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FILMES MUDOS- O ARTISTA

Por Gilson Leão

Chaplin teve sérias crises artísticas e financeiras durante a transição do cinema mudo para o sonoro.....

E

streiou no Brasil “O artista”, favorito a Melhor Filme no Oscar 2012. Produção francesa em preto e branco, o filme recria Hollywood dos anos 20 para contar a história de George Valentin, interpretado por Jean Dujardin, um artista do cinema mudo, cuja carreira é abalada pelo início dos filmes falados. O longa de 100 minutos, em coerência com o enredo, é mudo. A produção está sendo consagrada em todos os países em que foi exibido. Três Globos de Ouro (Melhor filme de comédia, Melhor ator em comédia para Dujardin e Melhor trilha sonora, foi indicado a 11 Oscars, 10 Cesars (o Oscar francês), 12 Baftas (o Oscar britânico) e rendeu o prêmio de melhor ator para Dujardin em Cannes, onde também foi indicado a Palma de Ouro). Durante a era de ouro dos filmes mudos ainda não existia o Oscar, mas algumas das produções da época merecem ser lembradas e vistas mesmo quase um século depois. Chaplin, o maior cineasta da época teve sérias crises artísticas e financeiras por não querer se render a nova tecnologia. Seu último filme teve de ser praticamente refilmado, quando sentiu-se a rejeição pública as primeiras prévias do copião. Segue ao lado uma seleção dos 03 dos mais influentes filmes mudos das décadas de 20 e 30 .

Yazigi, nosso mais novo parceiro promove Grito de Carnaval para a garotada de até 12 anos, na quarta feira, dia 15.02.2011, com várias atrações, como desfiles de fantasias e brincadeiras de salão. O Yazigi está disponibilizando este ano seu espaço privilegiado, na rua Barão de Itapemirim, para atividades culturais e cineclubísticas.

CHAPLIN “As luzes da cidade” (1931), de Charlie Chaplin City Lights, estrelado, produzido e dirigido pelo gênio inglês, foi seu último filme mudo. Quando Chaplin estava produzindo o longa, começava a revolução do som no cinema. Ainda assim, o cineasta decidiu terminar a obra como havia concebido desde o início. Nesse filme, o vagabundo interpretado pelo ator se apaixona por uma florista cega, que pensa que ele é um milionário. Apesar da transição que veio logo em seguida, sepultando o cinema mudo, este é considerado por muitos diretores e cinéfilos como seu melhor filme, e seu final é aclamado como um dos mais emocionantes de todos os tempos.

LANG Metrópolis (título original: Metropolis) é um filme alemão de ficção científica produzido em 1927, realizado pelo cineasta austríaco Fritz Lang. Foi, à época, a mais cara produção até então filmada na Europa, e é considerado por especialistas um dos grandes expoentes do expressionismo alemão. O roteiro, baseado em romance de Thea von Harbou, foi escrito por ela, em parceria com Lang. Em 2008 foram reencontrados, na Argentina, 30 minutos de metragem deste clássico. Tal parte será restaurada e acrescentada à versão conhecida. Na Berlinale 2010, o filme teve, 83 anos depois, a sua segunda estreia mundial.

EISENSTEIN “O encouraçado Potemkin” (1925), de Sergei Eisenstein Encomendado pelo regime soviético conta a história do levante de 1905, considerado um ensaio para a revolução que derrubou a monarquia em 1917. Sergei Eisenstein, um dos maiores nomes do cinema russo, se foca na revolta dos marinheiros no encouraçado Potemkin. Sob condições cruéis, eles organizam um motim contra o comando que dá origem a primeira grande revolta contra o regime czarista. A famosa cena do carrinho de bebê caindo na escadaria de Odessa é citada em “Os intocáveis”, de Brian de Palma.

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