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REVISTA SEGURANÇA Edição N.º 01- Marcço de 2018

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Segurança Pública e Privada

EDIÇÃO ESPECIAL N.º 1 ww

Crise Hídrica no Plano Corporativo

Veja como o Gestor de Segurança pode atuar em situações de crise hídrica, princiipalmente na elaboração de planos de segurança e emergência. Pg. 06

Tecnologia Aplicada na Gestão de Segurança Pg. 02

TÉCNICAS DE SEGURANÇA PESSOAL

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serviço de segurança pessoal (VSPP) vem crescendo nos últimos anos, e isso se deve há muitos fatores, sendo o principal deles a falta de uma segurança pública eficiente na proteção das pessoas

TENDÊNCIAS DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE SEGURANÇA Saiba das últimas tendências no mercado da Tecnologia de Segurança usadas nas empresas públicas e privadas.


Tecnólogo em Segurança Pública e o Mercado de Trabalho

vasto caminho e oportunidades para ser exploradas no mercado de trabalho, porém, como qualquer outras profissão, é preciso estar sempre atualizado, buscando as últimas informações dentro do setor de segurança pública e privada, e, se possível, fazer outros cursos de aperfeiçoamento ou mesmo de nível superior. Gostou da matérias? Então, acompanhe nosso portal, onde estamos postando novos temas sobre segurança pública e privada semanalmente.

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Tecnólogo em Segurança Pública é o profissional habilitado para trabalhar na área de segurança em seus mais diversos fins, como no desenvolvimento de planos e projetos de segurança, no ensino de módulos educacionais sobre Direitos Humanos, Sistemas de Segurança Pública e temas voltados para a formação de cidadãos comprometidos com a proteção das pessoas e do melo ambiente.

Porém, o conceito é bem mais amplo do que os anunciados nos cursos de curto e médio prazo. Alguns deles com duração entre três meses a um ano. Cursos técnicos e carga horária

Nos cursos de formação de Tecnólogo em Segurança Pública, há várias disciplinas aplicadas para o aprendizado dos alunos, todas voltadas para o tema de segurança pública e cidadania.

Algumas disciplinas aplicadas nos cursos de Tecnólogo em Segurança Pública são:

São vários conceitos dentro do tema para serem abordados, sendo que alguns cursos profissionalizantes e técnicos têm em sua grade curricular abordagens sobre os aspectos policiais, das atribuições dos governos com a segurança pública, meio ambiente e direitos humanos. É comum ver cursos para formação de Tecnólogo em Segurança Pública sendo oferecidos sem apresentar o verdadeiro conceito do mesmo, focando apenas como cursos superiores de tecnologia, que habilitará a pessoa a prestar concurso público nas instituições de segurança em geral, como polícia, bombeiros, agentes penitenciários e outros. 2

Os cursos técnicos têm carga horária entre 800 e 1200 horas, o que é impossível que sejam completadas em menos de seis meses. Fora desse período, os cursos podem estar na modalidade livre e de treinamento.

Conceito de Direitos Humanos; Código Penal; Código Civil; Administração Pública; Meio Ambiente; Sociologia; Segurança Pública; Padrões de Policiamento; Polícia Comunitária; Corpo de Bombeiros; Defesa Civil e outros. O Tecnólogo em Segurança Pública tem a competência necessária para explorar suas habilidades em vários setores do mercado, podendo prestar Consultoria na área de Segurança Pública; Ministrar aulas em Cursos Profissionalizantes na modalidade de Cursos Livres; Elaborar Projetos de Prevenção e Segurança para Empresas Públicas e Privadas; Liderar Equipes de Segurança e outras atividades inerentes à função. Portanto, a profissão de Tecnólogo em Segurança Pública tem um

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m estudo realizado pela Carglass Brasil na semana de 17 a 21 de outubro mostrou que o sistema de som é o objeto mais roubado dos carros. Mesmo com as melhorias em relação à segurança, como a remoção da frente do rádio e a integração do aparelho no painel do carro - o que dificulta o roubo - o sistema de som continua sendo o mais surrupiado. Ele representa 36% das razões das quebras de vidros laterais atendidas pela empresa no período. A pesquisa considerou os clientes que solicitaram abertura de sinistro para vidros laterais das portas (foram 187 relatos, ou 19% do total de atendimentos em 60 cidades de 17 estados) e informaram o motivo da quebra sendo furto ou roubo de objetos do interior do veículo. Em segundo lugar na preferência dos ladrões está a bolsa, razão de 24% dos roubos e furtos. A empresa considerou surpreendente o número de ocorrências de roubo do estepe: nada menos do que 14% do total. Aparecem ainda com altos índices de roubo com quebra de vidros laterais o GPS (9,6%) e o aparelho celular, com 6%.

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CARGA SEGURA DA PROTEGE

Vigilantes impotentes nos ataques a carros-fortes

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em se tornando cada vez mais frequente a onda de ataques a carrosfortes no Brasil, onde os criminosos usam um poder de fogo bem maior do que os vigilantes que fazem a proteção dos valores transportados, geralmente usando espingarda de uso permitido calibres 12, 16 e 20, e pistolas calibre 380 e 7.65, seguindo uma lei de 1983 e considerada ultrapassada. As empresas de transporte de valores devem seguir ainda a Lei 10.826/2003, que não permite o uso de outros tipos de armas na proteção dos valores e na escolta armada. Terror na vida dos vigilantes Ataques a carros-fortes vêm sendo o terror na vida dos vigilantes que trafegam pelas estradas do Brasil. Não há como prever onde e como será o próximo ataque. Se ele acontecer, não há como revidar, pois seria quase suicídio diante do poder de fogo e da ousadia dos bandidos, que na maioria das vezes são ações empregadas por grupos especializados nesse tipo de crime. 3

Explosivos são usados na maioria dos casos de roubo contra as empresas de valores, eliminando toda possibilidade do vigilante agir na defensiva. Os criminosos usam armas com alto poder de fogo, como granadas, fuzis .50 e 762. Em 2017, houve um aumento de 58% no número de ataques a carros-fortes no Brasil. A cada três dias, um novo caso é registrado nas rodovias que cortam o país. Armas mais potentes para vigilantes

Há um projeto que tramita na Câmara dos Deputados que prevê a liberação de armas mais potentes para os vigilantes de transporte de valores, porém, ainda há resistência, o que dificulta sua votação. Por outro lado, as empresas de transporte de valores ainda não criaram mecanismos que possam contribuir para minimizar os riscos, como por exemplo, investimento em programas de gestão de segurança e no serviço de inteligência por meio da analise de riscos, antes e durante o percurso dos carros-fortes.

Seria uma opção viável para complementar o serviço dos vigilantes que trabalham no interior dos veículos blindados. Embora as empresas de transporte de valores tenham seguros, o que está em jogo é a vida dos profissionais que fazem a proteção de seus ativos. Mudanças nas leis Enquanto não houver mudanças significativas nas leis penais, inclusive investimento governamental em presídios de segurança capaz de manter os mentores de tais crimes por mais tempo presos, não haverá muito que fazer. Não bastaria apenas liberar o uso de armas mais potentes para os vigilantes, já que as quadrilhas são em número maiores, ou seja, a única alternativa seria mudanças no Código Penal e maior estrutura de policiamento nas rodovias, além de operações especializadas de investigação contra essa e outras modalidades de crimes contra o patrimônio.

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Técnicas de Segurança Pessoal

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serviço de segurança pessoal (VSPP) vem crescendo nos últimos anos, e isso se deve há muitos fatores, sendo o principal deles a falta de uma segurança pública eficiente na proteção das pessoas e de seu patrimônio. Grandes empresários estão investindo na própria segurança por meio do serviço de escolta armada, serviço este prestado por vigilantes com formação específica na área de segurança pessoal. A profissão é também conhecida como serviço de guarda-costas, muito explorado nos filmes de ação, onde a figura do Agente de Segurança Pessoal é o responsável pela proteção de seu cliente, muitas vezes enfrentando os mais diversos ataques, como tiros, atentados usando bomba, produtos químicos e outros. Técnicas de proteção pessoal O Agente de Segurança Pessoal (VSPP) emprega as mais diversas técnicas para a proteção de seus clientes VIP, algumas delas aprendidas nos cursos de formação de segurança, outras, aprendidas no dia a dia na proteção de dignitários, termo usado para representar as pessoas importantes, como artistas, políticos, personalidades e mesmo pessoas sem muita notoriedade pública, mas que também contratam o serviço de segurança pessoal. 4

O serviço de segurança pessoal abrange vários aspectos que devem ser colocados em prática na proteção do VIP. Isso envolve a preparação da rota onde o protegido irá percorrer e o grau de periculosidade envolvida na ação; dentre elas, podemos citar a situação do trânsito por onde o protegido e a equipe de segurança irão percorrer, além da quantidade de homens, armas e equipamentos que serão usados na operação. O VIP e o grau de risco Todo VIP a ser protegido tem um grau de risco, ou seja, alguns têm mais risco de sofrerem um ataque pessoal, e cujos inimigos poderão usar qualquer meio, ocasião ou arma para atingi-lo. Quanto maior o risco mais elevada deve ser o nível de segurança em torno dele, isso pode necessitar de maior número de veículos, agentes e estratégia empregada na proteção.

específico, já que em cada ambiente que ele (VIP) estará, deve haver profissionais prontos para agir, seja antes e durante o serviço de escolta pessoal. Podemos citar com exemplo, um artista que deverá passar um corredor cercado por fãs até chegar ao camarim, ou no palco aonde vai se apresentar. O posicionamento dos agentes de segurança é fundamental no chamado “circulo de proteção”. PLANEJAMENTO NO SERVIÇO DE SEGURANÇA E preciso um bom planejamento no serviço de segurança pessoal, com homens habitados em técnicas de defesa pessoal, primeiros socorros, emprego de arma de fogo, direção defensiva, evacuação em ambiente público, proteção corporal e outras.

O VSPP (Vigilante de Segurança Patrimonial e Pessoal) deve ser experiente no serviço de segurança pessoal. Uma equipe bem treinada para os mais diversos campos de atuação sempre terá vantagem na hora de agir na defesa de seu cliente.

Sempre que possível, a proteção de VIPs deve ser feita com veículos blindados, equipado com materiais de primeiros socorros, kit de sobrevivência em áreas isoladas, armas de reserva, equipamento de comunicação (rádio, celular), mapas e sistema de navegação eletrônica (GPS).

Para cada ocasião é necessário o emprego de estratégia diferente. Na segurança de pessoas famosas, por exemplo, deve haver um projeto

O serviço de proteção pessoal é complexo e exige habilidades variadas na sua execução. Há técnicas para cada meio empregado, seja na

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segurança a pé ou com veículos. Há regras na própria formação dos agentes em torno do protegido, técnicas diferentes para cada ocasião. Uma equipe de batedores deve ser bem treinada para o trajeto planejado, onde o protegido (VIP) irá percorrer até seu destino final. Geralmente é feito usando três veículos, sendo que o do meio estará a pessoa protegida. O primeiro veículo é conhecido por “mosca”, sendo ele batedor principal, orientando os demais membros da equipe sobre o trajeto, já devidamente traçado e planejado. Todos os temas abordados aqui são ministrados por empresas de formação de segurança, onde o aluno aprenderá na prática todos os procedimentos necessários para a segurança VIP. Izaías Sousa

Brasil vai investir em tecnologia de segurança pública

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Ministro Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou a criação da Secretaria de Produtos de Segurança para investir em produtos e tecnologias de segurança pública no combate à criminalidade do Brasil. O anúncio foi feito durante a abertura da ISC Brasil 4.0, nesta terça-feira (6), onde o ministro da recém criada pasta também ressaltou a importância do investimento em inovação para aumentar a segurança. “É fundamental que a segurança pública tenha o apoio do setor privado, precisamos gerar inovação e produção tecnológica para combater o avanço da criminalidade. Olhando as soluções apresentadas nesta feira, reforço a importância da Secretaria de Produtos de Segurança, que será criada para incentivar a modernização de sistemas”, disse o ministro durante a cerimônia de abertura da 13ª ISC Brasil, que também contou com discurso do secretário-executivo do novo Ministério, general Carlos Alberto Santos Cruz. “Com menos de uma semana de ministério, sabemos que existe muita coisa a ser feita. E o investimento em tecnologias de segurança pública e novos sistemas é fundamental. Os projetos para a segurança também precisam ter políticas públicas para serem desenvolvidos”, ressaltou o secretário.

Na feira, Jungmann e o general Santos Cruz também participaram da primeira Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Comandantes Gerais de Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (CNCG) de 2018. Inovação no combate à criminalidade A tecnologia a serviço da segurança foi o principal tema debatido durante a abertura da ISC Brasil, feira que traz as principais inovações voltadas ao setor. “É uma feira referência em tecnologia e modernidade. E a segurança precisa dessa vanguarda”, disse o Coronel Marco Antonio Nunes de Oliveira, presidente do CNCG. “Temos uma expectativa de 23% de crescimento neste ano para a feira por conta de reforços nos setores de segurança eletrônica, digital, pública e privada. Além de trazer as principais inovações para o setor, a ISC também investiu na expansão de eventos de conteúdo para atualização profissional”, disse Paulo Octávio de Almeida, vice-presidente da Reed Exhibitions Alcântara Machado, organizadora da feira, que vai até dia 8 de março, no Expo Center Norte. Fonte: ICS Brasil

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As fontes abertas na investigação e

coleta de dados

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s fontes abertas na investigação é muito comum no meio policial, principalmente quando se fala em serviço de investigação. Porém, o que muitos não sabem, é que há ferramentas e meios considerados como grandes aliados em um trabalho de investigação ou estudo da vida pregressa de uma pessoa, ou mesmo no levantamento de dados sobre uma empresa. Policiais, detetives particulares e agentes de governo estão usando as fontes abertas na investigação diariamente para buscar informações sobre a vida das pessoas ou de empresas, e cujas fontes podem ser encontradas nas fontes abertas, ou seja, que está em locais públicos, acessíveis sem necessidade de usar login e senha de seus investigados, o que dependeria de autorização judicial. Podemos encontrar informações diversas sobre a vida de uma pessoa ou o modo de operação de uma empresa na internet, como nas redes sociais, sendo elas um exemplo de fontes abertas. As fontes abertas na investigação social Tanto no Facebook, LinkedIn, Instagram, Twitter, Whatsapp e outras plataformas digitais, lá estão informações públicas que podem 6

servir de elementos para uma investigação policial, privada, ou mesmo para o levantamento de dados sobre a vida pregressa da pessoa, recurso muito útil no departamento de Recursos Humanos das empresas, no setor de admissão de funcionários, por exemplo. São as chamadas Fontes Abertas nas Redes Sociais. Há no mercado obras literárias que trata sobre o tema de forma mais aprofundada, inclusive ensinando a usar as As fontes abertas na investigação e na coleta de dados para os objetivos desejados. Segundo o Delegado Alesandro Gonçalves, as fontes abertas podem ser ferramentas disponíveis na internet ou mesmo material, Assim, o conteúdo disponível em fontes abertas não exige nenhuma espécie de restrição de acesso. Diferentemente das fontes fechadas, em que há a necessidade de login e acesso, as abertas encontram-se acessíveis a todo instante. Fontes abertas de acesso livre Os dados ou informações de acesso livre podem ser encontrados nos mais variados meios: comunicação, livros, softwares e, principalmente, potencializados pela internet. Essas fontes fornecem elementos que irão auxiliar na investigação policial.

A Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011, mais conhecida como Lei de Acesso à Informação Pública, constitui um marco ao democratizar a informação assegurando o direito fundamental ao seu acesso. As diretrizes a serem seguidas por ela compreendem: Observância da publicidade com preceito geral e sigilo como exceção; Divulgação de informações de interesse público; Utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação; Fomento ao desenvolvimento da cultura da transparência na administração pública; Desenvolvimento do controle social da administração pública. Dessa forma, a moderna legislação garante, de forma transparente, acesso à informação mediante procedimentos objetivos e ágeis. Essa disponibilidade de conteúdo, por parte dos entes federativos e demais órgãos, possibilita uma maior agilidade durante uma investigação policial, com informações completas, atuais e acessíveis sobre determinado fato em apuração. Os dados que, até então já eram de boa monta, passam a ter uma maior qualidade e quantidade. Referência: http://direitoeti.com.br

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Crise hídrica deve fazer parte do plano de segurança corporativa

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Brasil passa por uma crise hídrica na empresa cada ano mais rígido, onde os reservatórios públicos estão abaixo do limite considerado aceitável, o que resulta em sérios problemas de abastecimento, e consequentemente na qualidade de vida das pessoas. Em alguns estados, a crise de água afeta a maioria da população. Os reservatórios estatais estão baixos, fazendo com as pessoas busquem soluções alternativas até a estação chuvosa. Reflorestamento e a crise hídrica

O problema pode ser mais sério em médio prazo, até porque não há políticas de fiscalização e recuperação dos mananciais e fontes, incluindo o reflorestamento e o manejo adequado da pastagem, sendo este o maior causador do efeito estufa, devido ao desmatamento acelerado em sem controle efetivo dos governos. Para o Gestor de Segurança Corporativa, muito especialmente para quem presta serviço de consultoria em segurança empresarial, a crise hídrica deve fazer parte do Plano de Segurança Corporativa, com projetos robustos e linhas bem 7

definidas no estudo de localização da empresa, evitando em médio e longo prazo prejuízos incalculável pela falta de água que sustente as instalações e suas linhas de produção. Crise hídrica no plano de contingência

Licenciar a instalação de uma empresa não é um processo dos mais simples, e pior ainda será se não houver um plano de contingência para a crise hídrica à altura da corporação, o que deve incluir o abastecimento da empresa e suas fontes alternativas de água, seja ela tratada ou em seu estado natural, coletada de represas, tanques, rios e outras fontes controladas pelos setores de proteção ambiental. A crise hídrica deve ser um problema a ser trabalhado pelos gestores de segurança e nos planos de contingências e crises. Crise hídrica e o clima O professor Sérgio Koide, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), explica que o que deflagra o processo da crise hídrica é o clima, mas a falta de planejamento faz com que a margem de segurança entre a oferta

e a demanda seja muito pequena. “Com um bom planejamento e com investimentos, você consegue fazer uma gestão mesmo em situações de certa escassez de recursos”, explica. Para ele, o risco de insuficiência de água para o abastecimento ocorre quando o planejamento não é cumprido, na medida em que a oferta vai se aproximando da demanda. “Neste caso, é preciso fazer um novo planejamento, com antecedência, e adotar as medidas necessárias, como investimentos em obras, para evitar a falta de abastecimento.” Segundo dados do Governo Federal, Em 2017, em todo o Brasil, já são 872 as cidades com reconhecimento federal de situação de emergência causada por um longo período de estiagem. A região mais afetada é a do Nordeste e o estado da Paraíba é o que concentra maior número de municípios, com 198 que comunicaram o problema à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec)

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Falta de integração entre órgãos públicos facilita ações criminosas Segurança estatal e segurança privada

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Brasil é um dos países mais facilita os crimes de corrupção e estelionatos, com base em relatórios de instituições de segurança e combate ao crime organizado. Na lista do Fórum Econômico Mundial, o Brasil está em 4º lugar no ranking.

da Europa.

Quando se fala em corrupção nos indicadores mundiais, geralmente está ligado aos crimes dentro das instituições públicas e governo, porém, os casos são mais genéricos, ou seja, a corrupção está inserida em todas as camadas sociais, incluindo nas instituições privadas.

No Brasil, um dos órgãos que mais se aproxima dos padrões de segurança ainda é a Receita Federal, além da Policia Federal em seus órgãos.

O Decreto nº 8.789, publicado em 2016 no Diário Oficial da União (DOU), permitiu que dados cadastrais dos cidadãos brasileiros como endereço, estado civil e vínculos empregatícios fossem compartilhados entre os órgãos do governo federal. O objetivo é monitorar políticas públicas, facilitar a análise da concessão ou pagamento de benefícios para reduzir fraudes e simplificar a oferta de serviços públicos.

O grande problema é que nos estados e municípios não há uma base de dados para ser acessado por tais

A partir da mudança, não será mais necessária à celebração de convênios, acordos de cooperação

É um conjunto de fatores que contribuem para que o crime tenha espaço, sendo um dos maiores facilitadores a falta de interligação entre os sistemas de governos, como as secretarias de segurança pública, organizações bancárias e de créditos, cartórios de registros, departamento de trânsito e outros. Governos Federal, Estadual e Municipal

departamentos, o que dificulta no rastreamento das pessoas e empresas em seus movimentos comerciais e criminais.

técnica ou ajustes congêneres para o compartilhamento de dados entre os órgãos do governo federal. “Com este mecanismo, vamos reduzir o pagamento indevido de benefícios sociais, por meio de cruzamento de dados das diferentes bases governamentais”, disse o ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), Dyogo Oliveira.

A comunicação entre Governo Federal, Estadual e Municipal faz parte dessa rede de falhas, ou seja, não há interligação entre as instituições, como é nos Estados Unidos e países 8

Sem uma base de dados comum e compartilhada, o acesso à informação por parte dos órgãos de estado dificulta o rastreamento e o monitoramento de pessoas físicas e jurídicas em suas operações e atos.

Na segurança corporativa há esse cuidado por parte dos gestores que é o levantamento de informações necessárias para seu bom funcionamento, seja na logística de instalação, produção, comércio e distribuição de produtos e serviços, além das informações e base de dados entre outras empresas no setor de RH, responsável pela contratação e dispensa de funcionários e fornecedores.

A legislação vai ainda agilizar o atendimento ao público. Por exemplo, uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai

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permitir que a verificação da renda da família dos candidatos aos benefícios do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) seja feita de forma automática. Cada atendimento pessoal do INSS custa cerca de R$ 70 aos cofres públicos e, com a automatização, será possível diminuir filas e economizar recursos. Modernização e eficiência do estado “O objetivo é modernizar a administração pública e gerar maior eficiência do Estado ao reduzir redundância de informações e o custo operacional para o compartilhamento delas”, explicou Oliveira. As informações serão compartilhadas preferencialmente em formato digital. O decreto também estabelece o compartilhamento de dados públicos de pessoas jurídicas ou empresas individuais. Entre as informações que serão partilhadas, estão a razão social, data de constituição, composição societária e Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). A Secretaria da Receita Federal do Brasil disponibilizará, por exemplo, os dados constantes na Declaração de Operações Imobiliárias (DOI), na Declaração de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) e informações de conhecimento público constantes na Nota Fiscal. Tais mudanças foi um dos primeiros grandes passos para que outros órgãos da administração possam também compartilhar seus dados, facilitando, inclusive, o mapeamento de ações ou grupos suspeitos de práticas criminosas, seja contra o patrimônio público, ou crimes contra a pessoa, dados que deveriam ser acessíveis às secretarias de segurança pública dos estados dentre outros.

Drone Mavic é a nova máquina de monitoramento aéreo

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avic Air vem sendo o drone mais poderoso no mercado da tecnologia de captação de imagem aérea e panorâmica. Com capacidade para voar até 68 quilômetros por hora, ele também transmite vídeos em tempo real e com grande capacidade de estabilizar as imagens. Drones na segurança Para quem trabalha na área de segurança, por exemplo, os drones são equipamentos essenciais em vários momentos, principalmente na captação de imagens que exige detalhes com alta resolução, no sentido de obter o maior número de informações do local a ser monitorado. Vale lembrar que há regras já em vigor sobre a operação do drones em áreas urbanas, ou seja, é preciso estar atento à legislação brasileira que regula a atividade e operação de aeronaves não tripuladas. Sensores estabilizados

Seja qual for o modelo, sempre haverá inúmeras possibilidades para explorar o ambiente das alturas sem perder o foco principal da ação esperada pelas poderosas máquinas voadoras de vigilância aérea. A máquina voadora tem autonomia de até 21 minutos, com transmissão em tempo real, e pesando apenas 430 gramas. O Mavic Air pode ser usado para uma infinidade de ações, o que não se resume apenas na área da segurança e monitoramento. Eles podem ser usados por empresas de TV; monitoramento de trânsito; mapeamento; agricultura e pecuária; segurança pública e privada e outras modalidades que precisam de o drone potente e de grande autonomia, aliado ainda ao tamanho robusto e com pouco peso. Os drones vêm chegando ao mercado brasileiro com muita inovação tecnológica e com preço acessível para a maioria dos modelos.

O poderoso drone da linha Drone Mavic tem 5 sensores de visão e uma câmera 4K estabilizada com 3 eixos, e balanceado com o próprio movimento, garantindo uma boa imagem sem perder o foco da cena capturada. Sua imagem vai de 720p a 1080p (HD). No caso do modelo Phantom 4, ele pode chegar a até 72 km/h, podendo reconhecer obstáculos e desviar deles.

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Aplicativos de Seg do Controle Remo

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om a chegada da internet no Brasil na década de 1990, quando os computadores pessoais se popularizaram, a corrida por novos equipamentos de segurança conectados na rede mundial de computadores acelerou as inovações tecnológicas, resultando no que vemos hoje, os milhares de aplicativos de segurança que são acionados por cliques em qualquer lugar no mundo. A chegada dos modernos sistemas de segurança eletrônica tornou nossa vida mais cômoda, principalmente pela facilidade em opera-los, bastando apenas usar o teclado de um smartphones, tabletes ou laptops para que os comandos sejam obedecidos, acionando uma série de equipamentos em nossa volta, ou mesmo os que estão bem longe de nós. Aplicativos de segurança (APP) 10

Esse é o caso dos aplicativos de segurança (APP) que podem ser baixados, programados e instalados em nossos sistemas operacionais para se comunicar com algum equipamento eletrônico, podendo ser um aparelho de TV, Rádio, Sistema de Alarmes, Automação Industrial, Sistema de Navegação e outras milhares de possibilidades. Não foi um fim dos controles remotos que funcionam via ondas de radiofrequência, porém, reduziu bastante seu uso, já que os modernos sistemas eletrônicos e automatizados usam chips programados para trabalhar em plataforma de internet via sinais digitais, e não somente analógicos. Cada vez mais, as indústrias de tecnologia estão investindo em equipamentos que podem ser

operados via internet e, nesses casos, são também operados por comandos dos aplicativos de segurança, como por exemplo, as linhas de automação dentro das indústrias de fabricação e montagens. Pequenos, robustos, inteligentes e seguros, os aplicativos de segurança ganham espaços nos diversos aparelhos fabricados para operar em conexão com a internet. Não é o fim dos controles remotos Evidente que não é o fim dos controles remotos tradicionais que usam sinais via radiofrequência para emitir um comando, pois eles ainda são usados em uma ampla gama de equipamentos de segurança, inclusive nos que usam conexão com a internet, podendo trabalhar de forma simultânea, ou seja, um aplicativo pode emitir um sinal digital para controlar um sinal via rádio em um mesmo equipamento,

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gurança no Lugar oto

ou vice-versa. Os chamados APP (application) podem ser baixados para vários sistemas operacionais, além de serem bem flexível quanto à programação para lidar com os mais diversos sistemas com conexão a internet. As duas principais lojas são a AppStore, da Apple, e a Google Play, do Android.

Dicas de Segurança para o seu dia a dia

sempre 20 metros de distância de um suspeito e observe as mãos dele (geralmente escondidas nos bolsos). Se tiver que gritar, não use ‘socorro’ porque faz as pessoas ao redor recuarem, pois fica claro que há perigo. Grite o nome de alguém como ‘Paulo’. O bandido achará isso incomum e pensará haver mais pessoas com a vítima. Mude de calçada e observe o comportamento do suspeito. Nunca demonstre estar procurando um endereço. Use óculos escuros, ande rápido e no centro da calçada e, se puder, contra o sentido do trânsito (para perceber algum veículo suspeito). Mantenha a bolsa à frente do corpo.

CAMINHANDO

FAZENDO EXERCÍCIO

Observe o que acontece ao redor (atenção 360 graus). Mantenha

Não use fones de ouvido ou algo

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que distraia sua atenção. Mantenhase distante de carros estacionados, arbustos e áreas mal iluminadas. Não pare para dar informações nem se aproxime de carros. Indique um posto policial. Se sentir que deve responder, faça isso em movimento. ABASTECENDO NO POSTO Observe, antes de entrarem, se há movimentação estranha, como funcionários parados e nervosos. Se desconfiar de algo, não entre. A faixa central é a mais segura, pois o bandido ataca pelas calçadas ou pelo canteiro central. As primeiras fileiras são visadas para roubos de carro; as últimas para furtos de objetos. Evite compras no sinal. Mesmo que o vendedor não seja ladrão, você se distrai abre o vidro e se expõe.

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