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A construção da imagem da mulher a partir das obras de Machado de Assis e José de Alencar em contrapartida a mulher atual.

Aniela Barbosa Leite1 Arlete Santos da Silva Cláudia Thais Souza Novaes Rita de Cássia Coqueiro Chaves

Introdução A finalidade deste artigo é abordar a importância e a construção da imagem da mulher durante o período oitocentista e novecentista em contrapartida com a mulher atual, ressaltando sobre o momento histórico que influenciou de forma preponderante nas obras de Machado de Assis e José de Alencar que valorizavam os interesses da burguesia e o poder do homem. Ficando evidente a postura que as mulheres desempenhavam, sendo obedientes primeiramente aos pais, e após o casamento, ao marido que seria seu senhor. Foram analisadas principalmente as personagens Virgília e Aurélia que sobressaíram por apresentarem um comportamento diferente do que era imposto pela sociedade patriarcal de sua época. Virgília era audaciosa por ser adúltera, pois a moral tanto do século XVIII quanto do século XIX julgava o adultério feminino como algo muito mais grave do que o cometido pelos homens, sendo que não havia outra escolha para a mulher adúltera, a solução era fugir ou morrer. Já Aurélia, no início da obra demonstra ser uma mulher a frente de seu tempo, por apresentar um comportamento subversivo ao das mulheres da sua época, mas no final surpreende o leitor rendendo-se ao poder do homem, e assim volta a ocupar o “lugar” destinado às mulheres de seu tempo. Se tratando da mulher do século XX e XXI aborda sua posição na sociedade e suas conquistas, percebendo os contrastes existentes em relação à mulher oitocentista e novecentista, como também mostrando que embora tenha conquistado direitos que antes não lhe eram permitidos, a sua imagem ainda continua sendo inferiorizada por alguns seguimentos da sociedade. 1

Graduandas no curso de letras vernáculas da Universidade do Estado da Bahia- UNEB campus XX. Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias – DCHT


O Contexto Histórico da Mulher Oitocentista e Novecentista Durante o século XIX a sociedade brasileira sofreu uma série de transformações, como a ascensão da burguesia, as novas alternativas de convivência social, a solidificação do capitalismo e a reorganização das vivencias familiares. Diante disto, a mulher assume um importante papel na sociedade burguesa: Presenciamos ainda nesse período o nascimento de uma nova mulher nas relações da chamada família burguesa, agora marcada pela valorização da intimidade e da maternidade. Um sólido ambiente familiar, o lar acolhedor, filhos educados e esposa dedicada ao marido, às crianças e desobrigada de qualquer trabalho produtivo representavam o ideal de retidão e probidade, um tesouro social imprescindível. (DEL PRIORE, 2007, p. 223)

Numa época em que se primava pelos valores e os interesses burgueses, e que o poder era patriarcal, sendo o homem possuidor dos direitos e das decisões políticas, econômicas e sociais, representando ainda a autoridade máxima na família, as mulheres exerciam uma posição de submissão, primeiro aos pais e posteriormente ao marido e senhor de suas vontades e ações, e passividade ao serem controladas e vigiadas pela sociedade em que viviam em nome da moral e dos bons costumes. A mulher do século XIX era submetida ao casamento de interesses, seja por aliança política ou econômica, e o seu papel frente à família era inteiramente o cultivo da domesticidade e o comprimento dos deveres de esposa. O costume da vigilância e do controle exercido sobre as mulheres e o seu posterior afrouxamento no decorrer do século XIX, com a ascensão dos valores burgueses, estava condicionado ao sistema de casamento por interesse. (DEL PRIORE, 2007, p. 236).

Diante de tais aspectos sociais, as relações estabelecidas em nome dos costumes e dos interesses da sociedade vigente e a posição de inferioridade e subalternidade que a mulher exercia, é que autores renomados como José de Alencar e Machado de Assis vieram retratar através de suas obras o contexto histórico, cultural e social do século XIX. Através dos livros e romances da época é que o imaginário da mulher brasileira foi construído até os dias de hoje. Como exemplo, os romances de Machado de Assis que reconstitui a sociedade em que vive em suas páginas imortais, no qual, não abre mão de sua ácida e corrosiva crítica. É através de suas palavras e descrições a serviço da crítica social quem vai construir as imagens das mulheres que povoam seus romances. 2


Machado de Assis escreve Memórias Póstumas de Brás Cubas evidenciando o tema da traição. O desenlace gira em torno do triângulo amoroso Brás Cubas, Virgília e Lobo Neves. Numa época em que, a moral julgava o adultério feminino como algo mais grave do que o cometido pelos homens, a lei era excessivamente severa para com as mulheres, que poderiam, em alguns casos, serem mortas pelos seus maridos. É nesse contexto social do século XIX, que Machado de Assis através de Brás Cubas, também chamado um autor defunto, apresenta e descreve a personagem Virgília como uma mulher interesseira, que abandona Brás para casar-se com Lobo Neves a fim de tornar-se marquesa, mentirosa e adúltera por ser casada e manter um romance secreto com o narrador. Virgília perguntou ao Lobo Neves, a sorrir, quando seria ele ministro: - Pela minha vontade, já; pela dos outros, daqui a um ano. Virgília replicou: - Promete que algum dia me fará baronesa? - Marquesa, porque eu serei marquês. (ASSIS, 1994, p. 57)

Dentre as mulheres que mantiveram um relacionamento amoroso com Brás cubas, Virgília foi a “heroína”, pois fez com que ele se apaixonasse por ela, por ocupar uma posição social elevada, não possuir nenhuma deficiência física e não ser mulher de vida fácil, contrastando assim com Eugênia, a menina “coxa” e Marcela, a “prostituta”. O adultério cometido por Virgília é levado a extremos por Machado de Assis, pois ela e seu amante chegam a ter casa “montada”, onde ali havia até uma criada. Se hoje essa situação ainda é inaceitável pela moral da sociedade contemporânea, imaginemos no século XIX. Assim, percebe-se que mesmo não assumindo publicamente seu romance fora do casamento, Vírgilia também era corajosa, porque corria um grande risco de ser descoberta, pois além de possuir uma casa para se encontrarem, permitia ainda que seu amante a visitasse em seu lar conjugal. Através de Virgília, Machado de Assis não preserva a figura materna da dissimulação, pois a mesma comete adultério até em presença de seu filho, fruto de seu casamento. Nhonhô era um bacharel único filho de seu casamento, que, na idade de seus cinco anos, fora cúmplice inconsciente de nossos amores. Vieram juntos, dois dias depois, e confesso que, ao vê-los ali, na minha alcova, fui tomado de um acanhamento que nem me permitiu corresponder logo às palavras através do rapaz. (ASSIS, 1994, p.13)

Outro exemplo de desvalorização da estereotipia da figura materna é quando Brás Cubas fala da sua genitora, pois mesmo dizendo que ela era de bom coração apresentava-a 3


também ao leitor como uma senhora fraca e de pouco cérebro, em que o marido era na terra o seu Deus, em outra instância também dissimulada, pois desviou dinheiro do próprio marido para poder ajudá-lo. Ainda dentro do contexto da estereotipia da figura materna percebe-se também um grande contraste existente entre Machado e Alencar, pois enquanto que o primeiro a inferioriza o segundo exalta, colocando-a como a mais sublime das criaturas, é o que podemos perceber na peça teatral Mãe de José de Alencar: Em Mãe, Alencar entroniza no centro do drama a figura de uma escrava, Joana, que se imola até a morte para o bem-estar e a felicidade conjugal do seu senhor, este, ignorando ser seu filho, chega ao ponto de vendê-la para resgatar as dívidas do futuro sogro. Mas o altruísmo de Joana é manifestadamente heroísmo de mãe antes que nobreza de negra escrava: “se há diamante inalterável – diz Alencar na dedicatória do drama – é o coração materno, que mais brilha quanto mais espessa é a treva; sentes que rainha ou escrava, a mãe é sempre mãe. (BOSI, 1994, p. 153)

Ao ler as obras de José de Alencar é perceptível a exaltação não só da figura materna, mas como, a elevação e idealização da mulher. Ao contrário de Machado, ele constrói arquétipos femininos exaltados pela competência verbal e pelos caracteres do romantismo. Um exemplo evidente de mulher exaltada e caráter elevado é a personagem Aurélia do romance Senhora, que o próprio título nos remete o poder que ela exercia por ser dona de seus atos e ser rica. O romance Senhora de José de Alencar, retrata a sociedade brasileira do século XIX, em que as mulheres não detinham poder nem autonomia, eram submissas aos homens e o seu valor era referente ao dote que possuía. Eram criadas e educadas para o casamento, sem direito de autoridade e opinião na sociedade. Sendo assim, Aurélia é uma personagem que demonstra ir contra os valores da época, pois assume uma postura diferente do que era imposto pela sociedade vigente, administrando o seu próprio dinheiro, e adquirindo uma independência incomum a outras mulheres, sendo ainda inteligente e bonita. A postura de Aurélia não se enquadra no perfil do que seria feminino, naquele mundo. Ela enfrenta as escolhas que se lhe antepõem com o desembaraço de um bacharel, domina os indicadores econômicos com exatidão de um economista, tem o conhecimento das molas mestras do jogo jurídico e, principalmente, uma ousadia de atuação que poucos homens saberiam ombrear. Ela é senhora absoluta de si mesma, dos seus bens e haveres e, em especial, do Lemos Tutor tutelado. (RIBEIRO, 2008, p. 183)

Ao adquirir ascensão social, Aurélia evidencia autonomia e sentimento de vingança por Fernando Seixas, pois este buscava a elevação social através do matrimônio e devido a 4


esse motivo o seu namoro com Aurélia quando ela ainda era pobre não deu certo, pois apesar de sua beleza ela foi trocada pelo dote de trinta contos de reis que seria o enlace com Adelaide Amaral. Mas Aurélia ao tomar posse da fortuna deixada por seu avô tornando-se assim uma mulher rica e bem sucedida, decide-se casar e resolve "comprar" um marido, em que o escolhido, no entanto, era Seixas, que aceitou submeter-se ao casamento mesmo sem saber a identidade da noiva, pois ele tinha a necessidade do dote e assim se enquadraria no circulo social. Logo após o casamento, Aurélia deixa bem claro que Seixas era um marido comprado, e que o casamento seria simplesmente de conveniência, humilhando-o e fazendo pagar pelo mal que lhe causou. Sendo assim, antes mesmo de estabelecerem relações afetivas, ocorrem primeiramente relações por motivações econômicas que posteriormente provirão as demais relações. No decorrer da vida conjugal advêm mudanças no comportamento de Seixas devido às humilhações impostas por Aurélia, ele decide recuperar sua dignidade e ela ao perceber que o homem em que ama havia se transformado, querendo comprar sua liberdade e livrar-se daquela situação, imediatamente para não perdê-lo, confessa e prova seu sentimento. Esse comportamento de mudança e superação dos próprios defeitos é uma construção que se encontra nas obras românticas, pois de acordo Del Priore (2007, p. 234) “As pessoas que amam aparecem nas novelas como possuidoras de uma força capaz de recuperar o caráter moral perdido, como no caso de Seixas no romance Senhora, de José de Alencar”. Já Aurélia ao colocar-se aos pés do seu marido pedindo complacência, deixa transparecer toda sua submissão e obediência, e assim ele passa a ser seu senhor e o poder retorna ao homem, ou seja, reforçando os valores da época, em que o poder era patriarcal, sendo o homem superior a mulher. No entanto, Aurélia primeiramente é construída pelo discurso de Alencar como uma mulher forte, decidida, autônoma, em busca dos seus ideais, estando assim, a frente do seu tempo em relação ao caráter passivo e submisso das outras mulheres da época. Mas no final do romance, essa construção se rescinde, pois seu caráter forte e orgulhoso deixa de existir ao prostrar-se aos pés do amado Seixas. Diante deste ato de submissão, Aurélia nivela-se ao perfil da mulher oitocentista, até mesmo pela construção do discurso romântico, em que no final o amor tudo supera, as barreiras são vencidas e a felicidade se estabelece. No romantismo o amor é sempre vitorioso. Desse modo, fica evidente como os romances de Machado e Alencar contribuíram de forma decisiva para a construção da imagem da mulher. As características das obras de Alencar se diferem radicalmente de seus antecessores, até mesmo por descrever a vida 5


burguesa e primar pela construção de personagens que definem o imaginário feminino do romantismo, com mulheres idealizadas, moças imaculadas, aspirando sempre pelo casamento. Enquanto que Machado de Assis constrói personagens adúlteras, dissimuladas, interesseiras e mentirosas. Não são mais as deusas perfeitas e intocáveis de um José de Alencar, mas mulheres mergulhadas na matéria do dia- a- dia, imperfeitas, medíocres - no sentido de sua completa mediania, incapazes de gestos exasperados de nobreza ou de canalhice, meios covardes, o seu tanto oportunistas; nem sempre bonitas raras vezes feias; nem gordas, nem magras. (MURARO, 2001, p. 146)

Mesmo a submissão feminina, ter sido uma das regras impostas às mulheres oitocentistas e novecentistas houve algumas mulheres que transgrediram essa regra, como exemplo a compositora Francisca Edwiges Gonzaga, sendo considerada uma mulher a frente do seu tempo, pois para seguir sua carreira artística rompeu com seu casamento e também por esse motivo rompeu as relações com seu pai. Além da música, Chiquinha participou de vários movimentos que as mulheres do seu tempo jamais ousariam participar, como por exemplo, o movimento pela libertação dos escravos e foi também uma participante ativa da campanha pela proclamação da República. Outra personagem feminina que quebrou as convenções sociais de seu tempo foi a pintora mexicana Frida Kahlo, que desde moça demonstrava um comportamento demasiado avançado em relação as demais mulheres novecentistas. Frida era uma mulher forte que não se abatia facilmente, sarcástica diante os acontecimentos da vida e persistente na realização de seus desejos. Primeiramente venceu a invalidez, tornou-se reconhecida pela sua arte e termina os seus dias ao lado de Diego, o homem a quem amou e perdoou até a traição.

A Mulher Do Século XX e XXI É durante o século XX e XXI que a mulher avança em suas conquistas, tornando - se independente. A mulher de hoje conquistou grandes realizações, mesmo ainda permanecendo alguns objetivos a serem conquistados, como por exemplo, a igualdade salarial. Contudo, a mulher do século XXI pode estudar, votar, trabalhar, decidir o seu destino, gozar da sua sexualidade, julgar e tomar decisões importantes sobre sua vida, seu trabalho, dentre outras, sem perder suas funções maternas e femininas. Na última eleição realizada no Brasil para presidente, as candidatas brasileiras Dilma Rousseff e Marina Silva tiveram três grandes conquistas, a primeira, foi terem concorrido ao cargo 6


de Presidente da República, a segunda foi pelo motivo de Marina ter levado a eleição para ser decidida no segundo turno, sendo que, segundo a mídia, venceria o candidato (a) que ela apoiasse, e a terceira realização foi a grande vitória de Dilma, que ocupa o cargo de maior prestígio e responsabilidade da democracia brasileira, ou seja, a presidência da república, jamais na historia do Brasil presidido por uma mulher. Embora tenha conquistado grandes realizações a mulher contemporânea ainda continua sendo inferiorizada por uma grande parcela do gênero masculino, que a vê como objeto de prazer sexual em que o amor cede o lugar para o sexo e o corpo “sarado”, ou seja, o romantismo deu lugar ao desejo carnal, e tudo isso é percebido explicitamente em algumas letras de músicas, em programas de televisão, nas novelas etc. Como mostra a música: A danada enlouqueceu a macharada lá na festa quando ela apareceu (...) Vai dá tapinha na bundinha vai que sou cachorrinha vai fico muito assanhada se eu pedir você me dá lapada na rachada você pede que eu te dou lapada na rachada E toma gostosa lapa na rachada Você pede que eu te dou lapada na rachada E ai tá gostoso? Lapada na rachada Toma, toma,Ahh!! Vai Fala danada dá lapada na rachada. (Kuarto de empregada – Lapada na rachada)

Aqui a mulher perde toda a sua virtude e moral, sendo transformada em objeto de prazer. Diante de músicas imorais, sem qualquer conteúdo de valor, programas e intervalos comerciais que exploram o corpo feminino, sem julgar sua competência e até mesmo sua sensibilidade, é que a mulher é denominada como símbolo de sexualidade e sensualidade. É lamentável para a construção da imagem feminina, que em períodos históricos como no romantismo, a mulher foi exaltada e idealizada como um ser imaculado, sensível e belo e que algumas produções “artísticas” atuais tem desfeito toda essa construção.

Considerações Finais Diante do que foi exposto considera-se que a representação da mulher nas obras Alencarianas e Machadianas são divergentes. Enquanto que Alencar a exalta, Machado a inferioriza, sendo percebida explicitamente nas obras Memórias Póstumas de Brás Cubas e Senhora. Aurélia retratou a mulher romântica, bela e prendada, que coloca o amor superior a tudo, enquanto que Virgília representou a mulher adúltera, dissimulada e ambiciosa.

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Ao analisarmos algumas mulheres oitocentistas e novecentistas percebemos que grandes avanços foram conquistados pela mulher contemporânea em relação a sua posição na sociedade. Tanto na arte, política, religião, literatura, dentre outros, a mulher teve seu reconhecimento, mas no que diz respeito a sua imagem, continua sendo inferiorizada por alguns segmentos da sociedade, principalmente por alguns meios de entretenimentos, como em algumas novelas, músicas e propagandas, em que é vista apenas como objeto de desejo sexual.

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Referências ALENCAR, José de. Senhora. 34ª ed. São Paulo: Ática. 2006. 215 p. ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 28ª ed. São Paulo: Ática. 2004. 176 p BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 42ª ed. São Paulo: Cultrix. 1994. 582 p. MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos e resenhas. 5ª ed. São Paulo: Atlas. 2003 323 p. MURARO, Rose Marie. Mulher, gênero e sociedade. Rio de Janeiro: Relume Dumará. 2001. 137 p. PRIORI, Mary Del; BASSANEZ, Carla. História das mulheres no Brasil. 9ª ed. São Paulo: Contexto, 2007. 678 p. RIBEIRO. Luis Felipe. Mulheres de papel: Um estudo do imaginário em José de Alencar e Machado de Assis. 2ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, Fundação Biblioteca Nacional: 2008, XII, 466 p.

RESUMO: Este artigo tem como objetivo refletir sobre a construção da imagem da mulher

nas obras de Machado de Assis e José de Alencar. Tendo como principais referências as personagens Virgília do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas e Aurélia do livro Senhora. Será analisado o perfil oitocentista e novecentista em relação à mulher atual, ressaltando os valores e preconceitos a partir do século XVIII. Percebendo o que mudou e o que permanece para a valorização da mulher na literatura e no contexto histórico atual. Palavras chaves: Mulher, subserviência, contexto histórico, poder masculino.

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A construção da imagem da mulher.