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acupuntura O que é?

De onde vem?

Segundo a define a base da dados médica UpToDate [1 ] : "A palavra acupuntura deriva das palavras latinas acus (agulha) e punctura (penetraçom). A acupuntura originou-se na China há aproximadamente 2000 anos e é um dos procedimentos médicos mais antigos do mundo.

A acupuntura associa-se habitualmente à medicina tradicional chinesa. Como indica un artigo [2] publicado em 201 3 na revista da Sociedade Internacional de Investigación en Anestesia (IARS, polas suas siglas em inglês) a acupuntura foi umha prática em declive na China até a década de 60 do século passado.

Abrange umha série de métodos usados para estimular diferentes pontos anatómicos. Ademais das agulhas, as acupunturistas podem incorporar pressom manual, estimulaçom elétrica, ímanes, laser de baixa potência, calor e ultrasons. Apesar desta diversidade, as técnicas mais usadas e estudadas som a manipulaçom manual e/ou a estimulaçom elétrica de agulhas finas, sólidas e metálicas insertadas na pele."


Em Ocidente nom foi conhecida até a década de 70, a partir da publicaçom no jornal New York Times dum artigo do jornalista James Preston, que descrevia como lhe aplicaram técnicas de acupuntura no pós-operatório dumha apendicectomia que lhe praticárom em Beijing em 1 972, enquanto cobria a viagem do entom presidente Nixon à China. "É curioso que, posto que os seus princípios som tam excêntricos como os de qualquer outro tipo de medicina précientífica, a acupuntura parece que foi ganhando algo mais de plausibilidade no tempo que outras formas de medicina alternativa. Por isso se realizaram mais investigaçons sobre a acupuntura que sobre qualquer outra pseudoterapia", indica o artigo.

Como se aplica? A acupuntura, como dixemos anteriormente, consiste na inserçom de agulhas muito finas na pele, em determinados pontos presumivelmente estratégicos do corpo. Usa-se com frequência para o tratamento e alívio da dor, mas o seu uso está cada vez mais estendido para a melhora do bem-estar geral, por exemplo, para o manejo do estrés. Os seus princípios aparecem explicados num artigo [3] da web maldita.es: "Na base [da acupuntura] está a ideia do chi, central na filosofia oriental. Trata-se dumha suposta força ou energia vital que flue nos seres vivos através dumhas vias dentro do nosso corpo chamadas meridianos. Quando enfermamos, o motivo é que o chi nom flue adequadamente, ou que os dous tipos de chi (os famosos ying e yang) estám descompensados.

A acupuntura, polo tanto, trata de melhorar esses fluxos colocando agulhas nos pontos críticos e restaurando assim o equilíbrio do chi."

Na base da acupuntura está a ideia do chi, umha suposta energia vital que flue nos seres vivos. O conceito de chi é um conceito inverificável. Nom existem evidências da sua existência. Por que é umha pseudoterapia? O conceito de chi é um conceito inverificável. Nom existem evidências da sua existência nem se conseguiu explicar que tipo de energia é nem como interage com outros tipos de energia. A acupuntura fica assim sem a sua base teórica original. Sabendo que os seus princípios nom som científicos, algumhas pessoas defendem a eficácia da acupuntura, baseando-se no argumento de que poderia ter outros mecanismos de açom alternativos, como a liberaçom de analgésicos gerados polo nosso cérebro ou os descritos na Teoria da Comporta, que afirma que os estímulos nom dolorosos evitam que a dor viaje polo sistema nervoso central. Nengumha das duas hipóteses puido ser comprovada. Mas a efetividade dum tratamento pode provar-se mediante a realizaçom de estudos clínicos e, como foi assinalado anteriormente, a acupuntura foi mui estudada.


Comissom de cultura científica da Gentalha do Pichel. Fevereiro 2020

A biblioteca Cochrane [4] é umha compilaçom de metaanálises (estudos sobre conjuntos de estudos científicos) médicas que conta com trabalhos de 1 1 .000 científicos e científicas de 1 30 países. Som mais de 3000 os estudos relacionados com a acupuntura. Como se explica num artigo [5] publicado em 201 3 na revista Science Based Medicine: "A investigaçom clínica nunca pode provar que umha intervençom tem efeito zero. Em vez disso, a pesquisa clínica assume [...] que o tratamento nom funciona e o objectivo da prova reside em atopar evidências [de que é eficaz]." Polo tanto, as investigadoras podem afirmar que nom existem evidências do efeito, mas nom negar a sua existência com rotundidade. Ainda assim, quando há um número suficiente de estudos "negativos" e ausência de "positivos", assume-se que dito efeito é inexistente. Os investigadores David Colquhoun e Steven Novella afirmam neste artigo que "logo de décadas de investigaçom e mais de 3000 estudos [...] qualquer possível efeito da acupuntura é tam pequeno que resulta clinicamente insignificante". Como curiosidade, é interessante incidir em que o desenho dos estudos realiza-se mediante a técnica do duplo cego, como nos indica num artigo [3] de maldita.es: "as pessoas participantes som divididas em dous grupos: um grupo que recebe o tratamento real (grupo experimental) e um grupo que recebe o placebo (grupo de controlo) [...]. Nem as investigadoras nem as participantes sabem quem está em cada grupo [...] para evitar vieses (tendências) que podam interferir nos resultados."

A conclussom é que nom é possível distinguir quais efeitos podem ser atribuídos à acupuntura e quais ao efeito placebo.

Logo de décadas de investigaçom e mais de 3000 estudos pode-se concluir que qualquer possível efeito da acupuntura é tam pequeno que resulta clinicamente insignificante. O efeito placebo é um efeito conhecido e comprovado em medicina; todas nós somos suscetíveis de experimentá-lo. Trata-se da melhoria no estado de saúde dumha pessoa doente como consequência de receber umha intervençom terapêutica inócua. Como nos indica o artigo [3] de maldita.es: "o seu efeito acentua-se quando a intervençom vai acompanhada dumha atençom minuciosa por parte da pessoa que nesse momento se está a encarregar da nossa saúde e, normalmente, umha acupuntora na sua consulta privada dedica-nos mais tempo que umha médica de Atençom Primária num centro público." Com efeito, os grandes ensaios clínicos realizados em Alemanha e EEUU [6] nom evidenciam diferentes resultados para tratamentos de verdadeira acupuntura e acupuntura simulada em transtornos de dor crónica como a enxaqueca, a cefaleia tensional, a gonartrose ou a dor lumbar.


Quais som os riscos? A aceitaçom social da acupuntura radica em grande medida no facto de ser considerada inócua, mas recentemente tenhem-se publicado diversos estudos [7] que evidenciam efeitos secundários como hemorrágias, hematomas, irritaçons cutáneas, mareios e cefaleia. Também existem casos registados de pneumotórax[8] (rematando na morte da paciente), infeçons polo uso de material contaminado, danos na médula espinhal ou convulsons [9] .

Nom é necessário submeter-se a tratamentos de acupuntura por ser esta umha pseudoterapia sem efeitos demonstrados. Em resumo, ainda sendo os efeitos secundários leves ou inexistentes e o risco baixo, nom é necessário submeterse a tratamentos de acupuntura por ser esta umha pseudoterapia sem efeitos demonstrados. [1 ] https://www.uptodate.com/contents/ acupuncture?search=acupuntura&source=search_ result&selectedTitle=1 ~1 50&usage_type= default&display_rank=1 [2] https://journals.lww.com/anesthesia-analgesia/ pages/articleviewer.aspx?year=201 3&issue= 06000&article=00025&type=Fulltext#ref-1 [3] https://maldita.es/malditaciencia/si-laacupuntura-tambien-es-una-pseudoterapia-cuyaeficacia-no-esta-demostrada/ [4]https://www.cochrane.org/search/site/ acupuncture?f%255B0%255D=bundle%253Areview

[5] https://sciencebasedmedicine.org/acupuncturedoesnt-work/ [6] Linde K, Streng A, Jürgens S, Hoppe A, Brinkhaus B, Witt C, Wagenpfeil S, Pfaffenrath V, Hammes MG, Weidenhammer W, Willich SN, Melchart D. Acupuncture for patients with migraine: a randomized controlled trial. JAMA. 2005;293:21 1 8–25 Melchart D, Streng A, Hoppe A, Brinkhaus B, Witt C, Wagenpfeil S, Pfaffenrath V, Hammes M, Hummelsberger J, Irnich D, Weidenhammer W, Willich SN, Linde K. Acupuncture in patients with tension-type headache: randomised controlled trial. BMJ. 2005;331 :376–82 Haake M, Müller HH, Schade-Brittinger C, Basler HD, Schäfer H, Maier C, Endres HG, Trampisch HJ, Molsberger A. German Acupuncture Trials (GERAC) for chronic low back pain: randomized, multicenter, blinded, parallel-group trial with 3 groups. Arch Intern Med. 2007;1 67:1 892–8 Witt C, Brinkhaus B, Jena S, Linde K, Streng A, Wagenpfeil S, Hummelsberger J, Walther HU, Melchart D, Willich SN. Acupuncture in patients with osteoarthritis of the knee: a randomised trial. Lancet. 2005;366:1 36–43 Cherkin DC, Sherman KJ, Avins AL, Erro JH, Ichikawa L, Barlow WE, Delaney K, Hawkes R, Hamilton L, Pressman A, Khalsa PS, Deyo RA. A randomized trial comparing acupuncture, simulated acupuncture, and usual care for chronic low back pain. Arch Intern Med. 2009;1 69:858–66 [7] https://www.sciencedirect.com/science/article/ abs/pii/S0965229903000049 [8] https://www.elsevier.es/es-revista-rehabilitacion1 20-articulo-nexo-causal-neumotorax-asociadocon-1 31 26659 [9] https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/ PMC221 4278/pdf/1 2943357.pdf

Comissom de cultura científica. Fevereiro 2020.

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Acupuntura  

Texto sobre a acupuntura da campanha sobre pseudoterapias da Comissom de Cultura Científica da Gentalha do Pichel

Acupuntura  

Texto sobre a acupuntura da campanha sobre pseudoterapias da Comissom de Cultura Científica da Gentalha do Pichel

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