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1864-1870 Conflito Militar Paraguai X Brasil+Uruguai+Argentina


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Fatores que justificam concentração de operações militares na área platina: As demais fronteiras do Brasil eram praticamente desabitadas, separadas do resto do país por extensas florestas quase impenetráveis, sem qualquer importância econômica


Rios da Bacia Platina (Paraná, Paraguai e Uruguai e a junção de todos eles, o rio da Prata) eram importantes econômica e militarmente, pois escoavam a produção da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e da províncias brasileiras de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande d Sul e Santa Catarina


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Desde sua independência o Uruguai viveu em constante guerra civil Partidos políticos: Blancos (Oribe) X Colorados (Rivera) lutavam pelo controle do Uruguai desde 1836 Brasil apoiava os colorados Argentina (Rosas) apoiava os blancos de Oribe Governador da província argentina Entre Rios – intenção de revoltar-se contra Rosas Brasil + Paraguai assinaram um Tratado de aliança Oribe + Rosas foram expulsos


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Invasão brasileira no Uruguai desencadeou guerra contra Argentina – governada por Rosas Rosas não concordava com a abertura dos rios da Bacia Platina à navegação internacional – enquanto o Brasil era favorável Impossível convivência pacífica Revolta do general da província de Entre Rios Brasil não invadiu a Argentina, mas apenas “ajudou” um argentino (Urquiza) a derrubar outro Argentino Urquiza assumiu a presidência Argentina


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Uruguai = agitação – lutas entre BlancosXColorados Constantes interveções do Brasil e da Argentina agravaram os conflitos 1863 – Venâncio Flores – general sanguinário do Uruguai – revoltou-se contra o governo presidido pelo blanco Bernardo Berro que foi substituido por Aguirre Governo argentino, presidido por Mitre, oficialmente neutro, mas apoiava os revoltosos Paraguai, presidido por Solano Lopez, considerava qualquer tentativa de incorporar o Uruguai uma ameaça direta à independência do seu próprio país


MAS… - Rio Grande do Sul (contrariando os desejos do governo imperial) apoiava a revolta do general Flores (mais da metade de suas tropas era formada por riograndenses) + exigiam que o governo brasileiro interviesse diretamente no Uruguai - Fazendeiros gaúchos desejavam controlar de maneira mais rígida o Uruguai – interesses econômicos - Caso o governo negasse apoio, os gaúchos poderiam se separar do Império - Uruguai foi invadido - Aguirre abandonou o poder – Flores assumiu


1828- separação da província Cisplatina do Império Brasileiro Prioridade = Evitar a criação de uma nova potência na região que pudesse ameaçar a hegemonia brasileira na América do Sul Brasil temia-se pela separação de províncias como a de Mato Grosso e Rio Grande do Sul ou a união destas em uma nova confederação de províncias do Prata


Política externa brasileira desejava livre trânsito nos rios Paraguai, Uruguai e Prata, para que o Mato Grosso pudesse ter uma saída direta para o mar = atendia a uma reivindicação regional que garantiria a união da província com o restante do Império – navegação era importante para agilizar as relações comerciais na região do Prata, escoando produtos manufaturados ingleses que eram reexportados a partir do Brasil


Grande dificuldade de exportar sua produção - os principais produtos eram o fumo e o erva mate - uma vez que depende do Rio da Prata, dominado pelos mercadores de Buenos Aires.


Em 1862 Francisco Solano Lopez assume o lugar do pai e preserva a política ditatorial. Solano pretendia construir o "Grande Paraguai", porém a situação interna e externa se modificavam rapidamente e levariam o país à guerra.


A crise econômica aprofundava-se, em grande parte devido à submissão do país ao capitalismo inglês. A maior parte da produção agrícola era exportada para a Inglaterra, assim como a maior parte de nossas importações provinha desse país. Os investimentos em infra estrutura eram feitos por banqueiros ingleses, que ao mesmo tempo controlavam bancos e as casas de importação e exportação e emprestavam dinheiro diretamente ao Estado. Mesmo durante a ruptura de relações diplomáticas entre os dois países, as relações comerciais foram mantidas.


Foi um dos primeiros "países" a proclamar sua independência, em 1810. Desde esse período, as lutas internas foram intensas devido aos vários interesses regionais. Mesmo a existência de uma Constituição e de governos centralizadores, como a ditadura de Rosas, não conseguiram, na prática, forjar a unidade nacional, pois os interesses regionais chocavam-se entre si e principalmente com os interesses de Buenos Aires. Essas divisões internas acabaram por facilitar a dominação econômica da inglesa.


Possuía uma economia exportadora, tanto de produtos derivados da pecuária, como de gêneros agrícolas, e a elite da capital, ligada ao comércio, aumentou seus vínculos com o capital britânico. A visão em relação ao Paraguai era um dos poucos motivos que poderia unir os distintos interesses argentinos: Nos anos posteriores a independência, a Argentina pretendera a anexação do Paraguai, uma vez que faziam parte do mesmo território colonial - o ViceReino do Prata. Um raciocínio semelhante pode ser usado em relação ao Uruguai, pretendido pelos argentinos, que assim dominariam a Bacia do Prata.


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É tratado como um país que desenvolveu-se a partir de interesses externos. Sua localização geográfica tornava-o peça fundamental para todos que possuíam interesses no comércio platino. Depois de anos sob domínio do Brasil, o Uruguai conquistou sua independência definitiva em 1828, com o apoio da Inglaterra, com o discurso de "preservar a liberdade de navegação na bacia do Prata" procurou não só a libertação frente ao domínio brasileiro, como preserva-lo face aos interesses argentinos.


É vista tradicionalmente como a grande responsável pela guerra entre o Brasil e o Paraguai. Uma das dificuldades da História é definir o peso que cabe a cada um dos interesses envolvidos, uma vez que a Inglaterra é a grande potência imperialista da época. O século XIX foi caracterizado pela Segunda Revolução Industrial, pela expansão imperialista sobre a África e Ásia e pela "divisão internacional do trabalho", fruto do imperialismo de poucas nações. A Inglaterra continuou a ser a maior potência industrial, porém passou a ter concorrentes em relação ao desenvolvimento tecnológico, necessitando garantir cada vez mais o controle sobre suas colônias e áreas de influência.


Paraguai – não era democrático – desde a independência, 1811, Francia, Carlos Antônio Lopez e seu filho Francisco Solano Lopez. -política favorável às camadas populares -elite agrária foi progressivamente eliminada, suas terras foram expropriadas pelo governo e entregues para uso dos trabalhadores rurais. - exploração da madeira e de erva mate – produtos monopolizados pelo Estado. 


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Pobre, mas não tinha dívida externa Analfabetismo foi quase eliminado Garantia de emprego, moradia, alimentação, moradia e vestuário à maioria das famílias. Prosperidade e Independência Inglaterra X Política protecionista – Paraguai era um péssimo exemplo – banqueiros e industriais forneceram recursos financeiros e materiais para custear a guerra.


1/3 do território paraguaio Mercado interno do Paraguai fosse aberto aos produtos estrangeiros – qualquer produto importado pelo Paraguai passaria pelo porto e pela alfandega de Buenos Aires.


Vasta região do norte do Paraguai Liberdade de navegação nos rios Paraná e Paraguai – comunicação com Mato Grosso. Fortalecimento econômico e militar do Paraguai = ameaça em potencial


1850 - Brasil e Paraguai assinaram um tratado comprometendo-se a defender a independência do Uruguai. Paraguai e Uruguai assinaram um novo tratado – estabelecia que se qualquer vizinho invadisse um desses países, o outro lhe prestaria imediato auxilio militar. 1864 – Brasil ameaçava claramente invadir o Uruguai para derrubar o governo de Aguirre, o presidente paraguaio (Solano Lopez) comunicou o Império que considerava a invasão atentatória ao equilíbrio político do Prata.


O governo Imperial ordenou um ataque ao Uruguai. Com base nos tratados anteriores e na certeza de que seriam a próxima vítima, os paraguaios reagiram: aprisionaram um navio brasileiro “Marquês de Olinda” em frente a Assunção e, logo em seguida, Solano Lopez declarou guerra ao Brasil.


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Paraguai = destruído Perdeu territórios cedidos ao Brasil e à Argentina Parque industrial foi destruído Estrada de ferro foi “vendida”aos ingleses e preço de sucata Reservas de mate e madeira, propriedade do Estado, vendidas a empresas estrangeiras Venderam-se as terras públicas, cultivas pelos camponeses, a banqueiros ingleses, holandeses e norte-americanos que passaram a alugar as terras para os próprios paraguaios


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Início da guerra = 800 000 habitantes Quando terminou restavam 200 000 75% da população 90% da população masculina


30 000 mortos Gasto = milhões de libras = aumento brutal da dívida externa Obteve territórios paraguaios Fortalecimento do exército – maioria dos oficiais provinha das camadas médias da sociedade – choque com a monarquia (representava apenas os interesses da aristocracia rural e da alta burguesia) Partido Republicano fundado em 1870


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Verdadeira vencedora Emprestou milhões de libras ao Brasil e a Argentina Apoderou-se das melhores riquezas do Paraguai e destruiu o exemplo de um paísindependente na América Latina


A guerra do Paraguai