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M I N H A V E R D A D E S DOIS

Gil Marcos Cordeiro Veiga


Apenas um livro escrito para mulheres pela beleza, pela cumplicidade, pela vitalidade, pela serenidade, pela paixĂŁo, pelos amores, pelo puro conceito, em ser mulher, como somente a elas cabe ser, mesmo que nos deparamos ao acaso, de que mulher, ĂŠ mulher sempre, indiscutivelmente. O autor.

Gil Marcos Cordeiro Veiga

2


Este livro Ê um aprendizado, Uma lição de vida e de amor, Como podemos aprender a sentir, Como podemos aprender a amar, Como devemos despir de preconceitos, Como devemos acreditar, Como podemos ser, Sem medo em perder, Apenas ser para viver, Sabendo destruir, Para poder construir...

Minhas Verdade Dois

3


É preciso sentir saudades, ter um bom relacionamento, o amor não é uma fraude, é apenas um congestionamento. É preciso amar, para ser feliz, é preciso estudar, e ser um aprendiz. A paixão... Vem do coração, e o amor, é solidão. Amar é viver... Se apaixonar, é saber vencer, é saber beijar. Não preciso estudar, para poder amar, é só ficar ao lado, de seu príncipe encantado. Se amar é viver vivo porque te amo. Este poema é de Lais Ravaglio Feitosa Cordeiro Veiga, minha filha.

Gil Marcos Cordeiro Veiga

4


Quando olha sobre o tempo, percebendo que a cada momento, tenho vivido em conta-gotas, descubro que a torneira da vida, está emperrada e trancada, talvez somente para mim, mas quero alguém especial, para me ajudar a descobrir, o que há diante deste tempo, insólito e deslumbrante, mas quero alguém especial, mais do que um temporal, que se anuvia em calmaria...

Minhas Verdade Dois

5


Como posso simplesmente ser, alguém que não te alcança, por ser incapaz de alçar vôo, na minha derradeira tristeza, em que minhas asas se foram, arrancadas pela solidão, que me invadiu por inteiro, expropriando de mim o amor, com quem arranca o coração, sem piedade ou remorso, mas te vejo sempre linda, porém inaccessível, pois és um anjo torto, com asas serenas e firmes, a incomodar meu sossego, de mortal apaixonado, vem me dar um pouco, de tua paz e conforto, meu adorável anjo torto...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

6


Mulher que se torna água, que sacia minha sede de desejos, que refresca minha carência, onde mergulho minha paixão, banho-me por completo prazer, mulher que se torna terra, que se deixa arar com ternura, semeando o corpo com candura, cultivando toda a cumplicidade, gerando frutos emancipados, mulher que se torna fogo, incendiando com muito tesão, queimando a vil tristeza, deixando em cinzas a frieza, que fora posta sem destreza, mulher que se torna ar, como leve voa para amar, sem se dispor de asas, tornando-se anjo sedutor, para ao mortal homem, valorizá-la dignamente...

Minhas Verdade Dois

7


Na tua ausência de mim, faço as malas da tristeza, para que nunca sintas, o sabor amargo dela, mas se eu te quero, como há muito te falo, não por vaidade, mas por cumplicidade, sei que tantos se fazem, presentes ou pretendentes, mas poucos devem lhe trazer, a honesta intenção da relação, em que se comprometem a ser, mais do que um apenas, mas a somatória de dois, com a tua modesta presença, nesta itinerante ausência, quero apenas uma coisa, que em mim perpetue, tua ardorosa paixão...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

8


Ao vento danço minha dança, como a quem semeia e encanta, pela pura razão em alegrar, aos corações alheios despertar, dizem que sou ginasta, mas sou muito mais ainda, sou a mulher inacabada e resolvida, que diante da conquista se expande, sou uma bailarina sobre o vento, não uma pessoa simples ou louca, mas sou louca pela minha loucura, que há muito tenho me realizado, sou então uma ginasta bailarina mulher, que realiza seus sonhos e enfatiza, que a alegria de viver está justamente, em saber como se viver...

Minhas Verdade Dois

9


Não tinha tanta certeza, também não tinha dúvida, mas não sei bem o que tinha, se era uma visão estranha, ou estranha estava minha lucidez, os caminhos traçados são tortos, como aquele que se endireita, pela curva de águas turvas, levianamente percorrido, que se deleita no leito do rio, são curvas tenras e ternas, a descoberta sob o véu tirado, da mulher que se escondia, como a quem foge de si, mas não era tanto uma mulher, era o corpo e todo o mais, mas para mim era apenas, meu adorável anjo torto...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

10


Como uma gota de suor, inicio minha viagem insólita, pela testa percorrendo tua face, admirando teus contornos doces, descendo pelos teus lábios, percorrendo teu pescoço num arrepio, encontrando adiante teus seios, indo à direção ao teu umbigo, chagando ao teu sexo com volúpia, descendo pelas coxas suavemente, chegando a teus pés sorrateiramente, nesta viagem louca e sensual, odiei tê-la feito tão sorrateiramente, pois fiquei com inveja tremenda, dos lábios que me seguiam...

Minhas Verdade Dois

11


De longe vi um pássaro voando, como nunca tinha visto antes, estava lindo planando no céu, descobrindo as razões do vento, as virtualidades que o ar faz, admirava o pássaro naquele azul todo, meus olhos chegaram a chorar, a tristeza me tomou de assalto, olhando aquele pássaro voar, lamentei minha existência, ao ver-me dentro deste espaço, que um janela pequena me abre, minha liberdade renegada, nesta prisão que me encontro, vendo a liberdade naquele pássaro...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

12


Se existem distâncias, existem conquistas, uma delas é superar distâncias, como a quem supera dificuldades, que não se apresentam fáceis, mas não há distância verdadeira, o que encontramos são caminhos, todos a serem percorridos, as dificuldades nós criamos, pois quando se deseja algo, o impossível não existe, ainda mais para ver a mulher, a quem deseja ser amada, onde nossos lábios deitaram, sobre a imensidão do prazer, como a quem descobre a ternura, pelo olhar e sorriso franco, distância são apenas conceitos, que se mudam com os tempos...

Minhas Verdade Dois

13


Na cor de teus olhos, compreendo o sentido da vida, como o ritmo das marés, ou na dança singela dos golfinhos, no teu sorriso cristalino, ofuscante na sua expressão, retalhos de fecunda emoção, na pele macia e cheirosa, que a minha toca e deita, entrego segredos ao deleite, nos lábios dispostos e presentes, que toco com os meus docemente, descubro o prazer do beijo, nos cabelos sedosos e vivos, transbordando sensualidade, minhas mãos ficam em casualidade, nos teus ouvidos atentos, sussurro desejos mordiscando-os, para no arrepio te sentir, mas é no encanto de tua presença, que minha vida constrói motivos, de minha humilde existência...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

14


Se neste palco que vivo, onde me apresento despido, sem vestes ou preconceitos, apenas sendo mais um a atuar, pelas páginas indiscretas, deste livro aberto e incerto, nestes olhos abertos e cegos, nos sentimentos escondidos, somos todos os atores ao acaso, queria ter o dom de escrever, uma peça para atuarmos, como seres humanos abertos, sem medos ou receios de amar, com desejos e carícias trocadas, nos beijos selados na paixão, nos corpos desnudos de tesão, onde seria teu palco e platéia, amando por inteiro a mulher, que atua dentro de meu coração...

Minhas Verdade Dois

15


Como posso ser impessoal, se tua figura me assenta, como tola tormenta, que me arrebenta, na via de fato, mas serei para ti, um marco zero em teu mapa, n찾o para iniciar, mas para perpetuar, imoralmente minhas raz천es, escusas e delongas, mas com intensidade, de quem se almeja, farto em tes찾o e desejo, para te completar...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

16


Tenho a vida em meus olhos, às vezes tristes e distantes, outras vezes alegres e contentes, mas o que desnudo com eles, na minha sensibilidade de ser, imoralmente regado a prazer, para compreender o tesão maior, que podemos acender em nós, colocar fogo nesta paixão, atordoando o teu coração, que esta em desilusão, afago com muita emoção, apagando a frustração...

Minhas Verdade Dois

17


A cada sorriso seu, despenco, para a vida mais alegre e solto, porque tua alegria contagia, apesar dos olhos sob a cortina, mas o que me alivia, todavia, é saber que antes de tudo existia, a natureza concreta de tua alegria, como se a linha esticada guiasse, meus passos em direção aos teus, mesmo dando voltas e voltas, para poder centrar minha razão, distante dessa louca emoção, que me impede de te encontrar...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Queria ser apenas um traço, um risco sobre o deslize, um marco no papel ou no céu, mas ser uma linha indiscutível, que sequer visível se torna, como os traços suaves da boca, que a contorna, mas que envolve, outra semelhante boca em si, ao que temos de chamar de beijo, cujos traços se misturam, pelas linhas tortas descompassadas, queria ser apenas um traço, que perpetua no teu rastro confuso, seguindo teus pontos obscuros, delineando uma imagem difusa, mas que possuo a insensatez, em arriscar minha lucidez...

Minhas Verdade Dois

19


Tranquei os momentos de loucura, soterrados na difusa sanidade, que teus desabafos me levaram, em que alucinados se retorciam, ferozes algozes se desfaziam, glamourosamente levianos, como ritos práxis freudianos, analisando o que psicanalisei, sem fronteiras de ilusões, como somente um poderia, há muito ter sido concreto, mas foi tão cético e discreto, que se fez de fato e verdadeiro, um equilibrado psicopata da paixão...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

20


Guardo os beijos não dados, para quem se faça presente, diante de mim para resgatá-los, alguém que seja muito especial, pois meus beijos transcendem, são capazes de dopar pela paixão, mas acariciando de perto a emoção, com a ternura de todo o coração, pois sei que és especial, pelo teu desejo maior de ser, as certezas que o tempo julga, impropriamente desconsidero, que temos estrelas no olhar, e arco-íris nos lábios...

Minhas Verdade Dois

21


Não sei te dizer há quantas verdades te menti, pois éramos a exata condição de dois se procurando plenamente em sentimentos, através dos momentos vividos e divididos pela irresponsabilidade de não sermos cúmplices, como tolo fui ao não te abraçar intensamente, com o carinho devido e não dividido, com o beijo intenso e colado em teus lábios adocicados, com ternura nas mãos dadas ao léu, sucumbir ao toque de tua pele na minha, na imensa proporção em sermos descobridores insaciáveis do amor, escalando a eterna montanha do prazer, como cada ato nos faça mais insanos, mais distantes do que nos tentam cercear, quero ser o teu suave suspiro quando me fizer teu dentro de tua plenitude audaz, dentro de teu ser loucamente coerente em querer ser amado e completado, quero ser-te teus delírios plenos, como nunca dantes viste ou contemplaste, quero ter a meiguice de teu gesto em linha como o pincel que segura, ao fecundar a tela branca e virginal a tua frente...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

22


Os mares a velejar, são como o corpo de mulher, que desejamos amar, caprichosamente, nas ondas deste corpo nu, que sustenta meu desejo, onde deito minha boca e beijo, tendo minha língua como peregrina, descobrindo cada centímetro, nas razões de conquistar, o inevitável inconquistável, mutilo minhas paixões, o que posso te dizer, sem mesmo te perder, senão apenas te querer, como razão de viver...

Minhas Verdade Dois

23


Quero que me corrompa em desejos, plenos e complexos completamente, para que possamos solucionĂĄ-los, a dois, com a ternura e carinho, que possamos compreender juntos, cultivar nossos filhos do tempo, sem que tenhamos medo do presente, transformando o mundo para eles, enriquecendo nossos caminhos, cultivar com intensa maturidade, em plena e irrestrita capacidade, com intensos sorrisos nos olhos, incorrendo na paixĂŁo por querer, ser seduzido compulsivamente, ao teu bel prazer...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

24


Lamento a distância que nos atinge, como faca que corta a carne, mas nada se faz tão distante, mesmo que nos coloquemos assim, a cada passo dado na direção um do outro, a distância se encurta, distância acaba se tornando motivação, para ser superada a cada passo dado, são de fatos e atos concretos feitos, a cada vontade e prazer estabelecido, não que desejemos o mais convencional, porque o que está à mão é mais fácil, mas nem sempre será o mais gostoso, fácil vem fácil vai, por isso, não me entrego ao fácil, quero sempre ir além do aqui, quero que tudo seja conquistado, pois desejo caminhar sempre...

Minhas Verdade Dois

25


Acontece uma festinha em mim, como tantas que já aconteceram, mas esta é muito mais especial, ela é feita com sabores de beijos, entalhados nas vontades dos desejos, enfeitada plenamente em ternura, como havia nos tempos de candura, não há deslumbres sem carinhos, como muito não se percebia em mim, uma festinha para te receber, como mulher dentro de mim, meu corpo é alegria te vendo, sorrindo eternamente nos teus lábios, mas o que me consola, é poder me dar a você, como há muito não fazia...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

26


Todo o ser que se faz presente, mesmo que distante ou ausente, mesmo que tolhido ou castrado, mesmo que louco ou surtado, delirante inconstante, somos tão desafetos ao nada, que de tanto sermos algo, nos tornamos incrédulos, diante de nossa tenra loucura, que nos leva a paixão delirante, somos tão depositários de nada, que o vazio assombra o conteúdo, mas temos um grande dom, preencher lacunas e vazios, por isso, somos temidos como humanos...

Minhas Verdade Dois

27


Te espero tanto dentro de mim, como se fosse crava forte, que se instala soberana, nas profundezas do coração, quero poder ser teu porto, seguro e fecundo no mundo, conforto e serenidade, pois nada mais se deseja, que se compreenda na relação, entre pessoas que se querem, do que a emancipação do amor, onde cada qual será parte, integrante do processo sem medo, pois somos amantes naturalmente...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

28


Pertencemos a um campo de notas, que se movimentam em escalas, atordoando e rompendo partituras, como uma breve sinfonia de carinho, somos instrumentos sensoriais, que se tocam aos toques de pele, vibrando sempre que arder desejo, como pura melodia de beijos, que a cada toque se faz mais doce, como a peça de quem compõe, como a musica que te ofereço, porque somos notas de amor, postadas no coração...

Minhas Verdade Dois

29


Certo dia, desconsolado, rompi barreiras, que destoavam de minha fortaleza incólume, lugar seguro e intransponível que te guardei, para que algozes vorazes não te almejassem, na certeza de que teus belos lábios cederiam, à ternura de minhas preces por um beijo teu, sorrateiramente te sugestionei a se doar, nas intempéries deliciosas de teu corpo, onde redescubro a geografia humana, nos lugares mais inóspitos dantes eram, que agora me recebem triunfalmente, sei que estou a delirar por teus carinhos, mas como posso eu ser falível a eles, mesmo no pior momento de minha serenidade, que há muito perdi por ti...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

30


Saio de sua alma delicada, percorrendo tua inocência, deslizo como um veleiro, sobre o mar de teu corpo, descubro tua sensualidade, encoberta pela timidez, avistando toda sexualidade, redescobrindo desejos, desengatilhando armadilhas, sustentando voracidades, estabilizando a volatilidade, concretizando as incertezas, rumando pleno ao desconhecido, sendo pela mulher observado, como a quem recepciona, pois adentro no prazer, desejando em cumplicidade, amar teus sonhos inteiros, ser parte igual desta ação, preenchida pela emoção, apimentada por todo o tesão...

Minhas Verdade Dois

31


A semente que planto hoje, nas veias de uma paixão, me impele de te dizer, que tenho medo de amar, não por me envolver, mas amar por entender, que as razões são toscas, como prejuízo sem juízo, insanidade sem loucura, retóricas reticentes, momentos delirantes, despedidas regressas, beijos sem resposta, apenas uma paixão delirante...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

32


Ao te beijar descubro, a intensa maturidade, que me acolhe no abraço, no afago de teus lábios, no calor de teu corpo, ao te tocar me sinto, pleno de vôo alçado, mais que um pássaro, talvez nas tuas asas, nas asas de um anjo, sob o céu enluarado, sobre a terra orvalhada, teu corpo feito arado, que semeia a cumplicidade, de um momento de vitalidade, que amantes se renovam, onde dois corpos planam, na meticulosa sedução, envoltos no ardor do prazer, devotos sedentos de amor, quero ser teu por inteiro, sem perder rumo nem devaneio...

Minhas Verdade Dois

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Agora nesta tênue sedução, onde as mãos se alinham, descobrindo pedacinhos, de sabores bem diversos, como a quem se revela, por se dar imensamente, sem rédeas ou pudor, alinhar todos os desejos, num único gesto de paixão, sendo o culto predestinado, dos seguidores do amor, dos adoradores do prazer, que na serenidade faz, estremecer as razões, motivadas impulsivamente, pelos toques e sensações, agora que teu me entrego, descubro a vitalidade, da mulher que espero, há tanto amada se fazer...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

34


Cada vez que salto ao futuro, encontro a tua singela presença, que me acolhe com ternura, afagando minha pesada tristeza, pois é a alegria de minha vida, te encontro em mim plena felicidade, sabendo te compreender na maturidade, de meus atos levemente infantis, resgatando dentro de nosso ser, a pujança de toda a inocência, deixando aos céticos e incapazes, a retórica da paixão instigante, tenho a tua cor em meu céu, como a quem planta um sonho, te vejo como minhas estrelas, iluminando o amor de minha vida, pois sei que tem a luz própria, como a mulher que desejo amar...

Minhas Verdade Dois

35


Apesar de tudo e de todos, apesar de erros e de acertos, apesar de sussurros e de gritos, apesar de afagos e de porradas, apesar de amarmos e de odiarmos, apesar de não compreender, apesar de não complicar, apesar de não esconder, apesar de não entender, apesar de ser teu bem querer, apesar de ser teu bem desejar, apesar de ser teu bem beijar, apesar de ser teu bem amar, esqueço muitas vezes de ser, tudo o que posso ser apesar, de que tento apenas te amar, como a quem ama apesar de tudo...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Conquistar a mulher é fácil, basta-nos ser agradáveis, seduzirmos com palavras e ações, muitas vezes ser carinhoso, ser romântico revelado, mas o difícil é manter, manter o relacionamento, porque muitas vezes não nos mostramos, com a sinceridade devida, de que não devemos ser predadores, que na conquista tudo faz, mas na manutenção tudo ignora, porque somos hipócritas demais, para assumirmos nossas mentiras, doando-nos ao outro por inteiro...

Minhas Verdade Dois

37


Somos os mais loucos e alucinados, que corremos tanto atrás da felicidade, mas sequer temos olhos para percebê-la, ao nosso lado e nos observando, somos tão precipitados que tentamos voar, mas esquecemos das asas para realizar, somos os mais vulneráveis a tentação, que quando descobrimos nos destruímos, somos os mais vorazes em nos satisfazer, pois acreditamos a cada renascer, na verdade, descobrimos nossa inutilidade, a cada dia e cada experiência desastrada, descobrimos sermos apenas nós mesmos, mortais e humanos, quando pensamos ser deuses...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

38


Quando aprendi a somar, descobri as doces paixĂľes, somando-as uma a uma, para compor ao amor, depois aprendi a subtrair, retirava as angĂşstias, eliminando uma a uma, para inteirar ao amor, depois aprendi a multiplicar, acrescia os desejos, semeados um a um, para se dobrar ao amor, depois aprendi a dividir, repartindo os beijos, tocados um a um, para se dar ao amor, nestes cĂĄlculos estranhos, descobri que sei calcular, todas as formas de se amar, mas todo o resultado esperado, tem somente lĂłgica se for, para a mulher amada...

Minhas Verdade Dois

39


Partilho contigo o que tenho, de mais relevante e sincero, minha verdadeira alma poeta, que te revela como concreta, mas na prática é delirante, como a paixão que se permeia, pela pele de quem se deixa, por uns instantes se levar, de mim posso apenas te dar, minha essência descalibrada, pela tormenta que a vida trata, os que tentam ser livres, pois a liberdade é conceito, que temos de compartilhar, pois somente é livre aquele, que descobre como amar...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

40


Sou a parte inacabada tua, como a bênção tirada a fórceps, arrancada com furor de paixão, para complementar a angústia, que corre desvairada por dentro, como a soma de nossas subtrações, onde a cada avanço retrocedemos, não por intenção compulsiva, mas por não termos serenidade, somos apenas consoles incluso, numa extrema inconsistência, pois nada mais intrigante, que o amor em decomposição, redimindo na alma a vil intenção, de brotar comodamente no coração, daqueles que amam de paixão...

Minhas Verdade Dois

41


São destes momentos doces, que a amargura se desfaz, momentos que nos deitamos, na ternura de nossos beijos, como a quem conquista carinhos, diante da mulher que ama, nem todo momento é de dor, ou de falta de amor, mas é quando nos descobrimos, quando nos entregamos de fato, inteiramente neste ato, nem sempre lúcidos, mas totalmente sóbrios, quero de tua boca o beijo, de teu corpo a maturidade, plantada no prazer do amor, para depois do momento, ver teu sorriso me iluminar...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

42


Infinitamente somos crianças, em essência e na tolerância, mas temos o compromisso exato, de quem procura neste ato, um momento de ternura farta, cúmplice de serenidade vital, como a quem procura a eternidade, seja nos sonhos há tanto sonhado, ou como a quem ama o seu amor, ao homem que se revela meigo, para deleitar carinhos à mulher, ou a mulher que se explode, nos desejos verdadeiros ao homem, a vitalidade em poder ser paixão, como dois que buscam incansavelmente, a única razão de suas existências, perpetuar o amor sem restrições, como quem sabe amar a quem nos ama...

Minhas Verdade Dois

43


O acaso do destino me destina, a ter um caso com teu destino, onde nos casamos no acaso, mesmo que o acaso nos case, por acaso de um caso que case, mas por este nosso caso, que procuramos no acaso, te quero em casa sem descaso, em minha cama se for o caso, como a quem tem quando casa, mas quer que tudo seja um caso, como o descaso jรก feito, de quem fica quando casa, mas te quero em minha casa, sem que tenha outro caso, mas que o nosso caso, seja muito mais que o acaso...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

44


Tem um sentido não exato, que quando penso e reflito, não sei como compreendo, talvez nem compreenda mesmo, mas o que devo compreender, se sequer entendo você, sei que me desejas, mas meu desejo é torturante, fica martelando minha vontade, tira minha sanidade, impede que fique na realidade, pois sonho com tua boca, teus lábios nos meus, como força de um no outro, como colher os frutos plantados, da sementinha amor...

Minhas Verdade Dois

45


A cada momento intenso, que tenho em tua ausência, quero-te em mim, como se nada fosse, mas que tudo me completasse, sem medos ou receios, mas com carinhos e ternuras, porque em você me realizo, como um ser vivente, como um grande homem, que somente uma mulher, pode fazer rebrotar das emoções, intensamente é minha redenção...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

46


Vivo a cada instante retoricamente, como pouco se aventuram a viver, pois esquecem que a dialética, conduz ao derradeiro dilema, que a estética tenta impingir, motivando ao preconceito do belo, que se destitui em ótica, pois poucos têm o dom de ver, aquilo que está por detrás, o que realmente existe em si, dentro de cada um vivente, o belo é o feio de cada um...

Minhas Verdade Dois

47


Assim que um pouco se tenha, para completar o já existente, sem que a tolerância venha, e a incompreensão se faça, redundante seja a retórica, mesmo que se magoe, mas na tristeza levantamos, a alegria que havia caído, com a sutileza do voar, que se faz em asas do tempo, esquecendo que somos feitos, de cumplicidades itinerantes, indo de ponto a ponto, como quem deseja ter, nos dedos o poder...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

48


Ao cair da tarde, com o frio chegando, cada vez mais forte, cada vez mais intenso, fico pensando em você, nas carícias trocadas, nos beijos selados, nos abraços tórridos, nas mãos entrelaçadas, nos olhares cruzados, na sedução desejada, na vontade amputada, extirpando de mim, o amor que doentio, que fecunda minha alma, como presa no cio...

Minhas Verdade Dois

49


Inconstante é o querer, de quem se quer por querer, porque quem quer, quer por querer por bem, mesmo que o querer seja, algo mais do que quer, como alguém que quer, ter alguém por querer, sem saber que quer, mas quer o querer de ser, alguém para quem quer, fazer do querer, bem querer...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

50


Sempre que o tempo me envolve, em sua cândida ternura muda, como capa fardada infante, que deslumbra ao mesmo tempo retorna, com intensidade meteórica, nas preliminares do prelúdio, como se temporalizasse o contexto, virtualmente refletido no espelho, onde calculamos sensibilidades, mutilidades pelas futilidades, mas o tempo nos destina endereços, para realizarmos nossos desejos, carinhosamente na ternura...

Minhas Verdade Dois

51


São de saudades que plantamos nossas sementes, descontentes em serem apenas grãos lançados, mas não devemos deixá-las crescer sem razão, devemos adubá-las com muita ternura e compreensão, para que um dia cresça e nos levem da solidão, distante o mais que for possível, para que neste louco caminho a ser seguido, o céu nos cubra com a força de uma paixão, que o chão se alastre em torrentes de tesão, que possamos compreender que a vida é linda, mesmo que a saudade nos leve pelo desvio, de uma trajetória de desejos e segredos...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

52


Ser um pingo neste desejo, imensidão deste mar sem fim, que é o mais doce arpejo, em sintonia com teus beijos, ardentes rompantes labiais, que me seduzem vibramente, como a tórrida loucura, de conquistar mundos distantes, mas tenho teu encontro em mim, como estrada única e certa, de que posso ser teu universo, pelo teu sorriso detonador, pelos teus olhos marcantes, pela tua sincera cumplicidade, diante dos desejos expostos, postos sobre nossas vidas...

Minhas Verdade Dois

53


Teço em mim as tuas qualidades, para que possamos nos revelar, por completos numa interação, como neste sorriso ardente, que me compromete desejoso, na afinidade da luz de teu olhar, sucumbindo aos teus trejeitos, sabiamente representados, pela soberania em ser mulher, qual homem nenhum entende, a cada toque em teu corpo, suavemente, sinto-me indelével, como a bruma que tece o ar, como os lábios que beijam o peito, descoberto e aberto, para os carinhos a serem feitos...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

54


Quem é o vidente das razões, que o amor nos explicita, quem é o sábio dos corações, que a paixão nos dedica, quem é o doutor das ilusões, que a intenção nos excita, quem é a dama das emoções, que a retaliação se aplica, quem é a senhora das tentações, que o tesão se identifica, quem é a vitalidade das relações, que a cumplicidade se ilimita, quem é a mulher de minhas intenções, que a loucura se intensifica, és tu que se move nas ondas turvas, de minha paciência em te esperar, colar em mim infinitamente...

Minhas Verdade Dois

55


Ávido de força em si, como luzes renegadas, pelas fronteiras levantadas, cumplicidade marcante, onde temos a percepção, de que vamos crescer, pelas moradas da paixão, construindo o caminho, solidificando a relação, para que no amor, encontremos a morada, definitiva de nossa, torpe procura...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

56


Teu olhar sedutor e mágico, como se fossem janelas incertas, lançando-me ao cadafalso, deixando-me embebecido, corrompendo minha razão, e continua a me olhar, como quem planta a dúvida, me quer ou me repele, gatinhosamente me seduz, como a bela fera que é, teus olhos enfeitiçam, levam meus lábios aos teus, como atração fatal, ao te beijar encerra, a loucura do teu olhar...

Minhas Verdade Dois

57


Amo tanto te amar como te amo, dolorosamente amo te amar, calorosamente te amar tanto, perdidamente amo tanto te amar, sorridente te amo de tanto amar, sensualmente amo fazer amor, caprichosamente te beijo com amor, cumplicidademente te descubro amor, sorrateiramente te persigo amor, inevitavelmente amo o calor de te amar, irremediavelmente curo de te amar, sensivelmente amo te amar de tanto amor, loucamente te amo amar a cada amor, suavemente amo teu amor a te amar, intencionalmente amo te amar, se ainda nĂŁo entendeu que amo te amar, ĂŠ porque ainda nĂŁo me deixou, realmente te amar tanto de tanto amor...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

58


Sei que não tenho tanto, mas mereço um pouco, pelo menos de sua atenção, como a quem tem luz no olhar, procurando o fim do labirinto, de curvas e desejos viris, chamado deliciosamente mulher, ser não basta tem de ter, ter postura como a altivez, ter beleza como a sensatez, mas deve ser mulher acima, de qualquer suspeita ou diferença, não pelo sexo que a aflora, mas pelo jeito que olha, mulher é inconfundível, mas confunde qualquer homem, mulher é o melhor quebra-cabeça, quando pensamos ter terminado, inicia-se sozinho tudo de novo, como se nunca terminasse, mulher é muito do que há de bom, mas como os homens, existem mulheres e mulheres, e viva a dualidade humana, que nos propicia sabores vários, de mulheres e homens, que se entendam prazerosamente...

Minhas Verdade Dois

59


A essência em ser o ser da essência, como a seqüência de uma dissonante, repleta de estrangeirismos light, como a coca-cola que nos faz arrotar, queria ser cicuta para acabar de vez, com a hipocrisia de uma verdade dita, comendo pelas bordas beijando a língua, que fica paupérrima diante da mingua, mas que te falo nestas linhas levadas, à sã inconsciência de meus tarados atos, preservo a inutilidade de minha futilidade, pregando as indigestas indagações...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

60


Teço as palavras em teu corpo, como descobertas incansáveis, ondulando tuas curvas retas, destoantes das horas certas, como precipícios descobertas, deliciando ao mais tenro sutil toque, seja pelas mãos afáveis, seja pelos lábios adoráveis, tens o corpo a tua essência, desejoso de aparência, cultuado pela inocência, desprovido de impertinência, entalhado pela paciência, de quem te olha à distância, pois teme a imprudência, em ser livre na indulgência, em te querer na seqüência, dos beijos e toques aclamados...

Minhas Verdade Dois

61


Se fosse apenas um olhar, sincero como um sorriso, aberto como o desejo, teria em mim a tua sede, disposta a saciar, como que gota se faz, na torrente de amor, mas tua sede seria, antes de qualquer coisa, a empatia de nossas vidas, como a cama a ser dormida, como o beijo sempre dado, como o carinho e ternura, nunca mais esquecidos, em todos os dias, por todos os dias...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Ser um pouco do que sou, apenas para ser o que sou, como a quem desejamos ser, não tão distante de sermos, alguém especial para ser, indiscutivelmente ser, a todo custo para ser, um pouco mais no ser, pois saber ser o que sou, restou apenas uma esperança em ser, a ausência da criança que sou, pela beleza de viver teu ser, antes de me iludir em ser, alguém especial que tenho de ser, como a paixão pelo que há de ser, dentro de cada um que somos, perdidamente um pouco de ser, alinhados pelo prazer em ser, especialmente o que somos, uma vida cheia para ser, infalível como devemos ser...

Minhas Verdade Dois

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Estar à espera do prazer, fecundado na motivação, em que dois se tocam, construindo envolvimento, relacionando-se sinceramente, tornando-se enamorados, assumindo-se na cumplicidade, aos corpos emoldurados, pelo retrato da paixão, a cada gesto ou toque, descobre o que há de tesão, permitir que se realizasse, suavemente em explosão, soltando amarras atadas, navegando pelo ardor do amor...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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...temos algo em comum, a vontade em não ficar só, mas acima de tudo, temos a convicção em sermos suficientemente capazes em relacionar...

Minhas Verdade Dois

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Tens a candura de quem faz, do desejo sentença de lei, e condena a quem não cumpre, pois és sábia no prazer, como toda mulher presente, até aquelas que pressentem, que os homens se ressentem, de dons especiais para amar, muitos não se compreendem, outros se desesperam por entender, todo homem deseja uma mulher, mas nem toda mulher é passível, o mais agradável da mulher, é descobri-la desnudando sua alma, com a serenidade e toda a calma, que somente quem se entrega, descobre que toda mulher quer, apaixonadamente ser amada...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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O mundo é composto por retas, que se curvam à simpatia de um olhar, que se arquitetam em consonância, que se delineiam em traços sinceros, como o amor que queremos para nós, se desejarmos nos aproximar, com a vontade de quem ama, rabisco na vida meus sonhos, dentre eles a certeza em amar, traço retas e planos arquitetados, para poder compreender, as agruras de verdadeiramente ser, humano e sensível para amar...

Minhas Verdade Dois

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Ao teu invento de mulher, reciclo-me em homem, para te ser verdadeiro, como poucos o são, assumo minha feminilidade, como razão em compreendê-la, para não ser apenas mais um, macho itinerante na vida, quero ser teu homem, completo e pleno, assumo minha ternura, na forma exata da criança, para ser teu sem medo, abro-me por inteiro, desvendando meu ser, para ser teu e te merecer...

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Dizem que devemos ser ativos, que devemos ser extrovertidos, como os eventos de nossa vida, que são algumas vezes normais, outras vezes tão estranhos, e outras vezes então, não dá, mas temos de ser deslumbrantes, fecundamente incansáveis, como gotas de realidade, na chuva da precariedade, dos sentimentos humanos, regando uma inexistência, de desejos puramente viris, morder a carne de quem ama...

Minhas Verdade Dois

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Dizem que somos humanos, mas que diferença nós temos, dos animais ditos irracionais, ser humano é não ser fiel, ser humano é matar por prazer, ser humano é pisar no outro, ser humano é corromper, ser humano é ser insensível, creio que temos muito a aprender, principalmente com os animais, porque eles são fieis, porque matam para sobreviver, porque desconhecem corrupção, será que evoluiremos até eles...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Nem que o choque se dê, perceba minha lucidez, diante da intensa loucura, que caminha ao precipício, nas exatas formas, transloucadas de paixão, morde-me cruelmente, sem razão ou intenção, apenas para saber do gosto, que a carne produz no desgosto, em retilíneas paralelas, transversais do tempo, assim se faz insanamente, resplandecer em amor...

Minhas Verdade Dois

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Ao negro do dia me entrego, sem a luz que se esconde, para que possamos ser pardos, num enunciado de sombras, mas percebo integralmente, a fatura exposta de meu ser, querendo ser imobilizado, mas lutando pela sangria, que escorre do tempo, querendo ser molde doce, chocolate de preferĂŞncia, para que o negro escuro, tenha sabor de delicias...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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São de momentos desfeitos, ao acaso de nossas vidas, que encontramos respeito, na dignidade da cumplicidade, onde nossos atos expostos, sejam repostos em feridas, não tão abertas como antes, mas apenas lembrando a chaga, que foi feita a tanto, sem perder a maturidade, concedida pela uterinidade, no parto de sabedoria, resultado da tua sangria, desatada em nós de valia, como paixão cega e culpada, pela amabilidade de ser...

Minhas Verdade Dois

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São das razões que me desfaço, para compreender as motivações, as leviandades que me declaro, inúteis como palavras soltas, mas com conteúdos fecundos, para na reciprocidade dopar, como o caminho mais obscuro, que trago em mim tua essência, acordada de um sonho amanhecido, desejante de ternura e carinho, entrego-me honestamente, a teus subterfúgios constantes, dos quais os beijos me elevam..

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Começo por mim a estrada, seguindo por dentre ilusões, há tanto enterradas, não vista por ninguém, pois me faço sombra e escuridão, desviando de meus rastros, como a caça que se aterroriza, pela eminência de ser pega, como é o ser humano na paixão, tenta por todas as formas fugir, sempre consciente que foi pego, mas descobre sua relutância, em ser paixão para alguém, juntar as paixões numa só, transformando-as em amor...

Minhas Verdade Dois

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Suavemente displicente, observo-te serenamente, tentando ser plenamente, um pouco descompassadamente, pelo corpo eminente, deitado tacitamente, pelo toque das mĂŁos rente, a cada sentido da mente, mesmo que seja num repente, que as levas se faz frente, ao que tenho imprudente, tuas curvas indelevelmente, cultivadas incontrolavelmente, em mim constantemente, em vocĂŞ eternamente...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Doces são os desejos meus, que guarda para lhe dar, sem prerrogativas de volta, mas com sorrisos nos poros, tens a mortalidade do prazer, que a cada intensa vitalidade, afoga os segundos impróprios, mas tens a delicadeza do toque, que aquece o ser em sintonia, vibrando aos tons pastéis, na pintura íntima do tesão, como viventes atrozes, vorazes em comunhão...

Minhas Verdade Dois

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Simpatia em forma de gente, que tem certo e de repente, o que mais que se sente, clarezas requintadas em mente, como quem a tudo rente, como traço delineadamente, inseguro e reticentemente, mesmo que concretamente, sei que Ê muito indiferente, mas tenho certeza que sente, muita sede retoricamente, das åguas serenamente, talhando teu corpo suavemente, moldando infinitamente, o desejo constantemente, te ser mais retirante, mesmo que seja teu amante...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Das estruturas mal delineadas, em que recriamos a emoção, como dois loucos apaixonados, aprisionados pelo coração, tecendo fios de comunhão, para nos contemplarmos, a cada carinho plantado, onde nossas mãos percorrem, nossos corpos nus e doces, descobrindo a eternidade, de cada sentimento tocado, como um vôo rasante, onde o abismo nos sustenta, tocar teus lábios molhados, descobrindo tua essência, trancada há tanto tempo, na tua vitalidade serena...

Minhas Verdade Dois

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Doce são os beijos dados, os tanto desejados e queridos, os beijos sutis e viris, de quem sabe a razão de amar, são de poucos os momentos, incertos e verdadeiros, mas os beijos são lembranças, que semeiam a vitalidade, fortalecem os laços resgatados, identificam a cumplicidade, os beijos são essências de prazer, traduzem a riqueza de cada alma, selam a harmonia conquistada, avançam em sintonia com o amor, o beijo é tudo de bom, melhor se ele for a dois, melhor se for em comunhão, melhor se for com muito tesão...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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...quanto mais me pergunto o que procuro, descubro que minha busca não é em vão, mas também descubro que não estou à busca de nada, mas apenas desejo encontrar...

Minhas Verdade Dois

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Enquanto os animais ficam em bandos, os seres humanos tendem a ficar sozinhos, talvez por sermos mais racionais, deixando de lado nossos instintos, mas também somos assim individualistas, como desde a criação dos tempos, pensamos em nossa felicidade, queremos nosso sucesso e riqueza, desejamos para nós um sexo delicioso, exigimos que nos dêem alegria, enfim, queremos tudo para nós, por isso que estamos sozinhos, não há humano ou animal que agüente, ser explorado de tanta crueldade, ninguém é infindável em si, mas quando aprendermos a nos doar, a dividir, a compartilhar, quando formos cúmplices verdadeiros, estaremos no caminho certo, o de não ficarmos mais tão sozinhos...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Tudo se resume em resumir, como poucos têm a noção, que a maturidade interage, displicente com a futilidade, cada vez que a compõem, como os gestos sutis, que vislumbram a vida, como a quem ama amar, em todos os que vão voltando, como ente preciso e errado, das parábolas alugadas, aos ouvidos de quem vê, mas tem a incerta razão, em nada cultivarmos, além da indiscrição, de sermos meros coadjuvantes, de uma relação completamente, recheada de dúvidas, mas que nos leva a crer, na essência de quem fica, perseguindo as estrelas, plantadas nos teus olhos...

Minhas Verdade Dois

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Tenho tanto a procurar, uma raz達o para poder ficar, diante de teus carinhos, conhecidos sentimentos, sobrepostos aos meus, intercalados nos seus, com as bocas caladas, seladas num doce beijo, nos corpos dispostos, aos momentos postos, sim, te quero em mim, como marca permanente, como se minha vida fosse...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Compulsivo ao extremo, para poder entender, há quantas razões se passa, uma infindável dúvida, daquelas onde tudo é irreal, mesmo que no abstrato, tentamos por tantas vezes, mas imortal se intensifica, perenemente caprichoso, tão soberano como astuto, mas de pequeno se representa, na tentativa retórica, em fazer-se doce ao amargo, nem sequer entendemos, mas sabemos ao incerto, que neste templo de razões, criam-se as terríveis paixões...

Minhas Verdade Dois

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São de pequenas surpresas, que traçamos nossos destinos, para desembocar em amizade, caminho seguro ao enlace, onde duas pessoas se completam, de forma a não descuidar, da tão rara semente plantada, na fertilidade do amor, que se desdobra na ternura, cumplicidade do carinho, de mãos dadas e comungadas, tecendo a felicidade desejada, lucidamente com os corpos, remansos na calmaria do prazer...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Eternamente buscamos felicidade, na imortalidade de nossa alegria, que se sujeita à disparidade diária, com simplicidade em realizar, as virtudes indiretas de existir, como almas gêmeas siameses, ligadas pela realidade e verdade, buscamos eternamente felicidade, em nossas poucas ações boas, em nosso relacionamento confuso, somos mesquinhos em nos doarmos, mas somos ávidos em querer tudo, podemos ser eternamente felizes, basta-nos deixar de ser hipócritas, em nossos sentimentos...

Minhas Verdade Dois

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Dizem que matemática não rima, talvez porque poucos entendam, tanto de matemática como de rima, que as duas sempre se estudam, a matemática é tida como imutável, a rima por sua vez é transcendente, da lógica quase tudo é inevitável, na prosa a conseqüência é diferente, o certo de tudo isso são as respostas, nos cálculos o resultado é obtido, já onde a rima reina nada impostas, todo o resultado é somente sentido, mas o que conta é saber somar desejos, diminuir todas as ansiedades postas, multiplicar sempre todos os beijos, dividir problemas e tristezas impostas, equacionar todo aquele sentimento, elevando as potências nunca alcançadas, tirar a raiz de cada momento, no resultado deve dar, mulheres amadas...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Que o conceito de vida, não esteja forjado pelo preconceito, pois a constante serenidade, da hipocrisia redundante, demonstra-nos a crueldade, daqueles que tecem a morte, como premissa de suas agruras, como a futilidade da tortura, mas quem é o torturador, quem é o algoz que mutila, é o ser desprovido de amor, que sustenta em si à amargura, perpetua a solidão no espelho, que traduz em si o desprezo, mas que um dia deseja ser, a sincera imperfeição da paixão...

Minhas Verdade Dois

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A cada momento incerto, te procuro no concreto, pelas minhas futilidades, achando-a nas capacidades, de que somente uma mulher, sem prelo e sem pressa, garantiria a me satisfazer, soberanamente no que resta, sobretudo nos carinhos, adicionados pela ternura, como simplesmente te vejo, nos olhos a tua candura, onipresente sedução que és, pois mulher és inviolável, mesmo sendo tão amável...

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Dizem que todos procuram, intensamente nossa cara metade, que para toda panela tem a sua tampa, mas esquecemos que não somos objetos, nem utensílios de cozinha, somos seres humanos com sentimentos, não existe cara metade, existe apenas a completa entrega, com extrema honestidade e respeito, sem joguinhos absurdos e idiotas, na relação não há espaço para brigas, o que temos de aprender é ser sinceros, ser a comunhão em alma e corpo, sem desvios ou atalhos, ser absolutamente humanos, para poder encontrar, enfim, o tanto continuamente procuramos...

Minhas Verdade Dois

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Tenho um pouco de luz no olhar, que emana de minha simplicidade, como quem se perde de vontade, em dizer a alguém que ama, pelo medo de receber um não, que resulte na impossibilidade, da busca de ir além de nós mesmos, mas dizer que ama a alguém, é algo de mais do que se pode, pensar na simplicidade humana, que traceja pela vontade infinita, porque amar é fundamentalmente, irrisório sem a resposta de alguém...

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Compete ao ser humano descobrir, dentre tantas outras coisas, sua própria existência e essência, como a quem procura um caminho, sem desvios para concretizar sonhos, ao homem compete descobrir a mulher, que há tanto o deixa intrigado, mas não no sentido de explorá-la, pois se explora matas, mares, a mulher deve ser compreendida, em toda a sua diversidade, como a quem desnuda um anjo, que encanta de luz e amor, o descobrir está em se conhecer, a cada passo dado em direção a si, é um passo na descoberta da mulher, pois só pode amar quem se ama,e amar uma mulher, somente quem ama a mulher dentro de si, pois é covarde o homem, que não assume em si sua feminilidade, principalmente para descobrir, a mulher que diz ser a amada...

Minhas Verdade Dois

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Como posso ignorar, que a presença se faça, mesmo que não a veja, na certeza de que verá, um dia a compartilharei, sejam nos toques sutis, sejam no abraços tenros, mas não será mais ignorada, o que se faz presente, mesmo na distância, mesmo no silêncio, falo do amor, falo das flores, que mesmo desnudas, se vestem de paixão, cobrindo o momento, sem medo do tempo, cultivando nosso ser, com muito carinho, assim te vejo, além de meu desejo, doce beijo...

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Olha em minha volta e nada vejo, pois a solidão que me assola é vil, penso em teus doces carinhos, nas tuas mãos delicadas e puras, penso em teus beijos felizes, nos teus lábios amorosos, lembro de nossos momentos, tenros, fortes e culminantes, onde existíamos em amor, mas o que mais sinto no momento, este aperto feroz e insano, que me maltrata e desorienta, esta dor no peito que tira o ar, essa saudade louca que me invade, me violenta os sentidos torpes, me alimenta de tristeza, por pensar em nós, nesta tola distância que nos colocamos, nesta falta de contato que estamos, esta saudade cruel e voraz, toma conta de mim...

Minhas Verdade Dois

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Perca a graça em minha graça, deixe que te descubra, com minhas mãos sedentas, teu corpo arrepiado e desejando, descobrir teu corpo com minha boca, beijando-o inteiro, descobrindo a mulher apagada, acender esta chama forte, para que posso me arder em tesão, quero tua graça, amparada na minha, onde te deito na relva e amor nos preenchemos... quero no frio de tesão, arrepio que se avoluma, dar-lhe o gosto de minha boca, sorvendo a tua carinhosamente, quero em teus seios acariciar, redescobrindo o prazer, mordiscando-lhe amorosamente, quero na tua barriga pausar, beijar intensamente, descer até tuas coxas, salpica-las em beijos, abri-las, acariciar com ternura, o sexo que ali se esconde, quero sentir o mel de teu sexo na minha boca, corromper tua inocência em prazeres arrojados... goza em minha pele, para que sinta teu cheiro em mim, goza comigo dentro de você, me saboreie deliciosamente, se alimente de meu ser dentro de você, minha língua na tua boca, meu falo na tua cumplicidade, me deixa sucumbir a tua sexualidade, enfim....

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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Ser antes tudo, do princĂ­pio, atĂŠ o fim...

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Ao crescer neste amparo lúcido, translúcido, impróprio, de cores vivas e cintilantes, produzir manifestos dispersos, sem desejar que tua mágoa, escorrida pela névoa torpe e inerente, seja um compasso, um traço neste rabisco que é a vida, dizer aos teus desejos, repletos de beijos, que não serei somente teu, pois seria apenas mais um, então, devoto, revolto em minhas frases nuas, aos poucos, rabiscando neste papel, um risco, uma letra surge, vou tecendo os rabiscos e surge uma palavra, junto estas palavras, formando frases, orações, que nesta construção criam este poema, mas não o dedico à mulher que amo, nem tanto a mulher que odeio, mas a mulher que me habita, a mulher que me controla com força e determinação, construindo em mim o homem completo, que assume existir em duas outroras, duas fases, dois lados, duas faces, que se façam as flores em teu corpo, que irei colhê-las, uma a uma, com ternura, com carinho, com desejo, com beijo, com a cumplicidade, nua de minha alma, com a certeza, clara e franca, que o tesão irá perpetuar, pois não há razão maior, que a indecência em ser decente, pois não somos autônomos, nem robóticos, somos, com a imensa vitalidade, humanos, seres capazes de migrar por mundos

Gil Marcos Cordeiro Veiga

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adversos, seres que sentem a cólera da paixão, que se entregam vorazes aos prazeres da carne, sem que haja pudor ou temor, pois os desejos afloram mais desejos, como um trem doido quase a descarrilar, seriam tantos os anseios, que nos atemos, homens, acariciar os seios, não obstante seguir rente, a cada milímetro, descobrir que não farta é a mulher, mas sim descarta a nudez em privilégio, mulher de coxas, pescoço e dorso, mulher que resgata a voracidade em desejos, ser descoberta a cada beijo, como a quem descobre a si em segredo, mulher que invade ao homem, ingênuo em se achar o máximo, sendo apenas o mínimo neste processo de entretendimento, pois pensa ser dono da situação, quando na verdade é apenas um objeto, certo e ereto, preferido quando disperso, pois quando almeja ser consciente, frusta a qualquer tentativa de sucesso, homem que se acha gostoso, sendo tão gostoso apenas seu falo, aliás, melhor de boca fechada, pois quando bonito, a fachada, é como estátua, somente devemos admirar como beleza estética, os homens dizem o mesmo das mulheres, sem que a recíproca seja verdadeira, pois a mulher é mais intensa, convergida em retóricas, pois perde em tantas histórias, das quais a maior é a sua própria, mas sabe, e como sabe, seduzir os animais, principalmente aquele homus domesticus, esse

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otário que se acha pleno, não deslumbra a sua verdade, não digo que todo homem seja besta, mas a grande maioria o é, por razões combinadas, o que vem de novo, cair no colo da mulher, pois não há certeza maior, nenhuma mão quer filho gay, e desta monta, remonta e monta o filho homem o mais machista, mas, o maior tesão é mulher com tesão...

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Iceberg Lucy Mariko Oshiro Sinto-te longe, objeto inalcançável, tão distante aquém as milhas que nos separam... Sinto-me sóbria, tão qual a lucidez do absinto, nesse inebriante mar de gelo em que navego. Queimaduras que secam a pele, carne-viva que sobrepuja a tez, tez da vida... Como numa batalha vencida, meu fogo kamikaze mergulha nessa sua frieza. Como uma tola brasa, imagina descongelar um pedaço pequeno que seja de iceberg seu? Desfalecida morro na praia... Sedenta diante do mar, seu mar... Suando diante de seu gelo... Iceberg inatingível... Meu corpo, brasa, cinzas... Fênix, um dia?? Lucy, grande amiga, minha sincera homenagem em seu texto.

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