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Cabo Verde precisa mesmo de atingir a meta nas renováveis / Nacional / Detalhe de Notícia 13-1-2012 Cabo Verde precisa mesmo de atingir a meta nas renováveis Metade da energia consumida pelo país em 2020 deverá ter origem nas renováveis. Mas, mais do que um sound byte político, esta meta é mesmo fundamental. Caso contrário, não só se perderá a capacidade já alcançada até ao momento, cerca de 25 por cento, como aumentarão os custos com os combustíveis fósseis. Os dados fazem parte de um estudo promovido pelo Ministério do Turismo, Indústria e Energia, durante os anos de 2010 e 2011. A coordenação técnica foi do Director Geral de Energia, Abraão Lopes e a análise foi desenvolvida pela empresa de consultoria Gesto Energia. Não é segredo que Cabo Verde tem uma elevada dependência de combustíveis fósseis. Em 2009, mais de 95 por cento da electricidade foi produzida a partir de fuelóleo e gasóleo. A subida do preço do petróleo deu um rombo na tesouraria da Electra e levou mesmo a Agência de Regulação Económica (ARE) a aumentar as tarifas da electricidade em cerca de 30 por cento em 2005 e em 2009. No mesmo período, as perdas de energia também se agravaram, passando de 17 por cento em 2005 para 26 por cento em 2009, por razões técnicas e não técnicas. Até 2020, prevê-se que o consumo de electricidade duplique. Os projectos das renováveis em curso, que significam uma taxa de penetração de energia limpa em 25 por cento, não serão suficientes para garantir este consumo. Aliás, se não houver projectos adicionais esta taxa de penetração descerá para os 16 por cento e a importação de combustíveis fósseis será 1,9 vezes superior à registada em 2009. Neste momento, segundo o estudo, Cabo Verde tem um potencial estimado de 2600 Mega Watts de energias renováveis. O maior recurso é o solar, mas, o mais económico é o eólico. Também os resíduos sólidos urbanos podem ser uma fonte de energia competitiva em Santiago e São Vicente. Em termos espaciais, nas ilhas de Santiago e São Vicente é possível atingir uma penetração de renováveis próxima dos 60 por cento, com investimentos em sistemas de armazenamento de energia, numa central hidroeléctrica (barragem) em Santiago e na ligação eléctrica entre São Vicente e Santo Antão. Nas restantes ilhas, diz ainda o estudo, a dimensão do consumo limita o potencial das renováveis a valores de cerca de 30 por cento. Nestes casos, recomenda-se a aposta na produção independente. Contas feitas, para que se consiga atingir a meta dos 50 por cento de renováveis dentro de oito anos, será necessário investir mais de trinta milhões de contos. Por outro lado, chegar a esta percentagem significará custos de geração de energia 20 por cento abaixo dos actuais. Ao mesmo tempo, corta-se na importação de 75 milhões de litros de gasóleo ou fuelóleo e na emissão de 225. 000 toneladas de CO2. Evolução da procura O consumo de electricidade em Cabo Verde cresceu uma média de 8,7 por cento ao ano, entre 2000 e 2009. Actualmente, Santiago, São Vicente e Sal representam cerca de 85 por cento do total de consumo energético do arquipélago, com Santiago a representar 52 por cento de toda a energia consumida. Até 2020, espera-se que este consumo seja o dobro do actual, o que fará com que, se não se conseguir implementar as renováveis, o país dependerá ainda mais dos combustíveis fósseis do que actualmente.


Os estudos realizados identificam um potencial superior a 2600 Mega Watts de energias renováveis. A solar ocupa o topo, seguido da eólica. Em termos de localização de projectos, a ilha de Santiago é aquela em que foi identificado um maior potencial, superior a 350 MW. A ilha do Sal foi também identificada como uma das que tem maior potência para projectos solares e eólicos. São Vicente é também referenciada como uma ilha rica em potencial eólico e solar. Santo Antão e Fogo apresentam um potencial solar e eólico reduzido, apesar da ilha do vulcão ser a única que tem capacidade para energia geotérmica. No entanto, estudar melhor este recurso exige trabalhos dispendiosos. Boa Vista e Maio são consideradas também ilhas com boas condições para as renováveis, principalmente a solar. Já a Brava e São Nicolau, devido ao terreno acidentado que as caracteriza, apresentam um potencial mais limitado. Zonas de Desenvolvimento das Energias Renováveis

Entretanto, o governo já divulgou a criação das Zonas de Desenvolvimento das Energias Renováveis (ZDER), áreas delimitadas para a realização e implementação de projectos ligados às energias renováveis. Assim, fica interdita, nas ZDER, a construção de novas edificações e/ou construções de carácter permanente, susceptíveis de comprometer a utilização destas áreas para os fins a que foram reservadas. No total, haverá em Cabo Verde quarenta e seis Zonas de Desenvolvimento das Energias Renováveis, com uma área total reservada de 7887 hectares, cerca de 78,87 quilómetros quadrados, menos de 1,9 por cento do território nacional. São abrangidos os concelhos de Porto Novo, Ribeira Grande de Santo Antão, Paul, São Vicente, Ribeira Brava, Tarrafal de São Nicolau, Boa Vista, Sal, Maio, Ribeira Grande de Santiago, São Domingos, Praia, Santa Catarina de Santiago, Santa Cruz, Santa Catarina do Fogo, São Filipe e Brava. O objectivo, disse o Ministro do Turismo, Indústria e Energia, Humberto Brito, em conferência de imprensa, é criar condições para a instalação de empresas que queiram explorar os recursos, enquanto produtores independentes, abrindo assim o sector aos investidores privados. No entanto, estes projectos só chegarão a bom porto se os privados responderem ao de-safio. Humberto Brito acredita que esses objectivos conseguirão ser atingidos. "O governo não vai buscar financiamento. Os projectos serão desenvolvidos, essencialmente, pelo sector privado". Negociações em concretas não foram adiantadas, apesar do ministro ter garantido que o governo tem sido "muito activo na procura de soluções". O governo espera ainda que essas manifestações de interesses dos privados aumentem nos próximos tempos, ao mesmo tempo que for divulgado o Plano Estratégico Sectorial para as Energias Renováveis. Mas, não foram divulgadas quaisquer garantias que esse cenário venha a ser uma realidade. O investimento total de 300 milhões de euros tem de ser cumprido nos próximos oito anos, por causa da meta 2020. "Tudo depende da rentabilidade que o empresário vier a encontrar nos investimentos. E nós pensamos que o sector é rentável, tem espaço para expandir e as perspectivas que temos da demanda de energia dão algum conforto para a realização dos financiamentos nos próximos tempos". "As previsões são previsões e esperamos que o tempo as venha a confirmar. Espero que toda a evolução que viermos a conhecer no futuro venha confirmar os números actualmente colocados sobre a mesa. Em dez anos, a procura de energia quase que duplicou. Ao mesmo tempo, a produção também duplicou. Isto quer dizer que mantendo a tendência, as nossas previsões serão atingidas". Se o plano é para o futuro, o presente é ainda de apagões, mas, sublinhou o ministro, a solução dos problemas passa não só pela existência de potência mas também pelo nível de reservas existentes. "Estamos a concluir o investimento que vai praticamente duplicar a capacidade de reservas na ilha de Santiago. Assim estaremos


em condições de ter uma situação estável em Santiago. Em finais de 2013, teremos instalado mais 20 Mega Watts, também em Santiago, e aí sim poderemos dizer que teremos a situação resolvida", disse o governante que acabou às escuras porque, durante a conferência de imprensa, houve um novo blackout. Objectivos até 2020 • Construir uma central hidroeléctrica de bombagem para Santiago com cerca de 20 Mega Watts, • Efectuar a ligação eléctrica marítima entre São Vicente e Santo Antão, • Instalar os centros de despacho e automatização do arranque de unidades diesel, • Executar e reforçar o plano de investimentos em redes e geração térmica, • Obter financiamento para energias renováveis de 300 milhões de euros, • Internalizar no sector eléctrico os custos das linhas de crédito, • Desenvolver parcerias público/privadas para os projectos de Santiago e São Vicente, • Apostar na produção independente nas restantes ilhas, • Superar os 90 Mega Watts de potência eólica, • Instalar 2 Mega Watts de energia solar por ano, • Instalar duas centrais de resíduos sólidos na Praia e no Mindelo, • Tornar a ilha da Brava 100 por cento renovável, • Reduzir as perdas técnicas e não técnicas em 50 por cento, • Melhorar a eficiência energética em 10 por cento, • Reduzir os custos da energia no sector público em 10 por cento • Introduzir o veículo eléctrico e atingir uma taxa de penetração de 5 por cento do parque automóvel movido a electricidade, • Criar uma estrutura de operação e manutenção, • Criar um curso de energias renováveis na UniCV e • Instalar uma fábrica de painéis solares em Cabo Verde.

13-1-2012, 20:05:42 Expresso das Ilhas

Comentários Nuno Ventura Não tinha ainda percebido que o Expresso das Ilhas se tinha tornado num porta-voz acrítico da fantasia que o Governo chama de plano estratégico de energias renováveis. A notícia parece tratar-se dum trabalho de investigação jornalística, quando afinal é uma mera transcrição das declarações do Ministro. Os objectivos a atingir até 2020 são cncerteza para um qualquer outro País que não Cabo Verde mas o Senhor. Jornalista que escreveu ou copiou o texto deve viver noutro País para ter formulado o texto com o fez.

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