Prêmio: Isis FIV da Essência

CAMPEONATO VACA JOVEM Reservada Campeã: Eterna ZBR CATEGORIAS DO CAMPEONATO VACA JOVEM 13ª Categoria – 2º Prêmio: Labryzinha FIV Labry 14ª Categoria – 1º Prêmio: Eterna ZBR De z · 2 0 1 2 /Fe v· 2 0 1 3

CAMPEONATO MACHOS Grande Campeão: Jumbo da Essência Reservado Grande Campeão: Imperador FIV Labry

CAMPEONATO BEZERRO Reservado Campeão: Eterno da Labry

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Cooperativa A Agrícola Sul Brasil Depois de duas décadas de independência da central, que se dissolveu, diretoria da Sul Brasil de Marília revela como venceu a crise De z· 2 0 1 2 / Fe v· 2 0 1 3

enfrentada na época e

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anuncia novidades para o setor hortifrutigranjeiro. Giro Rural

Cooperativa Agrícola Sul Brasil, de Marília, foi fundada em 1969, quando se localizava na avenida Feijó. Porém, foi em 1993, ano em que se desligou da central, que a filial não só de Marília como de outras cidades passou a ser independente. A partir daí, a Sul Brasil instalou-se na avenida das Indústrias. Hoje, conta com mais de 50 funcionários e disponibiliza em sua loja toda linha de insumos agropecuários necessários para o agronegócio local e regional, oferecendo uma variedade de produtos e marcas. Possui duas filiais, localizadas em Guaimbê e Pompeia, para atender aos 1700 cooperados pecuaristas, agricultores e hortifrutigranjeiros de Marília e região. E se engana quem pensou que todo esse caminho desde a década de 1990 até hoje foi fácil. “Existia uma cooperativa central e nós éramos, até então, apenas uma filial. A partir de 1993 ficamos independentes de São Paulo, e foi uma fase muito difícil, pois perdemos o auxílio da central. Carregamos o nome Sul Brasil como herança, mas não tínhamos mais ligação”, recorda o engenheiro agrônomo e gerente geral da Sul Brasil, Sílvio Harada. E foi justamente nessa época que o forte da economia local, as granjas, começou a decair, e o cultivo do maracujá ajudou, e muito, os agricultores e na sobrevivência da Sul Brasil. “A gente acaba acompanhando as fases da agricultura. Em 1994, quando entrei para a cooperativa, a produção de maracujá era muito grande. Nossa região foi destaque na produção e enviava quase todos os frutos para São Paulo. Foi uma opção excelente e ajudou muito


Cooperativa Agrícola Sul Brasil (Central) em seu antigo endereço, na Avenida Feijó.

produtores de hortaliças, a Sul Brasil pretende atuar na comercialização dos produtos hor tifrutigranjeiros (hortaliças, frutas e produtos avícolas) com o objetivo de assessorar esses cooperados e melhorar o abastecimento do mercado. “Queremos criar um setor de mercado em parceria com o Ceasa. Teremos um box (armazém) na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), localizada no bairro Santa Antonieta, em Marília”, explica Harada. Ele lembra que, antigamente, as hortaliças eram enviadas até a capital, mas, com tempo, ficou inviável devido à distância e aos custos de transporte. “Lá não conseguimos competir com os produtores locais, que colhem seus produtos pela manhã e duas horas depois já estão à venda.”

Um trabalho de três gerações “A Sul Brasil é tudo para mim. Aprendi a trabalhar aqui com o meu pai, Mário Alves, que hoje está aposentado. Há um ano, o meu filho, Mário Miranda, também passou a fazer parte do time, trabalhando como estoquista na loja. Espero que trilhe o mesmo caminho e assim por diante.” Marcos Bezerra Alves é gerente de balcão e o funcionário mais antigo da Sul Brasil, com 26 anos de trabalho.

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o pessoal. Conseguimos sair do vermelho e pagar todas as dívidas por meio do maracujá, que hoje temos pouco por aqui”, revela Harada, que atualmente, juntamente com o médico veterinário Fábio Tiveron, presta assistência aos cooperados. “Eles lutaram muito para reerguer a cooperativa!”, frisa Yoshicasu Kaga, presidente da Sul Brasil há sete anos, que já fazia parte da diretoria quando estiveram em crise, e agradece a Sílvio Harada, Mitio Sakamoto e ao funcionário mais antigo, Marcos Bezerra Alves, pela dedicação. Com foco na pecuár ia e na agricultura equilibrada ao setor hortifrutigranjeiro, de acordo com o gerente geral o maior objetivo da cooperativa é amparar o produtor rural desde o pequeno até o grande, ajustando-se ao que o mercado está ditando. “Sempre auxiliamos no que necessitam. Se vão plantar maracujá, por exemplo, estudamos a parte de comércio, palestras, desenvolvimento técnico e auxílio. E se não der certo, procuramos alternativas. Somos parceiros do produtor rural e sabemos que não é fácil. O forte da cooperativa é isso. A gente cria laços for tes de amizade com os cooperados.” Sul Brasil anuncia expansão do setor hortifrutigranjeiro com a comercialização de produtos da região de Marília em entreposto local Com aproximadamente cem

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A terra prometida Em busca da realização de um sonho, família Shintaku fez história na avicultura brasileira

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á 82 anos, os imigrantes Massaiti Shintaku e sua esposa Haruma desembarcaram no Brasil com a intenção de terem sua terra e dela gerarem seu próprio negócio. No início, trabalhavam numa colônia de café próxima a Lins e, logo depois, mudaram-se para a região de Marília. Após seis anos, adquiriram uma área de dez alqueires onde plantaram milho, amendoim, algodão e desenvolveram a cultura do bicho da seda. Dez anos depois, deixaram a agricultura de lado e viram na avicultura a chance de realizar o sonho do casal, formando uma modesta granja de 300 cabeças. Em vinte anos conseguiram aumentar para três mil aves. Hoje, aos 66 anos, a Granja Shintaku abriga um plantel de 500 mil aves entre frangos e galinhas poedeiras com uma produção de quase 300 mil ovos por dia contabilizando um faturamento médio de 12 milhões ao ano, o que a coloca entre as maiores do Brasil. Sonho realizado? Quem vai nos responder é o filho único do casal e atual proprietário da granja,

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Giro Rural

Yoshimi Shintaku. O crescimento da granja foi possível graças à dedicação de Yoshimi, que, quando assumiu o negócio dos pais, investia na plantação de poncã, o que rendeu um bom dinheiro. “Durante esse tempo todo, meu pai trabalhou na granja e eu, na agricultura. Plantei melancia por uns quinze anos em áreas arrendadas. Como acabaram os locais para arrendar acabei plantando poncã. Enquanto poncã tinha boa produção, eu ampliava a granja. Quando os pés de poncã ficaram velhos, os substituí pelas seringueiras e passei a me dedicar somente à granja”, conta o empresário, que também comercializa látex. Com mais de 30 anos de trabalho só na avicultura, ainda constituíram, paralelamente, uma transportadora que freta cargas exclusivamente para a granja e uma indústria de subprodutos para utilizar ovos de segunda linha (rejeitados por apresentarem defeitos ou manchas na casca, e que representam 8% do volume total) como complementos alimentares e cosméticos.


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A tecnologia japonesa

Qualidade que fideliza os consumidores A própria granja produz a ração fornecida às aves das linhagens: galinhas Brown (ovo vermelho), e galinhas brancas das raças Bovans, Dekalb White, Hisex, Novogen, H&N. Os ovos produzidos pela granja Shin-

taku são do tipo in natura, do qual não se usa qualquer tipo de antibiótico e não se injeta nenhum tipo de defensivo. Para a produção desses ovos ,mantém-se um rigoroso controle de temperatura, alimentação e higiene para as aves, que, sadias, geram ovos da maior qualidade. No setor de beneficiamento e processamento dos ovos, eles são classificados por tamanho e peso, e são higienizados, selecionados, embalados e enviados aos compradores. Aproximadamente 60% dos ovos são vendidos diretamente aos supermercados locais e para redes nacionais que atendem o estado de São Paulo. Segundo Shintaku, o maior desafio é atender às exigências sanitárias impostas pelo maior comprador há cinco anos. “O supermercado envia um técnico para inspecionar e comprar o produto. Se não atingirmos a pontuação exigida, ele não compra. Isso acontece duas vezes ao ano, e, por enquanto, estamos sendo aprovados”, comemora. Ele ainda conta que cada supermercado exige uma embalagem diferente durante o beneficiamento gerando uma grande mã de obra, mas afirma valer a pena.

“Quando Tsuji Kasuo veio e viu aquele monte de ovos; comentou: - Se fosse no Japão, mercado nenhum aceitaria a sua produção! E perguntei o porquê? Ele explicou: - Está vendo aquele cocô de mosquito no ovo? Eu respondi: - Sim! No Japão, se o ovo apresentar qualquer vestígio de cocô, ele não é consumido! Então, me ensinou o seguinte: - Se você não criar uma galinha sadia, nunca vai ter um ovo sadio! Foram palavras curtas, mas que ficaram na minha memória. Entendi que sem galinhas sadias eu não conseguiria atingir meus objetivos”, finaliza Shintaku.

Desde 1997, junto a uma empresa de nutrição animal, Parte superior do formulário, a Granja Shintaku passou a ter uma atuação diferenciada com produção de Ovos Enriquecidos PUFA Ômega 3 (com ácidos graxos poli-insaturados), obtidos por meio da mais alta tecnologia, desenvolvida no Japão, a partir de um avançado processo natural. Quase toda a produção atual é vendida De z · 2 0 1 2 /Fe v· 2 0 1 3

Buscando soluções para fazer crescer ainda mais a produção, o empresário implantou métodos e técnicas japonesas para a criação de aves de postura, por meio do professor e pesquisador japonês Tsuji Kasuo e do médico veterinário brasileiro Masahiro Yamaguchi. “Meus três filhos que trabalham comigo estiveram no Japão, e o mais velho fez um estágio justamente voltado para a pesquisa da galinha poedeira com um professor que decidiu conhecer nossa granja. Em sete anos, Tsuji Kasuo nos visitou oito vezes. Trouxe uma técnica um pouco diferente, e isso me ajudou bastante”, recorda Shintaku que fez alterações relativas a luz, dimensões das gaiolas, alimentação, higiene, entre outras, fundamentais para a cria e recria das frangas.

para uma grande rede de supermercados. Gi ro R u r a l

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Revista Giro Rural 8ª Edição