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GIOVANNI ARRIVETTI DO PRADO RGM:11142102488

REUSO DE CONTAINERS MARÍTIMOS APLICADO A

PORTO MOGI ECOVILLE

MOGI DAS CRUZES 2019


UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

GIOVANNI ARRIVETTI DO PRADO – 11142102488 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II:REUSO DE CONTAINERS MARÍTIMOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Aplicado A Um Empreendimento Residencial Multifamiliar

Professora/Orientadora: Marcilene Iervolino Mogi das Cruzes 2019


GIOVANNI ARRIVETTI DO PRADO

REUSO DE CONTAINERS MARÍTIMOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Aplicado A Um Empreendimento Residencial Multifamiliar Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Mogi das Cruzes, como parte dos requisitos para

Aprovado em:

avaliação do TCC II.

BANCA EXAMINADORA ______________________________________ Profa. Arq. Marcilene Iervolino Universidade de Mogi das Cruzes - UMC ____________________________________

_____________________________________


A Deus primeiramente dedico este trabalho, por sempre me zelar, guiar e dar forças. Dedico também, a minha mãe, que me deu força mesmo sem estar presente em matéria.


AGRADECIMENTOS

Agradeço ao meu pai que me deu a condição de estudar um curso tão magnífico como a Arquitetura e Urbanismo, curso que gosto e com o exercício da faculdade aprendi a gostar ainda mais. Pai, essa oportunidade que me deu ajudou a me fazer um ser humano ainda melhor, não tenho palavras se não o obrigado. Agradeço aos meus avós que me ajudaram de forma incisiva nesses anos acadêmicos, mesmo terminando essa jornada sem o meu avô, sem ele não sei se seria possível, obrigado. Agradeço a minha namorada Daiane Nogueira Gil, que sempre esteve ao meu lado, me dando confiança e suporte. Agradeço ao meu amigo Guilherme Tavares, que sempre esteve ao meu lado, as vezes, muito mais como um irmão do que como um amigo. Agradeço a minha professora Marcilene Iervolino que como orientadora, ajudou na elaboração deste trabalho. A eles e a todos que participaram desta jornada, gratidão infinita.


“O longo caminho do material através da função até ao trabalho criativo tem apenas um objetivo -criar ordem a partir da confusão desesperada do nosso tempo. Temos de ter ordem, colocando cada coisa no seu devido lugar e dando o devido a cada coisa de acordo com a sua natureza.” Ludwig Mies van der Rohe


Resumo Diante de um mundo em que a todas as esferas estão voltadas para a questão de preservação ambiental, isso também engloba a construção civil, que por sua vez tem o dever, através de seus profissionais especializados, de trazer técnicas que sejam, de alguma forma, menos poluentes e que agreguem sustentabilidade. Apesar de, relativamente, nova a construção em container vem há anos se mostrando uma alternativa viável aos métodos convencionais, e por sua vez colabora significativamente com a sustentabilidade no planeta, já que alem de não se utilizar dos recursos naturais que uma obra comum usaria, o seu elemento básico é produto de reciclagem. Ao tocar no assunto de economia de recursos, as vezes, não são levados em consideração os benefícios que a construção em container pode trazer como a flexibilidade do material, a modulação que é possível fazer com dois ou mais containers, além é claro das tipologias que podem ser formadas utilizando o método construtivo. Com o objetivo de trazer a discussão os benefícios que a flexibilidade do material e as tipologias diferentes que um container pode ter, o seguinte trabalho traz a tona estudos que mostram que uma quantidade quase que indeterminada de tipos de construções podem ser realizadas, para tal a exemplificação em forma de projeto que traz um condomínio com dois modelos de habitação que usam containers e que trazem a sustentabilidade como ponto forte. Para tanto, pesquisas, estudos de caso, além de visitas técnicas foram efetuadas, com o objetivo de esclarecer o tema no seguinte trabalho.


Lista de Figuras

Figura 14 - EcologyStore Vila Olimpia

Figura 1 – Aplicação de Revestimento Térmico

Figura 15 - Casa Container Granja Viana, Rodrigo Corbas.

Figura 2 – Tipologia 1

Figura 16 - Frente do Projeto

Figura 3 – Tipologia 2

Figura 17 – Vista Posterior do Projeto

Figura 4 – Tipologia 3

Figura 18 – Imagem Interna com Vista Para o Jardim

Figura 5 – Tipologia 4

Figura 19 – Vista da Decoração

Figura 6 – Tipologia 5

Figura 20 – Planta Baixa - Térreo

Figura 7 – Tipologia 6

Figura 21 – Planta Baixa – Superior

Figura 8 – Tipologia 7

Figura 22 – Vista A-A

Figura 9 – Tipologia 8

Figura 23 – Vista B-B

Figura 10 - Caravelas Portuguesas

Figura 24 – Vista C-C

Figura 11 - MalconMcLean

Figura 25 – Fachada Frontal

Figura 12 - Primeiros Containers

Figura 26 – Fachada Lateral

Figura 13 - Casa de luxo container na Costa Rica

Figura 27 – Perspectiva


Figura 28 – Vista Frontal

Figura 43 – Vista para a Escada

Figura 29 – Vista Posterior do Projeto

Figura 44 – Planta Baixa Piso Inferior

Figura 30 – Terreno Onde foi Implantado o Projeto

Figura 45 – Planta Baixa Piso Superior

Figura 31 – Vista Para Dentro Pela Janela

Figura 46 – Corte Longitudinal

Figura 32 – Planta Baixa - Térreo

Figura 47 – Corte Trasversal

Figura 33– Planta Baixa – Piso Superior

Figura 48 – Frente – Madero Container

Figura 34 – Vista 3D – Piso Superior

Figura 49 – Balcão de Atendimento – Madero Container

Figura 35 – Vista da Cozinha

Figura 50 - Lado Sul Madero Container

Figura 36 – Vista Frontal do Projeto

Figura 51 – Lado Norte Madero Container

Figura 37 – Vista Da Sala de Estar

Figura 53 - Sanitários Madero Container

Figura 38 – Vista Da Frente do Projeto

Figura 54 - Escada Madero Container

Figura 39 – Etapas da Colocação dos Containers

Figura 55 - Sanitários Madero Container

Figura 40 – Vista para o Ateliê no andar de baixo

Figura 56 - Salão Superior

Figura 41 – Vista para o Piso Superior

Figura 57 -Aberturas no Pavimento Supeior Madero Container

Figura 42 – Localização da Casa e do Estúdio

Figura 58 – Aberturas no Pavimento Supeior Madero Container


Figura 59 - Revestimento das Paredes Madero Container

Figura 73 – Abertura Lateral Container Pasta &Burguer

Figura 60 – Revestimento das Paredes Madero Container

Figura 74 - SanitáriosContainer Pasta &Burguer

Figura 61 – Pilar de Sustentação Madero Container

Figura 75 – Serviço Container Pasta &Burguer

Figura 62 - Dutos e Eletrocalhas Madero Container

Figura 76 – Playground– Container Pasta &Burguer

Figura 63 - Dutos e Eletrocalhas Madero Container

Figura 77 - Revestimentos de Parede Container Pasta &Burguer

Figura 64 - Sanitário Superior Madero Container

Figura 78 – Revestimentos de Parede Container Pasta &Burguer

Figura 65 – Sanitário Superior Madero Container

Figura 79 – Revestimento de Piso– Container Pasta &Burguer

Figura 66 - Escadas Madero Container

Figuras80 - Revestimento Container Pasta &Burguer

Figura 67 – Escadas Madero Container

Figura 81 – Porta do Sanitário Container Pasta &Burguer

Figura 68 – Fachada – Container Pasta &Burguer

Figura 82 – Terreno

Figura 69 – Salão do Restaurante – Container Pasta &Burguer

Figura 83 – Topografia

Figura 70 – Localização Com Destaque Para o Local e a Rodoviária – Container

Figura 84 – Destaque ao terreno

Pasta &Burguer Figura 71 – Disposição dos Containers na Fachada – Container Pasta &Burgue Figura 72 – Telhado de Zinco Container Pasta &Burguer

Figura 85 – Vista para o terreno da Avenida Francisco Rodrigues Filho Figura 86 – Vista para o terreno da Avenida YoshiteruOnishi Figura 87 – Vista para o terreno para a Rua Ismael Alves dos Santos


Figura 88 – Entorno do terreno

Figura 100 - Piso Vinilico em Bambu

Figura 89 – Área do terreno na ZDU-I

Figura 101 - Aplicação do Piso Vinílico de Bambu ao piso do container

Figura 90 – Fluxograma Exterior e Interior Un. 1 e 2

Figura 102 - Deck em Ecomaadeira

Figura 91 – Organograma

Figura 103 - Lajota Ecologica

Figura 92 – Distância Entre Locais

Figura 104 –Telha Ecologica

Figura 93 – Aplicação da Lã de Pet

Figura 105 - Sistema de Reuso de Água

Figura 94 – Disposição das Paredes Externas após a Aplicação do Material

Figura 106-Sistema de Tratamento de Esgoto

Figura 95 – Disposição das paredes internas após a aplicação do material

Figura 107-Sistema de Tratamento de Esgoto em Vista

Figura 96 – Teto Verde

Figura 108-PlacaCimentícia

Figura 97 –Brises

Figura 109-PorcelanatoEcostone

Figura 98 – Placa Fotovoltaica

Figura 110-Guindaste para Container

Figura 99 - Aquecedor Solar


Lista de Tabelas

Tabela 1 - Comparativo de valores, alvenaria vs. container Tabela 2 – Orçamento detalhado de construção em container Tabela 3 - Análise de Swot Container Tabela 4 - Análise de Swot Container Granja Viana Tabela 5 - Análise de Swot Container Studio Tabela 6 - Análise de Swot Madero Container Tabela 7 - Análise de Swot Container Pasta &Burguer Tabela 8 – Informações sobre o zoneamento Municipal Tabela 9 – Programa de Necessidades


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................................................................................................9 2 OBJETIVOS .........................................................................................................................................................................................................................................11 2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................................................................................................................................................11 2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO .....................................................................................................................................................................................................................11 3 JUSTIFICATIVA.....................................................................................................................................................................................................................................13 4FUNDAMENTAÇÃO DO TEMA ......................................................................................................................................................................................................................17 4.1 DEFINIÇÃO ...................................................................................................................................................................................................................................17 4.1.1 Sustentabilidade ...................................................................................................................................................................................................................19 4.1.2 Conforto Térmico ...................................................................................................................................................................................................................20 4.1.3 Tipologias ............................................................................................................................................................................................................................21 4.2 ORIGEM ......................................................................................................................................................................................................................................23 4.2.1 Breve Histórico......................................................................................................................................................................................................................23 4.2.2 Container na Construção no Mundo ..........................................................................................................................................................................................24 4.2.3 Evolução no Brasil .................................................................................................................................................................................................................25 5ESTUDOS DE CASO..................................................................................................................................................................................................................................29 5.1 CONTAINER – RODRIGO KIRCK ARQUITETURA...........................................................................................................................................................................................29


5.2 CASA CONTAINER GRANJA VIANA - CONTAINER BOX .................................................................................................................................................................................33 5.3 CONTAINER STUDIO - MAZIAR BEHROOZ ARCHITECTURE .............................................................................................................................................................................37 6 VISÍTAS TÉCNICAS.................................................................................................................................................................................................................................41 6.1 MADERO CONTAINER – MOGI DAS CRUZES ..............................................................................................................................................................................................41 6.2 CONTAINER PASTA & BURGUER ...........................................................................................................................................................................................................46 7 OBJETO DE ESTUDO ................................................................................................................................................................................................................................53 7.1 LOCAL – O TERRENO .........................................................................................................................................................................................................................54 7.2 LOCAL – O ENTORNO ........................................................................................................................................................................................................................56 7.3 LEGISLAÇÃO..................................................................................................................................................................................................................................57 8 CONCEITUAÇÃO DO PROJETO ....................................................................................................................................................................................................................61 8.1 PERFIL DO USUÁRIO ........................................................................................................................................................................................................................61 8.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES ...........................................................................................................................................................................................................62 8.3 CONCEITO ....................................................................................................................................................................................................................................67 8.4 PARTIDO......................................................................................................................................................................................................................................68 8.5 FLUXOGRAMA................................................................................................................................................................................................................................69 8.6 ORGANOGRAMA.............................................................................................................................................................................................................................70 8.7 DETALHES CONSTRUTIVOS .................................................................................................................................................................................................................71 8.7.1 Logistica ..............................................................................................................................................................................................................................71 8.7.2 Conforto Térmico...................................................................................................................................................................................................................71


8.7.3 Eficiência Energética .............................................................................................................................................................................................................73 8.7.4 Materiais Sustentáveis ..........................................................................................................................................................................................................75 8.7.5 Reuso de Água ......................................................................................................................................................................................................................77 8.7.6 Tratamento de Esgoto.............................................................................................................................................................................................................77 8.7.7 Placa Cimentícia ...................................................................................................................................................................................................................78 8.7.Porcelanato Ecostone...............................................................................................................................................................................................................79 8.7.9Içamento de Container ...........................................................................................................................................................................................................79 9 PROJETO ............................................................................................................................................................................................................................................81 10 CONCLUSÃO .................................................................................................................................................................................................................................... 104 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................................................................................................................... 106


CAPÍTULO 1

INTRODUCAO


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1. INTRODUÇÃO O seguinte trabalho apresenta o resultado de uma série de pesquisas que foram feitas para a elaboração de um trabalho de conclusão de curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Mogi das Cruzes e tem como objetivo a elaboração de um empreendimento residencial multifamiliar para ressaltar os containers como uma alternativa real as construções; no momento atual, em que lidamos com uma questão muito presente que é a sustentabilidade. “Com o passar do tempo, o conceito de moradia tornou-se mais amplo. Um dos fatores que tornou isso possível foi a popularidade das causas verdes, como a eco-

métodos que possam trazer a sustentabilidade. A construção em container se faz muito presente a esse tema, já que os containers que são usados em construções, geralmente são deixados em portos para serem destinados a sucata, já que o custo para reenviá-los ao seu local de origem acaba se tornando mais alto do que a compra de um novo. A partir do reuso desse material evitamos assim que esse se acumule e acabe levando um grande período de tempo para se decompor.O tema norteador na elaboração dos estudos foi a sustentabilidade como eixo central, a flexibilidade do material e os vários usos que podem ser feitos do mesmo, os bônus e os ônus de construir utilizando containers marítimos. Durabilidade, manipulação e junção do material tem destaque na pesquisa, pois fazem parte de uma análise.

arquitetura Fatores como economia, superpopulação e migração também resultam em

Tendo esse rumo haverá também a elaboração de um projeto

novas alternativas para se morar. As casas em containers são um grande exemplo da

residencial multifamilair no município de Mogi das Cruzes como implantação do

mudança de comportamento da sociedade.”(BORGES, Rejane. Container Houses – Moradias

método construtivo e o alinhamento da técnica com tecnologias de cunho

Alternativas, Obvious, 2012)

sustentável.

Menos comum na construção há alguns anos, hoje vem se popularizando cada vez mais entre as habitações e outros tipos de edificações. Ainda existem muitas pessoas que tem, de certa forma, um pré conceito a respeito da construção em container, o que tende a acabar com o passar dos anos. Atualmente vemos muito presente a discussão sobre meio ambiente e


CAPÍTULO 2

OBJETIVOS


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2 OBJETIVOS

obter um container que não esteja contaminado, o projeto simples imposto pela forma do container, dentre outros e dessa forma comparar com uma edificação

2.1 OBJETIVO GERAL

de alvenaria. Com as pesquisas realizadas será realizado um projeto residencial multifamiliar com duas tipologias residenciais localizado no município de Mogi das Cruzes.

Trazer através de pesquisas a sustentabilidade que pode ser alinhada com a construção em container e os inúmeros usos que se pode ter através dos containers marítimos, que são usados no transporte de mercadorias e que após o seu uso, são descartados gerando um impacto negativo no meio ambiente. Em relação ao uso, o trabalho traz através dos estudos aqui contidos a demonstração da flexibilidade do material, além das possíveis combinações que a modulação pode trazer para um aglomerado de containers.

2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO Desenvolver um estudo que possa citar os benefícios como principalmente a sustentabilidade, rapidez na conclusão da obra, a relação custo x benefício, economia de material e de mão de obra e resistência; assim como os sacrifícios do uso do container na construção civil,como a decomposição do material em relação a alvenaria, a seleção necessária para

Cabe as pesquisas também trazer uma demonstração da capacidade de flexibilidade do material, além das tipologias presentes na construção com o uso da técnica, a flexibilidade que o material possui, além das tipologias presentes em possíveis modulações.


CAPÍTULO 3

JUSTIFICATIVA


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3 JUSTIFICATIVA

mercado imobiliário sinalizam para uma maior valorização do terreno, em relação terrenos com casas já implementadas, para sua implantação basta

A construção com a utilização de container se deu principalmente pelo

apenas apoio nos cantos como explica Arthur Norgren em entrevista a Gabriel

descarte das caixas de aço que se dava nos portos, com isso a oportunidade de

Bonafé: “Os containers se apoiam nos quatro cantos, então é possível calçá-

reciclagem despertou o interesse arquitetônico de aliar aqueles depósitos para

los' (BONAFÉ, Gabriel. AECweb, 2016)

transporte marítimo a casas e outros tipos de edificações. A reciclagem que se

Os containers são como blocos que por sua vez são projetados para

fez presente nesse caso é uma crescente no mundo há alguns anos, devido ao

serem empilhados, como na construção de um muro. Quando utilizamos do

grande abandono desse material, como destaca o Portal Met@lica :"...após

mesmo para a construção de edificações, isso se torna mais um ponto positivo,

determinado tempo de uso, eles (containers) se tornam inutilizáveis gerando

haja vista que empilhados podem trazer uma maior variedade de projetos a

um cemitério de contêineres abandonados." (PORTAL MET@LICA, 2015)

serem desenvolvidos, além da facilidade da colocação dos mesmos, como

Alguns fatores pesam para que métodos novos sejam implementados, tais como uma maior rapidez na obra elaborada, nos métodos tradicionais a rapidez é dificilmente alcançada já que existem períodos que obrigatoriamente devem ser respeitados como o processo de secagem do cimento, a cura que é necessária ao concreto nas edificações que levam o material, dentre outros

ressaltado no portal AECweb por Gabriel Bonafé: "Por ser uma estrutura modular, possui maior velocidade na execução do projeto em comparação a métodos convencionais. Dispensa, ainda, o canteiro de obras.A preparação da estrutura é feita na fábrica e in loco, dependendo das

processos; outro benefício trazido por técnicas alternativas de construção, e o

características de cada projeto — como as dimensões do container utilizado.

mais importante tendo em vista os altos índices de poluição no mundo, é a

Guindastes e caminhões muncks transportam o material para o local de

sustentabilidade, além de uma economia de mão de obra.

instalação.(BONAFÉ, Gabriel. AECweb, 2016)

Em relação aos containers alguns fatores a mais podem ser colocados como estimulantes para o uso da técnica. Em alguns casos, quando você implanta um container em um terreno, você pode removê-lo quando bem entender, isso traz o beneficio da mobilidade e valorização do bem, dados do

A arquitetura realizada a partir de containers nasceu, justamente, com o intuito de ser uma alternativa às obras tradicionais, mais rápida,e principalmente sustentável e mais limpa. O que verdadeiramente foi comprovado a partir de quando foram iniciadas as obras do tipo. O custo


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relativamente mais baixo, vem como a grande vantagem da construção, apesar

dejetos, economia de água, assim alinhando componentes econômicos, sociais

de que em estudos recentes, a construção aparece como pouco vantajosa em

e ambientais.

relação a construção em alvenaria, já as empresas especializadas trazem como garantia um menor preço no que se refere as construções em alvenaria. Para demonstrar os benefícios sustentáveis, limpeza de obra e as soluções trazidas pela construção modular, o trabalho trará como exemplo um empreendimento residencial multifamiliar. O empreendimento tem como função principal trazer a aplicação da técnica construtiva a um empreendimento, que, ressaltara sobretudo a sustentabilidade que pode ser aplicada. Existem nos dias de hoje dados que alertam para a necessidade da preservação do planeta, e a partir destes, serão aplicados métodos de tecnologias que tornem o projeto o mais sustentável possível. A conferenciaEco-92, que colocou em pauta a forma com que a sociedade lida com o planeta e os seus recursos, estabeleceu mesmo que de forma primária o conceito de desenvolvimento sustentável. Desde então foram procurados moldes para que houvesse um alinhamento entre componentes econômicos, sociais e ambientais, pois seria impossível manter os recursos naturais se todos almejassem o desenvolvimento dos países ricos.(SENADO,2019) A elaboração do trabalho tem relação direta com o que foi discutido na conferencia, haja vista que trata-se de economia de recursos, menor geração de entulho, menor valor de construção, menor consumo de energia, redução de


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CAPÍTULO 4

FUNDAMENTACAO DO TEMA


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4FUNDAMENTAÇÃO DO TEMA

para tornar mais rápidas e baratas as construções de restaurantes pelo Brasil. No mundo são comuns as construções que usam a técnica e se tornaram pontos

4.1 DEFINIÇÃO

turísticos, como destaca o Correio Braziliense: "Na região portuaria de Docklands (Inglaterra), um conglomerado de

Container marítimo é a forma utilizada hoje para o transporte de

contêineres de vários formatos, encaixados flexivelmente, formam uma construção

cargas, portanto, muitos são fabricados diariamente, assim fazendo com que

versátil, conhecida como "Container City. Já em Buenos Aires, na Argentina, o shopping

sejam inutilizados na mesma escala. Eles possuem uma vida útil de

Quo Container Center, construído com 57 contêineres de diversas cores, chama a atenção

aproximadamente oito anos de transporte marítimo, como descrito no portal

de turistas. Em Amsterdã, na Holanda, uma empresa concluiu a maior vila mundial de

eletrônico UGREEN: "Os containers possuem resistência a incêndios e chuvas, e sua vida útil para esse mercado é de, aproximadamente, 8 anos. "(UGREEN, 2017). Entretanto após o uso no mercado marítimo, os containers são descartados, não sendo utilizados mais no mercado náutico. A partir do descarte os mesmos tem uma durabilidade de até cem anos, como descrito pelo portal eletrônico UGREEN:"No entanto, após o uso no mercado náutico, esses containers são descartados e podem durar até 100 anos. Sendo assim, essas caixas de metal são descartadas na natureza e passam o resto de suas “vidas” inutilizadas." (UGREEN, 2017) Visando a reutilização desse material, como forma de reciclagem, uma tendência que está muito em alta nos últimos tempos é a construção em container, que se tornou algo sustentável e com inúmeras vantagens.Hoje é muito mais comum observarmos construções utilizando containers, podemos usar como exemplo a franquia de restaurantes Madero que aderiram a técnica

contêineres, em 2006, que tem, ao todo, mil unidades. (CASTRO, Tatiana. C.Braziliense, 2018)

Alguns dados da construção em container impressionam, como os seguintes, uma construção com a utilização de container pode durar cerca de 100 anos, com os devidos cuidados podem durar até mais, o gasto com a construção em container pode trazer uma economia de em média 35% em comparação com uma construção convencional, o lixo que é retirado de uma obra com a utilização de containers chega a ser até 98% menor, existe a economia de revestimento externo, já que o container é acabado na parte externa. (Rentcon, 2018) Em relação ao custo, tudo pode ser considerado relativo, já que o preço de uma construção depende muito do propósito que ela terá, do uso e das necessidades dos clientes. Portanto é usada pelos construtores uma média de


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Tabela 1 - Comparativo de valores, alvenaria vs. container.

35% de economia em relação a uma construção convencional, em entrevista a revista "Casa e Jardim", PerciHultmann explicou a economia no custo de uma construção utilizando containers: O maior atrativo costuma ser o custo da construção, que fica cerca de 20% a 40% menor em relação a uma casa de alvenaria do mesmo tamanho e com os mesmos acabamentos. “Comparada a uma obra de alvenaria com orçamento entre R$ 2 mil e R$ 2.500 o m², a

Edificação em alvenaria padrão Área = 25m²

Custo

Edificação em Container Área = 25m²

Custo

Pelo Sinduscom SP o Custo Unitário da Construção Cívil em Setembro de 2018 é de em média R$1.365,94/m²

R$ 34.148,50

Container High Cube 40 pés (fonte:Mercado Livre)

R$ 11.400,00

Arquitetura e Construção - Elétrica 5% a 7% do total

R$ 1.707,43

Transporte a partir do Porto de Santos (fonte:Mercado Livre)

R$ 850,00

Arquitetura e Construção Instalações Hidrosanitárias 7% a 11% do total

R$ 2.390,40

Arquitetura e Construção - Pintura 0,5% a 1% do total

R$ 170,74

economia é de 20%, incluindo o gasto com transporte, tratamento térmico e acabamentos”, diz Sergio (preço referente a abril de 2015). “O

TOTAL

R$ 38.417,06

Revestimento interno em gesso acartonado R$50,00/m²(fonte:Blog do Gesseiro) Isolamento térmico em lã mineral R$17,30/m² (fonte: Leroy Merlin) Esquadrias - 2 Janelas R$1953,80 e 1 Porta R$822,90 (fonte: Leroy Merlin) TOTAL

R$ 3.750,00

R$ 1.297,00

R$ 2.776,70 R$ 20.073,70

Fonte: Do Autor.(2018)

melhor é a praticidade da obra, sem a necessidade de fundação, as dores de cabeça e os imprevistos.” Para a instalação dos contêineres

Existem os containers de 20 e 40 pés e os dois possibilitam a

no terreno, segundo Perci, basta fazer as bases de concreto, de 30 x 30

construção, as medidas são respectivamente 2,4m de largura por 2,9 de altura

cm, em cada ponta, e duas no meio, um centímetro mais alta para

por 6,1 de comprimento ea mesma medida, porém com 12 metros de

compensar a longarina que existe nasquinas. (DÊGELO, Marilena. Revista Casa e Jardim, 2018)

comprimento, nas versões High Cube. Diante da tabela anteriormente vista, um orçamento foi solicitado para efeitos também de comparação. O orçamento foi cedido pelo Grupo IRS no dia 1 de Outubro de 2018.


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Tabela 2 – Orçamento detalhado de construção em container

Existem, mesmo no Brasil, edificações que utilizam a técnica que inclusive ganharam prêmios de caráter sustentável, é o caso de uma residência situada na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, desenvolvida pela própria proprietária Egli Munhoz, também é o caso do escritório denominado apenas por "Container", do escritório Rodrigo Kirck Arquitetura, que conquistou o premio ArchitizerAwardsem 2017, e um dos fatores responsáveis pelo premio é o forte apelo sustentável que há na obra em Itajaí. Com a elaboração do projeto de empreendimento residencial multifamiliar em container um dos objetivos é trazer para o projeto, que será a conclusão deste estudo, o máximo de pontos possíveis para uma certificação LEED HOME, já que se trata de um projeto de caráter residencial,para tal são analisados alguns requisitos que entre outros são: a iluminação natural,

Fonte: Grupo IRS (2018)

4.1.1 Sustentabilidade

redução de resíduos, o uso eficiente da água, sistemas de irrigação, entre outros. E para que haja êxito na obtenção dos requisitos é extremamente importante que haja a implantação de tecnologias e materiais que propiciem esses pontos.

Já tendo por si só o container como material considerado sustentável

Portanto alguns pontos não podem ser deixados de lado na elaboração

por ser retirado de uma situação de descarte para ser utilizado como material

do projeto, como a eficiência energética, o reuso de água, a utilização de

de construção, também existemoutras técnicas sustentáveis que podem ser

materiais provenientes de reciclagem ou ecologicamente corretos além da

aliadas a construção com container para que haja uma construção com alto

redução de resíduos dos utilizadores da edificação, tudo isso aliado com o

índice de sustentabilidade.

conforto dos usuários.


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4.1.2 Conforto Térmico

busca por uma técnica de isolamento térmico, a mais comumente usada é a técnica que usa mantas de lã de materiais como rocha, vidro e até PET. Segundo

Uma preocupação recorrente neste tipo de construção, e com muita

Nakamura(2018), o material é introduzido entre o aço do container e o

razão, é a questão do conforto térmico, isso por que o método de construção

revestimento das paredes internas, que por exemplo, podem ser drywall ou

envolve um material que é um ótimo condutor de calor, que no caso é o aço,

laminas de madeira que dão o apoio necessário ao revestimento isolante.

além disso, é um péssimo absorvente acústico. Vale lembrar que a construção em container, assim como outra qualquer, tem que cumprir com os parâmetros

Figura 1 – Aplicação de Revestimento Térmico

de conforto estabelecidos pela NBR15.575(2013). Para que haja êxito na questão do conforto térmico algumas técnicas são utilizadas, é possível citar desde os vários revestimentos isolantes possíveis que são colocados durante a construção, como a lã de rocha, por exemplo, até a escolha por um container diferente, que já vem com isolamento térmico, como cita Juliana Nakamura no site AECweb: A escolha do tipo de módulo de aço também impacta o desempenho térmico da edificação. Há dois tipos de containers mais utilizados para construções permanentes: o marítimo comum, fabricado com aço corten, e o container reefer, usado para transportar carga congelada e que já vem de fábrica com isolamentos térmicos incorporados..

(NAKAMURA, Juliana.AECweb, 2018)

Pelo fato de a maior parte dos containers disponibilizados no mercado serem do tipo convencional, na maioria das vezes é necessário que haja uma

Fonte: Guia Casa Container(2017)

O engenheiro Olavo Fonseca Filho, em entrevista a Nakamura (2018), diz que o uso dessas mantas nas construções em container é indispensável, haja vista que todos os locais do container devem ser revestidos como paredes piso e


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forro, para que haja assim uma boa densidade que no mínimo há de ser

Figura 2 – Tipologia 1

30kg/m³. Com isso será possível alcançar um melhor comportamento térmico, além de acústico também.

4.1.3 Tipologias

Fonte:Do Autor(2018)

A segunda tipologia demonstra uma residência simples como a Sobre as possibilidades disponíveis na técnica construtiva existem várias tipologias que podem ser utilizadas, já que tudo dependerá do layout

anterior, feita em um container de 40 pés, porém com posições de cômodos diferentes. Figura 3 – Tipologia 2

escolhido por quem elaborará o projeto. Quando aumentamos o número de containers no projeto, a quantidade de tipologias disponíveis cresce respectivamente, pois novas combinações geram uma oportunidade maior de tipologias. Com o intuito de demonstrar algumas tipologias possíveis de serem

Fonte:Do Autor(2018)

elaboradas com a utilização da técnica, algumas delas serão demonstradas a seguir.

A terceira tipologia mostra uma residência simples, feita em um A primeira tipologia demonstrada é a de uma residencia simples, feita

container de 40 pés, porém com dois dormitórios.

em um container de 40 pés com um dormitório, sala de estar e jantar acopladas

Figura 4 – Tipologia 3

com a cozinha.

Fonte:Do Autor(2018)


22

A quarta tipologia mostra um container de 40 pés sendo usado como um

Figura 7 – Tipologia 6

escritório, contendo também sanitários. Figura 5 – Tipologia 4 Fonte:Do Autor(2018)

As duas ultimas tipologias são sobre containers de 20 pés e podem ser consideradas opções ao setor hoteleiro para acomodações de baixo custo. Fonte:Do Autor(2018)

Figuras 8 e 9 – Tipologias 7 e 8 A quinta tipologia mostra um container de 40 pés sendo utilizado como uma pequena loja de roupas, com dois provadores. Figura 6 – Tipologia 5

Fonte:Do Autor(2018)

A sexta tipologia mostra um container de 20 pés sendo utilizado como um pequeno bar, ou local em que são vendidos alimentos.

Fonte:Do Autor(2018)


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4.2 ORIGEM

Segundo Levinson (2006) um americano chamado MalcomMcLean(19132001) dono de um pequeno negócio de transportes, fazia com que seu negócio crescesse mais e mais no norte dos Estados Unidos, durante as entregas que

4.2.1 Breve Histórico

fazia, percebia o quão demorados eram os carregamentos e descarregamentos

Segundo Fonseca (2010) o transporte marítimo sempre aconteceu na

como eram feitos, de forma braçal. Figura 11 - MalconMcLean

história da humanidade, desde as caravelas que iam buscar especiarias,dentre outros lugares, nas índias. Desde o seu inicio sempre foi feito de forma desorganizada. Figura 10 - Caravelas Portuguesas

Fonte: Mehr Container (2015)

Ainda segundo Levinson(2006) em 1937 Malcom teve uma idéia de um trailer que tivesse tamanho padrão, e que pudesse ser transportado em grande Fonte: VORTEXMAG (2017)

Com a revolução industrial a questão relativa à falta de organização nos transportes marítimos se tornou um problema maior do que já era, porém nada foi feito, nenhuma solução foi encontrada. (FONSECA, 2010)

quantidade pelos mares, diferentemente dos caminhões, que tinham sua carga limitada a um ou dois desses volumes. Em 1955 o empresário vendeu sua empresa no ramo de transporte rodoviário e se dedicou somente aos containers. Formatos eram testados a fim de encontrar o ideal para o transporte marítimo. O sucesso foi verdadeiramente estrondoso, pois havia uma economia de no


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mínimo 25% em relação as outras formas de trabalho, outro ponto que

fossem menos agressivas para com o meio ambiente, inclusive materiais e

chamava a atenção era a segurança, pois oferecia à carga uma forma

processos construtivos menos agressivos ao meio ambiente. Com toda essa

extremamente organizada de transporte. Os containers na época tinham 33 pés

questão sendo intensificada, em 1972 foi realizada a conferencia de Estocolmo,

de área, o que mudou em 1968 com a ISO 1987 que definiu os tamanhos em 20 e 40

que teve como objetivo conscientizar a sociedade a ter uma melhor relação com

pés.

o meio ambiente e assim garantir que as necessidades sejam atendidas no Figura 12 - Primeiros Containers

futuro, garantidas pela população do presente. No início os containers eram usados como abrigos e soluções rápidas para sanar problemas resultantes de catástrofes e guerras, como descrito pelo portal Met@alica: No início os containers eram designados para servirem de abrigos improvisados para vitimas de catástrofes naturais, tais como terremotos e também para guerras, como foi utilizado na guerra do Golfo em 1991, onde também era utilizado para transportar prisioneiros iraquianos (PORTAL METALICA, 2015).

Fonte: Mehr Container (2015)

4.2.2 Container na Construção no Mundo Com a estabilização do container no transporte marítimo, segundo Passos(2009), veio também a intensificação das questões relacionadas ao meio ambiente que resultaram em uma busca por novas formas de construção que

Após um longo período sendo usadas com essa utilidade, as construções começaram a acontecer na Inglaterra, após haver por anos o acúmulo de containers em pátios, surgia o interesse pela técnica construtiva como destaca a revista "Casa e Jardim:


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A onda de transformar contêiner em casa começou no início deste

Figura 13- Casa de luxo container na Costa Rica

século, na Inglaterra. Depois de usadas por oito anos para o transporte de cargas, as caixas de aço abandonadas em pátios junto a portos e terminais de trem despertaram o interesse de pessoas preocupadas com o reaproveitamento de materiais, prevendo a escassez de matéria-prima não renovável no futuro. Como o aço tem vida longa, alguns arquitetos decidiram adaptar os contêineres para moradia. A ideia ganhou repercussão e adeptos em todo o mundo repetiram a experiência, criando novas formas e possibilidades para a construção de casas.

Fonte: Minha Casa Container (2015)

(DÊGELO, Mariana. Revista Casa e Jardim, 2015) A partir daí os containers passaram a ser vistos como uma alternativa sustentável às construções habituais, e com isso começaram a ser implantados na Europa e Japão. Tanto na Europa quanto na América do Norte o uso de containers na construção civil é muito comum em diversas utilidades como lojas, escritórios, alojamentos, sendo muito mais do que somente residências. Nos Estados Unidos o uso de containers não está relacionado á casas de baixo custo, um exemplo disso é que podemos encontrar casas de luxo construídas nos Estados Unidos como mostra a Oficina do Container (2016).

4.2.3 Evolução no Brasil No inicio era possível observar no Brasil os containers tendo um uso rudimentar, tendo como utilidade escritórios e depósitos em canteiros de obras, bares improvisados, alem de guaritas e coisas do tipo. Com o conceito crescendo no resto do mundo a idéia foi trazida ao Brasil através de protótipos trazidos por feiras e eventos de arquitetura e Decoração. Por isso no Brasil o uso de Containers na construção civil é recente, a primeira edificação feita por containers nos moldes que já haviam em outros países, foi a Container EcologyStore na Vila Olimpia em São Paulo.


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Figura 15 - Casa Container Granja Viana, Rodrigo Corbas. Figura 14 - EcologyStore Vila Olimpia

Fonte: TREND TO INSPIRE (2011)

Fonte: Pensamento Verde (2013)

O arquiteto Danilo Corbas foi o arquiteto responsável pela primeira

O Brasil chegou ao ápice na construção em container quando um

residência feita no Brasil, residência essa, que foi feita para o seu próprio uso, a

brasileiro foi indicado ao Oscar da Arquitetura, o prêmio ArchtizerAwards em

casa fica localizada na Granja Viana em São Paulo. O arquiteto chamou a

2017, o arquiteto Rodrigo Kirck, quando projetou um escritório de arquitetura

atenção com a construção da casa e se tornou um dos profissionais mais

localizado na cidade de Itajaí no litoral de Santa Catarina.

competentes da área no Brasil. Os containers foram se popularizando a partir daí, hoje é comum construções do tipo no Brasil, Existe até uma rede de restaurantes que optou pela franquia em container por oferecer um menor custo, além da sustentabilidade.


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CAPÍTULO 5

ESTUDOS DE CASO


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5ESTUDOS DE CASO

energia no meio do dia é bem reduzida já que a iluminação que entra é bem satisfatória. A estrutura foi feita com quatro containers marítimos que iriam

5.1 CONTAINER – RODRIGO KIRCK ARQUITETURA Arquitetos: Rodrigo Kirck Arquitetura Localização: R. Tubarão, 182 - Fazenda, Itajaí - SC, 88301-470, Brasil Arquiteto Responsável: Arq. Urb. Rodrigo Kirck Área: 135.0 m2 Ano do projeto: 2016 Fotografias: Alexandre Zelinski Figura 16-Frente do Projeto/Figura 17 – Vista Posterior do Projeto

para o ferro velho, pois não tinham mais serventia. O arquiteto decidiu usá-los como base e segundo ele houve uma economia de 60% em relação á mesma obra feita por métodos convencionais. O projeto levou três anos aproximadamente para chegar a esses 135 metros quadrados de área que possui. No teto da edificação existe um jardim que ajuda para que a temperatura seja regulada na parte de dentro, utilizando assim, menos o ar condicionado, além de efetuar o trabalho de captação de água das chuvas para reuso dentro da própria edificação e ter um reservatório de águias pluviais diminuindo assim o consumo da água.

Figura 18 – Imagem Interna com Vista Para o Jardim/Figura 19– Vista da Decoração

Fonte: Archdaily (2016)

O projeto fica localizado em Itajaí em Santa Catarina e é usado por um escritório de arquitetura. Tudo desde a fundação é voltado para a sustentabilidade, dentro da edificação existe uma abertura aonde ocorre a circulação vertical, que é localizada bem ao meio, por isso a utilização de

Fonte: Archdaily (2016)


30

O arquiteto frisa que por se tratar de um escritório de arquitetura, se

Figura 21 – Planta Baixa – Superior/Figura 22 – Vista A-A

trata de um estúdio criativo de onde saem projetos diferentes, portanto fora do lugar comum deixando claro que o ser é mais importante que o ter. No térreo podemos observar uma sala de reuniões na parte inferior esquerda da planta, ao seu lado o servidor e uma sala de atendimento ao cliente. Na parte superior da planta temos da esquerda pra direita, a entrada, os banheiros e a cozinha. Figura20 – Planta Baixa - Térreo Fonte: Archdaily (2016)

Figura 23 – Vista B-B/Figura 24 – Vista C-C

Fonte: Archdaily (2016) Fonte: Archdaily (2016)

Na planta superior podemos observar o escritório com destaque para o deck na parte superior direita da ilustração.


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Figura 25 – Fachada Frontal/Figura 26 – Fachada Lateral

ANÁLISE O projeto apresenta uma das maiores virtudes da construção em container que é a sustentabilidade, ao observarmos que cada coisa foi pensada em um determinado fator geralmente voltado a sustentabilidade, esse com certeza é um ponto positivo pro projeto. A economia de 60% na construção pode ser considerada também um ponto positivo, já que além de reaproveitar algo

Fonte: Archdaily (2016)

que tinha como caminho certo o ferro velho, houve a substituição do que seriam Figura 27 – Perspectiva

materiais de construção, por materiais de certa forma reciclados. O interior do projeto traz muito da simplicidade e rusticidade do container, com acabamentos que mesmo simples trazem uma grande sensação de refinamento, o que de certa forma acaba trazendo conforto aos funcionários que ali trabalham. Muito difícil achar pontos negativos em um projeto indicado ao ArchtizerAwards, porém ao observar as fotos é possível destacar que a movimentação entre os desktops na parte superior é um pouco pequena, dificultando assim o acesso de uma pessoa com dimensões um pouco maior, Além disso, não há a acessibilidade que deveria existir, por mais que seja um projeto feito de reuso de materiais, deveria haver algo que possibilitasse o acesso a uma pessoa de cadeira de rodas, portanto considero mais um ponto

Fonte: Archdaily (2016)

negativo.


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Tabela 3 - Análise de Swot Container

No geral é uma edificação que apresenta aspectos mais positivos do que negativos, justamente por trazer a tona um assunto que é de grande valia

Análise de Swot

para a sociedade atual que é a sustentabilidade. Essa sustentabilidade é interessante para o proprietário, por que se traduz em economia financeira o que muitas vezes compensa um possível investimento a mais na hora da construção, investimento esse que não ocorre na edificação citada.

Força A principal força do projeto é a sustentabilidade, já que desde o inicio tudo foi voltado pra esse tema

O arquiteto trouxe ao projeto um ponto que pode ser considerado uma força, em todos os pontos do projeto é possível encontrar pontos que estimulam a criatividade dos usuários

Fraqueza A principal Fraqueza do projeto é a falta de acessibilidade, seria aceitável a uma residêcia, porem se trata de um ambiente de trabalho A privacidadepode ser citada como fraqueza, já que não é possível observar nenhum tipo de cortina na parte frontal da edificação, o que a noite pode ser um problema A difícil locomoção entre as desktops pode ser observada ao analisar o projeto, isso pode ser considerado uma fraqueza já que podem ocorrer acidentes durante o dia de trabalho.

Oportunidades

Ameaças

Pode ser considerada uma oportunidade o acesso dos usuário a parte do jardim instalado no teto, pode fazer parte da questão da estimulação a criatividade

O guarda corpo de vidro localizado próximo as cadeiras pode ser considerado uma ameaça, haja vista que a movimentação das cadeiras pode ocasionar possíveis acidentes.

Fonte: Do Autor


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5.2 CASA CONTAINER GRANJA VIANA - CONTAINER BOX

cidade de São Paulo, e viu na utilização dos containers uma solução para construir a sua nova casa, como disse em entrevista à Casa Vogue:

Arquitetos: Container Box

”Eu estava em busca de uma mudança de estilo de vida, morava em São Paulo,

Localização: Cotia, Brasil

no agito da Vila Madalena, e então encontrei este terreno na Granja Viana e só

Autor: Danilo Corbas

tive que negociar com minha esposa, que é diretora de arte e logo topou a

Área: 196.0 m2

ideia!" (CORBAS, Danilo. Revista Casa Vogue, 2017)

Ano do projeto: 2011 Figura 29 – VistaPosterior do Projeto

Fotografias: Plínio Dondon

Figura 28 – Vista Frontal

Fonte: Archdaily (2016)

Em 2009 o arquiteto projetou a casa, dando início a construção no ano de 2010 e em 2011 finalizou o projeto. Com isso o arquiteto se tornou o primeiro no Brasil a projetar em containers marítimos. Foram utilizados na construção Fonte: Archdaily (2016)

O Arquiteto Danilo Corbas conta que pretendia morar em um lugar mais tranqüilo já que morava na Vila Madalena, local de grande movimentação na

quatro containers marítimos do tipo High Cube que possuem doze metros de comprimento por dois e meio de largura, e dois metros e noventa centímetros de altura aproximadamente. O terreno possui área de 860 metros quadrados e fica localizado em um condomínio residencial na Granja Viana.


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Figura 30 – Terreno Onde foi Implantado o Projeto

Figura 31– Vista Para Dentro Pela Janela/Figura 32– Planta Baixa - Térreo

Fonte: Archdaily (2016)

Fonte: Archdaily (2016)

Figura 33– Planta Baixa – Piso Superior/Figura 34– Vista 3D – Piso Superior

A edificação possui três quartos, sala de estar, sala de jantar, cozinha gourmet, escritório, três banheiros, área de serviço, garagem coberta, além de varandas, que somados chegam a uma área de 196 metros quadrados. Para a instalação dos containers foi necessária uma fundação que é econômica, sendo composta por sapatas isoladas, pequenas e rasas que não necessitaram do uso de armação ou ferragens. Fonte: Archdaily (2016)


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Figura 35– Vista da Cozinha/Figura 36– Vista Frontal do Projeto

ANÁLISE

Assim como já é comum em projetos com containers um fator muito positivo é a sustentabilidade, que está presente de varias formas diferentes nesse projeto. Desde as lâmpadas de LED até o reservatório que filtra e armazena água de reuso a sustentabilidade se vê bem presente nesse projeto. O projeto chama a atenção por ser o primeiro desse tipo no Brasil ,tornando o arquiteto pioneiro no país. A forma como foram sobrepostos, dois na vertical e

Fonte: Archdaily (2016)

Figura 37– Vista Da Sala de Estar

dois na horizontal possibilitou aumentar a área construída com pouco material comum(cimento, areia, etc.).Pode se considerar um ponto negativo a questão da decoração, já que a idéia era trazer ao projeto algo como industrial, não vemos muitas partes de container a mostra, isso compactuaria muito mais com o conceito de decoração proposto. O que podemos ressaltar como positivo na decoração é a utilização de artefatos de decoração de origem sustentável, como o tampo feito com 75% de material reciclado, a cadeira feita de pet, entre outros, por ai vemos que a sustentabilidade vai muito além da escolha dos

Fonte: Archdaily (2016)

materiais e das utilidades propostas pelo projeto. Um dos problemas comuns em edificações feitas com containers é a questão térmica que pode trazer certos desconfortos dependendo do clima, e nesse projeto foi bem solucionada por meio de ventilação cruzada, teto verde e a preservação das árvores já presentes no terreno. De forma geral o projeto


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corresponde às expectativas tanto de sustentabilidade, como de economia de

Tabela 4 - Análise de Swot Container Granja Viana

gastos. Além de ser um bom projeto em si, proporcionaria às pessoas uma vida

Análise de Swot

igualmente confortável a vida de uma pessoa que mora em uma casa que usou métodos tradicionais de construção.

Força

Fraqueza

A sustentabilidade que foi aplicada ao projeto, haja vista Muitas vezes na parte interna do container, que muitos dos materiais são de origem reciclável, além principalmente na área superior, não é possível verificar de materiais para eficiencia energética e redução no o uso do acabamento do container como item de consumo de água decoração. O que é comum em projetos do tipo.

A ventilação, já que podemos observar que há Ausência visual de um maior isolamento térmico na área ventilação cruzada, por conta das aberturas em todos os do teto verde, na parte superior da edificação lados da edificação

Oportunidades

Ameaças

Uma maior utilização do terraço, já que se trata de uma área que pode ser utilizada de uma forma melhor.

Uma fachada com cores mais claras para aumentar a refração solar, assim diminuindo a temperatura conduzida pelo metal

Fonte: Do Autor

Justamente pelas tantas aberturas citadas como força do projeto, pode ser que haja um excesso de luz solar dentro da edificação, aquecendo assim os ambientes.


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5.3 CONTAINER STUDIO - MAZIAR BEHROOZ ARCHITECTURE

americanos. No briefing a cliente fez certas exigências como uma estrutura simples que ao mesmo tempo fosse convidativa e reflexiva.

Arquitetos: MaziarBehrooz Architecture Localização:Amagansett, NY, Estados Unidos Área: 78,03 m2 Ano do projeto: 2010 Figura 38– Vista Da Frente do Projeto

A solução que o escritório achou foi a implantação de dois containersdo tipo High Cube que possuem doze metros de comprimento por dois e meio de largura e dois metros e noventa centímetros de altura aproximadamente. Cada um custou por volta de dois mil e quinhentos dólares americanos já entregues no endereço. Eles foram empoleirados sobre uma parede de dois metros e setenta e quatro centímetros. Figura 39– Etapas da Colocação dos Containers

Fonte: Archdaily (2013)

Uma cliente consultou o arquiteto sobre a disponibilidade de construir um estúdio de arte próximo a sua casa, casa essa que também foi projeto do mesmo arquiteto. Ela precisava de no mínimo sessenta e cinco metros quadrados de área útil e tinha um orçamento restrito a sessenta mil dólares

Fonte: Archdaily (2013)


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Com os containers já colocados, 75% do piso foi cortado, o que colaborou com o pé direito alto, com isso o ateliê de pintura foi movido para a parte de baixo, o acesso ocorre por meio de uma escada que serve também como um espaço de transição e para que quem transite por lá possa admirar as obras de arte dispostas. Figura 40– Vista para o Ateliê no andar de baixo/Figura 41– Vista para o Piso Superior Fonte: MB Architecture (2013)

Figura 44– Planta Baixa Piso Inferior/Figura 45– Planta Baixa Piso Superior

Fonte: Archdaily (2013)/MB Architecture (2013)

A cor escolhida foi o carvão escuro, cor essa que é a mesma da casa da cliente que também é um projeto do mesmo escritório.

Fonte: MB Architecture (2013)

A área azul corresponde á área em que estão os containers, a branca é alvenaria. Figura 42– Localização da Casa e do Estúdio/Figura 43– Vista para a Escada


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Figura 46– Corte Longitudinal/Figura 47– Corte Trasversal

Visando o projeto como um todo, podemos dizer que os objetivos da cliente foram alcançados e que é uma excelente inspiração para projetos da área. Tabela 5 - Análise de Swot Container Studio Análise de Swot

Fonte: MB Architecture (2013)

ANÁLISE Diante do desafio de um estúdio que tivesse necessariamente uma estrutura simples, convidativa e reflexiva o escritório entregou uma edificação que atrai pelo diferente, pelo contraste do preto carvão de fora com o branco simples de dentro, isso faz dele um projeto convidativo, simples também, pois não há nada de exacerbado nem dentro nem fora. A edificação ficou muito mais interessante com o pé direito duplo, que traz uma sensação de expansão.O projeto não foca em sustentabilidade, apesar de ser feito com containers, nada mais atrai a atenção para essa questão. Isso pode ser considerado um ponto. O projeto acerta, pois da forma que está conversa muito bem com o local em que foi implantado, tanto a forma para quem vê de fora é agradável quanto para quem está no ateliê, pois tem, uma visão incrível para as árvores.

Força

Fraqueza

Design em relação ao local em que está instalado, trazendo destaque a edificação, mas mesmo assim sendo discreto, alinhando o container com a paisagem de forma mais suave

Não é possível observar nenhum tipo de cortina ou algo do tipo na edificação, favorecendo assim que principalmente no periodo noturno seja possível que se tenha total acesso visual ao que está acontecendo no interior da edificação

Proposta uma utilização pela proprietária, o arquiteto soube executar algo que cumprisse as expectativas, trazendo assim um ambiente perfeito para o uso da proprietária

Por ser uma edificação que tem sua maior parte em um nível inferior, pode ser que haja dificuldade na circulação de ar, já que as janelas são na parte superior ejá que há contato com tinta, a ventilação é necessária

Oportunidades

Ameaças

Existe a possibilidade de que a edificação seja ampliada, com simples ajustes, isso pode ser considerado uma oportunidade

Acesso fácil a parte superior do container, não há nenhum tipo de segurança.

Com a construção sendo feita em container, que já é algo sustentável, é possível que se instale mais itens sustentáveis a edificação, já que este item é pouco comentado pelo proprietário quando descreve a construção.

A cor do container, no caso, preto fosco tem uma enorme absorção de luz solar, o que pode tornar os ambientes mais quentes.

Fonte: Do Autor


CAPÍTULO 6

VISÍTAS TÉCNICAS


41

6 VISÍTAS TÉCNICAS

Em2005 o chef Junior Durski abria a primeira unidade do que futuramente se tornaria uma das maiores franquias de restaurantes do Brasil,

6.1 MADERO CONTAINER – MOGI DAS CRUZES

o Madero. Sonho do chef o restaurante surgiu após um longo processo de pesquisas mundo afora que teve como objetivo o melhor hambúrguer possível, ou “The Best Burger In The World” (Melhor Hambúrguer do Mundo), slogan do

Arquiteto(a): KethlenDurski Localização: Av. Manoel Bezerra Lima Filho, 673-901 - Centro Cívico, Mogi das

restaurante. Em 2014 foi aberta a primeira unidade que usa construção em container,

Cruzes - SP, 08780-000

no momento em que esse estudo é feito existem por volta de 40 unidades

Área: 212m²

espalhadas por todo o país. A responsável por todas as obras do container é a

Ano do Projeto: 2016

arquiteta e co-fundadora da rede, KathlenDurski. A arquiteta define a estética

Capacidade: 106 pessoas

como “Simples e Elegante”, assim define os espaços que cria. Uma das marcas

Figura 48 – Frente – Madero Container

da rede é a humildade e a cortesia, conceitos que foram trazidos aos restaurantes pela arquiteta. Figura 49 – Balcão de Atendimento – Madero Container

Fonte: Restaurante Madero (2016) Fonte: Foursquare (2017)


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Figuras50 e 51 – Lados Sul e Norte Respectivamente – Madero Container

Figuras53 e 54 – Sanitários e Escada – Madero Container

Fonte: Do autor.(2018)

Figura 52 – Área da entrada – Madero Container

Fonte: Do autor. (2018)

Figuras55 e56 – Sanitários e Salão Superior – Madero Container

Fonte: TripAdvisor (2017)

cima do restaurante se da pela escada que se encontra ao lado esquerdo do caixa e do balcão de atendimento. Fonte: Do autor. (2018)


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Figuras57 e 58 – Aberturas no Pavimento Supeior – Madero Container

Figura61 – Pilar de Sustentação – Madero Container

Fonte: Do autor.(2018) Fonte: Do autor.(2018)

Figuras59 e 60 – Revestimento das Paredes – Madero Container

Nos containers a ventilação é feita por ar -condicionado por meio de dutos, o que não acontece na parte a frente do restaurante, lá forma instalados arescondicionadosdomésticosde 24 mil BTUs. Toda fiação é distribuída através de eletrocalhas. Figuras62 e 63 - Dutos e Eletrocalhas – Madero Container

Fonte: Do autor.(2018) Fonte: Do autor.(2018)


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Nos sanitários o revestimento é de azulejo, assim como em uma

ANÁLISE

residência comum, ao adentrar no banheiro não há o que indique estar dentro de um container marítimo. Figuras64 e 65 – Sanitário Superior – Madero Container

O Restaurante faz parte de uma franquia que além de padronizar os produtos que nele são vendidos, também padroniza as construções que são feitas para a utilização do mesmo. O tipo de projeto é altamente sustentável, pois assim como todas as construções em container não utiliza alguns itens que seriam usados em uma construção comum, como água, areia, cimento entre outros. Esse projeto é muito econômico, pois além de depois de pronto obter um custo de operação em média 75% mais baixo do que uma unidade convencional, em sua construção a economia é de em média 60% no que se

Fonte: Do autor.(2018)

A escada é feita também de aço e pelo observado, é um padrão em todos os restaurantes Madero Container. Figuras66 e 67 – Escadas – Madero Container

refere a uma unidade convencional. Por já ter sido muito executado (desde 2014), os erros que possivelmente surgiram nesses dois anos, até a construção em Mogi das Cruzes, foram resolvidos, porém algumas soluções ainda não foram estabelecidas. Um problema que a edificação possui, é a falta de acessibilidade, pois apesar de o restaurante ter um salão no piso térreo, se todos os lugares em baixo estiverem preenchidos e só haverem lugares em cima, o portador de necessidades especiais terá de esperar para consumir o seu alimento, o diferenciando de um usuário que não portador de necessidades especiais, pois o mesmo pode subir e consumir. Uma ameaça é a escada, por ser um pouco estreita, ao subir com o

Fonte: Do autor.(2018)

seu alimento acidentes são prováveis, já que acontece mesmo em terrenos plenos.


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De uma forma geral observei com bons olhos a edificação, apesar de ser um projeto pronto, ou seja, só passou por ajustes para ser implantado,

Tabela 6 - Análise de Swot Madero Container

apresenta boas condições de uso e traz toda a sustentabilidade que uma

Análise de Swot

construção normal não traria.

Força

Fraqueza

Locação de espaços na edificação pode ser considerada uma das forças do projeto, isso se deve a produção em grande escala de unidades da franquia, junto com um estudo para todas elas

A falta de isolamento térmico, apesar de trazer um visual mais agressivo e agradável, traz a necessidade do ambiente estar sempre climatizado em epocas mais quentes.

Excelência no acabamento de janelas, portas, piso e passagem de fios, declaram mão de obra qualificada

Por se tratar de um restaurante de uso público, se faz necessária a acessibilidade, que deixa a desejar na edificação com escada.

Oportunidades

Ameaças

Com o uso das aberturas de vidro para passagem de ventilação e o isolamento térmico implementado as paredes é possível que haja um conforto térmico sem a presença de ar condicionado.

Ao frequentar o restaurante é possivel observar que as escadas são perigosas, haja vista que é possivel prender os pés nos ferros do guarda corpo, principalmente quando estão duas pessoas passando ao mesmo tempo.

Ocultação da maior parte das eletrocalhas traria um visual mais limpo e mais agradável ao teto da edificação.

Foram emplantadas pequenos pilares metalicos no meio dos containers, quando destraidos os clientes podem colidir com os mesmos.

Fonte: Do Autor


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6.2 CONTAINER PASTA & BURGUER

container surgiu da admiração que ele tinha por casas, também em container, e por estar no ramo alimentício há muitos anos, decidiu unir as duas coisas.

Arquiteto(a): Samira Bittar Localização: Av. João Manoel, 1080 - Centro Res., Arujá - SP, 07400-650

Figura 69 – Salão do Restaurante – Container Pasta&Burguer

Área: 140m² Ano do Projeto: 2015 Capacidade: 140 pessoas Figura 68 – Fachada – Container Pasta &Burguer

Fonte: Container Pasta &Burguer (2015)

Após dois anos surgia o restaurante no município de Arujá, na regia Fonte: Container Pasta &Burguer(2015)

metropolitana de São Paulo. A localização foi pensada pelos sócios para que fosse perfeita para o morador da cidade, próximo do centro, o restaurante possui uma localização fácil, com acesso a transporte público seja para o

O projeto foi idealizado por seu proprietário no ano de 2013, tendo sido finalizado no ano de 2015. Segundo o proprietário a idéia de um restaurante em

morador da cidade de Arujá, quanto de outras cidades vizinhas.


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Figura 70 – Localização Com Destaque Para o Local e a Rodoviária – Container

Figura 71 – Disposição dos Containers na Fachada – Container Pasta &Burguer

Pasta &Burguer

r Fonte: Google Maps (2018)

Fonte: Do autor(2018)

O acesso ocorre tanto por uma escada, quanto por uma rampa. Ambas vão de encontro a uma porta de vidro em que na maioria das vezes se encontra

Figura 72 – Telhado de Zinco – Container Pasta &Burguer

uma atendente. Ao observar o restaurante de fora, podemos observar três containers High Cube, dois dispostos de forma longitudinal e um sobre eles disposto transversalmente.

Fonte: Do autor(2018)


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Na parte de trás do restaurante é possível observar a presença de uma Figura 73 – Abertura Lateral – Container Pasta &Burguer

espécie de playground, onde é possível os clientes deixarem as crianças enquanto consomem no local. Figura 76– Playground– Container Pasta &Burguer

Fonte: Do autor(2018)

Figuras 74 e 75– Sanitários e Serviço – Container Pasta &Burguer

Fonte: Do autor.(2018)

Figuras 77e 78– Revestimentos de Parede– Container Pasta &Burguer

Fonte: Do autor(2018)

Fonte: Do autor(2018)


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O piso é revestido em sua grande maioria por madeira, e em certos

ANÁLISE

lugares, como o banheiro, é revestimento usado foi ardósia. Toda a parte elétrica é distribuída via eletrocalha. O projeto apresenta alguns destaques positivos, tais como a disposição Figura 79– Revestimento de Piso– Container Pasta &Burguer

do layout, a sustentabilidade, pois como em projetos do tipo há a economia de matérial “convencional”. Um ponto que tem que se levar em consideração é a acessibilidade, que comumente não se vê em projetos do tipo, com rampa, banheiro acessível entre outras coisas, isso é facilitado pelo fato de o projeto ser térreo. Há de se observar como algo positivo no sentido de acessibilidade, que a mesma começa na entrada do restaurante, não sendo respeitada no

Fonte: Do autor(2018)

Figuras80 e 81– Revestimento e Porta do Sanitário– Container Pasta &Burguer

estacionamento que é de terreno irregular, não adiantando em nada a parte interior do projeto. Pouco mais de três anos após a construção podemos observar alguns pontos em que falta manutenção, como em alguns lugares do piso, por exemplo. O espaço é muito bem aproveitado, apesar de não ser somente composto por container. Os containers no meu ponto de vista poderiam ser melhor aproveitados na questão do uso do espaço

Fonte: Do autor(2018)


50

Tabela 7 - Análise de Swot Container Pasta &Burguer Análise de Swot Força

Fraqueza

Em relação a outras edificações em container visitadas, Com uma abertura lateral entre os containers não se faz o local possui um encaixe de acabamento e esquadrias inferior. necessária durante o dia o uso de iluminação artificial, deixando o ambiente claro e mais agradável A falta de isolamento térmico, apesar de trazer um visual mais agressivo e agradável, traz a necessidade do ambiente estar sempre climatizado em epocas mais Amplo espaço para circulação no interior da edificação quentes. Temática aplicada é trazida como um elemento a mais para a visitação, tudo isso através da arquitetura

Acessibilidade respeitada apenas no interior da edificação, sendo o estacionamento não acessivel.

Oportunidades

Ameaças

Melhor utilização do espaço na parte traseira do estabelecimento onde está localizado o playground, todas as vezes em que fui até o estabelecimento essa área não se encontrava cheia

Em alguns lugares da edificação o piso se encontra danificado, o que pode causar acidentes.

Pavimentação do estacionamento, ffacilitando assim, a vida de portadores de necessidades especiais.

Na parte traseira da edificação há uma zona onde se misturam o piso edificado e área permeável, podendo causar acidentes àqueles que não notarem.

Fonte: Do Autor


51


CAPÍTULO 7

OBJETO DE ESTUDO


53

7 OBJETO DE ESTUDO A técnica construtiva não tem impedimentos para ser implantada, por ser uma técnica que pode ser transferida de lugar para lugar. Não há um tipo específico de local que seja propício para a implantação de uma edificação utilizando containers. Isso se deve graças aos diversos usos que a técnica construtiva proporciona, portanto o zoneamento que o local de implementação possui, pouco interfere na construção, porém o projeto proposto para conclusão dos estudos aqui apresentados é formado por um empreendimento residencial multifamiliar que necessita de um local de implantação em um zoneamento que suporte um empreendimento residencial. Portanto a área pensada para implantação foi um terreno localizado no bairro Vila Mogilar , localizado em uma região privilegiada de Mogi das Cruzes, que comporta em seus arredores tanto empreendimentos residenciais, como empreendimentos comerciais como o shopping e até instituições educacionais. Além de ser uma área com os atributos ditos anteriormente, traz meios de transporte coletivo em locais próximos, fazendo com que seja uma área de fácil acesso, com estação da CPTM, rodoviária e terminal de ônibus. Por se tratar de uma zona residencial muito disputada do município de Mogi das Cruzes, o local foi escolhido como a zona da implantação do empreendimento residencial Multifamiliar.


54

7.1 LOCAL – O TERRENO

O terreno configura-se de forma predominantemente plena em toda a sua extensão. Existe uma curva de nível que corta o terreno descrita no mapa

O projeto será desenvolvido em um terreno que fica localizado na Avenida

Francisco

Rodrigues

Filho,

faz

frente também para

a

avenidaYoshiteruOnishi e rua Ismael Alves de Melo,na Vila Mogilar em Mogi das Cruzes, região metropolitana do estado de São Paulo. O terrreno possui uma

cedido pela prefeitura do município, porém em visita técnica realizada no terreno não foi possível constatar a existência da mesma. Figura 83 – Topografia

área aproximada de 9500 m², sendo localizado em uma região repleta de condominios residenciais, empreendimentos comerciais e até instituições estudantis. Figura 82 – Terreno

Fonte: Google Maps/ Prefeitura de Mogi das Cruzes (2019) editado pelo autor

A infraestrutura pública é completa, haja vista que no local é servida água encanada pelo Serviço Municipal de Águas e Esgotos (SEMAE) de Mogi das Fonte: Autor(2019)

Cruzes, no tocante a iluminação pública e fornecimento de energia, a empresa responsável é a EDP Bandeirante.


55

Figura 84 – Destaque ao terreno

Figura 86– Vista para o terreno da Avenida YoshiteruOnishi

Fonte: Google Maps (2019) Fonte: Google Maps (2019) editado pelo autor

Figura 85– Vista para o terreno da Avenida Francisco Rodrigues Filho

Fonte: Google Maps (2019)

Figura 87– Vista para o terreno para a Rua Ismael Alves dos Santos

Fonte: Google Maps (2019)


56

7.2 LOCAL – O ENTORNO O entorno do terreno tem seu uso em imóveis residenciais e as mais diversas atividades. Através da imagem a seguir é possível ter uma idéiade como isso é dividido no entorno mais próximo ao terreno. Figura 88 – Entorno do terreno

Fonte: Google Maps (2019) editado pelo autor

O local onde está situado o terreno tem uma distancia relativamente próxima a alguns pontos bastante visitados na cidade, tais como o Mogi Shopping, a Universidade, o Poupa Tempo e até ao centro da cidade de Mogi das Cruzes.


57

7.3 LEGISLAÇÃO

Tabela 8 – Informações sobre o zoneamento Municipal

Cada município determina de acordo com as necessidades dos próprios as leis de uso e ocupação do solo, isso é feito para que as características construtivas de cada local dentro da cidade sejam mantidas, assim obtendo um padrão de construções em determinado local. Em Mogi das Cruzes, local onde está localizado o terreno, a lei que determina tal ordenamento é a lei número 7.200/2016, o decreto que a regulamenta é o de numero16.225/2016. Todas as exigências que devem ser seguidas para a construção na cidade de Mogi das Cruzes estão dispostas nas leis. De acordo com a lei 7.200/2016, o terreno citado, que fica localizado na Avenida Francisco Rodrigues Filho, faz parte de uma Zona de Dinamização Urbana I (ZDU-I) Figura 89 – Área do terreno na ZDU-I

Fonte: Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes (2016)

De acordo com a legislação disponibilizada na lei 7.200/2016 o terreno que possui uma área equivalente a nove mil e quinhentos metros quadrados, terá uma taxa de ocupação de sessenta por cento, ou seja, cinco mil e setecentos metros na área térrea do pavimento. Estão inclusos nos dados, também o coeficiente de aproveitamento máximo e mínimo, e taxa de permeabilidade que correspondem a vinte e três mil setecentos e cinquenta metros quadrados, vinte oito mil e quinhentos metros quadrados e mil e novecentos metros quadrados. No Brasil não existe uma unanimidade, ou seja, uma lei mãe que defina

Fonte: Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes (2016)

as construções em container por ser uma coisa relativamente nova. O fato de


58

ser um tema novo, não contribuiu para que os legisladores se atualizassem do tema, fazendo com que leis não fossem criadas. As leis do tipo acabaram ficando a cargo dos municípios que através dos seus códigos sanitários, dispusessem leis a respeito. As leis variam de cidade para cidade, existem cidades no Brasil que já aderiram a causa e colocaram os containers as suas legislações, um exemplo é a cidade de Piracicaba que incluiu a construção em container no seu plano diretor, assim como na legislação de uso e ocupação do solo, facilitando assim, a vida das pessoas que pretendem construir utilizando containers. Quando não há uma legislação específica na cidade, o mais indicado é que o projeto seja feito normalmente, como se fosse uma obra em alvenaria e que seja mandado á prefeitura, sempre respeitando a legislação do município, para que sejam ditas as possíveis irregularidades, para que haja uma correção, já que o material pouco influi na aprovação ou desaprovação de um projeto.


59


CAPÍTULO 8

CONCEITUACAO DO PROJETO


61

8 CONCEITUAÇÃO DO PROJETO

O mais importante a salientar sobre os possíveis usuários é a quebra de paradigmas e a questão sustentável que será trazida pelo projeto que traz a

8.1 PERFIL DO USUÁRIO O perfil traçado como de possível usuário deste empreendimento residencial multifamiliar, são famílias famílias com 4 a 6 integrantes na unidade 1 e famílias com 3 a 4 integrantes na unidade 2, que tem algum tipo de preocupação com os dados ultimamente mostrados em relação a poluição no planeta e querem de alguma forma contribuir para a manutenção dos recursos que ainda existem. Importante salientar que apesar de ser um projeto realizado a partir da construção em container, o conforto é mantido graças as tecnologias aliadas a construção, sendo importante deixar este ponto claro. O apelo pela construção em container, na questão da diferenciação como algo positivo pode ser considerado como algo chamativo para o interesse das pessoas para com o projeto, porém ainda hoje é possível encontrar pessoas que ainda tem algum tipo de pré conceito com a construção em container por não ser tão usual e também por ser possível encontrar muitos containers sendo utilizados rudimentarmente em obras, pequenos estabelecimentos, como bares, e até lixeiras. Com a elaboração do projeto é possível que haja uma mudança de conceito por grande parte das pessoas que possuem esse tipo de pré conceito a respeito da construção em container, fazendo assim com que sejam também possíveis usuários.

questão de desenvolvimento sustentável desde a sua construção até a utilização por parte dos usuários, sendo assim potencialmente relevante ambientalmente. O local onde será implantado o projeto também é de grande importância, haja vista que se trata de uma área extremamente valorizada do município de Mogi das Cruzes podendo assim alinhar os itens descritos anteriormente a um desejo do usuário pela boa localização fornecida pelo local de implantação.


62

8.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES

Atividades

Condicionantes Ambientais

Cozinha

Preparo de Alimentos

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Atividades Administrativas

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Área de Serviço

Lavagem de Roupas

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Estacionamento

Estacionamento de Carros

-

Entrada da Residência

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Alimentação

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Escritório

Hall

Sala de Jantar

Público

Layout Básico

Quant.

Área Mínima

Fogão, Geladeira, Pia, Armário

1

4m²/ Pé direito 2.4m

Mesas, Cadeiras, Estantes

1

8m²/Pé direito 2.7m

Tanque, Máquina de Lavar Roupas

1

4m²/ Pé direito 2.4m

-

3

12m²/ Pé Direito 2.3m

Cadeiras, Poltronas

1

8m²/Pé direito 2.7m

Mesa, Cadeiras, Aparador

1

8m²/Pé direito 2.7m

Habitantes da Residência/ Habitantes da Habitantes da Habitantes da Visitantes Residência Residência Residência

Programa Arquitetônico

Habitantes da Residência/ Visitantes

Social

Unidade 1 (155m²)

Serviço

Setor

Habitantes da Residência/ Visitantes

Tabela 9 – Programa de Necessidades


Convívio

Lavatório, Bacia

1

Contendo Bacia Sanitária e lavatório, 1.5m² com dimensão mínima de 1.00m/Pé direito 2.4m

3

8m²/Pé direito 2.7m

2

2.5m²/Pé Direito 2.4m

1

-

Higienização

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Descanso dos Habitantes

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Habitantes da Residência

1m² por habitante

Cama, Armário

Higienização

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Lavatório, Bacia, Box, Chuveiro

-

Churrasqueira, Mesas, Cadeiras, Espreguiçadeiras, Varal, etc..

Íntimo

Dormitório

1

Habitantes da Residência

Unidade 1 (155m²)

Lavabo

Sofás, Mesa de Centro, Poltronas

Habitantes da Residência/ Visitantes

Social

Sala de Estar

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Habitantes da Habitantes da Residência/ Residência/ Visitantes Visitantes

63

Lazer

Banheiro

Quintal

Livre Uso


Condicionantes Ambientais

Preparo de Alimentos

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Área de Serviço

Lavagem de Roupas

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Estacionamento

Estacionamento de Carros

-

Alimentação

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Higienização

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Convívio

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Unidade 2 (84m²)

Serviço

Cozinha

Social

Sala de Jantar

Banheiro

Sala de Estar

Público

Layout Básico

Quant.

Área Mínima

Fogão, Geladeira, Pia, Armário

1

4m²/ Pé direito 2.4m

Tanque, Máquina de Lavar Roupas

1

4m²/ Pé direito 2.4m

-

2

12m²/ Pé Direito 2.3m

Mesa, Cadeiras, Aparador

1

8m²/Pé direito 2.7m

Lavatório, Bacia, Box, Chuveiro

1

2.5m²/Pé Direito 2.4m

Sofás, Mesa de Centro, Poltronas

1

1m² por habitante

Habitantes da Habitantes da Habitantes da Residência/ Residência Residência Visitantes

Atividades

Habitantes da Residência/ Visitantes

Programa Arquitetônico

Habitantes da Residência

Setor

Habitantes da Residência/ Visitantes

64


-

Controle de Acesso

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

2

8m²/Pé direito 2.7m

Churrasqueira, Mesas, Cadeiras, Espreguiçadeira s, Varal, etc..

1

-

Mesa, Computador, Interfone

1

4m²/ Pé direito 2.6m

1

Contendo Bacia Sanitária e lavatório, 1.5m² com dimensão mínima de 1.00m/Pé direito 2.4m

1

-

Higienização

Casa de Lixo

Descarte de Lixo

-

Porteiro

Lavabo

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Lavatório, Bacia

Habitantes das Residencias/ Coletores de Lixo

Serviço Serviço

Abrigo para Lixo

Guarita

Guarita

Habitantes da Residência

Lazer

Quintal

Cama, Armário

Habitantes da Residência/ Visitantes

Livre Uso

Descanso dos Habitantes

Porteiro

Dormitório

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Unidade 2 (84m²)

Íntimo

65

Cestos de Lixo e Reciclagem


Fonte: Do Autor

Cozinha

Habitantes das Residências/ Visitantes

Lavabo

Higienização

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Preparo de Alimentos

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

1

1m² por habitante

Habitantes da Residência/ Visitantes

Salão de Festas

Iluminação: 1/8 da área do piso, com no mínimo 0,60m². Ventilação:Metade da superficiede iluminação natural, ou seja, 0,30m² no mínimo

Realização de Festas e Eventos

Lavatório, Bacia

1

Contendo Bacia Sanitária e lavatório, 1.5m² com dimensão mínima de 1.00m/Pé direito 2.4m

Habitantes da Residência

Social Serviço

Salão de Festas

Lazer

66

Mesas, Cadeiras,

Fogão, Geladeira, Pia, Armário

1

4m²/ Pé direito 2.4m


67

8.3 CONCEITO

Um projeto de habitação multifamiliar em que se é possível traduzir em projeto os benefícios da construção modular, juntamente com tecnologias, que

Traz-se como conceito a idéia de que os containers marítimos são

sim, podem fazer parte também de uma construção convencional, porém

realmente uma alternativa de construção para aqueles que pretendem

agregadas a um material construtivo proveniente de reciclagem após a sua vida

ingressar uma nova construção. As vantagens por ele trazidas levam a crer que

útil, traz ainda mais importância sustentável ao projeto .

o mesmo é compatível com os usos que se tem hoje. Mostrar o quão acessível essa técnica está, faz parte de uma vertente de estudos que mostra que nos últimos tempos, em que são cada vez mais utilizados; ainda são desconhecidos por grande parte da população, que tem a idéia como algo utópico. Juntamente com essa inovação parte dos estudos aqui demonstrados trazer a sustentabilidade que é possível agregar utilizando a técnica construtiva, juntamente com tecnologias de caráter sustentável. Além da sustentabilidade, é abordado também as tipologias, e modulações possíveis de serem realizadas utilizando o container como técnica construtiva alternativa à alvenaria, que hoje domina a construção de empreendimentos residenciais multifamiliares. A questão do conforto no interior da edificação em relação a temperatura e ventilação, que são de crucial importância quando se trata de um material de construção que é um grande condutor de calor e um péssimo isolante térmico, em relação a isso trazer métodos para que seja possível neutralizar estes fatores para que haja conforto dos usuários.


68

8.4 PARTIDO

Diante destes dados foi designada uma área de aproximadamente 9.500m², em que serão implantados oito unidades de maior porte, com 155m² e

Exemplificando a utilização da técnica construtiva por si só, como método alternativo, traz-se dois modelos de habitações, inclusas em um conglomerado de habitações em formato de conjunto habitacional. Um modelo de maior porte e um de menor porte para que haja adaptação ao usuário de acordo com as suas necessidades. Incluso nessas unidades, modulações que possam gerar, a priori, uma geração de espaços maiores, função dada também aabertura lateral dos containers, mistura da técnica com outras que possam trazer maior geração de espaço e colocação estratégica das unidades. O conforto no interior do container é trazido através de materiais que tem como função isolar térmica e acusticamente de forma que haja níveis de conforto de acordo com a NBR 15575; iluminação e ventilação com grandes aberturas sempre protegidas por brises, para evitar aquecimento por luz solar. Além de materiais para o isolamento térmico lateral dos containers, o teto verde pode ser considerado como alternativa para o isolamento na parte superior das caixas metálicas, alem de ser um possível captador de águas pluviais. A sustentabilidade do projeto pode ser trazida através desde materiais que são provenientes de reciclagem e/ou ecologicamente corretos, até com a presença de tecnologias que trazem eficiência energética, reuso de água, tratamento de esgoto e claro com o uso da técnica construtiva, parte principal deste estudo.

três dormitórios, provenientes do uso de 4 containers do tipo High Cube de 40 pés, além de cinco unidades de menor porte, com 84m² e dois dormitórios, provenientes do uso de dois containers High Cube de 40 pés. Todas as unidades contarão com área livre na parte posterior do terreno e deck na área lateral, além de área permeável também na lateral dos terrenos em que serão implantadas as unidades.


69

8.5 FLUXOGRAMA

A função do fluxograma é demonstrar como será a circulação no interior e exterior da edificação projetada. Essa demonstração ocorre com base no programa de necessidades que foi elaborado anteriormente, o fluxograma compõe as proximidades de os acessos existentes na edificação. Figura 90 – Fluxograma Exterior e Interior Un. 1 e 2

Fonte: Do Autor


70

8.6 ORGANOGRAMA

O organograma se baseia na hierarquia dos setores dentro da edificação. Para a elaboração desta residência uni familiar com o uso de containers, foram criados os setores que existirão com base na sua importância.

Figura 91 – Organograma

Fonte: Do Autor


71

8.7 DETALHES CONSTRUTIVOS 8.7.1 Logistica

8.7.2 Conforto Térmico

Os Containers que serão utilizados no projeto, serão aqueles que não serão mais utilizados e virão diretamente do CRAGEA, empresa que presta serviço no ramo logístico em armazéns gerais e alfandegado. A escolha se deu pela maior facilidade na logisticados container, pois não há uma distancia muito grande do lote até a sede da empresa em Suzano - SP, que é de cerca de 28 quilômetros.

Lã de Garrafa Pet é um tipo de manta que tem como função isolar acústica e termicamente os ambientes, é uma alternativa sustentável às lãs de vidro e de rocha por ser proveniente de reciclagem. É colocada entre as paredes do container e o revestimento escolhido, que no caso são placas de gesso acartonado. Figura 93 – Aplicação da Lã de Pet

Figura 92 – Distância Entre Locais

Fonte: cemear (2017)

Fonte: Google Maps(2019)


72

Figura 94 – Disposição das Paredes Externas após a Aplicação do

Figura 95 – Disposição das paredes internas após a aplicação do

Material

material.

Fonte:Autor (2019)

Fonte:Autor (2019)

Além da aplicação da Lã de PET, foram projetados tetos verdes, que além de trazer o conforto ambiental ao teto do projeto, ainda são capazes de


73

captarem água proveniente de chuvas que serão tratadas e utilizadas

Fonte:Autor (2019)

posteriormente. O teto verde funcionará da forma mostrada na imagem a

Ainda Buscando o conforto térmico no interior das residências, há

seguir.

também a solução de controle da radiação solar através de brises, que serão implantados em todas as abertura, buscando assim o controle térmico. O Figura 96 – Teto Verde

material aplicado será o da madeira "ecológica", fornecida pela empresa Ecofront. A madeira "ecológica é 50% mais leve em comparação a madeira normal e não é necessário lixar nem envernizar (ECOFRONT,2019) Figura 97 – Brises

Fonte:PlenaMadeira (2019)

8.7.3 Eficiência Energética

No projeto são usados painéis fotovoltaicos, que tem como utilidade a captação da energia solar. Isso pode gerar uma economia significativa de


74

energia. Com o sistema integrado de seis painéis é possível chegar a uma média

Também será colocado no projeto um aquecedor solar a vácuo capaz de

de geração de energia de 189 kwh/mês, cálculo feito, considerando local e conta

aquecer a água a 90°C, quando aquecida pode ser misturada com a água da

mensal de 170 reais mensais, utilizando a calculadora NEOSOLAR, 2019.

caixa e assim obtendo temperatura regulada para banhos. O sistema funciona

Com esses dados será possível economizar em média 134,50 dos 170 reais de conta, equivalente a quase 80% do valor; além disso haveria uma

como um aquecedor a gás, com ajuste de temperatura .

redução de 32.575 kg de CO², o equivalente a 297.042 quilômetros rodados de um

Figura 99- Aquecedor Solar

automóvel a combustão por casa. As placas instaladas se assemelham a placa demonstrada na imagem a seguir.

Figura 98 – Placa Fotovoltaica

Fonte: Unisol(2019)

Fonte:Energy Shop (2019)


75

8.7.4 Materiais Sustentáveis Figura 101- Aplicação do Piso Vinílico de Bambu ao piso do container Piso Vinílico de Bambu é uma alternativa sustentável para acabamento, e que se encaixa perfeitamente na proposta de container por ter fácil instalação e poder ser aplicado logo sobre o compensado naval que está presente nos containers. Figura 100- Piso Vinilico em Bambu

Fonte:Autor (2019)

Deck em ecomadeira plástica, proveniente de plástico reciclado, além de ser sustentável auxilia na coleta de água da chuva que será usada após tratamento. É composto por um plástico proveniente de resíduos industriais Fonte: Grito (2013)

reciclados, porém com a aparência demadeira, por ser fundido possui uma alta resistência, mesmo sendo parcialmente oco por conter furos na parte central da peça.


76

Figura 103- Lajota Ecologica Figura 102- Deck em Ecomaadeira

Fonte:Madeira de Demolição (2019)

Fonte: Play Grama (2012)

Lajota Ecológica é uma espécie de lajota desenvolvida através do pneu

Telha ecologica é a solução encontrada para a cobertura, já que se trata

reciclado, por isso tem aspecto emborrachado e anti derrapante.A lajota será

de um material sustentável, inclusive com certificação EDP, além disso

implantada no passeio de pedestres pelo terreno além do local onde serão

contribui para o isolamento térmico, estudos do fabricante indicam que o

estacionados os carros. O seu processo de fabricação envolve processos com o

produto é até 2°C mais frio quando comparado com o fibrocimento, além disse

pneu como ressalta o site Play Grama:

possui resfriação mais rápida no período noturno.(ONDULINE,2019)

"A Lajota Ecológica é feita à base de borracha granulada reciclada, normalmente pneu triturado. Seus grãos são coloridos individualmente e compactados com uma resina aglomerante sintética. Este piso de borracha tem grande resistência, fácil higienização, durabilidade, beleza e propriedades antiderrapantes.."(Play Grama, 2012)


77

Figura 104–Telha Ecolo

Figura 105- Sistema de Reuso de Água

Fonte: Onduline(2019)

8.7.5 Reuso de Água

Um sistema de tratamento e reuso de água cinza e da chuva será implantado, a água será coletada e reutilizada em descargas e irrigação. A imagem a seguir demonstra como será sistema.

Fonte: Do Autor(2019)

8.7.6 Tratamento de Esgoto

Consta no projeto uma estação de tratamento de esgoto que será compartilhada por todo o condomínio, pela dificuldade de instalação de uma


78

por residência.Essa Estação é do tipo aeróbia, um tipo de tratamento através do

Figura 107-Sistema de Tratamento de Esgoto em Vista

oxidação, como observado no site Tera Ambiental: "Diferente do tratamento anaeróbio que utiliza bactérias que não necessitam de oxigênio para sua respiração, no tratamento biológico aeróbio os microorganismos degradam as substâncias orgânicas, que são assimiladas como "alimento" e fonte de energia, mediante processos oxidativos."(Tera Ambiental, 2013)

Figura 106-Sistema de Tratamento de Esgoto

Fonte:Autor (2019)

8.7.7 Placa Cimentícia

São elementos trazidos já produzidos para as obras e que servem como uma solução bem acabada e rápida.Podem ser utilizadas quando algum tipo de Fonte:Autor (2019)


79

fechamento de área surja na construção com container. Solução para arquitetura modular por ser extremamente versátil e de fácil aplicação.

Suas carracteristicas casam com o projeto por conta do índice sustentável.

Figura 108 -PlacaCimentícia Figura 109 -PorcelanatoEcostone

Fonte:ConstruindoDECOR (2019)

Fonte: Leroy Merlin

8.7.9Içamento de Container 8.7.Porcelanato Ecostone O Içamento dos containers pode ser feito através de Caminhões Munck Trata-se de um tipo de porcelanato que é fabricado utilizando 60% de massa reaproveitada, na sua produção 90% da água utilizada é reaproveitada.(ELIANE,2019)

ou de guindastes proprios para o material. O guindaste se torna uma alternativa mais viável pela fácil manipulação do container.


80

Figura 110-Guindaste para Container

Fonte: Omegatrans(2019)


CAPÍTULO 9

PROJETO


17.50

Onishi

Isma

Rua Yoshiteru

ofessor r P a u R

antos

dos S el Alves

14.00

28.50

23.00

Avenida Francisco Rodrigues Filho


23.00

2.00

5.30

7.05 4.10

0.92

3.80

12.1

9

17.50

12.1

9

0.35

6.19

5 1.6

2.24 1.00

2.05

28.50

2.44

12.19

5.95

2.44

1.00 1.00

12.19

1.90 2.05

14.00

2.50

9.70

4.95

1.00

5.35


A

J12

2.60

2.26

2.26

J5

4.70

P2

A

J13

3.70

1.92

A

3.70

J11

3.69

1.50

P1

J1 J6

J7 2.20

1.00

P6

P5 1.05

J8

P3

J17

2.30

J9

P12

P2

3.41

3.48

2.20

6.70

1.00

B

J3

P5

P4

J4

P4

J16

1.51

2.72

J6

B

B

2.20

2.85

0.29

B

J7

2.20

B

P11

P10

B

P6

4.64

1.88

4.64

P9

5.00

3.50

P3

4.64

J8

P7

P8

3.62

2.50 3.83

J2

5.14

J9

4.33

2.06

J10

J15

J4

J14 4.64

J3

3.02 1.51

J5

A A

P1

P2

A

J1

3.69

1.50

2.20 J13

2.25

2.25

2.60

1.92

A

J12

J2

P1

2.39

A J11

2.63

2.30

2.06

J1

J9

J2

3.62

P9 4.64

1.00

P6

4.70

2.85 3.48

P6

J15 J14

B

2.20 2.20 1.88

1.00

2.50 4.33

P12

J4

J6

J7 2.20

J17

3.41

0.29 2.72

B

1.51

J3

P5

P4

J16

B

B

J7

J6

J5

P11

P10

B

A

4.64

5.14

4.64

J8

P7

P8

3.50

P3

3.83

J10

P5 2.20

P3

5.00

A

A

1.05

J8 J5

J4

P4

3.02

2.30

J9

P2

6.70

1.51

J3 2.63

2.30

P1

2.20

TABELA DE VÃOS - PORTAS - UNIDADE 2

TABELA DE VÃOS - JANELAS - UNIDADE1 Sigla Dimensão J1 L 1.40 x H 1.20 x P 0.90 J2

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J3

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J4

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J5

L 0.90 x H 1.20 x P 0.90

J6

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J7

L 2.10 x H 1.80 x P 0.30

J8

L 2.10 x H 1.80 x P 0.30

J9

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J10

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J11

L 0.90 x H 1.20 x P 1.50

J12

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J13

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J14

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J15

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J16

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J17

L 0.90 x H 1.20 x P 0.90

Descrição Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Máximo Ar sem Grade Alumínio emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela fixa de vidro cinzento tipo Low-e emissividade 0,04 Janela fixa de vidro cinzento tipo Low-e emissividade 0,04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Máximo Ar sem Grade Alumínio emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Máximo Ar sem Grade Alumínio emissividade 0.04

TABELA DE VÃOS - PORTAS - UNIDADE 1 Sigla Dimensão P1 L 2.00 x H 2.10

Descrição Porta de Alumínio de Correr Balcão

P2

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

P3

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

P4

L 0.85 x H 2.10

Porta de Alumínio com Vidro

P5

L 0.85 x H 2.10

Porta de Alumínio com Vidro

P6

L 0.85 x H 2.10

Porta de Alumínio com Vidro

P7

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

P8

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

P9

L 0.85 x H 2.10

Porta de Alumínio com Vidro

P10

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

P11

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

P12

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

Sigla Dimensão P1 L 2.00 x H 2.10

Descrição Porta de Alumínio de Correr Balcão

P2

L 2.00 x H 2.10

Porta de Alumínio de Correr Balcão

P3

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

P4

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

P5

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

P6

L 0.85 x H 2.10

Porta em WPC

TABELA DE VÃOS - JANELAS - UNIDADE 2 Sigla Dimensão J1 L 2.10 x H 2.60 x P 0.10

Descrição Janela fixa de vidro cinzento tipo Low-e emissividade 0,04

J2

L 2.10 x H 2.60 x P 0.10

Janela fixa de vidro cinzento tipo Low-e emissividade 0,04

J3

L 2.00 x H 1.80 x P 0.30

Janela fixa de vidro cinzento tipo Low-e emissividade 0,04

J4

L 0.90 x H 1.20 x P 1.50

J5

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J6

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J7

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

J8

L 0.90 x H 1.20 x P 0.90

J9

L 1.40 x H 1.20 x P 0.90

Janela Máximo Ar sem Grade Alumínio emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04 Janela Máximo Ar sem Grade Alumínio emissividade 0.04 Janela Veneziana Alumínio com Persiana Black Out Integrada emissividade 0.04

J1

A

J2

B


0.03 0.04 1 Estrutura do Container

PISO

2

Isolante Térmico em Lã de PET

3

Chapa de Gesso Acartonado

TETO VERDE

1 2

0.03

3

0.05

1

0.10

2

1 Piso Vinílico em Bambu Reciclável

1

2 Compensado Naval

0.06

0.15

PAREDES INTERNAS

0.19

0.035

Banheiro

Escada 3.17

Porcelanato Ecostone

1.21

Piso Vinílico

Escritório 0.27 Microcimento

0.90 1.20

Porcelanato Ecostone

0.90 1.20 0.61

Cozinha

0.90 1.20 0.66

1.69

0.27

Teto Verde

Caixa D'água 1000 L

Escada

Teto Verde

0.90 1.20 0.61

Suíte 3.17 Piso Vinílico

1.10

0.90 1.20 0.66

0.66

Microcimento

2.71

0.90 1.20 0.61

2.71

2.90

0.13

1.10

Hall de Entrada 0.27 Microcimento

3.17

Reúso 500L

1.50

3 Base do Container

Piso Vinílico

Sala de Estar/TV 0.27 Microcimento

0.035

0.29 1.00 1 Chapa de Gesso Acartonado 1 2

2

Isolante Térmico em Lã de Garrafa Pet

3

Chapa de Gesso Acartonado

0.10

1 Revestimento Cimento Marmorizado (Microcimento)

1

0.05

0.03

Microcimento

2 Compensado Naval 3 Base do Container

0.53

0.70

1.50

0.30

0.47

0.11

0.63

Teto Verde

Teto Verde

0.27

Sala de Jantar Microcimento

0.15

2.70 2.90

2.10

0.12

1.20

0.05 0.30 1.80

Escritório

PISO

0.61 0.88

Reúso 500L

2.10

1.50

Caixa D'água 500 L

2.90

0.30

3

3

4 5

Vegetação

2

Substrato

3

Membrana de Absorção

4

Módulo Laminar

5

Reservatório de Captação de Água da Chuva

3

Dorm.2

2

23

1

Sanitário Porcelanato Ecostone

0.27

Dorm.1 Piso Vinílico Bambu

0.15

0.15


Revestimento em Bambu

Revestimento em Bambu Brise em Ecomadeira

Porta de correr de vidro Low-e emissividade 0,04 Fechamento em Placa Cimentícia

Fechamento em Placa Cimentícia

Brise em Ecomadeira

Brise em Ecomadeira

Container Fechamento em Placa Cimentícia

Brise em Ecomadeira

Fechamento em Placa Cimentícia

Brise em Ecomadeira

Vidro Low-e emissividade 0,04

Brise em Ecomadeira

Porta de correr de vidro Low-e emissividade 0,04

Brise em Ecomadeira


Caixa D'água 1000 L

2.10

3.00

9.60

1.60

4.80

4.33

1.50

4.33

1.80

1.00

A

3.45

Lavabo Porcelanato Ecostone

Salão de Festas Microcimento

1.00

B

0.15

A

Porta de correr de vidro Low-e emissividade 0,04

Superfície de concreto Acabamento em tinta acrilica fosca creme

A Teto Verde

4.09 2.18

A

0.60 Portaría Microcimento

2.10

Lavabo

Porcelanato Ecostone

Teto Verde

3.20

1.50 0.600.61

3.20

0.30

B

1.50

B

Lavabo Porcelanato Ecostone

2.70 Salão de Festas Microcimento

2.10

1.20 0.90

2.70

12.10

Salão de Festas 0.15

Microcimento

0.15

0.20

Superfície de concreto Acabamento em tinta acrilica fosca creme


0.30

0.20

0.15


C.I.

SIMBOLOGIA Ponto de água fria Ponto de água de reúso Ponto de saída de água (reuso) Ponto de saída de água (ralo e esgoto) C.I.

Ponto de água quente

C.I.

C.G.

C.I.

C.I.

Saída Bomba Eletronível

Entrada Água Cinza Estação Compacta

Entrada de Águas Pluviais

Entrada de água Saída Ladrão Ladrão

Conjunto Sucção

Registro Para Limpeza da Caixa

Saída Para Esgoto

Freio d'água

Saída Esgoto


1

3

Chapa de Gesso Acartonado

4

Passagem da Tubulação

Rua Yoshiteru

Isolante Térmico em Lã de PET

Onishi

s Santos Alves do Ismael ofessor

4

2

Rua Pr

1 Estrutura do Container

2 3

Avenida Francisco Rodrigues Filho

Filtro Biológico Anaeróbio

Saida de Gases

Divisor de Vasão

Divisor de Vasão

Saída Rede Pública

Entrada Esgoto Reator UASB

C.I.

C.G.

Filtro Biológico Anaeróbio

A C.I.

Saida de Gases

Saida de Gases

C.I.

Divisor de Vasão

Divisor de Vasão

Divisor de Vasão Reator UASB C.I.

C.I.

Filtro Biológico Anaeróbio

A


1 Estrutura do Container

4 1 2 3

SIMBOLOGIA Simbolo

Significado Ponto de luz no teto Ponto de luz na parede Quadro geral de luz e força aparente Tomada baixa (30 cm) Tomada média (1,30 m) Tomada alta (acima de 2,0 m) Tomada de piso Interruptor (1,30 m)

2

Isolante Térmico em Lã de PET

3

Chapa de Gesso Acartonado

4

Passagem da eletrocalha


A

A

0.00

B

B

B

A

B

A

A

B

B

A


93

IMPLANTAÇÃO


94

FACHADA DO EMPREENDIMENTO


95

FACHADA UNIDADE 1


96

FACHADA UNIDADE 1


97

FACHADA UNIDADE 1

FUNDOS UNIDADE 1


98

DORMITÓRIOS UNIDADE 1


99

SALÃO DE FESTAS


100

FACHADA UNIDADE 2


101

FACHADA UNIDADE 2


102

DORMITÓRIO / SALA DE ESTAR


CAPÍTULO 10

CONCLUSAO


104

10 CONCLUSÃO

projetos derivados da técnica, logo mais projetos sustentáveis, sem a geração de resíduos da construção civil. Ao pesquisar sobre a técnica e buscar

O tema abordado trouxe ao debate a questão da construção realizada em containers marítimos, como podem ser executadas, as características principais, o seu histórico, sustentabilidade, entre outros. Existe presente nos estudos, maneiras que são capazes de fazer entender quais são os benefícios e os sacrifícios que podem ser gerados pela construção com a utilização da técnica.As pesquisas se nortearam na construção em seu conceito geral, trazendo assim uma alta pluralidade de ideias no que se refere a projeto. Após os estudos realizados foi possível ter uma noção do quão é usual e o quão benéfica é a construção com a utilização de containers. Através das informações levantadas foi possível sintetizar o novo método construtivo e caracterizá-lo como alternativa real as construções, tendo um empreendimento residencial mulltifamiliar como resultado. Dentre os estudos elaborados estão as tecnologias sustentáveis que podem ser aliadas a construção em container, assim, foi possível obter um projeto que trouxe realmente a sustentabilidade como ponto forte. Foi possível concluir também que apesar de ser uma crescente no país, é possível localizar a ausência de preocupação do poder legislativo, tanto na escala federal, quanto municipal, em trazer a esse método as suas devidas leis, que favorecerão àqueles que pretendem realizar sua construção utilizando a técnica construtiva. Uma legislaçãodedicada, fará com que hajam mais

referências de legislação, pouquíssimas coisas foram achadas, trazendo a tona o fato de que a legalização e inclusão dessas edificações nos textos da lei trará uma evidência ao uso. As visitas técnicas trouxeram dois pontos de vista ao tema, um se refere a rapidez e economia de recursos, que traz a opção como extremamente viável na construção de uma edificação, na comparação com uma considerada tradicional, o outro ponto de vista que pode ser percebido, é a proposta de marketing que pode haver em uma construção que usa a técnica, ponto considerado positivo para empreendimentos que necessitem da atenção e presença do público. Descrito nos estudos contidos neste trabalho, a conclusão final se da na proposta de uma nova técnica construtiva que deve ser considerada como viável numa época em que se trata de forma tão importante a questão ambiental. Para tal o trabalho demonstra um conglomerado de ações sustentáveis que podem ser incorporados a construção em container. O projeto apresentado traz para o uso residencial a sustentabilidade aplicada, com materiais, métodos de economia e geração de energia.


REFERÊNCIAS


106

REFERÊNCIAS

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Profile for Giovanni Arrivetti

Reuso de Containers Marítimos Aplicado a Porto Mogi Ecoville  

Trabalho de Conclusão de Curso II, apresentado na Universidade de Mogi das Cruzes.

Reuso de Containers Marítimos Aplicado a Porto Mogi Ecoville  

Trabalho de Conclusão de Curso II, apresentado na Universidade de Mogi das Cruzes.

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