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Disponibilização : Ana Rosa Tradução : Dani Porto Revisão Inicial : Rafa Revisão Final : Manoela, Bella Leitura E formatação : Mirella


Sinopse Quando retorna ao Alabama para um verão de diversão com sua melhor amiga desde a infância, Tessa, só há uma coisa que a preocupa. Uma pessoa que faria qualquer coisa para evitar. Benjamin Kelly. O maior idiota do mundo. Mia o odeia com fúria e não tem nenhum desejo de vêlo novamente. Quando decide começar o verão com um estrondo, e finalmente marcar seu cartão de V, ela inconscientemente entrega ao cara que é mestre em fazer da sua vida impossível, mas aprende uma valiosa lição no processo. Sempre saiba o nome do cara com quem você vai para casa. Ben não consegue tirar da cabeça a garota com quem passou uma noite. Quando ela o deixa na manhã seguinte, acha que nunca vai vê-la outra vez. Até que a vê deitada à beira da piscina com sua irmã. Mia está determinada a odiar Ben, apesar de não esquecê-lo.


Ben está decidido a demonstrar que não é o mesmo homem que costumava ser. O que acontece quando a única pessoa que você deseja que nunca tenha existido torna-se a única pessoa sem a qual você não pode viver?


Prólogo Benjamin Kelly era a maldição da minha existência. Sua zombaria era implacável, sempre certificando-se de observar todas e cada uma de minhas inseguranças quando estava por perto. E porque era a melhor amiga de sua irmã, Tessa, eu estava sempre por perto. - Você tem comida presa em seu aparelho. Isso é tão nojento. Talvez você deveria parar de comer porque você é gordo de qualquer maneira. - Que nojo! O que é isso no seu rosto? Parece uma segunda cabeça. - Deus, você não pode mesmo ver nada sem os óculos, nerd? Quantas vezes você correrá com estas coisas? - Mia Corelli é a garota mais feia que eu já vi. Oh, desculpe, Mia! Eu não podia vê-la sentada ao meu lado. Eu o odiava furiosamente. Convencida de que seu único objetivo na vida era me reduzir a nada. E o fez em mais de uma ocasião. No entanto, eu nunca chorei na frente dele. Eu nunca dei a ele a satisfação. Eu só fiquei lá, mantendo minhas lágrimas quando estivesse sozinha. Tessa sempre me defendeu, jogando todos os insultos que ela pudesse pensar nele. E eu estava grata por isso, porque eu não podia dar a ele o que merecia. Minhas réplicas


de seus comentários eram tão patéticas quando comparadas com as de Tessa. Assim, eu só me afastava e deixava que ela o corrigisse. - Está ciente de que os dentes de Mia serão mais retos do que os seus, perdedor. Por que não conserta essa brecha gigantesca antes que alguém faça um gol aí? - O que é isso na sua cara, Ben? Meu Deus é horrível! Oh, não importa. Não há nada em sua cara. É sua aparência mesmo. - Pelo menos Mia não é burra como você, Ben. Se passar da oitava série será um milagre. - Ben Kelly tem o menor pênis do mundo. Tem que segurá-lo com um par de pinças quando mija. Seus comentários espirituosos o calavam temporariamente, mas quando ele encontrava sua voz novamente, foi muitas vezes utilizada para dizer alguma coisa contra mim. Eu era a nerd, a melhor amiga pateta de sua irmã, que se tornou seu saco de pancadas favorito por cinco anos esgotantes. Eu cresci, me tornando um pouco mais dura e isso foi usado para me atormentar, mas minhas inseguranças estavam sempre lá. Ele nunca me deixava esquecer. Era a semente de Satanás, o maior idiota do mundo, e eu o odeio para o resto da minha vida.


Benjamin Kelly era a pior coisa jamais vista antes em Alabama. E se eu nunca o visse outra vez, estaria รณtimo para mim.


Capítulo Um - Não tenho que ir. Se for muito para a senhora, posso ficar aqui. Realmente não é um grande problema, tia Mae. – Fechando o quarto de minha mãe, passo pelo corredor até a cozinha atrás da minha tia. – Realmente. Falo sério. Só porque ela está melhorando não significa que seja uma boa idéia que eu saia do estado. Minha tia colocou a mão em meu ombro, apertando suavemente. – Precisa de um descanso de tudo isso, querida. Tem cuidando dela todos os dias, vinte e quatro horas durante os últimos nove meses. Todo mundo precisa de um tempo para si mesmo. – Inclina sua cabeça, sua expressão abrandando-se com um sorriso. – Quero que se divirta Mia. Vá desfrutar do verão e me deixe cuidar de tudo. Suspirando, nego com a cabeça, não estou completamente confortável com a idéia de ir. - E se ela fica muito doente e eu não estou? O que acontece se ela precisar de mim? - O pensamento de minha mãe me chamando enquanto eu estiver fora, mesmo a quatro horas de distância, é o suficiente para cancelar a viagem. Eu amo minha tia, mas eu sou a única que tem ficado aqui. Eu sou a única que tem feito tudo por ela desde que


ela ficou doente. Está acostumada a mim, não a Mae. Eu sei que o olhar que ela dá quando se sente realmente ruim, mas não vai admitir isso. Eu sei como fazê-la comer quando ela se recusa. Eu. Não preciso de uma pausa, muito menos todo o verão fora. - Se acontecer alguma coisa, mesmo a menor mudança em sua condição, eu vou chamá-la. - Suas mãos pousam no meu rosto, seu polegar acariciando a minha bochecha. - Prometa-me que não vai deixar a sua preocupação te impedir de ter um incrível verão com Tessa. - Simplesmente não sei se esse é o melhor momento. Não fica boa por muito tempo. Tia Mae emite um olhar dizendo não irá se render. - Este é o momento perfeito. E como eu disse antes, quero que você vá. Se você tentar ficar em casa agora, a única coisa que vai conseguir será uma bronca. Sorrio e aceno em concordância. Minha mãe gosta de se impor quando eu mereço. Ela é severa mas doce ao mesmo tempo, seguindo sempre uma punição com um abraço. – Tudo bem, eu vou. Mas tem que me prometer que me ligará se alguma coisa mudar. Mesmo a mínima mudança. - Eu prometo. – Baixa sua mão e passa ao redor do balcão, olhando para a pilha de pratos que se acumulou na pia.


Vou ficar com Tessa na casa de seus pais durante o verão, enquanto ela cuida da casa. Tenho muitas memórias dessa casa, levando em conta o fato de que praticamente vivi lá por cinco anos. Sempre ficava lá depois da escola, até que minha mãe me buscasse para ir para casa. Tessa era como a irmã que eu nunca tive, e quando minha avó ficou doente e tivemos que mudar para Fulton, na Geórgia, no verão anterior nona série, eu chorei por semanas. Nós mantivemos contato ao longo dos anos, e agora eu vou passar o verão com ela como antes. E enquanto seu irmão ficar o mais longe possível de mim, vai ser o melhor verão da minha vida. Benjamin Kelly. O maior idiota do mundo. Vou para o meu quarto, preciso terminar minha mala afinal. Tessa me espera em algum momento amanhã à tarde, mas não vou esperar até lá para entrar no Alabama. Há algo que eu quero fazer antes de começar minhas férias de verão. Algo que eu queria fazer há muito tempo. Se eu estou indo para me divertir neste verão, eu tenho que retirar todas as minhas inibições. Este não será um verão complexos ou timidez. Eu não sou a mesma menina que há nove anos atrás deixou Ruxton. Essa menina foi embora há muito tempo. O aparelho, em primeiro lugar, seguindose o peso e os óculos, que foram trocados por lentes de contato. Meu cabelo não é mais uma confusão selvagem de cachos, agora eu aprendi a lidar com isso. Minha pele melhorou e essa não foi a única grande mudança este ano. Meus seios cresceram e eles são


definitivamente o meu melhor atrativo se assim posso dizer. E com a ajuda da equipe de vôlei na qual entrei no colegial, meu corpo melhorou e ficou dessa maneira. A nova Mia Corelli vai se soltar e experimentar tudo o que Alabama pode oferecer durante o verão. Mas para fazer isso, tenho que resolver algo primeiro. E vai ser essa noite. Pego meu telefone, deitando no meu travesseiro depois de empurrar minhas malas para o chão. Eu: Tudo empacotado. Te chamarei quando estiver a caminho. Tessa: Oh meu Deus! Estou tão emocionada. Sua bunda é minha por todo o verão. Fiz tantos planos para nós duas.  Eu: Oh sim! Mal posso esperar para chegar aí e relaxar na piscina durante três meses. Tessa: Isso não é tudo o que vamos fazer. Vamos encontrar algo para você brincar no verão. Você se cercará de pênis se for necessário. Jesus, Tessa. Eu: Bem, tenho uma noção. Falando de paus, por acaso, seu irmão estará fora do país nesse verão?


Tessa: Não se preocupe com Ben. Não o vejo tanto, assim você também não. E depois, já o adverti. Se te chateia, lhe darei um chute nas bolas. Eu: Só depois de mim.  Tessa: Essa é minha garota. Este verão vai ser incrível! Nos vemos amanhã. Eu: Sim, nos vemos.

Não sei nem o nome do bar onde me encontro sentada agora. Mas não acredito que isso importe. Foi o primeiro que vi enquanto caminhava pela saída de Ruxton e ele parecia bastante promissor. Um bar parece ser o lugar perfeito para o que eu vou fazer, ou pelo menos tentar. Eu não quero passar mais um verão como uma virgem. Especialmente quando minha melhor amiga não é tímida sobre suas conquistas sexuais. Se vou ficar com ela este verão, tenho que perder minha virgindade e rápido. Tessa não tenho idéia de que ainda tenho meu cartão de V, e realmente não quero aparecer amanhã acenando ao redor como uma espécie de


bandeira da abstinência. Assim, com a ajuda do meu traje de não virgem, vou dar meu cartão a um desses sortudos essa noite. - Aqui está querida. – Diz o garçom, colocando uma bebida roxa brilhante na minha frente. – O cara com uma camisa preta no final do bar acena ao redor com uma bandeira sendo retirada. Envolvo meus dedos em torno do vidro e olho ao longo do bar, nos olhos do homem que me convidou para beber. É quente. Muito quente. Incrivelmente quente. O tipo de cara que te faz pensar,não há maneira nenhuma desse cara estar me olhando. Com cabelos escuros e olhos que são incrivelmente brilhante para vê-los mesmo com pouca iluminação. Lhe dei um sorriso antes de afastar o olhar para tomar um gole do meu copo. É delicioso, parece framboesa e coco. Tomo outro gole e olho para ele de novo, mas ele já não está mais lá. Uma onda de decepção inunda meu corpo. - Merda! Onde ele foi? – Pronuncio enquanto meus olhos procuram pelo bar. Quem compra uma bebida para uma garota e logo se vai antes de tirar proveito? Não viu a gigantesca flexa florescente apontando dizendo: esta garota quer ficar um tempo com você? Condene-o. Maldito seja, era uma boa opção para entregar meu cartão V. - Onde quem foi, querida?


Virando minha cabeça, encontro os olhos do atrativo comprador de bebidas, que reclama o banco ao lado do meu. Ofego suavemente, permitindo-me um momento para assimilar o arrepio que percorre meus braços. Seus brilhantes olhos cinzas são emoldurados por seus escuros cílios, e minha atenção se dirige até seus lábios que se torcem em um sorriso. Esses. Lábios. Santo Inferno. São um caminho para o inferno, se tiver coragem se saltar neles. Olho em seus olhos com um sorriso. – Oh, você na realidade. Queria te agradecer pela bebida. É ótima. O que é? - Paixão púrpura. Não, furacão púrpuro? – Franziu o cenho. Sorrio, tomando outro gole. – Não sei. Uma bebida roxa de garota. Te via com muita sede de onde eu estava e pensei que te ajudaria. Levanto uma sobrancelha. – Oh! E a quanto tempo está me observando? Riu, uma das risadas mais doces que já escutei, antes de responder: - Tempo suficiente para ver que também está sozinha, o que me surpreende. Observo enquanto acena para o garçom, admirando a forma como os músculos de seu braço se mexem quando coloca a mão no bolso e tira sua carteira. – Por que te supreende? E você por acaso está aqui enquanto sua namorada está no banho? – Minha voz sobe um pouco, e vejo seus lábios se apertarem


enquanto absorve minhas palavras. É melhor que ele não tenha namorada. Poderia jogar-lhe minha deliciosa bebida se ele tiver. Seu corpo se vira para mim, levando sua mão até meu braço. – É realmente muito bonita, isso me surpreende. E não te levaria para minha casa se tivesse namorada. – A velha Mia poderia ter se surpreendido com sua iniciativa, mas a nova Mia está olhando para o céu, agradecendo a Deus por colocar esse homem charmoso, que não perde tempo, nesse planeta e nem no bar essa noite. O dedo que está na parte superior de minha mão começa a me acariciar suavemente. – Quero dizer, se quiser ir à minha casa. Ou a sua. Não me importa. Vou para qualquer lugar que acabe comigo entre as suas pernas. – Seu sorriso se estende e duas covinhas aparecem em cada bochecha. Oh meu Deus! É adorável. - Definitivamente cortou toda a sedução. Encolhe os ombros. – Sabe que te quero, e tenho estado te olhando nos últimos vinte minutos. Eu gosto deste tipo. E não apenas porque é tão bom com as palavras e irrefutáveis como o inferno. Há algo sobre seu jeito brincalhão que está me puxando para ele. Tem facilidade para falar e não me faz sentir desconfortável em tudo. Em qualquer caso, eu me sinto mais sexy que eu já havia sentido, Tessa ficaria orgulhosa dessa Mia. Cruzo uma perna sobre a outra, ganhando


sua atenção quando a barra de meu vestido sobe um pouco na minha coxa. -Estar entre as minhas pernas exige uma mudança de local? Você não parece o tipo de pessoa que evita sexo em público. Definitivamente não. Parece que o tipo de cara que iria me levar a qualquer hora, em qualquer lugar, não importa quais forem as consequências. Há um nervosismo que está definitivamente ativando todos os meus pontos quentes. Sorri antes de se inclinar e roçar seus lábios contra meu ouvido. - Não, eu não sou, mas, eventualmente, o bar será fechado, e eu não penso em parar o que estou fazendo até que eu já não possa mais tomar o seu corpo. Tremo só de pensar e movo minha mão sobre sua coxa, dobro os dedos e sinto seus músculos se contrairem contra mim. Virando a cabeça, eu coloco meus lábios em sua orelha, como ele fez. – Seria gentil comigo? Nunca fiz isso antes. – Sussurro. – Mas Deus, quero isso. Quero que me faça vir. – Me inclino para trás e encontro seus olhos brilhantes, notando os tons de azul que se destacam contra o cinza. – Acredita que pode manejar-me? Juro que eu ouvi um rosnado baixo em sua garganta enquanto sua mão sobe em meus braços e agarra a parte de trás do meu pescoço debaixo do meu cabelo. Ele é possessivo, é como se me reclamasse aqui na frente de todos. E eu sei que parece loucura, mas eu quero ser possuída por este homem. Eu quero dar-


me a ele completamente e uma grande parte de mim não quer que ele seja suave. Eu não me importo que possa me machucar. Quero que me leve. Pega meu queixo com a outra mão e puxa a minha cabeça, nossos lábios juntos por um leve toque. Eu gosto de cada momento, gemo quando sua boca deixa a minha.Vejo-o se contorcer em resposta ao meu desespero. Me tem e sabe disso. - Eu vou te foder até que você se consuma. - Afirma contra a minha boca, a outra mão ao redor, acariciando meu lábio inferior com seu polegar. Eu posso abri-los e deslizá-lo para dentro de mim, seus olhos olhando para mim com um novo calor quando eu arranho meus dentes sobre sua pele e mordo com a menor quantidade de pressão. Os músculos do seu pescoço se contraem e ele se move, arrastando o polegar para baixo, arrastando para meu pescoço agora. - Sua casa ou a minha, baby? Eu vou me perder se eu não conseguir entrar dentro de você em breve. Lambo os lábios, saboreando o gosto de uísque que eles deixaram em nosso breve beijo. - Sua. Eu não tenho uma casa. - Você está de passagem? - Pergunta com as sobrancelhas levantadas. Sentamos perto um do outro, na realidade praticamente um em cima do outro, e eu me sinto segura. Protegida. Como se eu pudesse confiar nele completamente.


- Sim, você poderia dizer que sim. - Eu terminei o resto da minha bebida e me levantei, indicando que eu estava pronta para ir onde nós dois quiséssemos ir. Eu não podia mais sentar nesse bar com ele tocando-me e não perder a cabeça. Ele se levanta e meus olhos percorrem todo o seu corpo. Porra, é muito bonito. Você pode não notar a partir de sua posição sentada, mas o homem tem um torso que continua por dias. Amplo e malhado, ele definitivamente trabalha fora este tipo de físico. Sua cintura fina se encaixa perfeitamente em um par de jeans, e suas pernas são longas e musculosas. Eu só posso imaginar o que parece atrás dele. Eu me afasto e olho para seu rosto. - Eu poderia seriamente escalar-te como um carvalho. - Ah mesmo?! Creio que eu gostaria de ver. – Sua resposta alegre me faz rir e começo a puxar ele rapidamente por entre a multidão e para fora. O doce ar do Alabama sopra meus cabelos em meus ombros. – Quer me seguir ou voltamos depois para pegar seu carro? Você quem sabe. - Ele pára uma vez que tenhamos alcançado o meio do estacionamento, ainda segurando minha mão com força. Eu não quero tirar o meu carro. Não quero estar longe dele nem por um segundo porque só temos essa noite. Assim é como isso funciona, pelo que escutei. Não sei o que estou fazendo aqui. Sem dúvida, seria melhor se fôssemos separados. Se ele for um psicopata, eu poderia precisar escapar.


Aperto suas mãos e olho em seus olhos. – Te seguirei, mas primeiro tenho que sentir seus lábios. Não perde tempo. Era como se pensássemos a mesma coisa porque antes que eu pudesse me mover, mesmo um pouco para reafirmar meus desejos, ele está sobre mim. Seus lábios trabalham nos meus, nossas línguas se acariciando com um só propósito. Esses não são beijos provocantes. Estes são beijos de te quero agora, e se não chegarmos rápido a cama, faremos aqui. Nunca me beijaram assim. Nunca. Poderia fazê-lo por horas. Até dias. O sinto irradiando através do meu corpo, através de cada terminação nervosa. Nossas mãos ainda estão interligados, seu aperto se intensificou com o beijo. Passa a língua ao longo do meu lábio inferior lentamente, terminando o abraço apaixonado onde nossas bocas são tão felizes de estar. Bem, pelo menos a minha boca, de qualquer maneira. - Coco. – Sussura contra minha boca. - Humm? Sua boca dá um pequeno sorriso. – Tem gosto de coco. Definitivamente amo coco. – Sorri abertamente e indica com a cabeça uma caminhonete. – Essa é minha. Segue logo atrás de mim, bebê. Não gostaria de te perder.


- Isso seria uma tragédia. – Estou brincando, caminhando até meu Jipe roxo cereja que está estacionado a uma pequena distância do seu carro. – Odiaria que essa noite terminasse com apenas um beijo. Seus olhos se estreitaram com minha observação. – Um excelente beijo, sem dúvida, Geórgia. Não posso manter meu sorriso no rosto quando ele sai do estacionamento e sigo atrás dele. Estamos sozinhos na rodovia momentaneamente antes de chegar às estradas secundárias que levam à Alabama, pela qual eu era apaixonada. Tessa e eu andávamos por essas estradas com quadriciclos, e passamos muitos verões caminhando por estradas de terra e recolhendo flores silvestres. Mas a garota que fez essas coisas há tantos anos está agora seguindo essa caminhonete preta por esses caminhos. Este é um território totalmente desconhecido para mim, totalmente novo, e meu estômago está começando a dar voltas de ansiedade pelo que vai acontecer.


Capítulo Dois Sua mão encontra a minha de novo enquanto o sigo para dentro de casa, e não perde tempo caminhando diretamente escadas acima e entrando no quarto. Não está longe de mim, e o sinto o momento em coloco meu pé direito no tapete. Suas mãos acariciam meus braços, áspero contra suave, enquanto levanto os olhos, sinto sua respiração em meu cabelo. Meu pulso se acelera quando joga meu cabelo de lado. Pressiona seus lábios ao longo da linha do meu pescoço e inclino o pescoço para lhe dar o acesso que ambos queremos que tenha. Oh Deus. Fecho meus olhos e o sinto. Em todos os lugares. Mesmo quando está apenas tocando-me, o sinto sobre todo o meu corpo. O lugar onde minhas coxas se encontram está pulsando e meus mamilos estão tão duros que sinto que podem rasgar meu vestido. Jesus, isso é muito intenso. Seus lábios sobem do meu pescoço até o meu ouvido que ele chupa antes de morder. Me estremeço e ele faz de novo. Quem teria pensado que eu gostaria de mordidas? Me gira em seus braços, atacando minha boca com a sua. Sua língua entra em minha boca e gemo, agarrando sua cabeça para aproximá-lo mais de mim. Seu cabelo é suave em


minha mão e corro meus dedos por toda a sua cabeça. Sinto seu desejo por mim pressionando meu estômago, e não é um desejo pequeno. Obrigada, Jesus. Geme em minha boca e suga minha língua, suas mãos passeando por todo o meu corpo. Coloca as mãos firmemente em minha bunda, se inclina e me levanta do solo com um movimento rápido. Minhas pernas instintivamente se envolvem ao redor de sua cintura enquanto me carrega para a cama, deixando-me cair no meio dela. Passo minha língua em meu lábio superior, provando sua boca na minha. Estou excitada. Tão excitada. Se não me tocar de novo logo, poderia implorar por isso. Provavelmente ele gostaria disso. - Cristo, é tão sexy. Olhe-me. – Olha para mim, seus olhos ardendo enquanto me contorço na cama debaixo dele. – Não tem idéia do quão perto estava de parar o carro no acostamento e tomá-la ali mesmo. Isso não teria sido divertido. Sexo na caminhonete. Tenho que colocar isso na minha lista de coisas para fazer. - Talvez da próxima vez. – Afirmo, mas sei que não haverá próxima vez. Não com esse cara de qualquer jeito. Provavelmente nunca o verei de novo e tenho que estar bem com isso.


Meus olhos se alargam quando tira sua camiseta com uma mão. Meu Deus! Seu peitoral é um espetáculo de vista. Amplo, com um pouco de pêlos escuros no meio, é um homem feito e não me sinto nem um pouco envergonhada pelos olhares que estou lançando. Devia estar em todos os outdoors espalhados pela cidade. É musculoso, cada músculo visível de onde me encontro. Seu ombro direito está completamente coberto de tatuagens que se estendem até o cotovelo. E acredito que nunca vi tatuagens tão bonitas. Seis, não, talvez oito? O V. Esse maldito glorioso V que leva até o que realmente quero e que se esconde debaixo de suas calças. Abre as calças e elas caem no piso, uma impressionante ereção pressionada contra sua boxer. Minha boca se enche de água instantaneamente. Quero saboreá-lo. Se coloca de joelhos aos pés da cama e me apoio nos cotovelos para vê-lo melhor. Estou a ponto de perguntar o que ele está fazendo quando meus pés são puxados até ele. E agora estou muito consciente do que ele planeja fazer. O ajudo e escuto um pequeno som de diversão enquanto minhas pernas se apóiam nos seus ombros. – Necessito sentir seu sabor. – Suas mãos levantam meu vestido para revelar minha calcinha. Minha roupa íntima preferida. Senti que perder minha virgindade requeria algo diferente de minhas confortáveis calcinhas de algodão. – Quer vir em meus lábios, baby?


Fodido inferno, se quero. Quem com um pingo de juízo diria não a isso? – Uhmh. – É tudo o que posso falar agora. Meu cérebro está tendo dificuldades para formar um pensamento completo enquanto espera sua boca sobre mim, ali. Geme, profundo e rouco, deslizando sua mão por minha coxa até que sinto seus dedos passando para cima e para baixo na renda. Estou tremendo e ele está apenas me tocando. – Tão molhado e quente.

– Pressiona seu rosto em minha coxa e

inala, seu gemido vibrando contra meu corpo. – Maldição, cheira muito bem. Aposto que o gosto é melhor ainda. Minha calcinha é removida e sua primeira lambida quase me lança como um foguete para fora da cama. -Santa Merda. Isso é ... Wow. Meus músculos prendem sua cabeça com tanta força que me surpreende que consiga mover a cabeça. Mas ele consegue, e está me comendo como se isso fosse o que faremos toda a noite. Como se esta fosse a única maneira de experimentar no meu corpo. Eu não posso tirar meus olhos dele enquanto ele faz e o olhar que tem em seus olhos é de um predador e eu não tenho certeza de que poderia olhar para longe, mesmo se eu tentasse. É tudo sobre mim, alternando seus movimentos, por isso não posso me acostumar com qualquer coisa. E parece que ele está gostando tanto quanto pois faz com muito entusiasmo e cantarolando contra


mim. As vibrações movem através do meu corpo, batendo, batendo, até que eu estou tão perto que eu não consigo ver bem. Isso é como se é suposto sentir com o sexo oral. Fresco, revigorante. Graças a Deus eu deixei toda minha vergonha na porta porque ele está explorando cada centímetro da minha buceta. Estou tentada a enterrá-lo entre as minhas pernas e nunca mais deixá-lo ir. É incrível e eu sei que, sem sombra de dúvida, eu nunca vou experimentar qualquer coisa remotamente próxima a isto. Este homem. Puta merda! Este homem aqui sabe exatamente o que ele está fazendo. Eu não quero ir tão rápido, mas não há nenhuma maneira que eu possa parar o modo como meu corpo reage a ele. Arqueando as costas na cama, gemo alto quando o orgasmo passou por mim como uma onda. Lambe muito tempo depois, mais uma vez, e em seguida, novamente, certificando-se de tomar cada gota do que ele ganhou. - É fodidamente linda quando vem. – Coloca beijos gentis entre minhas pernas, seus olhos fixos nos meus. – Preciso ver isso de novo. – Seu joelho está entre minhas pernas, deixando cair sua mão justo no lugar em que ele trabalhou como se o mundo estivesse prestes a terminar. Gemo quando enfia um dedo em mim, deslizando dentro enquanto mantém seus olhos nos meus. – Quando faz isso você mesma, só se concentra em seu clitóris ou fode sua boceta assim? A. Pergunta. Mais. Quente. De. Todos. Os. Tempos.


Respondo em voz alta enquanto introduz outro dedo, preparando-me para seu pênis. – Só no meu clitóris. Não acredito que possa vir... – Grito. – dessa forma. Santa Mãe de Deus. Seus olhos brilham com malícia. – Desafio aceito. – Pega meu joelho com sua mão livre e começa a foder-me com os dedos, ignorando completamente meu clitóris. Protestaria se não fosse tão incrível. Sinto seus dedos curvando-se dentro de mim, como se tentassem se unir. Está esfregando um glorioso ponto que eu nem sabia que existia. - O que está? Oh, por Deus, eu nunca... isso é você? – Estou ofegante e arqueando contra o seu toque mágico. Se ele começasse a falar outras línguas não ficaria surpresa. - É o seu ponto G, anjo. Vou vê-la vir em formas que nunca pensou ser possível. –Aperta para cima nesse ponto, enquanto a outra mão empurra para baixo a frente da minha pélvis. Não estou segura que sente a mudança dentro de mim ou se a vê. Mas sabe exatamente quando passa. – Isso. Dá-me outro. Realmente preciso. – Gemo e obedeço, dando exatamente o que ele pede. Olho em seus olhos enquanto o orgasmo corre através do meu corpo, fazendo-me em pedaços pós-clímax. - Santa merda. Vem aqui. – Vou até ele, vendo-o de pé e tirando sua boxer enquanto chupa os dedos que estavam dentro de


mim. Meus olhos se perdem mais abaixo, abaixo, até que vejo o que é possível que me divida em duas. É maior do que eu pensava. Muito grande. – Oh meu Deus. – Deixo escapar, o que faz que me olhe com confusão. Nós dois rimos e cubro meu rosto, envergonhada. – Sinto. Isso foi um bom oh meu Deus. - Cristo, isso espero. – Coloca uma camisinha e se move entre minhas pernas. – Vamos ver se tem algum oh meu Deus debaixo desse vestido. – Suas mãos agarram a barra de meu vestido e me sento, dando-lhe total acesso. - Aposto que você está prestes a explodir a porra da minha mente. Fico vermelha enquanto tira meu vestido. Descansando na cama, assisto seus olhos percorrerem meu corpo, detendo-se e ampliando à medida que caem sobre meus peitos. Oh Deus. Estou completamente pelada na frente deste homem e ele só está me olhando. Sem dúvida, devo deixar de olhá-lo, depois que minha mente voou com os orgasmos, deveria fazer o que quisesse. Com uma língua dessas e dedos pelos quais daria minha vida, eu não consigo imaginar como deve ser bom o resto de seu corpo. Falando do resto de seu corpo, meus olhos caem em sua grande ereção e a necessidade cresce em mim como uma fome palpável. - Humm, algo errado? – Sussurro meu medo, ao ver seus olhos descerem, finalmente deixando meus peitos.


- Suas tetas são fenomenais. – Suas mãos as apertam e arqueio minhas costas no colchão, empurrando mais em suas mãos. – Quero passar meu pau neles e gozar aqui. – Passa um dedo pelo centro, seus olhos tornando-se escuros. – Aposto que ficaria ainda mais linda coberta de mim. Aposto que você gostaria também. – Jesus. Esse cara se destaca no departamento de falar sujo. E eu nunca pensei que gostaria disso. Mas vindo dessa boca, esses lábios, estou no meio do caminho para o inferno. Nunca havia estado tão excitada em toda a minha vida. Se inclina sobre mim e me pressiona contra o colchão, a sensação de estar sobre mim é perfeita. Cada parte do seu corpo está tocando-me e não quero que se mova. Sua ereção se movimenta contra meu clitóris e gemo quando sua boca encontra a minha. Sua língua gira e se aprofunda, deslizando em minha boca. Deus, isso é muito bom. Sinto como se estivesse flutuando, mas ele não se queixa. Passo minhas mãos ao longo dos músculos de suas costas sentindo como se movimentam com meu toque. Sua boca escapa da minha e desliza para baixo rapidamente. – Tenho que chupá-los, baby. Puxou meu mamilo uma vez, duas vezes, e em seguida, colocou-o na boca. - Oh sim. – Aperto sua cabeça contra meu peito, desejando que essa maravilhosa sensação não pare. Alterna entre eles, dando a cada um igual atenção enquanto chupa, puxa e morde. A dor é o suficiente para mesclar com o prazer. Prazer


intenso. Me sinto incrível mas quero mais. Sinto falta do seu pênis que agora não pressiona mais contra o meu corpo. – Pode... oh! Sua cabeça se levanta. – Posso o quê? – Mantêm seus olhos em mim enquanto chupa meu seio esquerdo. – Não farei mais nada com esse lindo corpo até que me implore por isso. – Disse no bar que nunca havia feito isso antes. A que se referia exatamente? Ir para casa com um estranho? O que está a ponto de me rogar para fazer? Baixo os olhos para me encontrar com seu sorriso. Cristo, é sexy para caramba e ainda tem senso de humor. Uma combinação mortal. E ele tem todo o direito de ser arrogante. Eu aponto de implorar para que entre em mim. – Humm, ambas na realidade. Nunca fiz nada disso. Beijei alguns garotos e me tocaram um pouco, mas essa é toda a minha experiência. - Tem certeza de que quer fazer isso? Nem sequer me conhece. Poderia te chupar um pouco mais ou te fazer vir outra vez com meus dedos. Podemos continuar sem eu colocar meu pau em você. Mordo meu lábio pensativa. – Tentador, mas quero fazer isso com você. – Nossos olhos se encontram enquanto se coloca de novo entre as minhas pernas. – Você parece tão gentil. Eu quero que a minha primeira vez seja com alguém tão gentil.


- Mostre-me que quer isso. - Segurando-me com os seus olhos, ordena-me a fazer o que você está pedindo. - Mostre-me que você quer que eu seja o único a tomar isto. Pego seu pênis, colocando o preservativo e esfregando seu comprimento. Seu gemido vibra através de todo o seu corpo e o sinto formigar na palma de minha mão. – Acredita que pode me fazer vir com ele? – Sussurro minha provocação. – Aposto que pode. Aposto que pode me fazer gozar a noite toda com ele. O maior e mais doce sorriso aparece em seu rosto e minhas pernas tremem. Estou seguramente desmaiando aqui. – Esse é o plano querida. Vou ir devagar, mas espero que me diga se for muito para você. – Coloca seus braços do lado da minha cabeça e segurando em seus braços o peso de seu corpo. O sinto em minha entrada e coloca suavemente beijos em meus lábios enquanto desliza lentamente com um gemido contido. Prendo a respiração e fecho meus olhos. Santa merda, ele é grande. Estupendamente grande. Ele pára, não entra todo, e solto a respiração. – Jesus, é tão apertada. - Geme e deixa cair seu rosto no meu. – Está bem? – Suas palavras preocupadas sopram através do meu rosto. – Quer que tire? Abro meus olhos e encontro os seus. Tenho que continuar. Sei que o prazer virá depois da dor. – Não, não o tire. Quero que me foda.


Sua mão acaricia ligeiramente a minha bochecha. – Bebê não posso fodê-la até que esteja pronta para mim. Te machucarei se fizer agora. – Baixa sua mão até a minha e a move ao redor dele. – Agarra-me e me puxe até você. Assim você estará controlando o ritmo. Assinto uma vez, agarrando-o com ambas as mãos e guiando-o até mim. A dor me golpeia outra vez e fico tensa. Cada músculo do meu corpo se contrai. Não posso parar. Preciso fazer isso. Fecho meus olhos enquanto empurro contra ele. Mais profundo. Mais profundo. Maldito inferno. Minhas unhas se enterram na sua pele e aspiro um monte de ar outra vez. – Oh Deus. – Gemi. A dor começa a mudar, desaparecendo lentamente até não sobrar nada. Fixo o olhar no seu e mordo o lábio, vendo sua expressão apreensiva. Está tão tenso quanto eu. Não quer me machucar. Escolhi o cara certo. Relaxo meu corpo completamente e começo a me familiarizar com a sensação. – Estou bem. – O tranquilizo, vendo a rigidez de sua mandíbula desaparecer e seus olhos se iluminam. Suavemente empurra o resto, avaliando minha reação. Estudando meu rosto. Seus lábios se abrem e seus olhos parecem


iluminar a escuridão do quarto. Um gemido rouco sai de sua garganta enquanto abro minhas pernas para ele, separando minhas pernas o quanto consigo. – Estou tão dentro de você baby e me sinto tão bem. – Roça seus lábios nos meus. – Tão malditamente perfeito. – Sussurra. - Estou pronta para que se mova. – Digo com segurança. Estou mais do que pronta. Inclino minha pélvis para cima e envolvo minhas pernas ao redor de sua cintura. Lentamente se move para fora, mantendo seus olhos nos meus. A dor desapareceu e a única coisa que sinto é puro êxtase. Júbilo. Maldita euforia. Gemo e levanto minha bunda, para que vá mais fundo. Oh, sim. Isso é bom. Surpreendentemente bom. - Santa merda. – Geme, deslizando para fora lentamente. Se inclina e beija o canto de minha boca. – Dói? – Sorrio e balanço a cabeça negando. – Bom. Vou me mover realmente agora, baby. Entretanto, não sei quanto tempo vai durar. Está me apertando tanto, porra, está tão apertado anjo. – E logo toma seu ritmo, sua pélvis se cochando contra a minha. Meus peitos balançando contra seu peito musculoso e o beijo profundamente, explorando cada centímetro de sua boca com a minha língua. O quarto se enche com nossos gemidos não contidos. Estou certa de que as pessoas no próximo estado podem nos ouvir.


Empurra. Empurra. Empurra. - Oh meu Deus. – Digo enquanto lambe e chupa meu seio. Sei que estou indo. Estou familiarizada agora com a sensação e não há nada que eu possa fazer para detê-la. A acumulação vem de dentro de mim e está chegando muito rápido. Como o fogo se alastrando. - Estou quase bebê. Está pronta? Como é quente que ele saiba que estou para gozar. Nem preciso dizer. - Sim. Deus, sim, - Respondo. Desliza sua mão entre nós e encontra meu clitóris. Empurrando mais duro e mais duro, mais profundo do que acredito que fosse possível e meu orgasmo passa através de mim como uma corrente. – Oh! – Estou vindo, aprisionando seu corpo, e esta vez é mais intensa do que as duas primeiras. As duas primeiras. Quão sortuda sou agora?! Todo o meu corpo treme contra o seu enquanto enfio as unhas em suas costas e arrasto ao longo de sua pele. - Faz isso outra vez. – Pede com urgência. Repito a ação e ele geme alto, investindo contra mim, buscando sua liberação.


- Agora baby! Se retorce dentro de mim e fica quieto, relaxando seu corpo contra o meu, enquanto ambos lentamente descemos. Mas não quero descer. Gosto dessa elevação. Não, amo essa elevação. Está elevação é incrível. Agora entendo porque todos gostam de sexo. Estou eufórica e completamente satisfeita. Na verdade, eu poderia morrer agora e estar bem com isso. E gostaria que minha lápide tivesse a seguinte escrita: Mia Blaire Corelli. Amada filha e amiga. Morte por orgasmo. Com “O” maiúscula. Não tinha planejado adormecer. Queria surpreender Tessa depois de minha noite incrível com meu estranho, explicando que estava muito animada para esperar até o dia seguinte para sair. Mas depois de cinco orgasmos, cinco, uma garota não pode esperar muito antes de desmaiar. Depois de um pequeno descanso para recuperar o fôlego, me pegou por trás, inclinando-me sobre a cama e logo me pediu que o montasse. Eu? Tomar as rédeas? Eu o fiz e percebi que era mais profundo dessa maneira. Incrivelmente profundo. Acredito que essa agora é minha posição preferida. Além de que lhe dava total acesso aos meus seios o que ele parecia desfrutar muito. Creio que suas palavras foram “ as melhores tetas que já vi”. Estou brilhando desde esse elogio. E, em seguida, para


melhorar a melhor experiência da minha vida, ele me disse que isso significava tanto para ele quanto para mim. Assim é como estamos agora. Seu braço abraça minha cintura, com sua respiração lenta e constante em meu cabelo enquanto olho no relógio em sua mesinha de cabeceira. 10:14 a.m. Não posso acreditar que dormi. Na casa de um estranho. Um completo desconhecido. Bem, não completo. É o único homem que conhece meu corpo. E, doce Jesus, como conhece. Assim, parecia natural acomodar-me junto a ele e adormecer em seu peito. Era quase íntima nossa experiência. Era quente como o inferno, mas doce também. Era gentil em cada nova posição, constantemente me perguntando se estava bem antes de me levar a uma nova profundidade de paixão e, porra, me possuir. Eu sentia seu carinho no mais profundo do meu ser. Mas fingi que não notei. Isto não é que se supõe que seja mais do que uma aventura de uma noite. Seu corpo quente estava pressionado contra o meu toda a noite, nossas pernas entrelaçadas debaixo das cobertas. O embriagador aroma de seu perfume enchia meus pulmões e se tornava lentamente todo o ar que eu queria respirar. Nunca havia cheirado algo tão divino. Cheiro de homem. Desejaria poder mantê-lo.


Saio debaixo dos seus braços e ando ao redor da cama, recolhendo meu vestido e roupa íntima. Depois de me vestir e usar o banheiro, calço meus saltos e pego minha bolsa. - Oi. – Sua voz sexy da manhã me chama a atenção quando estou a ponto de escarpar de seu quarto. – Vem aqui, garota bonita. – Põe uma mão atrás da cabeça, estendendo a outra para mim. Está adorável dessa maneira, quando acaba de acordar, seu cabelo um pouco bagunçado e seus olhos ainda sonolentos. Me aproximo da cama e tomo sua mão, levando a meus lábios para um beijo. Sorri, amolecendo minhas pernas. – Esse gesto deveria ser meu, não? - Tenho que ir. – Vou libertar minha mão, mas ele aperta ainda mais. – Tem problemas sabia? Tem um lugar para estar. Seu celular toca em cima da mesinha de cabeceira, o que o obriga a soltar minha mão com um grunhido de desaprovação. – Fica comigo um pouco mais. Por que a presa? – O telefone segue tocando enquanto espera minha resposta. - Não posso. – Me inclino para baixo e encosto meus lábios contra os seus, o toque do telefone finalmente parando. E então caminho até a porta, o que é uma tarefa extremamente difícil. Cada grama do meu ser quer ficar com esse homem, ainda que seja só para falar com ele.


- Espera, maldita seja. Pelo menos me diz seu nome. – Seu telefone começa a tocar de novo, depois de ter sido ignorado pela primeira vez. - Obrigada pela noite. Não me esquecerei de você. Me permiti um último olhar antes de sair de seu quarto. Seus olhos estavam tristes, mesmo pedindo, e não pude continuar olhando ou iria vacilar. Dou a volta e saio antes que eu pense um pouco mais. E sei que nunca irei esquecê-lo. Era incrível, exatamente o que eu queria para a minha primeira vez. Uma charmosa recordação. Isso é exatamente o que isso vai ser.


Capítulo Três Ben - Jesus Cristo, o que foi? – Minha voz delata meu estado de animo. Espero que essa chamada não seja longa. Necessito dormir. Não o fiz na última noite, mas valeu a pena. Porra se valeu. - Bom dia para você também. – Diz minha irmã. É a única que tenho, mas tem uma personalidade tão chamativa que parece que são vinte. – O que está fazendo? Está ocupado? – Sua voz se suaviza. A rispidez se transforma nesse tom de quando quer algo. - Poderia estar se não tivesse me interrompido. – Apoio o rosto no travesseiro que o anjo sem nome usou na noite passada. Cristo, ela cheira bem. Como cerejas e creme. – O que você quer Tessa? - Pode vir aqui e limpar a piscina? Toda vez que tento usar essa estúpida aspiradora ela trava. – A escuto tomar um ar e


sei que vai continuar. – Por favor, Ben. Está calor e quando Mia chegar, quero poder passar o resto da tarde na piscina. Mia Inferno Corelli. A garota mais irritante que já existiu. Me esqueci por completo que ia passar o verão com Tessa. A última vez que a vi, era uma insuportável garota de quatorze anos. Tessa e ela me perseguiam por todo o maldito dia, como se fossem cachorros, sempre querendo fazer o que eu estava fazendo. E como ela praticamente morava na minha casa não ajudava muito. Sempre estava por perto. Jogo o travesseiro que estava cheirando para os pés da cama. - Por que merda não pode simplesmente cair dentro dela? Não estou com ânimo para passar uma hora limpando a maldita piscina. - Oh vamos Ben. Me deve e sabe. Além do mais prefiro que você e Mia evitem cumprimentos desagradáveis para que ela relaxe um pouco. - O que significa isso? – Me levanto e começo a me vestir, segurando o telefone com o ombro e a orelha. Não sei o que quer dizer. Não seriam desagradáveis. Seriam rápidos. Não tenho vontade de estar muito tempo com elas.


- Sabe exatamente a que me refiro. Se sente nervosa como o inferno por voltar e a culpa é sua. – Escuto o som da porta corrediça se abrindo mesmo pelo telefone. – Cristo, faz cem graus. – Disse dramaticamente. – Se eu tivesse um irmão mais velho que fizesse coisas lindas por mim. Coisas lindas bem merecidas tendo em vista a quantidade de favores que lhe fiz no último ano. - Jesus, está bem. – Puxo o zíper de meu short e pego uma camiseta no guarda-roupa. – Estarei aí em uma hora. Seu grito me faz afastar o telefone para uma distância segura. Volto a aproximá-lo de minha orelha quando sua empolgação termina. - É o melhor irmão do mundo mas não pode chegar um pouco antes? Ela já está a caminho. - Uma hora. Também tenho coisas para fazer, sabe? – Garotas a que dar uma aventura e com sorte conseguir seus nomes. Ignoro seu gemido antes de falar novamente. - Muito bem. Obrigada. Encerrando a chamada, guardo o telefone no meu bolso e volto a pegar seu travesseiro. Espera, seu travesseiro? Deus, tenho que parar. É normal que eu traga mulheres para ficar um pouco mas nunca, nunca a noite toda. Sem dúvida ela foi


diferente. Estaria disposto a amarrá-la na cama se ela tivesse tentado me deixar na noite anterior. Cheiro o perfume que ela deixou, sentindo uma pontada no estômago.Nunca havia tirado a virgindade de uma garota antes. Foi intenso. Jamais pensarei que fosse, não com esse corpo e pela forma que flertava comigo na noite passada no bar. Chupou e mordeu lábio com uma maldita sedutora. Mas por sua reação ao sexo e o sangue que deixou em meus lençóis, de fato, me confirmaram. Jogando o travesseiro no chão, pego os lençóis e coloco na lavanderia. Amo essa mancha. Não, malditamente a amo. Saber que me deu algo que não deu a mais ninguém. Me deu uma parte dela que pude ver e não me deixou nada mais. Nem um maldito nome. Volto a realidade e pego meus sapatos. Por que não me disse seu nome? Qual era o problema? Entendo todo esse lance casual dessa coisa. Sem amarras. Mas sempre sei o nome das garotas com quem transo, ou pelo menos o nome que elas me dão. Isso é a única coisa que sei delas, tendo em conta de que nunca quis algo além de uma noite. Mas ela, maldição, gostaria de muitas noites com ela. Até semanas. Não foi só uma simples e surpreendente pegação, foi a melhor que já tive, com essa buceta na qual poderia passar horas ou então aqueles seios que ocupariam minhas fantasias até o dia de minha morte. Foi mais do que isso. Foi doce e graciosa e tinha um sorriso que eu gostaria de voltar a escutar. Seu rosto se iluminava cada vez que sorria. Quero fazê-la rir mais, uma risada charmosa com aqueles lábios deliciosos. E a


forma como me olhava com aqueles olhos castanhos, tão escuros que poderia me perder neles. Além disso, sabia o que queria ontem a noite sem que eu tivesse que pedir. Precisava de controle e me deu, mas também tomava as rédeas quando queria. Quando a provei, gritou por mais. Enquanto cavalgava tão forte que pensei que partiria minha coluna, ela exigiu mais. Se encontrou comigo na metade do caminho e me deu tanto quanto tomou. Foi uma maravilhosa perfeição. É minha alma gêmea do sexo e a deixei ir sem nem saber seu nome. Por que merda fiz isso? Deveria tê-la parado e rogado que me dissesse seu nome. Inalo outra vez contra a almofada em que meu rosto está pressionado há alguns minutos. Além do cheiro de sua buceta é o melhor cheiro do mundo. Apaga meus sentidos com uma droga. Estou drogando-me com ela e me enoja saber que não durará para sempre. Pego minhas chaves e deixo o travesseiro na cama. Nunca lavarei esse travesseiro. Nunca Na viagem me sinto vazio, o que me decepciona. Tinha a esperança de seu carro roxo estivesse estragado ou que por algum milagre um dos pneus tivesse furado e ela não soubesse como trocá-lo. A maioria das garotas não sabem, incluindo minha irmã. Mas com a sorte que tenho, ela poderia fazer mais rápido do que eu e seguiria com sua viagem a Georgia ou onde seja que estivesse indo. Disse que estava de passagem. Para onde? Espero que esteja indo a Ruxton ou que volte a me ver. E se Deus existe,


esse último sim aconteceria. E conseguiria seu maldito nome nem que isso me custasse a vida. Chego a casa dos meus pais e estaciono a caminhonete na lama endurecida. Ninguém estaciona ali além de mim, mas é porque provavelmente seu veículo atolaria, e minha caminhonete é a única capaz de sair. Tiveram que remover o carro de Tessa diversas vezes quando tentava me mostrar que seu Ruv4 era melhor que meu carro. Se tornou mais inteligente e agora estaciona seu carro na entrada. Caminho pelo pasto vendo dois pares de pernas dobradas nas cadeiras. As de minha irmã são fabulosas, tendo em conta que se bronzeia todos os dias. As outras contrastam como o cabelo negro contra meus lençóis brancos ontem. Merda. Não é hora de ficar duro. Não pense nela. Dou a volta na piscina e paro junto a Tessa. Ambos os rostos estão cobertos com toalhas de praia, mas não é isso o que estou olhando. Meus olhos miram o que é impossível que seja o corpo de Mia Corelli. De nenhuma maneira. É pedir muito para não endurecer. - Ben! Jesus, quase me matou de susto. – Tessa se levanta e deixa a toalha cair em seu colo. Noto como o corpo de Mia fica tenso. Suas mãos seguram a toalha como se estivesse disposta a dar-me um chute na bunda em um segundo. – Pensei que tinha dito uma hora. Só se passaram vinte minutos.


- Sim, infelizmente, meus planos foram cancelados. – Volto minha atenção para esse lindo e pequeno corpo que se encaixa perfeitamente nesse biquíni amarelo. – Mia, que bom voltar a te ver. - Mmmm. – Responde. Rio. Maldita seja. Tudo bem se quer brincar. - Está muito diferente da última vez que te vi. Continua usando aqueles óculos tão... antiquados? – Tessa me dá um chute. – Ai. O quê? - É um idiota. – Diz Tessa. – Mia, ignore-o. Só está irritado porque não transa há três meses. Paro na frente delas, ganhando uma melhor visão de Mia, mas procurando manter os olhos na minha irmã no momento. - Podre! Para que saiba, fiz ontem. E foi incrível. - Mmmm. – Repete Mia. Dou um passo para seu lado, deixando seu corpo numa perspectiva perfeita. Seus seios são sexy, enormes e cobertos apenas por esse pedaço de tela. Tenho que agradecer a quem foi que os inventou. Foi criado especialmente para ela.


- Você ri da minha vida sexual Mia? Por que se quiser ver o que sou capaz de fazer, posso tomá-la nessa cadeira e fazê-la gritar até não poder mais. - Não, obrigada. Igual a você, também fiz ontem. E poderia sentir esse prazer durante meses. Talvez anos. Toda vez que sento me lembro a forma em que ele trabalhava em minha buceta. Sua resposta foi amortecida pela toalha, mas definitivamente ouvi a palavra buceta. E meu pau também. - Assim que se faz amiga! – Exclama Tessa. Ponho a mão em seu joelho, apertando um pouco. Ela fica tensa. - Aposto que faço melhor que ele. – Minha mão percorre sua coxa, dolorosamente lento. Apenas se move. Sua pele está arrepiada e quente. Ela me detém na metade. – Te seduzirei até que rogue por meu pau. - Deus Sant... – Para no meio da frase. Sua toalha está em algum lugar que não me importa. Mas eu só estou pensando nesse rosto que não poderia ser de Mia Corelli. - Você? Ben? Ben! Oh meu Deus! OH, MEU DEUS! - Santa merda. – Estou em choque. Totalmente em choque. É ela. Mia Corelli é ela. Quais são as possibilidades? –


Mia, eu... – Levanta rapidamente, sua bunda balançando enquanto entra na casa. – Mia, espera. – Começo a segui-la, mas o pequeno corpo de Tessa me bloqueia. - Que diabos foi isso? É sério que acaba de dizer a Mia que a seduzirá até que implore por seu pau? Tem sorte de que ela não tenha te derrubado. Minha irmã é pequena, assim posso ver atrás dela sem nenhum problema, e vejo Mia fechando a porta da casa. - É complicado. – Movo-me para que possa ir atrás dela. Não que não possa movê-la mas se o fizesse ela subiria em minhas costas como quando éramos crianças e preciso de privacidade para falar com Mia. Suas mãos se fecham como punhos nas cadeiras. - O que é complicado? A fez se sentir incômoda, como sempre, porque é um idiota. Começo a me irritar. Pego os ombros de Tessa e a coloco gentilmente na cadeira. - Deixe-me alguns minutos com ela. Não a chatearei, prometo. Só tenho que dizer-lhe algo. – Minha voz é sincera e Tessa nota.


Relaxa seus ombros e se acomoda na cadeira, tomando sua posição preferida. - Cinco minutos. E se ela voltar chorando cortarei seus preciosos bebês. Bom trato. Cortar-me seria algo exagerado, mas não haveria necessidade disso. Mia não choraria. Nunca a faria chorar. Se eu a encontrasse. Estou vagando pela casa buscando pistas dela, mas a única coisa que encontro é silêncio. - Mia? Querida por favor fale comigo. Escuto uma porta se abrir e ela aparecer com os olhos vermelhos e chorosos. - Não me chame assim. Como se atreve a dizer todas essas coisas que disse lá fora? – Estamos tão perto que nossas pernas se tocam, mas parece que ela não gosta dessa proximidade porque logo se afasta. – Não posso acreditar. Não posso acreditar que era você ontem a noite. Isso não pode estar acontecendo. – Lágrimas caem por seu rosto e as limpo antes que ela possa me deter. - Eu também não acredito. Mas, porra Mia, esse é o dia mais feliz da minha vida. – Levo minhas mãos até seu rosto e o levanto, sentindo ela tremer. – Não fui capaz de parar de pensar em você por toda a manhã. A noite de ontem foi...


- Um erro. – Interrompe. Suas mãos retiram as minhas e olha pela janela. – Um erro muito grande. Se soubesse que era você, nunca teria feito. Tenho certeza de que sabe disso. - Não foi um erro. – Vou até ela e coloco meu nariz em seu cabelo. Merda, nada cheira tão bem quanto isso. Nunca me cansaria de senti-lo. – Algo como aquilo nunca seria um erro. O que me disse... O que compartilhamos... Mia, nunca me... – Baixo minhas mãos por seus braços e esse biquíni faz meu pau pular como ele nunca havia feito. – Baby, por favor. – Por favor deixeme afundar dentro de você. Por favor, deixe-me sentir seus seios. Por favor, dá meia volta e me implore para que te coma aqui. Nunca me senti tão submisso e pronto para desvendar ao mesmo tempo. Mas isso é definitivamente o que eu sinto agora. Como se fosse um só dedo dela fosse o que precisava para colocar ainda mais pressão sobre o meu pau. Se move rapidamente para longe do meu alcance e some no corredor pelo qual acabei de passar. - Não sei de que sentimentos fala. E foi um erro, Ben. Um grande erro. – Seus olhos me olham com arrependimento e outra vez brotam lágrimas. – Não pode deixar de arruinar minha vida, né?


A vejo ir, incapaz de responder. Arruinar sua vida? Sou um imbecil. A porta de vidro se abre. Tessa me olha com as sobrancelhas levantadas e aponta para a direção em que Mia foi. - Estou começando a sentir vontade de te bater, assim recomendo que você corra e defenda seu rosto e esse apreciado atributo que Deus te deu. Em vez de responder, passo ao seu lado e caminho para minha caminhonete. Eu estou um pouco tonto e meu coração ainda sente a ameaça de Tessa. A menina dos meus sonhos acabou por ser a porra da Mia Corelli. Que diabos? Eu não tinha visto ela por tanto tempo. E agora está aqui. Meu anjo vai passar o verão aqui e não quer qualquer coisa que tenha a ver comigo.


Capítulo Quatro Mia - Bem, eu nunca imaginaria isso. Nem em um milhão de anos. – Tessa se deixa cair na cama em que estava deitada depois que compartilhei meu pequeno segredo sujo com ela. Moveu-se de um lado para o outro durante minha confissão, sua boca caindo ao chão quando lhe contei que perdi minha virgindade com seu irmão. – Isso. É. Loucura. Quero dizer, em primeiro lugar, nem sabia que ainda era virgem. Valeu, muito obrigada por não me contar. Ainda que não esteja segura de que acredito tendo em vista como a perdeu. Sorrio sem graça com o seu comentário. - Bem, agora eu gostaria de ser. Não acredito que pude ser tão estúpida para não perguntar seu nome ontem à noite. Esta merda poderia ter sido evitada facilmente. – Porque não havia nenhuma maneira de que continuasse com ele se soubesse que aquela boca louca pertencia ao maldito Ben Kelly. O garoto que me aterrorizou diariamente durante cinco anos. O garoto que eu odiava.


- Na realidade não vejo qual o problema aqui. De fato, acho incrível. – Se move na cama e põe a cabeça no travesseiro, junto a minha. – Como foi de todos os modos? Te satisfez? Fico branca com a sua franqueza. - Você é repugnante. - Sou intrometida e posso fingir que não era meu irmão. – Enrola seu dedo no cabelo, sorrindo. – Desculpe-me Mia. Compartilhei com você todas as minhas aventuras sexuais nos últimos anos. - Sem que eu pedisse. Gostaria de ser capaz de esquecer alguns horríveis detalhes. - Oh por favor. Como se não tivesse desfrutado viver indiretamente através de minha buceta. Minha buceta livre de ETs, com certeza. Isso pareceu como se eu fosse uma prostituta. Tapo meu rosto com as mãos enquanto escuto Tessa rir baixo ao meu lado. Se for compartilhar como seu irmão me pegou, não quero que perceba o quanto desfrutei. Porque não o fiz. Nunca desfrutaria nada com ele. E a pressão que está se formando em meu centro com a recordação de ontem a noite não tem nada a ver com esse idiota. Gemo alto antes de confessar:


- Foi charmoso. Foi doce e brincalhão, mas sabia exatamente o que estava fazendo. Definitivamente me satisfez. Muito. - Quanto é muito? – Levanto minha mão, escutando sua voz suave. – Santo Deus, Ben realmente consegue. Deixando cair minhas mãos, dou a volta para vê-la. - Mas não quero que Ben consiga. Não quero que ele seja o cara com quem perdi minha virgindade. O odeio Tessa. Sabe o quanto o odeio. – Não era um segredo. Nunca escondi meus sentimentos por ele e não ia começar agora. Sempre e quando esses sentimentos continuassem a ser familiares. Estava acostumada a odiar Ben. Esses eram sentimentos com os quais eu podia lidar. Não com os que senti ontem a noite. Ou não senti. Porque não senti nada. - Mia por acaso é a mesma garota que vivia aqui? A garota que não se atrevia a dizer uma palavra malcriada ou a vestir um biquíni como o que atualmente está usando? - Não. Acredito que não. – Contesto sem força. Sei exatamente para onde isso vai e não queria escutar. - Isso. Ben também não é o mesmo garoto perdedor que te aterrorizava cada vez que podia. Na realidade ele mudou muito. – Fecho os olhos, mas ela segura meu braço, prendendo minha


atenção. – Ele não é mais aquele cara Mia. Não é há muito tempo. E acredito que no fundo sabe disso. – Faz uma pausa, mostrando um enorme sorriso. – Não há maneira de que mesmo cara a fizesse sentir como se sentiu ontem. - Com nojo? Irritada? Porque foi assim que me senti. - Ah, ok! Deu a você cinco orgasmos. – Sua tão pouco convencida, assim como eu me sinto. Que seja. Mesmo que ele possuísse meu corpo, eu nunca admitiria para Tessa. Ou para mim mesma. - Não era assim que esperava começar meu verão. - Não posso imaginar uma maneira melhor de começar. Sexo quente que terminou com cinco orgasmos? Me lembrarei dessas coisas, daria meu braço direito por isso. – Bate em meu ombro com o seu e sai da cama. – Conheço dois homens que me ajudariam enormemente em uma situação como essa. - Não estou interessada em seus vibradores. Somos íntimas, mas não tão íntimas. Escuto seu riso enquanto desaparece pelo corredor. Isso é malditamente ruim. O homem que eu não podia tirar da cabeça desde que pus meus olhos nele ontem a noite acabou sendo o idiota que eu queria esquecer. Foi Ben quem me fez sentir quente e desejada pela primeira vez na minha vida. Foi Ben quem


incendiou minha pele e fez meu interior pegar fogo, e não na forma de ETs. Foi por Ben que gritei essa noite e quem não queria deixar essa manhã. A merda de Benjamin Kelly. Zombou de meu corpo por anos, mas ontem a noite me venerou. Dizendo-me o que queria. O quão incrível eu era. Como se quisesse ficar profundamente dentro de mim até o dia em que morresse. E eu me debatia com o desejo de recuperar tudo o que havíamos experimentado juntos não faz vinte e quatro horas e pedir-lhe que me tocasse de novo. Sua respiração em minha pele. Sua língua em meu clitóris. Seu pau em minha buceta. Me marcou ontem a noite e me odiava que tivesse me encantado. Tessa aparece na porta, com dois potes de sorvete Ben & Jerry em suas mãos. - Voto para que assistamos algo romântico e devoremos o conteúdo desses potes. Precisa desesperadamente de uma noite de garotas e vamos ter uma. - Esse é o sorvete Half Baked? – Demônios. Não tomo um desses há anos. Ela assente e seu sorriso se torna maior. – É uma delícia. Estou dentro da noite de garotas. - Isso é o que eu esperava que dissesse. Move sua bunda para frente da TV. – Me deixa para fazer exatamente isso e não perco tempo. Ponho um vestido leve e a encontro na sala de estar,


me sentando com meu pote entre as pernas enquanto ela escolhe o filme. - O lobo de Wall Street ou o Capitão Phillips? – Pergunta enquanto procura na seleção do On Demand. - O lobo de Wall Street. Não quero chorar e ver Tom Hanks sendo capturado por piratas, isso provavelmente me quebrará. Sabe que amo esse homem. - Sou fã de Tom Hanks desde que vi Philadelphia. E sem falar de À espera de um Milagre. Chorei com um bebê quando Tessa e eu vimos juntas. A cena da electrocussão? Nem consegui ver. Começa o filme e nos sentamos de novo, ambas nos mergulhando na comida que acabará com o nosso apetite para o jantar. Estamos na metade do filme e de nossos sorvetes quando o telefone de Tessa toca. - Está interrompendo uma noite de garotas, se quer saber. E o castigo de seu crime é a morte por castração. Rio através da minha colher, meus olhos abrindo-se quando Leonardo Di Caprio cheira cocaína na bunda de uma garota. - Mmm, é tão lindo. E isso não é assunto seu. Creio que já fez estrago suficiente para justificar uma vida de terapia. – Me encontro com seus olhos rapidamente antes que gire a cabeça. –


Simplesmente deixe-a sozinha. Se ela quiser falar com você, falará com você. Não preciso pensar muito para saber com quem está falando. E uma parte de mim não quer reconhecer o desejo que tenho que estivessem em um telefone fixo para que eu pudesse pegar a extensão e ouvi-lo também. - Não tenho idéia, mas seja o que for não vai estar relacionado com você. Agora nos deixe em paz para que possamos ver toda essa cocaína sendo consumida de uma forma que está me dando calor. – Joga o telefone sobre a mesa. – Sinto por isso. Pelo que parece você é difícil de esquecer. – Sorri para mim e me preparo para o que está para dizer. – Mas isso não te importa porque é do meu irmão que estamos falando, né? - É verdade. – Afirmo sem dúvida. Não vou cair nessa. Mantenho minha atenção em Di Caprio e tiro Benjamin Kelly dos meus pensamentos. - Quero dizer, não é porque foi doce e brincalhão com você, nem nada do estilo. - Não, de jeito nenhum. - E não é como se tivesse te proporcionado uma experiência que te assombrará para o resto da sua vida. Esse não foi Ben.


- Não, não foi. - E definitivamente não é o cara que gentilmente se pôs, a trabalhar em sua vagina até que o sinta em suas pernas mesmo muitas horas depois. – Escuto seu sorriso através de suas palavras, mas não tiro os olhos da televisão. Não quero me irritar. - Definitivamente não foi ele. – Estou lutando. Realmente lutando para não cair. Sinto-me excitada de repente, como se meu corpo tivesse tomado uma carga e estivesse pronto para começar. Estou começando a me mexer nervosamente e não passa despercebido. - Uma pergunta rápida. Como Ben te chamou quando estava com ele, se não sabia seu nome? - Baby, Anjo, linda garota. – Respondo. Minha voz sobe uma oitava. Merda. Esse é o momento em que me viro para ele. Ela ganhou e sabe, e o sorriso em seu rosto só se compara a minha irritação. – Te odeio. - Foi uma luta impressionante, devo admitir. – Me joga uma almofada, acertando diretamente em meu rosto. – Só admite que meio que gosta da idéia do meu irmão conhecendo todos os íntimos detalhes do seu corpo. - Nunca. – Coloco a almofada que me jogou atrás da cabeça e levo uma colherada de sorvete até minha boca. Necessito


de uma mordaça porque sei que ela vai continuar com esse assunto. Sei que quanto mais que falarmos disso, mais aumenta a possibilidade de que eu me mexa e diga algo que não quero revelar. - Isso pode parecer inapropriado. - Oh, Deus. Por favor, pare. – Estou comendo o sorvete em um ritmo impressionante agora. O limite de inapropriado para Tessa significa cobrir seus ouvidos, e, por favor, tirar todas as crianças do estado. Ela vira seu corpo, sentando em cima de suas pernas. - É realmente grande? Porque ouvi rumores. – Levanta as mãos, mantendo uma distância entre as duas. – Vinte e três centímetros de rumores. - Jesus Cristo. – Não deveria me surpreender. É verdade que não deveria. É de Tessa de quem estamos falando. Ela se sente a vontade falando de sexo com qualquer pessoa. Incluindo sacerdotes confessionários. Estou segura de que o número de AveMaria que já a mandaram rezar está perto de cem. Deixo cair minha colher em meu pote vazio e suspiro pesadamente. – Por que quer saber isso de seu irmão? É incrivelmente raro. - Posso te lembrar de cinco orgasmos? Perder a virgindade com alguém tão dotado quanto ele pode ser é digno de


um prêmio. – Põe sua mão carinhosamente em meu joelho, mas não há nada gentil nessa conversa. Suas táticas são uma maneira para encobrir e fazer com que essa conversa pareça inocente. – E desde que sua boca esteve ao redor de vinte e três centímetros, imagino que seria capaz de responder melhor do que ninguém. Empurro suas mãos para baixo. – Para sua informação, minha boca não esteve ao redor dele. Todos os seus vinte e três centímetros ficaram entre minhas pernas a noite toda. - Aha! Agora acredito em tudo o que disseram. – Levanta sua mão para mim, e depois de vários segundos de rebater seu gesto, a brindo com um número cinco. – Malditamente certo. Estou com inveja. Vinte e três é um número muito grande. - Muita sorte. – Pego o controle remoto e aumento o volume. – Podemos por favor ver o resto do filme? Já terminamos com esse assunto sobre a anatomia de seu irmão. – Sua estupenda anatomia. - Ok, concordo. Mas me responde uma última pergunta antes de terminarmos isso. – Olho com receio sobre meu ombro. Deus sabe qual poderia ser sua pergunta seguinte. Ela sorri. – Como se sente analmente falando? Ainda virgem? - Sim.


- Bom, isso provavelmente seja o mais prudente considerando com o que está trabalhando. A almofada que ela me jogou agora foi parar na sua cara. - Realmente deveria vir com uma etiqueta de advertência. Por favor, mantenha longe de crianças, idosos e qualquer um com problemas de coração. Ri, prendendo seu longo cabelo castanho de novo. – E você teria, por favor, mantenha os pênis menores de vinte e três centímetros longe desta vagina, porque seu padrão foi estabelecido. Sinto meu rosto arder de vergonha. Será que ela está certa? Quero dizer, com certeza não há muitos pênis por aí que podem se comparar com o de Ben que foi tão afortunadamente dotado. Vi muitos filmes pornôs, e mesmo aqueles pênis não podiam competir com o seu. Jogo a cabeça para trás e fico olhando para a TV. Maldito seja Ben. Não só arruinou a minha vida, mas também todos os outros pênis para mim. Agora vou comparar todos com o seu. Muito obrigada, imbecil.

Deveria estar dormindo.


Mas já que não estou dormindo, deveria estar lendo um livro ou vendo televisão ou fazendo qualquer coisa que costumo fazer nesses momentos. Isso é uma loucura. Nunca antes tive tanto nojo e excitação ao mesmo tempo, mas é isso que estou sentindo agora. Uma enorme luxúria e um ódio ainda maior. Quero pegar Ben pela garganta e quero sexo com ele por toda a casa. E sei que desfrutaria muito fazendo ambas as coisas. São três e quinze da manhã e enquanto o resto da população de Alabama dorme minha mente e meus dedos estão ocupados enquanto gozo a segunda vez essa noite com pensamentos sobre Ben. Isso não me tomou muito tempo porque ele era tão bom e me deu um monte de recordações para trabalhar. Antes pensava nele me agarrando pela bunda e entrando em mim ruidosamente por trás. Me pegava pelo cabelo e dava um tapa na minha bunda, e gozei com sua língua passando pela minha coluna e seus dentes mordendo meu ombro. Mas agora, está devorando minha buceta com sua língua. A única coisa que surgiu foi eu montando nele enquanto estávamos na piscina mais cedo. Sua cabeça está entre minhas pernas e estou derretendo como se ele fosse o sol e eu um sorvete. Gozo em minha mão e não posso deixar de lado a sensação que cai sobre mim quando deixo que Ben Kelly use o meu corpo pela segunda vez em menos de uma hora. E sem dúvida estará fazendo isso outra vez amanhã a noite.


O cheiro de bacon me atinge me tirando do sonho com Ben do qual eu desfrutava profundamente. Eu poderia dar a volta e dormir de novo, mas era bacon e eu poderia comer meu peso dessa coisa por isso os sonhos podiam esperar. Me surpreende que Tessa já esteja de pé e fazendo o café-da-manhã. Ela adorava dormir até tarde e sempre era a última que acordava quando eu vinha passar a noite com ela. Talvez só esteja sendo uma boa anfitriã. De qualquer maneira sou totalmente a favor de ser acordada todos os dias com esse delicioso cheiro. Ando pelo corredor, retirando meu cabelo rebelde do rosto. – Oh meu deus, isso cheira muito bem. Estou faminta. Paro assim que vejo a cozinha. Não é Tessa quem faz o café-da-manhã e de repente quero voltar para minha cama e ir para a terceira rodada com meus dedos favoritos. Contenho os calafrios que sinto percorrer meu corpo ante a idéia de fazer exatamente isso. Ben vira sua cabeça e me brinda com um sorriso. – Bom dia. Que tipo de ovos prefere? - O que está fazendo aqui? – Pergunto, cruzando os braços sobre o peito e franzindo o cenho em sua direção. Maldito seja. Agora de repente também tenho nojo de bacon. Ele está gostoso essa manhã. Barba por fazer. Quente. O Cabelo um pouco


bagunçado. Quente. Vagina acordada e pronta. Muito quente. Parece muito comestível nesse momento e isso me irrita. Ri suavemente e pega um prato no armário. – Está é a casa de meus pais. Tomo café aqui o tempo todo. – Aponta o prato de bacon para mim. – Quer um pouco? - Não. Me olha sem estar muito convencido. – Parece que você acabou de dizer que estava morrendo de fome? E sei que quer esse bacon. Brigávamos pelo último pedaço todo o tempo quando você passava a noite aqui. – Coloca o prato na mesa que já está posta para duas pessoas e começa a mexer os ovos em um bol. – Mexidos está bom? - Não sabe nada de mim. Só porque eu gostava de bacon, não significa que quero agora. – Cruzo a cozinha como uma criança emburrada, abro a geladeira e pego um suco de laranja. – E não quero ovos. - Sei muito sobre você. – Disse, baixando a voz até um murmúrio. Não posso negar a maneira em que isso passa através do meu corpo, fazendo com que todos os meus músculos se contraiam e minha temperatura corporal sobe. – Agora sente-se e me deixe te alimentar. Tomo um gole do meu suco e caminho até o sofá.


- Te disse. Não quero nenhum café-da-manhã. – Começo a mudar os canais da televisão, tentando acalmar a fome que cresce dentro de mim mais e mais persistente. Quero esse bacon. E o homem que o preparou. Fecha a boca, vagina. - Faz o que quiser. – Disse. A cadeira arrasta no chão antes que o som de algo crocante chega aos meus ouvidos. É bacon crocante. Filho da puta. – Mmm. Isso está realmente muito bom. Por que não deixa de ser boba e traz sua linda bunda aqui e se une a mim? Viro minha cabeça rapidamente e olho fixamente para ele. – E por que não deixa de me assediar e toma seu café em sua própria casa? Não pode me dizer que está aqui simplesmente para assaltar a geladeira da sua mãe. Seus lábios se curvam em um sorriso. Eu não consigo pensar em nada mais atraente do que essa arrogância que desprende dele. - Não, não posso. Mas você não pode me dizer exatamente que não está feliz em me ver. Especialmente depois que eu fiz sua comida favorita. – Toma um pedaço de seu bacon,


sorrindo com arrogância. – Lembra o quanto você ficava furiosa quando eu roubava um pedaço do seu prato? Jogo o controle remoto e dou uma olhada na mesa, vendo ele se inclinar ao ver minha expressão irritada. Quer falar de recordações? Vamos falar de recordações. – Não, não me lembro disso. Me lembro de você me chamando de canibal, já que estava comendo minha própria espécie. – Sua confiança some rapidamente e parece arrependido agora. Ainda que eu não esteja segura de que se arrepende de tentar essa abordagem com recordações ou de vir aqui em primeiro lugar. – Foi um pouco difícil de desfrutar de minha comida preferida quando idiotas como você não me deixavam esquecer o quanto era gorda. Fiquei alguns dias sem comer uma vez por causa das merdas que me dizia. Sabia disso? Olha para baixo envergonhado. – Não, não sabia. – Levanta a cabeça de novo, implorando com os olhos. Por perdão? Para esquecer tudo o que me disse? Impossível. – Não tinha idéia de que te provocava algo assim. Era um menino, Mia. Realmente não me importava ferir alguém assim. Mas Cristo, se passaram nove anos. Não sou aquele garoto mais. – Estende a mão para acariciar meu braço, mas caminho para trás antes que possa me tocar. Não quero suas mãos em mim. Sei exatamente o quanto gostarei. Seus olhos mudam e esse olhar travesso que estou começando a me familiarizar me observa. – Parecia desfrutar da


pessoa que sou agora na outra noite. Se me lembro bem, desfrutou cinco vezes. - Incrível. Acaba de provar meu ponto de vista. Pego um pedaço de bacon e encontro seu olhar confuso. - Que ponto é esse? Lanço um olhar emburrado antes de girar e caminhar para o meu quarto. - Que você ainda é um idiota. – Grito por cima do meu ombro. Ao escutar o som do banco se arrastando no chão outra vez, bato a porta e fecho, caminhando para trás enquanto os passos no corredor se tornam mais fortes. Param na porta do meu quarto e a maçaneta gira. - Mia, vamos. Só se sente e toma o café-da-manhã comigo. Me sento na beirada da minha cama e começo a mastigar um pedaço de bacon. – Percebe? Não estou interessada em comer ou fazer qualquer coisa com você. – Pego outro pedaço e escuto um pouco de movimento do outro lado da porta. Tem que ir. Realmente não quero passar o dia todo dentro do quarto. E não há nenhuma possibilidade de que eu vista um biquíni na frente dele outra vez. Não posso esquecer o desejo com que me olhou ontem. Não posso lidar com ele me olhando assim. Como se


quisesse me comer viva. Como se soubesse exatamente o que há debaixo daquele biquíni e o que fazer com isso. - Sou persistente. Levanto os olhos para a porta, imaginando ele de pé do outro lado. - O quê? Escuto o som de sua garganta se limpando antes de dizer. – Sou um cara persistente. Se me pede que vá, eu irei, mas isso não vai me impedir de estar perto de você. Nenhum de nós dois fala nada pelo que parecem horas. Não quero gostar da idéia de ser perseguida por Ben. Minha mente quer golpeá-lo com alguma coisa enquanto minha vagina quer que ele se enterre nela por todo o verão. - Então, quer que eu vá? – Pergunta e posso ouvir a ansiedade em sua voz. Como se ele soubesse a resposta para a sua pergunta, mas estivesse rezando por algum milagre. - Sim. – Respondo rapidamente sem nenhuma dúvida. Se me permito pensar, sei que o desejo de ter outro orgasmo ao estilo Ben dominará todo e qualquer pensamento racional. Não disse mais nada antes que o som de seus passos diminua com a distância. Depois escuto a porta corrediça fechar e


me deixo cair na cama. Tessa havia me garantido que não ia ver muito seu irmão quando planejei esta viagem, mas essa garantia parece não valer agora. Poderia ser despertada todas as manhãs com o cheiro de Ben fazendo o café-da-manhã se decidisse me mostrar o quão persistente podia ser. Tenho medo de admitir que uma parte de mim não odeia a possibilidade de ganhar esse tipo de atenção. E não tem nada a ver com o bacon.


Capítulo Cinco Ben Nunca havia me masturbado tanto em minha vida. Se meu pênis não ficar satisfeito com todo esse tratamento que estou lhe dando, ficarei muito assombrado. Não posso tirá-la da minha cabeça. Seus lábios, sua bunda. Seus espetaculares peitos. Cada vez que penso que estou fazendo um progresso, uma imagem me vem à cabeça ou a memória de seus gemidos aos meus ouvidos. Esses malditos sons que fazia quando eu estava dentro dela. Quando chupava sua vagina. Quando puxei seu cabelo. Preciso escutar de novo e preciso escutar rápido. Mas ela não quer nada comigo. Me odeia e não posso dizer que a culpo. Fui um completo idiota quando éramos mais jovens. Abusava muito dela. Todo o tempo, eu fiz. Mas não sou o mesmo garoto, e definitivamente ela não é a mesma garota. E nós malditamente compartilhamos algo. Tem que ter sentido também. Tinha que vê-la ontem, mesmo que fosse por alguns minutos. Não podia dormir de todo jeito então pensei em fazer um café da manhã para nós. Mia frequentemente tomava o café da


manhã conosco então eu sabia do que ela gostava. Pensei que pelo menos desfrutaria de sua companhia por uma hora enquanto se sentava ao meu lado, mas não. Aparentemente, eu fui mais idiota com ela do que me recordava. O pensamento dela passando fome por algum comentário idiota que fiz me põe furioso. Ela tem mais ódio de mim do que eu percebi. Mas o ódio que vi em seus olhos não vai me deter. Estou atraído por ela e não é só porque quero estar dentro dela todo o tempo. Me sinto bem ao seu lado. É malditamente certo. A quero. Toda ela. E posso ser um filho da puta implacável quando se trata de algo que eu quero. Pelo menos lhe contei isso. Meu telefone apita em cima da minha mesa de cabeceira e o pego com minha mão livre, a outra masturbando meu pau. Luke: Todo mundo vai no Rocky Point hoje. Você vai? Luke é meu melhor amigo desde que nos conhecemos na academia. Normalmente iria com ele para Rocky Point, mas hoje estou cansado da atividade sexual da outra noite , e da deste momento auto-infringida. Eu: Passo, estou muito cansado. Luke: Tem certeza? Algo Escutei que uma gostosa muito quente está com sua irmã e ambas estarão ali. Sabe algo sobre isso?


Nem pensar em dormir. Eu: Te verei ali. E não a chame assim de novo. Bem, minha decisão está tomada agora. Realmente nem precisei de muita persuasão da parte de Luke. Ou nenhuma para dizer a verdade. Onde Mia vai, eu vou. Me levanto da cama e mexo em algumas de minhas gavetas. Não me importa se provavelmente não me quer aqui. Estou vendo tudo. Meu telefone toca de novo enquanto caminho até minha caminhonete. Tessa: Devo estar delirando para te dar essa informação ou talvez só tenha uma debilidade por meu irmão mais velho. Vamos ao Rocky Point hoje, e acredito que você também deveria ir. Não acredito que te odeie para sempre, mas se a fizer chorar, vou dar seu pau para os cachorros comerem. Eu: Já estou a caminho, não conte que eu vou. Tessa: Acredita que quero morrer? Não pode me odiar para sempre. E passarei o resto da minha vida adorando ela, se for necessário. Cometi um monte de erros. E fiz muitas coisas das quais me arrependo. Mas o que Mia e eu compartilhamos há duas noites não foi um deles. Só preciso fazer com que ela perceba isso.


Não vi o carro de Tessa ou Mia quando cheguei ao Rocky Point. E fiquei feliz por isso. Queria chegar primeiro aqui, assim Mia não faria nada sem mim. Mesmo quando provavelmente não merecia, queria todo o seu tempo. Era um bastardo egoísta quando se tratava dela e não me envergonhava disso.

Queria tudo. Cada sorriso, cada orgasmo, cada maldito

som que saísse de sua linda boca. E precisava de todo o tempo que me desse para compensar o idiota que fui com ela quando éramos jovens. Ela não iria deixar passar facilmente todo o ódio que tem guardado para mim. Esse ódio era profundo. Luke está sentado em uma mesa de picnic com Reed, um amigo de Tessa. Me aproximo deles, jogo minhas coisas no banco e mantenho meus olhos à procura de um veículo famíliar. - Por que tem duas toalhas homem? – Pergunta Luke em sua busca através de minhas coisas. – Oh, espera, tem alguma coisa a ver com essa gostosona? Recolho minhas toalhas e as tiro de seu alcance. – O que te disse sobre chamá-la assim? Seu nome é Mia, e é assim que a chamará, ok? Entendeu? Levanta suas mãos, inclinando-se para o meu lado. – Sinto muito. Tomo uma profunda respiração e a deixo sair lentamente. Tenho que acalmar o inferno. Nunca me senti tão


ansioso para ver alguém antes. E pelo amor de Deus, a vi ontem. Olho para os carros que se dirigem pelo caminho de terra. Não há sinal delas ainda. - Essa não é a garota que morava aqui? – Pergunta Reed se pondo de pé. - Sim. – Respondo, sem tirar os olhos da estrada. – Se mudou para Geórgia há algum tempo e está aqui para passar o verão. – Entretanto não podia acreditar. Esta é a mesma garota que passava os finais de semana em minha casa com a Tessa. Seguramente mataria para ter uma festa do pijama com ela agora. Um jipe roxo aparece na pequena colina, e de repente fica difícil tomar uma respiração profunda. – Volto logo. – Falo com a voz trêmula. Se contenha Kelly. - A merda com isso, vou com você.- Afirma Luke, se colocando de pé. Ambos caminhamos até o jipe enquanto ele estaciona. Assim que Mia me vê sua boca cai aberta e seus olhos cor de café se ampliam. Posso ver como suas mãos apertam o volante e se inclina dizendo algo a Tessa com a mandíbula tensa. - Está feliz por te ver. – Ri Luke enquanto caminha até a porta de Tessa.


Ignoro o olhar que Mia está me dando e abro a porta para ela. – Oi, me alegro que vieram. – Me sinto mais tranqüilo agora mas meu coração segue batendo como se tivesse levado uma injeção de adrenalina. Está com uma camiseta sem mangas, com seu biquíni aparecendo, e um short minúsculo que apenas tentam cobrir essas pernas nas quais quero estar enterrado. Tiro meus olhos de suas pernas para dar-lhe um sorriso. - Alguém esqueceu de mencionar que você estaria aqui. – Ignora a mão que lhe estendo e sai de seu jipe, empurrando o banco para pegar sua bolsa. Fecho a porta e me movo para caminhar ao seu lado. - Te adverti de minha persistência. Isso só prova que sou um homem de palavra. Se descubro que você estará em algum lugar, há uma boa oportunidade de que eu apareça. – Ignora meu comentário, mas não perco a forma como suas bochechas coram. Isso tem que significar algo. Sua mente e suas recordações do garoto que fui deveriam fazê-la me odiar mas seu corpo não sente o mesmo. Tomo sua bolsa de seu ombro sem resistência e a coloco em meu ombro. – Te trouxe uma toalha caso precise de uma. Pára de repente, fazendo com que eu esbarre nela. – Não precisa fazer coisas por mim, Ben. Não preciso que me traga toalhas ou carregue minha bolsa. – Tenta pegar sua bolsa mas dou um passo atrás. Vai a merda. Estou segurando sua bolsa. – Bem, como deseja. Só que este gesto bonito não elimina as merdas que


você fez. – Dá um passo, roçando seu corpo no meu. Congelo, não estava preparado para esse tipo de contato. Inclina sua cabeça e me olha nos olhos, enquanto uso cada grama de força que tenho para não ficar duro. – Essa merda foi muito cruel. E nenhuma quantidade de transporte de bolsas vai me fazer esquecer. Só vejo sua bunda enquanto se afasta, dando-me conta de que terei que intensificar meus esforços para derrubar os muros que ela está construindo ao seu redor. Para mim está bem. Aceito o desafio. Especialmente se a recompensa for Mia. No momento em que me aproximo do resto do grupo, Mia está conversando com Reed enquanto Luke e Tessa estão boiando na barragem. Coloco sua bolsa no banco, agarrando a toalha de praia que trouxe para ela e enfiando em sua bolsa. Me aproximo mais deles, entrando na conversa e não dando a menor importância se estou interrompendo algo. - Quer ir nadar comigo Mia? – Pergunto, tirando minha camiseta e jogando no banco. Não perco o modo como seus olhos percorrem meu corpo, e faço o mesmo com o seu assim que ela tira sua blusa e o short. Cristo, é impressionante. Seu longo cabelo negro e a forma com que marca as delicadas feições de seu rosto. Esse rosto que não posso tirar da minha cabeça. Profundos olhos café e lábios cheios que formam um sorriso que faz com que eu caia para trás se tiver a sorte de vê-lo. A curva dos peitos. Sua pequena cintura que leva a esses quadris que balançam a cada


passo que dá. Seu lindo traseiro e essas longas pernas tonificadas que quero que me envolvam a todo momento. Nunca vi nada tão lindo antes. Olha de Reed para mim, não olhando tanto tempo quando Reed tira sua camiseta. – Quero ir para a água. – Responde secamente. Deixa de fora a parte de “comigo”, mas está tudo bem. Observo enquanto mergulha na barragem e não leva muito tempo para que eu pule atrás dela. A água está quente como sempre, mais tem muito vapor para que eu veja ela nadando na minha frente. Lucas e Tessa entraram em uma das docas flutuantes e estão conversando muito perto, mas Mia não parece estar indo na direção deles. Se dirige para as falésias. Sei que ela sempre teve medo de pular quando era mais jovem. Eu já pulei muito, e cada vez quase morri de medo. Era alto, muito alto e não vou deixar que pule sozinha. Nado mais rápido, movendo-me para chegar ao seu lado e dentro de poucos metros tenho êxito. Ambos alcançamos a borda ao mesmo tempo e ela me olha depois que passa a mão sobre os olhos. Sorrio e acho que notei um pequeno sorriso em seu rosto, mas não tenho certeza. Luta para subir para cima da rocha escorregando toda vez e caindo na água. Minha garota precisa de ajuda e eu ajudarei.


Rapidamente subo na rocha, olhando para ela e oferecendo minha mão. – Vamos linda, garota. Deixe-me ajudá-la. - Não preciso da sua ajuda. – Continua tentando, cada vez cansando mais. – Deveriam fazer uma maldita escada aqui. – Se queixa e tenho que resistir ao sorriso que quer sair de minha boca. - Quer saltar do penhasco ou não? – Me olha e encolhe os ombros. – Me dê sua mão. Te prometo que não mordo. – Sorrio e ela segura minha mão, virando os olhos. – A menos que queira. - Que bom. – Agarra minha mão e faço um gesto para que me dê a outra. Me dá, mas não sem me dar um olhar cauteloso. Facilmente a tiro da água e a coloco em pé ao meu lado. - Obrigada. – Suas mãos deixam as minhas e olha em meus olhos. E, porra, eu quero beijá-la, ali mesmo. E faria se tivesse certeza de que não chutaria minhas bolas. - De nada. – Coloco minha mão em suas costas, movendo-a para as rochas logo em frente. Temos um longo caminho para cima e definitivamente ela irá na minha frente. - Vai na frente. Estarei logo atrás de você. Maldita seja. Está flertando comigo? Vejo o sorriso que está tentando esconder de mim e decido dar uma melhor. – Oh,


preciso te ver bebê. Decorei cada centímetro desse corpo como fiz na outra noite. Joga a cabeça para trás e me dá um sorriso, suas mãos apoiadas na rocha na frente dela. – Onde está minha marca de nascença? – Pergunta me desafiando. Há diversão em sua voz. Está pondo a prova meu conhecimento de seu corpo e por sua expressão nesse momento, pensa que me venceu. Mas porra, seu corpo me pertence e o conheço tanto quanto ela. - Na parte interna da sua coxa direita. Parece um amendoim. Abre a boca para falar, mas fecha antes de olhar ao redor. – Sorte, suponho. Rio e lhe dou um beliscão em sua panturrilha. – Sorte não tem nada a ver com isso. Destino, talvez. Nos encontrarmos no bar na outra noite foi mais do que uma coincidência. Saber o quanto você gosta de me ver chupar sua buceta ou te sentir cravando suas unhas em mim enquanto gozava, não tem nada a ver com sorte. – Olha por cima do ombro com os olhos arregalados. – Presto atenção em cada detalhe seu. Não olha em meus olhos nem me dá uma resposta. Mas acredito que a impressionei. Tomara. Ultimamente Mia é muito difícil de decifrar. Definitivamente não está me enviando sinais claros como fez na outra noite no bar. Volta sua atenção para as


rochas e faz seu caminho até o precipício. Estou muito perto dela, mantendo um olho em seu equilíbrio no caso dela escorregar e eu ter que segurá-la. Chegamos ao topo e ela se move para a borda, olhando com apreensão para baixo. – Merda. – Seus olhos grandes levantam rapidamente e olha para mim. – Isso é realmente muito alto. Não parecia assim lá de baixo. Estou ao seu lado, roçando minha mão na sua. – Realmente é. Pulo frequentemente e sempre fico nervoso quando chego aqui. – Passo meu dedo em seu braço, sentindo minha pele formigar contra a sua. Ela parece não notar e mantêm seu foco na água. Como pode ignorar isso? Como é possível que seu corpo não responda às minhas carícias. –Quer saltar comigo? Não é tão assustador se fizer isso com alguém. – Tento segurar sua mão mas ela se afasta de mim. - Pulem seus maricas!. – Grita Tessa, de pé no trampolim e nos incentivando. Reed e Luke observam com diversão e Mia sorri ao meu lado. E é muito lindo. Daria qualquer coisa para escutar esse som pelo resto da minha vida. - Me encanta esse som. – Digo, totalmente sem vergonha de minha observação. Mia me olha confusa. – Que som?


- Seu riso. Tua voz. Diabos, me encantam todos os seus sons. – Seus lábios se abrem um pouco e com a mão trêmula coloca o cabelo atrás da orelha. – Não posso tirá-los de minha cabeça. Franze os lábios, olhando para a água. – Chega Ben. – Sua voz é firme ao fazer essa súplica, como se não pudesse mais suportar outra palavra saindo de minha boca. O que é ruim porque tenho muito a dizer agora. - Chega de quê? – Diminuo o espaço entre nós e seguro seus quadris com tanta força que meus dedos doem. Sei que ela gosta assim então não deixo que seu olhar me detenha. Ofega baixinho enquanto a aproximo de mim. Seu corpo está tenso, com medo mesmo, mas não se afasta. Sustento seu olhar, desafiando-a se afastar de mim enquanto continuo. – Deixar de dizer que te desejo? Deixar de dizer que estou ficando louco desde que saiu do meu quarto? – subo a mão e passo em seu lábio inferior, desejando mais que tudo que me beije como fez na noite passada. Necessito de um pedaço de mim dentro dela. Me permite que a toque sem se afastar. Me movo, colocando nosso corpos juntos até que estejam perfeitamente alinhados. – Deixar de dizer que está linda e que estou tendo dificuldades em me lembrar do meu nome quando você está por perto?


Empurra meu peito fazendo com que eu me afaste para trás um pouco. – Chega! Não pode dizer essas coisas Ben. Sabe o que isso me faz? - Sei o que me faz estar ao seu lado. – Agarro sua mão e a coloco sobre o meu peito, minha outra mão reclamando seu lugar em seu quadril. Seus olhos se movem de meu rosto para onde sua mão está e vejo seus olhos refletir o que sente por mim. Sente? Isso é o que me faz. Todo o tempo quando estou perto de você. – Posso escutar sua respiração pesada enquanto seus olhos permanecem fixos na sua mão. Não digo mais nada. Deixo que sinta. É dona dessa parte minha. Pegue. A magnitude por trás dessa admissão não me perturba. Não me importa que eu pareça um louco por estar obcecado por alguém depois de uma noite juntos. Nunca me senti assim antes. Parece indecisa mas fica aqui comigo, sua respiração enche meus ouvidos e seus dedos se movem contra minha pele. Lentamente. É apenas um roçar de dedos mas juro por Deus que deixa marcas de queimadura no meu peito. É quente. Me marcando com suas impressões digitais. E então eu vejo, o momento em que a memória de nós dois juntos a atinge. Rompendo nossa conexão. Pisca várias vezes, abaixa seu rosto antes de tirar sua mão de mim como se também estivesse queimando-a. Olha minha cara de preocupação e para a água e sem me olhar novamente, pula.


- Mia! – Me movo até a borda e a vejo desaparecer, mas não perco tempo e pulo atrás. Meu corpo bate na água, minhas costas reclamam pela maneira como caí. Mas isso não me preocupa. Quando chego a superfície, vejo Mia fazendo uma careta de dor dentro da água. Nado até ela e escuto seus gemidos suaves. - Onde está ferida? Deixe-me ver. – Envolvo meus braços ao redor de sua cintura para ajudá-la a manter a cabeça fora da água. Estamos peito contra peito e espero que me empurre para longe mas não faz. Mantêm seus olhos para baixo, olhando a maneira com que nossos corpos se unem. Suas mãos estão agarrando meus braços e os leva mais alto, passando por meus ombros até pararem ao redor do meu pescoço. Fecha os olhos enquanto a abraço, a dor em seu rosto some e aparece uma expressão de satisfação. Geme enquanto aperto minhas mãos em sua cintura, aproximando-nos. Não me afaste. Sim anjo. Deixe que seu corpo sinta. Há um minuto pulou de um precipício para se afastar e agora está fazendo esses malditos ruídos que me deixam louco. Coloco meus lábios em sua orelha e a sinto estremecer em meus braços. – Está me matando bebê. Tem alguma idéia do quanto quero te pegar aqui mesmo? Não deveria ter falado. Deveria ter simplesmente desfrutado do momento que me dava e deixá-la conduzir isso. Seus olhos se abrem, cheios de lágrimas, mas não parece triste. Olha-me


enfurecida. E não sei se é por ter sido brusco com ela agora ou se foi alguma coisa idiota que falei no passado. Demônios, poderia estar furiosa consigo mesma por deixar seu corpo falar e realmente desfrutar de minha companhia. Mas não tenho tempo de perguntar porque ela me empurra com as mesmas mão que usou para se agarrar a mim. Estou congelado enquanto ela começa a nadar freneticamente para a doca. - Mia! Espera um pouco. – Começo a nadar mais rápido do que nunca, com a necessidade de chegar antes que ela alcance a doca. A quero sozinha, especialmente se está chateada. Mas ela chega primeiro e a alcanço quando seus pés estão sobre o tablado de madeira. - Lindo pulo Benjamin. – Brinca Luke enquanto saio da água. – Queria machucar a coluna? - Vai a merda. – Me aproximo de Mia, mas Tessa é mais rápida e coloca seu corpo entre nós. – Mova-se ou te jogo na água. Bate no meu peito com seu dedo agressivamente. – Mais uma vez está chateando minha amiga. – Se inclina para frente. – Que merda te acontece? – Sussurra bruscamente sua pergunta e sei que é porque está secretamente torcendo por mim. Meus olhos registram isso mas só eu a escuto.


- Não foi minha intenção. – Olho para ela e logo acima de sua cabeça. – Mia, vamos. Por quanto tempo vai estar furiosa comigo por algo que fiz quando menino? Isso não é justo. Sua cabeça se vira bruscamente para mim e quero entrar na água com esse olhar furioso que está me lançando. – Não é justo? Quer saber o que não é justo, Ben? – Dá um passo para frente, assim estamos cara a cara. Mia se eleva acima de minha irmã, assim é como se Tessa não estivesse entre nós. – Não foi justo da última vez que estivemos aqui e você me implorou que não retirasse a camiseta porque você ficaria cego se me visse de maiô. – Seus olhos se enchem de lágrimas e quero empurrar Tessa e envolver meus braços ao redor de Mia. – Não era justo quando... – Morde o lábio para conter os tremores e dá a volta, seus ombros começam a tremer por causa de seus soluços. Reed se aproxima dela e envolve seu braço em sua cintura, oferecendo o consolo que eu deveria estar proporcionando. - Bebê, por favor, não chore. Eu era o maior idiota do mundo. – Dou um passo para o lado para evitar Tessa, mas ela se move ao redor da amiga com uma sombra. Me encontro com os olhos de Mia quando ela finalmente decide me olhar. – Não gosto de ter te dito todas essas coisas. Porra, odeio o mal que te fiz. Sinto muito querida. – Agarro Tessa e a empurro para Luke, para onde ela vai de boa vontade com um pequeno rosnado. – Por favor, só me escuta.


Mia nega com a cabeça enquanto se move para trás de Reed, que se coloca entre nós dois. Bloqueia Mia completamente e esse comportamento protetor me cega com uma necessidade enorme de chutar a sua bunda. – Acredito que já foi o suficiente Ben. Por que não a deixa em paz? Dou um passo para perto dele e surpreendemente ele não retrocede. – Saia antes que te arrebente a cara. – Quero dizer cada palavra dessa ameaça. Está fora de si se acredita que vou deixar que faça um movimento sequer com minha garota. Luke agarra meus ombros e me tira para trás. – Calma irmão, precisa se acalmar. Ninguém tem que brigar com ninguém. - Jesus, Ben. – Grita Tessa, envolvendo sua mão ao redor do meu braço. – Não ameace o Reed. Ele não fez nada. - Ela é minha Reed. – Declaro alto o suficiente para que ninguém possa negar o que acabo de dizer. O suficientemente alto para que todo mundo em Rocky Pont saiba que Mia me pertence. Todo mundo escuta minhas palavras arregalando os olhos como nunca. -Perdão? – Mia limpa o rosto e dá uns passos até mim. – Não sou sua. Escapo de Luke que segura meu ombro– Sim, é minha. Simplesmente ainda não está disposta a assumir. – Caminho até a


borda da rocha e olho por cima do ombro. Não chora mais, sua expressão se tornou algo que não posso decifrar. E vejo a familiar luta em seus olhos. O jeito com que tenta ignorar a forma como a faço sentir. E essa resistência é a minha motivação para continuar. Para colocá-la onde preciso que esteja. Sem dar outra oportunidade para discutir comigo, mergulho na água e começo a nadar para longe. Mia é minha. E não me importa se ela demore em perceber isso. Não sou apenas um bastardo egoísta quando se trata dela, mas também teimoso. Vou fazer qualquer coisa para conseguir seu perdão, maldição, farei qualquer coisa por ela. Vejo meu futuro com ela e nada me impedirá de conseguir.


Capítulo Seis Mia Olho diretamente em seus olhos enquanto entra em mim, tão suavemente que é quase impossível. Quero que me tome nesse momento, que use meu corpo para o seu prazer e não quero que seja gentil. Baixando minha mão agarro sua bunda e o instigo a ir mais forte mais profundo. Mas ignora minha petição e sacode minha cabeça, descansando sua mão em minha bochecha. - Não. – Diz, suas palavras saem fracas enquanto mete dentro de mim. – Se me quer forte e rápido bebê, terá que me dar o que quero. O que for. Darei agora mesmo. Levanto minhas pernas dando um acesso mais profundo, mas ele não toma. Para de mexer seu pau dentro de mim e esse é o maior tormento da minha vida. Sinto sua mão acariciar o meu nariz, mas sem tirar a sua mão da minha bochecha. Confundida ignoro isso e me concentro nele. Na maneira em que me olha, seus olhos cinza tão brilhantes. Sinto outro roçar e balanço a cabeça, precisando dele para me dar o que quero. Tento colocá-lo de novo mais profundo, mas sua vontade é maior que o meu desejo. Mantêm suas lentas estocadas. É um delicioso tormento que atinge diretamente meu interior.


- Por favor. Te darei o que quiser. – Imploro, cravando minhas unhas em suas costas. Sinto outro roçar no meu nariz e gemo de desejo, não querendo que nada me tire desse momento. - Você. Quero você minha garota. Fecho os olhos e sinto suas palavras correrem através de mim. Me quer, mas posso dar isso a ele? - É uma princesa de verdade? – Outra voz entra em minha cabeça, através de outro roçar no meu nariz. Nego com a cabeça, não querendo nada além do som do homem em cima de mim. Só que não posso ouvi-lo mais. Não posso ouvir seus suaves gemidos. Não posso sentir sua pele contra a minha. Carne com carne. E quando abro meus olhos percebo o porquê. Meus olhos encontram um pequeno rosto que está me olhando, com um cabelo castanho selvagem e olhos cinzas. Sorri, passando seu dedo em meu nariz e eu não perco as duas covinhas maciças que aparecem em seu rosto. - Despertei a princesa. – Sua pequena voz é rouca e profunda como se suas amigdálas tivessem sido removidas. Sobe na cama, segurando uma pequena espada de madeira em sua mão. Esfrego os olhos e me sento um pouco, apoiando-me sobre as almofadas. Sorrindo, passo o dedo em seu nariz e ele ri,


inocente, a risada mais contagiosa que já ouvi. – Olá bonito. Como é seu nome? - Nowwwllaann. – Arrasta seu nome, enfiando sua espada na cama com três golpes animados. Rio. – Nolan. É um nome genial. – Toco sua espada e ele a levanta no ar, girando ao redor de seu corpo. Noto o dragão bordado em sua camisa e as meias estampadas que está vestindo, sentindo um interesse. – Matou todos os dragões por mim? Seus olhos se arregalam e se põe de joelhos antes de assentir freneticamente. – Papai disse que eu tinha que salvar a princesa. Papai? Ben tem um filho? - Disse? Quantos dragões você matou, nobre cavaleiro? - Muitos. – Se põe de pé e levanta sua espada acima de sua cabeça. Acredito que acabo de conhecer o menino mais lindo que existe. Seguro minhas mãos em torno dele para o caso dele ficar mais perto da borda da cama. – Meu herói. Quantos anos têm? - Muitos assim. – Levanta três dedos e deixa cair em seu colo, saindo da cama e brandindo sua espada ao redor. Pára de novo e chega perto de mim, passando seu dedo em meu nariz de novo. – Qual é o seu nome?


- Mia. - Princesa Mia. – Me corrige com um sorriso torcido. – Papai disse que pode ser que precise de um beijo para que desperte. - Oh, tem razão. Que tonta sou. – Me deito na cama e fechos os olhos, sentindo o peso do pequeno corpo junto a mim. Tento não sorrir enquanto seus lábios encontram minha bochecha fazendo com que abra meus olhos. - Vejo que encontrou a princesa, amiguinho. – Ben se apóia no portal, sorrindo com o mesmo sorriso de quem me salvou de dragões. – Mas não te disse que se precisasse ser beijada era para me chamar para que eu pudesse fazê-lo? Me sento contra a cabeceira da cama, tirando as cobertas de cima de mim. Dormi com uma camiseta sem mangas e um short curto e não estou usando sutiã. Puxo as cobertas de novo, de repente, me sentindo incrivelmente tímida com o único homem que já me viu nua. Nolan salta da cama e caminha até ele. – Posso ir nadar agora? - Sim, vou buscar sua sunga na mala. - Espera. – Digo, sentando e assinalando a Nolan para que volte. Aparece rapidamente na minha frente e sorri. – Sua


espada, nobre cavaleiro. – Estendo minha mão e ele me entrega sem nenhuma pergunta. – Olhe para baixo. – O faz e coloco a espada em seu ombro esquerdo. – Eu te nomeio Senhor Nolan, assassino de todos os dragões do reino. – Movo a espada para o ombro direito. – E protetor da realeza. Me olha com muita alegria enquanto devolvo a espada. – Papai, sou um cavaleiro de verdade. – Corre até Ben, pulando com entusiasmo. Ben leva seu sorriso de mim para Nolan. – Quero nadar agora. Sai correndo do quarto e Ben bagunça seu cabelo enquanto passa ao seu lado. - Parece que outro garoto Kelly está apaixonado por você. – Disse Ben cruzando os braços no peito. Está incrível com camiseta e bermuda, e de repente minha mente é invadida com lembranças do sonho que tive. Ele em cima de mim, nu, conduzindo-me ao prazer com um ritmo castigador. Apago esses pensamentos da minha cabeça e me concentro nele, o que também não ajuda. A forma com que seus músculos se destacam, mostrando-se através da camiseta que quero rasgar em pedaços, está me fazendo juntar minhas pernas debaixo das cobertas. Tento controlar o rubor que sinto, mas sinto-o se espalhando pelo meu rosto. – É tão lindo. Não fazia idéia de que tinha um filho.


- Dizem que nos parecemos, assim suponho que pense que sou lindo também, certo? – Pergunta com um sorriso. – Sim, era o que eu pensava. – Me viro justamente a tempo de ver seu sorriso arrogante e gostaria de dizer que não é nada para mim, mas não faço. Maldito é esse cara! - Papai! Quero ir nadar. – A pequena voz excitada de Nolan vem chamando do corredor. Ben vira a cabeça para olhar para o corredor, endurecendo antes de voltar a me olhar. – A próxima vez que precise que te despertem, não será meu filho te beijando, princesa Mia. – Suas palavras são uma promessa a qual não quero reagir, mas não posso negar o calafrio que percorre meu corpo. Tem toda a confiança do mundo de que será ele me despertando com um beijo. E quero lhe dizer que nunca deixarei que isso aconteça mas parece que não posso encontrar as palavras. Saio da cama assim que Ben se vai e quando estou colocando meu vestido preferido de verão, minha mente começa a vagar com lembranças do velho Ben. O garoto que me lembro nunca entrou voluntariamente em qualquer quarto que eu estivesse. O mesmo garoto que enlouqueceu quando me encontrou no seu.


- Quer escutar música enquanto tomamos sol? – Pergunta Tessa enquanto tenta tirar uns bichinhos da piscina com a rede. - Sim, claro. – Deito em minha cadeira, protegendo os olhos com as mãos. - Então não fique aí boba. Vai buscar o aparelho de som. Me sento e sorrio. – Onde está? - No quarto de Ben. Acredito que em sua escrivaninha. - Esquece. Vou cantar eu mesma. Sorri em voz baixa. – Ele não está em casa. Só tem que ir lá e pegá-lo rápido. Quero ouvir meu cd novo do Justin Timberlake. Bom posso fazer isso. Ele nem saberá que estive ali. – Oh, está bem. Já volto. – Movo minhas pernas para o lado e entro na casa. Paro em frente ao quarto de Ben e vacilo ao girar a maçaneta da porta, entrando no quarto. Nunca vi o interior de seu quarto. Está fora dos meus limites, o que está bem para mim. Não quero estar aqui, assim vou fazer isso rápido. Vejo o aparelho de som em sua escrivaninha e corro para pegá-lo.


- Oh! – Tropeço em algo, caindo na escrivaninha e fazendo cair tudo que está em cima. Incluindo o aparelho. – Oh não. – Estendo a mão para chegar até ele, mas é muito tarde e olho com pesar enquanto o aparelho cai no chão. Fecho meus olhos fortemente, mas escuto o dano que fiz. – Oh não. – Sussurro. - O que está fazendo? Meus olhos se abrem rapidamente e olho para trás, cara a cara com um Ben muito furioso. – Oh sinto muito. Só estava pegando emprestado seu aparelho. Não queria... Me empurra para fora do caminho, recolhendo os pedaços quebrados. – O que você fez? – Abro a boca para falar mas ele me interrompe. – Você o quebrou. Está acabado. Por que está aqui? Te disse: nunca entre no meu quarto. Dou um passo para trás, colocando minhas mãos a minha frente. - Sinto muito. Tessa me pediu que o pegasse e tropecei. Lança as peças do aparelho de som contra a parede. – Fique longe das minhas coisas. Sai daqui. Te odeio. Deus, como eu te odeio! Saio do quarto, passo pela casa e vou para o exterior. Tessa se senta e observa minhas mãos vazias, inclinando a cabeça. - Onde está a música?


- Seu irmão está em casa. O quebrei. Está furioso. Sua boca se abre. – Oh, oh. - Tessa! – A voz de Ben passa através da porta corrediça que eu não fechei. Ambas fazemos uma careta de dor e corremos por nossas vidas. Suspiro, apagando essa terrível recordação de minha cabeça. Essa foi a última vez que entrei no quarto de Ben. Entendi sua raiva no momento mas foi um acidente. E me senti tão mal por ele que peguei minha mesada e usei para comprar outro aparelho, mas isso não importava. Não para Ben. Ele atuava como se minha existência lhe irritasse. E essa atitude continuou até que fui embora há nove anos. Minha existência não parece lhe irritar agora. Me faço uma xícara de café, movendo-me para frente da porta corrediça enquanto misturo meu creme. Ben está na piscina com Nolan, o empurrando em uma prancha que bóia. Parece um bom pai e vê-lo com Nolan faz coisas em mim. Coisas que tento ignorar. Pega na mão de Nolan para que ele possa ficar de pé na prancha e fingir que está surfando. Ambos estão sorrindo um para o outro, e vê-lo compartilhar esse momento com o filho me mostra um Ben completamente novo. Distanciando as recordações que


tenho dele. Não quero estar intrigada com esse Ben, mas estou. Meu cérebro está gritando para que me afaste dele, mas a forma com que meu corpo reage a sua presença está cada vez mais difícil de ignorar. Demônios, praticamente caí em seus braços ontem na represa. Isso havia sido terrivelmente vergonhoso. Apenas me tocava e eu gemia como se pudesse morrer se ele parasse. Graças a Deus que ele falou e me tirou de meu estado patético. Realmente não queria reagir assim. Queria que mantivesse distância de mim. Estar em sua presença era perigoso. Não confiava em meu corpo ao seu redor. Parecia me incendiar em cada oportunidade que tinha. Nem sequer tinha que fazer esforço para que eu ficasse a beira de um orgasmo. Apenas aparece em minha vizinhança e estou imediatamente pronta, segurando a pistola em minha mão com o dedo no gatilho. Nem sequer resisto a tentação de olhá-lo enquanto está na piscina. É uma batalha que vou perder de qualquer jeito então nem vou gastar minha energia. O sol brilha fora de seu peito e enquanto se gira na piscina, observo como os seus músculos se movimentam. A tinta escura de sua tatuagem se destaca ainda mais sobre o sol e eu quero estar perto dele. Apenas o suficiente para observar melhor o desenho e ler as palavras que estão gravadas em sua pele. Seu cabelo está molhado e grudado em sua pele, me recordando a forma em que estava na manhã depois da nossa noite de sexo. Não tem jeito de ignorar o quanto Ben é sexy. E Nolan se parecia com seu pai, mas eu nunca havia etiquetado


Ben como lindo. Era ridiculamente gostoso, muito gostoso para ser real. Suas palavras para mim seguem dando voltas em minha cabeça desde ontem. É minha. Estava tão seguro de si mesmo, tão seguro que realmente fiquei pensando na possibilidade de ser realmente sua. Mas o odiei por tanto tempo que parece impossível deixar esse sentimento de lado. Desejar alguém e realmente gostar dele são duas coisas completamente diferentes. E não posso negar que desejo Ben. E desejo tanto que estou começando a ter problemas. - Desfrutando da vista matutina? Estive a ponto de deixar minha xícara cair quando Tessa interrompe minha luta interna. – Jesus. Me assustou. – Franzi a testa quando seu sorriso aumentou, ignorando ela enquanto tomo meu primeiro gole de café já frio. Acena com a mão para Nolan que devolve o gesto, sorrindo amplamente quando o faz. Ben parece ver só a mim e ignoro isso também. – Se te perguntasse o quão molhada está agora o que diria? – Pergunta Tessa. - Meu Deus. Há alguma coisa fora de limite para você? Pensa por um momento, girando seu cabelo no dedo. - Não.


Dou um passo para longe da porta e me sento no braço do sofá. – Por que não me contou que Ben tinha um filho? Encolhe os ombros. – Te disse que não era o mesmo garoto que costumava ser. - Só porque alguém não é o mesmo garoto, não significa que tenham pequenas covinhas parecidas correndo por aí. De verdade, acredita que era assim que eu tinha interpretado isso? Se move para o sofá ao meu lado e senta comigo. – Pensei que ia descobrir, principalmente se der a Ben uma oportunidade e realmente passar um tempo com ele, senhorita pouco disposta a deixar o passado para trás. Ignoro essa última parte. – Onde está a mãe em toda essa história? Estou assumindo que considerando o que aconteceu nos últimos dias ela não está na foto. – Tomo outro gole do meu café, contemplando a idéia de Ben casado com alguém. Meu estômago se retorce com esse pensamento. - Uh, não me faça falar dessa cadela. – Enrola seu cabelo enquanto espero mais detalhes. – É tão amargurada por não estar com Ben que usa Nolan. Nunca estiveram juntos. Era só uma aventura de uma noite e ela até tentou conseguir algo mais, mas Ben não está interessado, então ela lhe dá o menor tempo possível com Nolan. É uma merda.


- Isso é horrível. Não deveria ser capaz de afastá-lo de seu próprio filho. - Sim, mas diga isso ao maldito juiz que lhe deu a custódia. Ben, entretanto consegue vê-lo, mas não tanto quanto ela. E definitivamente ele deveria conseguir mais. É um ótimo pai. – Se coloca de pé e tira o telefone do bolso. – Vou sair um pouco. Quer ir? Paro e olho mais uma vez para a porta corrediça. – Não, melhor ficar e ligar para minha mãe. Ver como ela está. – Tessa me olha, em silêncio como dizendo que está aqui se eu precisar. Nunca escondi nenhum detalhe da doença de minha mãe dela, e nós passamos muitas noites no telefone juntas, só escutando meu pranto. Caminho de volta para o meu quarto e coloco a xícara de café na mesa da cabeceira. Depois de três toques, a voz de minha tia chega através do outro extremo. - Olá? - Olá, tia Mae. Como está tudo? Como ela está? - Está ótima, Mia. Aqui, vou lhe entregar o telefone. Espero ansiosamente a voz de minha mãe e depois de uns pouco segundos, sou recompensada por ela.


- Olá querida. Como está? – Sua voz é forte e posso ouvir seu sorriso através dela. Não posso evitar as lágrimas que caem pelas minhas bochechas mas mantenho a voz firme. – Estou muito bem mamãe. Só com muita saudade. - Eu também . Como estão todos aí? Você e Tessa não se meteram em problemas né?! - Sim, claro. Não fizemos nada de ilegal pelo menos. A risada de minha mãe chega no telefone, um som que fiquei meses sem escutar quando estava em seu pior momento. – E seu irmão? Está se comportando bem ao seu redor? Paro, sem saber como responder a essa pergunta. – Ele é... diferente. Não sei. É estranho me acostumar a esse Ben. - Bem, o tempo muda a gente. – Afirma. – Certamente mudou ao longo dos anos. Minha garota se tornou uma linda garota. Sorrio e encosto na cama, brincando com a barra do meu vestido. – Soa muito bem. Como está sua força? Está comendo? Parou com os enjoos? - Oh, querida, estou ótima. – Mais lágrimas chegam aos meus olhos e caem pela minhas bochechas. – Sua tia e eu fomos


dar um passeio ontem no parque. Era um dia muito agradável para ficar em casa. Dei de comer a alguns patos por você. - Oh, o tanque de patos. Adoro esse lugar. – Me sento quando escuto um som que vem do andar de baixo. Pequenos soluços parecidos com choro. – Olhe mamãe, posso te ligar depois? - Querida aproveite. Não se preocupe comigo. Estou muito bem, ok? Jogo minhas pernas para fora da cama e me levanto. – Certo. Te amo. - Também te amo. Sorrio e jogo meu telefone na cama, caminhando até que os gritos parecem ficar mais histérico enquanto me aproximo. Nolan está sentado no balcão da cozinha, envolto numa toalha e afastando seu joelho de Ben. - Ahhhh, papai. Não! - Amiguinho me deixa ver isso. Me aproximo dele e os olhos de Nolan se viram para mim. – Oh, não. O que aconteceu Sir Nolan? – Ponho minha mão em sua perna, envolvendo meus dedos em torno de sua panturrilha. Se retrai um pouco, mas não se afasta de mim. – Os


cavaleiros valentes não choram quando se ferem não é? – Seca suas lágrimas e nega com a cabeça para mim, seu pequeno lábio tremendo. Seu joelho está um pouco arranhado e um pouco de sangue está se acumulando na ferida. - Desculpe. – Chora. – Papai quer limpá-la. Levanto o olhar até Ben, encontrando seu olhar que, eu não havia percebido, estava em mim. – Papai não vai te machucar. Não é papai?- Não me dou conta do tom sedutor que usei mas pelo olhar que Ben me dá, imagino como saiu. Pisca rapidamente, baixando o olhar para Nolan. E eu faço o mesmo. – Sabe, algumas princesas têm poderes mágicos e adivinha o quê? - O quê? – Seus olhos se ampliam e sua voz se converte em um sussurro. - Sou uma dessas princesas. – Desapareço no corredor e pego uma pequena bolsa de pequenos socorros que levo comigo por costume. E essa bolsa passa a estar coberta de geada. Muito mágica. - O que é isso? – Pergunta Nolan, o medo desaparecendo de sua voz. - Isto – Abro a bolsa e começo a remexer dentro dela.- é minha bolsa mágica. Está cheia de coisas para fazer com que cavaleiros se sintam melhor. – Pego um pouco de spray


desinfetante, uns pedaços de gaze e uma bandagem. Coloco a bolsa no balcão junto a Nolan, vendo seus olhos arregalarem enquanto tenta ver ela. – Olhe na bolsa e me diz o que encontra aí dentro. – Se distrai, recitando as lista de materiais e me permite abrir a bandagem e colocar suavemente em seu joelho. Ben me observa de lado atentamente, meus olhos se encontrando com os seus uns breves segundos. Quero concentrar-me unicamente em minha tarefa, mas meus olhos me traem e os permito vagar. Sopro suavemente seu machucado mas Nolan nem percebe. - Que isso? – Nolan pega uma bandagem elástica, desenrolando até o chão. – Wow! Sorrio e aplico um curativo em seu joelho. – Isso é para cavaleiros valentes que sofrem feridas de dragão. – Levanto uma sobrancelha e sorrio. – Tem alguma lesão de dragão? Concorda ansiosamente. – Fui golpeado por uma calda bem aqui. – Mostra uma lesão inexistente na cabeça e Ben e eu sorrimos. - Bem, se estiver tudo bem para o seu pai, posso te envolver com minha venda mágica. - Por favor, papai. Ben pega a bandagem e me entrega. – Bem, não posso tê-lo sangrando por todas as partes de minha caminhonete com


essa enorme ferida em sua cabeça.- Pisca o olho para mim, colocando a venda em minha mão. Envolvo a cabeça de Nolan enquanto ele sorri adoravelmente. – Sir Nolan, está pronto para conquistar um terra de dragões. – Ben o toma nos braços beijando sua bochecha antes de colocá-lo no chão. Estou a ponto de dar meia volta quando os pequenos braços se envolvem ao redor de minhas pernas. Sorri para mim antes de correr até o sofá, pegando a espada e recomeçando a batalha que parece estar sempre lutando. - Isso foi incrível. – Afirma Ben e me faz girar e olhá-lo nos olhos. Estamos de pé há uns centímetros de distância, o suficiente para nos tocarmos se quisermos. – Eu não podia chegar perto de seu machucado e você limpou e colocou um curativo e ele nem piscou. - Todo mundo se esquece se seus medos quando está distraído. E uma bolsa mágica para um menino de três anos de idade, é uma grande distração. Se move para perto de mim, seus olhos se distanciando de Nolan por um momento. Sua mão roça a minha, antes de agarrá-la entrelaçando nossos dedos. Tento tirar a minha, mas ele a segura com mais força. – Como se supõe que te conquistarei se não vai deixar de lado quem eu era?


Tento com mais força, mas me puxa, eliminando todo o espaço entre nós. – Eu... não estou pronta para que me conquiste também. – Sorri e é tão inesperado que também rio como uma idiota. Levo minha mão livre até minha boca. - Entretanto. – Diz. Seus olhos percorrem meu corpo. – Está muito bonita de verdade. Respiro com força. Quase desconfortavelmente tento retirar minha mão. – Obrigada. – Estou me sentindo mil graus mais quente e preciso me afastar. Tenho que colocar um pouco de espaço entre nós. Tenho que tirar minha mão da sua, mas por alguma estúpida razão, não posso. Quero tirar minha mão. Quero que meus pés se movam. Meu cérebro está gritando para que eu faça essas coisas agora, mas meu corpo está ignorando. Maldito seja. Por que tenho que me sentir tão bem ao lado dele ? Por que ele não pode ter mal hálito ou ser todo franzino ou invés dessa montanha de músculos com um convite a suspirar? Pode ser que não tenho controle sobre meu corpo agora mas todavia tenho de minha boca. Merda! E agora estou pensando no que poderia fazer com minha boca. Saco! Tomo uma respiração profunda e fecho os olhos com força, necessitando apagar essa imagem. Ben, por favor, se afaste.


Suavemente ri de mim. – Por que fecha os olhos? - Eles simplesmente se fecham. Pode, por favor, se afastar? Sorri de novo e maldito seja, seus sons me encantam também. – Realmente quer que me afaste? - Ben. - Estou me certificando. – Sinto seu polegar roçar na minha mão. – Está muito bonita. - Já disse isso. - E continuarei dizendo. Abro meus olhos e os fixo nos seus. Não há nada além de bondade neles. Sem luxúria debaixo de suas palavras. Sem motivos ou planos secretos escondidos em seus loucos olhos cinzas. Suponho que sempre tenha sido surpreendente olhá-los mas há nove anos eu evitava a todo custo. Mas claro, há nove anos ele não estaria tão perto de mim. E definitivamente não teria me feito um elogio. Olho para meus pés, escondendo minhas bochechas coradas. – Ok.


Finalmente dá um passo para trás e olho pelo canto do olho, vendo que se afasta de mim. – Vamos amiguinho. Diga adeus a princesa Mia. - Adeus princesa Mia. – Nolan se despede com sua mão, golpeando as pernas de Ben com sua espada. - Adeus, senhor Nolan. Se ver algum dragão, mandarei te buscar. Dou a volta e me dirijo até meu quarto. E sei que não deveria, sei que tive o suficiente de hoje, mas olho por cima do ombro de todos os modos e fixo os olhos nos de Ben. Era como se estivesse esperando esse último olhar, porque assim que consegue, sai pela porta.


Capítulo Sete Ben - Boa noite amiguinho. Te amo. – Abraço Nolan contra meu peito e escuto seu bocejo sonolento. Aperta sua cara contra minha camisa e depois olha para cima, acariciando meu rosto com seus dedos. Sorrio enquanto passa seus dedos pelo meu nariz e ele sorri quando faço o mesmo com ele. - Boa noite papai. – Anda até o corredor, Angie se aproxima atrás dele. Odeio dividir a custódia do meu filho. Quero Nolan comigo o tempo todo, não só nos dias em que o juiz determina. O sistema não está a favor dos pais. E melhor, Angie é uma péssima mãe, e só obtive a custódia primária porque lhe deu a luz. Odeio deixar Nolan com ela. Não é muito atenciosa com ele e isso me enfurece. Nunca o leva a nenhum lugar, inclusive nem saem para nada. Nolan é um menino fácil de agradar. Não custa muito fazêlo feliz. E o pensamento dela negligenciando a felicidade dele me mata. Agora que está crescendo e entendendo as coisas, começa a me fazer perguntas. Perguntas que não quero responder.


Quer saber por que não pode passar todas as noites em minha casa ou por que não posso ir morar com ele e sua mãe. Então o distraio mudando de assunto para algo que chama sua atenção. Como dragões. E agora quando penso em dragões, penso em Mia. Foi maravilhosa com ele hoje, e ele a aceitou assim como fez com Tessa a quem também adora. Ela sabia exatamente como tratar Nolan, e porra, era sexy para caramba fazendo isso. A forma em que sua língua passou sobre seus lábios enquanto higienizava o cortado. A forma como seus lábios se juntaram quando soprou em seu joelho. A forma em que seus cabelos caíram em seus ombros, roçando em seus seios enquanto lhe fazia um curativo na cabeça. O tranquilizou imediatamente, e só se conheciam a uma hora. E toda aquela coisa de nomeá-lo cavaleiro? Cristo, essa era a coisa mais doce que alguém já havia feito com ele. Tinha que tocá-la, isso estava me matando. Assim toquei sua mão e a segurei como naquela noite no bar. Esse rápido contato dói o suficiente para mim. Então ela me deu uma possibilidade e sinto como se fosse o homem mais feliz do mundo. Adrenalina passou por minhas veias, e finalmente senti esperança. Esperança de que lentamente estivesse derrubando suas paredes. Tinha esperança de que eventualmente me deixaria entrar, e talvez mais do que isso. Poderia trabalhar com um talvez.


- Quem demônios é a princesa Mia? – Perguntou Angie, caminhando dentro da cozinha com uma expressão irritada. – Nolan falou e falou sobre alguma princesa Mia pela qual matou dragões durante o dia. Levantei de meu banco e peguei minhas chaves, mantendo meu sorriso escondido. – É a melhor amiga de Tessa, que a está visitando durante o verão. Nolan a conheceu quando o levei para nadar. – Poderia ter guardado minha explicação porque a Angie não importa. Ela estava muito ocupada esfregando–me através de meus shorts. Agarro a mão dela e a afasto com um grunhido de desgosto. – Vai a merda. Não estou interessado. - Ah não?! – Faz outra vez, mas agarro sua mão, pressionando-a contra seu corpo. – Jesus, qual o seu problema? – Sua testa se enruga enquanto me olha fixamente, mas sua cara relaxa com sua pergunta seguinte. – Isto tem alguma coisa a ver com a princesa Mia? Não respondo porque Angie não precisa saber da minha vida pessoal. Não era como se fossemos amigos e eu pudesse desabafar com ela. Não somos nada. Encosto nela ao passar e me movo até a porta. – Diga a Nolan que o verei em breve. - Realmente vai embora com uma ereção?


- Qual ereção? – Volto, parando em frente a porta. – Meu pênis não te deseja, Angie. Pára de se enganar. - Bom, mas me desejava semana passada quando te chupei e lambi como queria. O que aconteceu semana passada quando te fiz um boquete no sofá?

– Pára com seus braços

cruzados acima dos seus peitos, tentando parecer forte e arrogante, mas sua cara lhe delata. Angie odeia que a despreze, mas do que qualquer coisa e tenho feito isso por anos. – Nós podemos fazer isso dar certo, Ben, sabe que podemos. - Não há um nós. Nunca houve. Chupou meu pau quando queria. Nunca te pedi que fizesse. Não te toquei em três anos. Abro a porta e saio para o corredor do edifício de seu apartamento. - O que acontecerá com Nolan? Por que não pode tentar pelo menos pelo seu filho? Meu sangue ferve. Aperto o portal da porta até que minha mão dói. – Não use nunca Nolan contra mim. Como, diabos, poderia fazer bem para ele ver seus pais brigando a cada segundo? - Não quer nos dar nenhuma oportunidade. – Diz, seus olhos brilhando com lágrimas.


- Pare de choramingar. Não quero ficar com você só porque é a mãe de meu filho. Não lhe mentirei. Nunca. – Respiro bruscamente enquanto sua cara entristece. – Diga a Nolan que o verei logo. – E dou a volta, fechando a porta atrás de mim.

- Assim deixa eu ver se entendi direito. – Disse Luke atrás de seu copo de cerveja. Decidimos beber uma depois que nosso turno acabou, e eu o contei todo o meu relacionamento com Mia. Tudo, exceto o fato de que tirei sua virgindade. – Atormentou essa garota com o inferno há oito anos. - Nove. – Corrigi. Não que um ano realmente importe de uma forma ou de outra. Mas sinto que colocando mais distância entre o babaca que era e o homem que sou agora ajuda a minha causa. Agita sua mão livre. – Que seja. Costumava ser um bastardo e agora está arrependido porque ela está gostosa e te odeia. Escrevo seu nome na condensação de meu copo e apago rapidamente antes que Luke veja e me diga alguma merda sobre isso. – Isso não é só sobre sexo. Poderia ouvi-la falar bobagens durante horas se me deixasse. – Suspiro encontrando os olhos de


meu amigo. – Vai à merda. Como se não estivesse completamente caído pela minha irmã. - Não estou. – Está, mas nunca admitiria isso. – E se você me perguntar... - Não irei... Me ignora antes de continuar. – Penso que está fazendo errado. Não pode esperar que Mia simplesmente entre em uma relação com você se ela te odeia há anos. - Por que não? - Porque te odeia há anos. – Reafirma. – Só continuará te dizendo que vá a merda. – Começa seu argumento como se fosse obvio o que suponho que seja. Até eu pensei que tinha uma incrível química com Mia, mas ela não vai reconhecer isso se continuar me odiando. – Por que não tenta ser seu amigo primeiro? Deixe que ela veja que está interessado em mais do que sexo. Reflito sobre o seu conselho em silêncio. Essa poderia ser a melhor forma de seguir com isso. Ganhar sua amizade significa ganhar sua confiança, a qual seguramente poderia significar o seu perdão. E os amigos passam um montão de tempo juntos, o que definitivamente me convém. – Nolan está um pouco


caído por ela e ela é maravilhosa com ele, seria uma merda completa se eu o usasse para isso? - Você é uma merda completa. – Fiz um gesto para o garçom. – Dois Sam Adams, e você pediu os documentos daqueles idiotas no canto do bar? – Sigo os dedos de Luke e noto os garotos aos quais está se referindo. Definitivamente são garotos. De nenhuma maneira têm vinte e um anos. - Claro, com certeza. Seus documentos diziam que têm vinte e dois. – O garçom nos dá outra cerveja. - Pede seus documentos para mim. – Insiste Luke. O garçom volta uns segundos mais tarde, e percebo o nervosismo nos olhos dos garotos. – Estas são falsas. Como não viu isso Ray? – Luke está de pé e estou logo atrás dele. Levanta os documentos para frente, mostrando aos garotos. – Vocês, imbecis, se dão conta de que usando um documento falso estão cometendo um crime? Quantos anos têm? - Temos vinte e dois. – Diz um com uma irritável confiança. Sua petulância só me dá vontade de chutá-lo na bunda. - É realmente tão burro para usar um documento falso, em um bar em que estão bebendo dois policiais? – Pergunto, vendo Luke colocar seus documentos no bolso. Ou isso ou eram cegos. Estamos uniformizados, pelo amor de Deus. – Responda ao meu


parceiro antes que tenhamos que chamar seus pais e explicar porque seus filhos estão sendo presos. - Temos dezenove. – Responde rapidamente o que é mais dócil. Seu amigo começa a suar e suas mãos caem de lado. – Por favor, não chame meu pai policial. Não pode me dar uma advertência ou algo assim? Luke e eu damos uns passos para mais perto deles, vendo como se encolhem e acovardam. Me aproximo do garoto honesto. – Vão rapidamente sair daqui, mas Luke agarra seu braço e o detém. - Não mintam para um policial, estúpido. Especialmente quando é burro o suficiente para usar seu nome verdadeiro num documento falso, Parker Lance. - Como sabe que esse é meu nome verdadeiro? – Wow, esse garoto está pedindo para ser preso. - Porque é muito estúpido para memorizar qualquer informação que não seja realmente sua. E ninguém poderia escolher voluntariamente o nome Parker. Sentiria pena se não fosse um mentiroso pedaço de merda. – O garoto abre a boca para argumentar mais decide fechá-la. – Vão. – Agora suas caras de pânico desaparecem pela porta e nos sentamos novamente no bar.


- Maldito idiota. Deveria chamar seus pais por ser um imbecil. – Diz Luke. Concordo com ele enquanto fico olhando para a cerveja no meu copo. Minha mente está em outro lugar nesse momento e Luke nota. – Demônios homem. Nunca te vi tão obcecado por uma garota antes. O que vai fazer quando acabar o verão e ela voltar para casa? Sabe como as coisas funcionam a distância. Pergunte a Reed. Massageio minhas têmporas com os dedos. – Não sei. Não posso me preocupar com isso agora quando ainda estou tentando que me tolere ao seu lado. - Mas no ritmo em que vai pode ser que não tenha que se preocupar com isso. O ignoro e termino minha cerveja. Não posso pensar sobre esses três meses desde agora e não só porque não estou nem perto de onde quero estar com Mia. O pensamento de que ela não está a cinco minutos de distância de mim faz com que se forme um nó no meu estômago e um aperto em meu peito. Odeio a idéia de não poder ir vê-la num impulso. Como farei se tenho uma urgência repentina de beijá-la, tocá-la, conversar ou respirar o mesmo ar que ela e ela está a quatro horas de distância de mim? O pensamento é enlouquecedor. Sabia que não poderia viver a essa distância dela. A garota que eu não conseguia que ficasse suficientemente longe de mim virou a única mulher que não posso manter por perto.


Tarde da noite, pego meu celular e escrevo uma mensagem. Só tenho três meses com Mia e quero conseguir tudo com o papel de amigo. Quanto antes goste de mim como amigo, mas rápido me verá como a vejo. Eu: Pode me dar o telefone de Mia? Tessa: Por que? Está mudando e agora quer fazê-la chorar por mensagens de texto. A maioria dos dias amo a minha irmã. A maioria dos dias. Eu: Olha, eu zombei dela quando era mais jovem e estou tentando recompensar isso. Sabe que me importo, assim, por favor, me ajude? Eu dei seu número para Luke. Tessa: Te darei mas precisa saber que Reed tem seu telefone também. Não sei se o vê assim, mas te aviso. Reed é um garoto ótimo e nunca zombou dela. Poderia ser bom para ela. Fodido Reed Tennyson. Deveria ter lhe quebrado a cara quando tive a oportunidade.


Eu: Eu poderia ser bom para ela. Reed pode ir a merda. Tessa: Tranquilo tigrão. Estou secretamente apostando em você se isso ajuda. 205-555-7991. Eu: Obrigado. Te devo uma. Tessa: Eu sei. Nunca havia estado tão nervoso sobre qualquer coisa referente a mulheres. Nunca. Mas agora, uma simples mensagem é assustador. Eu: Olá, sou eu, Ben. Me perguntava se poderia sair comigo algum dia dessa semana. Merda. Isso soa como um convite para um encontro, que é o que realmente quero fazer, mas isso não faz parte da nova rota que estou traçando. Eu: Não é como um encontro, nem nada. Maldição. Isso soa mal, parece que preciso afirmar que não estou realmente convidando-a para um encontro. Merda. Eu: Só como amigos. Jogo meu celular na cama. Deveria jogá-lo fora para evitar parecer mais imbecil ainda. O celular toca e me jogo sobre ele como se minha vida dependesse disso.


Mia: Não sei. Meio que esperava esse tipo de resposta. E esperava pronto para a ação. Eu: Um certo cavaleiro está solicitando tempo com sua princesa favorita. Não queremos decepcioná-lo né? Provavelmente vai chorar por dias quando eu lhe dizer. Mia: Realmente está usando seu filho para me comover? Eu: Sim. Estou desesperado. Um, dois minutos se passam e estou começando a suar. Eu: Só quero passar algum tempo com você. Te fiz rir algumas vezes e penso que posso fazer de novo se me deixar. Só estou pedindo uma oportunidade, Mia. Se odiar a pessoa que sou agora então te deixarei em paz. Juro. Cinqüenta e três segundos mais tarde, responde. Mia: Concordo. Mas eu escolho o que faremos. Levanto minhas mãos comemorando. Eu: Está bem para mim. O que tem em mente?


Mia: Há um espetáculo de uma cena medieval que vi quando vinha para cá outro dia. Acredito que era a duas estradas antes de saída de Ruxton. Nolan já foi lá alguma vez? Poderá ver torneio de cavaleiros e essas coisas. Santa merda. Nolan vai enlouquecer. Por que eu não sabia desse lugar? Eu: Não, mas parece impressionante. Precisa fazer reserva? Mia: Eu farei. Sábado está bem para você? Todos os dias estão bons para mim. Vou reorganizar minha vida inteira se precisar. Eu: Sim. Passarei para te buscar. Só me diz a hora. Mia: Ok, te direi depois que fizer a reserva. Eu: Mal posso esperar. Não responde esse, mas não precisa. A única coisa que preciso é da oportunidade que agora está disposta a me dar. Finalmente posso mostrá-la o homem que sou agora. Posso compensar todo o mal que lhe fiz. Toda a dor. Vou ganhar sua amizade antes de lhe oferecer minha vida. Já é sua de qualquer maneira. Só precisa pegá-la.


Capítulo Oito Mia Ben: Mal posso esperar. Nem eu. Queria escrever, mas não o fiz. Não estava buscando só passar um tempo com Nolan, quem por acaso era o menino mais lindo do planeta. Eu queria estar com Ben. Não queria mais lutar. Só sabia que não podia continuar ignorando. Não queria mais odiá-lo pelas coisas que me disse há anos. Não quando definitivamente já não era mais assim. Seria diferente se fosse. Esse ódio ainda seria justificado. Mas não se parece em nada mais com o velho Ben. Ele não me fala mais comigo como o velho Ben. E definitivamente não me faz sentir as mesmas coisas. Eu seria uma cadela se não desse a esse Ben uma oportunidade. Portanto é isso que estou dando. O sábado não chegaria suficientemente rápido para mim. Nunca havia me sentido tão ansiosa para fazer algo com um garoto que é somente meu amigo. Mas é de Benjamin Kelly que estamos falando. O cara que já me viu nua. Completamente nua. E agora ele quer passar um tempo comigo como se não tivéssemos nos dado prazer.


Se ele desfrutou tanto como eu daquela noite, então eu tenho créditos por isso. Como se supõe que vou ser amiga de um cara com o qual não posso deixar de fantasiar. Já tive amigos homens antes, mas nunca senti borboletas no estômago como essas. Nunca havia me sentido como se pudesse entrar em combustão só por estar em um mesmo quarto que um garoto. E definitivamente nunca quis ir para a cama com esses garotos. Falando de garotos que querem ser amigos, prometi a Reed que o encontraria para almoçar hoje. Nos falamos pelo telefone algumas vezes desde o dia no Rocky Point. É muito doce e divertido e quando me pediu que passasse um tempo com ele não duvidei em dizer que sim. Escolheu uma lanchonete de sanduíches que me era familiar. Tessa e eu comíamos ali várias vezes com seus pais quando éramos mais jovens. Passei a manhã na piscina com ela, não sendo capaz de tomar sol porque o calor era suficiente para me fazer desmaiar. Depois de uma ducha rápida, fui para a cidade e estacionei meu jipe perto da caminhonete de Reed. Ele já estava sentado quando entrei. - Oi. Como está? – Pergunto , caminhando ao redor da mesa enquanto ele se põe de pé para me cumprimentar. Me dá um abraço que não estou esperando mas que também não me incomoda. E definitivamente não é outra coisa que senão um abraço de amigo, o que me alivia. Espero que isso seja


simplesmente um almoço de amigos e nada mais. Não estou interessada em nada mais com Reed e não quero que isto se torne um incômodo. Termina nosso abraço com um tapa no meu ombro. Nada a ver com um encontro. - Estou bem. Te pedi um sanduíche de camarões. Espero que esteja bem. – Reed sorri enquanto nos sentamos. Ele tem o cabelo mais loiro que já vi, quase branco, que caem sobre seus olhos com um pouco de ondas. - Sim, obrigada. Parece delicioso. – Tomo um gole da água que também já havia pedido para mim. – Você está de folga hoje? – Reed trabalha como colaborador na construtora de seu pai. Ele assente. - Sim. O negócio está um pouco devagar por esses dias. Geralmente estamos muito atarefados no verão. – Nossos sanduíches chegam e comemos um pedaço. – De que cidade da Geórgia é mesmo? - Fulton. A menor cidade do mundo. – Engulo meu pedaço e tomo um gole de água. – É uma cidade militar. A base área é realmente a única coisa que tem além de um Walmart. - Alguma vez foi na base militar? Aposto que tem alguns aviões muito interessantes ali. Encolho os ombros.


- Só estive ali um pouco de vezes. Eles mostram as miniaturas no museu por um dólar, mas sempre depois de três meses de seu lançamento original. – Mordo outro pedaço do meu sanduíche. -Não acredito ter tido a oportunidade de ter escolher viver em Fulton. Há somente velhos aposentados ali. –Faço uma pausa e sorrio com malícia. – E fuzileiros navais. Sorri detrás de sua bebida. - Eu poderia viver ali facilmente. Tenho uma queda por garotas com fardas e aviões militares. Meu avô era piloto e me levava a todos os espetáculos aéreos quando era mais jovem. – A porta da lanchonete se abre e vejo os olhos de Reed reagirem a quem entrou. – Quais são as malditas possibilidades? – Murmura antes de olhar para mim. Viro em minha cadeira e quase caio dela. Santa Mãe de Deus. Ben está parado na porta, seus olhos mudando dos meus para os que acredito serem os de Reed. Mas não posso dar a volta para ter certeza. Não posso fazer nada além de aproveitar a maravilhosa visão dele com um uniforme de polícia. É um policial? Não tinha a menor idéia. Que merda mais Tessa está me escondendo. Minha melhor amiga, que fala pelos cotovelos, parece ter os lábios fechados quando se trata de falar qualquer coisa de seu irmão.


- Bom, olha quem encontramos. – Sou tirada de meu transe e levanto o olhar para ver o sorriso divertido de Luke. – Como está Mia? Um movimento vem de minha esquerda e giro para ver Ben caminhando. Oh bom Deus. Está bem do meu lado e está levando algemas. Engulo com dificuldade e tiro meus olhos dos seus para olhar a Luke. - Estou bem. Ótima. Estou... estou bem. Ou ótima. Ambos. Estou ambas as coisas. – E aparentemente me esqueci como manter uma conversa. Luke abafa um riso. -Oi. – Me cumprimenta Ben com um sorriso. Em geral seria capaz de reagir como um ser humano normal e dizer algo, qualquer coisa em resposta, mas tendo em conta como me dirige esse sorriso que me deixa louca misturado com esse uniforme que está usando tão bem, estou presa em minha cadeira e sou incapaz de fazer outra coisa que não seja respirar. Lança um olhar a Reed, um que não foi dirigido a mim. – Reed. – Grunhe e acredito que Reed respondeu algo mas nesse momento toda a minha atenção está centrada em Ben, incluindo meus ouvidos. Olha para mim de novo e agarra o encosto da minha cadeira. – Segue de pé o sábado? - Mmm? – Seus lábios se movem, separando sensualmente, mas não tenho idéia de que palavras acabam de sair deles. Sei exatamente o que esses lábios são capazes de fazer e isso


é a única coisa que minha mente registra nesse momento. Meu Deus. Esses lábios são orgásticos. – Desculpa, o quê? Ri e olha rapidamente para Luke antes de regressar o olhar para meu rosto confuso. - Te perguntei se ainda segue de pé o sábado. Assinto. Muito. Minha cabeça poderia ter caído se não me obrigasse a parar. - Sim. Fiz reserva para o show das cinco. – Limpo minha garganta e tomo um gole de água antes de continuar. Cristo. Parece que engoli cola. – Temos que chegar quinze minutos antes do show. Consegui que Nolan tirasse uma foto com o rei. Seus olhos se iluminam e suas bochechas fazem duas covinhas. - Oh Deus. Ele vai enlouquecer com isso. – Sorrimos um para o outro e os outros dois caras podiam pegar fogo e nem notaríamos. Eu, com certeza, não. – Boa idéia, Princesa Mia. - Sim, posso ser muito impressionante as vezes. Luke bate no ombro de Ben e o som me tira de meu obsessivo transe.


- Por mais que me encantasse ficar aqui e escutá-los flertar, eu morro de fome e temos que voltar. – Sorri para mim. – Já sabem garotos maus para prender e tudo mais. Proteger e servir. Toda essa coisa. – Gira a cabeça para Reed. – Sinto interromper seu encontro. - Não é um encontro. – Digo imediatamente, lamentando a indicação oculta de que nunca estaria em um encontro com Reed. Olho para ele em silêncio, pedindo que não se ofenda com minha declaração e isto o faz mais incômodo do que o que eu disse. Ajuda uma garota em apuros. Não deixe eu me enforcando aqui. Levanta uma sobrancelha para mim. - Bem essa é a última vez que te acaricio por baixo da mesa. Partiu meu coração, Mia. Meu queixo cai no chão. Definitivamente não estava sendo acariciada debaixo da mesa. Ele está louco? - O quê? – Arregalo os olhos antes de perguntar. - Que demônios acaba de dizer? – Pergunta Ben com um tom de voz que nenhum homem são questionaria. – Diz de novo imbecil e vamos ver o que acontece. – Se move para mais perto de Reed mas Luke se coloca entre os dois.


- Vou deixar que te golpeie se diz algo estúpido como isso outra vez. – Afirma Luke, virando sua cabeça para trás para olhar a Reed. Ben e Luke são aproximadamente do mesmo tamanho, então Luke não tem nenhum problema em segurá-lo. Reed, pelo contrário, é mais bonito que musculoso e provavelmente não teria nenhuma oportunidade contra Ben. Luke vira-se para Ben que está pronto para matar. – Não é um encontro homem. Relaxe. – Suas palavras são altas, mas eu não as escuto. E Ben parece se acalmar enquanto escuta. Reed levanta suas mãos em sinal de rendição. - Era uma brincadeira. Jesus Cristo! Costumava ter um pouco de senso de humor Ben. O que aconteceu? Ben põe sua mão no encosto da minha cadeira de novo e se move sobre mim de maneira muito possessiva. Se não me engano, é como se estivesse me reclamando na frente de Reed, igual ao dia da represa. Mas dessa vez, não me oponho. Dessa vez, a idéia de ser de Ben não me enfurece. Me intriga. Quero saber o que ele sente. Mas ele me convidou para sair sábado como amigos, e os amigos não atuam dessa maneira com os outros. Assim que não pode ser isso que está fazendo agora. Talvez só esteja me protegendo. Assim que empurro esses pensamentos para o fundo de minha mente vejo seus olhos se virarem para mim. Não disse mais nada a Reed, mas não acredito que precise. Suas ações e sua conduta estão falando suficientemente alto por ele.


- Passarei para te buscar as quatro em ponto. Creio que iremos surpreender Nolan, então não contarei aonde iremos. – Seu tom é amável, todo o nervosismo e agitação se foram, como se não tivesse acabado de ocorrer um concurso de mijo com o garoto com quem não estou em um encontro. Coloco o cabelo atrás da orelha. - Assegure-se de que ele leve sua espada. Vai querer estar com ela. – Sinto seu polegar roçar a pele de minhas costas e esse pequeno e ligeiro contato me envia a um frenesi. - Ben vem aqui e pede. – Disse Luke em voz alta, depois de ter se movido para o balcão. Ele deve ter pensado que não era seguro deixar seu amigo sozinho com Reed. Isso ou ele tinha muita fome para continuar se importando. Ben solta minha cadeira com um sorriso e passa sua mão pelo meu ombro. Esses pequenos toques vão me matar. - Nos vemos no sábado. - Está bem. – Respondo com minha voz tremula. Se vira, olhando Reed com o cenho franzido antes de caminhar até o balcão. E agora está de costas para mim. Seus ombros com essa camisa. Sua bunda nessa calça. Pode ser que alguém tenha que me recolher do piso.


- É muito lindo. – Olho para Reed, com a difícil tarefa de tirar meus olhos de cima daquele glorioso corpo parado há mais de cinco metros de mim. – Acredito que lembraria de ter dedos debaixo da mesa, idiota. - Espero que sim. – Sorri antes de encolher os ombros. – Está tudo bem. Nunca vi Ben ser todo homem das cavernas, esta é minha mulher. É divertido irritá-lo um pouco. Viro os olhos antes de ceder a tentação permanente no balcão. Não quero olhar mas tendo em conta o fato de que as costas de Ben estão em minha direção e ele nunca saberia que estou babando na frente de minha camisa, me permito. Escuto a voz de Reed quando ela entra em meu ouvido e seria grosseiro de minha parte não respondê-lo. Além disso, sou perfeitamente capaz de responder a uma pessoa enquanto estou admirando alguém. Sou uma mulher pelo amor de Deus. Podemos fazer várias coisas de uma só vez. - Mmm. Sim, eu também. – Respondo. Ben tira sua carteira da parte detrás de suas calças. Onde sua bunda está. Esta parte perfeitamente esculpida nele. Deveria haver páginas na internet dedicadas a ela. Fãs clubes. Até desfiles. - Oh vá. Isso parece muito divertido. Adoraria fazer isso. – Respondo. Ben levanta a mão ao ombro e costas movem, puxando sua camisa apertada sobre seus músculos. Meu Deus.


- Isso é uma loucura. Odeio quando isso acontece. – Não tenho idéia do que Reed está falando. Nenhuma noção. Seu riso me chama a atenção e viro a cabeça rapidamente. – O quê? Seus olhos passam dos homens no balcão para mim. Ele sorri. – Te perguntei como estava seu sanduíche e me respondeu “isso é uma loucura. Odeio quando isso acontece. – Seu corpo se sacode com uma risada silenciosa. Coloco rapidamente minha mão sobre os meus olhos e abaixo a cabeça envergonhada. – Oh meu Deus. Sinto muito, Reed. Isso foi muito grosseiro de minha parte. – Deixo cair minha mão e viro meu corpo para ele, dando-lhe toda a minha atenção. – Estou prestando atenção. Juro. Inclina a cabeça. - Então quando deveria preparar nosso pára-quedismo? - Ah? - Pára-quedismo? Inferno não. Nunca estaria de acordo com isso. - Disse que soava muito divertido e que adoraria fazer. Não lembra? Faz dois minutos quando estava prestando a atenção. Abro a boca para me desculpar quando o barulho da porta chama minha atenção, fazendo com que minha cabeça vire rapidamente. Ben sorri para mim antes de sair e aceno com uma mão como uma fã desagradável tentando chamar a atenção de sua


celebridade favorita. Realmente bom. Dou a volta e vejo o quanto isso está divertindo Reed. - Mencionei que Ben e eu estamos indo para a zona da amizade? Não tenho a menor idéia do que estamos fazendo. – Contei a Reed minha história e de Ben no Rocky Point, e do outro dia, deixando de lado o fato de que ele me deu cinco orgasmos. Cinco! - É claro. – Sorri e enruga sua testa para mim. – Isso não vai funcionar. - O quê? - Amigos. Você e Ben. Apostaria dinheiro nisso. – Cruza os braços sobre o peito, reclinando-se em sua cadeira. Está sorrindo como se tivesse ganhado a aposta. Assim como se já tivesse ganhado meu dinheiro e contando ele com arrogância na minha frente. Oh que petulância. - Por que está tão seguro de que isso não vai funcionar? Posso ser amiga de Ben. – Imito sua postura e me recosto em minha própria cadeira. – Podemos ser só amigos. Vai funcionar. - Não vai funcionar e te direi o porquê. - De acordo nerd. Por quê? – Não volte a dizer a uma mulher que ela não pode fazer algo, porque vamos morrer tentando fazer essa coisa que disse que não poderíamos fazer.


Creio que a raça feminina é teimosa por natureza. Talvez seja um erro de fabricação, mas todas são. Estou aqui para demonstrar meu ponto. - Porque... – Se move para frente, tirando um pedaço do meu sanduíche. - ... não sei você, mas não costumo olhar com tanto tesão para meus amigos. - Quem está olhando com tesão? – Quase grito. Graças a Deus somos as únicas pessoas na lanchonete, mas isso não me salva de receber um olhar irado do dono. – Não estava olhando com tesão. – Sussurro duramente. - E eu não vou comer o resto de seu sanduíche. – Sorri condizentemente antes de morder um pedaço grande de meu sanduíche. Viro meus olhos, olhos que não olharam com tesão para ninguém, antes de responder. - Qual a sua opinião de todos os modos? Acha que é um bom tipo? Assente e engole seu pedaço. - Sim, quando não está ameaçando me matar. – Rimos e tomo um gole de água. – É muito bem com seu filho. Mesmo quando Nolan era bebê, já sabia o que fazer com ele. E nem sequer


estava nervoso com isso. Eu ficaria muito assustado se alguém me jogasse um bebê. Rio e coloco o último pedaço de sanduíche na boca. Poderia dizer simplesmente que Ben era incrível com Nolan. Eram tão doces juntos e Ben parecia o tipo de pai que faria qualquer coisa por seu filho, que é exatamente como deve ser. - Bem, acho que qualquer um teria medo se bebês estivessem vindo na direção dele. – Rebato, sendo recompensada com um sorriso e um guardanapo amassado jogado na minha cabeça. Nos colocamos de pé e empurramos nossas cadeiras para frente. – Obrigada pelo almoço. Foi maravilhoso, inclusive sem o dedo me masturbando. – Lhe pisco o olho e ele é incapaz de dizer qualquer palavra com a boca cheia. – É um bom amigo Reed. Faz uma careta e come seu enorme pedaço. – Na zona de amigos como um chefe. – Ofego com sua declaração, rindo tão forte que meus olhos enchem de lágrimas. – Não se preocupe. Não faz meu tipo de todos os modos. Prefiro garotas realmente bobas com baixa auto-estima e problemas com pais. Ando em direção a entrada. – Oh, isso é bom. Problemas com pais? Sério? - Diabos, sim. – Segura a porta para mim e caminhamos até nossos carros. – As garotas com problemas com pais estão sempre buscando um novo papai. – Joga sua cabeça para trás,


dando gargalhadas de si mesmo e do olhar bravo que estou lhe dando agora. – Nos vemos depois Mia. Sacudo minha cabeça com descrença. Homens.


Capítulo Nove Ben

Não sabia o que estava acontecendo, mas estava seguro como o inferno de que ia descobrir. E não podia perder tempo. Não quando ele levava minha garota para almoçar e toda essa merda. Não concordava com isso. Não sabia quais eram suas intenções. Se só queria sua amizade tudo bem. Algo mais do que isso? Merda, não. Ela é minha, e parece que ele precisava se lembrar disso. Sei onde Reed mora, assim passo em sua casa depois do trabalho. Realmente nunca fomos próximos, mas eu sempre pegava Tessa em sua casa quando ela não sabia dirigir. Sua caminhonete está estacionada na entrada, o que é bom. Realmente não quero dirigir por toda a cidade procurando por ele, mas faria se tivesse. Esta merda tem que ser esclarecida essa noite. Depois de estacionar atrás de seu carro, bato na porta principal e vejo sua cabeça aparecer na janela do lado. Escuto um suave “merda” antes


que a porta se abra e ele me cumprimente com as sobrancelhas levantadas. Observa meu uniforme, mantendo a mão no portal. - Está aqui para me prender por ter levado Mia para almoçar? Porque se posso escolher prefiro que me prenda a que me arraste pelo asfalto. Me inclino sobre ele, ignorando o tom inteligente que parecem ter suas palavras. - Que demônios você quer com Mia? Então ele ri e me endireito, querendo arrancar o sorriso de seu rosto. Realmente não quero brigar mas ele está tornando isso difícil para mim. Lidarei com as conseqüências depois. - Nada. Quero dizer, é uma ótima garota e gosto de passar um tempo com ela, mas somos só amigos. Talvez se você não tivesse marcado território eu tentaria alguma coisa, mas não sou estúpido. Além disso, acredito que não esteja interessada em mim. - Ela não é um hidrante para que eu mije nela, seu idiota. Não se refira a ela como um território. – Me aproximo, lembrando o que ele disse ontem na lanchonete após Mia insistir que os dois não estavam em um encontro. – E se alguma vez te


escutar brincando de novo sobre tocá-la, vai precisar de muito mais do que só Luke para me impedir de te quebrar. Passa as mãos por seu rosto antes de deixar escapar um suspiro. Dá a volta e começa a entrar de novo em sua casa. - Onde diabos está indo? – Pergunto dando um passo adiante e agarrando a porta. Está conversa não acaba até eu dizer que acabou. O sigo para dentro, parando no final do corredor que leva a cozinha. Ele sai de lá com duas cervejas. - Tome. É certo como o inferno que preciso dela e talvez se você tomar uma não fique mais tão decidido a me matar. – Põe minha cerveja no balcão e toma um gole da sua. – De fato, se vai me matar, faz isso lá fora. Assim pelo menos teremos testemunhas. E evita arruinar meu rosto. Tenho certeza de que minha mãe vai querer um caixão aberto. - Não vou te matar. Poderia fazer com que não caminhasse por alguns dias, mas ainda estaria respirando. E não pode me culpar por averiguar quais são suas intenções com minha garota. – Dou a volta no balcão e pego minha cerveja, mantendo meu olhar fixo no dele. - Olhe homem, não estou me metendo com Mia. Juro. Mas eu gostaria de continuar sendo seu amigo e acredito que não deveria pedir sua permissão para isso.


Sorrio e tomo outro gole da minha cerveja. Sou muito mais forte que Reed, assim reconheço que ele tem coragem para falar comigo como se eu não pudesse limpar o chão com ele, o que faz com que ganhe o meu respeito. - Não, não tem que me pedir permissão para isso. Não tenho problemas com você sendo amigo dela. Só queria me assegurar de que não estava tentando algo mais com ela. Estou perdidamente apaixonado por essa garota. Levanta uma sobrancelha para mim. - Sério? Nem imaginava. – Ambos rimos e ele se afasta da geladeira e caminha para perto de mim. – Está perdidamente apaixonado por uma garota de quem está tentando ser amigo? Isso tem um monte de sentido. – Afirma sarcasticamente. Faço uma careta. - Estou fazendo o que é necessário. A tortura que vou suportar por não demonstrar meus sentimentos valerá a pena se ela me perdoar. – Ele me olha perplexo, como se eu estivesse falando em outro idioma. Tomo outro gole de minha cerveja e franzo a testa. – Quando conhecer uma garota que te conquiste da maneira que Mia fez comigo, me entenderá. Os amigos se gostam e preciso muito que ela goste de mim. Nunca me amará se não gostar em primeiro lugar.


Deixa sua cerveja com uma sacudida de cabeça. - Teve uma garota que me conquistou dessa forma e me fodi completamente. Não vejo como algo assim vale a pena. É por isso que só estou com as garotas por uma noite. Não podem arrancar seu coração se não tiverem ele. – Joga sua garrafa de cerveja na lata de lixo. – Sem brincadeira, espero que isso funcione para você. Acredito que tem uma chance com ela pelo que vi. - Porque pensa assim? Ela te disse algo? – Se Reed e Mia são amigos, ela poderia compartilhar coisas com ele como faz com minha irmã. E de repente apoio totalmente sua amizade se ela pode me ajudar em minha causa. Me olha com um sorriso como se soubesse das coisas. Coisas que quero saber desesperadamente. Baixo minha cerveja e o olho com malícia. – Não vai me contar né? Sorri de novo, mais maliciosamente dessa vez. - Não tenho muito o que dizer. Mas somente uma pessoa cega não teria percebido a forma em que vocês se olharam ontem. Poderiam ter colocado fogo no lugar e duvido que nenhum dos dois tenha notado. E depois ela ficou tão nervosa que teve dificuldade de falar e definitivamente não estava prestando a atenção a nada do que eu estava dizendo. Poderia ter lhe pedido que engravidasse dos meus filhos e ela teria aceitado sem saber do que se tratava. – Tira seu cabelo dos olhos e vê minha expressão


revoltada. – Não que eu tenha pedido isso. Estou certo de que já reclamou esse útero. Faço sinais de desdém com a mão, levantando minha garrafa de cerveja com a mão livre. - Me alegra saber que ela teve dificuldades de formar uma frase mas não preciso convencer seu corpo de que devemos estar juntos. Já demonstrei esse ponto. – Pega outra cerveja, oferecendo-me uma, que dispenso. – Só preciso que ela me veja como o homem que sou agora e não como o idiota que costumava ser. E sendo amigos e mostrando que não quero só sexo parece ser a melhor opção para mim. - A menos que ela te deixe permanentemente na zona de amigos. Todo seu plano poderia ir por água a baixo se não tiver cuidado. – Caminha ao redor do balcão e se senta no sofá, ligando a televisão. Não pensei na possibilidade de que isso acontecesse. Mas duvido que Mia consiga ignorar a química que nós temos e me ver só como um amigo. A chama entre nós é palpável. O ar parece crepitar quando estamos na mesma sala. Há uma energia, uma força que posso ver ondulando entre nós. Ligando-nos juntos. Ela não pode ignorar isso. E uma vez que ela me veja como o homem que eu sou agora, farei com que meu propósito na vida


seja nunca deixá-la sentir de novo o tipo de dor que uma vez lhe causei. - Olhe, homem, vou embora ver meu filho. Obrigado pela cerveja. – Reed assente para mim com um movimento de cabeça antes que eu saia de sua casa. Me sinto melhor agora que sei o caminho certo para chegar a Mia. E não tenho nenhum problema com ele sendo seu amigo. É um tipo decente. Sempre foi bom com minha irmã. Mas se alguma vez passar do limite com minha garota, não hesitaria em colocá-lo em seu lugar. Estaciono em frente ao complexo de apartamentos de Angie e subo as escadas rapidamente até o seu andar. Quero dizer a Nolan que estará passando um tempo com Mia sábado a noite. Sei que ficará tão feliz quanto eu uma vez que compartilhar as notícias com ele. Bato na porta, escutando sua voz rouca cantando em voz alta em algum lugar do apartamento. A porta se abre e Angie aparece ali de pé parecendo nada contente em me ver. - Ótimo. Agora que nunca vou conseguir que ele durma. – Chega para o lado e me permite que entre. – Está brincando comigo durante a última hora e meus nervos estão arruinados. – Posso escutar a voz de Nolan vindo mesmo abaixo da escada que fica abaixo dos quartos. Soa animada, mas isso é muito normal com ele. - Coloco ele na cama. Quero falar com ele de todo jeito.


- Não o mantenha acordado com outra história. Já li quatro e se ele não for para a cama, estará mal-humorado como o inferno amanhã. – Começa a folhear uma revista, aparentemente terminando de me dar um sermão, o que é ótimo porque já estou cheio de escutá-la. Se alguém precisa de conselhos sobre crianças, não sou eu. Caminho pelo corredor e paro na porta de Nolan, me apoiando no portal. Está tentando manter parado seu dragão de pelúcia no final da cama, segurando sua espada com a mão livre. O observo com um sorriso enquanto consegue que seu amigo preferido para dormir fique de pé antes que ele o derrube com um poderoso golpe. - Você não deveria estar na cama, amiguinho? – Seus olhos se iluminam e sai da cama, correndo até mim. O levanto e coloco beijos por todo o seu rosto. - Papai! Está aqui! - Shhh. – Digo contra seu cabelo, levando-o para a cama. Se arrasta para debaixo das cobertas e me encontro perto dele. – Mamãe disse que tinha que estar na cama há algum tempo. Abre os botões de meu uniforme. - Não estou cansado. – Sua voz se rompe com um bocejo e tento ocultar meu sorriso. – Pode ler uma história? – Está


totalmente esgotado e sei que nunca chegarei a um par de páginas antes que tenha dormido. Segue brincando com os botões de meu uniforme, seus olhos sonolentos se fechando por alguns segundos. - Não esta noite. – Me apoio na cama e agarro seu dragão de pelúcia, lhe entregando. O pega com força, colocando as orelhas do dragão em sua boca como sempre faz. Dorme assim todas as noites e sempre acorda se perde o dragão cai da cama durante a noite. Passo um dedo por seu nariz e me concentro em seu rosto, repetindo o gesto. - Adivinha quem vai passar um tempo com nós dois no sábado à noite? Sua boca solta a orelha. - Quem? Sorrio. - Princesa Mia. Seu sorriso com covinhas ilumina seu rosto por completo e imediatamente se coloca de joelhos. - Princesa Mia! Siiiiiiiim! – Salta na cama e o faço fazer silêncio, colocando-o debaixo das cobertas de novo. – Eu gosto da Princesa Mia, papai. – Disse com voz suave antes de colocar a orelha do dragão em sua boca de novo.


Me inclino e beijo sua testa. - Eu também amiguinho. – Fecha os olhos e começa a cantarolar contra o dragão. Me acomodo de lado, observando seu corpo relaxar por completo e escutando o som que vai diminuindo cada vez mais. Quando sei que está dormindo, saio do quarto, deixando a porta entreaberta. Angie, entretanto está no sofá, vendo sua revista, mas a lança sobre a mesa quando entro na sala. - Sabe, passar aqui durante a semana para colocá-lo na cama só o confunde. Caminho até a porta principal, mas paro e dou a volta depois da sua declaração. - De que demônios está falando? Se coloca de pé, me lançando sua expressão mais irritada. Me preparo para qualquer argumento que esteja pronta para jogar. Seria bom ter um momento em que visse Angie e não precisasse falar com ela, mas ela parece determinada a ser uma cadela comigo toda oportunidade que tem. - Ele vai começar a esperá-lo. Já quer que sejamos uma família e quando vem aqui e o coloca na cama só faz com que pense que já somos uma. – Dá um passo para perto de mim, baixando o olhar para seus pés. Conheço essa tática. Faz isso quando quer que me sinta mal por algo. Nunca funciona e me


surpreende que continue usando. Levanta o olhar até mim, só seus olhos, mantendo a cabeça baixa. – Provavelmente vai acordar perguntando se ainda está aqui e então quando perceber que não está, se entristecerá. - Está perdendo tempo tentando me fazer sentir culpa. Se quero vir aqui e lhe desejar boa noite ao meu filho em noites que tecnicamente não são minhas, o farei. - Se levanta rapidamente, o olhar ferido desaparecendo. - Deus, é um imbecil. Que diabos eu estava pensando quando fiquei com você aquela noite? Continuo meu caminho até a porta. - Nenhum de nós dois estava pensando. – Argumento. Porque não estava pensando aquela noite. Se estivesse sóbrio, não teria terminado a noite com Angie. Depois de falar com ela durante um minuto teria percebido que tipo de pessoa era. Uma pessoa egocêntrica e muito manipuladora. Parecia ficar feliz com minha tristeza e não teria ficado mais um minuto do seu lado se estivesse sóbrio. Agarro a maçaneta da porta e olho atrás de mim, onde ela deitou de novo no sofá, fazendo bico como uma criança que acaba de ser repreendida. – Nunca mudaria. – Seus olhos se encontram brevemente com os meus antes de baixá-los de novo, assentindo para transmitir a compreensão do que acabei de dizer. Odeio Angie, mas amo o garoto que ela me deu. Nolan me fez um


homem melhor. Me dói imaginar não tê-lo e sempre me sentirei em dívida com ela por não ter feito um aborto. - O pegarei depois do trabalho sábado. – Digo. Faz outro movimento de cabeça, mas não tira os olhos da mancha no chão em que ela está fazendo buraco. Fecho a porta de seu apartamento atrás de mim e ando até a minha caminhonete. Sempre será assim com Angie. Mesmo lhe dando o que quer: nós, isso não mudará a pessoa que realmente é. É uma cadela por natureza e estou preso a ela pelo resto da minha vida. Mas não importa como me trate. Pode vomitar todo o seu veneno sobre mim e com certeza o tomarei. Deu-me um filho. E isso é a única coisa que importa.


Capítulo Dez Mia - O que tem de errado com o que estou usando? – Pergunto a minha melhor amiga que atualmente está fazendo uma careta para minha roupa. Para meu encontro, não saída amigável com Ben e Nolan, escolho um jeans ajustados e um camiseta branca. Acredito que está muito apropriado para ir a um espetáculo medieval e um jantar com amigos, mas Tessa tem outras idéias. Minhas roupas estão sendo lançadas pelo ar enquanto ela entra no closet que estou ocupando no verão. Dou um passo para trás e começo a pegar as roupas no ar. – Se importa? Vai guardar tudo isso depois que as dobrar. – Pego o punhado de roupa que consegui e coloco na cama. Tessa sai do closet com minha menor saia jeans e um top. – Tira essa roupa e veste esse pequeno conjunto caliente e te garanto que meu irmão estará te devorando mais tarde essa noite. Minha melhor amiga só tem uma coisa em mente. Uma coisa muito suja. Arranco esse pequeno conjunto caliente que definitivamente não vou usar das suas mãos. – Isso não é um


encontro, portanto ninguém estará devorando ninguém. – Jogo também na cama e continuo penteando meu cabelo na frente do espelho. – Já te disse, estamos passando um tempo como amigos. Não tenho a necessidade de vestir nada revelador. Se deixa cair na cama, suspirando dramaticamente porque é de Tessa que estamos falando. – Quem demônios vai de uma noite de sexo ardente para amizade? Ambos bateram a cabeça em uma rocha quando saltaram semana passada? Seu cérebro está inflamado e fazendo com que atue como uma idiota? Prendo a metade de meu cabelo antes de me virar e olhá-la. – Ainda estou me acustumando a idéia de não odiar Ben pelo resto da minha vida. Tem idéia de quão decidida estava com isso? Estava a ponto de ter um boneco de vudú dele. - E agora vocês fizeram sexo e você vai agir como se não tivessem feito. Gemo de frustração e lhe dou um olhar severo. – Ninguém está pretendendo nada. Me pediu que lhe desse uma oportunidade e estou dando. Como amigos. Seria realmente muito rude da minha parte não dar. – Dou a volta e continuo arrumando meu cabelo. Não há maneira de esquecer que Ben e eu tivemos uma noite juntos. Se fosse possível, eu já teria me esquecido. Deus sabe que não queria estar lembrando essa noite sozinha em minha cama. Isso ficar na minha mente para sempre. E que lembrança.


-Não vejo porque você não pode dar-lhe uma oportunidade enquanto ele está entre suas pernas. Ao menos você estaria obtendo algum tipo de alívio enquanto vocês andam pela zona de amigos. - Princesa Mia! – A voz rouca de Nolan vem fazendo eco pelo corredor. - Espera um segundo. - Viro minha cabeça para uma Tessa sorridente. – Realmente espero que seu sobrinho realmente não tenha escutado isso. – lhe dou uma bronca, mas ela simplesmente recolhe os ombros em resposta. Pego meu telefone e coloco no bolso, dando uma olhada no espelho pela última vez. Meu cabelo não está se comportando, fazendo aquela coisa estranha enrolada na parte inferior que eu odeio. E por mais que eu arrume só fica pior. Murmuro minha irritação baixinho. - Mmm. – Zomba Tessa. – Só amigos minha bunda. A ignoro e passo um pouco de gloss nos lábios. – O que tem entre você e Luke? É algo sério? Se vira sobre suas costas, gemendo. – Luke é divertido. Muito divertido. Do tipo de diversão de amarrar e possuir meu corpo. Deveria estar surpreendida com essa descrição, mas não. Tessa está bem com qualquer coisa que envolva os homens.


Especialmente quando se trata de coisas divertidas. -Mas não é um divertimento sério? - Não sei. Eu gosto dele e ele de mim. Eu não preciso de nada mais do que isso. - Nos olhamos no espelho. Quer me contar mais, eu posso sentir isso, mas decide não fazer isso e me dá um sorriso tímido no lugar. - Quantas camisinhas vai levar com você esta noite? - Você é ridícula. - Eu mostro o dedo por cima do meu ombro, caminhando pelo corredor até a sala de estar. Nolan está balançando sua espada no ar atrás do sofá, matando inimigos invisíveis, mas meus olhos não ficam nele. Não podem. Não quando ele está na sala. Toda a minha atenção é dirigida automaticamente para ele, que está apoiado no balcão. Se indireita quando me vê, derretendo-me com seu sorriso que brilha como uma bomba de mil watts. Se estivesse usando saltos nesse momento, com certeza teria tropeçado. - Olá. – Diz girando as chaves em seu dedo. É muito informal, como qualquer saudação normal entre amigos, mas sua saudação faz minha coluna vertebral formigar e meus dedos do pé dobrarem. Deus, como ele faz isso? Sinto que seu olá se acomoda entre as minhas pernas e cria raízes ali. - Olá. – Respondo tentando soar tão segura e confortável com essa amizade como ele. No entanto, o meu sai


quebrado e fraco, revelando a minha ansiedade. Embora, mesmo se eu não tivesse falado, tenho certeza de que a minha linguagem corporal iria mostrar o meu nervosismo para que todos pudessem ver. Estou completamente rígida e a conversa com Tessa, que aconteceu apenas momentos atrás, está se reproduzindo em círculos na minha mente. Sexo louco e ardente. Fodendo na zona de amigos. Camisinhas. Oh Deus, não me deixe nesse momento. Olho para Nolan, precisando de uma distração. - Princesa Mia! - Corre para mim e me agacho, ficando da sua altura . As minhas preocupações e desejos permanecem em mim, enquanto eu me concentro em sua ternura. - Papai disse que vamos a uma suplesa. - Ele se aproxima e passa seu dedo em meu nariz e faço o mesmo com ele. Seu rostinho sorri. - Vamos, mas tenho que te fazer uma pergunta antes de irmos. – Seus olhos ficam ainda maiores, azul cinzento como os de seu pai, enquanto espera por mim. – Alguma vez já esteve em um castelo de verdade? – Sacode a cabeça e sua boca se abre. – Gostaria de ir em um hoje?


Nunca vi ninguém passar de uma emoção a outra tão rápido. Se tivesse piscado, provavelmente teria perdido. Começa a pular, quase me derrubando no processo. – Um castelo de verdade! Papai! A princesa Mia disse que podemos ir a um castelo de verdade! Ben ri enquanto me levanto. – Está pronto para ir amiguinho? – Levanta a um Nolan que se mexe e sorri docemente. – Está pronta princesa Mia? Estou? Para a amizade com um homem com quem não posso deixar de pensar? Sexo selvagem e quente. Forço um assentimento e engulo meu medo. – Mostrem-me o caminho, nobres cavaleiros. A alegria de Nolan era contagiosa e aumentava enquanto a tarde passava. Quando paramos na frente do castelo, ele custou a sair da caminhonete para correr em direção ao castelo. Quando tirou sua foto com o rei, não podia tirar seus olhos dele, mesmo quando Ben e eu pedimos que nos olhasse assim podíamos tirar também fotos com os nossos telefones. O olhou com olhos do tamanho de pratos, sua boca formando um pequeno O. Foi a coisa mais linda que alguma vez já vi. E quando o show começou e Nolan viu os cavaleiros em ação, competindo e lutando com espadas na frente dele, acredito que não piscou nenhuma vez. E então estava bem. Percebi seus olhares a noite toda, encontrando seus olhos cada vez que não conseguia evitar olhá-lo.


Estou segura de que minha luta era visível, considerando que ele me pegou em cada uma das vezes em que cedi a tentação. Mas o olhar que me lançava não era o que eu estava acostumada. Não era o olhar que me dava quando eu sabia que pensava em fazer coisas com o meu corpo. Esse olhar me era familiar. A mudança em seus olhos, sua mandíbula tensa, a forma em que suas narinas se dilatam como se fosse um cão preso. Eu não tive esse olhar essa noite. Ao invés da sede crua que vi em seus olhos mais de uma vez, vi ternura. Um afeição amigável. Ele olhou docemente para mim, mas não havia nada mais por trás disso. Não havia a fome selvagem. E Deus, como eu queria ser devorada por ele. - Está completamente cansado. – Observo, caminhando junto a Ben olhando para o rosto exausto de Nolan. Me aproximo e tiro seu selvagem cabelo castanho de seu rosto, sorrindo do seu estado de sonolência. – Nem sequer um dragão de verdade poderia acordá-lo agora. Ben abre a porta de sua caminhonete, rindo baixinho ao ver o rosto de Nolan enquanto o afasta de seu ombro. – Imaginei que dormiria pesado depois disso tudo. – Coloca Nolan na sua cadeira no carro, fechando a porta e agarrando a maçaneta da porta do passageiro. – Pode ser que eu não tenha deixado tirar seu cochilo da tarde com esperança de falar sozinho com você no caminho de volta. Meu filho gosta de monopolizar a conversa, como já deve ter percebido durante o caminho para chegar aqui.


Sorrio, entrando na caminhonete depois que a porta foi aberta para mim. Nolan falou sem parar em todo o caminho e cada vez que Ben tentou falar comigo de algo que não fosse dragões e cavaleiros, Nolan interrompia e adoravelmente mudava o tema. Estaria mentindo se dissesse que não estava grata por não ter deixado Nolan dormir. Sento e coloco cinto de segurança. – Não posso dizer que o culpo. Os dragões e cavaleiros são muito mais emocionantes do que o que eu e Tessa fizemos hoje. Fecha minha porta e se senta no banco do motorista, ligando o carro e se afastando do castelo. Aspiro, tomando a essência de Ben que preencheu o espaço entre nós. Cheiro de Ben. Não perfume, mas ele. Como um homem que sabe exatamente o que fazer com uma mulher. Merda. Não vá por aí. –Como está sua mãe? Tessa mencionou alguns meses atrás que ela estava enferma. Câncer de mama? Cruzo uma perna sobre a outra, inclinando meu corpo para ele. Uma de suas mãos está firmemente segurando o volante enquanto a outra descansa no câmbio de marcha entre nós. Estou presa a seus dedos, dedos que com certeza desejei essa noite. Não pensei que haveria alguma possibilidade de que ele me prendesse da maneira que fez. E agora que sei o que esses dedos são capazes


de fazer, estou realmente fascinada por eles. Não posso deixar de olhá-los. O tamanho, grossura, as malditas pontas que me tocaram com um disco. Quero que ele levante sua mão para que eu possa montar nela e ter o meu orgasmo reprimido nesse momento, mas isso não vai acontecer. Limpa a garganta, chamando minha atenção e rapidamente me lembro da pergunta que me fez antes que eu começasse a fantasiar com seus dedos. Coloco minha cara mais inocente de que não estava fantasiando com ele: - Sim. Ela está muito bem agora. Os tratamentos já não a fazem se sentir tão mal como no início. Foi horrível quando ela começou. – Me olha e dá um sorriso simpático. – Não queria comer nada e não tinha forças para se levantar da cama. Não podia sair de seu lado nem um segundo porque ela se sentia mal constantemente. - Mas está melhor agora? Entretanto ainda o tem? – Pergunta, indo para a rodovia que leva a Ruxton. Confirmo. – Sim, ainda o tem, mas acredito que os tratamentos estão funcionando porque recuperou um pouco de sua força – Inclino minha cabeça para trás contra o encosto do banco, tirando meus olhos do perfil de Ben e olhando para o caminhão a nossa frente. - Simplesmente não sei o que faria se lhe acontecesse algo. É a única família que tenho, além de minha tia.


Sua mão se aproxima e agarra a minha. A aperta com suavidade, me reconfortando. – Nada vai acontecer. E ela não é a única família que tem. Tessa te chutaria a bunda se te escutasse. Nós sorrimos. Seus olhos descem até nossas mãos. Depois de outro suave aperto, a solta. Reprimo minha decepção e coloco minhas mão em meu colo. – Então oficial Kelly. – Deus meu. Imagens do que ele pode fazer vestido com aquele uniforme aparecem diante de meus olhos e são rápidas demais para eu me concentrar. Pisco rapidamente a medida que seus olhos encontram os meus e se escurecem. E esse olhar que me dá está diretamente conectado a um lugar pulsante no meio das minhas pernas. Limpo minha garganta e tiro os pensamentos sujos de minha mente. – Você gosta de ser policial? – Boa escapada. Escondo meu rosto envergonhado atrás da mecha de cabelo que caiu de meu rabo, prestando atenção no caminhão a nossa frente. Meu corpo enrijece quando sua mão roça meu rosto, colocando meu cabelo atrás da orelha. - Gosto. – Responde com frieza, como se não tivesse me tocado. Como se fosse absolutamente imune ao meu toque. Sua mão retorna ao lugar antes que continue, seus olhos se focando na estrada a frente enquanto os meus se descuidam por completo. – Nunca é tedioso, isso é certo. Além disso, Nolan gosta. – Seus lábios formam um sorriso. - Quando não está brincando de cavaleiros e dragões, está brincando de polícia e ladrão comigo.


Olho para o banco de trás para um pequeno menino com muito sono, cuja cabeça está deitada contra sua cadeirinha. – Realmente é o menino mais encantador que já vi na vida. – Pego a espada de madeira de sua mão e coloco no banco ao seu lado. – Ben, tem criado um garoto incrível. Se algum dia tiver meus filhos espero que sejam tão incríveis como Nolan. Nossos olhos se encontram. – Se há alguma mulher que nasceu para ser mãe, é você. Realmente quis dizer o que disse. Pude sentir. Me ajeito no banco e olho para seu perfil. - Sério? – Nunca pensei muito em ter filhos, principalmente porque nunca havia me imaginado com ninguém. Quando você passa vinte e três anos sem um namorado, é difícil se imaginar com um marido. Me olha como se eu tivesse acabado de fazer a pergunta mais idiota do mundo. Tem um vinco profundo na testa e um olhar curioso. – Está brincando? Olha como é com Nolan. Balanço a cabeça. – Nolan é fácil de agradar. Provavelmente quer a qualquer um que brinque de cavaleiros e princesa com ele. - Não é qualquer um. Nomeou meu filho cavaleiro, do que ele não tem deixado de falar, lhe deu a recordação dessa incrível noite e faz a coisa do nariz com você.


Franzo o cenho com confusão. – A coisa do nariz? Ah, se refere a quando ele passa o dedo por meu nariz? - Sim. Sabe que ele só faz isso comigo? – Sai da pista e entra na estrada de terra que conduz a casa. Nego com a cabeça que ele vê antes de continuar. – Nunca o vi fazer isso com ninguém. Nem com Tessa, meus pais e definitivamente não com sua mãe. Nem sei porque faz mas só faz comigo. De repente me sinto muito mal, como se tivesse interrompido uma atividade privada dos dois. –Sinto muito. Ele me fez isso quando acordei no outro dia e sei que fez de novo por reflexo. Não sabia que era algo de vocês dois. - Relaxa Mia. Eu gosto que ele faça isso com você. Gosto que seja algo que nós três compartilhamos. Só te conhece há uma semana e já formou um vinculo especial com você. Seria uma mãe incrível. – Faz uma pausa olhando pelo retrovisor. – Seria melhor que a que tem. - Não é boa com Nolan? – Há preocupação em minha voz, mas a idéia de que alguém não seja bom com Nolan faz ferver meu sangue. Sem dúvida mantenho essa emoção escondida. Ben nega com a cabeça. – Não passa tempo com Nolan porque quer. Só o faz para que ele não passe esse tempo comigo. Nunca foi uma boa mãe para Nolan. Quando era um bebê, se negou a amamentá-lo porque estava preocupada que isso


arruinasse seu corpo. Lhe implorei que o fizesse porque sabia que seria bom para Nolan, mas ela se negou. - A mão que está segurando o volante o aperta com mais força. – Não me agrada deixá-lo com ela, sabendo que provavelmente está sendo mal cuidado. Algo poderia acontecer a ele porque ela não presta atenção a ele e esse pensamento... – Sua voz some e eu não penso, só me movo. Empurro o porta-luvas e deslizo através do banco, tirando sua mão da minha. – Nada vai acontecer. Não pode pensar assim, isso vai te deixar louco. – Me olha, com nossos corpos pressionados um contra a outro. Aperto sua mão como fez com a minha quando estava me consolando agora a pouco. – Se preocupa com ele porque é seu filho, mas não pode deixar que essa preocupação te consuma. Só se foque em seu tempo com Nolan. Concentre-se em fazê-lo feliz cada segundo que estiver com ele, porque essa carinha te pagará sorrindo. – A caminhonete pára em frente a casa em algum momento do meu discurso, mas não tenho idéia de quando. Estou completamente concentrada em aliviar sua mente preocupada. Vendo-o assim é assustador. Me olha com fascinação. – Deu mais a meu filho em uma semana do que sua mãe lhe deu toda a vida. Não tem idéia do que isso significa para ele. O que significa para mim. – Respira fundo enquanto abaixa os olhos para nossas mãos em meu colo. – Como


não vi essa garota incrível a nove anos? – Seu polegar roça a pele de minha mão, me acariciando suavemente. Não sei o que dizer, então o observo estudar nossas mãos, admirando sua feição enquanto ele olha para nossa conexão. Seus longos cílios escuros e as maçãs do rosto proeminentes. Ele parece ser atraído pela simples visão de nossas mãos, mas aquele olhar de interesse não pára. Suspirando alto, quase frustrante, ele desliza a mão da minha e não passa através dos meus olhos para olhar para o relógio. - Está tarde. Provavelmente deveria levar Nolan para a cama. Os amigos se dão as mãos. Os amigos se sentam tão perto. Não me importam quais são as regras da amizade porque não estou segura de querer Ben como amigo. Não quando me faz sentir assim. Mas essa deve ser a forma que está me vendo, já que está rompendo nosso contato. Deslizo para o lado de novo e abro minha porta, saindo da caminhonete. Abro a porta de trás e inclino minha cabeça no interior, dando um beijo na testa de Nolan. – Boa noite, Sir Nolan. – Sussurro ao vê-lo se movimentar um pouco. Levanto o olhar para os olhos cinza que estão me olhando. – Boa noite, Ben. - Boa noite. – Diz com um sorriso controlado, diferente do sorriso de sempre que me faz esquecer de respirar.


Vou fechar a porta mas paro, voltando-me para Ben. – Sinto muito por quebrar seu som. - O quê? Estremeço com a lembrança. – Se lembra do último verão antes de me mudar? Fui ao seu quarto pegar emprestado seu aparelho de som e ele caiu de sua escrivaninha, quebrando. Sinto muito por isso. Sacode a cabeça, franzindo o cenho. – O que te fez lembrar disso? Encolho os ombros. – Não sei, mas Deus, me recordo o quanto estava furioso. Disse que me odiava esse dia. Seu olhar cai brevemente antes de voltar para mim. – Mia, me faz um favor? Não se desculpe por coisas que aconteceram entre nós dois antes. Poderia ter quebrado todo o meu quarto e isso ainda não justificaria a maneira como te tratei. Não me deve nenhuma desculpa. Nunca. Está bem? Sorrio timidamente e concordo. –Está bem. Boa noite. - Boa noite. Caminho para dentro, vou diretamente para o quarto e deito em minha cama. Essa noite foi incrível. Foi o melhor não encontro do estado. Me fascinava falar e sair com Ben, o que


parecia uma loucura tendo em conta o quanto eu odiava a presença dele. O garoto que uma vez desejei que nunca existisse era agora o homem com o qual eu queria passar cada momento do dia. Não me segurava mais a esse ódio que uma vez senti. Não podia. Não quando esse homem me fazia sentir coisas que havia lidos nos livros. Me lembrei que lhe dei uma parte de mim que ninguém mais teria. Que ele a tenha. Que ele tenha cada pedaço de mim. Benjamin Kelly estava se tornando tudo o que eu sempre quis e eu finalmente estava disposta a admitir. No instante em que fecho meus olhos, Tessa passa pela minha porta aberta e se aproxima da cama, deitando comigo. Espero que o interrogatório comece, o qual não vem, o que é estranho. Me viro e vejo sua expressão preocupada. - Estou atrasada. – Diz com os olhos fechados. - Para... – E então entendo. As garotas só utilizam essa frase para uma coisa. – Meu Deus. O que vai fazer? Finalmente me olha, mas não reponde. Não tem porquê. Seu rosto está revelando o que quer dizer. Não tem a menor idéia.


Capítulo Onze Ben Eu queria lhe dizer o quanto estava bonita essa noite. Queria envolver meu braço ao redor de seu ombro e abraçá-la contra o meu peito quando ela deslizou ao meu lado na caminhonete. Queria beijar esses lábios carnudos suaves antes que ela entrasse em casa. Mas não fiz nada disso. Não podia fazer nenhuma dessas coisas. Não quando deixou tão claro que isso não era um encontro. Estou tentando ganhar sua confiança e atacá-la em meu carro não é uma maneira disso acontecer. Se agir pelos meus impulsos, iria acabar com todo o meu progresso. Ela já está passando algum tempo comigo ao invés de fugir. Ou pular de precipícios. Não posso perder o que já conquistei com Mia. E meu pau pode me odiar o quanto quiser, mas sou inflexível quanto a manter as coisas na zona de amizade com ela agora.


Quatro dias. Esse é o tempo que passei sem vê-la antes que eu me encontrasse conduzindo para a casa dos meus pais depois do trabalho. E acredite em mim quando eu digo que esses quatro dias foram os mais longos da minha vida. Graças a Deus eu tinha um emprego, caso contrário, tenho certeza que teria ficado completamente louco, sem uma distração. Luke imensamente gostava da minha miséria, certificando-se de trazer todo o tempo o nome de Mia para a conversa que tinha tudo a ver com o trabalho e nada com isso. Foi miserável. E difícil. Manter minhas lembranças de sua apertada buceta afastadas e me concentrar na amizade que estava construindo com ela. E como se minha mente não fosse suficientemente forte para se centrar nisso por si só, ela começou a me mandar mensagens sensuais. Ao que parece Mia e eu agora éramos que faziam brincadeira sobre sexo. Estava muito cômoda comigo e agora não tinha limites para ela e eu. Não se importou em me perguntar se eu estava bem antes dessa mudança de categoria. Mia: Acha que é possível Adquirir síndrome do túnel do carpo por se masturbar demais? Essa foi a primeira que me mandou. Meu cérebro se encheu de imediato com imagens dela se masturbando. E tomou minha última gota de força de vontade para me conter antes de contestála. Deveria ter respondido algo como isso:


Eu: Mia, não acredito que essa seja uma conversa apropriada para amigos. E se somos amigos não vamos por aí. Mas sou uma merda completa com nenhuma força de vontade. Então, foi isso que respondi. Eu: Sim, é possível. Eu teria. Sim. Agora sabe que ando me masturbando como um louco. O que era a mais pura verdade. Tinha a esperança de que isso fosse um erro de sua parte e que se daria conta e não me enviaria textos como esses outra vez. Meu pau latejava com as imagens que estavam em minha cabeça. Mas parece que isso era só o começo.. Mia: Qual é minha melhor parte? Tessa disse que são minhas pernas mas estou pensando que são minhas tetas. O que acha? O que eu acho? Sério? Estou certo de que ela queria me matar. Era um anjo e um diabo dentro de um pacote que eu não podia recusar. Um que queria desesperadamente em minha cama para comer até que percamos os sentidos. Não podia ignorá-la. Éramos amigos e se era esse tipo de amizade que queria que fossemos, por mim tudo bem. Seria muito difícil, mas sejamos sinceros, só estar ao seu lado já era. Então decidi ser sincero com ela. Eu: Tetas, boca, bunda, pernas. Nessa ordem.


Eu pensei que era de ferro. Eu pensei que seria capaz de lidar com esses textos sexuais e não ter meu pau na minha mão o tempo todo. E que teria sido, se ela não tivesse aumentado as apostas. Mia: Os meninos preferem uma menina que engole ou uma menina que tira fora? Quero dizer, não é o ato de chupar um cara o suficiente para torná-los felizes? Será que realmente importa o que eu faço com seu sêmen? Cadela. Este texto será relido várias vezes, especialmente quando você está se masturbando. Especialmente essa última frase. A implicação de meu sêmen em sua boca era demais para mim. Eu estava fraco. Fraco e mais excitado do que já estive em toda a minha vida. Fraco o suficiente para dar uma resposta. Eu: É muito quente quando uma menina engole. Mas, o ato em si é suficiente para a maioria dos caras que não se importam de uma forma ou de outra. Não era grande coisa. Sou perfeitamente capaz de lidar com qualquer coisa que me jogasse. Ou assim eu pensei. Mia: Eu estava incrivelmente excitada hoje. Os caras têm sorte. Eles podem esconder suas ereções e continuar seu dia como se eles não têm pênis duro. As meninas não podem fazer isso. Eu tive que mudar minha calcinha duas vezes antes do almoço.


Isso é tudo. Eu aceno minha bandeira branca em sinal de rendição. Eu não dou uma resposta para isso, nenhuma mensagem de texto de qualquer maneira. Não, a minha resposta de alguma forma está me puxando em direção a casa dos meus pais como um completo idiota. Eu preciso vê-la, especialmente após a última mensagem. Devo enfrentá-la e dizer a ela que não poderia continuar enviando mensagens como estas. Mas o segundo em que seu corpo é visível, descansando em uma cadeira à beira da piscina, cada pensamento é apagado do meu cérebro. De repente, eu não consigo me lembrar por que estou aqui, mas isso não me impede de caminhar ao redor da piscina e ir diretamente a ela como um homem possuído. Seus olhos estão fechados, assim você não vai me ver chegando. E, de repente, ela abre a boca e começa a cantar junto com a música que está tocando através dos fones em seus ouvidos. Reconheço instantaneamente Crash My Party de Luke Bryan. É uma boa música, mas ouvir Mia cantar me faz amar mais. Eu estou na frente dela, ainda mais encantado com a visão dela do que eu normalmente fico, ela completamente alheia à minha presença. Minha menina sabe cantar. Sua voz é tão bonita e ela está cantando a melodia tão alto e bate os pés na toalha de praia, enquanto eu aprecio o show. Cantarola as notas finais da canção antes de abrir os olhos, finalmente, encontrando o sorriso que está preso em meu rosto desde que eu a vi.


- Ben, Jesus Cristo! – Grita, se sentando e colocando a mão em seu peito agitado. Com a outra mão tira os fones do ouvido e os deixa cair em seu colo. – Há quanto tempo está aí de pé? - O suficiente. – Respondo, recordando a noite no bar em que usei as mesmas palavras. Suas bochechas reagem da mesma maneira que fizeram aquela noite, o ligeiro rubor que faz com que seus olhos vaguem temporariamente até que ela recupera a compostura. Mas não tem que esconder sua reação de mim. Eu gosto de fazê-la perder o controle. E agora mesmo, não posso deixar de olhá-la. Ela é ligeiramente bronzeada, cabelos escuros e grandes olhos castanhos olhando para mim com curiosidade. - Eu não sabia que vinha hoje. Está aqui para ver Tessa? Ela saiu um pouquinho. Pela primeira vez, desde a chegada de Mia a Ruxton eu não queria que estivéssemos sozinhos. Queria que minha irmã estivesse aqui com ela na piscina. Não posso ser fraco nesse momento em que estou sozinho com Mia nesse insano biquíni minúsculo que está usando para me deixar louco. Não, que merda. Posso fazer isso. Me concentro em seus olhos. Só seus olhos. - Acredito que é obvio para você que desde que chegou aqui nunca vim para ver minha irmã. – Seus lábios se separam enquanto absorve minhas palavras. Ela realmente não sabe que


estou aqui para vê-la? Olho o livro que em seu colo. – O que está lendo? Seus olhos seguem os meus e seus dedos roçam a toalha. – Oh, A árvore generosa. Não o leio desde que era pequena, mas não podia entendê-lo. – Me olha lentamente, tomando seu tempo para chegar ao meu rosto. – Não respondeu minha mensagem. Me respiração trava em minha garganta. Jogo minha mão e massageio o pescoço e de repente me sinto uma merda de amigo. Mas, porra! O que ela esperava que eu respondesse? Me lembro dessa mensagem e de sua buceta molhada contemplando-a em sua cadeira de praia. E quero que Mia fale logo e apenas me dê uma bronca por minha negligência. Porque se somos amigos, por que não poderia respondê-la? Não me surpreenderia se seu próximo passo fosse ler essa mensagem em voz alta e provocar uma resposta assim. E não posso deixar que isso aconteça. Não há maneira nenhuma de que eu seja capaz de me conter se ela ler essa mensagem. Mas tenho que dar algo a esse olhar questionador. Nunca vai deixar passar isso. A conheço muito bem para tentar mudar de assunto. Assim uma mentira terá que funcionar. Coloco minhas mãos nos bolsos e tento parecer alheio a isso. Mas definitivamente estou intimidado. – Estive um pouco ocupado. Chamaram a Luke e a mim por causa de uma briga doméstica e foi muito intenso. Sinto muito. De verdade, esqueci de sua mensagem na mesma hora.


Não fiz. Nunca poderia esquecer esse texto. - Oh, está bem. Começa a mastigar o interior de sua bochecha, seus olhos se movem dos meus para a piscina. Parece vacilante, de repente. A garota segura que acabava de cantar com o coração e era valente para tocar nesse tema, não está mais aqui. Até que eu vejo algo aparecer nela, fazendo com que ela se endireite e fixa seus olhos nos meus com uma intensidade ensurdecedora eu nunca vi antes. - Você vai respondê-la, certo? Porra! - Irei. - Eu prometo, sem pensar. Cristo, esta mulher tem a capacidade de enlouquecer como nenhuma outra. Eu preciso mudar de assunto. Ou irei obter uma erecção se não o fizer. E maldição se a persistência não é a coisa mais quente que eu já vi na minha vida. Ela quer que você responda. Precisa disso. E eu não gosto de fazê-la se sentir como eu a ignorei. Mas eu tenho que fazer alguma coisa, então eu pergunto. - Você sabe se Tessa está ocupada neste fim de semana? Eu tenho que trabalhar no sábado à noite e eu vou estar com Nolan. Eu estava esperando que ela cuidasse dele para mim. - Não sei. Tem muito a fazer agora. - Declara nervosamente, evitando meus olhos. Um monte de coisas para fazer? Tessa? Seus planos para o verão são perseguir um bronzeado e Luke. Mas Mia de repente parece desconfortável, então eu decidi não pressioná-la.


Seus olhos voltaram para os meus e sorri. - Eu posso cuidar dele, se desejar. - Sim. - Eu perguntei completamente atordoado com a sua oferta. Eu não deveria estar surpreendido por qualquer coisa que envolva Mia ,no entanto. Ela continua a me surpreender com a cada dia. - Você não tem que fazer isso. Eu posso pedir a senhora que vive algumas casas abaixo da minha. Ela já cuidou dele antes, quando ninguém mais podia. Sorri e inclina a cabeça, brincando. - Você acha que Nolan prefere passar a noite com uma princesa que sabe como mover-se para produzir uma erecção, ou uma senhora mal-cheirosa que provavelmente tem uma quantidade absurda de gatos? - Uma quantidade absurda de gatos? – Levanto uma sobrancelha, rindo de seu comentário. Ela levanta uma sobrancelha em troca. - Ou, eu tenho certeza de que ela os tem. Todas as mulheres dessa idade se tornam senhoras loucas por gatos. Minha avó o fez. Eram onze circulando através de sua casa. – Enruga o nariz com a recordação. – Sua casa cheirava muito mal. Você não quer fazer isso com Nolan, não é, Ben? - Ela diz para si mesma, tentando manter o aspecto feio, mas abre um sorriso depois de alguns segundos.


Deixo escapar uma risada. - Não, acho que não. Tenho certeza de que seria mais divertido com você de qualquer maneira. - Ela balança a cabeça, sorrindo como se realmente estivesse ansiosa para desistir de seu sábado à noite para cuidar da minha criança. Poderia essa mulher ser mais perfeita? -. Devo-lhe muito depois dessa, então começar a pensar em como posso pagá-la. Puxa o lábio inferior de sua boca e agarrar o protetor solar da cadeira ao seu lado. - Oh, eu tenho algumas idéias. - Ela está me olhando diretamente nos olhos e o olhar ardentes de seus olhos me bate, onde não preciso. - Eu acho que estou queimando. Você se importaria? Merdaaaaaaa. Não. Eu não me importo. Nem um pouco. Eu sou apenas um homem. Eu não sou Deus. Eu não posso dizer não a Mia quando me olha como se quisesse que eu fizesse mais do que esfregar protetor solar nela. Porque isso é exatamente assim que está olhando para mim. Pergunte ao meu pau. Agarro a loção e limpo minha garganta enquanto ela gira em sua cadeira, oferecendo-me suas costas. Este é um teste. Um teste para ver se eu posso ser amigo de Mia. Ver se posso aplicar protetor solar nela e não sem sentir sexual. Começo aplicar a loção na pele cálida de seus ombros, sentindo a pele tremer com meu ombro. Deixa cair sua cabeça e geme suavemente, fazendo com que meu pau salte como um maldito traidor. Mas o ignoro, continuando a espalhar.


Geme de novo, um pouco mais forte dessa vez, quando levanto a tira de seu biquíni, assegurando-me de cobrir a área antes de colocá-la no lugar de novo. Só estou sendo cuidadoso. Odiaria que Mia se queimasse e tivesse algum tipo de dor. Só sou minucioso. - Me sinto tão bem. Me esqueci de como suas mãos se pareciam tão bem em meu corpo. Deus! Não quero reagir. Isso é como suas mensagens de texto só que pior. Aqui não posso me esconder atrás do telefone e me masturbar com a mão livre. Meu pau está tendo dificuldades em não reagir. Finjo que não escuto e movo minhas mãos por suas costas, passando mais loção. Faz esse maravilhoso som de novo e todo o sangue do meu corpo se move para entre as minhas pernas. Isso é tudo. Tenho que sair daqui. Fecho a tampa do protetor e o deixo cair sobre seu ombro, em seu colo. - Tenho que ir. Passarei com Nolan por volta das três da tarde no sábado. – Fujo com uma tremenda ereção, pensando de novo em sua última mensagem sobre ser capaz de esconder e parecer menos óbvio. - Oh está bem. Nos vemos. – Grita, mas não me viro para olhá-la. Não posso. Cristo, os sons que fazia ainda estão em meus ouvidos e preciso me masturbar de novo. Me acaricio rapidamente, mantendo o meu aperto apertado para não prolongar


o meu clímax. Eu preciso fazer isso e dar o fora daqui antes que eu foda com tudo. - Oh merda. Penso em sua boca em torno de mim, aqueles lábios carnudos deslizando na cabeça do meu pau e pressionando suavemente no meu eixo. Arrastando-o por todo o caminho, eu sei que eu faria. Sua boca pode lidar com tudo o que lhe desse e eu não me conteria em nada. Agarro seu cabelo e empurro meus quadris em sua boca ávida e chupa-me até que suas bochechas estão afundadas e os olhos umedecidos. - Oh Deus, sim. E iria engolir tudo, porque ela sabe que eu amo. Também adoraria porque é a minha menina suja. Meu pequeno anjo sujo que me diz que sua calcinha está encharcada. E, em seguida, montaria-me duro e rápido, com seus seios perfeitos quicando na minha cara. Que eu sugaria até que ela gritasse como fez na outra noite. Eu diria a ela que estaria gozando sobre eles em breve, porque eu o faria. Ela estava excitada com as minhas palavras, minha boca e meu pau, em seguida, gozaria perfeitamente em torno de mim. Sua pele iria corar sobre de seu peito até o pescoço enquanto sua cabeça cairia para trás. A visão de seu orgasmo me empurrou sobre a borda. Eu corria para dentro, desta vez sem camisinha porque eu preciso sentir isso.


Enterrando meu rosto em seus seios, meu pênis em sua vagina, para dar-lhe tudo. - Porra! - Meus músculos tencionam e eu posso sentir minha libertação surgindo através de mim. Abro os olhos e pego alguns guardanapos no porta-luvas, segurando-os contra meu pau, enquanto gozo sozinho pela milésima vez esta semana. Me limpo e, em seguida coloco os guardanapos no suporte de copo. Eu me sinto melhor, mas não muito. Eu ainda posso ver seu pequeno corpo apertado a distância e eu quero a coisa real, não apenas a fantasia. Mas isso não vai acontecer. Isso não pode acontecer. Ainda não. Eu viro minha caminhonete e pego meu telefone, mexendo até sua última mensagem.. Mia: Eu estava incrivelmente excitada hoje. Os caras têm sorte. Eles podem esconder suas ereções e continuar seu dia como se eles não têm pênis duro. As meninas não podem fazer isso. Eu tive que mudar minha calcinha duas vezes antes do almoço. Depois de ler seis vezes, finalmente tenho uma resposta. Eu: Mesmo uma ereção escondida ainda é óbvia. Confia em mim. E não é a única que tem estado em constante estado de excitação ultimamente. Pressiono enviar e saio dali antes que me arrependa. Sou apenas um homem, maldita seja! Queria que lhe respondesse,


assim o fiz. Posso trocar mensagens de texto sujas com a garota por que estou me apaixonando. Foda-se. Isso ĂŠ o que estĂĄ acontecendo. Estou completamente apaixonado por Mia Corelli.


Capítulo Doze Mia - Bem, seja honesta. Diga-me se exagerei. – Ponho as mãos no meu quadril e olho para a enorme quantidade de suprimentos de crianças que comprei. - Tenho batatas fritas, biscoitos, pipoca, sorvete, mini bolos que eu tive que trazer porque eles tinham escudos sobre eles. - Eu me levanto na ponta dos pés para ver melhor o resto das minhas compras. –Leite orgânico de chocolate, leite de orgânico de morango, palitos de cenoura, uvas, batatas fritas e pão pita. - Ele vai pirar quando você ver o que você fez lá. E você acabou de dizer palitos de cenoura? - Tessa diz em voz alta, andando comigo na direção do quartos. – É sério? Ele tem três anos. É mais provável que use isso como mini espadas. - Seus olhos se arregalaram com a visão de minhas compras. - E é uma criança. Jesus Cristo, Mia. Alguma vez você já tomou conta de uma criança antes? Isso é o suficiente para alimentar um pequeno exército. Eu a empurro com meu cotovelo. - Sim, já cuidei de crianças antes. Mas não sabia o que Nolan gostava, então eu tenho um


pouco de tudo. Ahh olha isto. - Estendo minhas mãos por cima dos sacos de batatas fritas e pego os dois filmes que aluguei, estendendo a mão para Tessa. - Frozen e algo chamado Mike Knight. Eu percebi que é um daqueles filmes onde eles têm que encontrar seu caminho. O pequeno cavalheiro do desenho me lembrou Nolan, só que sem as covinhas. - Ah tá! - Tessa balança a cabeça e me entrega o filme. - Você está levando isso a sério, certo? - Ela se senta na borda do sofá, sorrindo para mim de forma ampla. Minha expressão de espanto expressa exatamente o que eu sinto, provocando-a para dar mais detalhes. - Você o ama. - Declara com um sorriso. - Sim, claro, eu amo Nolan. Como poderia não amá-lo? Tessa já tinha começado a sacudir a cabeça, logo que eu disse o nome de Nolan. - Não, não é a ele que me refiro. - Ela faz uma pausa e me dá a oportunidade de juntar os pedaços por conta própria. Não demorou muito tempo. Agito minha mão para minimizar a importância. – Não amo Ben se é isso que você está se referindo. - Não. Não sei se amo Ben. Eu quero voltar a dormir com ele, mas isso não é amor. - É e você sabe. Pelo menos, você está aberta ao amor agora. Você não está tentando impressionar só meu sobrinho com isso. Ela faz um gesto em direção à minha pilha de comida. - E você está desesperadamente tentando deixar a zona de amigos que tão


estupidamente os colocou. Quantas mensagens de texto você enviou? - Ela zomba. Tessa e eu nunca mantemos segredos entre nós. Inferno, ela foi quem sugeriu a ideia de mensagens de texto escandalosas depois que eu disse a ela que queria que Ben me visse como mais do que uma amiga. Ela previu tudo que iria acontecer após eu ter enviado a primeira. Mas não, ou eu sou muito ruim em conseguir que alguém se excite com a minha boca ou ele está completamente imune. Eu cubro meus olhos com as mãos e choro de frustração. - Não o suficiente, aparentemente. Eu joguei o meu melhor material e ele mal se mexeu. – Deixo cair minhas mãos e a olho. - Eu estou ficando sem maneiras de soletrar isso para ele. Se põe de pé e caminha até a porta corrediça. – Fique pelada. Isso definitivamente vai funcionar. – Sacode a mão e cumprimenta alguém que acredito ser Nolan. – Não diga a meu irmão sobre a minha gravidez, ok? Aproximo-me dela e coloco minha mão na dela. Nolan está nos braços de Ben, brandindo a espada no ar, enquanto caminha à beira da piscina. - É a sua história para contar, não minha. E a primeira pessoa que precisa saber sobre ela é Luke. Depois do choque inicial da possível gravidez que contou na outra noite, Tessa e eu conversamos sobre isso por horas. Estava com medo, mas também estava muito feliz de ter um bebê com


Luke. O único problema é que se supõe que sua relação não era nada sério. E acrescentar um bebê na mistura certamente complicaria isso. Respira profundamente. - Eu vou dizer. Estou apenas esperando o momento certo. - Como hoje à noite? - Eu pergunto, sorrindo, o rosto de Nolan chegando cada vez mais perto do vidro. Tessa encolhe os ombros em resposta.- Você pode fazê-lo. Você sabe que ele se importa com você. E se você precisar de mim, eu estarei bem aqui. - Inclina sua cabeça no meu ombro, enquanto os garotos se aproximam da porta, deslizando-a aberta. - Olá. – Me cumprimenta Ben com um sorriso quando ele entra na casa, colocando Nolan no chão. Estou mais uma vez parada em silêncio com a visão dele em seu uniforme, incapaz de dar algo além de um sorriso bobo no momento. Mas, meu Deus, ele em seu uniforme tem uma aparência francamente pecaminosa. Estou tentada a cometer um crime com a esperança de que ele me reviste ou melhor ainda, leve a uma perseguição. Nolan está se dirigindo diretamente para mim, envolvendo os braços em volta dos meus pés e me puxando do meu pensamentos luxuriosos. – Está um pouco animado. O louco nem sequer quis tirar um cochilo hoje porque estava muito animado para vir aqui.


Eu rio e esfrego a cabeça de Nolan, vendo-o levantar o rosto para mim. - Eu não pude tirar uma soneca também. – Me agachei para ficar face a face com ele, deixando cair o meu sorriso e tentando ficar séria. - Eu tentei tirar uma soneca, mas havia muitos dragões no meu quarto. - Seus olhos brilham com interesse imediato, duplicando o seu tamanho. - Eles ainda poderiam estar de volta lá. Você pode ir dar uma olhada para mim? - Sim! - Grita com a emoção pura, suas pequenas pernas rapidamente levando-o ao fundo do corredor. Tessa empurra o ombro de Ben, apenas movendo um centímetro. Ele sorri e ela sorri de volta antes de se virar para mim. - Vejo você amanhã em algum momento. – Me dá uma olhada cúmplice e move a cabeça para Ben sem que ele note. – Fique nua. - Gesticula. Eu definitivamente não vou me despir, não, a menos que Ben faça isso, e ao ritmo que estamos indo, não vejo isso acontecendo tão cedo. - Aqui estão todas as suas coisas. - Ben jogou a mochila que estava em seu ombro no sofá, abrindo-a. - Pijamas, escova de dentes, um par de livros que eu gosto de ler antes de cair no sono e isso. - Ele puxa um dragão de pelúcia que parece muito amado. Ele é velho e desgastado nas bordas. - Ele não pode dormir sem ele, mas não lhe dê antes de ir para a cama, porque ele vai levá-lo para todos os lugares e eu estou com medo de que derrame alguma


coisa sobre ele, e eu não vou poder lavá-lo. Se alguma coisa acontecer com essa coisa, eu estou completamente fodido. Sorrio e observo colocar as coisas na bolsa de novo. – Qual é o seu horário de dormir? - Entre as oito oito e meia da noite. Ele pode dormir antes dessa hora já que pulou a sesta.- Ben vira a cabeça e olha para o balcão da cozinha. - Wow. Você está definitivamente pronta. Sorri com um olhar zombeteiro. - Esperando mais crianças? Golpeio seu enorme ombro e me movo para passar. - Oh haha. Tudo isto não é só para Nolan. Eu sou conhecida por fazer desaparecer um monte de comida quando eu estou me divertindo. -Toma Isso! Deixe a princesa Mia em paz! Ben e eu viramos a cabeça de uma vez. - O que ele está fazendo aí? - Pergunta. Eu dou de ombros com um sorriso malicioso e aperta os olhos para ele. - Bem, agora eu estou curioso. - Ainda estou no final do corredor, sabendo exatamente o que eu vou ver quando eu encontrar o meu quarto. Não eram só compras de supermercado. - Papai. Olhe para todos esses dragões! - Nolan está balançando sua espada para os dragões infláveis ao redor da minha cama. Eles variam em tamanho, alguns são tão pequenos


quanto seu animal de pelúcia e outros são maiores do que ele. – Vou matar todos eles! Eu cubro minha boca com a mão e rio com Ben, sentindo seus olhos em mim. - Onde você conseguiu tudo isso? -Numa loja de festas na cidade. Tem tudo lá. - Nolan começou bater em um dos maiores dragões na cabeça. Parece estar se divertindo imensamente. – Valeram cada centavo dos meus vinte dólares. - Deus, você é incrível. - Nossos olhos se mantiveram fixos e vi o quanto significa o que ele disse. Isso é definitivamente uma qualidade que me encanta. Ben é honesto, totalmente autêntico quando fala. Eu nunca duvidei de tudo o que ele disse e eu sei que nunca vou. Claro, eu tenho certeza que isso significa que eu sou incrível em uma espécie de forma amigável, já que ele não está me prendendo contra uma parede. Olhamos um para o outro, enquanto Nolan continua a matar dragões na nossa frente. Seus olhos cinzentos são brilhante e cheios de adoração. É o olhar que eu quero que Ben reserve só para mim. O olhar que ele me deu várias vezes antes. Na represa, de pé na sala de estar de seus pais, depois que me descobriu do outro lado da piscina e em sua caminhonete. É o olhar que está oscilando à beira da zona de amigos da área, porque nenhum amigo me olhou desta maneira antes. Eu quero que Ben diga mais


alguma coisa para mim. Eu quero ouvir mais de sua honestidade, e por uma fração de segundo, parece que vai dar-me o que eu quero. Mas em vez disso, quebra a nossa conexão e olha para o relógio. - Tenho que ir. - Ele olha para mim novamente com o mesmo olhar com ternura. - Provavelmente não vou voltar antes de meia noite e meia, mas se você precisar de alguma coisa, me ligue. Eu coloquei minha mão em seu braço e apertei suavemente. Nós vamos ficar bem. Vá prender alguns bandidos, Oficial Kelly. Minha voz não vacila, mas eu não posso negar a adrenalina passando através de mim quando eu digo isso. Nós balançamos a cabeça e eu entro no quarto, pegando alguns dragões menores. Nolan olha para mim e sorri quando eu sento na beira da cama, olhando ele matar o maior dragão no quarto. Eu rio dele e viro a cabeça, na esperança de ver Ben de pé lá, mas ele se foi. E eu sei que não deveria me sentir desanimada, porque eu o verei mais tarde esta noite, mas eu isso não ajuda. Pelo menos eu tenho um Kelly para me fazer companhia enquanto penso no outro. Nolan era como uma pequena bola de energia que parecia recarregar quanto mais se movia. Nunca tinha visto um garoto passar de uma atividade para outra com tanta facilidade. Depois que ele matou os dragões por um bom tempo, comeu um lanche e queria ver o DVD de Mike, o Cavaleiro. Mas ele não ficou parado para isso. Ele pulou na frente do sofá e brandiu a pequena espada


no ar, imitando os movimentos da tela. Nós colorimos alguns desenhos, fizemos uma fortaleza com cobertas que eu encontrei no armário, e sopramos bolhas no quintal. Eu vi o seu primeiro bocejo, a única indicação que ele tinha me dado toda a noite toda de que estava se cansando por volta de oito e vinte. Depois de mudar o pijama, escovei seus dentes e peguei os livros na mochila. Se acalma debaixo das cobertas em um dos quartos de hóspedes, segurando seu dragão de pelúcia com um aperto de morte. - Primeiro leia esse. – Diz com voz sonolenta, apontando para um livro sobre caminhões. Me apoio contra a cabeceira e mantenho o livro no meu colo, lendo em voz baixa. Fecha os olhos quando eu estou no meio, mas termino de qualquer maneira. Depois de lhe dar na beijo na testa, eu silenciosamente saio do quarto e deixo-me cair no sofá com o meu telefone. Eu: O pequeno cavalheiro está fora de ação. Assassinara trinta e sete dragões criança de três anos. Tirei o DVD Mike Knight, que continuava a passar e mudar o canal para algo que eu estou interessada. Meu telefone toca enquanto eu me inclino para trás na cadeira, mas o texto não é de uma pessoa por quem morro de vontade de conversar e ver. Esta é a primeira vez que o reclamo quando esse nome aparece na minha tela.


Tessa: Eu não disse e não sei se eu vou. E se ele explode e some? E se quiser que aborte o bebê? Nunca faria isso, mas não é sua decisão tanto quanto minha? Tivemos relações sexuais três vezes desde que cheguei aqui e nem sequer sei se isso é bom para a minha situação atual. Eu: Primeiro de tudo, por que ele não está trabalhando com Ben? Em segundo lugar, você definitivamente ficando louca não é bom para o bebê, então por favor, acalme-se. E em terceiro lugar, e pensa seriamente que Luke é o tipo de cara que abandona sua namorada grávida? Eu só estive com ele algumas vezes e sei que não é assim. Tessa: Eu não sou sua namorada! Eu não sei o que diabos eu sou, mas nunca se referiu a mim assim. Companheira de foda parece mais apropriado. Tessa: Ben está sozinho esta noite. Nem sempre patrulham juntos. Sorrio e coloco um travesseiro sob a cabeça. Eu : Só diga. E eu digo isso no meu melhor estilo porque sei exatamente o que ela responderá. Tessa: Falando sobre dizer ... Eu: Cale a boca.


Tessa: Só diga, vaca. Eu sei o que está por vir. Dizer. Por favor! Eu disse a Ben que estou em risco de causar da danos permanentes a minha mão por causa de excessiva masturbação e eu que preciso agir? Viro de lado e coloco a mão debaixo da minha cabeça. Meu telefone toca novamente e desta vez, eu não posso conter o sorriso no meu rosto. Ben: Eu não posso esperar para ouvi-los. Vou vê-los em poucas horas. Olho para o relógio no meu telefone. Três horas e quarenta e cinco minutos para ser exato. Não que eu esteja contando. - Mia? Mia, hey, acorde. - Hmm?- Meus olhos se abrem lentamente e rosto Ben entra no meu campo de visão. – Oh, olá. Sinto muito. Eu não tive a intenção de cair no sono. - Viro de costas e estico os braços sobre minha cabeça, observando os olhos de Ben passar pelo meu corpo e aumentar antes de que rapidamente esconda de mim. E isso me refiro a rápido como se ele não pudesse me tirar da vista rápido o suficiente. Franzo as sobrancelhas. - O quê? O que foi? Ele limpa a garganta enquanto se senta, ainda completamente alheio a tudo o que ele está fazendo-me sentir. Ele está olhando para a cozinha, esfregando a parte de trás do pescoço com uma


mão. - Talvez você queria vestir alguma coisa. ... Seus peitos são realmente visíveis com essa camisa. Peitos? Oh, que formal. Baixo o olhar rapidamente, vendo meus mamilos eretos que espreitam através da minha camisa. Mas eu não estou envergonhada. Eu estou irritada. Sério, de repente, irritada. Meus peitos os coloca desconfortável? Bem, isso é ótimo. Levanto-me com o queixo apertado e passo por ele, agarrando a barra da minha camiseta antes que eu a tire, deslizando pela minha cabeça. – Cristo, Ben. Age como se nunca os tivesse visto. – Viro a cabeça em sua direção e vejo o choque em seu rosto. – São só tetas. - Eles são seus peitos. – Sua expressão endurece e sua voz sai nervosa. A visão dos meus peitos semanas atrás teria levado a uma reação completamente diferente. Agora, ele não se importa com isso. Incrível. Ignoro o olhar que está me dando e eu me recuso a deixar ir ver meu desconforto. Isso é irritante. - E meus peitos o deixam desconfortável. Mas eu acho não que deveria, considerando o quão amigável estávamos sendo. - Agarro os livros de Nolan e coloco na mochila. - O que é que isso quer dizer? - Ele pergunta, mas o ignoro. Estou focado em só juntar suas merdas e assim ele pode ir.


- Toma. Foi ótimo. Ele não me deu nenhum problema. – Empurro a bolsa em seu peito, passo por ele e pego meu telefone. - Meus peitos e eu vamos para a cama antes de te perturbar mais. – Não me viro enquanto ando para o meu quarto. Não quero ver se minhas palavras o afetaram, especialmente porque meu corpo não faz isso mais. Que raios? Meus peitos que ele não conseguia ter o suficiente semanas atrás agora estão sendo mantidos como reféns na zona de amigo estúpida. E eles não estão felizes com isso. Bem-vindos ao clube. Eu tiro minha camiseta e a atiro para o canto do quarto com um grunhido. Estou chateada, magoado e muito excitada. Três emoções que estão me dando raiva no momento. Eu pego meu telefone para responder a última mensagem de Tessa. Eu: Seu irmão me enfurece! Eu estou emburrada, irritada e cansada dessa zona de amigo estúpida. Eu não posso ser amiga de alguém que me dá orgasmos em sonhos todas as noites. Estou cansada de ficar fora da memória de Ben. Ah, e sua ideia não funcionou. Meus seios estavam lá e ele não se sentiu ofendido por eles. Eu pressiono enviar no meu celular, tirando o o laço do cabelo que prende meu cabelo em um coque frouxo. Assim que o meu cabelo caiu nas minhas costas, a porta do meu quarto se abre


e Ben está de pé na porta com seus olhos que queimam deixando marcas na minha pele. Mas agora, ele não me afeta. Agora, me dá vontade de socá-lo na garganta. - É sério não estou com muito humor para conversar. Entra no quarto e fecha a porta atrás dele. – É verdade o que você acabou de me enviar? Franzo o cenho. – Do que está falando? A que se refere com o que acabo de te enviar? – Saio de minha cama e o olho. Continuo emburrada, inclusive com raiva, mas agora também estou confusa com o inferno. E quando vejo que ele está segurando seu celular o pânico toma conta de mim. Minhas pernas amolecem e meu peito se sente tão apertado como se eu tivesse por aparelhos. Pego meu telefone e olho para o texto que enviei para Tessa. Só que não enviei para ela. Levanto meus olhos e vejo Ben, que se move e bloqueia a porta, nunca tirando seus olhos dos meus. Deixo cair meu telefone na cama e respiro profundamente antes de responder. – Sim, é verdade. – Minha resposta é firme e decidida. Este não é um momento de dúvidas. Ele está me dando uma oportunidade e estou pegando. Sorri com esse sorriso arrogante que me deixa louca. – Me quer querida? Concordo.


- Não, preciso que diga. Te darei o que quiser, Mia. Mas não vou arriscar a mal interpretar o que acabo de ler. Diga exatamente o que quer. – Pára na minha frente , mantendo seu corpo a centímetros do meu. Está tão perto de mim agora que é insuportável não tocá-lo. Sei exatamente o que quero. Ele. Entendo suas dúvidas. Não quer levar isso a um lugar sem estar seguro de que quero ir com ele pois não sabe que eu o seguiria para onde for. Onde quiser. Pisco rapidamente antes de eliminar todo o espaço entre nós, pressionando meu corpo contra o seu. Não se afasta mas também não me envolve em seus braços. – Não quero só sua amizade. Acho que nunca quis. – Pressiono minha mão contra seu peito, sentindo seu ritmo cardíaco e sua reação a mim. – Te quero, Ben. Tudo seu. Suas mãos, sua boca, seu... – Baixo os olhos, procurando a coragem que preciso. - Fale. - Grunhe. Deus, amo a autoridade de sua voz. Não desobedeço sua ordem. Olhando em seus olhos digo exatamente o que quero. – Pau. Penso em você me tocando constantemente desde que estivemos juntos na primeira noite. É tudo o que tenho pensado. Suas mãos fazem um carinho em meu rosto. – Não sei se poderei me controlar. - Não quero que o faça.


- Vai ser muito intenso. Não acredito que possa ser amável com você agora. Passou muito tempo desde que tive você em minhas mãos e estou a ponto de começar a tirar o atraso. Um pequeno sorriso soa em minha garganta. Está frustrado como eu. Obrigada Jesus. Abro os botões de seu uniforme, sentindo seus músculos tencionarem debaixo de meus dedos. – Não quero que seja amável agora. Quero que me coma. Assente firmemente, entendendo exatamente o que eu preciso. Mantém uma mão em meu rosto e passa a outra ao redor do meu pescoço, me agarrando com uma fome possessiva que me põe no ar. – Tentava ser gentil, carinho. Queria que visse que não sou o cara que costumava ser. Nunca serei esse garoto de novo. Nunca te machucarei Mia, e matarei qualquer um que o faça. Mas isso é tudo. Uma vez que te tiver outra vez, não te deixarei ir. Assim é melhor ter certeza disso porque não vou retroceder depois disso. Passo minhas mãos por seu pescoço, roçando na veia pulsante. – Bem. – Levanto minha cabeça e pressiono meus lábios nos seus. – Foda-me Ben. Mostre-me que sou sua. Meu coração é seu e quero que agora reclame o meu corpo.


Capítulo Treze Ben - Foda-me Ben. Mostre-me que sou sua. Quando essas palavras saíram de sua boca perfeita, senti todo o meu corpo encher de poder. Minha adrenalina disparou e a necessidade que tinha por Mia e que havia se aplacado com nossa amizade ganhou vida de novo dentro de mim. Não havia nenhuma dúvida em minha mente a quem ela pertencia. E depois dessa noite não haveria nenhuma duvida na sua também. - Se for muito duro com você, tem que me dizer. – Falo contra seus lábios, apoiando seu corpo na parte superior da cama. Estou pronto na mesma hora, estou tão duro que sei que a única maneira em que poderei me conter será se estiver machucando-a. Me sento rápido, como um cavalo de corridas que foi solto e preciso que ela seja honesta comigo. Nunca havia me sentido tão fora de controle antes, mas Mia tem a habilidade de me fazer perder a cabeça completamente. – Querida, promete que me dirá se te machucar. – A deito na cama, agarrando suas pernas e separando-as enquanto me posiciono entre elas.


Fica me olhando com nada mais do que confiança nos olhos. Estou certo de que pela olhada que está me dando eu poderia fazer qualquer coisa com ela neste momento e ela não vacilará. Tira sua camiseta pela cabeça antes de dizer: - Lhe direi, mas não terei que fazê-lo. Quero isso tanto quanto você. Por favor, não se contenha Ben. Não sou frágil. Não, não é. Tenho que lembrar a mim mesmo que não é a mesma Mia que estava assustada a ponto de saltar do penhasco em Rcocky Point. Reconheci minha outra metade nessa mulher, tanto dentro do quarto quanto fora dele. Ela começa a tirar seu short quando a detenho, tirando suas mãos. - Estes sou eu quem tirará. – O baixo junto com sua calcinha, jogando em algum lugar atrás de mim. Está nua, completamente nua para mim e quase me esqueço de respirar. Tomo um momento para admirá-la, apreciando cada curva de seu rosto. Suas mãos seguram o lençol atrás dela me permitindo tomar o meu tempo. Levanto o olhar até seu rosto e ela umedece os lábios. – É a mulher mais sexy que já vi. E nem sabe disso né?! Não tem idéia do quão impressionante é. – Tiro rapidamente minha camisa, desabotoando até a metade e tirando o resto pela cabeça.


Mia ri, em voz baixa debaixo de mim, estirando seu corpo pela cama. - Pensei que tivesse dito que não seria gentil comigo. Não quero que seja doce nem romântico nesse momento Benjamin Kelly. Inclino minha cabeça e sorrio. - Terá o que eu te der. – Tiro o cinto e deixo cair minhas calças e a cueca, saindo de ambos. – Posso ser duro e dizer que estou louco por você. Sou capaz de te fazer gritar e te venerar ao mesmo tempo. – Estou a ponto de me deitar sobre ela quando ela se senta de maneira inesperada e segura meu pau. Seus olhos brilham, cheios de uma necessidade crua. Gemo profundamente e retiro sua mão. – Merda querida. Sei que quer brincar um pouco mas estou muito cansado disso. Não vou gozar em sua mão e se me toca um pouco mais, é isso o que vai acontecer. Ela arqueia uma sobrancelha para mim. Tão brincalhona e sedutora ao mesmo tempo. - Tinha a esperança de que fizesse isso em minha boca. Ah demônios. Meu pequeno anjo sujo nunca deixa de me surpreender. Acaricio seu lábio inferior com meu polegar. - Querida, breve, muito breve brincarei com essa pequena e bonita boca. Mas não nesse momento, agora preciso estar dentro


de você. Necessito te sentir ao redor de mim. – E então meu mundo cai. Maldito filho da puta. Aperto os olhos com força e me afasto para longe de suas mãos. - O que foi? Que merda! Passo as mãos pelo meu rosto e xingo em voz baixa. - Não havia imaginado de jeito nenhum que isso ia acontecer entre nós por um tempo. Honestamente achei que levaria muito mais tempo para que visse que já não sou um completo idiota e me deixasse chegar perto de seu corpo. – Deixo cair minhas mãos e me encontro com seu rosto desconcertado. Não tem idéia do que vou dizer. – Não tenho nenhuma camisinha comigo. E não vou sair pela casa procurando porque sei que não tem. Por favor, me diga que têm algumas. Seu rosto está cheio de decepção. - Não, não tenho. Não tem nenhuma na caminhonete? Seu otimismo é adorável. Nego com a cabeça e passo a mão pelo meu cabelo com força. - Não. Nolan gosta de mexer ali dentro e sempre tenho medo de que encontre uma e pense que é um balão.


Ri e tira seus joelhos do meu peito. Estou a ponto de lhe dizer que não teremos sexo essa noite, que estaria satisfeito em somente abraçá-la, porque realmente estaria, quando de repente volta a ter um comportamento sedutor e me olha cheia de paixão. - Sabe que eu só estive com você. – Disse, sua voz saindo num sussurro suave. – E eu tomo pílulas, assim não teria nenhum risco de engravidar. Assim se também estiver limpo, não vejo porque isso é um problema. Simplesmente morri. O céu deve ser assim. Anjinhos sujos voando ao redor, tentando-me com a possibilidade do sexo livre. Há algum homem no planeta que realmente diria não a isso? Respiro profundamente, tentando acalmar a dolorosa ereção que está lutando para entrar em seu úmido calor sem camisinha. - Estou limpo. – E ao parecer não preciso de muita persuasão. – Nunca fiz sem proteção. Nolan foi resultado de uma que se rompeu. – Dou um passo para perto dela e a empurro na cama, pegando sua mão com a minha. - Assim, eu serei a sua primeira? Eu gosto disso. Me aproximo mais da cama, me colocando de joelhos enquanto ela relaxa de novo sobre o travesseiro.


- Está certa disso? Querida eu poderia chupar sua buceta por uma boa hora, talvez várias e estaria satisfeito com isso. Não tem necessidade de fazermos assim. - Mas tem. – Agarra minha mão e lhe dou a outra para que nossas duas mãos estejam unidas. Estou de joelhos entre suas pernas, olhando esses olhos cor de café que me tem pelas bolas e poderiam me obrigar a fazer qualquer coisa agora mesmo. – Não temos um para sempre, Ben. Só estarei aqui no verão. Me restam dois meses para estar com você e não quero desperdiçar nem um segundo mais sem estar com você da maneira que quero estar. Me encanta que tenha me dado tempo para te conhecer melhor. Não preciso de mais tempo. Só preciso de você. – Separa as pernas, deixando cair uma de cada lado meu. – É o único homem com quem já estive. Toma o que é seu. Isso é o céu. Tem que ser. E falaremos de toda essa coisa de para sempre depois. Não há maneira nenhuma de que eu vá terminar isso no final doverão. Não me importa a distância que haverá entre nós. - Não sei que demônios eu fiz para te merecer, mas nunca mais respirará sem saber o quanto é especial para mim. – me inclino e levo minha boca até a sua, necessitando sentir seu hálito dentro de mim. Preciso beber seus sons. Ela a abre e minha língua desliza através da sua, acariciando profundamente sua boca enquanto agarra meu pescoço com uma mão e meu ombro com a


outra. Rompo o contato porque preciso mais dela. Passei quatro semanas sem sentir o seu sabor e o quero correndo através de mim. Preciso dele correndo por meu sistema. Me acomodo entre suas pernas e elas se abrem com um suave suspiro. – Você quer né? Quer que minha língua te faça implorar antes que meu pau te penetre. Sua mão agarra minha cabeça e pressiona para baixo em resposta. Sorrio contra seu clitóris antes de passar minha língua. Arqueia suas costas para cima para encontrar-se com cada carícia minha. Merda, a forma com que sabe. Algumas bocetas simplesmente sabem melhor que outras e a de Mia é pecaminosa. Pulsa contra minha língua enquanto percorro sua longitude, demorando em seu clitóris antes de metê-lo em minha boca. - Oh, Deus, Ben. Chupo duro, mais duro, precisando de seu orgasmo mais do que preciso respirar. Fazê-la gozar me excita e Mia é tão receptiva que é difícil não gozar em ela quando faz tão perfeitamente. Meus olhos percorrem seu corpo, seus seios que vão ter minha atenção agora e nossos olhos se encontram. Sabia que ela estaria me observando. Sua mão puxa meu cabelo quando me movo fazendo círculos. Sussurra meu nome, gemendo e apenas sentindo enquanto seu orgasmo se constrói rapidamente. Me pede uma e outra vez que não pare. Que está quase lá. Me prende entre suas pernas, movendo-se contra mim enquanto agarro suas coxas e a


saboreio por completo. E então finalmente relaxa seu corpo, suas pernas caindo de lado em completo esgotamento enquanto meu anjo regressa a terra. - Tão, tão bom. Sua boca me fascina. Quero dizer, seu pau também me fascina, mas sua boca. – Suspira pesadamente enquanto me arrasto por seu corpo, beijando cada centímetro dele. – Na realidade deveria vir com uma placa de advertência. - Mmm e o que diria? Múltiplos orgasmos te esperam assim que a coloque entre as pernas? – Chupo seu mamilo esquerdo arrancando outro gemido baixo dela. Solto com um sorriso e deixo minha cabeça cair entre seus seios e respiro seu cheiro. Esse cheiro de cerejas e creme me deixa louco. – Me fascina como cheira. Especialmente aqui. – Aspiro de novo e gemo contra ela, sentindo ela se contorcer debaixo de mim. Levanto o olhar para ela com uma advertência. – Não se atreva a tentar se afastar. Essa maravilhosa vista entre suas pernas me dá vontade de morrer aqui. Bem aqui. – Coloco um beijo em seu pescoço antes de se mover mais para cima de seu corpo. - Precisa me comer agora. – Soa urgente, ainda necessitada. Como se não acabasse de gozar na minha língua. – Acha que poderia fazer isso? Entro rapidamente dentro de sua buceta como resposta.


- Santa merda Mia. – Está encharcada, sua necessidade por mim tão grande como minha necessidade por ela. Gemo enquanto ela arqueia as costas e pressiona seus seios contra meu peito. Nunca me senti assim e sei que não há outra mulher com quem eu queira experimentar isso. E sei que não usaremos mais camisinhas. Não vou comê-la de nenhuma outra maneira, não depois dessa perfeição. Estou completamente duro dentro dela, mas não posso me mover. Ainda não. Estou malditamente muito perto e não posso me mover, quero que isso dure. Se contorce debaixo de mim, instigando-me com suas mãos agarrando minha bunda. – Dê-me um segundo querida. Não tem idéia do quão bem me sinto nesse momento e não quero gozar ainda. – Deixo cair meu rosto no seu e minha respiração aumenta. Sua língua sai e lambe meu lábio inferior. - Por que não? Não pode se colocar duro quase de imediato? Tinha esperança de que esse não fosse um sexo de uma vez e pronto, terminamos. Rio, roçando meus lábios nos seus. - Está me testando? Você deseja ver o quão duro eu posso te ferrar e quão duro eu posso colocá-lo de volta, só de olhar? Basta dizer as palavras e isso é tudo que você terá. – Não diz uma palavra. Em vez disso, se move debaixo de mim e me aperta tão forte como consegue. Pego sua bunda, agarrando suas pernas e fixando-as contra o colchão enquanto empurro meus


quadris contra ela. – Isso é o que quer? Merda, querida. É assim que quer que eu faça? – Apenas digo as palavras e sinto meu orgasmo se construir a um ritmo impressionante. Estou investindo como se tivesse anos que não fizesse isso porque é assim que me sinto. Sou um homem faminto e não vou parar até que ela não possa aguentar me ter entre suas pernas. Nosso quarto se enche com nossos gemidos e com o som de nossos corpos se chocando. - Sim. Oh Deus, Ben, por favor. – Fecha seus olhos e arqueia na cama, empurrando seu peito contra o meu. - Mia, vou gozar dentro de você, querida. Estou correndo dentro dessa linda buceta. Lhe dou tudo e tomo, correndo em meu pau tão logo te digo que estou indo. Sua pele se torna rosa, depois roxa, passando por seu peito e seu pescoço. Me alcança e crava suas unhas em meu peito, dando-me a dor que sabe que preciso. É perfeita quando goza, um lindo anjo debaixo de mim. Saio dela e ela se senta sobre suas penas, olhando entre minhas pernas para a ereção que está totalmente dura para ela. - Você veio né?! – Pergunta com os olhos cheios de surpresa. Duvida de meu desejo por ela, o que nunca fará de novo. Meto o dedo dentro dela e o levo a sua boca para que saboreie o sabor que lhe dei. Me olha com esse olhar sedutor com que me observou a noite toda e suga meu dedo, liberando-o com um pop.


Meu pau se endurece ainda mais ante a visão dela. A minha garota gosta. – Mmm. Suponho que isso responda a sua pergunta. Quer fazer de novo? A agarro, trocando nossos lugares, então agora estou deitado na cama e ela ajoelhada ao meu lado. - Monte-me querida. Quero que você comande dessa vez. Mostra-me o muito que quer este pau que está duro como uma pedra só por você. Se senta sobre mim sem hesitar, agarrando com sua mão e o guiando para sua encharcada buceta. - Oh Deus. – Sua cabeça cai para trás até que estou completamente dentro dela. Então me olha com seus enormes olhos café. – Sente o quão profundo está desse jeito. Parece que está golpeando minhas costelas. – Se move lentamente, mexendo seus quadris a um ritmo suave. Como se eu fosse o frágil. Praticamente a fodi no chão e ela agora está me olhando como se fosse frágil. Não sou e ela precisa saber. Agarro seu pescoço com firmeza e a puxo para baixo, chocando sua boca contra a minha. - Pareço delicado para você? Ou me vê como um homem que está morrendo de fome por essa buceta? – Passo meus dentes pelo seu lábio inferior e gemo. – Monte-me, Mia. – Seus


olhos se abrem e ela assente. E então se inclina para trás e crava as unhas em minhas coxas, inclinando e mexendo ao mesmo tempo com selvagem paixão. – Sim, bem assim. Tão bom. É tão apertada, querida. – Grunho meus elogios para ela enquanto meus olhos passam de seus lábios para seus peitos. Me inclino e as chupo, fazendo com que ela grite e monte mais duro. Alterna entre rebolar, primeiro rápido, depois mais rápido ainda, enquanto colide comigo. Manchas brancas nublam minha visão enquanto ela me leva para a borda. - Te necessito, Ben. Oh Deus. Estou muito perto. – Arranha meus braços e gemo em voz alta, amando a dor que se mistura com prazer. Cristo, essa mulher sabe exatamente do que preciso e quando fazer. - Vai gozar em meu pau, querida. – Agarro seus quadris e começo a ditar o ritmo, necessitando de um pouco de controle. Nunca posso renunciá-lo por completo e ainda que Mia seja minha dona, tenho que controlar a forma em que gozamos juntos. - Sim. – Responde com uma suave súplica. - Vamos anjo. Estou justo aí com você. – A agarro com mais força e começo a investir dentro dela com toda a força que tenho. Dando-lhe cada parte de mim. Sentindo-a. Assim é como amo. Nós gozamos juntos, forte e selvagem, e ela cai em cima de mim. Envolvo meus braços ao redor de sua cintura e a abraço,


sentindo seu coração batendo contra meu peito. Sua pele está úmida, brilhante de suor. Ficamos assim por vários segundos, nossa respiração se normalizando. Estar dentro de Mia, com seu corpo completamente conectado ao meu, é tudo o que sempre quis. - Aqui, deixa-me buscar algo para te limpar. – A coloco ao meu lado e visto a cueca antes de desaparecer pelo corredor. Confirmo se Nolan está dormindo antes de pegar uma toalha de mão no banheiro e voltar para o quarto. - Não o acordamos né? – Pergunta enquanto a limpo entre as pernas. A visão de meu sêmen saindo dela me faz querer bater no peito como um homem das cavernas. Mia. Percebo um bocejo que ela tenta disfarçar enquanto entra debaixo das cobertas. Jogo a toalha no cesto de roupas sujas depois me limpar a mim mesmo. - Não, ele está fora de combate. – Deita no meu peito quando me recosto no travesseiro. Lhe acaricio o braço sentindo um sorriso se formando contra a minha pele como sempre faz. Cantarola em voz baixa. – Nolan tem um sono profundo. Ficou dormindo ano passado durante a mostra de fogos de artifício de quatro de julho sobre Canyon Creek. E essa merda era barulhenta. Quase tão barulhenta quanto você. – Minha garota era barulhenta. Me fascina isso. Quero que todos no estado saibam o que estou


fazendo. Meu peito se enche de orgulho com o pensamento. – Sem dúvida acho que puxou de mim. Posso dormir em qualquer situação. – Seu silêncio me faz baixar o pescoço para ver seus olhos fechados. - Mia? - Mmm? Sorrio. Te deixei sem palavras? - Mmm. – Seu braço que está ao redor minha cintura fica tenso, assim como o resto de seu corpo. Está adormecendo, mas não pode me soltar. É como se tivesse medo de que eu escapasse dela no momento em que ela dormisse. Ou que não estarei ali quando ela acordar. Se apega a mim com toda a força que tem que é como me recordo de estar com ela. Mesmo quando me esnobava me lembrava de nós dois juntos. - Pressiono meus lábios em sua testa, pegando a coberta para nos cobrir. - Durma anjo. Me tem. Nunca a deixarei ir. – E com essas palavras finalmente relaxa.


Capítulo Quatorze Mia Não quero abrir meus olhos. Não quero acordar e ver que não é real. Quero ficar dormindo por dias, meses, até anos. Porque esse sonho é diferente. Essa não é minha típica fantasia noturna em que Benjamin Kelly me dá um orgasmo atrás do outro. Não que isso seja surpreendente. Mas esse sonho é muito melhor. Porque ficou. Levou-me como fez na primeira noite em que estivemos juntos. Senti-me tão bem. Tão real. E estou receosa de abrir meus olhos e descobrir que estou sozinha. Que somos apenas amigos. Posso sentir sua pele contra minha bochecha. Posso sentir seu cheiro, os fortes feromônios masculinos exclusivos de Ben. Minha mente está me pregando uma peça agora? Não deveria ser capaz de sentir nem cheirar nada. É verdade? Minha curiosidade atinge o ponto máximo e tenho que arriscar me decepcionar quando abrir os olhos.


Pouco a pouco abro um, então o outro e quase choro quando o vejo. Esquece dormir para sempre. Não quero privar meus olhos da visão desse homem que dorme ao meu lado. Está na minha cama. Não era um sonho. Sua respiração sopra no meu rosto, suas pernas enroscadas nas minhas debaixo das cobertas. Era real. Estendo a mão e acaricio seu nariz com meu dedo, vendo uma ligeira contração de seu lábio. Passo meu dedo sobre a tatuagem que cobre suas costas, fazendo o contorno do desenho. É lindo. Como as cores se mesclam, o desenho se estende em seus braços e músculos. É uma mistura de objetos e frases, mas uma se destaca. Nolan está gravado em sua pele na figura de uma criança. É a coisa mais doce, e passo o dedo sobre ele várias vezes. Ben se mexe debaixo de mim quando meu dedo passa no escudo da polícia que se encontra na parte superior de seu braço, as palavras Honra aos Caídos em tinta preta destacando-se sobre sua pele bronzeada. Corro o dedo pelas palavras várias vezes enquanto minha mente voa. Quantos homens caídos Ben conhece? Não tem o trabalho mais seguro, e o pensamento de que está em perigo é o suficiente para querer segurá-lo para sempre e nunca mais deixá-lo longe do meu campo de visão. Se algo lhe acontecer... não. Não


posso pensar nisso. Ele se move outra vez e o toque de seus dedos acariciando meu nariz, leva minha atenção para seu rosto. - Olá. – Pressiono meus lábios em seu peito e descanso meu queixo em minha mão. Seus olhos parecem mais brilhantes pela manhã, quase como se houvesse uma luz que brilha atrás deles. Seu cabelo está um pouco sujo e desalinhado na quantidade certa. Poderia me acostumar com as manhãs com Ben. Coloco meu dedo debaixo de seu queixo e seguro, trazendo a mim seus lábios. - Gosto mais quando não quer sair correndo pela manhã. – Se move para o lado, passando sua mão em meu braço. – Vejo com pensa essa sua cabeça. O que te preocupa? Olho de sua tatuagem para ele. – Alguma vez já atiraram em você? – Levanta suas sobrancelhas, aparentemente não preparado para esse tipo de pergunta. Passo de novo o dedo sobre as palavras debaixo do escudo. – Quero dizer, seu trabalho é muito perigoso, não? - Às vezes. Mas nunca fui colocado numa situação assim. Já atiraram em Luke, na perna, alguns anos atrás. – Meus olhos se arregalam e balança sua cabeça quando vê minha expressão preocupada. – A bala passou de raspão, mas quando conta a história, diz que quase morreu. Estou certo de que aumentou sua versão em mais de uma ocasião. – Sua mão agarra


firmemente minha bunda e me aperta contra ele. Seus olhos se escurecem um tom a mais enquanto tomo consciência de sua necessidade por mim. Muito consciente. – Minha garota está preocupada comigo? – Pergunta, passando para cima de mim e colocando seu corpo entre minhas pernas. - Sim. – Envolvo minhas pernas ao redor de sua cintura, levantando minha pélvis para lhe dar acesso. Entra lentamente, gemendo e deixando sua face encostar-se à minha. – Não sei. – Beija meus lábios uma vez, e de novo. – Nada poderia me afastar de você. Me tem, baby. Aqui é onde pertenço. Aqui. – Ele se apoiou em suas mãos entrando ainda mais profundamente em mim. – Cristo, não há nada como isso. – Sua voz é forçada, seus olhos fixos nos meus, suavemente acariciando meu rosto enquanto se move dentro de mim. - Ben. – Seguro e acaricio sua bochecha. A conexão que compartilhamos é tão forte, tão inegável. Não quero rompê-la nunca. É tão familiar para mim. Estar com Ben é como estar em casa. E não posso mais imaginar minha vida sem esse homem. Mas depois que terminar esse verão, o que faremos? Será assim como o que começou entre nós? Uma boa recordação de algo que não ia durar? Não imagino como será difícil deixá-lo, então não penso nisso. Não permito que esses pensamentos indesejados estraguem um momento como ele. Só me concentro nele.


- Oh, Deus. Você está muito bem. – Gemo, levando minha boca até a dele. Minhas pernas o agarram mais forte, meus braços nos apertando juntos como se estivessem colados. Preciso que cada parte dele me toque. Não tive o suficiente. Nunca terei. Empurra seus quadris contra o meu enquanto suas mãos levam meus tornozelos aos seus ombros, sua pélvis em um ângulo delicioso. Vem sobre mim e aperta as mãos contra a cabeceira da cama, forçando a ir mais fundo. A encontro em cada impulso. O familiar impulso se constrói no meu coração e observo hipnotizado seus músculos se contraírem na parte superior de seu corpo com cada impulso. Dirige seu olhar para baixo em meu corpo e a deixa justo onde está entrando. – Toque-se para mim. – Exige com sua voz rouca e os olhos desafiando-me a rechaçá-lo. Deslizo minha mão por meu corpo e paro quando meus dedos sentem seu pênis entrando e saindo de mim. – Oh meu Deus. Estou tão molhada. - Toque-se bem aí. Meu Deus Mia. Nunca quis ninguém como te quero. Nunca será suficiente, bebê. – Sigo mexendo em meu molhado clitóris. Encontramos um ritmo, meus dedos dando voltas enquanto ele me come e de repente me sinto tonta com o prazer dos meus dedos. Em algum momento envolve minhas


pernas ao redor de sua cintura, mas não registro o que está acontecendo. Estou perdida. Perdida em senti-lo. Só a ele. - Estou tão perto. – Digo, observando o astuto sorriso em seus lábios. - Acha que não sei? – Pressiona seu polegar em meu dedo e começa a mover-se comigo, ditando o ritmo. Pego minha mão livre e agarro seu pescoço, baixando seu rosto para o meu. Nossas bocas se encontram em um beijo brutal e sinto seu ar chegar aos meus pulmões. Nesse momento estamos juntos, tão em sintonia com o outro que nenhum de nós escuta a porta se abrindo. - Papi. Não posso removê-lo. – A voz rouca de Nolan causa que Ben maldiga baixo em minha boca e suspiro. O orgasmo que estava a ponto de passar em meu corpo se evapora rapidamente. Olho para Nolan, vendo um pequeno bolo em sua mão e seu rosto coberto com um creme verde. Seus grandes olhos cinza vão de seu pai para mim. – O que está fazendo com a princesa Mia? Eu quero cobrir meu rosto com a mão e conter a histeria, enquanto Ben sai, atrás de Nolan. Puxo a coberta até o meu pescoço. - Amiguinho, você pode ir me esperar no sofá? Estarei logo lá.


Mas Nolan não faz isso. Em vez de ir para a sala, vem para a cama, fazendo Ben soltar uma série de palavrões enquanto ele tenta se manter em silêncio escondendo sua erecção. Todo o meu corpo treme com o riso, e Nolan levanta o bolo para mim, compltamente alheio a luta de seu pai. - Você pode tirar o papel disso? - Seu sorriso de covinhas me bate, junto com seu sorriso torto. Eu sorrio para ele, pegando o bolo e removendo a embalagem. - Você está tendo bolos para o café da manhã, Sir Nolan? - Eu acho que a culpa é minha. Esqueci completamente de arrumar todos os doces que eu comprei ontem, antes de ir para a cama. Mas em minha defesa, estava mais preocupado com ofender Ben com meus peitos do que tirar lanches açucarados fora do alcance das pequenas mãos. Nota de rodapé: ele não se ofendeu com meus peitos. Concorda rapidamente com a cabeça e leva seu bolo. Antecipo seus passos, mas não, Nolan tem outros planos. Se aproxima de mim e deita entre Ben e eu. – Você e papai se beijavam? Olho rapidamente para Ben e o vejo vestir sua cueca debaixo das cobertas. Não me olha me dando a oportunidade de responder como quiser. Giro meu corpo para Nolan e aponto com minha mão, procurando me manter completamente coberta.


- Estava beijando seu pai. Quando duas pessoas realmente se preocupam um com o outro geralmente se beijam. – Meus olhos encontram os de Ben. – Muito. Assente e morde outro pedaço. – Podemos ir nadar papai? Quero mostrar para a princesa Mia o quão alto posso pular da piscina. – Ao que parece Nolan terminou a discussão que envolvia beijos. Minha resposta foi o suficiente para satisfazer sua curiosidade, ou um garoto de três anos tem outras prioridades. Pula com o último pedaço de bolo na boca e aponta um dedo para Ben, passando em seu nariz. Ben sorri e faz o mesmo. – Sim, podemos nadar, mas tenho que te levar de volta a casa de sua mãe antes do almoço. Nolan se senta protestando com um gemido e começa a bater com sua pequena mão no peito de Ben. –Não, papai. Quero ficar aqui com você e princesa Mia. - Eu nunca vi Nolan mostrar qualquer emoção além de pura alegria, mas nesse momento, definitivamente ele não é uma criança feliz. - Não me bata Nolan. - A voz suave que Ben sempre usa com ele foi substituída por um severo tom paternal. Até eu me encolhi um pouco com ele. Pega a mão de Nolan. - Se você tiver outro ataque de novo, não vamos nadar. Você entendeu? – Nolan


acena, seu rosto caindo como se Ben tivesse dito que os dragões não existem. Eu me aproximo e passo meu dedo em seu nariz. Ele se anima e faz o mesmo para mim. - Não são permitidos rostos tristes. Por que você não vai pegar um bolo para mim e para o papai? - Ele sorri e agita-se para fora da cama, o rápido tamborilar dos seus pés sumindo com a distância. - Seu filho murchou completamente o seu pênis. Você vai ficar bem aí em baixo? – Saio rapidamente para fora da cama, encostando na parte da frente de sua cueca. - Não se você continuar fazendo isso. - Adverte. Sua mão agarra a minha e coloca em sua boca os dois dedos que vinha usando a pouco, sugando, me acariciando com fascinação. Tem que ser uma das melhores coisas que eu já vi. Eu acho que existem dois tipos de homens. Caras que comem uma buceta com o objetivo de agradar a menina, e os caras que a procuram, como sua comida favorita no cardápio. Ben é definitivamente o último. Ele sai do quarto com um sorriso e volta momentos depois, em sua sunga. Vesti-me o mais rápido que pude, escutando os passos de Nolan e sua voz animada vindo pelo corredor. Só tinha vestido o top de biquíni, batendo fora os dedos travessos Ben, quando ele aparece com dois bolos com cobertura verde brilhante. - Princesa


Mia! Posso pular na piscina sem minha bóia! - Praticamente jogos os bolos em nós, seu entusiasmo é impressionante. - Vou buscar meu calção! - Espere um minuto, amiguinho. - Ben grita depois dele. Ele se vira para mim e se inclina, beijando meus lábios cobertos de glacê. – Devo comer o meu bolo em você. - Lambe meus lábios, apenas para se afastar um centímetro. - Minha menina é bem gostosa coberta com glacê. - Eu quero ser coberta com o seu glacê. - Eu zombei. Sua mandíbula se move, junto com outra parte do seu corpo, com certeza. Rosna no meu cabelo, batendo na minha bunda antes de ir atrás de Nolan. Pego meu telefone do chão, rindo suavemente com a lembrança da noite passada. Eu quero saber de minha mãe antes de passar o dia na piscina com meus dois garotos favoritos. Atende depois do segundo toque. - Olá? -Tosse antes de limpar a garganta, o som sufocado vindo através do telefone. Sento-me na beira da cama, meu corpo inteiro tenso. Mãe, você está bem? - Você não pode estar doente, agora não. Não quando as coisas começam a se encaixar para mim. Deus, soa horrível. Eu sou vaca egoísta com esse pensamento?


Ela funga um par de vezes, mais uma vez limpando a garganta antes de responder: - Oh, eu estou bem, querida. É apenas um pequeno resfriado. - Tosse. Um pequeno resfriado no estado de minha mãe é algo para me preocupar. De repente, entrei em pânico. - Quanto tempo você está assim? Você tem febre? Como está o seu apetite? - Querida, por favor, relaxe. Eu estou bem, de verdade. Meu nariz começou a ficar congestionado ontem e agora são pequenas cócegas na garganta. Isso é tudo. Sem febre. Sem náuseas. - Então você está comendo? - É muito importante a minha mãe poder manter sua comida. Ela havia perdido muito peso quando começaram seus tratamentos e, finalmente, engordou alguns meses atrás. Eu nunca mais quero ver minha mãe magra. - Sim, sim estou comendo. Principalmente sopa, mas isso é bom para o resfriado, que é o que é, Mia. Eu não quero que você se preocupe com isso. Sua tia tem tudo sob controle. - Eu não evitar me preocupar mamãe. Você sabe. Ele suspira, limpando a garganta novamente. -Sim, eu sei. Mas eu ainda sou sua mãe, e se eu disser que não quero que você se preocupe então você tem que escutar. Agora me diga o


clima aí está tão ruim como aqui? Agora está tão quente que temos dificuldade para respirar. Isso sem falar sobre a quantidade de pulgas de areia. Pulgas de areia. Não estranho. Elas estão por toda parte na Geórgia quando o tempo aquece. Estas pequenas coisas que mordem e tornam sua vida miserável. - É muito bom, mas você sabe que eu sempre gostei dos verões em Alabama. O ar é melhor aqui ou algo assim, eu não sei. Estou pronto para ir para a piscina agora. Tosse novamente. - Oh, bem, por que você está perdendo seu tempo falando comigo? Vá se divertir, baby! - Eu não estou perdendo meu tempo. Só queria saber como vocês estavam. - Eu estou fazendo avanços apesar desse resfriado. Então, por favor, vai nadar algumas voltas por mim. Talvez no próximo verão possamos ir a piscina na base juntas como costumávamos fazer. Levanto-me e sorrio. -Claro. Você estará forte para isso, mãe. Te amo. -Também te amo. Ela estará mais forte no próximo verão. Eu não posso esperar para ver mamãe fazer tudo o que ela costumava fazer. Mas


a alegria abandona meu coração quando eu percebo que eu vou estar com ela na Geórgia e não aqui com Ben. Às vezes a vida pode ser uma cadela. Não, merda. Eu não vou deixar nada estragar meu dia ou o resto do meu tempo aqui. Depois de escovar os dentes e amarrar meu cabelo em um coque, caminho para a piscina. - Princesa Mia! Olha isso! - Nolan está de pé na borda da parte mais funda da piscina, enquanto Ben se mantém alguns passos na frente dele na água. Eu ando ao redor e olho para ele com entusiasmo. Ele se agacha muito ligeiramente antes de saltar para o lado e cair na água. Ele vai para baixo e sobe de volta depois de alguns segundos, com Ben o entusiasmando. Aplaudo para ele e me sento na borda. - Isso foi impressionante. Você é um cara grande que não precisa de bóias para nadar. Eu não sei se sou corajosa o suficiente para fazer isso. Ben se aproxima de mim na água, agarrando Nolan na frente dele para que ele possa divertir. Gira seu corpo, ficando entre Nolan e eu. Seus olhos mudam de doce a travesso enquanto olha meu corpo. - Melhor se apressar e colocar seu corpo sob a água antes que eu te faça coisas muito inadequadas na frente do meu filho. - Eu dou um sorriso de desaprovação. Ele não ousaria. Ele se inclina e belisca meu lábio inferior, enviando um arrepio nas minhas costas apesar do calor sufocante. – Estou falando sério. –


Adverte e eu sinto que suas palavras me incendiarem em lugares que só ele conhece. - Bem, lamentaria muito de vê-lo colocar aquelas algemas em mim se decidir desobedecer as suas ordens, Oficial Kelly. - Dei-lhe um olhar zombador enquanto eu caio na água. É quente, mas ainda não esfria meu corpo instantaneamente. Roça seus lábios contra meu ouvido. - Você vai estar em minhas algemas em breve. Desobedecer-me não tem nada a ver com isso. - Por Deus! Eu só brincava com ele, mas dado o olhar que me dá Ben agora, ele definitivamente não está. E eu sou a favor de qualquer forma que ele quiser. Ele se afasta de mim e coloca Nolan na frente dele. – Mostre a princesa Mia como sabe nadar, amiguinho. Estendo as minhas mãos em direção a ele, encostandome na parede. Seus pés batem tão duro como pode, espirrando em Ben no processo ao bater os braços contra a água. Leva um pouco de tempo, mas finalmente vem a mim com o maior sorriso com covinhas no rosto. - Você é como um pequeno peixe. - Envolvo meus braços e imediatamente ele me atrai mais como um abraço. Enterra o rosto no meu pescoço com toda sua força. - Dá um bom abraço, Sir Nolan. - Gosto de você. – Declara com sua voz rouca.


Arregalo meus olhos, Ben nos olha atentamente. – Também gosto de você. – Digo, nunca desviando meus olhos dos de Ben. Seus lábios se abrem um pouco enquanto de move para perto de nós dois. Fortes braços encontram minha cintura por baixo da água e nos empurra contra seu peito. Ficamos assim pelo tempo que Nolan permite, Ben e eu trocando beijos por cima da cabeça de Nolan. Esse é o melhor dia que tive na piscina. Um dia perfeito com meus dois garotos Kelly preferidos.


Capítulo Quinze Ben Nunca escutei meu filho dizer que gostava de mais ninguém além de mim. Nem a minha família e eu sabia que ele os amava. Era louco por meus pais e minha irmã. E estou seguro de que ama a sua mãe porque todos os garotos de três anos o fazem, não importam o quão ruim seja com eles. Mas nunca disse essas palavras a ela na minha frente. Igual a coisa do nariz, essas palavras eram algo que só nós dois partilhamos. Algo só entre nós dois. Até que conheceu Mia. E não posso culpá-lo por amá-la. É incrivelmente fácil de amar. Escutar o que ele disse a ela bateu no fundo de minha alma. Foi o mesmo que senti quando ele me disse. Como se tivesse acabado de presenciar um milagre. E dizia sério. Meu filho é brutalmente honesto com seus sentimentos. Dirá exatamente como se sente e não será doce. Não duvido de nada que fala. Suas palavras foram fortes e constantes, iguais seriam as minhas quando finalmente as dissesse. Quando ela respondeu, me olhou com esses olhos que eram impossíveis de afastar o olhar. Nenhuma mulher me olhou da forma que ela olha. Era novo mas familiar ao mesmo tempo. Como se tivesse me procurado em outras vidas. Como se me


conhecesse melhor que ninguém. Estava acostumado com os olhares das mulheres. Estava familiarizado com esses olhares. Era um desejo completamente artificial e carente de qualquer emoção. Facilmente poderia terminar com qualquer uma dessas mulheres. Não me encontrava completamente bobo com apenas um olhar. Pronto para entregar minha vida inteira por causa de um olhar. Mas foi assim que aconteceu com Mia. Quando me olhou, ela me viu. Minhas esperanças, meus medos, meu futuro, que para todos os efeitos pertenciam todos a ela. Simplesmente me possuiu com esse olhar e nunca olharia para outro. Queria que Mia viesse comigo para levar Nolan ao apartamento de Angie. Parecia incomodada a princípio mas Nolan jogou todo o seu charme Kelly e a deixou completamente indefesa. Não sabia com certeza qual seria a reação de Angie mas honestamente não me importava. Não importava quanto ela negasse, Angie sempre soube dos meus sentimentos. Sempre fui honesto, inclusive quando ela me dava uma mamada ocasional. E olhando para trás, odeio como era fraco nesses momentos de solidão. Mas sabia que nós não teríamos um futuro, e eu queria mostrar-lhe o meu. - Oh, mmm, pensei que poderia esperar na caminhonete.- Mia me olhou com uma expressão ansiosa enquanto permanecia com um pé do lado de fora da caminhonete. Não havia mencionado que ela estaria entrando comigo mas ela


era consciente da minha intenção agora. Timidamente coloca sua mão na minha para ajudá-la a descer.- Ben, de verdade, não tenho que entrar. - Querida, relaxe. Não há motivos para estar nervosa. É a primeira mulher que apresento a mãe de meu filho. - Acredita que isso deveria relaxar-me? – Pergunta com tensão na voz. – Em todo o caso, me põe mais nervosa. Olho para ela, inclinando minha cabeça para o lado. – Também nunca apresentei nenhuma mulher para Nolan. – Parece que relaxa em meus braços, solta seu lábio inferior liberando sua boca. – Isso é o quanto você significa para mim. Quero que seja parte da vida de Nolan tanto quanto quero que seja parte da minha. Ele te ama e Angie descobrirá sobre você eventualmente. Poderíamos fazer isso logo. Muda de pé ligeiramente enquanto permanece em meus braços, mantendo seus olhos nos meus. – É seu filho o único Kelly que se sente assim? Wow. Mia sabe colocar um cara em seu lugar. Estou certo de que nenhuma pergunta assim é fora dos limites para ela, mas é assim que ela é. Não tem medo de dizer nada. E não quero que seja diferente.


- Não. – Acaricio seus lábios com os meus, provando-a com minha língua. – Tenho certeza de que meu pai te ama como uma filha. Sorri antes de colocar um beijo rápido em meus lábios. – Oh, então é assim que vai ser? Se eu te dizer primeiro, então você dirá? Arqueia uma sobrancelha, a ousadia de dar o primeiro passo. - Eu ... - Beija minha mandíbula. - Eu amo ... - Seus lábios se movem para o meu ouvido. - Girassóis. - Ela ri de mim, e eu engulo meu sorriso, apertando os olhos para ela quando se inclinou para trás. Ela tira o sorriso do seu rosto e me dar um olhar sedutor. - Sabe, tenho um par de algemas no porta-luvas que não hesitaria em usá-las em você. –Agarro seus pulsos e coloco-os em suas costas, trazendo nossos peitos juntos. Sua respiração é bloqueada e ronrona contra mim.- Mmm ... você gostaria? Não ser capaz de me tocar enquanto eu faço meu caminho para você. Rendendo-se completamente. - Balança a cabeça e lambe os lábios. Malditos deveres parentais. Minha menina suja quer que eu a tome aqui e a única coisa que me detêm está no banco de trás da minha caminhonete, balançando sua espada em torno de sua cabeça como um maníaco. Libero os pulsos dela e beijou-a uma vez, em seguida, mais uma vez. - Mais tarde, menina bonita. Caminhamos até o apartamento de Angie, Nolan correndo a nossa frente. Ele bateu na porta com cuidado e, em


seguida, bateu várias vezes com sua espada. Enquanto Mia e eu permanecemos atrás dele, a porta se abre. Os olhos de Angie imediatamente caiem em Mia, que se esforça para puxar a mão da minha. Mas eu não vou fazer isso, então aperto com mais força. Angie cruza os braços sobre o peito em aborrecimento. Deixe-me adivinhar, princesa Mia? - Seus olhos se voltam para mim. - Realmente, Ben? Você tinha que trazer o seu último engate para o meu apartamento. Nolan corre passando para a sala e eu aprecio isso. Se nós vamos brigar agora, eu não quero que ele escute. - Não seja uma cadela, Angie. Eu estou fazendo uma cortesia aqui. O nosso filho vai passar muito tempo com Mia, então eu pensei que você deveria saber. Mia dá um passo adiante, tanto quanto minha mão permite e estende a mão livre para Angie. - Oi, Angie. É um prazer te conhecer. Você tem o filho mais doce do mundo. Eu sou louca por ele. Angie olha para a mão de Mia, recusando-se a apertá-la. Retorna sua atenção para mim em vez disso. - Você realmente acha que é sensato confundir o nosso filho trazendo a garota do mês? E eu pensei que estávamos tentando resolver as coisas entre nós, Ben. – Deixa cair suas mãos e tira a irritação do rosto


substituindo-a por uma expressão ferida. – É realmente o melhor para Ben. - Talvez eu deva esperar na caminhonete. - Mia diz suavemente, deixando cair sua mão. Eu balanço a cabeça para ela. - Não. Você fica onde estou. - Oh, me dê um tempo. - Angie diz, irritada. Eu olho para além dela e vejo Nolan na mesa da cozinha com uma caixa de lápis de cor. Deixo ir a mão de Mia e dou um passo mais perto de Angie, quase inconscientemente. – Tem sorte de que ele não ouviu isso. E nunca mais jogue sua amargura em Mia. Ela não fez nada e é incrível com Nolan. - Eu sou sua mãe. E você deveria estar mais preocupado com nossa família do que com quem quer brincar com seu pênis. - Ben, você pode, por favor, me dar as chaves do caminhão? - Mia pergunta, segurando sua mão na minha direção. Embora soe como uma pergunta, sei que não está me perguntando. Mas eu não quero que vá. Que Angie se foda. Mia tem todo o direito de estar onde estou. Infelizmente, eu sei que Angie não vai se acalmar, enquanto Mia estiver na frente dela. Relutantemente eu puxo as chaves do meu bolso e lhe entrego. -


Obrigada. - Vira a cabeça para Angie e dá-lhe um sorriso. - Eu espero que você perceba como você é sortuda de ter de Nolan. Angie faz uma careta para o comentário. E eu espero até que Mia esteja fora do alcance da minha voz antes de gritar para a pessoa que faz da minha vida um inferno. - Nunca mais vai falar assim com Mia novamente. Não merece ser desprezada por você. - Que demônios te importa se eu ferir os sentimentos de sua última aventura? Eu me aproximo. - Não é a minha aventura. Ela é a mulher para mim. Você não entende? Ela não vai a lugar nenhum, por isso vai ser melhor para você se começar a aceitar. Nosso filho já o fez. Angie inala de forma audível. -Que significa isso? - Ele disse que a amava hoje. Já disse isso para você? Seu lábio inferior começa a tremer, fazendo-a puxá-lo com os dedos. - Só não entendo por que você não pode ao menos tentar fazer isso dar certo. - Terminei com essa conversa. Se não entendeu ainda que nós nunca vamos ficar juntos, você nunca vai entender. – A empurro e ando até Nolan, beijando o topo de sua cabeça. - Eu amo você, amiguinho. Vejo você em breve, ok?


- Certo papai. Olhe o que eu pintei para você. - Ele levanta o papel em que ele vem trabalhando. Três pessoas, todos parecendo círculos com palitos saindo deles. Dois deles são maiores que o o terceiro. – Este é você, ela é Princesa Mia e este eu. - Dou-lhe um sorriso antes de passar o dedo para baixo em seu nariz. Repito o gesto e segure o desenho contra o meu peito. Obrigado, amigo. – Bagunço seu cabelo antes de sair pela porta. Angie foge do meu olhar, olhando aos seus pés. Não tenho nada a dizer, então eu saio do apartamento e fecho a porta atrás de mim. Eu tinha a sensação de que Angie não levaria bem conhecer Mia. Angie ainda tinha a idéia de que iríamos acabar juntos. E considerando que eu nunca tinha apresentado qualquer uma antes, eu tenho certeza de que apenas adicionei mais decepção. Mas, suspiro para mim mesmo, isso não justifica tratar Mia assim. E nunca deixarei que trate minha garota dessa forma novamente. Subi no caminhão depois de dobrar o desenho de Nolan e colocar no meu bolso de trás. - Eu sinto muito por isso. Ela nunca vai falar assim de novo. Eu prometo. - Busco sua mão e coloco-a na minha com um sorriso. Não parece afetada pelo ódio que foi direto para ela. -Está bem. Eu entendo. – Une seus dedos com os meus enquanto deixamos o complexo de apartamentos. - Ela te ama, e


está ferida por estarmos juntos. Tenho certeza de que não é fácil para ela. Jesus. Não tem nada de negativo a dizer sobre Angie depois desse encontro de cão. Na verdade tem pena dela. - Eu não acho que Angie me ama. Acho que ela só está desesperada por atenção. Tivemos apenas uma noite juntos, e ninguém se lembra nada sobre isso. Balança a cabeça em desacordo. - Ela definitivamente te ama, tenho certeza. – Coloca a cabeça no encosto e se vira para mim. Nossos olhos se encontram brevemente antes de voltar os meus para a estrada. - Você tentou alguma vez para ver se funciona? - Sim, depois de Nolan nasceu. Sabia que Angie queria que fôssemos uma família e também por causa de Nolan devia pelo menos tentar. Eles se mudaram depois que eles receberam alta do hospital. Mas só durou duas semanas. - Sua mão apertou a minha. - Nós brigávamos constantemente sobre tudo e foi miserável o tempo todo. Ter um bebê aos vinte e três era muito estressante e, em seguida, compreendi que não podia suportar a mãe do meu filho. Não foi bom. Quando eu lhe disse que não iria funcionar, ela ficou louca tentando me manter longe de Nolan. Levei-a ao tribunal para certificar-se de que pelo menos teria algum tempo com Nolan e isso só a enfureceu mais. - Estaciono minha caminhonete no estacionamento da casa de meus pais.


Ajudo Mia a sair, mantendo sua mão na minha enquanto caminhamos ao redor da piscina. - Às vezes eu desejo que eu nunca tivesse dormido com ela naquela noite, mas então não teria Nolan. E eu não posso imaginar não ter aquele maníaco. Ela ri baixinho no meu ombro enquanto saímos de perto da piscina. - Não, eu também não posso te imaginar sem ele. Abro a porta, colocando a mão nas costas dela e guiando-a para dentro da casa de meus pais. Tessa está sentado no sofá, seu colo completamente coberto de lenços e rosto entre as mãos. - Tessa? O que há de errado? - Mia vai direto para minha irmã, sentando-se ao lado dela. -Está bem? - Eu pergunto, movendo-me na frente dela. Nunca tinha visto Tessa chorar desde que éramos jovens, e, geralmente, eu era a causa do mesmo. Quanto mais velha, menos deixava de lado as coisas que a afetavam. Ela olha para mim e depois para Mia. -Oh por Deus. Estão juntos agora? - Mia balança a cabeça e Tessa começa a chorar muito forte. Não é a reação que eu estava esperando. Tessa foi o meu maior apoio na conquista de Mia. – Não têm idéia do quanto isso me faz tão feliz. – Soluça o que faz com que Mia coloque os braços ao redor dela. - Você precisa de uma noite de meninas? - Mia pergunta me dando um olhar compreensivo sobre ombro de Tessa.


Eu entendo a mensagem alta e clara. Nenhuma delas precisa de mim aqui para isso. Também não é como se eu quisesse estar aqui para seja lá o que for uma droga de uma noite das meninas. Eu abaixo para beijar Mia em sua testa. - Eu vou sair daqui. Vejo você amanhã depois do trabalho. – Ela sorri e acena com a cabeça contra Tessa. Eu coloco minha mão sobre o ombro da minha irmã. - Se você está assim devido a Luke, eu vou encontrá-lo agora e chutar a bunda dele. - Geme contra Mia, e eu teria tomado isso como um sim, se ela não começasse a sacudir a cabeça. Malditas mulheres e seus sinais mistos. Um simples sim ou não seria bom. Exalo forte com raiva. - Apenas me chame se precisarem de mim. -Eu sorrio para Mia mais uma vez e saio o mais rápido possível antes de ter respostas mais enigmáticas.


Capítulo Dezesseis Mia - Acabou sendo uma coisa boa que me abasteci como eu fiz ontem. - Eu digo, carregando dois sacos de batatas fritas e uma caixa de biscoitos que Nolan e eu fizemos um buraco nela ontem. Não pode existir noite das meninas sem algum tipo cheio de calorias. Deixo cair na mesa e vou eu ficar ao lado de Tessa, virando meu corpo para ela. Já não está mais chorando, mas está emocionalmente exausta. Eu sento em cima das minhas pernas e coloco minha mão em seu joelho. - O que aconteceu com Luke? Bufa, inclinando a cabeça para descansar na parte de trás do sofá. Seus olhos estão inchados e vermelhos e seu nariz é vermelho brilhante. Eu nunca tinha visto Tessa chorar. Nem mesmo quando éramos mais jovens. Sempre foi a mais forte de nós duas. - Eu não sabia qual era a opinião de Luke sobre essa coisa de criança. Nós nunca conversamos sobre isso e eu não queria apenas jogar a bomba do bebê no seu colo, sem ser estar algo preparada para a reação dele. - Ela levanta uma mão e enxuga uma lágrima de sua face. – Imaginava que diria que quer esperar alguns anos para ter uma família e então eu diria algo como “ao invés de


esperar alguns anos, como você se sente sobre a espera de alguns meses?” Mas ele não disse isso. - Baixa seu olhar para seu colo e começa a remover o esmalte da unha. - O que ele disse? - Ele disse que não sabia se ele queria filhos. Ele disse que toda vez que ele via Ben e Nolan juntos, nunca pensava que isso era algo que faria algum dia. - Levanta a cabeça e olha para mim. - Eu fiquei tão irritada. Eu o empurrei para longe de mim e comecei a gritar. Eu disse que eu estava tão cansada disto estávamos fazendo juntos e não queria mais vê-lo. - Ela começa a chorar novamente e pega a minha mão antes de continuar. - Eu nem sei se ele estava totalmente comprometido comigo. Poderia estar transando com cada menina em Ruxton pelo que eu sei, e então o pensamento de todas aquelas meninas engravidando me incomodou ainda mais. Eu estava gritando e chorando. Eu nem mesmo sei se o que eu estava fazendo fazia sentido. Ele tentou me acalmar, mas eu não conseguia nem olhar para ele. Eu disse a ele para nunca mais me procurar novamente e saí. Pego um lenço de papel da caixa e entrego para ela. - Então você não disse a ele que você pode estar grávida? - Mesmo que ela e Luke não estivessem mais juntos, eu ainda achava que ele deveria saber.


Ela ri baixinho o que me confunde completamente. Terminar as coisas com o pai de sua criança por nascer não parece engraçado para mim. – Esse momento não poderia ser ainda mais errado. Depois que eu cheguei em casa, fui ao banheiro e surpreendentemente e inesperadamente lá estava a minha menstruação estúpida. Essa puta realmente levou o seu doce tempo fazer uma aparição. - Ela balança a cabeça e cai para um lado, descansando contra o sofá. - Eu fico pensando que se eu tivesse esperado apenas um dia, toda essa conversa não teria acontecido e ainda estaria brincando. Mas estou feliz que não estou grávida. Eu quero um dia ter uma família. Eu quero casar e ter filhos e não vou conseguir isso com ele. Eu só estaria desperdiçando meu tempo. - Suas palavras são verdadeiras, mas parece triste pela perda de tudo o que ela e Luke tinham. Fortaleço meu aperto em sua mão. - Lamento que as coisas realmente não deram certo. Com Luke e o bebê. Eu sei que você estava animada sobre ser mãe. Ela dá de ombros. - É provavelmente o melhor. Eu posso ver o que meu irmão tem que passar por ter um bebê com alguém que não está com ele. E tenho certeza que Luke terminaria as coisas uma vez que lhe contasse que estava grávida. - Ela pega alguns biscoitos e recosta-se no braço do sofá. - Vou sentir falta de sexo, no entanto. Meu Deus!


Eu rio e pego um saco de batatas fritas. - Isso é bom? Levante seus olhos com humor. - Bem, há sempre um Reed. Alguma vez vocês já ficaram juntos? - Realmente eu não tinha idéia se os dois já haviam ficado. Reed era um menino bonito, e Tessa era, bem, era Tessa. Ela levanta a sua mão fazendo sinal para que eu pare e uma careta. – Asqueroso. Isso seria como dormir com Ben. E ele tem um monte de bagagem. Não te contou de sua última namorada? - Eu balancei minha cabeça e pego meu saco de batatas fritas, me preparando para um relato. - É realmente fodido. Ele começou a namorar no ano passado essa garota, Molly McAfferty, e eram tão loucamente apaixonados. Todo mundo achava que eles iam se casar e ter bebês algum dia. - Ela se levanta do sofá, vai para a geladeira e volta com duas cervejas me entregando uma antes de reivindicar o seu lugar. - Mas isso, obviamente, não aconteceu. - Tessa toma um gole de sua cerveja e lambendo os lábios. - Molly foi para a faculdade na Virgínia e Reed ficou aqui, cuidando da empresa de seu pai. Ele estava determinado a fazer funcionar e foi completamente fiel a ela. Quero dizer, ele agiu como se eles fossem casados. Nem sequer olhava para outras meninas. Escreveu cartas o tempo todo e fez viagens a cada fim de semana para vê-la, mas ela nunca mais voltou aqui para vê-lo. Mesmo durante as férias. E depois de um tempo, parou de ligar.Eu tenho uma idéia de onde essa história vai e quase não quero ouvir mais. Reed é um cara doce e não merece o que temo que


Tessa vá me dizer. Ela continua com um suspiro forte. - Eu expressei a minha opinião sobre seu relacionamento aparentemente unilateral e ele ficou tão zangado comigo. Eu disse a ele que, se ele tinha tanta certeza de que ela não estava enganando-o, ele deveria ir vê-la durante a semana quando ela não espera. - Ele fez? - Sim. Ele foi direto para encontrar algum tipo fodendo ela. Tenho a vontade súbita de ir encontrar Reed e abraçá-lo fortemente e além de quebrar a cara dessa Molly. Desprezo infiéis. O último namorado da minha mãe era um. -Oh, Deus. Pobre Reed. Não namorou com ninguém depois dela? Pega em seu saco de batatas fritas, jogando alguns em sua boca antes de responder. - Eu não classifico ter sexo com meninas aleatórias como namoro. Ele é o rei de uma única noite aqui. Eu ri baixinho. Poderia ter sido Reed naquela noite no bar, comprando-me uma bebida roxa e me dizendo que ia perder a cabeça se ele não estivesse dentro de mim em breve. Esse pensamento é rapidamente empurrado para fora da minha cabeça. Eu não quero me imaginar com qualquer outra pessoa que não seja Ben. Eu pertenço a ele.


- É apenas medo de se apaixonar por uma menina e depois de ter seu coração quebrado de novo. - Continua. - Mas nunca vai admitir isso. Age como se Molly não tivesse quebrado seu coração, mas não o viu como eu vi. Aquele garoto foi destruído. - Ambas comemos nossos lanches, colocando nossos sacos de batatas fritas na mesa de café quando nós terminamos. Eu estou lendo o rótulo da minha garrafa de cerveja quando eu sinto um par de olhos em mim. Eu olho para cima e eu encontro o seu sorriso radiante. - O quê? - Conseguiu ficar nua na frente dele na noite passada, certo? Aqui está a Tessa que eu conheço e amo. Eu ri e balancei minha cabeça. - Não. Enviei-lhe um texto que era para você.

- Puxei meu telefone do meu bolso e mostrei. Arqueia sua sobrancelha, lendo a mensagem de texto

várias vezes. - Demônios. Bem, isso foi definitivamente uma maneira de ir sobre ele para sair da zona de amigo. Como ele reagiu a isso? - Como você acha que ele reagiu a isso? – Pergunto de brincadeira. Me aproximo de seu lado para que possamos descansar a cabeça contra a da outra. Nossas pernas estão esticadas para frente, nossos pés na borda da mesa de café. - Tinha razão.


- Normalmente eu tenho. Mas, o que você quer dizer? Suspiro, fazendo uma pausa para o efeito dramático. Bate o joelho contra o meu, o que indica que ela não está segurando minhas táticas evasivas hoje. - Amo-o. - Realmente sinto meu coração inchar no meu peito só de eu admiti em voz alta. As borboletas que só Ben pode evocar no meu estômago começam a voar ali. Eu sinto que meu amor por ele passa por mim como se correndo em minhas veias. E eu sei, sem dúvida, de que o amarei ferozmente e para sempre. Sua mão aperta meu joelho. - Claro que sim. E ele te ama. É ridiculamente óbvio e eu invejo agora que estou solteira. -Boceja no fim da sua observação provocando-me a fazer o mesmo som. Eu quero acreditar em Tessa. Quero crer no que o meu coração está me dizendo. Mas eu nunca estarei segura até que ele me diga essas palavras. Parte de mim acha que eu não deveria amá-lo, mas por razões completamente diferentes das que eu já tive antes. Eu sei o quão difícil será para sair quando eu tiver que voltar para a Geórgia. E deixar meu coração aqui não vai tornar isso mais fácil. Talvez seja por isso que Ben não me disse essas palavras, se é que é o que sente. Talvez esteja sendo sensível e mantendo o seu coração disso. Mas eu quero que ele pule do penhasco atrás de mim. Quero que sinta essa adrenalina e arrisque a dor, porque eu estou disposta a fazê-lo.


Eu arriscaria tudo.

- Você sabe que é a melhor amiga de alguém quando ele está pronto para algemá-la, enquanto está praticamente nua, e ajudá-la a se preparar para uma festa de sexo selvagem com seu irmão. Tessa diz através de um sorriso que eu ouvir em vez de ver. Eu não consigo ver muito na posição que eu estou além da cabeceira da cama e do edredom. Algemas prendem meus pulsos, mantendo meus braços atrás das costas. - Isso é loucura, considerando que não temos a chave para isso. Como fodido seria se ele ficasse preso em seu trabalho e você tivesse que permanecer assim durante horas? Ou dias? Merda. Eu não tinha pensado nisso. Deus, isso seria horrível. Sem mencionar embaraçoso. Eu não sei como eu vou conseguir ir ao banheiro com isso. Eu abro minha boca para responder quando eu ouço o som da porta corrediça sendo aberta. - Que a festa comece. - Tessa diz. - Vou estar fora por algumas horas. Tente não matá-lo. - Obrigada. - Eu sussurrei. Meu corpo inteiro vibrava com antecipação quando sai do quarto, fechando a porta atrás dela. Eu ouvi vozes abafadas na distância, rindo para mim mesma


do discurso de Tessa me testando quando eu pedi-lhe para me ajudar esta noite. - Mia não estava agindo como ela hoje. Ela parecia um pouco nervosa e foi um pouco hostil. Tive que contêla. E então ficou bom. É uma menina má, Ben. Uma menina muito má. - Eu teria gostado de ter visto a cara dele quando ela proferiu essa linha. E isto para o caso. O assoalho rangeu no corredor com seus passos, cada polegada mais perto até que, finalmente, a porta se abre. Eu não posso vê-lo, mas eu posso ouvir claramente com o ouvido que não está tapado com a cama. Eu estou ajoelhada na beira da cama, meu corpo em um ângulo para baixo e minha bochecha descansando no edredom. Meus pulsos estão atados atrás das costas e eu estou vestindo somente um pequeno par de roupas íntimas preta. Mal cobrem qualquer coisa e ele poderia muito bem estar nu agora. E pelo som de sua pesada respiração ofegante, eu sei que não odiou essa surpresa. - Querido Deus. Um homem deve ser avisado antes de encontrar-se com você assim. Quase gozei em ver você, baby. - Ele se aproxima e coloca a mão na minha parte inferior das minhas costas, correndo pela minha espinha. Gemo sobre seu toque. É como fogo fundindo-se com gelo. - Minha menina suja parece absolutamente deslumbrante de cabeça para baixo. E eu posso apostar que você está molhada no momento, não é? - Toque-me e descubra.


Sua mão se move para baixo, provocando-me entre as minhas pernas. - Santa Merda! - Rosna, deslizando minha calcinha até os joelhos. Seus dedos mergulham dentro de mim, movendo-se em um ritmo constante como vou gemendo contra seu toque. Seus lábios pressionados contra as minhas costas, lambendo e beijando minha pele. - O que você quer Anjo? Diga-me e eu te darei. - Você, Ben. Quero você. - E você vai me ter, querida. Mas eu quero que você seja específica no momento. Você quer vir desta maneira? Eu gemo em voz alta no colchão. Jesus. Seus dedos são mágicos. Tenho certeza que ele pode fazer-me vir com eles em dois segundos, se desejar. Mas eu sei que ele quer ouvir e eu quero que ele me dê. - Eu quero que você faça o que quiser comigo. Pegue o que você precisa e não pare. Isso pertence a você. -Sim bebê. - Remove seus dedos e o som dele sugandoos quase me empurrou sobre a borda. Então eu o ouvi desatar o cinto e me lembrei de uma coisa muito importante. Isto deve ser dito antes de usar meu corpo para seu próprio prazer. Essa é a minha fantasia, tanto quanto é a dele. - Deixe seu uniforme. - Foda-se, sim. - O som do zíper baixando é o último som que eu ouvi antes dele me penetrar. Ambos gememos juntos,


o seu mais alto do que o meu, suas mãos apertando os meus antebraços. - Cristo, você é perfeita. Eu acho que nunca estive tão duro. Se move dentro e fora de mim, tomando o que precisa. Sua energia durante o sexo é enorme. A maneira como ele me aperta, a maneira como seus quadris batem contra a minha bunda. Ele está transando com tanta força, tanta ganância. E Deus, eu quero tudo o que ele está me dando. Quero que possua cada centímetro de mim. Tenho certeza que meu corpo é feito especificamente para o seu prazer e para o meu. Nossos sons e palavras soam em torno de nós. Ele diz o quanto me quer. Como ele nunca sentiu nada parecido com isso. E como nunca tem o suficiente. Sinto tudo o que me dá e cada palavra que ele diz. Isto é o que se sente ao estar apaixonado. Satisfeito. Feliz. Ele me faz sentir bonita e amada, mesmo nesta situação de vulnerabilidade. Quando está prestes a gozar, pressiona os lábios na minha orelha e seus dedos encontraram meu clitóris. E quando me diz que está vindo, meu corpo responde imediatamente. Eu estou ofegante sobre o edredom, tentando acalmar minha respiração enquanto ele desabotoa as algemas. Mas sei que nós não terminamos. Se eu aprendi uma coisa estando com Ben, é que a minha fome insaciável por ele será sempre bem recebida por sua necessidade por mim. Nós nunca seremos completamente satisfeitos quando se trata de um ao outro. Mesmo depois de ter


dado ao outro cada pedaço de nós mesmos, vamos continuar querendo mais. Suas mãos massageam, meus pulsos, trazendo vida de volta para eles enquanto eu viro as costas. Minha calcinha é finalmente removida e, jogada em algum lugar fora da cama. Puxa uma de minhas pernas para perto do meu corpo enquanto ele me penetra, batendo os quadris contra o meu. - Mantenha seus olhos nos meus. – Ordena enquanto sua testa pingando de suor. Pega meu outro joelho e empurra contra o meu peito, apoiando seu corpo duro contra o meu e acariciando ainda mais profundo. Mesmo se eu quisesse desviar o olhar, que não queria, sejamos claros sobre isso, eu não teria sido capaz de fazer. Ele me fodendo em seu uniforme está muito além de qualquer expectativa que eu pudesse ter evocado. Observo seus olhos e o brilho possessivo neles. A plenitude de sua boca e a forma como é mantida entreaberta. A maneira como sua língua faz enquanto lambe os cantos dos lábios. Meus olhos se movem até seu cabelo e quero agarrá-lo, puxá-lo com força e tomar sua boca contra a minha. Para chupar sua língua e mantê-lo cativo na minha boca e entre as minhas pernas. Mas são seus olhos que dominam a maior parte de minha atenção. Não apenas olha para mim como o homem que, tão eloqüentemente expressou, está com faminto pela minha buceta. Ele parece um homem que faria qualquer coisa por ela.


Faria qualquer coisa por mim. É um olhar que me deixaria completamente fora de equilíbrio se eu não estivesse pronta para isso. Mas eu estou pronta. - Diga-me. Seu lábio se contorce com aquele astuto sorriso dele e desliza para fora de mim, me agarrando pelo pescoço e por isso estamos sentados frente a frente. Me puxa para o seu colo, minhas pernas em volta de sua cintura e traz sua boca para a minha. - E o que posso dizer, meu anjo? Que poderia beijá-la por horas. Que eu amo o seu sabor na minha língua. - Lambe ao longo do meu lábio inferior e os abro para ele, permitindo-lhe o acesso que nós dois queremos. Explora minha boca, empurrando seu fogo dentro de mim e cobrindo-me com chamas de dentro para fora. Em seguida, quebra o nosso beijo e pressiona os lábios na minha orelha, suas mãos me segurando firmemente contra ele. - Você vai ter que ser mais específica. Há uma abundância de coisas que eu poderia dizer-lhe neste momento. - Sua voz é um baque como um trovão a distância. Ele se inclina para trás e capta minha atenção com a tempestade em seus olhos. Me movo para seu colo para que ele encoste na minha entrada. - Quero todas as suas palavras. Eu quero ser preenchida com elas de modo que quando eu voltar para casa, nunca me


esqueça de como você me fez sentir. - Eu estou pairando sobre ele, molhada e pronta quando ele agarra meus quadris e me impede de abaixar. Roça seus lábios ao longo da minha mandíbula, mordiscando minha pele. - Você está em casa. - Sussurra. Baixo meu rosto para a curva do seu pescoço, lutando contra as lágrimas ardendo em meus olhos. Ele acaricia meu cabelo com uma mão, a outra ainda me segurando firmemente acima dele. - Eu sempre vou querer isso, Mia. Poderia te possuir todos os dias para o resto da minha vida e ainda não me cansaria de você. - Eu também. – Digo e finalmente me inclino para trás e o permito ver o meu rosto. Estende-se e remove a lágrima da minha bochecha com o polegar. Há uma tentativa de sorriso nos meus lábios e isso me dá uma mudança climática. - Eu posso ter você agora? - Eu pergunto, movendo-me em seus braços para tocar meu clitóris. Um suspiro escapa dos meus lábios quando a menor quantidade de pressão é aplicada ao meu sexo inchado. -Você me quer? Concordo, lentamente, enfatizando o meu desejo. Desço sobre ele, rosnando quando estou totalmente encaixado. Deixo que me tome, movendo seus quadris ao ritmo desejado. Mantém seus olhos na minha boca, uma prova de como o encanta. Ele não se envergonha de sua obsessão com certas partes do meu


corpo e eu de bom grado deixo que me olhe com aquela fome selvagem. Uma mão está presa no meu quadril e a outra empurra minhas costas, arqueando-a até que ele possa tomar o meu peito esquerdo na boca. - Ben! Meu Deus! O vejo deixar marcas de mordidas por todo o meu peito, gemendo sempre que eu sinto seus dentes roçando minha pele. Inclina minha cabeça, ganhando acesso ao meu pescoço, enquanto com a outra mão segura a minha bunda e me instiga para ele. Arranho suas costas através de sua camisa e se queixa contra o meu ombro. - Porra. Venha comigo, bebê. Eu não vou sem você. Mexe mais duro dentro de mim. - Morda-me. - Seus dentes estão alinhados sobre meu ombro e, em seguida, o sinto. O puxão forte que arranca um suspiro de mim, como se eu tivesse sufocando. - Ben. - Meu orgasmo dá nó no meu estômago, irradiando-se para o meu peito, e agarro seu rosto para que veja isso. - Vem. Agora. - Eu mal posso falar as palavras quando meu clímax assume, queimando de dentro para fora. Caio sobre ele, um carvão em brasas enquanto me dá sua libertação. Meus olhos estão se fechando quando sou posicionada na cama para que possa descansar minha cabeça em um travesseiro. E a sensação da cama afundando ao meu lado, seus


lábios na minha testa, são os últimos que registro antes de cair em um sonho. Sei que eu estou sozinha antes de abrir os olhos. Seu corpo não está embaraçado com o meu, sua respiração não está soprando diretamente na minha pele, e sinto como uma parte de mim tivesse desaparecido. Eu esfrego meu rosto no travesseiro antes de abrir meus olhos. E ali, no lugar que pertence a Ben há um buquê de girassóis. Poderia chorar aqui. E eu o faço. Ele lembrou.


Capítulo Dezessete Ben Ela foi perfeita. Nenhuma outra mulher veio a mim da maneira que Mia fez. Nenhuma outra mulher nunca vai saber o que eu preciso, sem ter que pedir. Eu quero controlá-la, mas eu também quero que ela tome o que é seu. Que diga-me o que ela precisa quando sabe que eu não iria hesitar em dar-lhe. Que exija que eu a coma duro, que a morda ali, que desnude a minha alma para ela. E eu quase disse. Te amo. As palavras estiveram na ponta da minha língua, mas eu engoli. Eu sei que você está esperando pela minha própria admissão antes de me dar o seu coração que tão ferozmente protege. Mas uma vez que você tenha a última peça, eu não vou ser capaz de te deixar ir. E como um idiota iria perguntar se você escolhe voltar à Geórgia para cuidar de sua mãe ou ter uma vida comigo? Mia é minha e sempre será, mas eu não posso tê-la três centenas de quilômetros de distância. E a minha única opção é


fazer as malas e me mudar para a Geórgia com ela, mas isso significaria deixar para trás Nolan. Porque por causa da porra da minha situação com Angie, eu nunca vou ser capaz de levá-lo comigo. O que significa que eu estou ferrado. Completamente ferrado. Deixá-la esta manhã foi a coisa mais difícil que eu já fiz. Ela era um anjo ao meu lado, agarrando-se ao meu corpo como se não pudesse chegar perto o suficiente. Eu amei a forma como os nossos corpos se procuraram mesmo durante o sono. Estávamos completamente interligados, uma pessoa em vez de dois. Era difícil dizer onde meu corpo começou e onde terminou o dela. E eu ainda, precisava de mais. Eu a queria em todos os momentos. Cada segundo que passei com Mia, foi demais. E merda, eu queria mais. Eu queria arriscar tudo por algo tão imprevisível. Algo que eu não entendia muito bem. Amá-la era selvagem e eu queria mais dela. Eu queria tudo. Resolva sua merda, Kelly. Em seguida, faz-lhe sua. Meu estado de ânimo pós Mia, estava dando sinais do dia que teria. Tudo parecia ir para o inferno e ainda por cima; de repente tinha um parceiro que compartilhou seus sentimentos comigo. No meio da manhã, eu estava bem ciente da razão por trás das lágrimas de minha irmã na outra noite. E eu não podia


dizer o que era mais irritante para Luke. Se o fato dela deixá-lo ou o fato de não saber o motivo. - Simplesmente foi embora. - Relata pela centésima vez hoje, ao patrulhar o centro de Ruxton. Não importava o que estávamos fazendo, Tessa sempre surgia na conversa. Eu não posso dizer nada, no entanto. Eu fiz a mesma merda no outro dia quando eu não conseguia parar de pensar em Mia. - Eu sei que você realmente não se importa de saber os detalhes da minha vida sexual. - Não, mas isso nunca te impediu compartilhá-lo antes. Na verdade, ele compartilhou sua vida sexual muitas vezes. Luke não tinha um filtro quando se tratava de sua vida privada, mesmo se fosse com minha irmã. Expiro exausto, deixando cair a cabeça para trás no assento. - Só que eu não entendi. Ela estava insaciável naquela noite e na manhã seguinte. Eu não acho que sobrou algum esperma. - Jesus, homem. Eu não quero ouvir essa merda. -Sinto muito. Mas, que porra é essa? Passar de não poder obter o suficiente de mim e no minuto seguinte me dá um chute na bunda. E eu nem sequer sei a razão. Poderia lidar com um maldito motivo. - Ele começa a percorrer o seu telefone, sem dúvida, debatendo sobre o envio de outra mensagem de texto.


- Eu tenho que jogá-lo pela janela? Coloca-o no bolso com o raiva. - Ela não te disse alguma coisa? Ele estava sofrendo. Sabia que Luke era interessado em Tessa, mas não tinha percebido até agora que ele a amava. No entanto, eu não acho que ele sabia, e se ele faz, duvido que admita. Especialmente depois de ser abandonado pela primeira vez em sua vida. Eu aumento o volume no rádio antes de responder. - Não, nos dez minutos que se passaram desde a última vez que respondi a mesma pergunta, ela não me disse nada. Tudo o que sei é que ela parecia muito chateada. - Eu começo a seguir um carro que está acima do limite de velocidade. Normalmente o deixaria ir se neste momento não estivesse em uma zona da escola e eu não estivesse com um humor de merda. Ter um filho me tornou mais rigoroso sobre certas coisas, e o idiota na minha frente escolheu o momento errado para ir com um pouco mais de gás. Nós já multamos nove pessoas hoje, e todos decidiram que era melhor questionar. E uma vez que discutiram comigo em uma violação de condução, eu não estou só dando-lhes uma advertência. Luke agarra a parte de trás do seu pescoço com as duas mãos. - Maldita seja. Como diabos eu deveria corrigir isso, se ela nem sequer fala comigo? Vira para ele o laptop começa a buscar informações da placa de licença. Ligo o giroflez e o motorista encosta no meio-fio, deixando-me apenas espaço suficiente para


chegar por trás dele. Isso me incomoda muito. - Eu não concordo em ser deixado de lado sem saber o que diabos eu fiz de errado. Se ela não falar comigo em breve, eu vou ficar muito louco novamente. Pega a parte inferior do suporte que prende o laptop e vira para que eu veja. - Dê-me essa maldita coisa. Você não percebe que está buscando apenas informações da minha irmã aqui? Luke inclina-se, olhando para a tela que mostra todos os excessos de velocidade que Tessa já teve. Ele dá de ombros, antes de cair para trás em seu banco. - Não me sacaneie. Estou realmente mal, homem. - Não, você está apaixonado, seu idiota. E quando não discute comigo, não sinto a necessidade de dizer qualquer outra coisa. Já terá dificuldade de lidar com isso sem que seja necessário que eu fique tagarelando. Mas devo a ele, pelo menos, tentar obter algumas informações de Tessa. Silenciosamente me comprometo fazer isso. Não me atrevi a mencionar o nome de minha irmã de novo, enquanto nós terminamos a patrulhar. Luke tinha parado com todas as conversas que a envolviam. E eu não era um bastardo, assim minhas conversas com ele foram tão longe desse tópico quanto possível. Nem mesmo mencionei Mia, porque isso só iria


piorar a situação. E não falar de Mia foi mais difícil do que eu imaginava. Eu estava mentalmente exausto no final do dia. Tudo que eu queria fazer é manter Mia contra mim e adormecer com ela. Mas então tenho uma onda de decepção quando chego a casa de meus pais e ela não está lá. Pego meu telefone e disco o número, precisando pelo menos ouvir sua voz após o dia que tive. - Olá? - Responde com uma voz que pode me fazer ficar de joelhos. Eu sorrio no meu telefone e me sento no sofá, mudando de canais sem rumo. - Baby, eu estou em casa e você não. De certa forma é uma merda estar aqui sem você. - Oh Deus, já são depois das seis horas? Desculpe bebê. Tessa queria que fôssemos cuidar de nossos cabelos e unhas hoje e perdi totalmente a noção do tempo. - Vozes vêm através do telefone e eu posso dizer que está em um lugar lotado. - Você me chamou de bebê. - Declaro. Ela nunca me chamou de nada além de Ben, salvo algum xingamento que tenho certeza que usou quando descobriu quem eu era. Ou vários xingamentos. - Oh, sim, acho que sim. - Ela ri baixinho. - Está bem? Você me chama de muitos apelidos diferentes e queria tentar um. Eu gostei do bebê.


Me movo no sofá, descansando os pés sobre a mesa de café. - Eu gosto também. - Meu telefone emite um bipe, indicando que eu estou recebendo uma chamada. - Oh, espere um segundo, meu anjo. - Tudo bem, bebê. - Responde, o sorriso evidente em sua voz. Aperto o botão e atendo a chamada recebida. - Alô? - Ei, Ben. É Rollins. - Phil Rollins é um outro policial que trabalha no meu distrito. Eu não o vejo muito ou a seu parceiro, já que trabalham a noite. - Ouça cara. Você vai ter que vir para o bloco 14 da Canton Street. Acabo de pegar Angie por dirigir embriagada e Nolan está com ela. Estou de pé e me movendo em direção à porta, logo que ouvi o nome de Nolan. - O quê? Ele está bem? Rollins me diga se ele está ferido droga! - Todo meu corpo fica tendo e eu sinto meu coração batendo na minha cabeça. - Ele está bem, cara. No entanto, eu estou prestes a prender Angie. Estava bem acima do limite legal e parece ser algo mais do que o álcool. Cadela estúpida. Eu corro para a minha caminhonete, não sendo capaz de fazer com que minhas pernas se movam rápido o suficiente. - Não a prenda até que eu chegue aí. Você pode me ouvir? Eu quero ver a porra do seu rosto antes que a prenda.


- Muito bem, só me prometa que não vai se juntar a ela na parte de trás do meu carro. Mantenha sua merda sob controle, Kelly. Seu filho precisa de você. - Estou a caminho. Diga-lhe que papai está chegando. Não o deixe pensar que eu não estarei aí para ele. - Eu desligo e saio na minha caminhonete, surpreendo-me pelo som do telefone tocando novamente. Merda. Esqueci Mia. - Bebê, Angie foi presa por dirigir embriagada e Nolan está com ela. - Minha voz falha no final. Algo poderia ter acontecido com meu filho. Ela poderia tê-lo matado. - Meu Deus. Ele está bem? Para onde você está indo? Vamos nos encontrar lá. Estou indo agora apenas me diga para onde ir. - Agora é a sua voz, que está tremendo. Eu ouço seu movimento e o som de um conjunto de chaves. Preciso dela. Nolan vai querer vê-la. Eu limpo a minha voz e tento parecer firme. - Ele está bem. Não está ferido, graças a Deus. Se estivesse, não seria responsável por aquilo que eu poderia fazer com aquela cadela. Eles estão no bloco 14 da Canton Street. - Bem. Tessa e eu estamos a caminho. Bebê, apenas tente manter a calma, está bem? Nolan provavelmente está muito assustado com toda a comoção e terá de ser forte para ele.


Deus, eu amava essa mulher. Ela sabia exatamente o que dizer para me manter calmo. - Apenas me encontre lá, meu anjo. Preciso de você. O som do carro sendo ligado vem através do telefone. - Eu sei. Já vou. Há três carros da polícia e uma ambulância. As pessoas estão começando a se reunir na rua fora de suas casas, mas não presto atenção em nada disso. O único rosto que eu vejo é o de Nolan enquanto eu luto para sair da caminhonete e corro para a porta traseira da ambulância. Ele está nos braços de Rollins, que sendo examinado pelo paramédico. Quando eu corro para eles, Rollins vê minha preocupação. - Só por precaução, o homem. Está perfeitamente bem. Concordo aliviado, sorrindo para Nolan que finalmente registra a minha presença. Meu filho sorri para mim como ele sempre faz. - Papai! Olha todos esses carros de policia! O paramédico me dá o aval para agarrá-lo, tendo terminado com o exame. O aperto contra meu peito e seguro-o com cuidado. - Você está bem, amiguinho? Você não está ferido em qualquer lugar? - Ele parece completamente ileso, mas eu sinto como se embalando um animal ferido contra mim. Eu posso ouvir a voz histérica de Angie a distância, mas eu tento bloqueá-la. Eu não quero ficar com raiva na frente de Nolan. O afasto de mim e eu


vejo seu rosto, seus braços e pernas. Estou examinando cada centímetro de pele exposta procurando por quaisquer sinais de danos, mas não vejo nenhum. - Nolan, você tem alguma dodói? Ele balança a cabeça e olha por cima do ombro. Seu rosto se ilumina. - Papai, a Pincesa Mia e tia Tessa estão aqui! Eu viro o meu corpo e eu sinto uma onda de calma através de mim. O rosto de Mia está manchado de lágrimas, mas rapidamente esconde a tristeza quando vê Nolan. Ou está aliviada ou não quer que ele veja isso. Tessa, por outro lado, parece uma assassina.

- Aqui, você pode levá-lo para mim enquanto eu

tento lidar com isso? - Entrego Nolan para Mia e parece que ele não consegue chegar aos seus braços rápido o suficiente. Ela se inclina e me beija no queixo antes de caminhar para minha caminhonete , os lábios colados no rosto Nolan. Tessa esperar até que Nolan está vários metros de distância antes de dizer: - Onde está aquela vadia estúpida? Ela não merece a cadeia. Eu deveria quebrar a cara dela. - Acalme-se, Tessa. - A voz de Luke assusta a nós dois, mais Tessa do que eu. Passa por ela até ficar do meu lado, mas olhandoa fixamente. - Como você ir para a cadeia ajuda nesta situação? – Lhe dou um olhar assassino, cruzando os braços sobre o peito enquanto caminho para o primeiro carro da polícia.


Posso sentir o sangue correndo para os meus ouvidos quando o rosto de Angie é visível, a parte inferior de seu corpo pendurado na parte de trás do carro da polícia. Suas mãos estão algemadas atrás dela e, obviamente, está chorando histericamente. Parece que chora mais forte quando sente minha presença. E agora que Nolan não está por perto, não tenho porque ficar calmo. Empurro o oficial que está de pé diante da porta, sem me preocupar em registrar quem é fico a uma pequena distância do rosto dela. Eu posso sentir o cheiro do álcool e isso apenas aumenta a minha raiva. Se ela fosse um homem, iria rasgar sua garganta. - Maldita cadela! - Sinto mãos sobre meus ombros, tentando me afastar dela, mas não são suficientemente fortes. Eu fico onde estou para que ela sinta a profundidade do ódio que sinto por ela. Você é uma vergonha. Espero que tenha desfrutado de seus três anos com ele, porque nunca mais vai ver meu filho novamente. – Sinto mais mãos me puxando e pouco a pouco sou afastado do olhar arrependido Angie. Mas não importa o quão arrependida ela esteja não há nada que possa me dizer que eu tenha um pouco de piedade dela. Mas a cadela estúpida fala de qualquer maneira. -Sinto muito. Ben me desculpe. Mas você desistiu de nós. Suas lágrimas vêm mais fortes. -Você se rendeu! Corro para frente e encho meus pulmões ao máximo. – Não há nós! E eu não dou a mínima se você sente! Você poderia tê-lo matado! Você poderia ter matado o meu filho! - Está louca se


pensa que um monte de desculpas vai ajudar. E o fato de que ache isso apenas me enfurece mais. Você é um pedaço de merda! - Ben, é o suficiente. - Luke diz em meu ouvido. Ele me puxa e sou levado a cerca de quinze metros de distância do carro da polícia. Eu vejo os grandes olhos de Tessa e eu percebo que tenho que me acalmar. Eu não posso estar assim quando eu voltar para a caminhonete. Eu disse tudo o que queria dizer para Angie e eu não quero ver seu rosto novamente. -Muito bem. Estou bem. – Tiro seu aperto de mim e me aproximo Rollins que está observando a cena. - Não posso te culpar por reagir assim. Teria reagido da mesma forma. - Quais são as minhas chances de conseguir a custódia do meu filho agora? - Pergunto. A esposa de Rollins é uma advogada com quem trabalhamos frequentemente, e ele por sua vez, sabe mais sobre o sistema do que eu. Ele também tem uma ex-esposa que o levou ao tribunal por anos para lutar pela custódia. Ele põe a mão no meu ombro e aplica uma leve pressão. São muito boas, homem. Especialmente se os resultados do teste vierem com mais do que o álcool no seu sistema. Isso é mais do que a classe de crime pelo qual está sendo acusada e deve te dar a custódia total. - Eu sabia que, por lei, ela pode pegar até quatro anos de prisão por ter meu filho no carro. E por isso pensava que


teria uma boa chance de obter a custódia total de Nolan. Mas eu queria ouvir isso em voz alta. Eu precisava ouvir essas palavras. Eu queria ter certeza. Despeço-me de Rollins, agradecendo-lhe antes de caminhar de volta para Luke e Tessa. Ela está me observando enquanto ele a observa. E pelo seu rosto, eles ainda não conversaram. - Eu vou ficar na casa de mamãe e papai esta noite com Nolan. Você dirigiu até aqui ou foi Mia? - Eu dirigi. Vejo você em casa. - Ela se vira sem dar Luke sequer um olhar. - Tessa, vamos lá. Você poderia pelo menos falar comigo por um minuto? - Luke diz em voz alta. Ela o ouve, mas não responde, nem mesmo com um olhar por cima do ombro. Ele passa as mãos sobre o rosto e solta um grunhido. - Vejo você amanhã, cara. Fico feliz que Nolan esteja bem. - Ele tem o aspecto derrotado, o que não é comum para ele. Especialmente quando se trata de mulheres. Eu me sinto mal pelo cara. Eu converso com outros oficiais antes de finalmente ir para a caminhonete. Mia está segurando Nolan contra o peito no banco da frente, ambos dormindo. Abro a porta e o retiro do seu colo, para colocá-lo em seu assento de carro. Acorda com perda de peso sobre ela.


- Olá. - Ela coloca a mão no meu rosto depois que eu sento no banco do motorista. - Está bem? Viro meu rosto na palma de sua mão e a beijo. - Eu agora estou. Ela não me perguntou nada no caminho de volta para a casa dos meus pais. É como se ela soubesse que eu preciso de silêncio no momento. Meu cérebro está trabalhando em todos os cenários possíveis que poderiam ter acontecido essa noite. Todos envolvendo Nolan machucado de alguma forma. Meu aperto no volante se intensifica cada vez que eu penso e Mia coloca sua mão na minha. Ela mantém a outra mão na parte de trás do meu pescoço, massageando suavemente e aliviando a tensão que está começando a instalar-se definitivamente ali. Quando chegamos a casa, eu levo Nolan para dentro e colocou-o na cama que dorme quando passa a noite aqui. Eu não posso deixá-lo. Ainda não. Então eu sento na beirada da cama e observo o seu peito subir e descer. Eu poderia tê-lo perdido. Eu nunca poderia assisti-lo dormir novamente. Eu não poderia ouvir sua voz rouca ecoando por toda a casa novamente, eu nunca poderia vê-lo matar dragões invisíveis. Eu teria três anos de memórias para o resto da minha vida e não teria sido suficiente. É meu mundo, e agora por causa da decisão imprudente de sua mãe, é tudo meu. Eu nunca vou ter que perder outro momento com ele. Eu nunca vou ter que pedir


para ver o meu filho em dias que não são tecnicamente meu. E me sinto como uma merda completa por me sentir um pouco grato pelos acontecimentos dessa noite. O que diabos está errado comigo? Eu não tenho nenhuma idéia de quanto tempo fiquei sentado lá, mas quando eu finalmente levanto e eu me viro, Mia está inclinada contra a porta. Me aproximo dela e envolve seus braços em torno da minha cintura, pressionando o rosto contra o meu peito. - Você sabe que se você quiser falar sobre isso, eu estou aqui. - Ela levanta o rosto e beijo sua testa. - Fico feliz que isso aconteceu. Como fodido é isso?! Suas mãos seguram meu rosto. - Você não está contente que tenha acontecido. Nunca iria querer que Nolan estivesse exposto a qualquer tipo de perigo. O fato de que é provável que nunca mais tenha que dividir seu tempo com ele novamente por causa da falta de juízo Angie é uma pequena fresta de esperança. Mas o bem-estar de Nolan é a única coisa real que você se importa. Você daria todo o seu tempo com ele, se isso significa mantê-lo seguro. Eu sei que você faria. Te amo.


As palavras queimam na parte posterior da minha garganta, querendo sair. Eu não tenho idéia de quanto tempo vai demorar em conseguir o acordo de custódia de Nolan. E eu não posso leválo a Geórgia até que isso aconteça. O sistema legal pode demorar um longo tempo quando na realidade preciso que me entregue a porra da custódia de uma vez. Mia pode ter que deixar-me antes que eu possa obter a guarda. Além disso, eu vou ter que conseguir um emprego por lá. Poderiam ser semanas ou meses antes que eu pudesse estar com ela novamente. E eu não vou tornar isso mais difícil para ela. Então eu engulo essas duas palavras de novo, não vou deixá-las ir fora. Ainda não. Me inclino e a levanto pela bunda, o que faz com que coloque as pernas em volta da minha cintura. - Preciso de você. Sussurro contra seus lábios. - Já me tem. A levo para seu quarto e a deito no meio da cama. – Tire tudo. - Ela se senta e puxa o vestido por cima da cabeça, revelando apenas uma calcinha branca. - Merda. Eu preciso estar dentro de você, meu anjo. Ela se inclina para trás, empurrando seus seios perfeitos com suas mãos e fazendo piadas com eles. - Estou esperando. Praticamente rasgo minha camisa, e quando eu começo a desapertar o cinto, ela se deita para trás e desliza a mão na frente


de sua calcinha. - Jesus, Mia. - Eu saio das minhas calças e deito de frente para ela, deixando meu pau se arrastar em seu corpo. - Entra em mim. - Declara, sua mão ainda se mexendo entre nós e rebola fechando os olhos. -Ainda não. Primeiro eu tenho que provar. Seus olhos se arregalam com aquele brilho sedutor e envolve a mão em volta do meu pau. - Eu também. Sua calcinha é arrancada de seu corpo antes que eu veja, e então ela está sobre mim, montada no meu rosto. Eu sinto seu hálito quente fazendo cócegas no meu pau, enquanto eu beijo a pele macia da parte interna da coxa. - É melhor que esses lindos lábios seus estejam em torno de meu pau em dois segundos. Sua risada suave enche o quarto. - E se não estiverem? Passo a língua em sua fenda não podendo resistir mais. Seu sabor enche minha boca e um gemido vibra contra os meus lábios. A saboreio com a minha língua, deixando que tudo desapareça ao meu redor. Eu sou como um viciado tentando obter a sua dose. Mas, em vez de perder os sentidos, sinto minha pulsação acelerar e meus ossos começarem a vibrar. Eu sou a porra de um rei entre suas pernas e quando ela finalmente lambe meu pau, agarro seus quadris e enterro meu rosto em sua buceta.


O solta com um pop e pressiona para baixo com as mãos sobre minha pélvis, inclinando-se para trás em seu prazer. Meu Deus. Eu não vou ser capaz de me concentrar, se você continuar fazendo isso. - Sua voz rompe com outro gemido quando eu não a solto e sua mão toma o lugar de sua boca. Eu reclamo contra o seu clitóris antes de mordê-lo suavemente. Ela engasga e eu libero. –Incline-se e chupe meu pau, Mia. Eu gozarei na sua boca hoje à noite. - Então você vai ter que me soltar um pouco. Sim, isso não acontecerá. Sorrio contra ela. - Nada poderia me soltar de sua buceta, meu anjo. Coloque meu pau em sua boca e não seja delicada com isso. Eu quero sentir a parte de trás de sua garganta quando gozar. Eu sinto sua mudança de peso e sua língua lambendo a cabeça do meu pau. Eu estou prestes a dizer-lhe para que não se acanhe enquanto me chupa profundamente como uma campeã e roça seus dentes ao longo do meu pau. - Mia! - Rosno cavando meus dedos em sua bunda. Ela me suga como se sua vida dependesse disso e passo a minha língua contra o clitóris, acariciando-o com um ritmo que faz vibrar seus lábios contra meu pau. E continuei até que ela veio antes de mim. Alternando entre chupar o clitóris e fodê-la com a minha língua, puxando seus quadris com tanta força que estou sendo


praticamente asfixiado. Eu sinto seu pulso contra a minha língua e quando ela libera meu pau e crava as unhas em meu quadril, eu sei que ela está chegando. Ela rebola contra mim, fodendo meu rosto e liberando seu orgasmo enquanto suavemente chama o meu nome. Eu pressiono meus lábios novamente em seu clitóris antes de que ela deite sobre mim, seu rosto agora descansando na minha coxa. - Sinto muito. Apenas me dê um minuto. - Diz, saindo de cima de mim e ficando de pé entre as minhas pernas. Levanta o olhar para a expressão petulante que agora tenho e envolve sua mão ao redor de meu pau. - Você ainda quer vir na minha boca? – Me pergunta antes de pressionar seus lábios no meu eixo. Gemo enquanto desliza a mão para baixo. - Pare de falar e chupe o meu pau, baby. Seu rosto se move com um sorriso. - Sim, Oficial Kelly.


Capítulo Dezoito Mia A cama está tremendo debaixo de mim, me tirando do meu sono. Risos enchem o meu quarto e me pedem para abrir os olhos. Nolan está pulando na cama e rindo de si mesmo, e quando meus olhos se abrem ele pula sobre mim e cai no meu estômago. Grunho quando seu cotovelo atinge algumas das minhas costelas. Jesus. Como pode um corpo pequeno e magro causar tanta dor? Depois de me recuperar, passo uma mão levemente em seu cabelo, esfregando suas costas com a outra. - Você é uma pequena bola de energia na parte da manhã. Você está com fome? Ele sai de cima de mim e foge para fora da cama. - Quiedo panquecas. - Sua voz é um pouco rouca de manhã. Isso e seu cabelo louco são as únicas coisas que está me dando desde que acordou. Certamente não vai se mover tão lento como sei que eu vou. Mesmo fora da cama, ele está pulando como um cangurú. Levanto-me e esfrego os olhos com as duas mãos.


- Vai acordar tia Tessa e eu vou encontrar vocês na cozinha. Seus pequenos pés se movem rapidamente para fora do quarto e pelo corredor enquanto eu me visto para o dia. Meu telefone toca na mesa de cabeceira quando eu estou prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo. Ben: Meu maníaco já está acordado? Eu: Você está brincando? Ele já está correndo a toda velocidade. :) Estamos nos preparando para fazer panquecas. Ben: Provavelmente estava empolgado por passar o dia todo com você. Estou com ciúmes. Eu: Terei você hoje à noite, não se preocupe. Ben: Pode apostar que terá. Vejo você às seis. Eu: Eu não posso esperar. Coloco o telefone no bolso e saiu para a cozinha. Tessa está vasculhando nos armários enquanto Nolan está brincando com seu telefone no sofá. Solto uma risada ao vê-lo navegar no iTunes como tem feito um milhão de vezes. - Merda. Não temos mistura para panquecas. - Diz, fechando as portas que estavam abertas e voltando-se para mim. - Meus pais realmente deveriam ter enchido os armários antes de fazer uma


viagem de seis meses para a Europa. Estou extremamente decepcionada com eles. Eu sorrio e pego minhas chaves no balcão. - Sim, como eles se atrevem a não fornecer alimentos para metade de um ano enquanto estão de férias. - Brinco franzindo a testa, tirando o suco de laranja da geladeira. – Vou até a loja para comprar. Será que precisamos de algo mais? - Precisaremos de mais leite com Nolan aqui. Fora isso, eu acho que estamos bem. - Ela caminha até o sofá e senta ao lado dele. - Você não pode comprar aplicativos, por favor? Como você sabe minha senha? – Apoia a cabeça na sua e monitora as ações dele ao telefone. Eu rio baixinho como eu saio pela porta. - Certo. Eu estarei de volta daqui a pouquinho. Tome conta do forte. Sir, Nolan. – Olha para mim antes de voltar a comprar aplicativos no telefone Tessa. Estou esperando na fila do supermercado para pagar depois que peguei a mistura de panqueca, um pouco de leite e um livro para colorir de dragão, quando meu telefone começa a tocar. Tiro de meu bolso e coloco minha cesta em meus pés, observando o nome da minha tia piscando na tela. - Hey, tia Mae.


- Mia, coração, precisa voltar para casa. - Funga forte e meu coração imediatamente cai no chão ao lado de minha cesta. Eu estou fora da porta, correndo pelo estacionamento em segundos. - O que aconteceu? É o estúpido resfriado que ela disse que tinha? Teve febre ou alguma outra coisa? - Eu sabia que era mais do que um resfriado! Porra! Meus pneus cantaram quando eu deixo o estacionamento e pego a saída da auto-estrada. Minha tia chorando através do telefone.- Tia Mae, me diga o que está acontecendo. Posso falar com ela? - Eu ouço um sinal sonoro fraco pelo telefone entre o choro da minha tia. Está no hospital. Isso é o que é o som. - Ela estava bem. Não sei o que aconteceu. Eu fui acordá-la esta manhã e ela não respondeu. – Sua voz se quebra e começa a chorar mais. - Ela não acordou, Mia. Os médicos estão esperando você chegar aqui. Oh querida. Eu sinto muito. Estou chorando agora, soluçando incontrolavelmente. Eu tenho que ir limpando meus olhos para ver o caminho diante de mim. E a mão segurando o telefone na minha orelha está tremendo tanto. Eu sei o que significa. Minha mãe tinha uma ONR (Ordem de Não Reanimação). Os médicos estão esperando por mim antes de desligar os aparelhos. Minha mãe está morrendo e eu não estou lá. Eu não tinha estado lá para ela.


- Estou a caminho. Diga-lhe que estou indo. - Querida, ela está inconsciente. - Diga-lhe que estou indo. –Deixo o telefone cair em algum lugar, em qualquer lugar. Eu não dou a mínima para o meu telefone agora. Minha atenção está no caminho e nada mais enquanto eu corro pela estrada. O limite de velocidade não significa nada para mim. Nem os outros carros na estrada. Giro dentro e fora de tráfego, diminuindo ocasionalmente, quando eu não posso ultrapassar alguém. A única coisa que me interessa agora é estar com ela em menos de quatro horas. Quatro malditas horas. Por que diabos eu a deixei? Eu sabia que não deveria sair durante o verão. Eu fui egoísta. Eu estava mais ansiosa para ter um incrível verão com minha melhor amiga do que para cuidar de minha própria mãe. E agora ele está morrendo e eu não estou lá. Eu não estava lá quando ela teve aquele maldito resfriado. Eu não estava lá, na noite passada, quando ela provavelmente começou a se sentir mal, e, em algum momento da noite, piorou. Provavelmente ela me chamou com a voz fraca, muito fraca para alertar a minha tia. E agora eu estou a dois quilômetros de distância e não posso chegar a ela rápido o suficiente. O mundo se desmorona na minha frente.


A imagem da minha mãe no hospital enche meus pensamentos enquanto corro pela rodovia. Eu paro apenas quando absolutamente necessário e para abastecer. Nem mesmo corro para dentro do posto de gasolina para usar o banheiro. Mas eu pego meu telefone que tinha caído sob o assento traseiro. Eu tenho algumas chamadas não atendidas de Tessa mas decido ignorar por enquanto. Ligo para Ben e vai diretamente para o correio de voz. - Bebê, minha mãe está morrendo. Eu estou no meu caminho para Fulton agora. - Faço uma pausa tomando duas respirações trêmulas e limpando meus olhos. - Eu sei que você não pode estar lá comigo, mas, pelo menos, você pode me ligar? Eu só preciso ouvir a sua voz no momento. - Pisco, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. - Por favor, me chame. Termino a chamada, mantendo meus olhos na bomba de gasolina. Assim que os números param de se mover, eu pulo no meu carro e volto para a estrada. Consigo chegar em Fulton em duas horas e meia. Eu nunca vou entender. Mas deve ser um milagre. Claro, eu quebrei todos os limites de velocidade para chegar aqui. Eu tiro o meu telefone do meu bolso enquanto eu corro para a entrada. Eu preciso dizer a Tessa onde estou. Provavelmente está doente de preocupação agora, e eu só posso imaginar como Nolan deve estar com fome. Após alguns toques, escuto o correio de voz e xingo baixinho. Ninguém está atendendo ao telefone hoje?


- Hey sou eu. Desculpe eu perdi a sua ligação, mas agora estou no Hospital Fulton. É a minha mãe. Ela está morrendo, Tessa. - Mordo meu lábio para me impedir de chorar. Recebi o telefonema da minha tia quando eu estava no supermercado e apenas vim. Você pode dizer a Ben para me ligar? Ou me enviar uma mensagem ou algo assim? Tentei ligar, mas não ele não atende. - Lembro-me das coisas deixadas no chão perto da caixa registadora na loja. - Ah, e diga Nolan que sinto muito por suas panquecas. Eu vou fazê-las a próxima vez que eu vê-lo. Coloco meu telefone no bolso e corro para dentro do hospital, parando no balcão de informações. Vou direto para a UTI e enquanto corro para o elevador, vejo minha tia. Ela está vagando fora do quarto, olhando para baixo quando escuta meus passos. Passa seus braços em volta de mim e eu choro em seu ombro. - Oh querida. Lamento que isso aconteceu. Eu juro por Deus que ela estava boa ontem. Eu teria ligado se fosse algo sério. Me afasto dela e olho para dentro do quarto. - Os médicos sabem o que aconteceu? Ela estava indo tão bem. Só não entendo. Ela estava lutando ... estava vencedo. Eu vejo a enfermeira escrever algo na pasta de minha mãe, seus olhos se deslocam da pasta para o monitor. Então, um homem caminha até onde minha tia e eu estamos de pé e estende sua mão


para mim. Ele está vestindo um jaleco branco e tem um olhar de desculpas. - Senhorita Corelli? Eu sou o doutor Stevens, o médico de sua mãe. - Eu aperto sua mão fracamente, meu olhos relutantes em olhar para ele, porque eles querem ficar colados em minha mãe. Agora que estou aqui, tem toda a minha atenção. - Tenho certeza de que você estava ciente de como sua mãe estava doente. Os tratamentos pareciam estar funcionando, mas essas coisas acontecem. O menor infecção não afetaria uma pessoa saudável, mas pode realmente ser prejudicial para alguém em sua condição. Começo a chorar novamente. - Ela disse alguns dias atrás que tinha um resfriado, mas disse que não era grande coisa. Mas eu sabia que era. Eu deveria ter estado aqui. - Minha tia passa o braço em volta do meu ombro enquanto eu pisco com força, mais lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Doutor Stevens põe a mão no meu ombro. - Querida, realmente não havia nada que você pudesse fazer. O câncer foi muito forte e sua mãe não podia mais lutar. Ela não está sofrendo mais agora. - Olha dentro do quarto brevemente antes de se virar para mim. - Leve o tempo que precisar, ok?


Concordo e lhe dou um sorriso fraco antes de entrar no quarto. Minha tia fica de fora, dando-me a privacidade que eu preciso , enfermeira sai também. Sento-me na cadeira e pego a mão de mamãe. Está pálida mas sua mão é quente, e parece em paz. Contente. Como se ela estivesse pronta para ir. Me inclino e aperto seus dedos em meus lábios. - Oi mamãe. Fico com ela durante horas, ouvindo os monitores e as conversas de pessoas no corredor. Nenhuma vez soltei sua mão, mesmo quando os enfermeiros vieram verificar seus sinais vitais. Eu falei com ela como se ela estivesse acordada e me observando, ouvindo atentamente. Eu digo tudo sobre Ben e Nolan, e como eu estou apaixonada pelo cara que eu mais odiei na minha vida. Digo-lhe que gostaria que ela visse o homem que ele é agora. E como eu quero ter bebês apenas como Nolan. Versões pequenas de Ben com talvez algumas das minhas características, mas mais das dele. As lágrimas voltam quando eu percebo que ela nunca vai ver o meu dia do meu casamento ou conhecer seus netos. Mas eu prometo que meus filhos saberão tudo sobre sua avó e como bela e incrível era. Minha tia junta-se a mim depois de um tempo e fala sobre os últimos dias com ela e o que elas fizeram. Enche-me com


cada detalhe pequeno, fazendo-me sentir como se eu estivesse lá e não a milhares de quilômetros. Eu continuo verificando meu telefone, mas não tive nenhuma chamada de Tessa ou Ben e eu não posso esconder a tristeza que me domina quando ninguém entrou em contato comigo. Especialmente Ben. Eu preciso ouvir a sua voz. Eu preciso dele comigo, mas não me ligou ou me mandou uma mensagem e eu não entendo por que. E com o passar do tempo, meu coração dói a ponto de ser agonizante. Talvez eu tenha imaginado que estivéssemos juntos. Talvez ele não me ame. Talvez isso seja uma espécie de jogo para ele, enganando a melhor amiga irritante de sua irmã fingindo que a amava. E quando o Dr. Stevens entra e pergunta se estamos prontas para dizer adeus, eu desabo. Eu caio de joelhos e choro tão forte como nunca antes. Eu choro pela perda de minha mãe e pelo fato de que escolhi um verão com Ben ao invés de meu último verão com minha mãe, e choro ainda mais porque eu amo um homem que não se importa comigo o suficiente para fazer uma ligação. Eu sei que ele não poderia estar aqui comigo. Ele está no trabalho, mas ele poderia ter ligado. E enquanto eu estou fora do quarto de minha mãe assistindo como a cobrem com um lençol, o ódio familiarizado reservado apenas para ele volta para a superfície. - Sabe, é realmente incrível que sua mãe quisesse doar o seu corpo à ciência, poderia ser a razão de que encontrassem uma


cura para essa doença de merda. - Não posso deixar de rir ouvindo os palavrões de minha tia. Ela nunca amaldiçoa na minha frente. Sua mão segura um cacho do meu cabelo que havia caído no meu rosto e coloca atrás da minha orelha. - Você vai ficar aqui por um tempo ou vai retornar ao Alabama imediatamente? Eu olho para o meu telefone novamente. Ainda nada. - Eu não tenho nenhum motivo para voltar ao Alabama. - Estar apaixonada não é razão suficiente? - Pergunta. - Não quando é só de um lado. - Olho para meu telefone e eu aperto forte desejando que toque. - Ele não se importou o suficiente nem mesmo para enviar uma mensagem de texto. Não pode haver nada mais impessoal do que uma mensagem de texto, e mesmo assim foi muito para ele. – Posso sentir o olhar de minha tia. – Tudo bem, tia. Eu costumava odiar Ben. Não é muito difícil. Eu posso conseguir que me enviem minhas coisas pelo correio assim não tenho que voltar ali. - O pensamento de nunca mais ver Nolan faz meu estômago torcer. Mas ver Nolan significa ver Ben. Ben que não se importa o suficiente. Tomo um gole do café que estou segurando na última hora.


- Porque não vai caminhar e tomar um pouco de ar. Será bom sair dessa atmosfera sufocante por alguns minutos. Limpar a cabeça um pouco. Concordo e pego o elevador até o térreo, caminhando para a entrada pela qual passei correndo algumas horas atrás. Assim que eu passo para a calçada, meu telefone começa a tocar como um louco no meu bolso. Surpresa, eu tiro para fora do meu bolso e olho para o número de chamadas não atendidas de Tessa, mas ainda nada de Ben. Como, infernos, eu perdi muitas chamadas? E foi aí que me lembrei. Não há sinal no hospital. Eu começo a ouvir as mensagens de voz que me deixou. A primeira está perguntando onde eu estou, me dizendo que Nolan está ficando louco com impaciência. Então me diz que Nolan estava brincando com seu telefone e não percebeu que ele tinha colocado no silencioso e não viu as minhas chamadas perdidas. Depois me diz que vai chamar Ben e eu não posso deixar de notar o formigamento que sinto com essa afirmação. Chora na mensagem seguinte, me pedindo para ligar para deixar ela saber como está minha mãe e então começa a falar sobre como Ben não está atendendo ao seu telefone. Eu apago essa mensagem e vou para a próxima. Se tem qualquer desculpa por ele não obter me ligado, não quero ouvir. Obviamente, ele não me ama, porque quando você ama alguém, você gasta pelo menos cinco segundos do seu


dia para enviar uma mensagem quando sua mãe está morrendo. Poderia ter minha enviado a porra de uma palavra. Um simples sinto muito. Mas não. Preciso dele e ele não se importa. Não me ama. E dar-me conta disso me faz sentir uma dor que nunca tinha sentido antes. Mas só quando eu acho que o meu mundo não pode piorar, eu chego à sua última mensagem de voz. - Mia, Ben levou um tiro. Ele recebeu a porra de um tiro. Eu não sei nada, exceto que eles o estão levando a St. Joseph hospital. Por favor, me ligue. Por favor. Eu posso ouvir o pânico na voz de Tessa. Eu caio no chão, meus joelhos batendo no cimento e causando-me uma onda de dor que corre por minhas coxas. Mas não essa dor que me faz faltar o ar. - Oh Deus, por favor, não. - Me levanto e começo a correr para o meu jipe quando eu lembro da minha tia. – Oh merda! Corro mais rápido do que nunca. Eu tomo as escadas, porque eu não quero esperar o elevador. Minha tia está onde a deixei e se assusta quando me vê, encontrando-me na metade do caminho da estação das enfermeiras. Estou chorando e respiro com dificuldade, mas eu começar a falar. - Ben levou um tiro . Eu tenho que ir. Agora. Precisa de algo? Existe alguma coisa mais que eu posso fazer aqui? Já posso


ir, por favor? - Meu peito foi forçado pela minha corrida e minhas pernas estão queimando, mas eu não me importo. E se tiver que fazer a papelada ou qualquer outra coisa, você vai ter que esperar. Aperta a minha mão, sacudindo a cabeça com olhos preocupados. - Não querida. Eu vou cuidar de tudo. Ligue-me quando chegar lá. Eu corro para as escadas, quase caindo com a minha pressa. Então estou fora do hospital, ligando para o número de Tessa enquanto eu entro no jipe. Vai direto para a caixa postal. -Estou a caminho. Oh Deus, por favor me ligue e me diga que está tudo bem. Diga-lhe que eu o amo, Tessa. Diga a ele que eu vou lhe dizer isso a cada segundo para o resto de nossas vidas. Que nunca mais vai passar um dia sem ouvir essas palavras de mim. Eu enxugo as lágrimas em meus olhos para que eu possa concentrar-me na estrada a frente enquanto saio do estacionamento. - Por favor, não o afaste de mim. - Soluço minha oração a Deus e para Tessa sem saber se algum deles me ouve. Se Tessa está no hospital, provavelmente não vai ouvir esta mensagem até sair. E se Ben está morrendo, como ela poderia deixá-lo? Eu não iria sair do seu lado se estivesse lá. O homem que


passei odiando as últimas duas horas é o homem que eu amo mais que tudo no mundo. Ele é minha família, meu futuro, e eu não posso perdê-lo. Eu não vou perdê-lo. Eu nunca tinha acreditado muito em algo antes, mas a partir do momento que eu vi Ben no bar sabia que era o único homem para mim. Nós fomos feitos para ficar juntos. E os trezentos e vinte quilômetros que nos separam até agora será a última coisa que nos separa por muito tempo. E me assegurarei disso.


Capítulo Dezonove Tessa - Quiedo panquecas! Panquecas Quiedo! - Nolan grita, pulando no sofá. Panquecas, panquecas, panquecas! Eu amo meu sobrinho, mas eu estou a ponto de metê-lo na secadora. Grunho aborrecida, olhando pela janela procurando qualquer sinal do jipe roxo. - Nolan, silêncio, por favor. Mia deve estar de volta a qualquer minuto. - É Princesa Mia. - Me corrigiu, fazendo-me apertar os olhos para ele. Pego meu celular de seus dedos sujos e liga para ela. Toca quatro vezes e, em seguida, escuto a saudação do correio de voz. Espero e o sinal sonoro. - Oh meu Deus! Por favor, me diga que você já está a caminho. Está se tornando insuportável estar perto do pequeno monstro. Ah, e se você ainda estiver na loja, você pode me trazer


um Mountain Dew (tipo de refrigerante) – Desligo e observo Nolan que tirou todas as almofadas do sofá e agora salta sobre elas como pedras em um córrego. - Quer comer um pouco de cereal para ficar quieto? Ele balança a cabeça e se olha nos meus olhos. - Asquedozo. Eu odeio celeal. Quiedo Panquecas. - Seu pequeno corpo ameaçador volta a pular. - A Pincesa Mia me pometeu. Me afasto dele e olho para fora da porta corrediça, rezando que o corpo de Mia poderá ser visto a qualquer momento. Mas isso não acontece. E a minha impaciência começa a crescer junto a de Nolan conforme o tempo avança. Ligo de novo. - Hey. Você se lembra de como chegar na casa de os meus pais, certo? Nolan está prestes a começar a comer os móveis. E mais uma vez. - A que supermercado você foi? Há alguns, no Alabama. Estou prestes a começar a fazer panquecas de farinha de milho e eu não tenho certeza de como serão, então você pode querer se apressar um pouco. E mais uma vez.


-Santo céu! Posso me chamar para me deixar saber que você ainda está viva!? A voz de Nolan se torna mais forte, mais urgente a medida que os minutos passam. O silencio com o meu telefone quando acredito que minha cabeça vai explodir e que atacarei a geladeira. Não preciso esperar a mistura para panquecas para tomar meu café da manhã. Eu estou perfeitamente feliz com cereais ao contrário do meu sobrinho amante de comida quente. - Nolan, não compre mais aplicativos. Pegarei da sua pensão para pagar os sete dólares você gastou. Não responde enquanto eu lavo meu prato, muito provavelmente está visitando os jogos mais populares no iTunes. Outra hora se passou antes de que eu pegue meu telefone e realmente começo a me preocupar. Não há nenhuma maneira no inferno de que Mia gastasse tanto tempo. Não, a menos que ela realmente foi a uma mercearia em outro estado. Noto uma chamada perdida de Mia na minha tela. - Nolan, caramba. Você colocou o telefone no silencioso. De cabeça para baixo, olha para mim com os olhos bem abertos. - Você disse uma mau palavra.


Merda. Eu prendo meu telefone contra o ouvido para ouvir a mensagem de voz, ligando a televisão como uma distração. Com sorte encontrarei algo divertido que o fará esquecer minha boca suja. Eu não quero Ben me mandando para o inferno pela linguagem que eu uso em torno de seu filho. - Hey sou eu. Desculpe eu perdi a sua chamada, mas agora estou Fulton Hospital. É a minha mãe. Ela está morrendo, Tessa. Recebi o telefonema da minha tia quando eu estava no supermercado e apenas vim. Você pode dizer a Ben para me ligar? Ou eu me enviar uma mensagem ou algo assim? Tentei ligar, mas não atende. Ah, e diga Nolan que sinto muito por suas panquecas. Eu vou fazê-las a próxima vez que eu vê-lo. -Oh, Deus. Estou deixando o meu correio de voz e discando rapidamente o seu número de novo, xingando baixinho e movendo-me na cozinha. Não atende e começo a chorar. - Oh meu Deus, Mia, me desculpe eu perdi a sua chamada. Nolan estava brincando com meu telefone e colocou no silencioso. Estou tentando abafar meu choro, mas é inútil , já choro em voz alta. - Jesus, deveria estar aí com você. Vou ligar para Ben e agora contar o que está acontecendo. Apenas me ligue quando você tiver uma chance, ok? Te amo. Limpo meus olhos e ligo para Ben. Nolan está pulando nas almofadas do sofá, completamente alheio a mim e a qualquer


outra coisa que não seja o desenho que está vendo. Graças a Deus esqueceu das panquecas. - Maldição. - A Mensagem de correio de voz de Ben começa a falar. Espero que o apito acabe e entro mais na cozinha, tentando sair do alcance do ouvido de Nolan. - Será que ninguém vai atender seus telefones hoje? A mãe de Mia está morrendo, Ben. Ela precisa de você. Já está em Fulton e é melhor chamá-la ou levar sua bunda lá. Eu vou cuidar de Nolan. E atenda o telefone quando eu te ligar por favor. Ligo para Mia novamente. -Oi, sou eu. Liguei para Ben, mas eu tive que deixar uma mensagem. Deus, queria estar aí com você. Eu odeio que você esteja lidando com isso sozinha. Me ligue assim que você puder e deixe-me saber o que está acontecendo. Vou continuar tentando entrar em contato com Ben. Eu ligo para Ben novamente. - Atende a porra do telefone. Mia precisa de você, idiota. Eu desligo e caminho até o balcão, pegando o pote de biscoitos que está quase vazio. Não há nenhuma maneira que eu vá dizer a Nolan que não terá suas panquecas agora. Já vi alguns de seus acessos de raiva.


Recolho as almofadas do chão e coloco de novo no sofá antes de me sentar. - Eu quero biscoitos para café da manhã. - Dou uma mordida nos pedaços de chocolate quando sobe ao meu lado, seus olhos cinzentos olhando como loucos da minha boca para a caixa. - E você? - Ele acena com entusiasmo e pega os biscoitos, inclinando-se lateralmente no sofá com a cabeça na outra extremidade, enquanto come e assiste seu desenho. Ligo para Mia várias vezes, na esperança de que ela atenda, mas ouvindo o correio de voz em cada vez. Eu também liguei para Ben mais algumas vezes e novamente fui enviada diretamente para o correio em cada ligação. Estou triste por Mia e eu quero estar com ela. A Sra Corelli sempre foi muito doce comigo quando eu era jovem. Ela faria qualquer coisa para qualquer um, uma qualidade que minha melhor amiga adquiriu. Penso em colocar Nolan no meu carro e ir para Fulton, mas nunca faria isso a menos que tivesse avisado Ben. E desde que meu irmão idiota não atende seu telefone hoje, eu não posso executar esse plano. Nolan e eu devoramos vários biscoitos enquanto ele assiste aos seus programas favoritos, e quando eu estou prestes pegar algo para beber, meu telefone finalmente toca. Lanço-me sobre ele, esperando e rezando para que seja Mia ou Ben, mas não.


O nome de Luke pisca na minha tela e aperto "ignorar" com meu dedo do meio, antes de repetir o gesto na frente do meu telefone, como se ele pudesse vê-lo. É a última pessoa com quem eu quero falar. Ele ligou de novo, e de novo, e toda vez eu ignorei com um grunhido irritado. Até que eu percebo como fui uma completa idiota porque eu preciso falar com Luke. Porque falar com Luke significa chegar a Ben. - Merda. – Aperto retornar a ligação freneticamente e me levanto do sofá caminhando atrás dele. Nolan ri da minha escolha de palavras, antes de regressar ao seu desenho. - Jesus Cristo. Finalmente! - Luke grita no meu ouvido. Abro a boca para calá-lo, colocá-lo em seu lugar e lembrá-lo de que não somos um casal por isso não tenho que atender as suas chamadas, quando sua voz me parou: - Atiraram em Ben, Tessa. Eles estão levando-o para o hospital St. Joseph’s. Suas palavras são como um chute no meu diafragma. Eu sinto o ar deixar meus pulmões e não registo mais nada do que ele disse. Tudo é apenas um ruído. Os ossos da minha mão doem enquanto eu aperto o telefone ainda mais e olho para a parte de trás da cabeça Nolan. Ben foi baleado. Nolan. Mia. De alguma forma, eu consegui fazer uma pausa e encontrar a minha voz.


- Estou a caminho. Nós vemos lá. Aperto "finalizar" e corro pelo corredor até o meu quarto, ligando para Mia. Neste ponto, eu nem me surpreendeu quando vai para a caixa postal. Eu tento manter minha voz tão calma que eu posso por ela. - Mia, atiraram em Ben. Acertaram a porra de uma bala nele. Eu não sei nada, exceto que o levaram para o hospital St. Joseph’s.

Por favor, me ligue. Por favor. Eu desligo e pego minhas chaves antes de correr de

volta para a sala de estar. - Nolan, vamos lá. Temos que ir. Ele continua pulando no sofá. - Quiedo ver isso. – O agarro e sinto seu corpo tenso em protesto. - Nooooooooo! – Se retorce em minhas mãos, mas apenas o mantenho mais apertado enquanto vamos em direção ao meu carro. - Pare com isso, Nolan. Vamos ver o papai. Para imediatamente de lutar contra mim e me arrependo de ter dito para onde vamos. Se algo acontece a Ben e Nolan não puder vê-lo, eu não sei como eu iria lidar com isso. Não só para ele, mas também para mim. E Mia. Deus, não. Eu não


posso pensar nisso. Nada vai acontecer. Eu seguro minhas lágrimas e coloco o cinto em Nolan antes de deixarmos a casa. O Hospital de St. Joseph’s fica a trinta e cinco minutos, mas chego lá em pouco menos de vinte. Eu queria chamar os meus pais, mas não podia informá-los da situação de Ben, com Nolan e sua orelha Super Sonic escutando tudo aqui, então eu me virei com uma mensagem de texto. Eu sabia que ganharia uma bronca por informá-los assim, mas foi a minha única opção neste momento. Eu consegui ficar calma quando eu peguei Nolan do carro e o levei para dentro do hospital. Mas uma vez que a senhora da recepção me disse o número do quarto de Ben, eu corro para os elevadores. Eu não sei em que condição eu vou encontrá-lo. Poderia este inconsciente. Irreconhecível. Morto. Não tenho ideia. Eu não sei a extensão de seus ferimentos e eu estou disposta a arriscar que Nolan veja seu pai no estado em que estiver porque eu preciso vê-lo. Quando o elevador pára no meu andar, eu seguro Nolan contra o meu lado enquanto manobrava entre as pessoas no corredor. 319. 319. Procuro o número do quarto de Ben enquanto passo por cada porta. Finalmente, após o que senti como uma vida, eu passo na frente do quarto 317 e sei que o seu quarto é o seguinte. Eu paro pouco antes de sua porta, meu coração bate tão forte que causa tremores no meu campo de visão. Solto um suspiro


trêmulo mudo a posição de Nolan para o meu quadril antes entrar. Eu estou pronta para o sangue. Eu estou pronta para o constante bipe irritante das máquinas e a visão de meu irmão enfaixado. Mas isso? Eu não estou pronta para isso. Não depois da multidão de emoções que eu senti hoje. Meu coração ressoa em meu peito com a visão de Ben, sentado em uma cama, enquanto uma enfermeira que trata seu ombro. Parece completamente ileso, exceto por uma ferida profunda que a enfermeira está limpando. Luke está sentado ao lado dele em uma cadeira ao lado da cama enquanto entro no quarto, os dois pares de olhos fixos em mim. -Papai! - Nolan pula fora dos meus braços e corre para a cama, subindo nela. - Que diabos é isso? - Fiz um gesto com a mão para o meu irmão, recebendo em troca uma expressão perplexa. - Achei que você estaria morrendo. Ou pelo menos você estava gravemente ferido. - Girei minha cabeça para Luke que se recosta na cadeira em resposta a raiva atrás de meus olhos. – Luke, Jesus Cristo! Você não acha que poderia ter mencionado que Ben estava apenas sofrendo uma ferida superficial! Você tem alguma idéia de


como eu estava com medo! Do quão assustada eu provavelmente coloquei Mia! - Onde está Mia? - Ben pergunta, mas a pergunta permanece sem resposta enquanto eu estou pensando em maneiras para infligir dor no outro idiota no quarto. Os olhos de Luke vão dos de Ben aos meus. - Eu disse que ele estava usando o colete, graças a Deus, e que só feriu um braço. Se ele não estivesse usando, provavelmente estaria morto. Olhe para esta coisa. - Ele se abaixa e pega o colete de polícia de Ben no chão, inúmeros buracos visíveis na área do tórax. Eu coloquei minhas mãos em meus quadris. - Não disse isso. Você disse que ele foi baleado e que estava a caminho do hospital. Obrigado por ficar com os detalhes importantes para você, idiota. Eu não queria admitir a Luke que não tinha prestado atenção a nossa conversa. Ele poderia ter me dito que Ben estava bem e o pensamento de eu não estava ouvindo ao invés dele não dizendo era enlouquecedor. Tinha assustado a todos sem motivo. Tudo foi minha culpa. Mas ele não precisa saber disso. Ben agarra a cabeça de Nolan e tapa seus ouvidos.


- Sério Tessa? Você podia não xingar na frente dele? E onde está Mia? - Ele sussurra duramente, deixando Nolan completamente alheio. Luke se levanta e deixa o colete na cama. - Deus, eu estou tão cansado de sua merda. Rompe comigo por nenhuma maldita razão e agora você está agindo como uma puta completa. – Diminui a distância entre nós, trazendo seu rosto a polegadas do meu. - Por que terminou? Você me teve uma razão e você vai me dar uma agora, caramba! - Eu te devo uma merda. - Tessa! Luke e eu viramos para a frenética voz de Ben. A enfermeira que estava limpando seu ombro o empurra para trás e agora ele está encostado na cama. Ele ainda está cobrindo as orelhas Nolan, o que é uma coisa boa. - Senhor, terá que permanecer quieto para que eu possa terminar isso. Se você gritar de novo e de novo, eu provavelmente vou enfiar essa agulha em seu braço direito. - Sinto muito. - Diz para ela antes de olhar para mim de novo. - Aonde está? Nada mais sai de sua boca até que me diga onde ela está.


Ignoro a proximidade de Luke e eu sinto meu estômago cair com o pensamento de minha melhor amiga. - Sua mãe estava morrendo. Ela saiu para comprar farinha para panquecas para Nolan e recebeu um telefonema de sua tia. Está em Fulton. As palavras saem como um fogo rápido e assim que eu termino de falar, Ben tenta se levantar. A enfermeira apoia firmemente contra seu ombro novamente. - Senhor, eu não terminei. Se levanta e tira Nolan de seu colo. -Não me importa. Eu preciso ir. - Senhor Kelly não pode ir com uma ferida aberta. É provável que tenha uma infecção. Uma muito feia. Deixe-me terminar de suturar e ver se o médico te dá alta. Grunhe e se inclina para trás, com os punhos cerrados. - Depressa então. – Diz com firmeza. Seus olhos perfuram os meus. - Por que você não me ligou? Por que ela não ligou? Ela não deveria estar passando por isso sem mim. Um de nós deveria estar com ela. -Eu sei. Eu não consegui falar com ela durante todo o dia. Deixou uma mensagem e me pediu para tentar falar com você


porque não conseguia falar com você. E então eu também não. Onde está o telefone? Pega uma camisa ao lado da cama alcançado e puxando para fora um telefone quebrado. - Merda. - Sussurra, olhando rapidamente para Nolan, que agora está brincando com o controle da TV no pé da cama. Ele faz uma careta enquanto a enfermeira continua suturando. – Chame-a. Descubra onde está e diga a ela que vou buscá-la. Pego o meu telefone e percebo que não estou recebendo sinal. - Eu tenho que sair. Você quer que leve Nolan? - Não. Mas eu preciso que você cuide dele quando eu sair. Eu estou chegando em Fulton em menos de quatro horas. Ele se vira e olha para a enfermeira, sem dúvida, pedindo-lhe pressa. Concordo e saio do quarto, ouvindo passos atrás de mim. Me viro e Luke corre direto para mim, me agarrando antes que eu fuja. - Cristo! O quê? Eu não tenho tempo para isso. Eu preciso para ligar para Mia. Ele continua segurando meu braço.


- Diga-me por que você rompeu. Eu estou cansada disso. E conheço Luke. Ele não vai deixar isso pra lá até ele conseguir o que quer. Pequeno bastardo persistente. Assim como quando você precisa de tirar outro orgasmo. Empurro meus braços para fora de seu controle e aperto os dentes. - Eu pensei que estava grávida, seu idiota. Se move para trás como se ele tivesse levado um tapa na cara. - O quê? Você estava pensando? Quando? Você está? Sua voz é mais suave, a raiva que estava lá momentos antes desapareceu completamente. Eu sinto meu corpo se lembrar daquele dia e a dor que senti quando desferiu o golpe que nos quebrou. A agonia queimando como ácido no meu rosto, cobrindo minhas palavras. - Não, eu não estou. Mas eu pensei que estava. Ele está segurando as mãos na frente dele, ainda procurando perdido o motivo pelo qual terminei as coisas.


- Te perguntei se você queria filhos um dia e você disse que não. Você disse que nunca quis o que Ben tinha. E eu quero isso. – Mordo minha língua para me distrair da dor da lembrança. Suas narinas se abrem e chega mais perto de mim. - Você terminou por que achou estava grávida? E você não achou que eu deveria saber? Você sabe como é fodido isso? - Você não queria. Você disse… Ele vem para perto de mim e traz o rosto tão perto do meu que sinto sua respiração fazendo cócegas em meus cílios. - Não me diga o que eu queria. - Grunhe-. Havia uma possibilidade de que não fosse meu? Foi por isso que você não me contou? Suas palavras são como veneno saindo de sua boca. Engasgo, recuando e colocando alguma distância entre nós. - Não, não havia a possibilidade de que não fosse seu. Mas uma vez que você está tocando nesse assunto, com quantas meninas dormiu enquanto dormia comigo? Eu provavelmente deveria ir e fazer alguns testes, enquanto eu estou aqui. Ele balança a cabeça e vem para o meu lado novamente, parando quando seu braço roça o meu.


- Você deveria ter me contado. - Rosna para mim. Ele nunca me olhou assim antes. Eu posso praticamente sentir a repulsa deixá-lo. E então ele está se movendo pelo corredor na direção que eu estava indo originalmente. Ele optou por não dar uma resposta para minha pergunta, mas acho que seu silêncio responde por ele. Caminho para fora e rapidamente disco o número de meus pais depois que meus telefone toca com alerta de correio de voz. A voz da minha mãe me informa eles não leram minhas mensagens porque os dois foram dormir. No entanto, isso não a impede que me dar uma bronca por não sentir a necessidade de lhes chamar com tais informações. Eventualmente, ela se acalma depois que digo que Ben está bem e isso me manteve no telefone alguns minutos. Depois de falar com ela, ligo para Mia. Atende no segundo toque. -Oh, meu Deus. Ele está bem? Por favor, me diga que está tudo bem. Seu tom de pânico faz meu coração encolher em minha cavidade torácica. É minha culpa que ela esteja tão preocupada. - Querida, ele está bem. Não foi realmente nada. Apenas um pequeno corte em seu braço. Chora ao telefone, seus gemidos misturados com o som do tráfego.


- Tessa, eu pensei ... eu pensei que não iria mais vê-lo. Eu nunca disse ... - Sua voz quebra em soluços e isso me mata. - Mia Shh, está bem. Ele está bem, eu juro. É maldito louco como o inferno por não estar aí com você. E eu também. Você está bem? Ela faz uma pausa, tomando algumas respirações profundas. - Eu estou bem, eu acho. Ela não teve nenhuma dor quando ela morreu. Foi muito tranquilo e eu consegui dizer adeus. Minhas últimas lembranças são de quando ela era saudável, então eu tenho algo para me consolar. - Eu sinto muito não ter estado lá. E Ben está destroçado por você ter passado tudo isso sozinha. - Na verdade, eu pensei que talvez ele não se importava. Ele não se importava o suficiente para me ligar quando eu precisei. E então quando eu recebi sua mensagem dizendo que ele tinha sido baleado, Tessa Deus, eu quase morri ali mesmo. Eu nunca tinha sentido tanto medo antes. Limpo a lágrima que tinha feito caído pelo meu rosto. - Oh querida. Como você pode achar que ele não se importa? Ele ama você. Não lhe disse isso?


- Não, ainda não. Não importa. Eu vou dizer logo que vê-lo. Eu não posso esperar mais um segundo. - Sua voz é agora estável, cheio de determinação. Quando a minha melhor amiga quer alguma coisa, ela luta por ela. - É melhor eu sair daqui antes que me enviem em um guincho. Estou a cerca de duas horas, pode dizer a Ben que eu estarei aí em breve. - Ele vai te buscar Mia. Assim que receber alta aqui. Ela suspira pesadamente. - Bem, diga-lhe para ficar quieto. - Não o conhece né? Eu não posso dizer nada quando se trata de você. Ela ri baixinho, falando ao final da sua risada. - Sim. Você apenas tem que me ligar quando estiver vindo. Acho que vou encontrá-lo em algum lugar. Caminho para a entrada do hospital. - Está bem. Te amo. - Também te amo. Termino a chamada e escuto meu correio de voz, chorando de novo quando ouço sua voz. E então ela diz:


- Diga a ele que eu amo Tessa. - E paro a mensagem. Isto não é para mim. É para ele.


Capítulo Vinte Ben Mantenho meus olhos em Nolan enquanto desajeitadamente ele lida com o controle remoto da TV. Eu preciso de uma distração e é a única coisa que não me faz saltar da cama e fazer eu mesmo essa sutura. Toda vez que eu olho para esta enfermeira que trabalha a agulha dentro e fora da minha pele, parece ir mas devagar. Então eu não vou olhar. Porque eu preciso sair daqui. Eu não estava com ela quando ela precisava de mim. Mata-me pensar que ela não conseguiu o apoio de mim. E pior do que isso, é que houve um tempo em que eu considerava não colocar o colete antes do ataque. Algo poderia ter acontecido. Uma dessas balas poderia ter sido letal e nunca poderia segurá-la novamente. Eu nunca mais iria ver o seu rosto se iluminar com o seu sorriso ou brilho brincalhão em seus olhos que estão à beira da sedução. Meu peito está em chamas, onde estão as contusões , mas a dor que sinto agora, sem ela, é atroz. Eu me sinto como se


faltasse uma parte da minha alma. É a melhor parte de mim, todo o meu futuro, e assim que eu vê-la, vou dizer isso. Tessa entra no quarto, enxugando debaixo de seus olhos antes de dar-me um movimento de sua cabeça. - Eu falei com ela. Sabe que está tudo bem. E parece bem agora. Sua mãe não sentiu dor quando morreu. Ele já está a caminho daqui. Porra! Eu não estava lá para ela. Sua mãe morreu e eu não estava lá. O aperto no meu peito se intensifica e eu me viro para a enfermeira que parece estar tomando o seu tempo na porra do meu braço. Tessa se aproxima da cama, segurando seu celular. - Aqui, você precisa ouvir isso. O pego com medo. - O que é? - Não me responde, caminha até Nolan e coloco o telefone próximo ao meu ouvido. Em poucos segundos, a voz do meu anjo chega. - Estou a caminho, oh Deus, por favor, diga-lhe para me telefonar e dizer que está tudo bem. Diga-lhe que eu o amo, Tessa. Diga a ele que eu vou dizer-lhe isso a cada segundo para o resto de sua vida. Que não passará mais um dia sem ouvir essas palavras de mim. - Eu escuto sua voz quebrando antes suplicar: - Por favor não se afaste de mim.


O desespero em sua voz quase me mata. Mas essas palavras, as palavras que eu hesitei em dizer, fizeram o meu coração bater tão forte contra o meu esterno eu tenho certeza que poderia quebrá-lo ao meio. Mas eu não me importo se quebra. Eu não quero que ele pare de bater assim. Faria qualquer coisa para continuar me sentindo assim. Preciso dela. Agora. Eu começo a sair da cama quando a enfermeira bate de novo no meu ombro. – Ainda tenho que fazer um ponto. E então você tem que esperar para ver se o médico vai te liberar. Você tem um monte de contusões das balas e você terá um monte de dor. Você pode querer ir para casa com alguma medicação. Eu viro minha cabeça e até ter certeza que ela está me olhando diretamente nos olhos. Eu não quero repetir. - Eu não me importo com a dor. Vou levar qualquer coisa para sair daqui e pegar a mulher que eu realmente preciso para respirar. Ela precisa de mim assim que você terminar com o último ponto, vou estar com ela. Seus olhos se arregalaram um pouco e estabiliza a agulha no meu ombro. - Mas o médico quer ... - Diga-lhe que não vou esperar que me dê alta. Diga-lhe que fui contra as ordens. Eu não dou a mínima. – Olho para o meu ombro e, em seguida, volto para ela. - Isso não precisa ser bonito.


Apenas termine para que eu possa dar o fora daqui. - Ela volta a trabalhar e eu entrego o telefone para Tessa. Ela acena sua mão. - Não. Fique. Você vai precisar chamá-la para que vocês dois não passem um pelo outro na estrada. – Abaixa o olhar para Nolan e sorri antes de me olhar de volta com uma expressão triste. - Sua mensagem meio que me matou. Eu descanso minha cabeça na cama. - Sim. De certa forma me matou também. A enfermeira pára, tira as luvas e em seguida, coloca um curativo sobre meus pontos. - Tudo terminado. Vou pegar a papelada você precisa assinar. - Estou fora da cama antes que ela saia do quarto e se sobressalta quando passo por ela. - Uh, você não vai ficar e assinar qualquer coisa, certo? - Não. – Me aproximo pegando Nolan em meus braços enquanto a enfermeira pronuncia algo em voz baixa saindo do quarto. – Tudo ok? - Sim, pode ir. Mas por favor, seja cuidadoso. Já sofreu muito hoje. Beijo Nolan antes de correr para fora do quarto e pelo corredor em direção à escada. Eu estou fora da porta e corro direto


para minha caminhonete que, felizmente Luke se assegurou que estivesse aqui para quando me dessem alta. Mas não importa. Roubaria um carro neste momento para ir até ela. Assim que as barras do sinal aparecem no telefone de Tessa, ligo para Mia. - Olá, ainda uma hora e meia. Este tráfego está ridículo. Ninguém anda! Eu viro minha caminhonete e vou embora do hospital, o som de sua voz vibrando por todo meu corpo. – Baby. - Sussurro, minha voz um apelo cansado. Eu ouço seu suspiro e, em seguida, sua respiração atordoada enche meu ouvido. - Ben. - Diz através de um grito suave. Meu nome em seus lábios cobrem a dor que eu sinto agora. A dor que senti nas últimas horas. Esperança e pura necessidade inundam meus sentidos e empurro meu pé no acelerador até tocar o assoalho do carro. - Oh, Deus, baby. Eu estou tão feliz de ouvir a sua voz. Eu estava tão preocupada. - Anjo, onde você está? Eu estou tomando a 215 agora. - Estou na Rota 7. Porque não pode só esperar aí por mim? Poderíamos nos desencontrar. Eu rio, minha primeira risada desde ontem. – Não há maneira que eu deixe você passar por mim, baby. Basta continuar dirigindo para mim e eu vou te encontrar.


Ela faz uma pausa por um tempo e eu quase posso ver a sua preocupação por meio do celular. - Ben, eu tenho algo para lhe dizer. Eu não posso passar um segundo mais sem lhe dizer isso. Cristo, eu preciso dizer isso também. Mas não desta forma. Merda, ainda não. - Não diga ainda Mia. Eu quero olhá-la nos olhos quando eu lhe dizer. E então você pode me dizer depois. Está bem? Apenas espere por mim. Ela respira várias vezes. - Está bem. Mas é melhor você dizer no segundo em que você me ver ou vai ouvir em primeiro lugar. Eu já esperei tempo suficiente por você, Benjamin Kelly. Não me faça esperar. - Não há mais espera, baby. Eu prometo a você. - Ótimo. - Ela pára e um grunhido fraco enche o celular. - Merda, baby. Meu telefone está morrendo. Deveria desligar agora para o caso da bateria acabar e nós acabarmos nos desencontrando. Na verdade, eu estou apostando que isso vai acontecer. - Não duvide de mim, Mia. Eu vou te encontrar em qualquer lugar. A fome possessiva no meu sangue anseia para provar que ela está errada neste caso. Não vai precisar desse celular de novo. Sinto-me atraído por ela como um míssil do caralho.


Ri um pouco. - Sim, você é o melhor. Eu sabia que iria encontrá-la em algum lugar na Rota 7. Esta foi a maior extensão da estrada que liga a Geórgia e Alabama. Basta procurar por um veículo que atravessou a fronteira que separa o leste e oeste. E tão logo que jipe roxo entra em meu campo de visão, eu sinto como se alguém me conectasse a uma tomada. Todo o meu corpo enrijece em antecipação quando atravesso as três pistas e conduzo meu caminhão para o meio. A parte traseira derrapa várias vezes devido a velocidade que estou, mas não posso ir devagar. Sigo em direção ao sentido de circulação, ainda no meio, e o jipe roxo corre a toda a velocidade na estrada entre carros e derrapa até parar na grama. Cristo, baby. Se tiver um acidente agora ... Paro de uma vez, puxando o freio de mão e pulo para fora da minha caminhonete, deixando-a aberta. Ela balança as pernas para fora do jipe e salta e se estabilizado antes de correr em minha direção. Mia. Mia. Mia. Ela bate contra meu peito, um gemido escapando de ambos enquanto a aperto contra mim. A dor das minhas contusões é ignorada. Não posso deixá-la. Ainda não. Mas eu a afasto um


pouco de mim, tomando o seu rosto delicado entre as minhas duas mãos. Ela olha para mim desesperadamente. Para abraçar-me. Para falar comigo. Para ouvir a porra do que eu tenho para dizer ela. Eu não vou fazê-la esperar. -Te amo. Não me lembro de uma época em que eu não amava. Eu sinto muito que eu não estava lá para você quando você precisou de mim, mas isso não vai acontecer novamente. Eu não posso ficar sem você, meu anjo. Por favor, me diga que você vai ficar comigo. – Deixo cair minha testa contra a sua e fecho os olhos. A extensão do meu amor por ela é gigantesco. - Eu não posso dizer adeus. Suas mãos agarraram meus pulsos com um aperto suave. -Também te amo. E você nunca terá que dizer adeus. Deveria estar no bar naquela noite, Ben, você estava destinado a ser o meu primeiro e último. Eu não consigo me imaginar com outra pessoa. Não agora. Nem nunca. - Eu abro meus olhos quando eu sinto lágrimas caindo pelo meu rosto, as alcanço e limpa. - Este é o lugar onde eu pertenço. Onde quer que esteja. Sempre. Sua declaração me faz lutar para manter-me de pé. Meus joelhos se sentem fracos o suficiente para me deixar cair. Mas não caio. Ela envolve seus braços em volta da minha cintura e coloca a cabeça no meu peito. Eu enterro minha cabeça em seu cabelo. - Vamos voltar no meu carro. Eu não vou voltar para casa


em carros separados quando eu já estive sem você por tanto tempo. Ela ri contra mim, seu rosto levanta e bate-me com aquele sorriso. - Nem se passou um dia inteiro. - Para mim parece como um ano. Vamos lá. Me movo ao longo da grama e ajudo-a a subir na minha caminhonete, então eu tranco seu veículo. Não há espaço entre a gente. E nunca haverá novamente. Fica contra mim todo o caminho de casa. Sua cabeça no meu ombro e minha mão em seu colo com ela se agarrado a mim. Deixa que seu cheiro enche meus pulmões, a sensação me acalmando como uma droga. Analgésicos? Não. Eu não preciso de nenhum analgésicos. Ela me deixa completamente relaxado, cada músculo do meu corpo solto, até eu sentir seus lábios pressionados contra o meu pescoço. Ela se contorce contra mim, apertando a minha mão para baixo entre suas pernas. - Você se lembra quando estava muito perto de estacionar ao lado da estrada e me tomar em sua caminhonete? Sua respiração aquece a pele abaixo da minha orelha, enviando um choque direto para o meu pau. - Eu quero


isso. Agora mesmo. - E então sua mão está pressionada sobre a minha ereção massiva, ameaçando abrir meu zíper. Através de um silvo e gemido trabalha através de minhas calças. - Você quer que pare o carro e foda você no banco de trás? – A sinto concordar enquanto seus dentes puxam minha orelha. - Porra. Quão molhada você está agora? - Muito. - Ela pega a minha mão e desliza sob o vestido, pressionando meus dedos contra sua calcinha. Meu pênis torna-se dolorosamente duro ao sentir a sua excitação e os gemidos quando eu pressiono um dedo contra seu clitóris. - Ben, por favor engasga, cravando as unhas em meus pulsos quando viro minha mão. Ela coloca sua calcinha de lado e enterro de um dedo dentro dela. Sua cabeça cai no assento com um suspiro. - Jesus Cristo. Espere, Anjo. - Protesta com um gemido quando meu dedo escorrega para fora dela e eu o coloco na minha boca. Eu desvio para um caminho remoto que quebra em uma isolada área arborizada, estacionando meu carro atrás das árvores. Desligo a caminhonete e tiro o cinto de segurança enquanto ela faz o mesmo. – Sobe sobre o banco e tire o vestido. Eu quero você nua e pronta para mim. – Executa meu pedido com uma risada alegre e eu tenho uma bela vista de sua bunda enquanto ela passa para o banco de trás.


Saio da caminhonete e olho ao redor. Estamos completamente isolados. Bom. Nada vai interromper isso. Abro a porta de trás, e libero o meu pau de minhas calças antes de entrar. Ela está tirando a calcinha, o vestido caiu em algum lugar. Seus olhos famintos estão fixos no meu pau que lentamente acaricio enquanto ela assiste. - Está tão duro para mim. - Declara com um tom fascinado. Ela vem para mim, mas rapidamente coloca as mãos nas suas costas. - Você quer fazer isso? Ou eu deveria me tocar enquanto você vê? Cristo. Isso é tentador como o inferno. Meu pau treme na minha mão ao pensar nisso. Mas, de repente estou agitado com a necessidade de senti-la em torno de mim. Nada mais será suficiente neste momento. Agarrou sua perna e puxou-a para mim, segurando com minha outra mão a base do meu pau. - Sente-se montado em mim. Eu quero que os seios no meu rosto. A guio para cima de mim, passando minhas mãos por suas coxas enquanto ela agarra meu pau e esfregue contra si mesma, lubrificando a cabeça. – Porra! Isso é incrível, baby. Rosno através de minha mandíbula tensa. Eu me inclino e passo a língua sobre seu mamilo firme, provocando antes de colocá-lo na minha boca.


- Ben. - Sussurra, deslocando seu peso para a frente e me guiando para a entrada. Pega o meu rosto com as duas mãos, puxando-me longe de seu peito e olhando-me nos olhos. - Olhe para mim. - Sua boca está ligeiramente separada ao abaixar-se, sobre mim levando-me todo. - Te amo. Eu inclino minha cabeça para trás e sorrio. - A mim? Ou meu pau? - Antes que possa responder, agarro seus quadris e a ergo, entrando nela cerca de cinco vezes com força bruta. - Você. Ama. Isto? Pergunto entre as investidas. - Sim. Deus, sim. Quando termino toma a iniciativa e enterra as unhas em meus ombros, enquanto balança contra mim. - Cuidado, baby. - Eu advirto quando sua mão pressiona contra meus pontos. Seus olhos vão para o lugar no meu ombro e levanta a manga da minha camisa. Sua testa é sulcada de dor, culpa, talvez. Não estou seguro. Ela se inclina, pressionando a mão no meu peito, enquanto beija o curativo. Tremo pela pressão que coloca em mim e ela percebe. Suas mãos agarram a parte inferior de minha camisa. -Tire sua camisa. A deixo tirá-la um pouco mais da parte superior. - Estou bem. Apenas um pouco de dor.


- Quero ver. - Tira com determinação e mudando para que possa levantá-la sobre a minha cabeça. Inspira rapidamente, seus olhos contando os noves pontos e as contusões que se formaram em torno deles. Gentilmente coloca a mão em cada um dos pontos que fica bem no meio do meu peito. Eu vejo o seu lábio tremer e levanta o braço, colocando ao lado do meu rosto. Seus olhos encontram os meus em agonia. - Eu poderia ter te perdido. Puxo o seu rosto para mim. - Não. Você nunca vai me perder. Eu lhe disse que nada poderia me tirar de você. – Encosto meus lábios contra os dela e saboreio suas lágrimas em minha língua. - Não chore. Agora não. Você pertence aqui comigo, Mia. Ela me beija suavemente, em seguida, limpa as lágrimas. - Faz amor comigo. Como a primeira noite. - Você quer que seja suave? - Eu pergunto, passando os braços em volta de sua cintura. Concorda antes de cair do meu colo e deitar no banco de trás com as pernas abertas. Eu empurro minha calça e cueca até meio das coxas antes de ficar entre suas pernas. - Guia-me, baby. Sorri e chega ao redor de mim, me empurrando diretamente para ela. Eu empurro meus quadris, lentamente, deixando-a sentir cada centímetro de mim, enquanto seguro meu peso em meus cotovelos. Ela está fechando seus olhos e se arqueia contra mim, esfregando o peito contra o meu com uma respiração


profunda. Eu posso sentir seu coração batendo contra o meu peito, imitando o meu ritmo. Beijo seu queixo, o nariz e as bochechas. Cada centímetro de seu rosto foi tocado por meus lábios. Deixame adorar o seu corpo como se fosse a primeira vez. Minhas mãos acariciam cada parte dela, meus lábios deslizando para baixo em sua pele. A conheço de cor. O seu aroma. Seu sabor. A maneira como seu corpo treme contra o meu. A sensação dela, neste momento, debaixo de mim enquanto prolongo esse momento. Esta é a razão da minha existência. Cada respiração que eu tomo, tomo para ela. Geme em voz alta e agarra meu rosto, pressionando seus lábios contra os meus. - Estou tão perto. – Me movo nela com o mesmo ritmo. Não é rápido. Não a tomo da maneira que está acostumada. - Oh Deus, Ben. – Diz contra meus lábios, arranhando as unhas em minhas costas. - Por favor. - Eu sei, meu anjo. Te tenho. - Deslizo minha mão entre nós e pressiono o polegar contra o clitóris dela. Ela responde com um grito choroso e vai. Bem ali, com apenas algumas carícias. Seus olhos se arregalam e envolve as pernas ao redor de mim. - Eu não quero gozar sem você. - Mal chega a dizer sua frase antes que seu corpo tensione em torno de mim. - Ben... Eu gemo em voz alta e sinto meu orgasmo queimando minha espinha. - Merda. Observo seus lábios divididos em um


grito silencioso, fechando os olhos quando o prazer aumenta e empurra os joelhos para trás, para que eu pudesse ir mais profundo. Minha respiração é roubada de mim enquanto saio dela, levando-a ao ponto de exaustão. Dando cada pedaço de mim. E, embora fosse afetuoso e sem pressa, me abala com uma intensidade ofuscante. O tipo que eu só senti com Mia. Eu caio sobre ela, descansando minha cabeça em seu peito. Seus braços em volta de mim e me abraça forte. Mais perto. Nunca perto o suficiente. Eu não posso imaginar amá-la mais do que eu faço agora, mas eu sei que vou. Porque cada segundo que eu estou com ela, eu fico mais apaixonado. É a forma como tem sido sempre entre nós. Mesmo quando me manteve para trás. A amava quando ela se tornou minha melhor amiga. E dada a oportunidade, nunca mudaria a maneira que aconteceu. Eu nunca tiraria aquelas semanas em que sofri em silêncio, querendo mais do que ela estava disposta a dar. Eu teria passado por isso mil vezes, se necessário. Um futuro com ela era mais do que podia sonhar. E eu vou amá-la como o dom que é até o meu último suspiro.


Capítulo Vinte e Um Mia - Se lembra, antes que tudo isso começasse entre vocês dois, tecnicamente você era minha para o verão. - Diz Tessa enquanto me ajudava a empacotar as minhas coisas no quarto que tenho utilizado nos últimos dois meses. - Quer dizer, eu não vejo o mal que tem que se você terminar seu tempo aqui comigo e então ir viver com Ben após o fim do verão. - Porque ele muito rápido iria concordar com este acordo. - Declaro com uma risada suave. Eu sabia que não havia nenhuma maneira no inferno para prolongar a minha estada aqui. É tudo sobre o que ele tem falado nos últimos cinco dias. Eu estou realmente surpresa que ele tenha deixado tanto. - E você age como eu não fosse estar ao virar a esquina. Você percebe que eu estou aqui permanentemente, certo? Ela está sorrindo por cima do ombro, segurando as roupas penduradas no armário. - Esse não é o ponto. Eu amo que vocês dois estejam juntos, mas ele é um pretendente horrível. Sempre foi.


Pego a roupa que ela segura e coloco na mala. - Você já falou com ele? - Com quem? - Eu dou uma olhada conhecida e ela revira os olhos. - Por que eu iria falar com ele? Não há nada para falar. Acabou. Suas palavras são definitivas, mas conheço Tessa. Ela está sofrendo. Nunca vai admiti-lo, mas está. – Esta noite não vai ser estranho? Ao vê-lo no show? Ela encolhe os ombros antes de colocar os cabides de volta no armário. - Vai ter de cerca de cinco mil pessoas. O posso evitar em uma multidão desse tamanho. Além disso, tenho a intenção de ficar muito bêbada, o que é certo para ajuda com a situação. - Fecha a porta do armário antes de deixar cair a testa, batendo na madeira com um baque. - Tessa ... -Não quero falar disso. - Ela levanta a cabeça e se vira para mim, seus olhos dizer exatamente o que ela está sentindo. De acordo? -De acordo. Eu termino de arrumar a sala em silêncio. Eu sei que quando estiver pronta para falar sobre isso, falará. E eu estarei aqui quando chegar esse momento.


Minha tia vai cuidar da venda da casa da minha mãe para mim, o que me permite ficar em Alabama durante o processo. Ben e eu estamos fazendo uma viagem para pegar o resto das minhas coisas, mas para ser honesta, eu tenho tudo que eu sempre precisei. Eu nunca me imaginei voltando a Ruxton, mas agora eu não posso imaginar viver em outro lugar que não é aqui. Esta sempre foi a minha casa. Onde quer que estivesse. Depois de colocar minhas coisas no jipe para levá-las diretamente para a casa de Ben após o show, Tessa e eu fomos para o campo. Ben ganhou bilhetes para ver Luke Bryan. Pegamos as espreguiçadeiras, as quais nos permitem ficar no campo de frente para o palco e sentar-nos, entramos em nossos carros, enquanto apreciamos a música. Eu vejo a caminhonete de Ben depois de manobrar enrolando dentro e para fora da multidão do parque , vendo como ele pulou da espreguiçadeira e se aproximou da minha porta. - Hey, baby. Você arrumou tudo? - Abre a porta para mim e eu pulo fora, acenando para Reed, que está fazendo o seu caminho em direção a Tessa. Eu tomo sua mão e o deixo me levar para a traseira de sua caminhonete. - Sim. Tudo está no jipe. Sua irmã não está muito feliz com isso.


Risos saem quando fecha a porta. - Como se isso fosse me impedir. Poderia viver com você aqui. Até que você vá. Subo na parte traseira de sua caminhonete, vendo travesseiros e cobertores espalhados para nós. Volto-me para ele com um sorriso melancólico. - Sou eu que vou ter sorte para este show? Ele envolve seus braços em volta da minha cintura e beija meu ombro nu. - Sempre estou preparado, meu anjo. Minha menina parece um pouco insaciável recentemente. - Você é como um pequeno e sujo explorador. – Declaro, ao ouvir o riso de Tessa ficar mais alto atrás de mim. Saio dos braços de Ben e eu a vejo caminhando em nossa direção com Reed. - Hey. Estou muito feliz que você resolveu a sua merda. Apenas como amigos. - Reed diz. Eu mostro-lhe o dedo sobre o ombro de Ben e ele joga a cabeça para trás com uma risada. Assim que Tessa abre a boca para falar, outra caminhonete pára ao lado da de Ben e chamo sua atenção. - Oh perfeito. Não poderia ter sido perdido no caminho para cá?


O peito de Ben sacode com o riso contra minhas costas enquanto suas mãos escorregam através do meu abdômen. - Já estivemos aqui milhares de vezes. Duvido que ele perca. O corpo de Tessa endurece de repente e viro a cabeça para ver o porquê. Luke não é o único que emerge de seu carro. Uma loira de pernas longas está ao seu lado enquanto ele se junta ao grupo, parando a poucos metros de Tessa e Reed. Move o olhar de Tessa para os outros. - Pessoal, esta é Brandie. Brandie estes são ... todos. - Ela acena sua mão delicada, a que não está casualmente andando livre em seu peito. Luke colocou seu braço em volta da cintura. - Vamos para mais perto do palco. Vemos vocês mais tarde. A medida que se afasta com a senhorita Sobona Tessa fecha a porta de caminhonete com força, sobressaltando a nós três. - Bem, ela parece adorável. Ele está realmente raspando o fundo do barril agora, certo? Reed dá de ombros uma vez. - Não sei. Ela é muito quente. – O olha e ele retrocede um pouco. - Sim, realmente tem que ter pegado ela na esquina da rua. E o nome dela poderia ser mais de puta? - Você pensaria mesmo se seu nome fosse Maria. - Diz Ben. - Pare de ser ciumenta, Tessa. Você terminou com ele.


Ela se despede e pega a mão de Reed. – Que seja. Nós vamos pegar várias centenas de cervejas. Vocês querem alguma coisa? - Ela diz em direção a nós, com o rosto ainda tenso com amargura. - Eu estou bem. - Digo, olhando para Ben que está colocando travesseiros e estendendo o cobertor. - Eu também. - Acrescenta. Tessa e Reed desaparecem na multidão. Eu me viro bem a tempo de ver Ben pegar uma moldura de imagem. Ele sorri e senta-se no cobertor com as costas contra um travesseiro. Me puxa para ele com sua mão livre. - Venha aqui, Anjo. - O que você tem aí? Acaricia o ponto entre suas pernas e eu sento com as costas contra seu peito, deixando cair meus braços sobre suas pernas. Coloca a moldura em meu colo. - Não chore. - Sussurra em meu ouvido. Me inclino e olho para o desenho. Três figuras, sem dúvida elaborados por Nolan, que representam a nossa família. Minha família. Ele mesmo rotulou como Mami Pincesa Mia. E as lágrimas caem instantaneamente. Não posso evitar. - Suas habilidades artísticas são horríveis. – Limpo as lágrimas dos meus


olhos enquanto Bem rir contra mim. - Deus pode ser mais doce!? Nós podemos pendurar em sua casa? - Nossa casa. - Eu corrijo. Pressiono minha boca contra seu cabelo novamente. - Não chore, baby. Eu abro minha boca para dizer a ele que eu não posso evitar chorar ao ver a nossa primeira foto de família, mas ele apaga todas as palavras do meu vocabulário ao colocar uma pequena caixa no meu colo. Você sabe, o tipo de caixa que toda menina reconhece. Grito baixinho, segurando a moldura firmemente contra o meu peito enquanto meus olhos estão grudados na caixa. Suas mãos fortes o abrem. - Você sabe o quanto eu te amo? Concordo e agarro a moldura ainda mais forte, sentindo lágrimas nos meus olhos. Pisco e foco no anel que ele está segurando entre os dedos. - Tanto quanto eu te amo. - Eu engasguei com isso. - Não, anjo. Ninguém jamais amou alguém tanto quanto eu te amo. Eu temo que tenho que vencê-la sobre isso. - Ele faz um gesto em direção à minha mão e a coloca nas suas, o que lhe permite deslizar o anel no meu dedo. - Você é minha melhor amiga, Mia. Eu te amarei todos os dias para o resto da minha vida. Eu vou sempre te apreciar em cada momento que você me der. Case-se comigo, baby.


Eu estou balanço a cabeça e murmuro: - Sim. - Mesmo antes do fim. E então me vira e embala contra seu peito, me adorando com beijos sobre todo meu rosto. – Obrigada. - Eu digo para os seus lábios. O sinto dar um sorriso. - Por quê? Eu beijo ao longo de sua mandíbula para sua orelha. – Por estar no bar naquela noite. Como o homem que você é. Para mim e para Nolan. – Me movo para trás e seguro seu rosto em minhas mãos. – Podemos ter mais filhos? Ele leva a minha mão aos lábios e beija as costas dela. - Podemos começar agora? E então eu estou de costas, seu corpo cobrindo o meu. Eu rio para ele enquanto ele remove o cabelo do meu rosto. - Estamos no meio do campo. - Não me importa. Ninguém pode nos ver de qualquer maneira. Olhe o quão alto nós estamos. - Sim, mas me disseram que eu sou bastante barulhenta. - Brinco enquanto beija meu pescoço. Ele rosna e morde minha pele sensível. - Eu te amo. -Te amo. - Eu quero um monte de bebês.


Sua cabeça se vira para mim e sorri amplamente. - Muitos. Muda o seu peso e coloca a cabeça no travesseiro, puxando-me, então eu estou deitada em seu peito. E nós ainda estávamos mesmo depois Tessa de Reed voltar. E muito tempo depois de começar e terminar o show. Até que nós somos o único veículo deixado no campo. Fazemos amor sob as estrelas, sua ternura interrompida por um frenesi selvagem, quando ambos necessitamos. É perfeito. Eu tenho certeza de onde eu pertenço. Onde sempre estarei.


Epílogo Ben Mia: Vejo você em nosso lugar. Eu olho para o meu telefone, leio a mensagem de texto uma segunda vez. Nosso lugar. Que lugar? No que me diz respeito, cada lugar que eu tive Mia tornou-se o nosso lugar. E nós acumulamos um monte de lugares nos últimos quatro meses. Eu vou reler a sua mensagem de texto quando meu telefone toca. Mia: O bar, Ben. Eu balanço minha cabeça com um sorriso. Eu: Eu não tinha entendido. O que eu disse a você sobre duvidar de mim? Mia: Apenas apresse antes que um dos outros homens aqui me leve para casa. Eu: Mia ... Mia: Eu estou brincando. Mas depressa.


Estou no estacionamento em dez minutos, estacionando ao lado de seu jipe. Está quase tão cheio como a noite em que Mia se tornou minha, mas eu a vejo no mesmo banquinho que esteve há muitos meses. Eu não vou a ela, no entanto. Em vez disso, eu vou para o lado do bar onde não pode me ver e a observo sem que saiba. Ela está batendo com os dedos o bar ansiosamente olhando por cima do seu ombro a cada poucos segundos para a porta. Seu cabelo está solto e está vestindo uma camisa que tem meus olhos se movendo de seu peito para seu rosto de novo e de novo. Faço um gesto para o garçom. - Você pode enviar uma daquelas bebidas roxa de menina para mim? Acena e vai trabalhar na bebida enquanto retira o telefone com uma carranca. Meu telefone emite um bipe. Mia: Eu mencionei hoje, certo? Eu: Você é tão bonita. Sabe disso? Assim que minha mensagem chega, o garçom colocou a bebida na frente dela. Ela sorri, olhando para a bebida e em seguida, verificando o seu telefone. Seus olhos encontram os meus e imediatamente ando até ela através do bar. Minha mão roça ao longo das costas e reclamo o meu lugar.


- Te vi sedenta de onde estava. Eu pensei que eu iria ajudá-la. - Digo com um sorriso. Ela coloca a mão no meu joelho. - Eu preciso falar com você sobre algo. Eu curvo minha cabeça e empurrou a bebida mais perto dela. - E o que é isso? - Teremos que mudar a data do casamento. – Ela agarra a palha entre os dedos e a usa para agitar a sua bebida. - Por quê? Eu pensei que você queria um casamento de verão? Quer dizer, eu sou a favor de seqüestro no momento se fizer de você minha esposa, mas você parecia bastante animada com a data. Sorri e empurra a bebida para longe, apontando para o garçom. Ele pára na frente de nós e me dá uma piscadela amigável diante dela. - Sinto muito. Você pode fazer isso sem álcool? Eu não posso beber isso. - Claro que sim. - Diz ele, pegando o copo. Me dá um sorriso e pega minha mão, colocando-a em seu colo. - Ben. - Hmm? - Eu ainda estou tentando juntar porque de repente não queria a bebida que tão avidamente consumiu em


nosso primeiro encontro. Eu tomo um minuto para me concentrar na minha mão. Meus olhos encontram os dela e sorri. E depois faz clique. - Bebê, você está grávida? - A esperança na minha voz domina a ansiedade repentina que começa a ser desenvolvida nas minhas entranhas. - Realmente eu não quero ser o tamanho de uma casa quando estiver andando pelo corredor em direção a você. Então, eu pensei que talvez possamos ter um casamento na primavera em vez disso? Então, ele terá cinco meses.

- Anjo. - Eu estou de joelhos no meio do bar, pressionando meu rosto contra seu estômago. - Por favor, me diga que eu não estou ouvindo errado. Ela ri e se vira para mim. - Você não está ouvindo errado. Nolan vai ser um irmão mais velho. Meus sentidos são inundados com a necessidade de proteger esta mulher e o bebê dentro. - Temos que sair daqui. - Por quê? Este é o nosso lugar.


Eu balanço minha cabeça e eu me levanto, agarrando algum dinheiro da minha carteira e para pagar pela bebida não consumida. - Há pessoas fumando. E o ruído é muito forte. Ela ri e coloca sua mão sobre a minha, o que me permite levá-la. - Querido, eu não acho que o nível de ruído aqui vai machucar o bebê. Ele é apenas o tamanho de um amendoim neste momento. Eu paro no meio do estacionamento, virando-me. - Ele? Ela sorri e coloca as mãos no meu peito. - Apenas um pressentimento que tenho. É muito cedo para dizer. - Envolvo meus braços em torno dela, olhando para a mulher que vou darlhe toda a minha vida. - Você vai colocar-me em uma bolha para os próximos nove meses, não é? Beijo sua testa, puxando-a contra meu peito. - Eu vou fazer o que for preciso. - Eu digo. - E não discuta comigo. Deixeme segurá-la exatamente onde estávamos naquela noite. Antes que eu soubesse que iria mudar a minha vida. Antes eu sabia que estava segurando a mulher que iria se casar comigo. Meu futuro. Meu para sempre. Todo meu.


PlayList Thing for You – Hinder What if I Was Nothing – All That Remains Never say Never – The Fray All I Ever Needed – Bret Michaels All I Wanna Do is Make to Love You – Halestorm Crash My Party – Luke Bryan A Drop in the Ocean – Ron Pope Hands on You – Florida Georgia Line Stay – Florida Georgia Line Not Ready to Make Nice – Dixie Chicks Be with You – Enrique Iglesias A Thousand Years – Boyce Avenue


Torn the Pieces – Pop Evil Best is Yet to Come – Red Crazy – K-Ci & JoJo Lie to Me – Red

Cena extra logo abaixo <3


Cena Extra Mia: Oh meu Deus, estou tão emocionada! Sinto que não estou com você há anos. Mia: Depressa. Está dormindo? Apenas deite-o. Ele vai ficar bem. Na realidade não, não faça isso. Ele vai gritar e vou me sentir culpada. Mia: Merda estou tão quente agora. Poderia começar sem você. Mas não farei... mas poderia. Mia: Ben, depressa. Sorrio e abaixo o telefone em minhas mãos enquanto Chase esfrega o rosto em minha camisa. - Amiguinho, está mesmo me atrapalhando aqui lutando contra o sono. Sua mamãe está no outro quarto e está pronta. Entretanto tenho que esperar por você, homenzinho, e quando mais tempo demore para dormir, mas tempo demorarei para atender sua mãe. E sabe quando tempo tem? Sabe quantos anos você tem? - Chase se aperta contra mim. – Faz seis semanas hoje, Chase. Seis semanas. Sei que isso não significa nada para você


agora, mas quando for maior e tiver passado muito tempo sem estar dentro de sua mulher, vai entender a gravidade da situação. Seu pai está morrendo aqui. Leva seus dedos até a boca e uma onda de alivio me atinge. Conheço esse gesto. Falta pouco agora. Eu: Dá-me mais cinco minutos. Ele está chupando os dedos agora. Certamente estarei fazendo o mesmo depois que vir em meus dedos. Mia: Está me matando aqui. Largo o telefone quando o som acaba e o deixo na mesinha, balançando Chase lentamente, como ele gosta. É tão diferente de Nolan. Chase precisa de constante movimento e ruído para conseguir dormir. De qualquer tipo. Não tem que ser você se movimentando. Ele vai dormir em uma multidão de pessoas no shopping, enquanto eles estão se movendo ao redor. Mas Nolan, como um bebê, não podia fazer nada com ele. Necessitava estar quieto e precisava de silêncio. Me levou uma eternidade para descobrir isso. Pensei que todos os bebês gostavam de escutar aquelas musiquinhas infantis quando estavam em seus berços. Mas não Nolan. Eu passeava com ele, tentando fazer com que ele dormisse mas quando escutava um maldito barulho, ficava tudo muito mal. E não melhorou até que eu estava exausto depois de quase duas semanas, quando me sentei no sofá com ele contra


meu peito e fechei os olhos. Eu dormi. Eu nunca fiz isso enquanto segurava um bebê, totalmente drenado. Angie estava Deus sabe onde, e eu só precisava de uma pausa. Mesmo quando ela estava perto, ela não queria lidar com isso. Eu o colocava na cama todas as noites. Ela deixava-o comigo para fazer a merda que queria. Eu nunca reclamei porque eu amava meu filho, e eu queria cada segundo com ele. Mas foda-se, eu estava cansado de ser acordado a noite toda constantemente. Apenas eu queria sentar-me por um minuto e fechar os olhos. Nem mesmo trinta segundos depois que eu fiquei confortável no sofá, ele adormeceu. Estava escuro. Ele ficou tranqüilo. E eu não me mexi. Na noite seguinte, e em todas as noites depois, quando ele estava comigo, eu me sentava com Nolan em minha sala de estar, e quase imediatamente, ele tinha os olhos fechados. Se eu fizer essa merda com o Chase hoje à noite, eu nunca vou ter relações sexuais. E com certeza vou ter relações sexuais. Depois de deixar meu celular de novo, eu escorrego para fora do quarto, uma vez que Chase está dormindo em seu berço. Chego à porta do meu quarto, pego na maçaneta e viro-me para abrir a porta. - Papai? Minha cabeça bate na porta ainda fechada. Estava tão perto, porra.


Oh, Deus. O que acontece lá dentro? Ela está nua? Está meu pequeno anjo sujo bombeando seus dentro para dentro e para fora de sua buceta só de pensar em meu pau? - Papaiiiiiiiii. Minha mão sai da maçaneta e pressiono contra a minha ereção. - Sim? – Viro a cabeça, mantendo meu tempo na porta, e encontro Nolan de pé no final do corredor com seu dragão de pelúcia nos braços. - Não posso Mimi. Meu quero ver televisão e comer um pouquinho. Pego Nolan em meus braços e entrou em seu quarto. - É tarde demais para assistir TV e comer um lanche. Você deveria estar dormindo há uma hora atrás. - O deitei no travesseiro, e suas mãos agarraram em um punho a minha camisa, recusando-se a deixar-me ir. - Nolan ... - Deta um pouco comigo? Por favor, papai. Minhas mãos caem na cama, e eu estou olhando para o meu filho. Seus grandes olhos cinzentos estão pesados, as pálpebras um pouco inchadas pelo sono. Seu cabelo é um desastre natural, e sua boca está aberta para permitir que a orelha de seu dragão escorregar dentro dela para sugar. Levanta a mão e passa o dedo


no meu nariz, e foda-se, me tem. Dá um grande sorriso por trás do dragão, porque ele sabe que me tem quando faz essa merda. Repito o gesto e levanto a mão, empurrando-o com a mão que não estava atrás da minha cabeça. - Papai? - Hmm? -Poque eu nunca mais fui para a casa de mamãe? Meu peito aperta, dificultando minha respiração. Nós não falamos sobre isso. Nolan raramente pede Angie, com exceção das vezes em que me perguntava se iria vê-la novamente. E eu respondia que sim e mudava de assunto, porque eu não sei o que diabos dizer. Eu não quero que ele a veja, mas quando ela sair da cadeia em breve, eu tenho certeza que vou ter que lidar com essa merda. Provavelmente ela vai ficar presa mais alguns anos por dirigir sob a influência de álcool, motivo pelo qual foi presa. Pelo qual poderia ter matado meu filho. Se eu tivesse alguma que eu pudesse fazer queria que sua bunda apodrecesse na cadeia. Mas não. Eu não posso fazer nada sobre isso, mas eu posso proteger Nolan. É meu. Mia é sua mãe agora, e Angie pode ir para o inferno se ela pensa que está afastando ele de nós. - Papai?


Olho para os olhos cansados Nolan. - Sua mãe, sua primeira mãe, tinha que ir a algum lugar, porque não podia ser uma boa mãe para você. Mas ela te amava muito, e queria que você tivesse a melhor mãe do mundo. Então, ela e eu fomos buscar uma princesa, uma princesa porque sabíamos que seria a melhor mãe para você. Ele sorri, deixando cair a orelha do dragão de sua boca. - Eu quero a Princesa Mia, papai. Ela é a melhor mãe de todas. - E ela te ama muito, amiguinho. - Minha pimera mãe me amava de vedade? Concordo antes que ele tenha a chance de duvidar, porque nem eu sei a resposta para essa merda. E esta merda está me matando. Que criança deve ter que questionar isso? Que tipo de pessoa faz merdas e põe em dúvida se ama seu filho? Passando a mão ao longo de sua bochecha, o sento enquanto leva o dragão para sua boca. - Ela amava muito você, amigo. Só não podia amar você como uma princesa podia. Nolan fecha os olhos e me abraça, me acariciando contra a minha camisa. - Chasey vai sê um bebê para sempre? - Não, amiguinho. Ele será grande como você.


- Ele vai gotar de dragão também? - Provavelmente. Ele faz um grunhido suave. - Eu não vô deixar você. Sussurra na escuridão de seu quarto. Viro a cabeça para longe dele, escondendo a minha reação com o que você acabou de dizer em voz baixa. – Só Nolan poderia consolar o bicho de pelúcia. Só meu filho pensaria nos sentimentos de algum objeto inanimado depois de falar dos seus tão profundamente. Bocejando Nolan, disse calmamente: - Te amo, papai. Sua voz abafada contra o dragão. - E eu amo você, amiguinho. – Dou um beijo em sua testa, então saio da cama, me movendo em direção à porta, sem Nolan protestar. Eu não ficaria surpreso se ele fizesse. Mas estar lá no escuro, com as mudanças na sua respiração, tornando-se mais pesada, mais relaxada. Eu espero por um bom tempo antes de sair. Puxando meu telefone no meu bolso, aperto um botão e a tela se ilumina. 23:24 Merda. Porra. Enviei uma mensagem para Mia mais de uma hora atrás, dizendo cinco minutos. Ela não me enviou mensagens de texto de volta, o que só pode significar uma coisa.


Quando eu abro a porta do meu quarto, meus olhos encontram o corpo de Mia porque não há nada mais no quarto para me concentrar. O brilho de várias velas acesas foi distribuído, mostrando a luz que vejo em meu anjo. Com os olhos fechados, ela está com uma peça de roupa que fez meu pau entrar em colapso dentro de minhas calças. Preto. Laços. Essas malditas meias que encontrei em sua cômoda na semana passada e ela se recusou a colocá-las para mim. - Jesus Cristo. Eu gozarei antes de lhe tocar. Tiro minha roupa e envolvo minha mão ao redor da base do meu pau, tentando relaxar até aos ossos por um segundo. Estou tão excitado neste momento que há uma boa possibilidade que de que vá tirar o inferno fora de mim se eu fizer exatamente o que eu quero fazer agora, a fera acordada. Assim vou com a segunda opção. A segunda melhor coisa que desliza em sua buceta apertada. O que ela escolhe acima de tudo, exceto meu pau. Pelo que vai implorar. Devo fazê-la implorar para pagar por estar me provocando com essa roupa. Atrevida, travessa Mia. Vai implorar tão forte por mim. Não perco tempo. Eu não posso brincar com ela esta noite, a menos que queira voltar para o colchão. Abaixo minha


cabeça, acariciando minha boca contra sua vagina, puxando as pernas por cima do meu ombro, e esperei até que ela desliza sua mão no meu cabelo antes de passar a minha língua sobre seu clitóris. - Hum ... eu pensei que estava sonhando. Peguei um peito envolto em seu sutiã de renda, arrancando um suspiro de seus lábios. - Sem sonhar, menina bonita. Tocou nessa buceta sem mim? Nega com a cabeça através de um gemido. - Tem certeza? - Eu pergunto, mordendo e segurando seu clitóris quando se retorce. - Não, não, eu ... Oh, Ben, por favor. - Melhor eu ter certeza de que você não está mentindo. – Tiro sua mão do meu cabelo e deslizou seus dois dedos favoritos na minha boca. Ela olha para mim com a boca aberta e língua rolando em seu lábio inferior quando eu chupo. - Você esperou por mim. - Concluo, virando a cabeça para dar um beijo em sua palma aberta. - Te disse que esperaria. - Diz com a voz rouca de sono. Acaricia minha mandíbula. - As crianças estão bem?


- Mia, por favor, deixe-os fora deste quarto esta noite. Eu tenho que foder a minha mulher, e eu não posso fazer isso com você, se você começar a perguntar sobre outros homens. Ela ri enquanto eu coloco minha cabeça em sua coxa e roço o polegar entre os lábios. - Eu preciso de você para foder sua esposa, também. Mas você não pode fazer isso se você estiver aí em baixo. - Primeiro eu quero comer sua buceta. - Ben. - Implora. Levanta sua cabeça do travesseiro para me ver melhor, uma vez que ambas as mãos apertam meu rosto, forçando minha atenção por seu corpo. - Seis semanas se passaram. Por favor. Foda-me já. Eu rastejo em direção a ela tão rápido que grita abaixo de mim, rindo sobre a pele do meu pescoço. Meu pau fica áspero contra sua coxa, enquanto suas mãos vagueiam por meu corpo, e, em seguida, crava suas unhas com urgência me marcando enquanto eu pressiono a ponta do meu pênis contra o clitóris dela. - Oh, meu Deus. Sim. - Tetas de fora,Anjo. Poderia considerar a fodê-las primeiro, porque eu vou perder minha mente no segundo em que sentir você ao redor de mim. – Solta uma respiração áspera,


apertando a base do meu pau até que é quase doloroso. - Merda, Mia. Eu estou morrendo aqui. Suas mãos ansiosas liberaram seus seios, juntando o material de sua roupa interior entre nós em sua cintura. Então sua mão está pegando o meu pau deslizando ao longo de sua buceta escorregadia e cobrindo-o com o que minha boca ainda deveria estar saboreando. Minha cabeça cai para trás com um gemido, meus músculos duros como uma rocha sobre meus joelhos. – Mia. Rosno, gemendo enquanto suas mãos seguram minhas bolas. Minha resistência vai. Não, ela quebra. É do caralho em pedacinhos. Eu já não sou mais capaz de mantê-lo a raia, e me agarra com a mão que estava me acariciando como se fosse minha dona, eu a seguro sobre a sua cabeça com um aperto firme, e deixo a outra mão ao lado de sua cabeça enquanto eu escorrego dentro dela, lentamente, tomando o que é meu, enterrando-o tão fundo, que nunca deixará de sentir-me. Seu rosto se contorce, junta as sobrancelhas e franze os lábios enquanto joga a cabeça no travesseiro. Merda. Já se passaram seis semanas desde que eu estive nela. E agora eu estou a machucando.


-Está bem? - Pergunto, colocando a mão ao lado de seu rosto. Libero seu pulso e apoio em meus cotovelos para olhá-la, observando seus olhos fechados através de uma respiração profunda. O peito dela treme contra o meu. - Diga-me, menina bonita. Diga-me o que você sente. Com os olhos ainda fechados, lambe os lábios antes de sussurrar - Ben. - Deixo cair minha cabeça ao lado dela enquanto meu coração está preso em algum lugar na minha garganta. Eu não posso estar machucando Mia. Deveria sair agora e voltar a adorar a sua buceta com a minha língua. Mas, em seguida, sinto seus lábios roçando minha orelha, acalmando tudo dentro de mim. – Foda-me. - Pede, enganchando as pernas em volta da minha cintura, inclinando sua pélvis para que eu escorregue no último centímetro incrivelmente perfeito. - Sim? - Eu pergunto, afastando-me para olhá-la. - Você quer que seja duro, meu anjo? Ela balança a cabeça, com os olhos fixos nos meus. - Eu quero duro. - Vou gozar. - Adverti. - Eu também. Sorri, e merda, eu estou tão louco por esta mulher. Feriria cada filho da puta por aí que acha que amou mais do que


qualquer outro homem no planeta. Quem pensa ter encontrado a garota perfeita. Ninguém vai estar perto de ter o que eu tenho, de sentir o que eu sinto toda vez que minha esposa me olha. Isso. Bem aqui. Já comi a minha esposa uma série de maneiras, mas quando ela quer que seja duro, eu nunca vou contrariá-la. Vou darlhe exatamente o que precisa, porque é sempre exatamente o que eu preciso dela. Quando eu levo lenta e amorosamente o seu corpo, ela é perfeita. E quando a levo duro, mostrando o quão desesperado estou por me dar, é perfeito. Ela está sempre fodendo perfeito, e agora quero empurrar suas pernas contra seu peito e transar com ela até que não possa mais respirar, será perfeito. - Mia. - Gemo com o suor pingando do meu corpo para seu peito. - Mia. Passa os dedos no meu quadril, e sem olhar para baixo, eu sei que está desenhando o seu nome. Uma das minhas novas tatuagens é o nome do Chase, que combina com o design no meu braço. Mia fechou os olhos com um gemido e apertou contra a sua marca favorita. Juntando-se mais a mim. Eu não sei porque, mas me enviou sobre a borda. Sabendo que será permanente. Sabendo o quanto quero isso. Cavo mais fundo, fodendo mais duro. – Chega ali, Mia. - Eu mordo seu lábio, engolindo-a ofegar. - Porra chega lá.


-Ben! - Ela agarra minha pele, morde minha língua, e vem com tal força que me rodeia, que quase explode em minha mente. A fodo até que entro em colapso, nossos corpos em um emaranhado enquanto eu rolo sobre minhas costas. O suor se pega a nossa pele, e passo minhas mãos entre seus seios quando me abraça pela cintura. - Anjo, eu preciso de um minuto. - Digo, pensando em seu jogo de montar-me até que não posso vê-la diretamente. Deita sobre meu corpo, enterrando seu rosto no meu pescoço sugando a minha pele enquanto o seu coração troveja contra o meu peito. - Eu te amo, Benjamin Kelly. Te amo, e ao seu pau gigante. Eu pressiono meus lábios em seu cabelo, abafando o riso enquanto a envolvo meus braços. - Não é gigante. - É enorme. E perfeito. E realmente, realmente meu. - Isso não faz parte de tudo o que é meu é seu. Fica em silêncio por vários segundos, e eu acho que talvez eu disse algo errado, ou talvez adormeceu. Até que levanta a cabeça, selando nossas bocas com um beijo suave. - Eu sou sua também.


- Eu sei. - Digo, acenando com a mão entre nós acariciando a única buceta pela qual sempre vou cair de joelhos. - Eu acho que vou te foder lentamente desta vez . Ela sorri, toda grande e charmosa. Toda Mia. Toda minha. Tudo o que eu quero.

Sinopse do próximo Livro abaixo ......

Luke Evans é um conquistador. Eu não dar-lhe o meu coração. Não quando ele me deixou de fora. Ele me deu o suficiente, apenas o suficiente para me fazer amá-lo. Digo isso para me convencer. Mas eu sei a verdade. Eu amo-o à distância. Dar meu coração para Luke foi a coisa mais fácil que eu já tinha feito. Foi ingênuo que eu esperasse mais, que eu esperasse que ele quisesse as mesmas coisas que eu. Eu tentei odiá-lo. Tentei esquecer. Mas não é tão fácil. O amor é uma cadela sem coração, e eu sou sua mais recente vítima.

Tessa Kelly é uma devoradora de homens.


Quando coloca seus olhos em você, não apenas conquista seu coração, sua alma também vai. O que tínhamos era perfeito, real, e tudo o que eu sempre quis. Mas ela destruiu. Nos destruiu. Eu tentei odiá-la. Tentei esquecer. Mas não é tão fácil. O amor é para pessoas que têm esperança, e eu não tenho nenhuma.


Where i belong alabama summer 1 by jdaniels  
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