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JORNAL CANUDOS

Saúde Raul Cassel - Médico e Vereador raulcassel@sinos.net

Doença de Alzheimer predisposição genética (parte 1)   Aproveitando a entrevista do Dr. Leonel Takada, neurologista e professor da Universidade de Medicina da Universidade de São Paulo, vamos abordar alguns aspectos nesta e próximas edições que causam sempre dúvidas referentes à Doença de Alzheimer.   O QUE É ESTA PREDISPOSIÇÃO? Usamos o termo de Doença de Alzheimer esporádica, nas situações em que a pessoa não tem familiares (particularmente familiares de primeiro grau) que também foram afetados pela doença. A Doença de Alzheimer familiar ocorre quando duas ou mais pessoas de uma mesma família desenvolvem a doença. A Doença de Alzheimer Familiar pode ser dividida em: de início precoce, na qual a s pessoas desenvolvem a doença antes dos 65 anos de idade, e de início tardio, quando após os 65 anos de idade.   A DOENÇA DE ALZHEIMER É HEREDITÁRIA? Depende. A Doença de Alzheimer é causada por fatores genéticos e ambientais. A forma esporádica da doença, por sua própria definição, não é hereditária, e fatores ambientais parecem predominar no desenvolvimento da doença. O principal fator de risco para desenvolver a Doença de Alzheimer é a idade. Quanto maior a idade, maior chance uma pessoa tem de desenvolver a doença, independente de fatores genéticos. A Doença de Alzheimer familiar de início tardio representa 90% dos casos de doença familiar. As pessoas desta família têm uma chance cerca de duas vezes maior, se comparadas às pessoas que não tem familiares com a Doença de Alzheimer. Mas nestas famílias não se encontram mutações em genes específicos que causam a

Novo Hamburgo, 9 a 15 de maio de 2014

doença e por isso não se indica a tietagem genética para o diagnóstico. É provável que as variações em diversos genes contribuam para o desenvolvimento da doença, mas cada gene tendo uma contribuição pequena. A Doença de Alzheimer familiar de início precoce representa cerca de 1 a 2% dos casos totais de Doença de Alzheimer, sendo então, uma forma bastante rara. Nestas famílias podem ser encontradas mutações em algum gene. As pessoas que tem mutações em um desses genes possuem um risco de maior de 90% de desenvolver a doença e podem passar a mutação parara seus filhos com chance de 50%.   FILHOS DE PACIENTES COM ALZHEIMER PODEM DESENVOLVER A DOENÇA? Sim, mas o risco depende da forma da doença. É importante lembrar que fatores genéticos não são modificáveis, e alguns dos fatores de risco e proteção não genéticos são controláveis e tratáveis. As pessoas que tem familiares com Doença de Alzheimer devem se concentrar nestes fatores não genéticos.   E POSSÍVEL PREVENIR OU DRIBLAR A GENÉTICA? Não é possível driblar a genética, diretamente, mas hábitos de vida saudável como atividade física regular, não fumar, não ingeri bebidas de álcool em excesso e manter o peso adequado, além do acompanhamento e tratamento adequado de doenças como hipertensão arterial, diabetes e colesterol elevado podem retardar o aparecimento ou progressão dos sintomas da doença. Por isso o acompanhamento médico regular é importante. Atividades intelectuais também parecem postergar os sintomas da doença.   ESTUDOS CIENTÍFICOS APONTAM QUE QUANTO MAIS VELHA A POPULAÇÃO, MAIOR RISCO DE DESENVOLVER A DOENÇA. QUAL O RISCO DE TERMOS A DOENÇA QUANDO ENVELHECEMOS? Como foi dito o maior risco para uma pessoa desenvolver os sintomas é o envelhecimento, e por isso quanto maior a idade, mais chance de uma pessoa ter a doença. Estima-se que 7% das pessoas com mais de 65 anos tenham a doença. Entre 65 e 70 anos 12%, entre 85 e 90 anos – 20% e com mais de 90 anos 30%.

BRASILEIRÃO 2014

Sáb. 10/05/2014 - 18h30 Beira Rio

X Dom. 11/05/2014 - 16h Arena Condá

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Jornal Canudos Edição 347  
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