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e com o Abscesso de Sola, afecções que também se caracterizam pelo inchaço do casco. Alguns itens auxiliam no diagnóstico diferencial: manqueira repentina; aumento da temperatura corporal e local; inchaço da região do casco e separação das unhas devido ao inchaço e pequena lesão no tecido interdigital. O diagnóstico no início da lesão e o tratamento imediato contribuem para a diminuição das perdas. Quanto mais evoluído o quadro mais difícil a sua recuperação. A infecção pode evoluir para uma artrite séptica digital.

3-5 litros de formol, 40% diluídos em 100 litros de água Sulfato de cobre: 3-5% Sulfato de zinco: 10% Antibióticos: tetraciclina 0,1%

Profilaxia e cuidados com os cascos Antes de se adotar qualquer medida curativa ou de controle das claudicações em um rebanho é importante que se realize um diagnóstico da real situação. Quando a enfermidade já estiver instalada, o tratamento cirúrgico, na maioria das vezes, é o mais indicado. Nesse caso, é necessário que seja realizado por profissionais habilitados, para evitar que a intervenção resulte em complicações graves, podendo inclusive inutilizar o animal. No tratamento, é preciso a remoção das lesões, cuidados com o local da ferida, empregando medicamentos com ação hemostática, seguido do uso de antibióticos e proteção da lesão com atadura e impermeabilizantes. Aconselha-se também realizar com frequência a toalete dos cascos, tanto dos dígitos doentes quanto dos saudáveis. Após a remoção do curativo, recomenda-se passar, diariamente, os animais em um pedilúvio contendo soluções sanitizantes a base de sulfato de cobre e hipoclorito de sódio. O uso alternado dessas soluções, além de minimizar os custos, vem apresentando bons resultados. Pedilúvio O uso de pedilúvio 3-5 vezes por semana é essencial no controle das afecções podais, controlando os processos infecciosos podais e muitas vezes melhorando os tecidos córneos. Localização: Deve ser construído preferencialmente nas proximidades da sala de ordenha, especialmente na saída, mas os animais devem primeiro passar por um lava-pés localizado a 10 metros do mesmo. Dimensões: Devem ter aproximadamente 80cm de largura, 3 metros de comprimento e 20cm de profundidade com uma lâmina de solução de 10cm. Produtos utilizados: Formalina : 3-5%

Podridão dos cascos (podermatite interdigital) problema mais frequente relacionado também à falta de higiene do ambiente onde as vacas permanecem.

Casqueamento Os bovinos apresentam uma taxa de crescimento dos tecidos córneos de aproximadamente 5mm mensais, que muitas vezes leva ao crescimento excessivo dos cascos, necessitando aparos para correção dos apoios. As modificações do apoio podem ser importantes causas de lesões podais, especialmente da linha branca e úlceras de sola. As opiniões são muitas divergentes quanto ao melhor momento do aparo, sendo que alguns autores sugerem o momento da secagem das vacas leiteiras como o melhor. Entretanto, como muitas vezes os animais estabulados se encontram com os cascos demasiadamente desgastados pelos pisos abrasivos dos estábulos e deveriam estar com as lesões sob controle, já que estavam em lactação, sugerese que se realizem as correções logo após a parição, ao se iniciar a lactação. Os aparos devem ser realizados uma a duas vezes ao ano, dependendo das condições. Devem ser realizados por pessoa treinada por técnicos e que se limite aos cortes determinados, deixando as lesões para atendimento especializado.

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O Girolando 71 - Jan/Fev 2010  

A Revista do Girolando

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