Page 1

MAKOM 10 anos

linha do tempo makom Os 7 segredos bíblicos para o sucesso empresarial A tefilá de um ateu A mensagem do time olímpico de hóquei, 1980


E VOCĂŞ jĂĄ conhece o makom?

venha conhecer nossas atividades! www.makom.com.br


editorial ::

makom 10 anos edição comemorativa / 2016 Coordenação Geral Rabino Shlomo Safra Editoração e Revisão de Texto Fernanda Semo equipe Dany Roitman Daniel Wainman Jekiel Granatowicz Moshe Eisencraft Sany Sonnenreich Projeto Gráfico, diagramação e edição de imagens Estúdio Zebra Serviços Editoriais www.estudiozebra.com.br Tiragem 1.000 exemplares Comentários e sugestões contato@makombrasil.com.br Rua Goiás, 94 - Higienópolis Tel. (11) 3384-9804 Facebook: MakomBrasil

MAKOM 10 anos Se eu tivesse que descrever esses dez anos do Makom em uma palavra, diria: Sonho. Não estou querendo apelar para clichês, e sim, vendo como é gostoso sonhar e concretizar um sonho. Uma vez escutei do Rabino Serruya da Kehilat Sucat David, na Argentina, que ele encontrou um caderno bastante antigo que continha pensamentos de juventude e suas ambições futuras. Incrivelmente, ele percebeu que a maioria de suas metas de vida tinham sido alcançadas. Mas, disse que de tudo ali, tinha um grande arrependimento: o caderno ainda tinha várias páginas em branco e ele então poderia ter sonhado mais... Acredito que nossos sonhos, de ser um centro e referência para jovens, mudar as vidas desses e de suas famílias, vê-los casarem, criarem filhos e, principalmente mandar centenas e centenas para morar em Israel, estão sendo concluídos. Mas, tenho certeza que podemos mais! Acredito muito que com essa grande equipe e suas famílias em conjunto com a ajuda de nossos doadores, poderemos futuramente causar um impacto em São Paulo nunca visto... Pode não ser hoje, porém acredito que com nossas forças juntas, teremos berachá de Hashem e possamos de verdade concretizar todas as páginas do caderno de nossas vidas. Obrigado a todos os rabinos, amigos, alunos e principalmente família, por todos os esforços e sacrifícios para fazer do Makom o que ele é hoje. Rabino Shlomo Safra

sumário 2009

2007 pág. 10

O que é o Makom?

Olami

pág. 4

pág. 6

pág. 5

2006

2008

2013

2015

pág. 22

2010

pág. 12

pág. 8

pág. 26

pág. 16

Artigo 1 Os 7 segredos bíblicos para o sucesso empresarial

Artigo 3 A tefilá de um Ateu

Homenagem Com Carinho

Atividades Makom

pág. 30

pág. 35

pág. 40

pág. 43

Artigo 2 Pérola da Internet pág. 34

pág. 20

pág. 18

Linha do Tempo Makom

A cara do Makom

2012

2011

pág. 14

2014 pág. 24

2016

Artigo 4 A mensagem do time olímpico de hóquei

Editorial Encontrando o equilíbrio

pág. 38

pág. 41

pág. 28

makom 10 anos :: 3


:: O que é o Makom ?

O que é o Makom? Criado em 2006 pelo empresário Fernando Bisker, o Makom tinha como intuito de ser um divulgador de atividades judaicas para o público jovem da cidade de São Paulo. Através de encontros, aulas, seminários e viagens, os jovens experimentaram um pouco de judaísmo, causando um impacto positivo e inovador para a comunidade na época em que foi iniciado. No ano de 2008, liderado pelo R. Shlomo Safra, o Makom agora buscava uma sede para centralizar as atividades e facilitar a fidelização dos jovens. Assim, foi feita uma parceria com a Sinagoga Monte Sinai, no bairro de Higienópolis, onde o centro começou a criar sua própria identidade. Por meio de uma equipe de jovens rabinos carismáticos, aulas divertidas, viagens, seminários e eventos, o centro cresceu de forma rápida, tornando-se referência em estudos judaicos para adolescentes e universitários. Finalmente, em 2011, o Makom abriu sua própria sede na Rua Goiás, onde permanece ampliando o contato pessoal entre rabinos e alunos num clima informal, trazendo cada vez mais jovens para suas atividades. E, foi por meio deste contato pessoal efetivo que o espaço tornou-se um sucesso, fazendo muitos jovens se sentirem à vontade para buscar aconselhamentos de vida com a equipe de rabinos. Seguindo seu projeto de ampliação, no ano de 2015 foi aberto um novo centro ao lado do clube A Hebraica. A filosofia permaneceu a mesma e o objetivo era buscar jovens que não iriam se locomover para Higienópolis, mas que também necessitavam de atenção e aulas sobre judaísmo. Hoje, 10 anos depois, o Makom tem certeza que apesar de ainda estar no começo, o caminho se mostrou certo, e que já tendo a fórmula, o próximo passo é manter a procura por mais jovens para poder espalhar alegria, carinho, atenção e, principalmente, nossas raízes. 4 :: makom 10 anos


A cara nome do Makom seção ::

A cara do Makom Dany Roitmann

Daniel Wainman

Jekiel Granatowicz

Moshe Eisencraft

Sany Sonnenreich

Shlomo Safra

No Makom, os alunos podem escolher diferentes abordagens para frequentar as aulas. A equipe de rabinos vem de lugares e contextos diversos, trazendo suas experiências pessoais e profissionais para o centro. Donos de um estilo particular e único, cada um oferece um toque especial às aulas e ao contato direto com os jovens. A única garantia é diversão na certa!

makom 10 anos :: 5


:: olami

Olami é uma rede mundial de divulgação de esforços judaicos com o objetivo de criar uma conexão profunda e significativa do judaísmo baseada na prática e compromisso. Nossos programas de parcerias fundem ambos os módulos de educação judaica informais e formais para criar um ambiente envolvente, inspirador e motivador para criar mais engajamento judaico. Hoje, o Olami representa um esforço conjunto de instituições em mais de 300 lugares ao redor do mundo para garantir um vibrante, engajado e experiente futuro judaico.

600 universidades ao redor do mundo

250.000 estudantes participaram do Olami nos últimos

10 anos

6 :: makom 10 anos

Graças ao apoio do Olami, estudantes de todo o mundo estão experimentando a alegria de viver o judaísmo através de estudos, shabat, seminários, viagens. Na cidade de São Paulo, o Makom é o representante do projeto Olami. Atualmente, o principal objetivo do Olami é criar uma interligação entre os centros espalhados ao redor do mundo, conectando os jovens de maneira única através de suas atividades.

250.000 + aulas judaicas ao redor do mundo

26.200

estudantes frequentando programas semanais


olami ::

11 línguas

Os participantes do Olami falam Olami está presente em

27 países diferentes RÚSSIA

ESTÔNIA LETÔNIA BELARUS

CANADÁ

REINO UNIDO ALEMANHA POLÔNIA UCRÂNIA GEORGIA FRANÇA ÁUSTRIA HUNGRIA PORTUGAL ESPANHA AZERBRAIJIAN

EUA

ISRAEL MÉXICO COSTA RICA PANAMA

BRASIL

CHILE

ÁFRICA DO SUL

AUSTRÁLIA

URUGUAI ARGENTINA

1.000.000 20.000 de reuniões entre alunos e seus mentores aconteceram no mundo

estudantes participam de shabatonim mundialmente

320

organizações fazem parte da rede Olami

“Nós temos a obrigação de sobreviver e permitir que a Nação Judaica também sobreviva. Em 1940 nós éramos 18 milhões de judeus, em 1945 nós diminuímos para 12 milhões. Em 1960 subimos para 18 milhões e em 2014 dizem que somos menos de 13 milhões. Onde estão as crianças dos 18 milhões de judeus? Se a população do mundo crescer de 2 a 3% por ano, nós deveríamos ser 60 milhões de judeus hoje. Onde estão os 40-50 milhões de judeus desaparecidos? Eles se foram. E quem é responsável por eles? Nós somos! As pessoas que estão conscientes do problema e os rabinos que são responsáveis por ensinar judaísmo ao povo judeu. Nós não podemos deixar isso acontecer novamente. Essa é nossa missão e nossa obrigação, ajudar o povo judeu a sobreviver.” Elie Horn Conferência Internacional Olami Verão 2014

makom 10 anos :: 7


:: linha do tempo makom, 2006

2006 Foi o ano de fundação do Makom e suas primeiras turmas de kiruv, vinculadas ao Projeto Olami de São Paulo. As aulas, realizadas duas vezes por semana no andar de cima de uma cafeteria na Rua Baronesa de Itu, reuniam trinta alunos que pouco a pouco se aprofundavam em judaísmo. Além dos conteúdos em formato de aula, as palestras e debates tornavam a experiência de kiruv mais interessante e dinâmica. As palestras contavam com palestrantes nada convencionais para atrair o público universitário. Entre eles, o herdeiro ao trono da Sua-

zilandia, que abdicou seu direito para se converter ao judaísmo, e o R. Rami Levi, grande mefaked do exército israelense, entre outras personalidades. Além dos encontros em São Paulo, algumas palestras também foram feitas em âmbito nacional, incluindo o nordeste do Brasil, buscando sempre levar o judaísmo adiante. Nesse mesmo ano também foi realizado o primeiro seminário de kiruv brasileiro, com a presença de 45 jovens em São Paulo. Foi a oportunidade de muitos fazerem Bar Mitzvót e receberem nomes judaicos na Torá.

Onde tudo começou, aulas realizadas duas vezes por semana no andar de cima de uma cafeteria na Rua Baronesa de Itu, reuniam trinta alunos que pouco a pouco se aprofundavam em judaísmo.

8 :: makom 10 anos


linha do tempo makom, 2006 ::

#SouMakom Não lembro onde foi. Talvez na casa dele. Ou foi na minha? O fato é que, há dez anos, assim, de repente, um rapaz loiro, falante e muito carismático, que eu conhecia de vista me fez uma proposta: “Vamos abrir um negócio juntos?” Essa proposta, que soa como uma sociedade de business, na verdade, era de cunho espiritual judaico. Foi o convite que Chaim (Fernando) Bisker me fizera para participar da fundação de um dos mais bem sucedidos projetos judaicos do Brasil, à época.

Rubinho Rosenberg

Ele tinha planos e sonhos próprios e, como empreendedor nato, quis criar o seu próprio espaço de “aproximação judaica”. Empreendimento em que dividiríamos as tarefas sociais, judaicas e financeiras. Foi assim então que nasceu o projeto alcunhado por ele de MAKOM. A primeira sede de atividades da nova “empresa” foi a sinagoga “Cytron”, nos Jardins, onde o Chaim montou uma turma de jovens muito distantes da comunidade. Desta primeira turma, que me marcou para sempre, obtivemos resultados impressionantes em números relativos e absolutos. A partir daí, mais turmas foram formadas, e nos mudamos para um salão de festas no segundo andar do Franz Café da Baronesa de Itú. Jamais esquecerei esta fase da minha carreira de moré, saudades! Mazal Tov, Makom! Que aquele espírito se mantenha e se fortaleça B”SD!”

makom 10 anos :: 9


:: linha do tempo makom, 2007

2007 Os cursos continuaram com toda força ao longo do ano e parcerias foram feitas para atrair novos jovens. Quem participasse das atividades do Makom receberia bolsa de 25% do valor da mensalidade do Cursinho Anglo. Além disso, foi criado um seminário acadêmico financeiro, realizado durante uma semana, colocando os jovens em contato com donos de grandes empresas, inspirando-os com a ideia de que é possível ter uma vida de sucesso atrelada ao judaísmo.

10 :: makom 10 anos

Também foi realizada uma viagem com um grupo de alunos para Israel, unindo passeios e estudos. Alguns casais se formaram e o Makom teve seus primeiros quatro alunos enviados para estudos de longa duração em Israel.


linha do tempo makom, 2007 ::

#SouMakom Eu acho incrível como que algumas das nossas decisões mais importantes também são as mais simples. Dez anos atrás eu poderia ter ficado em casa assistindo televisão ou deixando o tempo passar vendo sites na internet. Mas, um ímpeto maior me moveu e eu quis conhecer aquele curso de judaísmo perto de casa. Se alguma coisa na minha vida seria resolvida, seria aquela. Dei uma chance. Uma única. Entrei no Makom ressabiado com relação a o Daniel Indech que ia encontrar. No final daquela experiência, eu acabei encontrando algo de muito especial, que já estava perdido havia muito tempo: eu mesmo. Não foi o conteúdo da aula. Não foi nenhum argumento decisivo, nem tampouco a didática. Foi a atmosfera de aproximação com o tema, com o judaísmo. Enterrados sob intermináveis camadas de preconceito depositadas ao longo dos anos, estavam minhas tradições, minhas raízes, minhas origens e principalmente minha alma. Eu sinceramente não sei se um dia vou poder agradecer a todos os envolvidos do Makom o que fizeram por mim. Como se retribui alguém lhe salvou sua vida? Sim, porque ter entrado naquela primeira despretensiosa aula, me despertou a vontade de vir nas seguintes e nos eventos subsequentes. Com isso, conheci minha futura esposa, com a qual tenho (graças ao Todo Poderoso) quatro maravilhosos filhos. Porém, mais fundamental que o contato com minha essência ou minha própria família, é ter um sentido, um propósito. E isso já vale tudo. Obrigado hoje e para sempre, Makom! Sucesso!”

makom 10 anos :: 11


:: linha do tempo makom, 2008

2008 Em 2008 as parcerias continuaram, incluindo a participação do Projeto Yeladim. Na Sinagoga Monte Sinai foram abertas novas turmas, com atividades para os jovens todos os dias da semana, atingindo a marca de cem participantes semanalmente. Graças a parceria com a Sinagoga Monte Sinai, foram abertas turmas de aulas para casais além de shabatonim para as famílias.

12 :: makom 10 anos

Também foi fundado o grupo Eco – Makom, que realizava cursos de mergulho e viagens para ilhas desertas em conjunto com a equipe do centro, aumentando o contato do jovem com judaísmo e natureza. No final do ano, mais 10 alunos foram para Israel em programas de longa duração e programas de férias.


linha do tempo makom, 2008 ::

#SouMakom Não lembro exatamente como fiquei sabendo do Makom mas entrei pra família bem cedinho, em 2008 quando as aulas eram na Sinagoga Monte Sinai. Não tenho como não ter um sentimento pulsante de Hakarat hatov (gratidão) por todos os rabinos e aulas que me fizeram evoluir como humana. Quando comecei a frequentar, estava cheia de questionamentos e caminhos e agora vivo uma vida plena e verdadeira. Eu encontrei o que tanto buscava e isso não tem preço!

Rafaela Ades Carnevale

Hoje moro em Israel, casei com a minha metade, vivo uma vida que em tudo e todas as ações existem um propósito. A diferença maior é que agora escuto aquela vozinha bem profunda que existe em todos nós e sabe de toda a verdade, assim posso ser por inteiro: corpo, mente e alma concordando um com o outro e almejando uma conexão e um sentido no que faz. Agradeço demais ao Makom por ter me permitido enxergar tudo isso!”

makom 10 anos :: 13


:: linha do tempo makom, 2009

2009 Já consolidado em sua área, o desafio era criar novas ideias e atingir mais pessoas novas. Portanto, foram feitas algumas viagens para fora do Brasil, como Estados Unidos e Israel, seminários em São Paulo e grupos novos foram montados em regiões como Alto de Pinheiros. Além disso, o Makom realizou a primeira “Copa Makom”, um grande sucesso com mais de quinze equipes de futebol participantes. Em cada equipe, pelo menos três participantes deveriam frequentar nossas aulas durante a semana, o que trouxe muitas pessoas novas ao centro.

14 :: makom 10 anos

Os seminários conjuntos de diversos centros do Brasil tiveram mais uma edição e novamente foram um sucesso, trazendo aos jovens a sensação de que não são os únicos a frequentar aulas de judaísmo, e sim, que fazem parte de algo gigantesco. Nesse ano, no mês de setembro, o R. Dany Roitman se juntou a equipe, vindo diretamente de Israel com toda sua bagagem e alegria.


linha do tempo makom, 2009 ::

#SouMakom Minha jornada no Makom começou quando eu tinha apenas 13 anos, sendo a menor da turma. Frequentávamos aulas semanais na sinagoga Monte Sinai, de modo que pude aprender, desenvolver e me interessar mais sobre assuntos polêmicos e importantes relacionados ao judaísmo. Também acompanhei a mudança do Makom para o seu local próprio, podendo crescer junto a ele, com muitas amizades novas que considero muito e carrego até hoje comigo.

Katy L. Frischmann

Portanto, eu só tenho o que agradecer a cada integrante da família Makom que sempre me aconselhou e me auxiliou da melhor maneira possível, além de ter tido uma importante influência nas minhas decisões pessoais e no rumo que a minha vida tomou! Obrigada por me fazerem ser uma pessoa melhor e com mais conteúdo!”

makom 10 anos :: 15


:: linha do tempo makom, 2010

2010 Em 2010 o Makom fez sua primeira parceria com o Taglit, levando para Israel 80 jovens no mês de julho. Já em dezembro, mais 120 jovens disfrutaram o prazer de conhecer Israel acompanhados de madrichim e jovens rabinos para transmitir conteúdo na viagem. Por meio dessa iniciativa, o número de alunos do Makom dobrou, atingindo também jovens do interior de São Paulo. O grupo Eco – Makom permaneceu com força total, levando sua primeira turma para uma “Surf Trip” inesquecível na Costa Rica, proporcionando uma semana de ondas e judaísmo. As palestras também trouxeram um público grande para a Sinagoga Monte Sinai. No fim do ano, o Makom

16 :: makom 10 anos

trouxe o Prof. Alman, nobel de economia pela Teoria do Jogo para palestrar, enchendo a casa com mais de mil pessoas. No mês de Julho, o Makom recebeu mais um rabino vindo de Israel que acabou se tornando uma grande estrela, o rabino Daniel Wainman. Também no mês de Julho, o Makom levou um grupo para os EUA passar um mês em NY. Fora todos os passeios pela linda cidade, eles tiveram a oportunidade de comer na casa do Sr. Aron Wolfson um dos principais doadores do centro. Também foram recebidos no escritório do renomado administrador Ari Bergman que abriu espaço para um bate papo sobre como ter sucesso nos negócios e ter a Torá como apoio em nossas vidas.


linha do tempo makom, 2010 ::

#SouMakom Eu tinha 19 anos quando tive a oportunidade de ir a NY com o Makom. Além da experiência de conhecer a cidade, era também a oportunidade de viajar com amigos, conhecer novas pessoas e de poder ter aulas diárias de judaísmo. Apesar de termos tido a oportunidade de conhecer lugares novos, passear, ter aula no Central Park, conhecer um grande judeu gestor de uma grande instituição financeira, não foi essa experiência que mais me agregou, e não foi dela a mensagem que guardo até hoje.

Thaís Jarcober Malerman

Tivemos a oportunidade de passar uma semana em um bairro mais afastado, onde a maioria dos lares são judaicos. E foi isso que realmente me marcou. Foi o sentido de comunidade que existe entre nós. Esse sentido de comunidade que fez pessoas nos receberem em suas próprias casas, nos abrigarem, abrirem seus lares e seus corações para poderem passar mensagens de judaísmo pra nós. Elas nos contaram histórias e nos deixaram participar do dia a dia com suas famílias. A partir daí, entendi que judaísmo não é apenas sermos judeus, mas agirmos como judeus.”

makom 10 anos :: 17


:: linha do tempo makom, 2011

2011 Foi nesse ano que o Makom deu seu primeiro grande passo. Com a mudança de sede para a nova casa, na Rua Goiás, o lado informal e o ambiente confortável atraíram um grande número de jovens. Estes, agora não só frequentavam as aulas, mas permaneciam na casa em contato com os rabinos. Foi a partir daí que o centro encontrou seu melhor approach de trabalho, personalizando o atendimento e o contato entre os alunos e a equipe de rabinos. Muitos alunos começaram a trazer amigos por iniciativa própria, o que gerou um aumento significativo do

18 :: makom 10 anos

número de turmas e atividades realizadas. O interesse por judaísmo cresceu e seminários e viagens foram montados para atender essa demanda. Nesse ano, tivemos mais uma vez o aumento de nossa equipe com a vinda do R. Jekiel Granatowitch, que se encaixou perfeitamente nesse novo método de trabalho, dedicando-se muitos dias até às duas horas da manhã na casa dando aula e fazendo atendimentos aos alunos.


linha do tempo makom, 2011 ::

#SouMakom Gratidão. É a primeira coisa que penso quando me perguntam sobre o Makom. Ao longo de quase cinco anos frequentando o centro, estando em contato com toda equipe de rabinos, profissionais e alunos, é nítido o quanto minha vida foi transformada. No início, cheia de dúvidas e questionamentos sobre a existência de D’us, do judaísmo e nosso papel no mundo, eu não entendia. Não compreendia o que levava um grupo de rabinos a dedicar tanto tempo e energia tentando “convencer” jovens a se aproximar do judaísmo. Por que eles precisavam disso?

Fernanda Semo

Mesmo cética, continuei assistindo aulas, frequentando shabatot, conversando com pessoas que tinham as mesmas dúvidas que eu. Comecei, pouco a pouco, a me interessar por um universo que antes, eu me recusava a enxergar sozinha. Aprendi muito, questionei diversas vezes a mesma coisa e tive a sorte de ter ao meu lado pessoas tão pacientes e compreensivas. O Makom não só foi o responsável por me dar as ferramentas para viver melhor, como também me fez rever meus valores, minhas vontades e meus sonhos. Demorou, mas depois de vivenciar tantas experiências transformadoras no Brasil e em Israel, lugar o qual eu nunca tinha imaginado que moraria por seis meses, eu finalmente foi capaz de compreender. Não era o Makom e sua equipe que “precisavam” disso. Era eu. Sozinha, o caminho teria sido muito mais difícil e talvez, nunca tivesse acontecido. Só tenho a agradecer por tantas mudanças positivas e por todo o apoio que eu encontrei num lugar que hoje eu posso chamar de casa. Obrigada, Makom.”

makom 10 anos :: 19


:: linha do tempo makom, 2012

2012 Com a nova casa em funcionamento, juntamente com as viagens, o Makom precisava somente dar continuidade aos seus projetos mantendo o sistema efetivo de tratamento aos alunos. Em julho, o centrou enviou uma turma de quase trinta jovens para programas em Israel. Boa parte acabou ficando por lá em programas de longa duração. Pela manhã, foi feito um Kolel que acrescentou algumas pessoas estudando conosco, e entre elas, o R. Moshe Einsencraft, que em pouco tempo deixou de ser somente

20 :: makom 10 anos

alguém que vinha para estudos matutinos, assumindo um grande papel organizacional em nossa instituição. Com a sua entrada na equipe, uma mudança importante aconteceu em nosso trabalho. Os rabinos deixavam a parte organizacional para uma parte da equipe e assim, podiam dedicar mais horas aos alunos, tendo eles como foco total sem precisar criar novos eventos ou viagens.


linha do tempo makom, 2012 ::

#SouMakom Conheci o Ale em 2012, no Makom. Entre as aulas, estava sentada no sofá quando de repente ele apareceu do meu lado e disse: “Oi, meu nome é Alexandre, mas pode me chamar de Avraham ben Avraham!“. Só sei que depois disso, comecei a gostar mais dele. Não lembro exatamente o que respondi, mas acabamos ficando mais próximos e em Julho do mesmo ano viajamos para Israel juntos. Costumamos dizer que o Makom fez nosso shiduch!

Luciana Robinson Shahini

Eu sempre fiz as festas judaicas mais tradicionais com a minha família, sempre estudei em escola judaica, mas o verdadeiro sentido do judaísmo eu fui descobrir no Makom. Foi através dele que eu tive a oportunidade de passar um tempo em uma midrashá e por em prática tudo que eu tinha aprendido. O Makom era a nossa segunda casa, mas a primeira no que diz respeito a nos mostrar e ensinar como a nos conectar com a nossa identidade judaica, com a nossa essência. Além de toda a bagagem espiritual que o Makom que proporcionou, foi lá que conheci o homem mais maravilhoso de todos, meu Avraham ben Avraham, que hoje eu chamo de marido.”

makom 10 anos :: 21


:: linha do tempo makom, 2013

2013 Com a saída de um grande grupo para Israel no ano anterior, o Makom sofreu sua primeira grande baixa. Com a queda substancial no número de alunos e nossos rabinos tiveram que sair da casa e ir em busca de novos alunos e novos projetos. Assim, o centro iniciou seus trabalhos com uma nova leva de alunos, aprendendo a administrar suas atividades em ciclos semestrais e anuais, adaptando o trabalho a uma perda (positiva) natural de alunos para Israel e ou-

22 :: makom 10 anos

tros centros de estudos mais fortes para darem continuidade a nosso trabalho. Novos palestrantes também vieram ao centro, como o piloto Noach Hertz que veio ao Brasil dividir com os alunos sua impressionante história de cativeiro nas mãos de árabes na guerra dos seis dias por mais de nove meses. A casa com o tempo encontrou seu ritmo de aulas e alunos.


linha do tempo makom, 2013 ::

#SouMakom Conheci o Makom através de uma amiga do Taglit. Primeiro participei de uma aula de culinária, depois de um rodízio de sushi, depois de uma aula interessante... e assim foi até eu frequentar o kiruv de segunda a quinta feira. A vontade de voltar para Israel era grande, então, a ideia era, depois de apenas 3 meses de contato com judaismo, passar 6 meses em Israel, em Tel Aviv, e se possível fazer exército. Queria entender o mecanismo do país, experimentando a realidade dos israeleneses. Mas quando apresentei Amanda Desmonts este cronograma para o Dany Roitman, ele me propos ir 1 mês antes e conhecer a Midrasha Shaarei Biná. Depois disso tudo mudaria. Acabei ficando 1 ano na Midrasha, paralelamente ao voluntariado com crianças etíopes, ulpan (aulas de hebraico) e marva (treinamento no exercito). Esta experiência ditou profundas mudanças dentro de mim, no meu entendimento de vida e mundo, propondo e possibilitando toda uma nova construção de vida. Foi através do Makom que eu me descobri judia. Mesmo depois de uma vida sabendo que era, não me sentia como e nem tinha qualquer tipo de relação com a nossa cultura e realidade. Minha teshuvá começou antes mesmo de saber o que era uma sinagoga, assim que comecei a dialogar meu mundo com o mundo da Torá, nas aulas do Makom. O exercício de trabalhar nossas midot diariamente, de ter um olhar racional sobre tudo que nos cerca e sentir que sozinhos nunca estaremos, veio através das aulas e do convívio com toda a equipe Makom, além da Shaarei Biná, que não deixa de fazer parte, de alguma forma, do mesmo time.”

makom 10 anos :: 23


:: linha do tempo makom, 2014

2014 Nesse ano, o Makom decidiu ampliar os horizontes e abrir um novo centro em um lugar distante da casa de Higienópolis. O destino escolhido foi uma casa perto do clube A Hebraica, um local perto de edifícios empresariais e residenciais. Com a casa escolhida, uma grande reforma foi realizada para deixa-la no padrão de apresentação à qual o centro está acostumado. Assim, as forças da equipe do Makom começaram a se dividir, e o R. Daniel Wainman,

24 :: makom 10 anos

com a ajuda do R. Shlomo começaram a procurar jovens e criar uma estrutura similar com a que já existia. No Makom de Higienópolis, o projeto caminhava como nos anos anteriores, com seus ciclos de alunos, cursos e crescimento de nosso público alvo. O número de jovens buscando sua identidade crescia e após certo período de estudo, viajar para Israel tornava-se uma necessidade.


linha do tempo makom, 2014 ::

#SouMakom O Makom apareceu na minha vida há três anos. Após um período de tentativas de encontrar um espaço de convivência e estudos judaicos, encontrei no Makom pessoas que passaram a ser meus professores, mentores, e, principalmente, amigos. Acredito que a abordagem dessas pessoas, que transmitem tradição de uma maneira moderna, é ideal para o tipo de pessoa que valoriza a obtenção de conhecimento em essência, e não-comercial. Naturalmente, meu desenvolvimento no conhecimento judaico atravessou diversas fases. E, durante esse tempo, o Makom permaneceu ali, estático e respeitoso, esperando a minha própria iniciativa para atingir possíveis “próximos capítulos”.

Nathan Yoles

Quando atingi um capítulo que somente podia ser lido em Israel, ali estava o Makom novamente, me apresentando qual a melhor forma logística e espiritual - de desfrutar do conhecimento do país da melhor maneira possível. Sou muito grato a todos que fazem existir esse espaço de Kiruv, e espero de coração que muitas pessoas, assim como eu, possam desfrutar do conhecimento que lá existe.”

makom 10 anos :: 25


:: linha do tempo makom, 2015

2015 Finalmente, neste ano, inaugurou-se o novo centro perto do clube A Hebraica, possibilitando novos jovens terem acesso ao estilo de trabalho do Makom. Apesar de terem o mesmo objetivo, as duas casas funcionavam de formas diferentes. Em Higienópolis, a maioria das atividades concentravam-se no final das tardes, mantendo o resto do dia para atendimentos particulares a preparação de atividades. Já no novo Makom, a maioria dos jovens frequentava no horário do almoço e no período da tarde, formando novos grupos de estudos no período da noite também. Com as duas casas trabalhando simultaneamente, foi criado uma estrutura única, com menos gastos, e forne-

26 :: makom 10 anos

cendo o que os rabinos precisavam para dar seu show. Em junho, recebemos um novo reforço para a casa da hebraica, o rabino Sany Sonnenreich, que começou seu trabalho com força total, para que, em conjunto com o rabino Daniel Waiman o centro multiplicasse seus números. Teve início o curso “A Arte do Encontro”, uma iniciativa de ativismo social em conjunto com aulas para formação de palhaços. Os jovens que participaram deste projeto também puderam desfrutar de uma incrível viagem para Israel. Como resultado, o Makom apresentava uma média de 200 jovens por semana estudando, além dos que apareciam para estudar esporadicamente.


linha do tempo makom, 2015 ::

#SouMakom Participar do curso a Arte do Encontro foi uma experiência transformadora. Durante as aulas, pudemos conhecer o trabalho da ONG, e experimentar a linguagem do palhaço através de atividades que desenvolviam o olhar, a escuta e a percepção do outro além dos encontros descontraídos com o rabino. A viagem que realizamos no final do curso foi essencial para o fortalecimento do grupo e do nosso vínculo com a terra de Israel e com o judaísmo, traduzido na prática pelas conversas, Gabriel Douek encontros e vivências. Além dos passeios turísticos, pudemos conhecer profundamente o conceito de chessed através de visitas a pessoas e instituições que dedicam sua vida para atender às mais diferentes necessidades e pessoas, compondo o rico e plural cenário do país. Sem dúvida nenhuma a viagem ficará marcada na memória de todos os que estiveram presentes e que voltaram ao Brasil fortalecidos para se engajar socialmente e se aproximar com a essência do judaísmo! “

makom 10 anos :: 27


:: linha do tempo makom, 2016

2016 O primeiro passo do ano está sendo realizado, graças a uma parceria com o Netivot Hatorá, criando estudos conjuntos pela manhã, dividindo o trabalho de crescimento e acompanhamento dos jovens, permitindo assim que os experientes rabinos de ambos os centros deem suporte para os alunos. O Netivot assume a função de desenvolver ainda mais os jovens que já passaram pelo Makom e tem vontade de se aprofundar mais em judaísmo, estudando mais horas

28 :: makom 10 anos

e levantando maiores questionamentos. O Makom foca mais nos primeiros steps de conhecimento do judaísmo, buscando aproximar jovens com suas raízes. Os primeiros passos já foram dados nesses últimos 10 anos, agora basta mantermos o foco e com sua ajuda, poder ampliar e atingir o maior número de jovens judeus que temos espalhado por nossa cidade.


linha do tempo makom, 2016 ::

#SouMakom No primeiro dia que eu visitei o Makom, eu fui sem nenhuma expectativa, eu mal sabia o que era ser judia. Após apenas duas horas de conversa com o rabino, minha vida já havia mudado completamente. Era como se meus olhos tivessem sido abertos para um mundo totalmente novo. Hoje continuo tendo aulas semanais, cada uma delas consegue expandir um pouco mais meu horizonte e trazer grandes aprendizados através da discussão profunda que os rabinos desenvolvem em suas aulas. Com certeza, posso dizer que ter ido ao Makom mudou minha vida.”

Vivian Rothberg

makom 10 anos :: 29


:: artigo 1, Os 7 segredos bíblicos para o sucesso empresarial

Os 7 segredos bíblicos para o sucesso empresarial Tudo o que eu precisava para ser bem-sucedido nos negócios, que eu aprendi na Escola Judaica.

30 :: makom 10 anos


artigo 1, Os 7 segredos bíblicos para o sucesso empresarial ::

Após me formar na faculdade de direito e praticar por dois anos, abri uma empresa de passagens aéreas que logo começou a dar lucro. Em 1991, eu vendi esta empresa, e abri um site de reservas de hotel que mais tarde se tornou o hotels.com. Em 2003, vendi minha parte na sociedade de hotels. com. Sem concorrência por 5 anos, resolvi então lançar a getaroom.com. Recentemente, na sexta-feira noite no jantar, eu mencionei que getaroom.com está crescendo, trazendo bons lucros e atingindo boas metas. Minha mãe me perguntou: “Como é que você sabe o que fazer para esta e outras empresas terem sucesso? Você não estudou numa faculdade de administraçao e também não trabalhou numa grande empresa.” Ela estava certa. Eu não tive nenhum treinamento formal de administração, além de um curso básico em contabilidade e finanças. Nenhuma experiência de trabalho em um negócio. Não fiz estágios. Não tive mentores. Minha resposta a surpreendeu. “Devo todo o meu sucesso nos negócios a você e o papai por me colocar em uma escola judaica por 12 anos. Foi lá que eu aprendi por meio do melhor manual para a execução de um negócio bem-sucedido já escrito: A Torá.” Aqui estão os princípios bíblicos mais importantes que me levaram ao sucesso:

1. Faça a lição de casa Eu aprendi o princípio da diligência através do estudo do Talmud. Durante anos, eu estudei discussões entre estudiosos rabínicos sobre vários temas. Nada era dada como certa - todos os argumentos foram considerados e debatidos. Eu aprendi a perguntar por que, para se certificar de que compreendi as questões. Estudando sozinho não era suficiente. Nós aprendemos a discutir os argumentos dos outros colegas. E liamos todos os comentários sobre o tema que poderíamos encontrar.

Aproximei-me de negócios da mesma maneira. Eu fiz a minha lição de casa. Eu pesquisei a concorrência, testei o mercado, argumentei o outro lado. Grandes erros muitas vezes podem ser evitados, falando com especialistas e analistas, traçando planos de negócios, fazendo estudos de mercado, analisando as despesas.

2. Trate seus empregados de forma correta Uma das partes mais difíceis da gestão de uma empresa é lidar com questões trabalhistas. Os funcionários podem ser exigentes: aumentos, folgas, despesas, conflitos e muito mais. Quando confrontado com estas questões, eu apenas pensava sobre o princípio do pagamento de funcionários a tempo: “O salário de um trabalhador não deve permanecer com você toda a noite até a manhã” (Lv 19:13). A Torá também nos ordena que não tirar proveito de seus empregados: “Você não deve abusar de um trabalhador necessitado e desamparado, se ele for um compatriota ou um estrangeiro “ (Deut , 24:14). Isso me ensinou a sempre tratar os funcionários de forma igual e justa. Eu apliquei um nível completo de equipe entre todos os nossos funcionários. Não tive nenhuma influência por raça, idade, sexo, religião, cor. É sempre difícil dizer não, mas quando você desenvolve uma reputação de ser justo com seus empregados, eles o respeitam mais e sabem que são tratados adequadamente.

3. Ter o mais alto nível de serviço ao cliente Há uma grande chance de algum problema ocorrer em viagens, como atrasos de voos, bagagem perdida, quartos barulhentos e muito mais. Há também muitos que tentam tirar proveito do sistema. Eu implantei um tipo muito simples de atendimento ao cliente: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19:18 . ). Colocar -se no lugar do cliente e tratá-los como você quer ser tratado. Nós seguimos este padrão e é a melhor maneira de construir uma base de clientes fiéis a longo prazo.

makom 10 anos :: 31


:: artigo 1, Os 7 segredos bíblicos para o sucesso empresarial

Quando lançamos a getaroom.com, o serviço ao cliente superior foi uma grande vantagem competitiva em um mercado de terceirização externa e redução de custos. O alto nível de serviço ao cliente tem nos diferenciado no mercado e nos permitiu construir uma base de clientes leais. Trate seus clientes da maneira que você gostaria de ser tratado.

4. Seja honesto com os clientes Sempre me confrontava com dilemas: Será que divulgamos suficiente aos clientes? Será que vale a pena entregar exatamente o que foi solicitado ou algo inferior para ter um lucro maior? Será que vale colocar um pouco menos de peso do que o valor que o cliente acredita que eles estão pagando? Será que compensa cobrar do cliente mais do que concordou em cobrar? Estas respostas são fáceis quando você segue a orientação da Bíblia: “Você deve ter apenas saldos e apenas pesos” (Lv 19:36 ). Nunca engane seus clientes mesmo que eles não vão saber que estão sendo enganados. Como está escrito, “Não coloque uma pedra diante do cego” (Lev. 19:14). Isto significa não ter proveito quando a outra parte não sabe ou não vai ver o que você está fazendo para a sua desvantagem. Nós somos muitas vezes confrontados com situações em que podemos aumentar os lucros por cortes ou de outra maneira tirar proveito do cliente de uma forma que eles não tenham acesso. Por que não aumentar seus lucros usando um material mais barato ou um produto inferior? Use componentes de menor custo, mesmo que o cliente acredita que está usando material de alto nível. Quando confrontado com estes dilemas, a resposta é fácil quando se segue o princípio bíblico de não colocar uma pedra no caminho diante do cego. Não enganem os seus clientes, mesmo que eles não sabem que estão sendo enganados.

5. Sempre faça como se você estivesse sendo vigiado Por exemplo, você está no caixa, e recebe uma conta de cem reais em vez de uma nota de dez, o que voce faz? Você mantém os fundos que foram dados errados a você ou você os devolve?

32 :: makom 10 anos

Os Sábios dizem: “Sabe o que está acima de você: um olho que vê” (Ética dos Pais , 2: 1) . Quando você percebe que alguém está sempre de olho em você, a resposta é fácil. Você age de forma diferente e trabalha sob um nível mais elevado. Você é muito mais honesto tanto no seu trabalho como na sua vida pessoal.

6. Construir uma reputação de integridade e honestidade O Talmud discute as questões que são pedidas na corte celestial, no final da vida (Shabbat 31a). A primeira pergunta é: Você foi honesto em seus negócios? Esta é a primeira pergunta, porque isso é a verdadeira medida de seu sucesso na vida. Não há maior tentação de enganar do que em um ambiente de negócios onde se pode ganhar mais lucros. Se você pode superar esta grande tentação, você chegará a um alto nível de pessoa que outros estimam. Seus clientes, funcionários e aqueles que fazem negócios com você, querem apadrinhar seus empreendimentos quando você é honesto. E assim você também tem a resposta certa na corte celestial, como diz no Midrash: “Se alguém é honesto em seus negócios e as pessoas gostam dele, é considerado como se ele tivesse cumprido toda a Torah” (Mechilta B’Shalach 1).

7. Seja humilde: aceitar e incentivar a crítica “Aquele que ama a opinião, ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é insensato” (Provérbios 12: 1). O judaísmo nos ensina a ser humilde. O orgulho fica no caminho de sucesso. Todos nós cometemos erros, nunca pense que você está sempre certo. Aceite e incentive a crítica, especialmente a partir de seus empregados que compreendem o negócio melhor do que ninguém. Minhas melhores ideias vieram de clientes e funcionários. Acompanhamos as opiniões e sugestões de todos os clientes e funcionários com cuidado. Eu vejo tantos gestores e CEOs que não ouvem as sugestões dos seus funcionários. Este é um grande erro. Ao criar um ambiente que permita sugestões e críticas, você pode certamente melhorar significativamente o seu negócio e permitir que os funcionários e clientes sintam- se parte do negócio.


:: artigo 1, Os 7 segredos bíblicos para o sucesso empresarial

O que fazer? A Torá nos ensina não só como construir um negócio de sucesso, mas também o que fazer, uma vez que é bem sucedida. A Bíblia nos ensina a ser socialmente responsável e não esquecer aqueles que não têm o que comer. Nós temos uma responsabilidade social com as nossas comunidades. Somos obrigados a doar uma parte dos lucros para os necessitados. Incentive seus funcionários, parceiros e clientes a também serem caridosos, através de incentivos, harmonização e outros programas. Doar uma parte de seus lucros para a caridade. Executar promoções que contribuem com uma parcela de cada venda para a caridade. Combine sua doação bondosa com os seus funcionários para incentivá-los a serem caridosos. Incentive seus

funcionários a fazer um serviço comunitário. Use o seu negócio como um veículo para a melhoria da comunidade. “A alma generosa será feita rica, e o que rega as plantas, seu jardim também será regado.” (Provérbios 11:24 ). Veja o seu trabalho como um meio, e não como um fim. Quando ajudamos os outros, nos sentimos realizados. Quando você alavancar seu negócio para melhorar a comunidade em torno de você, acordará todos os dias e apreciará o que você tem feito para a comunidade. Como disse o Rei Salomão, “Nosso trabalho é sem sentido a menos que seja a fazer o bem” (Eclesiastes 3: 12-13). Se usarmpos o nosso sucesso para sermos socialmente responsáveis, vamos viver vidas muito mais significativas.

makom 10 anos :: 33


Pérola da internet

:: artigo 2, Pérola da Internet

perguntas:

Por que a religião judaica parece tão obcecada com detalhes insignificantes? Quanta matsá temos de comer, qual colher usar para leite e qual para carne. Qual é a maneira certa de amarrar meus sapatos? Para mim parece que isso deixa de lado o mais importante, concentrando-se em minúcias. É isso que os judeus chamam de espiritualidade? (Já lhe enviei esta questão há uma semana e não obtive resposta. Será que finalmente você recebeu uma pergunta que não pode responder?!)

respostas do rabino: Há tantas questões que estão além do meu alcance.

Não, não é ridículo. Porque o ponto não é apenas um ponto. Ele representa alguma coisa.

Porém a verdade é que respondi à sua pergunta, e você obteve sua resposta.

Aquele ponto tem um significado muito além dos pixels na tela que o formam.

Assim que a recebi, enviei imediatamente um Reply. O fato de você não tê-la recebido é em si mesmo a resposta à sua pergunta.

Para mim parece insignificante, mas isso se deve simplesmente a minha ignorância dos caminhos da Internet.

Veja, enviei a sua resposta, mas escrevi seu endereço de e-mail sem colocar o "ponto" antes do "com".

Tudo que sei é que com o ponto, a mensagem chega ao destino certo; sem ele, a mensagem se perde por aí.

Achei que você receberia o e-mail assim mesmo, porque afinal, era apenas um pequeno ponto faltando.

As práticas judaicas têm uma profundidade infinita.

Jamais aleguei ter todas as respostas.

Ou seja, não é como se eu tivesse escrito o nome errado ou algo drástico assim! Qualquer pessoa seria tão minuciosa para diferenciar entre "yahoocom" e "yahoo.com"? Não é ridículo que você não tenha recebido o meu e-mail só por causa de um pontinho?

34 :: makom 10 anos

Cada nuance e detalhe contém um mundo de simbolismo e cada ponto conta. Quando são desempenhadas com precisão, uma vibração espiritual é enviada (como por e-mail) através do universo, até a caixa de entrada de mensagens de D’s. Se você deseja entender o simbolismo do ponto, estude a Internet. Se desejar entender o simbolismo do Judaísmo, estude-o.


artigo 3, A tefilรก de um ateu ::

A tefila de um ateu

makom 10 anos :: 35


:: artigo 3, A tefilá de um ateu ::

Muitas pessoas que visitam minha escola, Aish Hatorá (o fogo da Torá), na Cidade Velha de Jerusalém, são turistas que vêm para Israel para conhecer mais sobre a cultura judaica e sua história. Um dia, um jovem visitante veio ao meu escritório. Eu comecei a perguntar para ele algumas coisas a seu respeito e logo estava tendo uma agradável conversa com ele. Depois de mais ou menos dez minutos de brincadeiras e “geografia judaica” ele me interrompeu e perguntou: - Rabino, você acredita em D`s? Uau! Que pergunta, pensei. - Claro! Respondi. - Rabino, você realmente acredita que D`s fala com o homem? Você acredita em milagres? Você acredita em revelação divina? Você acredita nesse tipo de coisa? Então eu respondi: - Escute, Jeff, olhe para mim. Eu sou um rabino. É obvio que eu acredito nessas coisas. Por que você perguntaria esse tipo de coisa justamente para um rabino? Ele respondeu: - É que eu já estou conversando com você há dez minutos e você me pareceu uma pessoa inteligente. Agora ele estava me desafiando. Ele estava dizendo, em poucas palavras, que pessoas inteligentes não acreditam nesse tipo de tolices. Isso é popularmente conhecido como “chutzpá” (cara de pau)! Mas nosso amigo estava se baseando em um conceito errado. Esse pobre menino assumiu que o povo judeu nunca pensou realmente em como sabemos que estas coisas são verdadeiras. Ele estava prestes a aprender uma coisa ou duas. Então, eu disse para ele: - Você tem que me dizer quem te trouxe aqui na minha sala hoje. E ele me respondeu: - Por que você quer saber? - Porque eu quero dar uma medalha para a pessoa que te trouxe aqui. Qualquer um que tenha trazido um ateu como você para falar com um rabino – especialmente um ateu que também duvida que rabinos tenham alguma inteligência – merece uma medalha. Você não acha isso? - Não, falou ele. A pessoa que me trouxe aqui não merece coisa nenhuma. E ele continuou contando sua história: 36 :: makom 10 anos

Parece que Jeff estava visitando a Noruega e de alguma forma encontrou uma oportunidade de vir a Israel. Ele decidiu, “é agora ou nunca”, e veio para Israel. É claro que quando um judeu vai a Israel, ele tem que ir a Jerusalém. E uma vez que ele está em Jerusalém, ele tem que ir visitar a Cidade Velha e o Muro das Lamentações, o último vestígio do Templo, datado de aproximadamente 2000 anos atrás. Esse é o lugar judaico mais sagrado do mundo. Quando ele chegou ao Muro das Lamentações ficou pasmo. Como muitas outras pessoas, ele “sentiu” algo. Ele não estava preparado. Ele pensou que veria pedras velhas... um sítio arqueológico. Mas sentia uma coisa que só poderia descrever como “pesada”. Ele teve algum tipo de experiência religiosa. Ele me disse: - Você sabe rabino, isso é verdade. Eu sou um ateu, mas de alguma forma uma tefilá (reza) saiu de dentro de mim. E ela era assim: - “ D`s, eu não acredito em Você, eu não sei que Você existe. Mas eu sinto “alguma coisa”, então talvez ... só talvez... eu estou cometendo um erro. Isso é uma possibilidade. E se eu estou cometendo um erro eu quero que Você saiba que eu não estou brigando com Você, eu não tenho rixas e não tenho motivo para estar contra Você. É somente que eu não sei se Você existe.” “D`s,’ continuou a tefilá,” eu ainda acho que eu estou falando com uma parede, mas se por algum acaso Você estiver realmente aí e eu estiver cometendo um erro, me faz um favor, apresente-Se! Jeff terminou sua reza e lentamente, com reverência, se afastou do Muro. Somente aí, ele sentiu uma mão em seu ombro. Ele ficou tão assustado que deu um pulo. Ele se virou e tentou agarrar quem o tinha tocado. - Que idéia é essa de colocar a mão em mim? Quem acha... O rapaz que o tocou, desculpando-se, disse: - Eu vi você rezando e eu só queria perguntar se você gostaria de visitar uma Yeshivá. - O que é uma Yeshivá, perguntou nosso herói. O rapaz então respondeu: - A Yeshivá é o lugar onde você aprende sobre D`s. Jeff olhou para mim e continuou sua história. - Quando esse rapaz disse isso foi como se ele tivesse me acertado um soco na cara. Eu tinha acabado de pedir a D`s que se apresentasse a mim e lá estava uma


artigo 3, A tefilá de um ateu :: ::

pessoa me puxando pelo ombro e dizendo “Vamos lá! Eu vou te apresentar a D`s”. Então, claro que eu fui. Mas essa pessoa realmente não merece nenhuma medalha por ter me trazido aqui. Ele não fez nada. Talvez D`s me trouxe aqui. Mas eu quero que você saiba rabino, é bom que você me prove que Ele existe. No final Jeff se inscreveu no Aish Hatorá por seis semanas. Ele acabou se revelando um aluno muito sério e voltou para os Estados Unidos com o compromisso de continuar aprendendo e vivendo uma vida judaica. Um ano depois, Jeff voltou para Israel e contou para mim o final de sua historia. Ele contou que um dia, durante verão anterior, quando ele estava estudando na Cidade Velha, ele viu uma menina religiosa muito bonita andando. Ele pôde dizer que ela era religiosa porque mesmo que estávamos no verão, ela estava vestida com modéstia. Ele falou para si mesmo: - Olha o charme que tem aquela menina judia. Talvez o Onipotente possa me ajudar a conhecer uma boa moça judia como essa. Ele não falou uma palavra para ela. Semanas mais tarde ele voltou para Harvard. Um Shabat de manhã ele estava indo para a sinagoga quando se deparou com a mesma menina que ele tinha visto em Jerusalém. Ele tinha que falar alguma coisa com ela, claro. - Isso não pode ser, disse ele, mas você parece com alguém que eu vi no verão passado em Jerusalém, na Cidade Velha! Ela respondeu: - Sim, eu estava lá sim... e eu vi você também. Você já teve ter imaginado o que aconteceu. Eles agora estão casados e vivendo em Nova Jersey. Jeff era um ateu, mas teve sua “tefilá” respondida imediatamente. Por quê? Só pode haver uma explicação. “O Onipotente está perto de todo mundo que clama por Ele, todos àqueles que os clamam verdadeiramente” (Tehilim, 145:18) A força da sinceridade é tão devastadora que até mesmo um ateu pode atrair a atenção de D`s. Jeff pediu ajuda para D`s numa verdadeira procura pela verdade. Seu pedido foi uma real tentativa de se engajar em um relacionamento com D`s. Uma tefilá dessas, sim, mesmo de um ateu, não pode ser ignorada. makom 10 anos :: 37


:: Artigo 4, A mensagem do time ol铆mpico de h贸quei, 1980

A mensagem do time ol铆mpico de h贸quei, 1980

38 :: makom 10 anos


Artigo 4, A mensagem do time olímpico de hóquei, 1980 ::

Sentei-me para ver o filme “Milagres” com meus acampantes, na colônia de férias onde trabalho. Esperava ver um típico filme sobre esportes. No entanto, uma cena em especial me impressionou, talvez a cena chave que conta a verdadeira história do time olímpico de hóquei dos EUA em 1980. Quando Herb Brooks recebeu o desafio de treinar este time, se deparou com um grande obstáculo, preparar jogadores em idade universitária para jogar contra times profissionais e experientes de outros países. No começo dos treinos, Brooks pediu aos jogadores para se apresentassem aos seus colegas. Esta apresentação seguia sempre o mesmo padrão: O treinador perguntava ao jogador, “Qual o seu nome?”. “Mark Johnson.” “De onde você é Mark?” “De Madison, em Wisconsin.” “Pra quem você joga?” “Para a Universidade de Wisconsin, treinador.” Cada jogador se apresentava da mesma maneira. Nome, cidade de origem e time para qual jogava. Cinco meses antes das olimpíadas, o time teve um amistoso com a Noruega. O placar final foi 3-3, mas ainda assim o treinador Brooks sentiu que seu time não tinha se empenhado ao máximo. Quando o time patinava para fora do gelo, o treinador disse para ficarem no gelo para praticarem uma manobra que se chama “suicida”: patinar da linha do gol até ¼ da quadra, então de volta, depois ao ½ e de volta, ao ¾ e de volta e então ao fundo da quadra e de volta ao gol novamente. Eles treinaram diversas vezes com o treinador sempre repetindo “De novo!”, enterrando assim, as esperanças de que esta seria a última seqüência. O castigo continuou mesmo depois que o diretor do estádio desligou as luzes e o treinador médico alertou sobre possíveis danos aos jogadores. O treinador continuava a gritar “De novo.” Horas se passaram com o time sendo forçado a patinar para frente e para trás sucessivamente. Os jogadores estavam entrando em colapso, estafa, muitos já tossindo ou caindo de cansaço, mas o treinador insistia “de novo!”. De repente, uma voz dentre os jogadores gritou: “Mike Eruzione” O jogador, já sem fôlego, juntou suas forças e mal conseguiu pronunciar: “Massachussets!”. O treinador Brooks imediatamente perguntou: ”Para quem você joga?”.

O capitão do time, Mike Eruzione, com dificuldade disse: “Eu jogo para os Estados Unidos da América!”. O treinador Brooks calmamente anunciou “Já basta.”, eles podiam finalmente ir para o vestiário. Brooks conseguiu fazer com que os jogadores se sentissem como um time e não mais como indivíduos, com passados incomuns, que jogavam separadamente cada um para sua universidade. Esta identidade, unidade, os levou a vencer o invencível time da União Soviética e o ouro das olimpíadas. Esta lição que devemos ter em nossas mentes. O povo judeu tem sido perseguido por milhares de anos. Após cada seqüência de assassinatos e tortura, tudo o que queremos é uma certeza de que finalmente será a ultima vez. Mas então, assim como o treinador gritando “De Novo”, somos forçados à uma nova maré de sofrimentos. Nós sobrevivemos, e pensamos que acabou, mas então ouvimos a voz “De novo!”. Rezamos pela salvação. Que em nossa época incluem: nossos irmãos bombardeados em Sderot ou cidades do Neguev, as pessoas que vivem diariamente com a ameaça do terror, os soldados que arriscam suas vidas diariamente, sinagogas ameaçadas a cada feriado, e o que vier a frente. Se pararmos para pensar sobre a destruição do Beit Hamikdash, que foi destruído por ódio gratuito, pela desunião do povo, talvez devamos levar em consideração os ensinamentos de Mike Eruzione. Nossos sábios do Talmud nos ensinam que assim como o Templo foi destruído por ódio gratuito, será reconstruído com amor gratuito. Talvez, depois de cada rodada de sofrimentos, quando D´us diz “De novo!”, Ele esteja esperando que aprendamos a lição, que ao invés de nos identificarmos como indivíduos com passados distintos ou dentro de nosso pequeno grupo: “Sou reformista”, “sou ortodoxo”, “sou conservador”, “sou ashkenazi”, “sou sefaradi”, e assim por diante, possamos nos ver como um só. Tais polarizações tornam impossível que funcionemos como um time. Não temos a força como indivíduos de vencer nossos desafios que teríamos unidos. Talvez D´us esteja esperando anunciarmos “Sou um judeu!”. Baseado em texto de Dov Moshe Lipman, professor do seminário de rabinos da universidade de Johns Hopkins, Baltimore. makom 10 anos :: 39


:: Homenagem

Com Carinho Nunca tinha escutado a palavra agnóstico até entrar na faculdade e conhecer o Vitor. Para mim, esse termo soava estranho. Aliás, no início éramos estranhos um ao outro; eu por ser uma menina judia religiosa, mas que fazia faculdade e pareceria ser relativamente normal, e ele, por ser um judeu não religioso que achava a religião judaica ultrapassada, associando-a com a imagem de religiosos anciãos das sinagogas do Bom Retiro. Para ele, o judaísmo não combinava com o mundo atual. Durante os quatro anos que passamos juntos na faculdade, sempre fui muito questionada por ele sobre a religião, sobre respeitar o shabat, comer kasher e em como conciliar a vida religiosa com a laica ou empresarial. Mesmo assim, aos poucos fomos percebendo que apesar das diferenças tínhamos muito em comum. Na época, eu frequentava muito o Makom, pelo menos uma vez por semana. Toda vez que ia, pensava o quanto o Vitão iria gostar de lá, com certeza iria se identificar com o approach que o Makom dava para a religião.

Mas, de fato nunca consegui leva-lo até lá. Não sabia como fazer a sugestão, tinha certeza de que ele iria me achar uma louca, pedindo que ele conhecesse um rabino. Apesar de já termos avançado bastante e ele me respeitar bastante com as questões religiosas, tinha certeza que ele não gostaria de ser “lavado” por um rabino! De qualquer maneira, tenho certeza que não seria tão fácil. Ele era o aluno mais brilhante da faculdade, dava monitoria, era conhecido por todos, descolado, simpático, muito bem relacionado e querido por absolutamente todos. Sempre comentava dele para o R. Shlomo, e do rabino para o Vitão, na esperança de despertar nele alguma curiosidade. Até que um dia, ao final da nossa graduação ele me fala: “Ei, to indo para Higienópolis, precisa de carona? Vou no Makom, conhece aquele lugar? Vou conversar com um rabino muito legal, o Shlomo. Conheci ele naquela viagem para Israel, estamos com várias ideias legais!”. E assim, como num passe de mágica, ou melhor, uma pequena intervenção divina, o Vitão finalmente conheceu nossa rica religião judaica de uma forma que ele jamais tinha visto. Ele gostou, e muito! Além de simplesmente conhecer o Makom, se tornou parte dele. Estudava por lá três vezes por semana, participava dos Kabalat Shabat, opinava e sempre trazia ideias para os problemas diários da casa, pensando em formas de fazer o lugar crescer. A maneira como ele se envolvia com a causa, o estava naturalmente tornando-o “presidente” do Makom. Inclusive, chegou a doar uma sala em homenagem a seu avô já falecido. Infelizmente, o Vitão faleceu atropelado pouco tempo depois de se formar, mas tenho certeza que o Makom mudou muito a forma que ele encarava seu judaísmo, e teria crescido muito se tivesse mais tempo. O Makom foi um projeto que ele abraçou a aprendeu a amar em muito pouco tempo, pois deixou uma marca extremamente significativa em sua vida. Para mim, o Makom é motivo de muito orgulho, é um centro onde jovens tem a oportunidade de conhecer a religião judaica de uma forma muito atrativa, uma forma de não perdermos nossos jovens para o mundo laico, uma forma de preservar o crescimento do nosso povo. Fortuna Alfassi Susyn

40 :: makom 10 anos


editorial ::

Encontrando o equilíbrio Dizer que o que todo ser humano busca na vida é se sentir completo pode ser muito simplista nos dias de hoje. Em um mundo em que o jovem da geração “Y” busca constante e incansavelmente mais e nunca está satisfeito com o que tem nem com a velocidade em que as coisas acontecem essa complitude parece algo inalcansável, totalmente fora da realidade. E mais ainda se levarmos em consideração o que as redes sociais nos “ensinam” como padrões de perfeição, o tal do estilo de vida fitness, das viagens sem fim, do principe encantado, dos looks e noites na balada glamourosa. Muitos textos já foram redigidos e publicados sobre essa idealização da realidade e sobre a consequente depressão que os jovens enfrentam em plena flor da idade, a qual é causada pela frustração em que se deparam ao se olhar no espelho e ver que a vida deles está longe de toda essa perfeição. Eu mesma já sofri muito com isso. Para os brasileiros que moram em Israel, segunda feira é sussa. O dia mais infernal é o domingo. Simplesmente porque ele não existe como um dia de lazer, de dedicar tempo à família. Enquanto muitos voltam da praia, nós estamos voltando do trabalho nos lamentando em cima dos lindos pores de sol da Baleia que preenchem nossos feeds do Insta e do Face. Por outro lado, almejar o que o outro tem ou vive com um tom de admiração pode ser muito positivo. É deste desejo, desta admiração, transformada em ambição que surgem os melhores inventos. É da arte de se por no lugar das diferentes pessoas e do que elas passam e necessitam que as melhores soluções para a geração que tudo quer sentir surgem. Mas tem um límite. Nada em excesso é bom. Tudo o que for feito, consumido ou vivido de forma exagerada é perigoso. E esse é o segredo para a vida completa: o equilíbrio. Isso é o que o Makom representou e ainda representa na minha vida. Quando penso nos anos em que me dediquei a publicação das revistas anteriores, a influenciar a vida das pessoas só consigo enxergar o equilíbrio, a serenidade. O Makom me trouxe o que muitos procuram no centro Tadashi, por exemplo. Trouxe-me uma forma de exercer minha profissão de forma plena. Me deu a oportunidade de fazer algo útil e com significado com o meu tempo não só pelo dinheiro, como também pela satisfação de sentir que eu fazia diferença na vida das pessoas. Que ajudava elas a encontrar serenidade, a evoluir e de brinde, eu me encontrava.

O Makom teve grande influência em importantes decisões na minha vida, tais como a Aliá, a escolha do meu marido e do quanto eu queria reger a minha vida de acordo com o judaísmo. Foi lá que eu comecei esta maravilhosa empreitada de me descobrir como amiga (aqui em Israel amigos são tomados como família no sentido de que se, por exemplo, sua amiga acabou de ter um bebê e o marido trabalha o dia inteiro você sai mais cedo do trabalho para cozinhar para ela ou para segurar o bebê enquanto ela toma um banho), companheira, como mãe, como ativista dentro da minha comunidade em Modiin, como profissional e, principalmente como equilibrar tudo isso e encaixá-lo na rotina sem negligenciar nada. E continuo me redescobrindo e equilibrando. Todo día, toda hora, todo ano. Reflito e concluo: “esta semana faço tanto disso”. Na outra, “menos casa, mais marido”. Se não dá certo ou não fiquei satisfeita reformulo a rotina e as quantidades e assim vai. Vou procurando completar todos a minha volta e me completar. Na minha opinião, toda experiência que nos leve a reflexão é boa. Seja ela ótima ou não tão agrádavel, seja ela no trabalho, nas relações amistosas e amorosas, nas viagens ou em qualquer âmbito da vida são enriquecedoras e nos ajudam a descobrir o nosso eu interior ou a redescobrir o novo “eu”. A entender porque não gostamos mais disso ou daquilo. Peraí! Se a gente muda tanto como faz para se sentir completo? Como faz para alcançar o tão procurado equilíbrio nesse turbilhão de emoções? Navegar de um extremo para outro muitas vezes é necessário porque só assim a pessoa consegue enxergar o que não quer para si mesma, o que quer e quanto disso quer. Sinceramente, é isso que eu desejo á todos os jovens. Que a equipe do Makom possa servir de bussóla e de inspiração. Que as aulas sejam fonte de conteúdo para encontrar o equilíbrio e a completude. Que o Makom seja um lugar onde todos possam refletir e se encontrar. Que mesmo quando deixem de frequentar, todas as experiências vividas e os laços criados os acompanhem, os ajudem a se equilibrar por essa maravilhosa jornada em cima da corda bamba chamada vida. Tais I.G. Rolnik

makom 10 anos :: 41


:: atividades makom

Atividades Makom Além das tradicionais aulas de judaísmo, o Makom oferece muito mais que isso em suas duas casas. Os jovens tem a oportunidade de se inscreverem em aulas de hebraico, cursos de violão e de mergulho. Além disso, o Makom também criou programas como “A arte do encontro”, visando uma maior engajamento social e uma formação profissional de palhaços para trabalharem em hospitais. Para possibilitar alunos que não tem disponibilidade de ter aulas à noite, o “Lunch and Learn” tem a proposta

de trazer aulas dinâmicas durante um almoço agradável ao lado da equipe de rabinos. Não se esquecendo das viagens, o programa “Trip 2 You” leva turmas de alunos para lugares como Los Angeles, Nova Iorque e Israel. Já o “The Giver Project” tem por objetivo criar uma nova geração de futuros doadores, dando aos próprios jovens a oportunidade de distribuir verbas entre centros e causas vinculadas ao projeto, dando continuidade a corrente do judaísmo.

Ficou interessado? Confira o site e não perca a chance de fazer parte! www.makom.com.br

42 :: makom 10 anos


SEJA UM PATROCINADOR

E AJUDE NOSSO CENTRO

proporcionar maiS ATIVIDADES PARA TODOS!

ENTRE EM CONTATO conosco: contato@makombrasil.com.br Tel. (11) 3384-9804


Associação Beneficiente e Cultural Makom Rua Goiás, 94 - Higienópolis Tel. 3384-2762 contato@makombrasil.com.br Facebook: MakomBrasil

Profile for Estúdio Zebra

Makom 10 Anos  

Revista Makom 10 Anos

Makom 10 Anos  

Revista Makom 10 Anos

Profile for gibaduo
Advertisement